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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Minha trajetória acadêmica

Em 2010 passei no vestibular da Uneb - Universidade do estado da Bahia para o curso de Pedagogia, que eu não sabia exatamente do que se tratava, mas como achava que queria fazer psicologia, achei que pedagogia tinha semelhanças com psico e lá fui eu. As aulas começaram no dia 12 de abril e ainda era tão menina, ia fazer vinte e um anos e estava noiva. Nessa época eu trabalhava e estudava e só vivia cansada, dormia na aula e não sei como eu consegui lidar com oito matérias assim. Uns dois meses depois fiquei desempregada e minha mãe que me ajudava com a faculdade. Casei no mesmo ano e continuei nos semestres seguintes com as oito disciplinas.

Depois de um tempo comecei a pegar menos matérias e fui ficando atrasada, separada das minhas colegas e amigas que tinha feito naqueles meses. Acredito que  isso tenha me desmotivado bastante, além  de uma monitoria que fiz e não recebi o dinheiro ao qual tinha direito e precisava. Por essas e questões de não gostar e não me adaptar com algumas disciplinas e questões do curso acabei abandonando. Eu não via mais graça em estar ali, fazendo aquele curso. Me sentia sem perspectivas.

Foi nessa época que passei a dar mais atenção ao blog e quis seguir o sonho de escrever, de ganhar dinheiro escrevendo e botei na cabeça que queria ser jornalista. Por que queria escrever de qualquer jeito. Até pensei em fazer letras, mas tinha horror à licenciatura e à sala de aula. Tentei entrar na UFBA em jornalismo e não consegui. No ano de 2013 depois de uns meses fora do Departamento de Educação da Uneb, decidi voltar. Mas durou pouco tempo. Minha falta de afinidade com o curso era latente, eu não me dava bem com a maioria dos professores de lá que eram muito arrogantes. Não tinha motivação para ir até lé, nem para fazer as atividades, nem de olhar para as caras dos professores. Saí de novo e dessa vez pra valer.

Em 2014 depois de mais um Enem tentei novamente o curso de jornalismo na UFBA e não consegui. Porém fiz um vestibular na Unijorge e passei, consegui um FIES e fui fazer jornalismo nesse centro universitário privado. Não me adaptei muito bem lá. A universidade parece um shopping, com praças de alimentação bem grandes e quase nenhum apoio a alunos de baixa renda. Me sentia deslocada, um peixe fora d'água. Fora que a sala que eu estudava era super barulhenta e imatura, me sentia estudando em uma escola de ensino médio. Fora que com boletos todo mês e o salário que eu ganhava não estava dando, daí decidi usar a mesma nota do Enem e ganhar uma bolsa em uma universidade diferente e melhor. Consegui a bolsa e ia começar o semestre no mês de agosto de 2014. Enquanto isso, minhas colegas estavam se formando. 

Faltando poucos dias para começar o semestre na FSBA - Faculdade Social da Bahia eu recebi uma ligação  avisando que não havia formado turma para jornalismo e que o curso estava praticamente extinto na universidade. Eu teria que escolher outro curso ou desistir da bolsa. Dentre os cursos que me ofereceram fiz a merda de escolher um. Eu não acreditava mais que pudesse entrar na UFBA  e seguir a carreira acadêmica que eu tanto sonhava. Então eu escolhi psicologia. Entrei sem semestre definido e pegava disciplinas introdutórias misturadas com as mais avançadas e não entendia os conceitos básicos tendo certa dificuldade em acompanhar. Sentia o tempo todo que me formaria sem nenhuma perspetiva, não me sentia feliz ali, nem no curso e nem na faculdade. Fora que é perto do campus da UFBA em que estudo hoje e pegava os mesmos ônibus que vários alunos da Federal que ali desciam e ficava pensando que meu lugar era ali, que um dia eu gostaria de descer antes, naqueles ponto.

