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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Impressões da sala de aula


Comecei a dar aulas em uma escola estadual. Nunca pensei que fosse fácil, mas descobri que é bem difícil ser professora. Principalmente em escola pública, onde os meninos são jogados lá, sem ao menos compreender o porquê de estarem ali. Há ainda a falta de estrutura e também o grande uso de tecnologias, como o celular  e vídeos do youtube, que podem atrapalhar bastante a prática docente.

Os meninos ouvem música e ficam com o celular na sala, às vezes tocando música sem o fone de ouvido. Não há nenhuma noção de disciplina, nem do que deve ou não ser feito. Não há noção de hora certa para fazer determinadas coisas. Eu sempre ouvi na minha casa que existia hora para tudo, hora para se divertir e hora de ralar. Eu sempre ouvi que primeiro deve vir a obrigação e depois a diversão.

Percebo que não há respeito nem na presença do professor. Não posso ser hipócrita e dizer que eu fui uma criança e uma pré adolescente maravilhosa e bem comportada. Não fui! Mas os meus pais estavam presentes na escola por tudo que eu aprontasse e era quase sempre. Por mais que no fundo eles achassem que não adiantaria nada, eles iam. Já chegue a tomar uns tapas de minha mãe dentro da escola.

Mas, mesmo sendo rebelde, havia um mínimo de respeito ao professor. Mesmo que eu continuasse a conversar, porque lembro que era uma faladeira na sala, eu pelo menos entrava na sala e sentava na cadeira. Ao contrário de hoje. Os meus alunos não sentam, não param, não se interessam pelos conteúdos e nem me respeitam. Fora que saem da sala toda hora e outros alunos entram na sala a todo momento, me ignorando.

A estrutura da escola pública não ajuda muito a vida do professor não. Algumas salas nem porta têm e quando chove molham tem goteira. Não têm ventiladores e é péssimo estudar assim. Como eu, sozinha, vou fazer os alunos prestarem atenção em mim com tantas distrações e com tanta falta de estrutura? Eu até tento. Converso com eles, fiz um jogo e pretendo fazer o máximo para tornar minhas aulas interessantes mas é bem difícil.

É difícil porque esse interesse pela escola e pelo conhecimento não vem de casa. Os pais não leem. Mas também qual o pai que tem tempo ou dinheiro para comprar livro? Não estou defendendo, pois isso não justifica nada. Essa é uma sensação geral que eu tenho. As pessoas não estão nem aí para nada, não leem, não estudam, não se informam. Só querem saber de festas, alegrias da vida, novelas, youtube, whatsapp... Mas quem condenaria essas pessoas? O caminho do conhecimento é bem árduo.

Eu também gosto de todas essas coisas, mas amadureci cedo e entendi desde nova que havia momento para tudo na vida. Há hora para estudar, para brincar, para dormir. Deve haver uma adequação para tudo na vida, não é mesmo? Mas é isso, essa é uma das minhas reflexões sobre a sala de aula e sobre a prática docente. Espero que eu faça mais!


Rafaela Valverde


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Altruísmo


Li essa semana num status de WhatsApp algo sobre altruísmo. Altruísmo é, entre outras coisas, fazer o bem sem esperar nada em troca. A partir desse status comecei a pensar em mim mesma, se eu sou uma pessoa altruísta. Acho que sou, pelo menos pelo fato de não querer nada em troca. Nem vejo como boa ação e sim como minha obrigação mesmo. Gosto de repassar informações, especialmente para quem esteja precisando. Gosto de ajudar as pessoas. Gosto de dar boas notícias, me preocupo com as pessoas.

Há algum tempo notei que sou assim. Me preocupo quando alguém falta durante aulas importantes. Fico tentando imaginar o que pode ter acontecido e se posso ajudar. Já fiz trabalho sozinha, quando era em dupla, mas para ajudar o colega mesmo. Coloquei o nome dele e disse para estudar, que a parte do slide eu fazia. Segurei a apresentação. Ele me agradeceu, mas já aconteceu de outras pessoas não agradecerem e eu não me importo. De verdade, eu nem lembro de todas as coisas que já fiz para ajudar as pessoas. Não fico remoendo isso.

Eu vejo imagens e posts sobre empregos e mando para quem acho que aquela vaga pode interessar. Eu converso com quem precisa, eu sou dessas que acha que as pessoas podem ter oportunidades. Sou dessas que faz coisas de forma automática sem se importar muito com o que pode ou não vir em troca. O mais engraçado é que só pensei nisso essa semana que vi essa imagem com a definição da palavra altruísmo e pensei que talvez com algumas atitudes minhas posso ser considerada altruísta. É claro que não vou dizer aqui. Não acho que devo divulgar. E não falo de assistencialismo ou caridade de dar dinheiro ou cesta básica para alguém. Falo de gentileza, de troca, de coisas que uma pessoa pode fazer por outra. Pequenas coisas, coisas cotidianas. Sim, eu gosto de mim.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A menina das telas


Estou sem as minhas telas. Meu celular e meu tablet deram pau ao mesmo tempo e ambos já estão no conserto. Mas eu cheguei a conclusão que sou a menina das telas. Gosto sim de estar cercada por telas. Nem eu sabia disso. Mas quero as telas que eu possa ter e que o dinheiro (o pouco que eu tenho) possa me oferecer.

