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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Pequeno texto de frustração e convocação idiota


Nesse momento me vejo aqui frustrada apagando mais um e-mail de convocação do CIEE para quem tem inglês avançado e fluente. O dinheiro é bacana e eu não tenho inglês avançado. Mas qual é a porra do problema desse sistema? Manda vaga idiota para mim todo dia. Vagas para atuar pela manhã e/ou para dar aula de inglês. Eu faço Letras Vernáculas, será que sabem o que é isso? E estou pegando disciplinas pela manhã.

Próximo semestre não pegarei disciplina pela manhã, dizem que os estágios melhores são justamente esse horário. Eu mesma perdi uma vaga por isso. Eu não consigo entender por que coisas imbecis como essas acontecem comigo. E estou aqui mais uma vez apagando tristemente a porra do e-mail e me perguntando quando que minha situação financeira vai definitivamente melhorar.

Eu acordo cinco horas da manhã. Muita gente faz isso e ninguém nunca morreu, mas meu corpo parece ter algum tipo de problema com 05:00. Hoje, por exemplo acordei às cinco e meia e não fiquei tão cansada como fico quando acordo meia hora antes. Tipo, eu fico dormindo pelos cantos, durmo no ônibus, tenho dores de cabeça e sonolência. O problema é acordar cinco da manhã!

Minha aula é as 7h, tipo 7h15 no máximo já tem professor dando aula. portanto preciso chegar cedo. Essa cagada de pegar aula esse horário eu não faço mais. Ainda tenho que ficar nessa frustração de apagar e-mail com vaga de estágio que não serve para mim e não tem nada a ver comigo. É foda, tá foda. E por quanto tempo vai ficar foda. Eu odeio esses sistemas que mandam vagas erradas! Bom, era só isso, meu pequeno texto de frustração de hoje.





Rafaela Valverde

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Easy


Assisti nesse final de semana a primeira temporada da série Easy, série original da Netflix. Composta de oito episódios, a série estreou em setembro e traz de forma antológica, personagens e episódios diferenciados e nem sempre conectados. Exceto por um detalhe ou outro, um personagem ou outro. A cidade em comum é Chicago. É lá que as câmeras livres e meio caseiras registram histórias divertidas e reflexivas.

Mas também há cenas e episódios meio maçantes. Apesar de eles durarem apenas cerca de 30 minutos, não dando muito tempo para se sentir entediado. Em alguns momentos eu senti uma identificação da série com uma outra que eu estou assistindo que é Black Mirror, uma série inglesa também com personagens e episódios diferentes. Vamos dizer que Easy seja uma Black Mirror dos pobres... rsrsrs

Mas Easy, que é dirigida por Joe Swanberg trata mais de relacionamentos interpessoais, apesar de haver algo  de relacionamento com a tecnologia e Black Mirror também tratar, além da tecnologia, das relações entre as pessoas. Mas sobre a série inglesa eu falo depois. O texto aqui é para Easy que traz temas modernos e polêmicos como exposição na mídia, diferença entre gêneros, aplicativos para transar, veganismo, homossexualidade etc.

Eu gostei da série. É bem feita e tem bons atores. Em um dos episódios há a presença de Orlando Bloom, famoso ator de Hollywood. E antes que eu esqueça de falar, há em Easy, um tratamento especial ao sexo. Cenas diferentes de sexo. Casais héteros, um casal de mulheres, mulher com o amigo do marido... É tudo bem quente. Que fique claro que foi o que eu mais gostei. Hahaha


Rafaela Valverde

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A menina das telas


Estou sem as minhas telas. Meu celular e meu tablet deram pau ao mesmo tempo e ambos já estão no conserto. Mas eu cheguei a conclusão que sou a menina das telas. Gosto sim de estar cercada por telas. Nem eu sabia disso. Mas quero as telas que eu possa ter e que o dinheiro (o pouco que eu tenho) possa me oferecer.

Eu sinto falta do meu celular o tempo todo e até fiquei meio jururu. Primeiro pelo prejuízo, especialmente quandro os dois quebraram ao mesmo tempo e segundo por que sinto falta dele, simplesmente. Estou carente. Fico procurando. Às vezes vou me deitar e procuro o celular para dar uma última olhadinha no Facebook antes de dormir. E já acordo pensando em pegar meu celular. Ele despertava para eu acordar e era a primeira coisa que eu fazia ao acordar era tocar nele, é claro. E depois ligava o wifi.

Não sei até que ponto isso é prejudicial ou não, mas hoje estamos mais que inseridos nesse mundo das telas. Eu adoro tablet. Tablet é uma coisa mágica, parece até do capeta! rsrsrs É sério, eu fazia quase tudo pelo tablet. Acessava meu e-mail, internet em geral, via minhas séries e filmes; lia textos da faculdade - é uma mão na roda e foi por isso que eu comprei - lia livros, etc, etc, etc. Foi o segundo tablet que eu tive e esse foi com meu dinheiro, sabe? O outro foi presente. E eu adoro tablet mesmo.

Eu até pensei em comprar um kindle que é um leitor de livros on line ou PDF da Amazon. Mas apesar da qualidade comprovada, da boa leitura que oferece eu prefiro mesmo um tablet que até mesmo tira foto. Enfim, parece que não tenho muita sorte com esses aparelhos, pois quebram. Sempre quebram. Eles não gostam de mim. Meu notebook quebrou há uns anos, já foi consertado e quebrou de novo.