O que começou a me tirar daquele curso e daquela faculdade foi a dificuldade em estudar. Os textos eram longos e meu tablet havia quebrado, me impossibilitando de ler a maioria dos textos. Eu teria que tirar xerox ou imprimir todos e não tinha grana para isso, apesar de estar trabalhando na época. Comecei a tirar notas ruins e a faltar nas aulas de sábado, já que trabalhava aos finais de semana. Eu sabia que tinha que sair dali e exatamente no meio do ano de 2015, no SISU do meio do ano eu decidi que eu iria para a UFBA em qualquer curso. E eu entrei em Letras. De primeira. Sabe se que as notas de corte desses cursos são bem baixas e não foi tão difícil. Fiquei muito feliz. Acho que foi um dos poucos dias mais felizes que tive naquele ano. Dia 15 de junho de 2015. A universidade estava em greve, fiz matrícula, mas só comecei a ter aulas em janeiro de 20016, ano passado e hoje estou no quarto semestre e realmente estou onde eu merecia, precisava e queria estar. Eu dou aulas particulares de Português e agora vou assumir salas de aula em uma escola estadual. Eu estou muito feliz e realizada na minha vida acadêmica. Eu amo ensinar. Eu já faço pesquisa e sou bolsista de Iniciação Científica. Eu vejo  a realização do meu sonho chegando, chegando aos poucos. Eu tenho contato mais direto com literatura, algumas disciplinas de literatura do curso são fascinantes e eu adoro entrar naquele portão todos os dias. Por mais que a coisa não seja fácil. É muito estudo. É tudo bem diferente de todas as universidades em que já estive. Mas eu adoro, finalmente me encontrei.

Não desista do seu sonho, não hesite em sair de algo que não te faz bem, onde você não quer estar. Saia e vá atrás do que realmente você quer. Porque uma hora dá certo. Essa é a loucura da minha vida acadêmica até agora, minhas desistências e conquistas. 



Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de março de 2016

Reflexões sobre o Salvador Card e suas incoerências

Imagem da internet
Ando pensando algumas coisas sobre o Salvador Card ultimamente. O Salvador Card é o que dá meia passagem aos estudantes, integração nos ônibus diferentes, enfim, o cartão para passar nos ônibus da cidade. O projeto era vinculado ao Seteps antigamente e até era chamado de Seteps, porém hoje está ligado também à prefeitura de Salvador. Não tenho bem certeza, mas parece que é um acordo entre prefeitura e sindicato dos empresários de empresas de transportes públicos da cidade.

Então, de um tempo para cá, não sei bem dizer quanto, o projeto resolveu se reformular. Houve uma popularização dos cartões, quase todas as empresas são adeptas para transporte dos seus funcionários, a maioria dos estudantes possuem um cartão de meia passagem e ainda há o bilhete avulso, que qualquer cidadão pode ter e pegar dois ônibus pagando apenas uma passagem no período de duas horas.

Além disso houve uma dispensa maciça do trabalho do humano e as recargas passaram a ser exclusivamente através de totens. Antes do início das revalidações anuais para que os estudantes continuem usando o serviço durante 2016 ainda havia pessoas carregando os valores em dinheiro no cartão. Agora não. As pessoas estão lá apenas para revalidar. Um processo que ao meu ver também é falho.

O Salvador Card possui três pontos fixos de recarga dos cartões em pontos específicos da cidade. Abriram postos móveis em alguns shoppings e totens foram distribuídos em algumas faculdades, como a UNEB e a Unijorge por exemplo. Porém ainda é pouco, comparado à quantidade de pessoas que havia antes para fazer as recargas e que provavelmente foram demitidas. Os totens são úteis, mas são máquinas, será que se um dia quebrarem ou precisarem passar por alguma manutenção, haverá pessoal suficiente para lidar com essa contingência? A resposta é não. Fora que as filas continuam, o que invalidou um pouco o princípio da praticidade dos totens. Ah e os totens não dão troco e só aceitam notas novas (sem rasuras e que não estejam amassadas, recusando as que estão) e ainda só é possível inserir notas a partir de cinco reais. Moedas e dois reais não! Já passei maus bocados por causa disso!

E para voltar a falar de revalidação, eu revalidei recentemente o meu cartão e o de minha irmã. Nossos comprovantes de matrícula mal foram olhados, os documentos de identificação então nem se fala. Não foi pedida a mim nenhuma comprovação de parentesco com a minha irmã, já que estava revalidando o cartão dela de estudante.

