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domingo, 8 de julho de 2018

O musical Mamonas

A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Rafaela Valverde, carro, céu e atividades ao ar livre
Eu mesma dentro da "Brasília"



"A banda Mamonas Assassinas entrou para a história como o maior fenômeno da indústria fonográfica brasileira, tendo vendido mais de três milhões de cópias no primeiro e único disco." (Fonte: G1)


Ontem fui ver o musical "Mamonas" gratuitamente no parque da cidade. O espetáculo estreou em 2016 e já passou por mais de trinta cidades. Aqui em Salvador foi apresentado pela primeira vez ao ar livre. O formato do evento foi bastante agradável, com espaço de food trucks, [duas mil] cadeiras (sim, assistimos sentados, oh glória!), cabine para fotos e uma Brasília Amarela em papelão (sei lá se é papelão mesmo, rsrs) que eu obviamente usei para exibir minha figura. Achei a estrutura muito boa, principalmente por ser de graça. Nunca imaginei que fosse ver algo tão bem feito e bem produzido gratuitamente. O evento foi patrocinado pelo BB Seguros, demorou pra fazer algo que preste, hein Banco do Brasil? 

O espetáculo é dirigido por José Possi Neto e o texto escrito Walter Daguerre, com direção de musical de Miguel Briamonte e coreografia de Vanessa Guillen. A classificação é livre e o musical traz a historia dos cinco rapazes que fizeram história e morreram em um desastre aéreo no ano de 1996. Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio formaram inicialmente "a banda de rock progressivo" Utopia e tentaram por anos fazer sucesso sem conseguir, mas em 1995 após conhecerem o produtor musical Rick Bonadio e mudarem o nome e estilo da banda. Um ano estrondoso de sucesso. Com letras bem humoradas, de cunho sexual e marcadas pela irreverência.


O espetáculo é muito bom, com piadas divertidas e boas brincadeiras metalinguísticas, temporais e locais, já que a peça brinca o tempo todo com o fato de ser peça e musical, faz boas amarrações entre os anos noventa e aos tempos atuais; ainda teve boa adaptação local do texto já que traz elementos como acarajé e Baixa dos Sapateiros. Amei! Divertida, emocionante, artística. Bons cantores e dançarinos. 

Quando os Mamonas Assassinas morreram daquela forma horrível eu tinha sete anos e lembro do dia. Estávamos brincando em um domingo cinza de março quando deu a notícia na televisão. Na minha cabeça era mentira, já que pra mim não morriam pessoas jovens e no auge do sucesso. Aquele acidente abalou o Brasil e tomou o que mais de politicamente incorreto tivemos. Olha, Mamonas, fiquem em paz porque vocês não só não teriam sucesso como seriam bastante criticados nessa patrulha politicamente correta de hoje em que crianças não podem ouvir as palavras comer, corno e saco, mas jogam vídeo games super violentos e são expostas a todo tipo de conteúdo erótico possível. Saudades! É o que emana do peito. Foi lindo. Foi mágico, voltei à minha infância.



Rafaela Valverde

sábado, 5 de maio de 2018

Atitude - Cecília Meireles

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Minha esperança perdeu seu nome...
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.

O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.

Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.

E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes



Rafaela Valverde

Sua mania besta de pegar livros que nunca vai ler


Tô pegando a sua mania besta de pegar e comprar livros que nunca vai ler. Aliás, eu peguei muitas das suas manias bestas. Muito de você ficou em mim. Muito ou pelo menos alguma coisa de você faz parte do que eu sou hoje. Sim, você ainda está por aqui. Dentro de mim, em meus pensamentos, em meus momentos de saudade e em tudo que faço hoje  sozinha mas que fazíamos juntos.

Você está por perto quando me ajoelho em oração, você está por perto quando acordo e quando vou deitar à noite. Você está aqui em suas manias que eu roubei pra mim. Você está aqui quando lembro das nossas conversas idiotas e de sua risada de mim e das coisas que eu falava e/ou fazia. Sabe? É aquela risada que fazia seu corpo subir e descer num movimento que eu adorava e ainda adoro.