Eu não gosto muito de consertar aparelhos, sou mais de ir lá e comprar outro. Se tiver grana, é claro. Como não tenho, não estou tendo, então fico sem mesmo. Eu adoro comprar celular. Estava pensando nisso essa semana. Sim, eu adoro comprar celular. Aquela sensação de tirar da caixa, ver o aparelho novinho, aprender a usar... é gostoso. E consumista! Eu sei, mas ainda assim se eu pudesse eu comprava um celular por ano. É isso, sou a menina das telas.



Rafaela Valverde

terça-feira, 5 de abril de 2016

Parem de pedir nudes, agora!

Imagem da internet
Essa coisa toda de redes sociais como WhatsApp, Facebook junto com toda essa facilidade de WiFi, envio de fotos e arquivos de forma rápida e fácil acaba muitas vezes sendo chata. Não viveríamos mais hoje em dia sem essas coisas. Mas às vezes, enchem o saco. Eu tenho uma relação meio que conturbada com as redes sociais e só fui ter tudo isso quando já era a maior febre. Sempre fui a última a aderir às redes.

Tenho uma péssima relação com o Tinder, por exemplo, que é usado para arrumar alguém para trepar, pode se dizer assim. Já excluí e instalei mil vezes e já no meu celular novo eu já instalei e já excluí. Como na maioria das vezes só conheci trastes, nos últimos tempos estava usando ele para me divertir. Sim, ria dos perfis e das fotos sem noção.

Bem, mas fiz essa introdução apenas para ilustrar a minha já cansada relação com tudo isso. Mas hoje quero falar mesmo sobre os pedidos de nudes de alguns homens babacas com os quais tenho que lidar. Tem uns que parecem que não têm mais o que fazer e não têm outro assunto a não ser pedir nudes. É chato, incomoda. Além de que isso é considerar a mulher que está do outro lado apenas um corpo, um objeto.

Eu tenho achado isso ultimamente bem nojento. Na verdade eu sempre me senti meio incomodada em mandar esse tipo de fotos, mas até mandava sem o rosto, etc. Mas agora, me irritei tanto, uma pessoa me irritou tanto que eu desisti e bani essa merda da minha vida. Não mando mais esse tipo de foto para ninguém.

Essa pessoa, em todas as conversas no WhatsApp pede fotos minhas e já usou o termo "caridade", é mole? "Faz uma caridade e me manda uma foto sua aí, gata." Que idiota! Eu fico com tanta raiva que esse aí nem vai mais ver a minha cara. Eu só digo uma coisa para vocês queridos: parem! Isso não é nada agradável. Nenhuma mulher gosta dessa insistência, se ela não mandou é porque não vai mandar, portanto parem de pedir.

Acham que vão vencer pelo cansaço, pela insistência. Não vão. A gente vai continuar achando vocês muito chatos. Querem ver a nossa "pepeka", sejam homens e queiram ver pessoalmente. Agora, ficar nessa idiotice de pedir nudes e fotos das partes íntimas, ou de "como está vestida agora" é um saco. Apenas parem. É deselegante e é falta de educação.

Eu por exemplo, não tenho nenhuma pretensão na vida de ser motivo de punheta de homens grandes idiotas, que não sabem fazer sexo direito e por isso não transam com ninguém. Não transando com ninguém, na primeira oportunidade que têm de conversar com uma mulher ficam nessa de pedir nudes todo santo tempo, todo santo dia. Isso enche meu saco e como a playboy não tem mais a glória de antes, vou mandar que vocês vão pegar um corpo-objeto-qualquer para se divertir no banheiro, lá na internet, ok? Conhecem o Google? ótimo, tem várias mulheres nuas lá! Meu corpo não!



Rafaela Valverde

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Leitor - Luiz Felipe Pondé

Luiz Felipe Pondé
Estou lendo de novo o livro Guia Politicamente Incorreto da Filosofia do filósofo e professor Luiz Felipe Pondé, como vocês sabem. O cara mete o pau em todo mundo. Ele crítica muitas aspectos do Politicamente Correto, a praga PC, como ele chama. Eu gosto do que ele escreve. Mas sobre isso eu falarei na resenha. Agora vou deixar apenas um dos ensaios do livro, que reflete bem o que venho pensando atualmente.

Tem gente que se acha importante em seu apartamento de dois quartos de classe média


Uma das coisas mais terríveis é o chamado "receptor de mídia", seja ele leitor, seja telespectador. Talvez o segundo seja ainda pior do que o primeiro porque para ler você precisa ser um pouco menos ignorante.

Certa feita perguntaram a um astronauta americano que esteve na Lua o que ele achava das teorias conspiratórias segundo as quais o homem não teria ido à Lua. Ele respondeu que existem pessoas que se levam muito a sério. Nada pior do que essas pessoas que não sabem nada, mas não sabem que não sabem nada, e levam suas vidas banais (toda vida é banal, mas a classe média com sua infinita baixa autoestima não sobrevive a esse fato) como se tivessem algum grande valor que ão foi descoberto pelos outros. Não digo isso com a intenção de afirmar que, se leu cem livros, você seja supertop por isso. Você pode ter lido muito e ser um bobo do mesmo jeito. Mas o tipo de médio leitor de jornal ou telespectador de TV é um medíocre que se acha o máximo, principalmente quando leva muito a sério suas opiniões sobre o mundo. Quase sempre não entende nada e vocifera seu não entendimento como parte da democratização do conhecimento.

