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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Minha trajetória acadêmica

Em 2010 passei no vestibular da Uneb - Universidade do estado da Bahia para o curso de Pedagogia, que eu não sabia exatamente do que se tratava, mas como achava que queria fazer psicologia, achei que pedagogia tinha semelhanças com psico e lá fui eu. As aulas começaram no dia 12 de abril e ainda era tão menina, ia fazer vinte e um anos e estava noiva. Nessa época eu trabalhava e estudava e só vivia cansada, dormia na aula e não sei como eu consegui lidar com oito matérias assim. Uns dois meses depois fiquei desempregada e minha mãe que me ajudava com a faculdade. Casei no mesmo ano e continuei nos semestres seguintes com as oito disciplinas.

Depois de um tempo comecei a pegar menos matérias e fui ficando atrasada, separada das minhas colegas e amigas que tinha feito naqueles meses. Acredito que  isso tenha me desmotivado bastante, além  de uma monitoria que fiz e não recebi o dinheiro ao qual tinha direito e precisava. Por essas e questões de não gostar e não me adaptar com algumas disciplinas e questões do curso acabei abandonando. Eu não via mais graça em estar ali, fazendo aquele curso. Me sentia sem perspectivas.

Foi nessa época que passei a dar mais atenção ao blog e quis seguir o sonho de escrever, de ganhar dinheiro escrevendo e botei na cabeça que queria ser jornalista. Por que queria escrever de qualquer jeito. Até pensei em fazer letras, mas tinha horror à licenciatura e à sala de aula. Tentei entrar na UFBA em jornalismo e não consegui. No ano de 2013 depois de uns meses fora do Departamento de Educação da Uneb, decidi voltar. Mas durou pouco tempo. Minha falta de afinidade com o curso era latente, eu não me dava bem com a maioria dos professores de lá que eram muito arrogantes. Não tinha motivação para ir até lé, nem para fazer as atividades, nem de olhar para as caras dos professores. Saí de novo e dessa vez pra valer.

Em 2014 depois de mais um Enem tentei novamente o curso de jornalismo na UFBA e não consegui. Porém fiz um vestibular na Unijorge e passei, consegui um FIES e fui fazer jornalismo nesse centro universitário privado. Não me adaptei muito bem lá. A universidade parece um shopping, com praças de alimentação bem grandes e quase nenhum apoio a alunos de baixa renda. Me sentia deslocada, um peixe fora d'água. Fora que a sala que eu estudava era super barulhenta e imatura, me sentia estudando em uma escola de ensino médio. Fora que com boletos todo mês e o salário que eu ganhava não estava dando, daí decidi usar a mesma nota do Enem e ganhar uma bolsa em uma universidade diferente e melhor. Consegui a bolsa e ia começar o semestre no mês de agosto de 2014. Enquanto isso, minhas colegas estavam se formando. 

Faltando poucos dias para começar o semestre na FSBA - Faculdade Social da Bahia eu recebi uma ligação  avisando que não havia formado turma para jornalismo e que o curso estava praticamente extinto na universidade. Eu teria que escolher outro curso ou desistir da bolsa. Dentre os cursos que me ofereceram fiz a merda de escolher um. Eu não acreditava mais que pudesse entrar na UFBA  e seguir a carreira acadêmica que eu tanto sonhava. Então eu escolhi psicologia. Entrei sem semestre definido e pegava disciplinas introdutórias misturadas com as mais avançadas e não entendia os conceitos básicos tendo certa dificuldade em acompanhar. Sentia o tempo todo que me formaria sem nenhuma perspetiva, não me sentia feliz ali, nem no curso e nem na faculdade. Fora que é perto do campus da UFBA em que estudo hoje e pegava os mesmos ônibus que vários alunos da Federal que ali desciam e ficava pensando que meu lugar era ali, que um dia eu gostaria de descer antes, naqueles ponto.

O que começou a me tirar daquele curso e daquela faculdade foi a dificuldade em estudar. Os textos eram longos e meu tablet havia quebrado, me impossibilitando de ler a maioria dos textos. Eu teria que tirar xerox ou imprimir todos e não tinha grana para isso, apesar de estar trabalhando na época. Comecei a tirar notas ruins e a faltar nas aulas de sábado, já que trabalhava aos finais de semana. Eu sabia que tinha que sair dali e exatamente no meio do ano de 2015, no SISU do meio do ano eu decidi que eu iria para a UFBA em qualquer curso. E eu entrei em Letras. De primeira. Sabe se que as notas de corte desses cursos são bem baixas e não foi tão difícil. Fiquei muito feliz. Acho que foi um dos poucos dias mais felizes que tive naquele ano. Dia 15 de junho de 2015. A universidade estava em greve, fiz matrícula, mas só comecei a ter aulas em janeiro de 20016, ano passado e hoje estou no quarto semestre e realmente estou onde eu merecia, precisava e queria estar. Eu dou aulas particulares de Português e agora vou assumir salas de aula em uma escola estadual. Eu estou muito feliz e realizada na minha vida acadêmica. Eu amo ensinar. Eu já faço pesquisa e sou bolsista de Iniciação Científica. Eu vejo  a realização do meu sonho chegando, chegando aos poucos. Eu tenho contato mais direto com literatura, algumas disciplinas de literatura do curso são fascinantes e eu adoro entrar naquele portão todos os dias. Por mais que a coisa não seja fácil. É muito estudo. É tudo bem diferente de todas as universidades em que já estive. Mas eu adoro, finalmente me encontrei.