E aqueles cachinhos? Nossa, eu amava puxar seus cachinhos quando caíam na cara. Mas gostei quando cortou. Uma nova versão de você em você mesmo. Lindo. Ou ainda como está agora porque te vi essa semana e você está sem barba. Nossa, como eu te amo. Como eu te admiro. Pela pessoa que você é, por tudo... No entanto, não me lamento mais pelo que você não sente. Não fico mais tão triste (só um pouco) pelo fato de não ser correspondida. Já estou acostumada em não ser correspondida, então com você eu me acostumei. Mas não significa que a saudade não exista, não significa que eu não tenha algo de você em mim, não significa que eu não pense em você o dia todo, não significa que eu não te ame, não significa que me acostumei com sua ausência. Não, eu só aceitei sua decisão de não querer mais estar por perto.

Respeito e respeitarei. Mas ficou um vácuo aqui, saiba disso. Tô até pegando as manias que você tem de se defender da solidão. Você acha que eu não sei? Que todos esses livros e atividades são para disfarçar a solidão? Claro que eu sei. Esses sempre foram meus mecanismos contra a solidão. E é justamente o que tenho feito pra escapar dela agora. Me cerco de livros, músicas, séries... Mesmo que não vá ler, ouvir e assistir tudo. Mas pelo menos eles estão ali. Você não está aqui. Não compensa a sua falta, mas pelo menos me consola um pouco e ocupa a minha mente, pelo menos nos espaços dela em que você não está.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Encontro com Deus

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No dia 23/04 foi meu aniversário. Fiz 29 anos.Uma amiga que tenho desde os quinze anos, veio em minha casa. Não nos víamos há dois anos. Ela agora é evangélica e recebeu um chamado de Deus para vir me ver. E veio. A partir de coisas que ela me falou e a partir da sua felicidade e os milagres  que ocorreram em sua vida, eu quis também sentir essa alegria e ter esses milagres em minha vida também. Não sei exatamente quando, mas acho que na noite do mesmo dia, eu me abri e consegui essa ligação mais próxima com Deus. Sei que Ele já vinha trabalhando em algumas coisas em mim, antes mesmo disso. Ele já fala comigo algumas vezes, nas vezes em que eu me abria, sempre conseguia alguma resposta, porém ainda não havia sentido isso assim. Além disso, o trabalho de Deus já começara bem antes, já que coisas que eu gostava, eu simplesmente deixei de gostar e achava que era a idade, o cansaço ou sei lá o quê. Me sentia desanimada para festas, bebedeiras, etc. Era Deus trabalhando. Não que eu me sinta proibida de fazer o que quer que seja. Mas é que antes eu sentia uma grande necessidade dessas coisas, como se fossem me satisfazer e deixar feliz. Não acho que as coisas sejam assim, as pessoas que entendem errado e saem por aí criando religiões e doutrinas.

Mas não é sobre isso que quero falar aqui. Quero falar sobre meu encontro com Deus. A amizade e intimidade que estou desenvolvendo com Ele. Meu namoro acabou esse mês e é uma pessoa muito especial para mim e que eu amo muito. Eu não queria o fim, mas ele quis, então o que poderia fazer, né? Terminei outro namoro no ano passado por causa de mim mesma também. É sempre assim, meus erros, atitudes destemperadas, estúpidas e infantis me fazem perder pessoas. Ou seja, não mudei como achei que havia mudado. Meditando em Provérbios 21:19 que diz: "Melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda," eu percebi que estava sendo isso, exatamente os significados dessas duas palavras que nada mais é que briguenta, encrenqueira, que desperta e cultiva a ira. Pois bem, a partir daí e me dando conta disso, também através das palavras dessa minha amiga, percebi que já havia tentado muito mudar sozinha e não tinha conseguido. Então, eu preciso da ajuda de Deus para conseguir minha mudança. Esse foi um dos motivos que causou também minha aproximação. Mas preciso de uma transformação, preciso ser um vaso novo. Não aguento mais perder ninguém, nem sofrer porque perdi esse alguém. Já chega de tanto sofrimento!