Sou um quase descrente na capacidade da televisão de fazer algo que preste pela cultura (não sou 100% descrente pois acredito em milagres), porque a televisão entra em todos os lares e por isso mesmo lida com aquele idiota aqo qual fiz referência antes. Sua ruidosa ignorância banhada em auto estima criada pela fé na democracia gera a crença em si mesmo, e é isso que, creio, o astronauta americano tinha em mente quando respondeu à questão sobre aqueles que acham que a ida à Lua foi feita para ele, em sua "brilhante" inteligência, "descobrir" como farsa.

Na verdade é duro ser gente mesmo.E a maioria de nós é irrelevante mesmo, se arrasta pelo mundo como uma raça de abandonados que riem com pó entre os dentes. Mas o politicamente correto nos proíbe de dizer esta verdade: o leitor e o telespectador são idiotas, e no fundo nós, que "somos a mídia", pouco os levamos em conta porque quase nada do que eles dizem vale a pena. Não fosse pela desgraça do mundo capitalista (que nos obriga a ouvir esse sujeito porque ele é consumidor e há de disputá-lo como consumidor), não precisaríamos  dele e poderíamos dizer-lhe está verdade insuperável: você é um idiota e, se não fosse consumidor de nosso produto, esqueceríamos que você existe.


Luiz Felipe Pondé





Rafaela Valverde


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Sense 8

Imagem da internet
Estava ouvindo já algum tempo sobre a série Sense8 e achei uma modinha e as pessoas estavam ficando chatas por causa dela. Enfim, sou meia implicante sim e só veja, leio, ouço as coisas quando a modinha já acabou. E foi isso o que aconteceu. Estou com acesso ao Netflix e assisti a primeira temporada toda.

Eu gostei muito mesmo dessa série. É muito inteligente e com excelente qualidade dramatúrgica. Eu gostei bastante. Me diverti, me emocionei, sei risada, tive momentos de tensão. Enfim, é uma obra muito boa, os atores são bons. E como há gente bonita nessa série! Dá gosto de ver.

Então, eu gostei muito e a série tem muita qualidade e realmente não é apenas uma modinha. Estou ansiosa para chegar 2016 para eu assistir a segunda temporada. É isso, eu recomendo essa série para quem ainda não viu. Se é que é possível alguém não ter visto.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Biblioteca e metrô

Foto: Google
Hoje fiz duas coisas diferentes. Uma que eu não fazia há mais de um ano e uma outra que eu não tinha feito ainda. A primeira foi ir em uma biblioteca e passear pelos livros. Há um tempão que eu não me dava esse prazer e esse luxo. Fui à biblioteca do Sesc em Nazaré e me deliciei um pouco, por que não pude me demorar por causa do trabalho.Peguei três livros que em breve começarei a ler, então vocês saberão e saí de lá satisfeita. Adoro bibliotecas que nos permitem passear pelos livros.

Pois bem. A segunda coisa que fiz pela primeira vez foi andar de metrô. Enfim, todos sabem que o metrô de Salvador levou anos para ser construído e que só no ano passado é que pudemos vislumbrá-lo devido a copa do mundo. Enfim , todo mundo já sabe da história. O metrô curto me proporcionou hoje uma viagem também curta,de menos de dois minutos, eu nem contei. (rsrsrs) Fui da Lapa até o Campo da Pólvora.

Mas apesar de curta já deu para perceber que viajar de metrô e andar em suas estações nem de longe se parece com andar de ônibus e caminhar pelos terminais de ônibus, especialmente os de Salvador. Eu me senti em outro lugar. Eu não estava em Salvador por alguns minutos. As estações são limpas, organizadas,sem vendedores ambulantes, sem bagunça. A empresa que administra o metrô de Salvador é a CCR Metrô que já possui ampla experiência no negócio e faz direito. Só quis dividir minhas experiências de hoje com vocês.

Gostei bastante e vou repetir a dose.


Rafaela Valverde

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Nós e as eleições

Foto: Google
Acabaram as eleições. Apesar de algumas pessoas chatíssimas ainda não terem percebido isso. Os comentários chatos ainda continuam, as pessoas sempre achando que têm mais razão que as outras, que são as mais certas continuam falando besteiras. Comentários preconceituosos contra nordestinos continuam sendo vomitados nas redes sociais. 

Aliás o mundo ficou mais nojento e mais careta depois das chamadas redes sociais aparecerem. Por incrível que pareça. Conseguimos o feito de ficarmos caretas, retrógrados, chatos e preconceituosos em pleno século vinte e um. No auge da civilização! Todos nós. A humanidade, as sociedades, o mundo, nós.

Os que lutaram pelo que temos hoje: liberdade, tecnologias avançadas, avanço da ciência, saúde, etc, devem estar se remoendo em seus túmulos. Viramos um bando de hipócritas, sem nada interessante na vida para ficar brigando por candidatos, políticos e partidos que sequer sabe que existimos! E olhe que a paixão política para mim e em outros tempos era vista de outra forma.

Não era e não é necessário xingar pessoas, brigar, discutir, ser chato de galocha. Não. Política devia ser algo positivo, algo que nos enalteça enquanto pessoas, enquanto sociedade, enquanto democracia. E não algo que vire apenas politicagem, no pior sentido da palavra. Não algo que nos torne vazios, medíocres e perturbadores da vida alheia como tenho visto esse mês, por causa das eleições.