Não desista do seu sonho, não hesite em sair de algo que não te faz bem, onde você não quer estar. Saia e vá atrás do que realmente você quer. Porque uma hora dá certo. Essa é a loucura da minha vida acadêmica até agora, minhas desistências e conquistas. 



Rafaela Valverde

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Agradecer!!!


Eu não tenho do que me queixar. Estou na UFBA, onde sempre quis estar, apesar dos pesares. Sou bolsista de iniciação científica. Isso não foi possível para mim nos dois anos em que estive na UNEB. Lá não houve tantas oportunidades desse tipo. Eu acredito na pesquisa. É um dos pilares da universidade e conta pontos para seleção no mestrado, um dos meus maiores sonhos.

Com essa bolsa eu posso me dedicar um pouco mais aos estudos e à pesquisa ao invés de apenas estudar para me formar e trabalhar para manter a graduação e conciliar tudo. Além disso, eu tenho poucos e bons amigos ao meu lado, tenho uma família incrível que me ama e me ajuda. Tenho uma coisa que eu acho que pode ser um dom, que é o dom da escrita e sei que escrevo bem.

Posso, apesar da crise, pagar e comprar algumas coisas como por exemplo a Netflix que me proporciona tantas séries e filmes bons, como Grey's Anatomy, House of Cards e outras que eu amo e me emociono. Me ajudam a escapar da minha rotina louca. Enfim, tenho auto estima e tenho algumas coisas que sempre quis. Inclusive paz.

E de pensar que há poucos meses eu queria morrer todo dia. Não tinha vontade e alegria de nada. Mas hoje eu estou bem e preciso muito agradecer. Por mais que eu agradeça todo dia ainda não é suficiente. E ainda há meu querido Cássio, meu namorado. Uma surpresa que apareceu esse ano e uma das quais eu me sinto mais grata. Uma nova paixão, mas uma amizade das antigas. Sim, eu conheço Cássio desde 2004 quando começamos o ensino médio. Meio que éramos amigos, e meio que rolou uns beijos não muito legais, mas não havíamos nos visto ou nos falado nos últimos anos. A não ser por uns contatos esporádicos pelo Facebook e num grupo da turma no WhatsApp. Mas um belo dia nos reencontramos...O beijo melhorou! rsrsrs Essa história eu conto depois. O que quero dizer é que depois de tanta dor hoje eu sou feliz e sou muito grata!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Minha primeira aula

Imagem da internet
Hoje foi a minha primeira aula particular. Eu fiquei um pouco nervosa é claro, mas quem não ficaria?Mas a aula foi dada para uma conhecida de longa data, uma ex colega minha de Pedagogia, o que deixou tudo um pouco mais fácil. Mas ainda assim é uma experiência de tudo que eu já fiz. 

Eu já dei aula de reforço escolar para crianças, mas era um inferno. Sinceramente, não tenho nenhuma cabeça e paciência para lidar com crianças. E gosto de passar um pouco mais do que eu sei para pessoas adultas e que realmente sabem o que querem, possuem um objetivo. Crianças estudam porque são obrigadas.

Gosto de ensinar, especialmente sobre a escrita. Não que eu saiba muito, mas escrevo há alguns anos e minha evolução é visível. É isso, por hoje, eu queria apenas deixar registrada a minha primeira aula. De muitas, pois espero que venham muitas. Eu estou muito feliz, estou construindo coisas, vivendo experiências e espero que assim continue.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Me dei mal em uma prova

Imagem da internet
Hoje foi uma das poucas vezes em que me senti verdadeiramente abalada por causa de uma nota baixa. Me xinguei, me culpei. Poderia ter estudado mais, poderia ter estudado. Lembro que no final de semana anterior a essa prova eu estudei muito pouco e já havia estudado relativamente pouco. Ok, eu trabalhava, ok eu li, fichei e reli quase todos os textos da disciplina, excetuando apenas  dois ou três, de mais de dez textos.

Mas eu não estava compreendendo claramente o conteúdo, eu deveria ter falado ter brigado por isso, eu deveria ter dito para o professor parar que eu não estava entendendo porra nenhuma! Mas agora não adianta ficar falando eu devia, eu devia. O que passou passou. O fato é que eu não gosto de prova, muito menos provas abertas e subjetivas, essas me acabam.

Era uma prova que valia dez pontos e eu não tirei nem três!! É frustrante, é revoltante. Não sou boas com provas. Não acho que seja a maneira mais eficaz de avaliar os conhecimentos de alguém. Na UNEB quase não fazia provas e realmente não é um hábito que faz parte da minha vida. Enfim, fiquei muito frustrada, me senti mal e decepcionada comigo mesma.

Agora é correr atrás do prejuízo ou tentar. Mas o sentimento de que poderia ter sido melhor não sai de mim. Agora é tentar recuperar e ver no que dá. Não gosto de ficar me lamentando, mas isso realmente me abalou um pouco.





Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de março de 2016

Reflexões sobre o Salvador Card e suas incoerências

Imagem da internet
Ando pensando algumas coisas sobre o Salvador Card ultimamente. O Salvador Card é o que dá meia passagem aos estudantes, integração nos ônibus diferentes, enfim, o cartão para passar nos ônibus da cidade. O projeto era vinculado ao Seteps antigamente e até era chamado de Seteps, porém hoje está ligado também à prefeitura de Salvador. Não tenho bem certeza, mas parece que é um acordo entre prefeitura e sindicato dos empresários de empresas de transportes públicos da cidade.

Então, de um tempo para cá, não sei bem dizer quanto, o projeto resolveu se reformular. Houve uma popularização dos cartões, quase todas as empresas são adeptas para transporte dos seus funcionários, a maioria dos estudantes possuem um cartão de meia passagem e ainda há o bilhete avulso, que qualquer cidadão pode ter e pegar dois ônibus pagando apenas uma passagem no período de duas horas.

Além disso houve uma dispensa maciça do trabalho do humano e as recargas passaram a ser exclusivamente através de totens. Antes do início das revalidações anuais para que os estudantes continuem usando o serviço durante 2016 ainda havia pessoas carregando os valores em dinheiro no cartão. Agora não. As pessoas estão lá apenas para revalidar. Um processo que ao meu ver também é falho.

O Salvador Card possui três pontos fixos de recarga dos cartões em pontos específicos da cidade. Abriram postos móveis em alguns shoppings e totens foram distribuídos em algumas faculdades, como a UNEB e a Unijorge por exemplo. Porém ainda é pouco, comparado à quantidade de pessoas que havia antes para fazer as recargas e que provavelmente foram demitidas. Os totens são úteis, mas são máquinas, será que se um dia quebrarem ou precisarem passar por alguma manutenção, haverá pessoal suficiente para lidar com essa contingência? A resposta é não. Fora que as filas continuam, o que invalidou um pouco o princípio da praticidade dos totens. Ah e os totens não dão troco e só aceitam notas novas (sem rasuras e que não estejam amassadas, recusando as que estão) e ainda só é possível inserir notas a partir de cinco reais. Moedas e dois reais não! Já passei maus bocados por causa disso!

E para voltar a falar de revalidação, eu revalidei recentemente o meu cartão e o de minha irmã. Nossos comprovantes de matrícula mal foram olhados, os documentos de identificação então nem se fala. Não foi pedida a mim nenhuma comprovação de parentesco com a minha irmã, já que estava revalidando o cartão dela de estudante.

Há ainda a questão da segurança sobre quem está ou não utilizando esses cartões de estudantes, pois no início era um sistema bem rigoroso, onde só as pessoas da família podiam fazer a recarga e a revalidação apresentando documentos de identificação que eram analisados e a depender do estado não eram aceitos. Havia também a questão da digital que era solicitada nos ônibus a fim de identificar os estudantes. Essa medida de segurança foi muito criticada por mim, pela lentidão que gerava dentro dos coletivos, JÁ QUE NUNCA FUNCIONOU BEM! 

Mas aí de repente, a solicitação da digital ou identificação biométrica que começou com tanto rigor e todos tivemos que fazer o cadastro dos nossos dedinhos em tempo hábil, não existe mais! Quem me disse isso foi uma cobradora de ônibus! Sim! Ela disse: " esqueça isso de botar o dedo, isso acabou!". Eu me senti enganada, por que depois de tanta agonia em nossa cabeça (quem lembra desse período sabe o que estou dizendo), simplesmente não existe mais. Como assim? Cadê a segurança? Não há mais solicitação de digitais? Quer dizer então que quaisquer pessoas podem recarregar meu cartão (totens) e ainda podem utilizar nos ônibus "de boa"? Como assim, Seteps? Hein Salvador Card? Prefeitura? Alguém para explicar? Só eu quem penso nisso?

E ainda há mais uma coisa: a diminuição de funcionários no órgão além de aumentar o número de desempregados na cidade e no estado, será que não ajudou a piorar o atendimento e conferimento dos documentos, diminuindo a segurança? Afinal, é muita gente e o serviço tem que ser rápido. A resposta é SIM! Fica a reflexão ou as reflexões. Temos que reclamar e chamar atenção para o que está errado, é o nosso dever enquanto cidadãos!



Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de abril de 2014

Bem vindo abril sem internet.

Hoje inicia - se um novo mês. É o dia da mentira e o mês do meu aniversário, que é daqui a 22 dias. Enfim, não sei se me sinto muito feliz em comemorar 25 anos, tão rápido, mas o importante é estar viva, é estar bem e feliz. Estou sem internet nesse início de mês e só estou podendo postar aqui na faculdade, que onde eu estou agora. As visualizações vão cair um pouco, pois  não posso divulgar e atualizar a página do Facebook. 

Pois é, aqui na faculdade não "pega" o Facebook e em curso como o meu, onde as disciplinas nesse semestre são praticamente sobre mídias, tecnologias e redes sociais, incoerentemente a gente não entra nem no Youtube! Estou tentando ver vídeos para um trabalho de uma disciplina chamada Sociedade e Tecnologia e NÃO CONSIGO. As redes sociais são bloqueadas aqui. E o Youtube acaba sendo considerado rede social.