Com isso, com esse sofrimento, eu me perguntava a Deus o porquê de tanto sofrimento. Me perguntava também o que mais eu precisava aprender e se precisava aprender não conseguia enxergar o que era. E assim eu fui me deitar, no dia do meu aniversário: fazendo essas perguntas. E eu recebi tanto amor. Senti um amor tão grande e já acordei diferente no dia seguinte. Um amor, uma paz, um preenchimento, uma plenitude... E ali entendi que era isso que precisava aprender, sentir, confirmar, sei lá... Percebi que era por isso que estava passando por algumas coisas, para aprender a me  aproximar de Deus, amá-lo e sentir seu amor. E de Jesus também. Jesus é lindo. Foi a representação humana do amor de Deus e tanto se sacrificou. Então, eu precisava pedir perdão e perdoar. E essa foi a primeira orientação que Deus me deu nesse contexto e eu perdi perdão a esse meu ex namorado que não gostaria que fosse ex, que fique claro. (Rsrs) Mas, hoje eu consigo aceitar as vontades e as ações de Deus. Não me sinto mais só, nem infeliz, nem na bad, nem com depressão e com vontade de morrer. Hoje só tenho vontade de viver, com Deus e com esse amor grandioso. Baixei um APP da bíblia no meu celular. E na quinta feira passada peguei um dinheiro e comprei uma bíblia. Estou lendo diariamente, meditando, orando e interpretando as palavras e histórias de Deus e de Jesus.

Quase ninguém sabe disso mas durante minha infância e adolescência eu frequentava uma igreja batista aqui do meu bairro junto com meus pais. Fui durante uns anos também para a Adventista aos sábados com minha vó. Era criança, imatura e não consegui ter esse contato de amor e intimidade com Deus. Eu ia porque meus pais iam. Depois passei a ir porque tinha funções e participava de um grupo de dança. Nem cheguei a me batizar na época e seguindo os exemplos de toda a minha família, deixei de ir nessa igreja. Me afastei de Deus durante anos. Até agora. Deus é maravilhoso demais e não quero mais me afastar Dele, independente de igreja e de religião, é perto Dele que eu quero estar, até porque não existe melhor lugar para ir que os braços de Deus.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Pela rua...


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Um dia, andando pela rua
Me senti vazia, me senti nua
Não estava mais me sentindo plena
Saia de mim e via aquela cena
De mim mesma caminhando à toa
Tentando ser uma mulher boa
Das que se sentem tristes quando necessário
Mas ainda gostam de fazer aniversário
Isso porque a plenitude vem e nos alcança
Somos dessas, não gostamos de cobrança
Nem precisa
A vida avisa
O momento de mudar
O momento de bradar
Bem alto
Quebro meu salto
Andando pela rua
A tristeza se insinua
Aqui na minha frente
Faz me ver carente
Mas não estou mais
Coisas banais
Voltam a acontecer
Coisas boas até o anoitecer
E eu continuo aqui andando
Pelas ruas vazias cantarolando
Nada mais me atinge, bailando
Na dança que a vida me dá
Feliz pra-lá-de-Bagdá!



Rafaela Valverde




quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Cinismo - Tati Bernardi

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E o único jeito de ser mais malandro 
que a tristeza é sendo cínico.
E lá vai a garota. 
Comprar pão quente com seu cinismo. 
Comprar absorvente com seu cinismo. 
Amar com seu cinismo. 
Porque só o cinismo vence a tristeza.
Porque só o cinismo é mais triste do que a tristeza. 
E eu virei um muro alto feito de pedras cheias de pontas. 
Tudo isso só porque eu quero tanto um pouco de carinho 

que acabei ficando com medo de não ganhar.



Rafaela Valverde

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Vida aleatória e sem sentido

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A vida é como um filme, ou talvez até uma série. Com vários episódios, uns bons, outros nem tanto. Vai alcançando ápices de conflitos, realizações e conquistas. Mas também há aqueles episódios decepcionantes, em que não acontece nada. E as temporadas sem emoção, sem nada bom. Parece que foram mal escritas. 

Séries são escritas por alguém e não são aleatórias. Seguem uma lógica, ou pelo menos deveriam. A vida já nasce sem lógica. Aleatória e sem sentido como já diria W. Somerset Maugham. Não sei porque nasci, nem quando vou morrer. Só sei que vou morrer em algum momento. E é isso que dá sentido à vida: a certeza de que um dia a morte vai chegar. Isso impulsiona a vivência. Afinal, é preciso aproveitar a vida, antes que tudo acabe e vire um vácuo escuro.