Principalmente com o antagonismo existente nas eleições presidenciáveis e entre os próprios candidatos. Era o que se via entre os principais candidatos, os que foram para o segundo turno. Eles fomentaram todo esse clima tenso durante a campanha, durante os debates. Eles nos tornaram ainda mais tacanhos, pequenos e antiquados em nossas atitudes e palavras.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Mundo efêmero

Foto Google
De repente o tempo passou, o cabelo cresceu, a roupa ficou menor, uma oportunidade surgiu outra apareceu. Portas se fecharam, mas janelas se abriram. A água evaporou, o que estava ruim melhorou, o que estava deslanchando recuou. O tempo passa, tudo muda. O tempo todo o ponteiro avisa que o que não muda não avança.

A tecnologia muda, a moda muda, os conceitos e opiniões mudam a todo momento. Não adianta tentar frear. Quando nos damos conta, aquela roupa que tanto gostávamos não entra mais em nossos corpos cada vez mais rechonchudos e sedentários. Vendo fotos é que conseguimos ver o quanto mudamos em poucos dias, em poucos meses.

Os anos passam, a gente envelhece. O celular e o computador que tínhamos no ano anterior, não servem mais, ficam pesados. A gente fica pesado, alguns relacionamentos com determinadas pessoas pesam e somos obrigados a descartá-los. É esse o nosso modo de viver! Efémero, tosco, vazio. Mas a gente gosta, a gente tolera, a gente colabora. E assim vamos caminhando, mudando, passando, descartando e se jogando...



Rafaela Valverde



segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Obsessão moderna?

Foto: Google
Hoje em dia está todo mundo conectado o tempo inteiro, então a gente às vezes, do alto da nossa empáfia não consegue entender aquelas pessoas que não estão e que ainda nos criticam por isso e vice versa. Como assim, você não tem Smartphone e seus aplicativos super, ultra, mega  úteis? São perguntas como essas que ouvimos e fazemos todos os dias.

Cheguei em um restaurante dia desses e havia um casal, cada um segurando seu Smartphone em sua cadeira. Digitavam desesperadamente, sozinhos é claro, em seu mundo próprio, com as cabeças baixas. De repente começaram a mostrar algo que estava no celular um ao outro e a gente da nossa mesa observando. Tiraram foto e é bem provável que tenham postado no mesmo minuto em que esta foi tirada. Os celulares ficaram ali mesmo na mesa, ao lado dos pratos como uma obsessão moderna, como se fosse acontecer algo que não pudesse esperar enquanto eles estavam juntos, confraternizando, ou simplesmente estando juntos.

Não é proibido desconectar, ao contrário. Na verdade não considero possível estar o tempo todo conectado, digitando, com a cabeça baixa e o corpo curvado. Afinal, um dia as dores vão chegar. Nosso corpo envelhece! É claro que também tiramos fotos nesse mesmo restaurante, mas elas foram para registrar um momento de comemoração de um aniversário e foram postadas posteriormente. 

Quando eu estou com alguém, ou vários "alguéns" em uma mesa, em um restaurante, um bar, ou seja lá onde for, meu celular raramente sai da minha bolsa, pois afinal de contas aquele momento é muito mais importante, e aquelas pessoas são muito mais importantes do que qualquer outro tipo de contato virtual. Bem, essa é a minha opinião, é a forma que eu penso. Cada pessoa é diferente não, é? Para outras pessoas pode ser que isso seja normal e que ambas as coisas sejam importantes, ou ainda que uma coisa não invalide a outra. 

Mas acredito que para tudo deve haver um limite, uma tolerância, um bom senso. E ultimamente temos exagerado em muitas coisas, sobretudo em atitudes como essa, que além de fazer mal para as amizades, os relacionamentos interpessoais, para a mente, faz mal para o corpo, afinal como eu já disse, a gente envelhece!



Rafaela Valverde

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Livro Doidas e santas - Martha Medeiros

Foto: Google
Esse livro é bem interessante. Lúcido, leve e bem escrito, traz crônicas de Martha Medeiros que foram publicadas nos jornais Zero hora e Folha de São Paulo entre os anos de 2005 e 2008. Martha discute em seus belos textos diversos assuntos, entre eles, livros músicas, filmes, atualidades, mídia e política. Além disso com uma boa dose de humor, ela fala sobre relacionamentos interpessoais, amorosos, atitudes femininas e a falta delas.

São crônicas rápidas e divertidas. Crônicas que homenageiam os pais e as mães em seus respectivos dias e ainda crônicas que enaltecem a beleza da vida. A vida que vale a pena ser vivida apesar de tudo. Eu recomendo a leitura de Doidas e Santas. Para quem é doida, para quem é santa e para quem tem um pouco das duas, afinal todas nós somos um pouco de cada uma.


Rafaela Valverde


sexta-feira, 18 de julho de 2014

O estranho

Foto: Google
Vou andando para o trabalho todos os dias, afinal fica a duas quadras da minha casa e eu preciso fazer algum tipo de exercício. Estava andando sem olhar para frente, olhando para o Smartphone ultra moderno que eu era obrigada a ter. Precisava ficar sempre ligada em tudo, pelo menos quando estava acordada. Estava trabalhando como assessora de imprensa de um órgão da prefeitura da cidade, apesar de odiar ser assessora de imprensa.

Continuava andando, até que de repente me esbarrei em um homem. Ele praguejou e continuei andando sem dar muita importância a nada. Não estava atrasada, mas queria chegar logo. Aquele dia seria agitado. Havia muitas coisas acontecendo na cidade e um escândalo político rolava na prefeitura. Tinha que correr.