Há ainda a questão da segurança sobre quem está ou não utilizando esses cartões de estudantes, pois no início era um sistema bem rigoroso, onde só as pessoas da família podiam fazer a recarga e a revalidação apresentando documentos de identificação que eram analisados e a depender do estado não eram aceitos. Havia também a questão da digital que era solicitada nos ônibus a fim de identificar os estudantes. Essa medida de segurança foi muito criticada por mim, pela lentidão que gerava dentro dos coletivos, JÁ QUE NUNCA FUNCIONOU BEM! 

Mas aí de repente, a solicitação da digital ou identificação biométrica que começou com tanto rigor e todos tivemos que fazer o cadastro dos nossos dedinhos em tempo hábil, não existe mais! Quem me disse isso foi uma cobradora de ônibus! Sim! Ela disse: " esqueça isso de botar o dedo, isso acabou!". Eu me senti enganada, por que depois de tanta agonia em nossa cabeça (quem lembra desse período sabe o que estou dizendo), simplesmente não existe mais. Como assim? Cadê a segurança? Não há mais solicitação de digitais? Quer dizer então que quaisquer pessoas podem recarregar meu cartão (totens) e ainda podem utilizar nos ônibus "de boa"? Como assim, Seteps? Hein Salvador Card? Prefeitura? Alguém para explicar? Só eu quem penso nisso?

E ainda há mais uma coisa: a diminuição de funcionários no órgão além de aumentar o número de desempregados na cidade e no estado, será que não ajudou a piorar o atendimento e conferimento dos documentos, diminuindo a segurança? Afinal, é muita gente e o serviço tem que ser rápido. A resposta é SIM! Fica a reflexão ou as reflexões. Temos que reclamar e chamar atenção para o que está errado, é o nosso dever enquanto cidadãos!



Rafaela Valverde

terça-feira, 20 de maio de 2014

Jovens mais jovens que eu

Foto: Google
Sempre estou sozinha, sobretudo nos ambientes rodeados de jovens que vivo atualmente. É claro que eu sou jovem, mas talvez tenha espírito velho, amadurecido. Ou então é aquele típico preconceito com as gerações precedentes à nossa. Bem deve ser isso mesmo. Os mais jovens que eu, os bem mais jovens mesmo, que estudam comigo na faculdade ou no curso técnico. São jovens de dezessete, dezoito, dezenove anos, com hormônios à flor da pele, que não conseguem ficar calados, só assistem séries e acham que sabem muita coisa. Acham até que sabe tudo da vida! Coitados. Nem vou lhe dizer o que os espera.

Esses jovens me evitam, me acham uma dinossaura do século passado. Simplesmente por que entro calada, dou meu bom dia/ boa noite e assim permaneço. Só falo quando me perguntam algo e raramente consigo me soltar na minha turma da faculdade. Me solto mais à noite no curso técnico. A turma, mesmo tendo muitos jovens é um pouco mais silenciosa e madura. Ouve a professora e  falam menos, bem menos asneiras do que as que tenho ouvido em todos os lugares ultimamente.

Sento no meio da sala e fico lá, na faculdade, calada e até mesmo dormindo, para tirar o atraso. Isso antes de começar a aula. Sempre chego muito cedo e antes de o professor chegar, sempre temos três ou quatro pessoas na sala, mas quando "o grosso" da sala chega, o pandemônio se forma. A maioria dos professores têm que fazer um esforço inumano para conseguir dar aula, por que a falta de educação e  falta de maturidade não permitem que as pessoas calem a boa e /ou desgrudem do celular, durante uma manhã.

Não tenho mais paciência para os jovens, mais jovens que eu. É por isso que não penso em ter filhos. Não quero adolescentes chatos de uma geração ainda mais avançada, infernizando meu juízo. Já tenho problemas demais! Estar em algum lugar aqui nessa faculdade, constantemente se torna um inferno. A praça de alimentação, os corredores, o laboratório de informática agora está pior que feira livre. Eles gritam, eles conversam fora de hora, eles riem de tudo e falam alto, muito alto. Além de te empurrarem, fingirem que não estão te vendo e não reponderem o bom dia.

Aliás só falam besteira. Não dá para filtrar muita coisa não. É claro que isso é uma generalização da minha parte e isso soa como injusto e é, por que nesses mesmos ambientes e em outros, conheço jovens centrados, que falam em um tom de voz normal, leem, não vêem apenas séries idiotas, têm educação e ouvem os professores. Esses são poucos, mas se destacam. O resto se torna igual, homogêneo. Os filhos da classe média alta de pais que são exatamente assim. Os filhos são apenas reflexos do que vêem em casa.