Pode até ser, mas eu acho incoerente os professores falarem em sala de aula, sobre a necessidade de jornalistas e futuros jornalistas estarem antenados e nossos laboratórios de informática, não abrirem um site como o Youtube! Quando eu estudava na UNEB, tínhamos esses recursos disponíveis, porém agora, mesmo com as disciplinas tendo grupos no Facebook, com divulgação de textos, e informações sobre ter ou não aulas nessa rede, nós não temos acesso.

Bem, é isso. Só queria saudar abril, desejar que ele venha lindo para todos nós, cheio de boas notícias e muito chocolate!! Não esqueçam de mim e do meu aniversário, quero chocolate, hein!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Boas novas

Ontem foi meu primeiro dia de aula. Em plena quinta feira, pode? Pois é, mas é que ontem foi apenas para os calouros, onde tivemos tipo uma apresentação da faculdade, do curso, das regras, de alguns professores, etc. A faculdade tem uma estrutura incrível para comunicação e eu fiquei apaixonada de novo pelo curso e pela faculdade. Gostei do ambiente e já fiz até amizade com algumas pessoas. O cima é bem diferente em tudo no que diz respeito ao curso e a faculdade que eu fazia antes. Já que fazia Pedagogia na UNEB que é uma universidade pública. Hoje eu não fui e perdi uma oficina sobre os equipamentos que vamos utilizar ao longo do curso. Mas não fui por que fui para a segunda etapa de uma seleção e inclusive fui aprovada. Estou um pouco sem tempo de  contar agora, mas em breve, quando tudo estiver concretizado, passo aqui para contar as novidades. São coisas boas, dignas de um  início de ano par. Volto em breve, ok? Agora tenho algumas coisas para resolver.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Servidão Humana - W. Somerset Maugham



Na semana passada terminei de ler novamente o livro Servidão Humana de William Somerset  Maugham. Já li em 2010 quando entrei na faculdade de Pedagogia, mas foi uma leitura imposta e na ápoca não dei tanta importância ao livro e confesso que eu li sem dar muita atenção para ele. Li por obrigação. Mas tive que comprar por causa de um professor para ser mais específica, que utilizou o livro em uma de suas avaliações. Enfim, o fato é que eu reli agora, como lazer mesmo e amei o livro.



É um livro denso, de leitura difícil, mas que começa tranquilo, lento. A dificuldade e até mesmo o desinteresse em lê-lo chega no meio do livro durante algumas divagações, descobertas, e amizades de Philip, o personagem principal. Philip fica órfão com sete anos e então vai morar na casa do tio em uma pequena vila praieira na Inglaterra. Seu tio é vigário e Philip não se sente muito bem vindo naquele novo ambiente tão diferente.

Tem um defeito no pé e anda mancando na rígida escola interna onde é mandado pelo tio. Ele convive muito mal com esse defeito no pé e influenciado pelos dogmas da escola de padres, ele acha que pode por um milagre ser curado dessa moléstia que tanto o aflinge. Ele sofre bullying e odeia a escola e os colegas.  Ia se ordenar dentro da religião assim como o tio, mas foge da escola e deixa de acreditar em Deus.

Após fugir da escola  e apesar dos protestos dos tios vai para Alemanha estudar contabilidade e trabalhar em uma firma na mesma área.  Passa um ano no escritório, depois se farta e percebe que não é aquela vida chata que ele quer. Novamente em meio a protestos resolve ir para Paris para estudar arte e ser pintor. Nesse período conhece muita gente, filosofia, artes e faz amigos. Ainda em Paris presencia pela primeira vez a morte, o suicídio e sofre. Mas o sofrimento de Philip é cru, seco. Ele reflete sobre o cristianismo e suas amarrações, reflete sobre os sentimentos humanos e todas as suas vertentes.

Após dois anos de estudo de arte, o nosso personagem resolve largar a arte e percebendo que não tem talento para a pintura, decide mais uma vez abandonar um ofício. Decidido a ter logo uma profissão, para iniciar sua vida, resolve seguir a profissão do pai e entra na escola preparatória para medicina, em Londres, começando pela terceira vez a sua vida. Já em Londres conhece Mildred, garota por quem ele vai ter uma paixão platônica, vai sofrer e vai se dar mal por causa dela, que o engana durante algum tempo.

Philip em sua saga, que narra quase vinte anos da sua vida, ama, é amado, terá amante, lê muito e frequenta bibliotecas públicas (!) ajuda um amigo que morre na sua casa, passa fome, mas dá a volta por cima. Trabalha em uma loja como recepcionista, trabalho pouco conceituado na época, perde os tios e a parte que para mim é  a mais importante e genial do livro, descobre que a vida não tem nenhum sentido. Nós nascemos e morremos, e o universo nem se dá conta de nós, em nossa insignificância.



Rafaela Valverde














segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Li o livro Preconceito Linguístico - Marcos Bagno

Li recentemente o livro Preconceito Linguístico de Marcos Bagno. Esse livro pode ser considerado um livro técnico da área de Letras e/ou Pedagogia, mas para os meros curiosos também é excelente por ser de fácil leitura e entendimento.