Parei em um cruzamento para atravessar uma rua na faixa de pedestres. Um homem alto se aproximou e ficou ao meu lado para atravessar também. Olhei de relance para ele, afinal podia ser uma ladrão, sei lá. Tive a impressão de que era o mesmo homem que havia me esbarrado há pouco. Ele deu um sorriso amarelo e atravessou a rua, no sinal vermelho. 

Tive certeza, era o mesmo homem. Ele sumiu da minha vista e levantei uma sobrancelha, achando aquilo estranho, mas continuei meu caminho. Faltava pouco para chegar e os alertas no meu celular não paravam. A coisa estava piorando. "Meu dia vai ser uma merda." Pensei.

Faltava apenas mais uma esquina para chegar ao trabalho, quando o mesmo homem apareceu na minha frente, com um chapéu Panamá. "Ele já estava de chapéu?" Não pude resistir e perguntei se ele estava me seguindo. Avisei que ia chamar o guarda que estava na praça logo a frente. Ele soltou uma gargalhada e seus olhos verdes brilharam. Aí ele disse:  "Sim. Você passa todo dia lá na frente da minha loja e não presta atenção em nada e ninguém. Só com os olhos nesse celular. Resolvi agir e te seguir pra ver se você me enxerga.

Arregalei os olhos e ele tomou meu celular. "Vou jogar isso fora." No lugar do celular colocou uma rosa vermelha na minha mão. Sorri. "Eu não conheço você", disse. Mas eu te conheço, ele respondeu. Me devolveu meu celular e se ofereceu para me acompanhar ao trabalho. 

"
Você é um estranho." "Pois então deixe que eu me apresente". Disse seu nome e começou a andar, eu o segui, perguntando se ele sabia o meu. Ele balançou a cabeça afirmativamente e me levou até a porta do trabalho. Entrei no prédio sem olhar para trás. Tinha um papel dentro da rosa, com o telefone desse charmoso estranho. "Meu dia começou bem. Muito bem."


Rafaela Valverde

sábado, 3 de maio de 2014

Curso Técnico em Comunicação Visual - SENAI




Não havia contado ainda aqui, mas vou fazer um curso no Senai. É um curso técnico em Comunicação Visual. Fui selecionada através do Ssisutec e as aulas começam dia doze de maio. O que vai acontecer é que minha rotina será alterada. Estarei indo para a faculdade de manhã, depois saio correndo, desesperada que nem uma louca, para o trabalho, e como trabalho cinco horas por dia, vou sair de lá também correndo para ir para o curso que começará a partir das dezoito horas no outro lado da cidade.

É, vai ser uma correria. E com isso comecei a pensar em formas de ficar mais disposta, menos cansada. Na verdade eu já ando bem cansada. Tenho dormido pouco e mal. Comprei um chá calmante e vou tentar aos poucos melhorar minha alimentação. Comer mais frutas, legumes, folhas verdes, etc. Enfim, todo mundo já sabe, mas na correria e na falta de dinheiro impede que a gente fique sempre abastecendo a casa de vegetais. 

Realmente uma alimentação mais saudável ajuda a diminuir o cansaço e melhorar a disposição, mas e o sono? A aula lá vai acabar às 22h e eu não chego em casa em menos de uma hora. Então vou continuar dormindo pouco. O que devo fazer é tentar aumentar a qualidade, já que a quantidade não tem jeito, né? Acredito que o grande caminho para aguentar, é uma alimentação melhor. Vou tentar, eu juro!

Sempre quis fazer esse curso e agora surgiu a oportunidade. Surgiu do nada, a possibilidade de fazê-lo e no último dia das inscrições do Sisutec, me inscrevi para ver no que ia dar e deu nisso. Já fiz minha matrícula e as aulas já vão começar. Estou encarando como um desafio e quero muito terminar esse curso, que terá a duração de um ano e meio, eu acho. Bem é isso.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Celular X Tablet

Foto: Google

Eu tenho um celular antigo daqueles Samsung teclados qwerty que foi febre há três, quatro anos. Minha irmã me deu e tenho por ele um grande apreço. O valor sentimental de um objeto pode ser inestimável. Não tem sistema operacional e nada dessas modernidades, mas com ele eu consigo ligar, atender, enviar e receber SMS, etc.

Agora ele está querendo me deixar na mão. Não está reconhecendo nenhum fone e estou quase impossibilitada de ouvir minha rádio. Além disso o volume é muito baixo. Estou ficando chateada com isso e pensando
seriamente em comprar um novo celular. Também será um celular simples, não faço questão e nem tenho dinheiro para outro mais sofisticado. O que quero dizer com tudo isso é que não sou consumista ao extremo.

Costumo usar os aparelhos até o final da sua vida útil e creio que essa é uma atitude importante para a manutenção da natureza e para a manutenção da nossa vida na terra. Mas essa é uma outra questão, sobre qual não competência para falar. Meu marido quis me dar um desses celulares cheios de coisas, mas eu preferi um Tablet. Com o Tablet eu posso ler de forma melhor todos os meus  livros em PDF e não precisei me desfazer do meu bom e velho celular.

Sei que também poderia ler textos em um celular, mas eu prefiro um celular mais simples até por que aqui tem muito ladrão e a todo momento ouço alguém dizer que foi assaltado. Esses celulares enormes chamam muita atenção de bandido. O tablet fica mais em casa. Raramente levo para rua e com a capa, ele pode ser confundido com um livro, ficando camuflado e me deixando com uma sensação de mais segurança.