Eu sinto falta do meu celular o tempo todo e até fiquei meio jururu. Primeiro pelo prejuízo, especialmente quandro os dois quebraram ao mesmo tempo e segundo por que sinto falta dele, simplesmente. Estou carente. Fico procurando. Às vezes vou me deitar e procuro o celular para dar uma última olhadinha no Facebook antes de dormir. E já acordo pensando em pegar meu celular. Ele despertava para eu acordar e era a primeira coisa que eu fazia ao acordar era tocar nele, é claro. E depois ligava o wifi.

Não sei até que ponto isso é prejudicial ou não, mas hoje estamos mais que inseridos nesse mundo das telas. Eu adoro tablet. Tablet é uma coisa mágica, parece até do capeta! rsrsrs É sério, eu fazia quase tudo pelo tablet. Acessava meu e-mail, internet em geral, via minhas séries e filmes; lia textos da faculdade - é uma mão na roda e foi por isso que eu comprei - lia livros, etc, etc, etc. Foi o segundo tablet que eu tive e esse foi com meu dinheiro, sabe? O outro foi presente. E eu adoro tablet mesmo.

Eu até pensei em comprar um kindle que é um leitor de livros on line ou PDF da Amazon. Mas apesar da qualidade comprovada, da boa leitura que oferece eu prefiro mesmo um tablet que até mesmo tira foto. Enfim, parece que não tenho muita sorte com esses aparelhos, pois quebram. Sempre quebram. Eles não gostam de mim. Meu notebook quebrou há uns anos, já foi consertado e quebrou de novo.

Eu não gosto muito de consertar aparelhos, sou mais de ir lá e comprar outro. Se tiver grana, é claro. Como não tenho, não estou tendo, então fico sem mesmo. Eu adoro comprar celular. Estava pensando nisso essa semana. Sim, eu adoro comprar celular. Aquela sensação de tirar da caixa, ver o aparelho novinho, aprender a usar... é gostoso. E consumista! Eu sei, mas ainda assim se eu pudesse eu comprava um celular por ano. É isso, sou a menina das telas.



Rafaela Valverde

terça-feira, 5 de abril de 2016

Parem de pedir nudes, agora!

Imagem da internet
Essa coisa toda de redes sociais como WhatsApp, Facebook junto com toda essa facilidade de WiFi, envio de fotos e arquivos de forma rápida e fácil acaba muitas vezes sendo chata. Não viveríamos mais hoje em dia sem essas coisas. Mas às vezes, enchem o saco. Eu tenho uma relação meio que conturbada com as redes sociais e só fui ter tudo isso quando já era a maior febre. Sempre fui a última a aderir às redes.

Tenho uma péssima relação com o Tinder, por exemplo, que é usado para arrumar alguém para trepar, pode se dizer assim. Já excluí e instalei mil vezes e já no meu celular novo eu já instalei e já excluí. Como na maioria das vezes só conheci trastes, nos últimos tempos estava usando ele para me divertir. Sim, ria dos perfis e das fotos sem noção.

Bem, mas fiz essa introdução apenas para ilustrar a minha já cansada relação com tudo isso. Mas hoje quero falar mesmo sobre os pedidos de nudes de alguns homens babacas com os quais tenho que lidar. Tem uns que parecem que não têm mais o que fazer e não têm outro assunto a não ser pedir nudes. É chato, incomoda. Além de que isso é considerar a mulher que está do outro lado apenas um corpo, um objeto.

Eu tenho achado isso ultimamente bem nojento. Na verdade eu sempre me senti meio incomodada em mandar esse tipo de fotos, mas até mandava sem o rosto, etc. Mas agora, me irritei tanto, uma pessoa me irritou tanto que eu desisti e bani essa merda da minha vida. Não mando mais esse tipo de foto para ninguém.

Essa pessoa, em todas as conversas no WhatsApp pede fotos minhas e já usou o termo "caridade", é mole? "Faz uma caridade e me manda uma foto sua aí, gata." Que idiota! Eu fico com tanta raiva que esse aí nem vai mais ver a minha cara. Eu só digo uma coisa para vocês queridos: parem! Isso não é nada agradável. Nenhuma mulher gosta dessa insistência, se ela não mandou é porque não vai mandar, portanto parem de pedir.

Acham que vão vencer pelo cansaço, pela insistência. Não vão. A gente vai continuar achando vocês muito chatos. Querem ver a nossa "pepeka", sejam homens e queiram ver pessoalmente. Agora, ficar nessa idiotice de pedir nudes e fotos das partes íntimas, ou de "como está vestida agora" é um saco. Apenas parem. É deselegante e é falta de educação.