Marcos já é um conhecido meu, pois há um tempo atrás li outro livro dele sobre pesquisa na escola e fiquei maravilhada com a sua  clareza de ideias, lucidez e como ele dispõe de forma tão elucidativa e coerente as suas ideias acerca da educação em si. Marcos critica duramente os professores de português que se utilizam de métodos obsoletos para o ensino da Língua Portuguesa e nós acreditamos que existe o certo o errado, o falar bonito e o falar feio, a norma culta e norma não culta...

Bagno, assim como os linguistas em geral defendem a forma como é falada a nossa língua em nosso país e desmistifica através de fundamentos teóricos e bons argumentos, a ideia de que o português é difícil e que o português de Portugal é bem melhor falado que o nosso. Ele, assim como eu discorda disso e defende claramente o direito que nós, falantes da língua portuguesa, temos de falar, adaptar e readaptar a nossa língua conforme for necessário.

Ele critica dura e diretamente alguns escritores, jornalistas e professores de português que insistem em pregar a cultura da norma culta e da obrigatoriedade de saber gramática, a gramática antiga e engessada como já conhecemos. Como eu já achava isso e pensava que não é tão necessário assim saber os pormenores da gramática para falar e escrever bem. Ele cita inclusive exemplos como Machado de Assis que confessou que não era lá muito bem em gramática, imagine o grande Machado de Assis! E  essa é uma tendência bastante aclamada nos meios acadêmicos. Na faculdade de Pedagogia da UNEB, onde eu estive por dois anos, há uma discussão bastante consolidada a favor da reconstrução do ensino da língua portuguesa em nosso país.

Os professores devem ser pesquisadores dentro da área da linguagem e fazer com seus alunos se apaixonem por sua língua mãe e não que a odeiem. O livro ainda cita alguns trechos da obra do grandioso Monteiro Lobato, Emília no país da Gramática, onde o autor na década de 30 já inciava as discussões acerca do assunto tratado por Bagno. Imaginem, década de 30? E até hoje as escolas continuam formando analfabetos funcionais que odeiam a sua língua materna, fazem questão de se menosprezar, enfim. Uma revolução no ensino da língua se faz necessário para que possamos um dia, quem sabe, avançar em indicadores educacionais, sociais e econômicos.


Rafaela Valverde








sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Vestibular da UNEB

Gostaria de falar para quem não sabe que as inscrições para o vestibular da UNEB já estão abertas. Inclusive com a opção de isenção da taxa, que é agora é feita na próprio ato da inscrição e não mais como antes,que havia um processo de isenção anterior ao início das inscrições. Eu já fiz a minha inscrição. É claro que eu só vou fazer se for aprovada na isenção. Me desculpe, mas no ano passado eu já paguei 98,00 e esse ano não estou disposta a fazer o mesmo.

As inscrições terminam no dia 19/09 e as provas serão em novembro. Na UNEB, o candidato pode também optar pela seleção do SISU, mas é claro que pode também fazer a prova e um não elimina o outro, até por que o número de vagas destinadas a seleção do SISU não é o mesmo número das provas tradicionais. 

Esse ano eu optei por letras com inglês na primeira opção, pois conforme já havia falado aqui, me apaixonei pelo curso e em segunda opção coloquei o curso de Comunicação Social com ênfase em Relações Públicas. Mas como vocês já sabem a minha real opção é Jornalismo na UFBA. Essas opções ficam em segundo plano. Preciso voltar a estudar, está um vazio enorme!


Rafaela Valverde

sábado, 17 de agosto de 2013

Letras com habilitação em inglês?

Me apaixonei pelo curso de Letras com habilitação em inglês da UNEB. Pelo menos a grade de disciplinas me atraiu muito e dá para aprender muito de inglês fazendo essa graduação. Além disso quero me especializar e me preparar para futuramente escrever um livro, quem sabe? Sonhar não custa nada. O fato é que esse curso, especificamente esse com inglês, me atrai muito e apesar de querer muito fazer jornalismo e de amar a área, estou pensando seriamente em optar ou no PROUNI, ou no SISU, ou nos dois, para depois do jornalismo, pôr a opção de letras. Sempre quis fazer e sempre tive interesse e quando fiz vestibular para Pedagogia em 2009, a minha segunda opção foi letras. Seja o que Deus quiser, e apesar de estar me sentindo velha eu pretendo fazer duas graduações. Talvez seja besteira minha, mas o importante para mim, é saber o que eu quero. Quero fazer faculdade para saber, para aprender e não somente para ter uma profissão. O curso é à noite e o curso com habilitação em português é à tarde. Horário horrível, por sinal, para quem precisa trabalhar.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Parem de me cobrar diploma!

Ainda hoje ouço alguém me perguntando sobre o fato de eu ter largado a faculdade. "Por que não se formou? Ter nível superior é muito importante para quem quer crescer." O que eu prontamente respondi: "Ok, mas eu quero crescer fazendo o que eu gosto, tá?" Eu não sei o que é que passa na cabeça das pessoas no momento em que dizem isso, ao se meterem de forma tão grotesca na vida, na decisão e nos sonhos dos outros. 