Tem sido muito útil, a utilização desse aparelho que é bem simples. Com ele consigo ver filmes e ler livros. Coisas que eu mais gosto de fazer. A leitura pode se adaptar aos meus olhos, pois posso aumentar ou diminuir as letras, não preciso imprimir todos os textos da faculdade  e posso sempre continuar a minha leitura, coisa que eu não achei que seria possível. Enfim, estou gostando muito da minha experiência com esse aparelho que um dia cheguei a discriminar e dizer que era tecnologia inútil. Coitado. Retiro o que eu disse e procuro sempre agradecer a possibilidade de mudar de ideia.


Rafaela Valverde

domingo, 20 de abril de 2014

WhatsApp

Foto: Google


WhatsApp é uma febre que chegou de repente. Pelo menos para mim foi de repente. Um belo dia estava eu no Facebook, quando li a publicação de alguém divulgando o número de celular para que outros alguém adicionassem na rede social/aplicativo. Eu não tenho. O meu celular é ainda primitivo, não tem sistema operacional nem nada.

Porém com ele eu ainda consigo realizar e receber chamadas, enviar SMS, ouvir música, acordar todos os dias, através do despertador e até acessar a internet, também de forma um tanto primitiva. Mas ele me foi dado de presente, tenho um apreço por ele e não pretendo alimentar o consumismo, adquirindo um aparelho mais moderno, com o meu ainda estando em plenas condições de uso. Sinto muito zap zap, como é carinhosamente chamado.

Segundo a Wikipédia, o whatsapp é uma aplicação multi plataforma de mensagens instantâneas paras smartphone. Seus usuários podem enviar arquivos de áudio, vídeo e fotos, além do tradicional bate papo digitado. O whatsapp cresceu absurdamente no Brasil, de um ou dois anos para cá e recentemente foi comprado pelo Facebook e seu dono, o super poderoso Mark Zuckerbeg (acho que é assim), pela bagatela de 16 bilhões de dólares.

Particularmente, eu não dou muita bola para ele. Acho que em breve vai acalmar essa febre e essa pergunta: "tem whatsapp"? Já vi essa febre com o orkut e o msn e as mesmas morreram. Tudo é efêmero nesse mundo. Um dia tudo vira lembrança, até a gente. Mas voltando ao aplicativo, resolvi escrever sobre isso pois cada vez mais ouço mais gente falando por ele e sobre ele.

Essa semana que tivemos uma rápida greve dos policiais miliares, vi pessoas aterrorizadas, com arrastões inexistentes que estavam sendo espalhados via zap zap. Fotos de um rolezinho em outra cidade, foram disseminados como foto de arrastão no Salvador shopping. O pânico tomou conta da nossa cidade e a frase mais ouvida por mim foi: "eu vi/ouvi no whatsapp..."

Aí me peguei pensando, que será que tudo isso não está demais, não? Isso já não é alienação? Já não virou algo que nos impede de ver a realidade com clareza? Precisamos refletir mais e raciocinar em relação a essas coisas que vêm, vão e tomam conta das nossas vidas de uma maneira irreversível. Estou de fora, e talvez por isso veja essas coisas com mais clareza. Isso vai passar. Na verdade eu nem preciso me desgastar muito.

Eu sempre resisti um pouco ao whatsapp, principalmente quando percebi que para obtê-lo seria necessário sair por aí divulgando que nem uma doida, o meu número de celular. Um número que antigamente era meu e eu só dava a quem eu quisesse que me encontrasse. Hoje as coisas mudaram e número de celular não é mais pessoal e pode ser divulgado com muitas pessoas, enfim, cada um tem seu gosto. Não estou aqui para julgar. É apenas meu ponto de vista. O que valeu foi essa reflexão que eu fiz.


Rafaela Valverde

sábado, 12 de abril de 2014

A criação da internet - Parte II

Foto: Google

Nos anos 90 a internet já estava privatizada e contava com uma arquitetura técnica totalmente aberta. Essa abertura permitia a conexão de todas as redes de computadores em qualquer lugar do mundo. A WWW já estava funcionando com softwares adequados e vários navegadores fáceis já estavam disponíveis para serem utilizados.

 A internet nasceu da junção da intenção de pesquisa militar e da cultura libertária.A verdadeira intenção na verdade ao criar a Arpanet foi  financiar a ciência da computação nos EUA e deixar que os cientistas trabalhassem, Algo de interessante e diferente tinha que sair dali.  E saiu. 

O uso mais popular da internet naquela época foi o correio eletrônico, e até hoje ainda é o recurso mais usado na net. A Arpanet já era usada para conversas entre estudantes e compras de determinados itens como maconha, por exemplo. Isso acontecia devido à política de flexibilidade e liberdade acadêmica da ARPA, que deu espaço para a criatividade de universitários e americanos de forma geral. Com isso ofereceu-lhes recursos para transformar ideias em pesquisa e pesquisa em tecnologias possíveis de acontecer.

Sem a ARPA não teria havido a Arpanet, e sem ela não haveria a internet como conhecemos hoje. O mundo dos negócios não aceitou a internet. Afinal era uma tecnologia ousada demais, cara e arriscada demais para se dá alguma importância. Os empresários da época eram muito conservadores e estavam totalmente voltados para o lucro. Não havia espaço para inovações tecnológicas nesse mundo antiquado e quadrado.

Houve uma rápida difusão dos  protocolos de comunicação entre computadores, Isso não teria ocorrido sem a distribuição gratuita de softwares e  uso cooperativo de recursos. Isso se tornou o primeiro código de contato entre os hackers. Afinal não havia intenção de lucro com isso. Havia valores de liberdade individual do pensamento independente e de solidariedade e cooperação.