Rafaela Valverde

sábado, 12 de abril de 2014

A criação da internet - Parte II

Foto: Google

Nos anos 90 a internet já estava privatizada e contava com uma arquitetura técnica totalmente aberta. Essa abertura permitia a conexão de todas as redes de computadores em qualquer lugar do mundo. A WWW já estava funcionando com softwares adequados e vários navegadores fáceis já estavam disponíveis para serem utilizados.

 A internet nasceu da junção da intenção de pesquisa militar e da cultura libertária.A verdadeira intenção na verdade ao criar a Arpanet foi  financiar a ciência da computação nos EUA e deixar que os cientistas trabalhassem, Algo de interessante e diferente tinha que sair dali.  E saiu. 

O uso mais popular da internet naquela época foi o correio eletrônico, e até hoje ainda é o recurso mais usado na net. A Arpanet já era usada para conversas entre estudantes e compras de determinados itens como maconha, por exemplo. Isso acontecia devido à política de flexibilidade e liberdade acadêmica da ARPA, que deu espaço para a criatividade de universitários e americanos de forma geral. Com isso ofereceu-lhes recursos para transformar ideias em pesquisa e pesquisa em tecnologias possíveis de acontecer.

Sem a ARPA não teria havido a Arpanet, e sem ela não haveria a internet como conhecemos hoje. O mundo dos negócios não aceitou a internet. Afinal era uma tecnologia ousada demais, cara e arriscada demais para se dá alguma importância. Os empresários da época eram muito conservadores e estavam totalmente voltados para o lucro. Não havia espaço para inovações tecnológicas nesse mundo antiquado e quadrado.

Houve uma rápida difusão dos  protocolos de comunicação entre computadores, Isso não teria ocorrido sem a distribuição gratuita de softwares e  uso cooperativo de recursos. Isso se tornou o primeiro código de contato entre os hackers. Afinal não havia intenção de lucro com isso. Havia valores de liberdade individual do pensamento independente e de solidariedade e cooperação.

Essa cultura adotou uma interconexão de computadores como um instrumento da livre comunicação e um instrumento da livre comunicação e libertação política, que junto com o PC daria às pessoas, cada vez mais informações e saberes e as libertaria dos governos e corporações. 

Será?

Rafaela Valverde

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Hoje é dia do jornalista!



Hoje é o dia do jornalista. O mês de abril é mesmo especial. Ainda não sou jornalista e estou longe disso, pois o primeiro semestre não me gabarita para nada, mas um dia serei e gostaria de dizer que nunca me senti tão feliz. Não havia me encontrado ainda. Mas me encontrei na cachaça viciante que é ser jornalista, ou estudante de jornalismo. É tudo delicioso. Fazer prova sobre redes sociais, mídias, tecnologias, criação da internet não tem preço. Coisas do primeiro semestre que ainda traz disciplinas mais basiconas. Eu estou amando, eu estou realizada. Só para lembrar que ainda está rolando a história do diploma, as discussões continuam e me parece que ainda vai ter alguma votação. Mas nenhuma empresa vai contratar alguém que não tenha diploma, ok? Vamos lutar por mais valorização da profissão, obrigatoriedade do diploma, boa formação, liberdade para trabalhar e se pronunciar, etc. Parabéns!!!



Rafaela Valverde

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A criação da internet - Parte I



