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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Nossa dança sensual

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O quarto fica mais quente com a gente dentro. Nus. Dançando movimentos sensuais. Nenhum momento com você é igual, nenhuma de nossas transas é igual, por mais que façamos as mesmas posições, por mais que pareça aquele sexo burocrático típico de casais apaixonados, nunca são as mesmas sensações. É sempre diferente, delicioso. E quando você falou: "deixa eu te chupar um pouquinho", foi tão tesudo de ouvir. Parecia desesperado por fazê-lo. Esse cabelo roçando na minha barriga enquanto está lá embaixo é a carícia mais encantadoramente sensual que pode acontecer...

Adoro quando você tira minha calcinha dessa forma única que me deixa ainda mais te querendo. Beija e lambe partes do meu corpo que eu nem sabia  que eram beijáveis. Eu quando estou embaixo de você me sinto no céu, sufocada por uma sensação que não sei de onde vem. Ou em cima, ou do lado... Todos esses momentos e posições ritmados são incríveis, porque é com você.

Eu não consigo nem descrever como fica meu corpo quando você me toca e daí já partimos para a ação e não consigo pensar em mais nada. A partir daí entramos em um transe inefável e inimaginável. Eu meio que saio de mim e só lembro de como me sinto no final, ofegante e quase infartando depois de gozar.

Alguns desses seus detalhes que te fazem único me deixam enlouquecida de tesão e você sabe do que eu estou falando. Adoro sentar em você e observar essa sua cara safada de cima, é uma visão panorâmica melhor que da Baía de Todos os Santos. Gosto de olhar seu rosto enquanto goza e puxo seu cabelo para cima. Não é por mal, é só porque é muito lindo de ver.

Quero que me coma em todos os cômodos desse apartamento que ainda me parece incauto demais. Você sabe disso, porque eu já te disse, mas não sei qual foi sua reação, aff esses aplicativos de mensagem que não deixam a gente ver a reação do outro, mas vou falar de novo só pra ver sua reação e carinha falsa de timidez. Você vai dar uma risadinha sem graça e nem vou acreditar nisso... E essa gargalhada? E essa voz deliciosa cantando em meu ouvido... É melhor eu parar por aqui mesmo porque estou na sala e tem gente aqui...



Rafaela Valverde  

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Memórias de Luxúria

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Ando tão necessitada que tô lembrando de casos sexuais antigos. Lembrei agora de sua forma de praticar cunilíngua. Lasciva. Quis usar esse termo, cunilíngua, para deixar mais elegante esse momento sexual tão sublime e superestimado por mim. Sim, eu gosto de uma boa língua passando - bem direitinho - no meu grelo. E olhe, não vou ficar falado através de eufemismos. E para completar este relato, devo dizer que adoro fazer oral. Felação. No popular cunilíngua é chupar boceta e felação é boquete. Quem não gosta? O problema é que algumas pessoas não gostam. Na verdade não gostam de fazer, mas recebem de bom grado. Mas, voltando a você e a lembrança de quando você me lambeu tão vorazmente. Que tesão. Que delícia, que lindo! Esperamos muito tempo até nos encontrarmos sexualmente. Anos, talvez. Não sei. Não sei quase nada. Não vou deixar claro o que é real e o que não é. Este é um texto ficcional. Mas talvez não seja. Talvez seja autoficcional. Talvez seja todo real. Não vou dizer. Fica por sua conta e das demais pessoas que estão lendo. Vou me ater apenas a escrever dominada pelo torpor sexual que me toma nesse exato momento. Sim, mas nós esperamos muitos anos e penso que por isso mesmo tenha sido tudo tão quente, desesperado e gostoso. Ainda sinto as sensações daquele dia. Elas vem lá de baixo e me deixam com vontade de sentar a qualquer momento do dia e em qualquer lugar. Repito: foi uma delícia! Sua língua passeava por minha boceta para cima e para baixo como se subisse e descesse uma ladeira. E vai ver até é uma ladeira. A ladeira do meu prazer.  Consigo lembrar que fiquei super molhada desde o momento em que saímos do carro e você foi andando atrás de mim no corredor. Imaginei você me olhando e rebolei mais ainda enquanto andava. Quase senti minha excitação escorrer pela calcinha quando abri a porta e sentei na cama. Tirei a sandália e deitei esperando por você que atravessou o quarto, tirando o sapato e a camisa. Deitou. Ficamos ali deitados um ao lado do outro pelos dez segundos mais longos da minha vida antes de começarmos a nos pegar. Fiquei por cima, tirei a calcinha, mas continuei de vestido. Abri o zíper da sua calça e puxei seu pau com volúpia. Queria sentir seu calor e queria que você sentisse o quanto eu estava quente e ao mesmo tempo molhada. Lembro de tudo isso me contorcendo de prazer. Tá um frio lá fora e eu tô só de calcinha lembrando desse dia. Quando você estava dentro de mim e gritava: "quanto tempo esperei por isso...", eu sentia toda a fúria daquele tesão e o gozo vinha facilmente.  O som do meu gozo eram a sua voz e meus gemidos de satisfação. Apertava seu corpo contra o meu e não queria que aquele momento de êxtase terminasse nunca. Minutos depois estávamos deitados de conchinha, mais porque foi a posição que deu para deitar. Ofegantes. Você olhava pra mim com uma cara boba e eu olhava para o teto tentando me recuperar desse estupor. Começou a lamber minhas costas. Era o sinal. Virei e beijei sua boca, seus dedos já estavam dentro de mim, massageando delicadamente, depois forte, depois devagar de novo. O tesão estava em cada poro do meu corpo e em névoas naquele quarto. Me deitou de bruços me penetrando com a mesma intensidade que precisava para eu delirar e gozar. Eu tô é muito desesperada, eu preciso transar, senão não estaria lembrando desse dia, afinal, você foi só mais um... A segunda melhor transa da minha vida, mas, só mais um... Sem termos técnicos, sem firulas, sem nada dessas frescuras. Eu quero é foder!