Essa cultura adotou uma interconexão de computadores como um instrumento da livre comunicação e um instrumento da livre comunicação e libertação política, que junto com o PC daria às pessoas, cada vez mais informações e saberes e as libertaria dos governos e corporações. 

Será?

Rafaela Valverde

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A criação da internet - Parte I



Nós temos uma capacidade enorme de subverter o que está posto, desobedecer regras e adaptar recursos existentes para o uso que melhor nos represente e beneficie.
A criação da internet se dá nesse contexto. Em setembro de 1969 o Departamento de Defesa dos EUA formou a ARPA (Advanced Research Projects Agency). A ARPA tinha um departamento, o Information Processing Techniques Office (IPTO), onde surgiu a Arpanet, que era uma rede de computadores interligados, com o objetivo de superar tecnologicamente a União Soviética que havia lançado seu primeiro Sputnik em 1957. Da rivalidade e da necessidade de fazer pesquisas em diversos campus universitários, nasceu a ideia da internet como conhecemos hoje.
 Daí podemos perceber a intencionalidade de compartilhamento de dados e informações, já nascendo. Em 1983, o Departamento de Defesa resolveu separar as coisas e como ainda estava preocupado com a segurança, criou a MILNET dedicada exclusivamente para fins militares e transformou a Arpanet em ARPA- INTERNET, que ficou apenas destinada à pesquisa.E em 1990, mais especificamente em fevereiro, a Arpanet foi retirada de operação, pois já era considerada obsoleta, devido ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de programas parecidos. Nesse período o governo americano deixou a administração da Arpanet a cargo da NSF (National Science Foudation), porém a NSF privatizou a internet pouco tempo depois. A partir desse período, a internet, diversos provedores e a rede global de computadores, tomaram pé e cresceram rapidamente.
O projeto original da Arpanet possuía uma arquitetura aberta e descentralizada. Foi isso que permitiu esse rápido crescimento. Em um período anterior, em 1977, pouco tempo depois do surgimento da Arpanet, dois estudantes, Ward Christensen e  Randy Swess criaram o modem, que permitiu a transferência entre seus computadores pessoais.Após a criação e consolidação dessa nova rede, surgiram várias criações que possibilitaram e facilitaram o seu uso. Já citei o modem, mas ainda tem o mouse e um sistema operacional como o Linux, por exemplo. Criado em 1991 por Linus Torvalds que distribuiu gratuitamente na internet e manteve seus códigos abertos. Além disso há o windows que conhecemos tão bem, não é mesmo?
 Outro detalhe importante para o crescimento da internet até chegar a internet que conhecemos hoje, foi o desenvolvimento da WWW. O WWW é uma aplicação de compartilhamento. Em 1995 lançaram o software Navigator através da Net gratuitamente para fins educacionais. Custava 39 dólares e era usado comercialmente.Depois do sucesso do Navigator, a Microsoft finalmente descobriu a internet e em 1995 junto com seu windows 95, introduziu seu próprio navegador: o internet explorer.

Fonte: A galáxia da internet - Manuel Castells



Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de abril de 2014

O mundo muda, a palestra muda

     

 A palestra “O mundo muda, a palestra muda” do professor doutor em comunicação Dado Schneider começou vinte minutos depois do horário marcado. Pelo menos no meu relógio. Mas a expectativa era grande e quando começou, esqueci o horário. Não imaginava como seria a tal palestra muda até ela começar.

  A palestra muda é feita a partir de apresentações em Power point e músicas. As músicas são bem escolhidas, todas internacionais e voltadas para o público jovem. Artistas como David Gueta, Jay Z e Alicia Keys, Lady Gaga, entre outros, apareceram na playlist da palestra. Achei muito boa a escolha das músicas. Primeiro por serem de artistas jovens e direcionadas para jovens, além de Pop e comerciais. Segundo por estarem em outra língua, inglês. Como a maioria das pessoas não entende inglês, não há distração em cantar a letra em português e podem ler melhor os textos das apresentações.

A expressão “sem noção” apareceu muito nessa primeira parte da palestra. “Não seja um sem noção”. Achei isso sensacional. Dado, o palestrante gaúcho, mestre e doutro, criados e idealizador da marca Claro, é muito engraçado. Mas sabe dar dicas sérias acerca da vida e da carreira, por exemplo. Entre elas estão: ler muito, evoluir sempre, conectar, avançar, acompanhar o noticiário, ter sempre opinião sobre tudo e “não seja um plâncton”. Além de “tenha história para contar e faça alguma coisa na vida.” Dicas úteis e valiosas, a meu ver. Dicas não só para a carreira, mas para a vida.

A segunda parte da palestra não foi muda. Dado, depois de chamar e manter nossa atenção inicia seu monólogo. Diz que era um dinossauro analógico. Com o advento do SMS, há alguns anos, já começou a perder a atenção dos alunos. Então contratou um profissional e tratou de se conectar e aprender a usar a internet, as redes sociais, etc. A sua aula agora seria em tablets e smatphones, já que a atenção dos alunos se concentra nesses pequenos aparelhos, de acordo com o que ele próprio falou.