Eu não quero saber de nada, de nenhum tipo de argumento. Eu não quero ser como vocês que só visam o canudo e a solenidade da formatura. Entrei em Pedagogia sem saber exatamente o que queria fazer e as disciplinas de teoria eu gostava muito, mas em um determinado momento após a minha descoberta do que eu queria estudar e após o início da parte prática do curso, ou seja os estágios e na maneira como eles são feitos na UNEB, eu pulei fora mesmo.

 Ia me formar, pegar o tão importante canudo, que vocês tanto valorizam e ia trabalhar em call center? Não, obrigada, eu trabalho em call center agora. Nada, é claro contra call center. O que quero dizer é que a área da educação é uma área muito difícil e desvalorizada. Não existe plano de carreira se você não fizer carreira acadêmica. Conheço várias pessoas formadas na área e que estão dentro de um call center ou em outra área completamente diferente. Então, para mim ser formada nessa área não ia agregar mais nada ao meu currículo, além do que eu já aprendi lá dentro nesse período. Sem mais alongar esse assunto, quero dizer que não mais responderei as tolices que as pessoas falam em relação a isso.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Relacionamento que chega ao fim e Livro Quarup

Hoje estou inspirada e estou escrevendo, escrevendo e escrevendo. Estudei um pouco e estou motivada para estudar para vestibular e não para a faculdade. Não tenho vontade de ir às aulas e nem leio e faço as atividades solicitadas. Não tenho ânimo, vontade e motivação para nada que se relacione as atividades do curso e o meu relacionamento com ele está realmente chegando ao fim, depois de se arrastar, e depois de ir e vir. Estou preferindo estudar as disciplinas das ciências humanas, como geografia, história, redação, interpretação e novas regras gramaticais do que as disciplinas do curso. É tudo muito chato, repetitivo e sem sentido para mim. Não consigo mais acompanhar e esqueço das atividades que são para entregar. Enfim, essa relação está mesmo falida, não adianta insistir.

Estou lendoE como já disse, estou me preparando para o vestibular da UFBA e estou lendo o livro Quarup que é um dos solicitados para a seleção, além dos filmes e uma grande gama cultural  que devemos dar conta. O livro anda me esclarecendo algumas coisas e  estou aprendendo um pouco sobre a religião católica, os índios da região do Xingú, no Rio de Janeiro. Em algumas pesquisas, verifiquei que Quarup é um ritual indígena e que Nando, o jovem padre personagem principal do livro se apaixona e mantém relações sexuais com alguém. Daí já podemos ver o tamanho da polêmica do livro. O livro foi transformado em filme e foi protagonizado por Taumaturgo Ferreira e Fernanda Torres. Bem, quem quiser saber mais, faça como eu e leia o livro.


Rafaela Valverde

terça-feira, 9 de abril de 2013

Velho é o mundo

Para não ficar chato e repetitivo o assunto de ontem, não vou falar nada em relação, mas devo dizer que não estou vendo significação em estar sentada nessas cadeiras, em estar ouvindo esse conteúdo e pensar em quanto tempo ainda levará ainda para terminar. Além de pensar na prática profissional que nunca me atraiu em nada, mas até um ano atrás eu ainda não tinha outra opção de curso para fazer de carreira para seguir, não sabia o que fazer da vida e agora sigo em um dilema. O que era significativo para mim há um tempo atrás, hoje deixou de ser e não posso continuar empurrando com a barriga. Isso não é do meu feitio. Costumo ser comprometida em tudo o que faço, pelo menos até aquilo perder a importância, o significado e agora a minha cabeça está tão lá na frente, que eu já não consigo raciocinar aqui, não consigo mais fincar o pé, não mais me sinto motivada e quero partir para outra coisa. Eu achava que estava velha e que não havia perspectivas para mim, para eu mudar de faculdade e de curso, agora, a essa altura do campeonato, começar tudo de novo, ser caloura de novo. Velha? O quê? Quem é velha começando uma faculdade com vinte e cinco anos (idade que eu terei no ano que vem se passar)??? Aqui mesmo no Departamento de Educação da UNEB, tem tantas pessoas com bem mais idade pessoas com quarenta, cinquenta anos e que reviram a possibilidade de recomeçar nessa nova oportunidade e eu aqui me achando velha. Me poupe, viu? Aí acabei entendendo e acomodando que nunca é tarde para recomeçar, e para fazer o que realmente se gosta. Eu não vou ficar me remoendo, me frustrando em uma coisa que eu não quero só por que estou me achando velha demais para começar um curso do zero, afinal como diz minha mãe:  "Velho é o mundo." E tenho dito.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Uma crítica a uma aula vazia

Estamos caminhando mesmo para o final do túnel. E lá, no final desse túnel não há luz, pelo menos eu não a vislumbro. Estamos sentados na cadeira da universidade e ao meu ver ainda nessa altura do campeonato continuamos com a velha mania da educação brasileira de "encher linguiça". Nós, que estudamos a vida toda em escola pública, tivemos muitas oportunidades de presenciar essa enrolação e hoje em dia ainda, na universidade, que por acaso é pública, estadual, continuamos observando dia após dia, tempo ser perdido, conhecimento que podia ser construído e desenvolvido ser jogado fora.