Nós temos uma capacidade enorme de subverter o que está posto, desobedecer regras e adaptar recursos existentes para o uso que melhor nos represente e beneficie.
A criação da internet se dá nesse contexto. Em setembro de 1969 o Departamento de Defesa dos EUA formou a ARPA (Advanced Research Projects Agency). A ARPA tinha um departamento, o Information Processing Techniques Office (IPTO), onde surgiu a Arpanet, que era uma rede de computadores interligados, com o objetivo de superar tecnologicamente a União Soviética que havia lançado seu primeiro Sputnik em 1957. Da rivalidade e da necessidade de fazer pesquisas em diversos campus universitários, nasceu a ideia da internet como conhecemos hoje.
 Daí podemos perceber a intencionalidade de compartilhamento de dados e informações, já nascendo. Em 1983, o Departamento de Defesa resolveu separar as coisas e como ainda estava preocupado com a segurança, criou a MILNET dedicada exclusivamente para fins militares e transformou a Arpanet em ARPA- INTERNET, que ficou apenas destinada à pesquisa.E em 1990, mais especificamente em fevereiro, a Arpanet foi retirada de operação, pois já era considerada obsoleta, devido ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de programas parecidos. Nesse período o governo americano deixou a administração da Arpanet a cargo da NSF (National Science Foudation), porém a NSF privatizou a internet pouco tempo depois. A partir desse período, a internet, diversos provedores e a rede global de computadores, tomaram pé e cresceram rapidamente.
O projeto original da Arpanet possuía uma arquitetura aberta e descentralizada. Foi isso que permitiu esse rápido crescimento. Em um período anterior, em 1977, pouco tempo depois do surgimento da Arpanet, dois estudantes, Ward Christensen e  Randy Swess criaram o modem, que permitiu a transferência entre seus computadores pessoais.Após a criação e consolidação dessa nova rede, surgiram várias criações que possibilitaram e facilitaram o seu uso. Já citei o modem, mas ainda tem o mouse e um sistema operacional como o Linux, por exemplo. Criado em 1991 por Linus Torvalds que distribuiu gratuitamente na internet e manteve seus códigos abertos. Além disso há o windows que conhecemos tão bem, não é mesmo?
 Outro detalhe importante para o crescimento da internet até chegar a internet que conhecemos hoje, foi o desenvolvimento da WWW. O WWW é uma aplicação de compartilhamento. Em 1995 lançaram o software Navigator através da Net gratuitamente para fins educacionais. Custava 39 dólares e era usado comercialmente.Depois do sucesso do Navigator, a Microsoft finalmente descobriu a internet e em 1995 junto com seu windows 95, introduziu seu próprio navegador: o internet explorer.

Fonte: A galáxia da internet - Manuel Castells



Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de abril de 2014

Bem vindo abril sem internet.

Hoje inicia - se um novo mês. É o dia da mentira e o mês do meu aniversário, que é daqui a 22 dias. Enfim, não sei se me sinto muito feliz em comemorar 25 anos, tão rápido, mas o importante é estar viva, é estar bem e feliz. Estou sem internet nesse início de mês e só estou podendo postar aqui na faculdade, que onde eu estou agora. As visualizações vão cair um pouco, pois  não posso divulgar e atualizar a página do Facebook. 

Pois é, aqui na faculdade não "pega" o Facebook e em curso como o meu, onde as disciplinas nesse semestre são praticamente sobre mídias, tecnologias e redes sociais, incoerentemente a gente não entra nem no Youtube! Estou tentando ver vídeos para um trabalho de uma disciplina chamada Sociedade e Tecnologia e NÃO CONSIGO. As redes sociais são bloqueadas aqui. E o Youtube acaba sendo considerado rede social.

Pode até ser, mas eu acho incoerente os professores falarem em sala de aula, sobre a necessidade de jornalistas e futuros jornalistas estarem antenados e nossos laboratórios de informática, não abrirem um site como o Youtube! Quando eu estudava na UNEB, tínhamos esses recursos disponíveis, porém agora, mesmo com as disciplinas tendo grupos no Facebook, com divulgação de textos, e informações sobre ter ou não aulas nessa rede, nós não temos acesso.

Bem, é isso. Só queria saudar abril, desejar que ele venha lindo para todos nós, cheio de boas notícias e muito chocolate!! Não esqueçam de mim e do meu aniversário, quero chocolate, hein!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 7 de março de 2014

Em paz com as religiões

Depois de uma aula de antropologia ontem, percebi que sou muito etnocêntrica, sobretudo em relação às religiões. Para quem não sabe o etnocentrismo  é o olhar para o outro e a partir dos seus próprios conceitos e sua visão do mundo, julgar o outro inferior. Esse conceito foi formulado agora por mim, mas já estudei antropologia em 2010 quando entrei em Pedagogia e consigo hoje ser menosetnocêntrica do que era antes.

Mas ainda sim tenho sido extremamente preconceituosa com quem segue fortemente religiões. Sobretudo as vertentes do cristianismo. Só por que não sigo, não acredito mais não posso desprezar quem tem sua fé. Não acredito mais, por que já acreditei, inclusive já fiz parte de uma congregação batista durante a minha infância e pré adolescência. Talvez por conta desse longo período passado lá dentro é que hoje eu não acredito e tenho aversão. Não sei ao certo, nunca saberei.