Tantas pessoas nesse mundo. Só em Salvador são quase quatro milhões de pessoas. Mais de sete bilhões no planeta e eu aqui querendo que alguma energia superior olhe por mim. Alguns preferem chamar essa energia de Deus. Eu também, às vezes, mas creio que essa força, essa fé que nos impulsiona a acreditar em alguma coisa está dentro da gente.

Se faz necessário crer em alguma coisa para sobreviver, para não surtar ou entrar em depressão. Daí a gente inventa a fé e inventa Deus. Assim, continuo com o exemplo das séries para ilustrar a vida. A gente precisa acreditar nos roteiristas, nos produtores e atores para compreender e aceitar os destinos dos nossos personagens preferidos. Tendemos a acreditar que os conflitos de cada episódio são a vontade do roteirista, assim como deixamos certas coisas a cargo de Deus, como se fossem seu desejo. E nem sempre temos a comprovação de que isso é realmente verdade. Não temos como comprovar nada. Mas precisamos acreditar. Desesperadamente. Alguma coisa precisa fazer sentido para que possamos aceitar melhor determinados fatos da vida, ou a falta deles.

Aí vem nossos questionamentos sobre a vida, sobre as coisas que a gente consegue ou não na vida, mesmo que peça, mesmo que implore, mesmo que faça promessas. Enquanto isso pessoas ordinárias vivem bradando suas vitórias. A gente começa a se perguntar o que está fazendo de errado e porque simplesmente as coisas não fluem e porque a gente não consegue felicidade, paz e calmaria. É tudo muito injusto e repito: aleatório e sem sentido. Dizem que as energias que lançamos ao universo voltam para a gente exatamente como lançamos, portanto quando ajudamos as pessoas, somos gentis, não fazemos maldade e somos positivos essas coisas deviam retornar para a gente com coisas boas. Mas não é bem isso que acontece. Bom, pelo menos não para mim, pelo menos quase sempre, porque as coisas quase sempre desandam e eu me pergunto diariamente sobre isso.

E por outro lado vejo que pessoas falsas, fofoqueiras, invejosas, mentirosas e com mau caráter se dão bem na vida, ou pelo menos aparentam estar muito bem. Aí eu me pergunto porque a vida não funciona como as séries, filmes, livros, etc., onde os mocinhos se são bem e vivem felizes e os vilões morrem ou vão presos e sempre se dão mal. Como gostaria que a vida fosse uma série.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Entorpecimento mortífero

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A frustração, o medo e desesperança dão bons temas para escrever. Aliás, eles já são o próprio assunto. Eu, quando recebo noticias ou baques na minha vida - o que acontece quase o tempo todo, diga se de passagem - tendo a escrever melhor. Com mais tristeza, consequentemente com mais literatura.

Refletir sobre minha escrita faz parte de uma tomada de consciência sobre mim mesma e meus sentimentos. Quais os momentos em que escrevo? E como escrevo nesses momentos? Qual a época em que mais escrevo contos eróticos, por exemplo? Cabe a reflexão.

Sei que isso pode não interessar as pessoas, mas analisar isso, para mim, me faz entender a mim mesma ou pelo menos ajuda. Meu psiquismo, meus processos cognitivos e de assimilação de coisas ruins que acontecem em minha vida. Só na semana passada tive duas notícias ruins, duas preocupações sobre o futuro. Dois pequenos problemas que não me definem, mas me incomodam. Com essas coisas eu só sinto vontade de escrever. Escrever, chorar e morrer. O fardo de viver, às vezes, me deixa muito deprimida e muito desgostosa com a vida.

Às vezes, nem a literatura consegue me tirar desse entorpecimento mortífero. Deve existir uma força sobrenatural dentro do meu ser, porque mesmo com tudo desmoronando eu ainda consigo cumprir minhas obrigações diárias, os trabalhos da faculdade, etc. A demanda de estudos pelo menos mantém minha mente ocupada e eu deixo de sentir ímpetos de me jogar debaixo de algum carro em uma avenida movimentada.

Tudo é pesadelo, tudo é tempestade. E eu não acordo nunca desse sono que não oferece descanso, nem alento. Só dor, angústia e pesadelos. Eu não sei até quando eu vou conseguir me manter ocupada o suficiente para não desistir e não mergulhar de vez nesse entorpecimento.


Rafaela Valverde

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