Eu por exemplo, não tenho nenhuma pretensão na vida de ser motivo de punheta de homens grandes idiotas, que não sabem fazer sexo direito e por isso não transam com ninguém. Não transando com ninguém, na primeira oportunidade que têm de conversar com uma mulher ficam nessa de pedir nudes todo santo tempo, todo santo dia. Isso enche meu saco e como a playboy não tem mais a glória de antes, vou mandar que vocês vão pegar um corpo-objeto-qualquer para se divertir no banheiro, lá na internet, ok? Conhecem o Google? ótimo, tem várias mulheres nuas lá! Meu corpo não!



Rafaela Valverde

sábado, 12 de março de 2016

Roubaram meu celular

Imagem da internet


Há umas semanas eu fui roubada e levaram meu celular novinho. Eu só tinha pago umas três parcelas dele e foi o primeiro celular bom que eu tinha realmente tido coragem de comprar. Primeiro e último, por que agora se um dia voltar a ter celular, vai ser uns fuleiros mesmo. 

Foi na última semana de fevereiro, que já foi uma semana bem difícil para mim. Aliás, os últimos meses têm sido bem difíceis para mim. Não sei como é que eu consigo suportar tanta adversidade, com tanta força. Nem sabia que eu tinha tanta força, na verdade.

Então, estava na frente do shopping da Bahia, entrando no ônibus e num vacilo de dois minutos, fiz uma coisa que eu nunca fazia: coloquei o celular no bolso da frente da mochila, só enquanto eu subia no ônibus. Foi nesse momento que um maldito ladrão abriu a minha mochila e levou meu celular e meu óculos de sol.

O mais engraçado é que segundo algumas pessoas, isso é muito comum ali naquela região, inclusive policiais me falaram isso. Então, por que não ficam policiais à paisana por ali, para prender esses desgraçados? Mas também passei a pensar que estamos passando por um problema tão grave em nosso estado e em nosso país, onde não há interesse em mudar a situação de impunidade, que enquanto estava na delegacia, fazendo a queixa um dos atendentes me informou que os policiais prendem e no outro dia eles estão soltos e ainda voltam na delegacia para pegar os documentos. Isso é o cúmulo do absurdo. Eu, se fosse policial realmente não teria motivação em prender ninguém. Eu tenho vergonha desse país.

Pois bem, fiquei muito triste durante uns dias, porque vou continuar pagando um objeto que quis tanto e que não tenho mais. Mas agora já me conformei, não tem jeito né? O que me surpreende nisso tudo é que não estou sentindo muita falta não. Do WhatsApp então, menos ainda! Não pretendo ter celular tão cedo. Comprei um tablet baratinho para ler os textos da faculdade, ver minhas séries e abrir meus e-mails. E é só. Estou me sentindo mais livre sem celular!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Nossas putarias no WhatsApp

Imagem da internet

Estava sentada conversando com você no WhatsApp quando de repente começou a rolar putaria. Eu simplesmente falei que queria uma massagem no pé e você já "fetichiou" aí e já mandou algo relacionado a língua no pé. E em outros lugares. Você sabe que eu adoro uma língua passeando pelo meu corpo e que o meu pé é um dos meus pontos erógenos mais sensíveis.

Aliás você sabe o suficiente de mim. Do meu corpo e do meu prazer. Mesmo com tão poucos encontros você já presenteia com aquele olhar safado enquanto me chupa. Sim, por que para chupar gostoso tem que olhar de forma safada. O olhar faz parte da coisa toda. Você já sabe o quanto que eu gosto de carinho, você já consegue saber o que eu gosto. E já consegue me excitar apenas falando no WhatsApp. Só com conversas picantes eu já fico doidinha de tesão.

Verifico e estou molhada. Falo para você e você reage com uma foto do seu pau duro, esperando por mim. Ou simplesmente reage com uma frase que me deixa mais louca ainda, como: "Eu quero te chupar..." ou "Você tem uma energia sexual incrível..." Nossa, cara eu fico louca quando você fala isso. Nem sentada eu estou mais. Eu já me deitei e meus dedos estão entre as minhas pernas. Na outra mão, o celular e a coisa toda continua... Você passa a mandar áudios e sua voz me deixa louca. É uma voz dengosa e arrastada, que eu adoro.

Você diz que também está "batendo uma" e assim mais uma madrugada é finalizada. Com nossos gozos a distância, nossos gozos pelo aplicativo de mensagens do celular, nossos gozos sincronizados. Nossos gozos. Nossa noite. Nada supera o que é feito pessoalmente, mas esses momentos são super picantes e gostosos. E só aumenta nossa sintonia sexual. Uma sintonia tão intensa que só uma frase já excita, e  uns poucos momentos já fazem gozar!


Rafaela Valverde
 
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