Que fique claro que sou cética em relação a vertentes religiosas, que ao meu ver, segregam e desunem os que deveriam ser realmente irmãos. Mas eu acredito em Deus. E também não acho um demérito não acreditar. Cada um é livre. Eu acredito em Deus como uma força que está dentro de nós e não um ser antropomorfizado que está dentro de igrejas. É nessas que eu não acredito, é nas pessoas que as fazem, suas doutrinas e dogmas que eu não acredito.

Ontem diante desta aula se antropologia, o professor trazendo o teórico Geertz, falou que Religião é cultura, fé é algo subjetivo. Não dá para discutir algo tão subjetivo e fantástico como a fé. Eu perguntei se atitudes de aversão, poderiam ser considerados etnocentrismo e a resposta positiva veio de imediato: SIM! E vice versa também, ok? Então, vocês que têm suas religiões e acham a gente: "os sem religião", uns hereges babacas, vocês também estão sendo etnocêntricos e intolerantes, tá? 

Pensemos um pouco em nossas atitudes. Eu sempre estou me dando a oportunidade de repensá-las, e mudar tudo que eu perceber que não está  dentro do meu perfil, dentro do que realmente sou. Tenho mente aberta, sem preconceitos e não sou ninguém para julgar ninguém. Ninguém é melhor que ninguém, afinal de contas. Eu só não acredito em religiões e apesar de tudo, eu vou continuar a criticá-las,


Rafaela Valverde





quinta-feira, 6 de março de 2014

A internet de Caco

Era uma vez uma garoto tímido que gostava de ver desenhos animados e não gostava da escola. O nome dele era Caco. Uma noite qualquer ele teve um sonho diferente. Sonhou que as pessoas flutuavam e se conectavam entre si através de toques de dedos. As pontas dos dedos se tocavam e eles se tornavam amigos. Flutuar só era algo imaginado em outra dimensão, no espaço. Pelo menos era assim que Caco pensava e passava dias imaginando nas aulas de matemática.

As ideias se tornaram obsessivas, ele só pensava nisso e um belo dia resolveu lançá-las a um papel. Desenhou, desenhou, rabiscou e consegui enfim, tornar mais tangível seus sonhos e pensamentos.

Caco conseguiu divulgar sua invenção através da escola e pelo menos para isso ela serviria. Contou e mostrou o projeto a um dos colegas mais próximos e pediu segredo. Sabia que assim a notícia se espalharia. "Ninguém guarda segredo nessa escola." Assim surgiu a internet particular de Caco.





*Esse texto foi escrito por mim na faculdade na disciplina Sociedade e Tecnologia. É sobre a invenção da internet. O professor pediu que fôssemos criativos ao escrever como surgiu a internet. E eu tentei ser o mais criativa possível. Ele gostou e até por causa desse texto eu ganhei um livro, que vou ler e postar logo mais.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ler, ler e ler

Começou tudo de novo. Essa rotina que eu amo de ler, ler e ler mais ainda. Ler dois livros ao mesmo tempo, fazer anotações, fichamentos, tentar absorver o que o autor disse e aprender. Aprender é o maior barato! A frase é cafona, mas a ideia dela não, apesar de muita gente achar. Sou sedenta por conhecimento e eu não sei como é que alguém consegue ignorar um conhecimento que esteja tão próximo, se despejando, doido para ser apreendido, assimilado e praticado. Aliás tenho visto cada vez mais gente ignorando e querendo permanecer apenas no conhecimento raso e superficial que os best sellers oferecem. Não tenho nada contra os best sellers, inclusive tenho certeza que toda leitura é válida, mas emburrecer, lendo só o que tá na moda, ou o que é mais vendido não é lá uma coisa muito boa a meu ver, principalmente para quem está na academia. Mas é apenas o que eu penso, o que sou, não posso influenciar a cabeça de ninguém e nem mudá-la. O que posso fazer é continuar agindo assim, é a minha essência afinal de contas, e quem sabe um dia vire um espelho para alguém. Que alguém leia isso e possa ir buscar seu caminho na busca do conhecimento, por que é muito bom.

Rafaela Valverde
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