Não consigo entender como jogamos tanta conversa fora, como desperdiçamos tempo que podia ser utilizado para discutir nossos problemas sociais e educacionais. Temos muitas horas de uma disciplina , em que estaremos inseridos  na escola e sala de aula e antes de partimos para os trabalhos externos nas escolas, estamos em nossa sala de aula, falando e fazendo exercícios que ao meu ver não nos acrescentará em nada. Pelo menos não no trabalho prático em si, que se trata de um trabalho de observação, intervenção e projetos práticos.

Na verdade estamos tendo aula de língua portuguesa e de como construir uma narrativa e uma descrição. Para mim, isso é artifício para completar carga horária e estou de saco cheio. Entramos na terceira semana de aula e não andamos, não avançamos nas discussões sobre a prática da sala de aula, do dia-a-dia do professor. Não houve nenhuma discussão acerca de como se esse cotidiano e do que vamos encontrar nas escolas e olhe que nem conhecemos a escola onde vamos atuar como estagiários, onde seremos obrigados a criar um plano de intervenção com temas que ainda não discutimos e não construímos nada.

Não vou mentir e esconder o meu receio de adentrar à escola novamente. Para mim é um ambiente constrangedor e opressor. Foi assim para mim quando fui estudante e tem sido assim ao longo dos anos e ao longo das novas gerações. Trata- se uma instituição tida como aparelho ideológico do estado, onde as relações de poder são bem definidas, bem hierarquizadas e bastante tiranas, onde quem estar no poder é dono de todas as decisões. Portanto trata- se  de um ambiente físico e abstrato que  deve ser exaustivamente discutido, tratado, elogiado e criticado em seus pontos fracos. E nós, que seríamos um vetor de debate e democratização desse espaço, que seríamos os pensadores da educação, estamos falando besteira e deixando de lado o que poderiam ser grandes construções e contribuições para a educação;


Texto construído durante a aula de Estágio Supervisionado I na UNEB, enquanto rolaava a tal aula da besteira...


Rafaela Valverde





sexta-feira, 22 de março de 2013

Livros

Na verdade eu já havia iniciado esse livro no semestre passado quando larguei a faculdade. Agora que estou retornando, tive que voltar a ler. Aliás é o que mais tenho feito nessa última semana. Falando do livro, digo que ele traz um breve panorama da ciência ao longo de vários séculos, desde os primórdios, até uma previsão para o dia de hoje, o século XXI. Pelo menos até a parte que eu li eu gostei, ele é mais didático, mais para a áreas específicas. 

Em relação ao outro livro que eu estava lendo, o livro Arnaquistas, graças à Deus de Zélia Gattai, um livro de memórias,  foi uma leitura super agradável, onde aprendi algumas coisas sobre o cotidiano dos imigrantes italianos, o cotidiano da cidade de São Paulo e sobre a infância de uma personalidade que foi um pouco baiana, já que viveu aqui durante tanto tempo. Enfim, gostaria de dizer que eu recomendo. Não só esse livros, mas todos os livros possíveis. Ler é bom. Ler é muito bom. E eu estou em uma correria danada, por falar nisso. Estava até desacostumada com essa rotina, mas agora o meu ritmo de leitura deve voltar e vai com certeza voltar. Aliás já voltou. Por falar nisso, vou ali ler mais um pouquinho.


Rafaela Valverde

domingo, 17 de março de 2013

Sumi

Andei um tanto quanto sumida. As pessoas têm me procurado na rede. O fato é que tenho andado cansada, pois desde que eu me mudei no dia vinte e três eu não tenho dormido bem. Na verdade eu não dormi ainda uma noite toda. Sempre acordamos no meio da noite por causa dos gatos que ainda não se adaptaram e ficam gritando a noite inteira, enfim. Tenho andado bem sonolenta por conta disso e não sei o que vai ser agora que vou voltar para a faculdade. Preciso descansar um pouco, a minha cabeça anda doendo muito. Na verdade não estou tendo muito ânimo para escrever, nem para sentar na frente do computador. Só folgo um dia na semana e com tanta coisa para fazer fica mais complicado para sentar aqui e escrever. 

Com tantas coisas acontecendo ultimamente, a morte de Hugo Chaves e de Chorão, a escolha do pastor Marcos Feliciano para a comissão de direitos humanos da Câmara Federal, a condenação do goleiro Bruno e a escolha do novo papa, sinto que perdi várias oportunidades de escrever textos sobre todos esses temas, mas não vou voltar a eles não. A vida segue para frente e essas coisas já aconteceram, agora é contar com o que vem ainda nesse início de ano e ainda tenho a volta para a faculdade que eu estou pretendendo terminar, não sei. Estou com sono agora e não vou escrever mais!


Rafaela Valverde

sábado, 2 de março de 2013

As águas de março

Estou de casa nova e andava sumida por que ainda não tinha colocado a internet, mas eu estou aqui agora firme e forte como sempre. Ainda estou com cinco gatos incluindo os três filhotes que a minha gata teve. A casa é pequena, só tem um quarto e o espaço é pouco e estou muito desesperada em arranjar alguém para adotá-los. Pois é e enquanto isso eles aprontam demais. Afinal são crianças descobrindo o mundo.