Uma palestra motivacional (?) que se preze, deve mostrar como chegar lá. O palestrante deve, portanto, ser bem sucedido. Ele mostra seu currículo e seus feitos. Convence-nos sobre a importância de sempre realizar algo na vida. Somente ser não adianta. Ele diz que nós, jovens e estudantes da área de comunicação ou não, devemos estudar e sempre nos reciclar. Isso é obrigação! Devemos ser curiosos e trabalhar muito, além de ter o diferencial: o noticiário básico na ponta da língua.

 A briga entre as gerações X e Y tem hora para acabar, afinal em breve a geração X não estará mais aqui e a geração Y será do século passado. Vem aí a geração Z, que já é diferente da gente em tudo, e vai nos superar. E por falar em século, nos damos conta nessa palestra, que o século XX foi vertical e o XXI é horizontal, no sentido que não há mais chefes. Hoje há os líderes, que trabalham a mesma quantidade de tempo, ou mais que seus subordinados. Além disso o nosso século, traz muita mais gente boa e qualificada, tornando o mercado ainda mais competitivo.

O século XXI traz novas economias e novas empresas, exigindo, portanto um novo profissional e novos hábitos. Daí a importância de se destacar, de ter diferenciais. Um desses diferenciais pode ser a capacidade de solucionar problemas. De acordo com Dado, se tivermos um problema a ser resolvido, é preferível que o resolvamos pessoalmente ou por telefone. E-mail ainda é impessoal e pouco instantâneo, principalmente para resolver problemas.

Dado deixa duas frases sobre a nossa era. Tratei logo de anotar, pois as achei geniais. A primeira é: “Não estamos na era da mudança. A mudança é a nossa era!”. A outra frase é: “Estamos na era da diferenciação de mentalidades.” Essas frases, assim como toda a palestra, nos obriga a pensar e repensar em nossas atitudes e na falta delas.
      
O último registro que tenho da palestra é sobre o livro de Dado:  “O mundo mudou bem na minha vez” que ele leva  “no braço” para todas as palestras em todas as cidades do Brasil, e vende a vinte reais cada.
     


Rafaela Valverde
     


Bem vindo abril sem internet.

Hoje inicia - se um novo mês. É o dia da mentira e o mês do meu aniversário, que é daqui a 22 dias. Enfim, não sei se me sinto muito feliz em comemorar 25 anos, tão rápido, mas o importante é estar viva, é estar bem e feliz. Estou sem internet nesse início de mês e só estou podendo postar aqui na faculdade, que onde eu estou agora. As visualizações vão cair um pouco, pois  não posso divulgar e atualizar a página do Facebook. 

Pois é, aqui na faculdade não "pega" o Facebook e em curso como o meu, onde as disciplinas nesse semestre são praticamente sobre mídias, tecnologias e redes sociais, incoerentemente a gente não entra nem no Youtube! Estou tentando ver vídeos para um trabalho de uma disciplina chamada Sociedade e Tecnologia e NÃO CONSIGO. As redes sociais são bloqueadas aqui. E o Youtube acaba sendo considerado rede social.

Pode até ser, mas eu acho incoerente os professores falarem em sala de aula, sobre a necessidade de jornalistas e futuros jornalistas estarem antenados e nossos laboratórios de informática, não abrirem um site como o Youtube! Quando eu estudava na UNEB, tínhamos esses recursos disponíveis, porém agora, mesmo com as disciplinas tendo grupos no Facebook, com divulgação de textos, e informações sobre ter ou não aulas nessa rede, nós não temos acesso.

Bem, é isso. Só queria saudar abril, desejar que ele venha lindo para todos nós, cheio de boas notícias e muito chocolate!! Não esqueçam de mim e do meu aniversário, quero chocolate, hein!



Rafaela Valverde

quinta-feira, 27 de março de 2014

Biometria no Salvador Card

Foto: Google
Há alguns dias, acho que há um mês mais ou menos, começou em Salvador a apuração, se é que podemos dizer assim das biometria para identificação dos estudantes que pagam meia passagem nos ônibus. Não tivemos aviso prévio desse procedimento e eis que um belo dia, tomo um susto ao adentrar o "buzú" e ter que "colocar o dedo" na maquininha, onde são validadas as informações dos estudantes

Agora as coisas estão melhorando um pouco, mas no início eu particularmente tive muita dificuldade em utilizar o recurso. Colocávamos o cartão na maquininha e era solicitado o dedo direito, depois o esquerdo. Dava erro e demorava. O cobrador tinha que liberar nosso acesso com o seu próprio cartão. Isso atrasava a viagem e era motivo de estresse, pois as pessoas não queriam esperar os estudantes passarem para adentrar no ônibus.

Hoje ainda dá erro, mas eles já diminuíram consideravelmente. Em mudanças, é sempre comum resistência, palavras e atitudes de rebeldia, principalmente sobre quem está sendo diretamente afetado pela mudança. Mas depois que a gente se adapta e se as coisas passam a funcionar melhor, tudo se acalma e a gente acaba se acostumando e até gostando.

Eu particularmente achei boa a impossibilidade de os espertinhos usarem cartões alheios. É claro que isso só funciona para os estudantes e a regra não vai abranger a todos os cartões, mas os estudantes pagam meia e isso já será um grande avanço na economia de recursos e quem sabe, ilusoriamente podemos acreditar, em uma melhoria do nosso transporte público, já que a grande desculpa dos donos de empresas e de quem é responsável por fiscalizá-las, era que a quantidade de não pagantes e os pagantes de meia passagem oneravam demasiadamente o sistema. Vamos esperar para ver e fora alguns problemas iniciais, considero a iniciativa positiva.



Rafaela Valverde
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