O mês de março começou bem produtivo. Amanhã tenho prova de um concurso do REDA do Ipac que é o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural. Estou super ansiosa. E também ontem fiz uma prova de um processo seletivo dentro da empresa. É, as coisas estão surgindo e eu estou me jogando nas oportunidades que estão aparecendo. Tanto que para isso vou pegar as minhas matérias à noite. Por que se surgir alguma oportunidade melhor durante o dia, eu vou me jogar. Sei que vai ser um grande sacrifício, mas é assim que tem que ser!

Faço questão de terminar meu curso, mas ainda não desisti do jornalismo e da área de comunicação. Então, depois de me formar como pedagoga, farei o meu tão sonhado curso de jornalismo. Bem, no momento, é só. Depois passo para contar mais novidades e deixo dessa ladainha de cursos e disciplinas e formação, educação, etc.

Nunca sabemos quais as surpresas que a vida nos reserva, portanto só nos resta esperar. Sentar e esperar para ver o que dá.  Essa é a dica que eu dou: esperar, mas nem tanto e nem ficar tão parada. A vida pode mudar a qualquer momento e o mundo dá voltas.


Rafaela Valverde

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Não passei, mas mesmo assim estarei de novo na universidade

Bom, eu não passei no vestibular da UNEB. Pelo menos não em primeira chamada. Na verdade eu já esperava isso, já que fui mal na prova. Então vou continuar no meu curso de Pedagogia e terminá- lo. Essa é a decisão tomada por mim agora, nesse exato momento. Nem quero saber das outras chamadas. Vou é terminar o que comecei isso sim. E assim, tentar ter uma perspectiva melhor lá na frente. Precisava parar esse último semestre, pensar, analisar sobre o que realmente quero e ver o resultado desse vestibular. O fato é que percebi que quero terminar o que comecei, pela primeira vez na vida. Sempre tive essa mania aterrorizante de largar as coisas pela metade, mas dessa vez, conforme eu já havia falado que se eu não passasse eu ia concluir meu curso, eu vou sim terminar, algo que comecei há três anos. Falta um pouco mais de vinte matérias para terminar e se depois eu ainda tiver interessada eu vou fazer jornalismo, pois ainda não desisti dele. O fato é que por conta do trabalho, não vou poder pegar muitas matérias por semestre, então essa conclusão vai demorar mais um pouco, mas não tem problema. O fato é que estou morrendo de saudades e de vontade de voltar a estudar. Tenho uma imensa necessidade de estudar e é isso que vou fazer, estudar e estudar. Sempre, a vida toda. Essa é a minha essência e não estou nem aí para o que os outros pensam.

Rafaela Valverde

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Providências pós carnaval

Ontem fui para a emergência, mais uma vez com infecção urinária, mas estou em tratamento. O carnaval acabou e agora é hora dos resultados de provas, matriculas, mudanças de horários e de rotinas, alterações cadastrais, marcações de médicos, inícios de anos e semestres letivos, enfim. Agora que o ano começa a ficar mais sério. Eu mesmo, agora no final de mês de fevereiro e início do mês de março tenho várias providências a tomar, principalmente no que diz respeito a consultas de rotina, por exemplo.

Mas tenho também o resultado do vestibular da UNEB, a matrícula, seja lá que para que curso, e em março tenho um concurso e revalidação do Salvador Card. Então, agora é que vem as providências mais importantes do ano, e no meu caso são fatos decisivos na minha vida estudantil e profissional, por que se eu não passar no vestibular, voltarei sim para concluir (!) meu curso de Pedagogia. Afinal de contas preciso de um rumo na minha vida, preciso me afincar em alguma coisa, e como falta bem pouquinho para terminar em relação ao início de um novo curso, eu prefiro terminar logo de vez. 

Então, por conta disso estou cheia de ansiedade, estou transbordando para saber o que vai acontecer. Chego até a nem dormir direito, pensando nos rumos que minha vida vai tomar em 2013 e que esses rumos, dependem inteiramente de mim. E sim, eu vou fazer alguma coisa por mim mesma, ao invés de ficar apenas esperando o tempo passar e perceber o quanto tempo eu já desperdicei, por conta da minha procrastinação e por não terminar o que começo. Isso a partir de agora vai ser diferente!

E estou de mudança novamente. A casa está um caos, por conta da mudança, sacolas, caixas e móveis desmontados em todo canto. Mas estou mais uma vez na expectativa, ainda mais que depois  de dezessete anos eu vou mudar de bairro. Enfim, uma vida nova me espera, pois vou morar perto da praia, em um bairro onde terei maiores variedades de supermercados e comércio em geral, além de mais transporte, enfim, um bairro bem melhor do que o que moro hoje.

Bem para concluir, como vocês meus queridos leitores já sabem, eu não gosto dessa história que o ano só começa após o carnaval, mas as maiores providências que você pode tomar em relação a ele, sim só podem ser tomadas após a tão amada festa momesca.


Rafaela Valverde
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