Rafaela Valverde

sábado, 16 de dezembro de 2017

Banho quente

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Estávamos no banho. Eu a-observava. Oh Deus, como pode haver coisa tão linda? Se há no mundo algo mais repleto de perfeição que o corpo feminino deve estar bem escondido, não sei onde... Nesse momento ela esfregava delicadamente os pés, passou  um hidratante de banho neles e esfregou com a bucha delicadamente. Ah então é daí que sai esse cheiro de frutas vermelhas...

Recostei no box e até esqueci do meu próprio banho. Pra quê tomar banho em um momento como esse? Sua distração durou pouco. Me olhou rindo e eu ri de volta. Ora o que eu poderia fazer? A vergonha do flagrante tomou conta de mim e me virei para pegar meu xampu. Ela me abraçou por traz, beijando meu pescoço. Ai foi que me derreti... 

Seus seios médios e perfeitos contra minhas costas era a coisa mais excitante do século. Beijei- a, descendo em seguida para abocanhá-los. Ela gemia em meu ouvido enquanto lambia seus mamilos. Sem controle eu ia de um a outro com desespero. Ela puxou meu rosto e me beijou de volta. Derrubamos os xampus, sabonetes e todos os produtos que estavam pendurados. E ali mesmo começou a nossa manhã.

Seu gosto é delicioso. Claro que a gente acha tudo maravilhoso quando está apaixonado, mas era o melhor gosto, era o sexo mais delicioso que eu já experimentara. O chuveiro continuava aberto, a água quente  e o vapor embaçavam o vidro e deixava tudo ainda mais quente. A intensidade daquele momento não sairia mais da minha cabeça. No entanto, o gozo foi calmo e tranquilo. Pleno. Típico dos casais apaixonados, que fazem sexo para consagrar a paixão e não apenas por um pequeno/longo prazer momentâneo. Aquilo era lindo. Em suas minúcias mais doces e ardentes... Nesse dia nos amamos as vinte e quatro horas... Em outros cômodos da casa e na varanda...



Rafaela Valverde 


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Durante a aula


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Tem uma música antiga que minha mãe sempre cantarola: "não consigo prestar atenção na aula, não suporto mais o professor..." E assim estou hoje. Sala gelada, ar condicionado bem forte, mesmo com o casaco, meus dedos estão gelados. Olho para a professora lá na frente e penso que ela realmente tem propriedade sobre o que está falando. A partir desse momento começo a olhar para um ponto fixo atrás da professora, no quadro. Me desligo totalmente da aula, estou com sono. A professora começa a falar a línguas ininteligíveis. Até tento me concentrar, arregalo os olhos, bebo um gole de água, me espreguiço discretamente, mas tudo em vão...

Estou de calça jeans, daquelas que vão até o meio da canela, com a borda dobrada. Rasgada nos joelhos. Testo minha elasticidade puxando a perna esquerda, deixando- a dobrada, o joelho na altura do queixo. O braço esquerdo abraça a perna. Me sinto relaxada. A aula tá rolando, não sei o que a professora está falando... Olho para baixo e estou sem calça, você está com a cara entre minhas pernas, começando a me chupar. De leve. Como se tivesse encostando a língua em algo novo, cujo gosto ainda era desconhecido. Ainda assim, aquele gesto possuía a sua segurança. A segurança de quem já sabia onde ficava e como apertar todos os botões do meu corpo.

Volta e meia olhava para a professora, tentando entender o que realmente estava acontecendo com minha cabeça. Ao mesmo tempo você me dava aquele sorriso largo, safado. Revirei os olhos, me contorcia... Não estava mais conseguindo disfarçar. Sentia tanto tesão naqueles últimos dias e tanta falta de sentar e rebolar em você que já estou imaginando coisas... Levanto. Vou ao banheiro. Estou muito molhada, excitada. Saio da cabine e respiro fundo olhando para o espelho. Fecho os olhos em seguida e você está lá, me provocando, chupando os dedos da minha mão, um a um...

Volto para a sala, mas dessa vez sento de pernas cruzadas, para não te dar espaço, mas, mesmo assim você vem. Eu só consigo imaginar você com a língua dentro de mim, eu não sei mais como entender a matéria, como acompanhar o ritmo. Quarta feira de manhã, já isso! Longos minutos depois consegui afastar sua imagem da minha cabeça e consegui até participar da aula.

É por isso. Por isso que estou aqui de calcinha e robe vermelhos no seu portão. Vim de carro, ninguém repara nessas coisas. Abre o portão ou desce! Você escolhe. Mas decide logo porque eu tô perto de pegar fogo. E você não vai me deixar incendiando aqui em baixo no relento, não é? Prefiro me esparrar na sua cama e em todos os cômodos da casa...

Ouvi o estalido da fechadura se abrindo... É hoje!!




Rafaela Valverde

domingo, 5 de novembro de 2017

No chão da cozinha

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O piso é novo. Branco, minha pele nua ressai nele. Foi colocado há poucos dias. Ainda posso sentir a umidade do rejunte nas minhas costas. Estou com as pernas abertas, seu rosto entre elas, me chupando delicadamente. Revirava os olhos aproveitando o momento e pensava como tínhamos ido parar ali no chão.

Talvez fosse o fetiche do novo piso tão desejado. Há anos que queríamos trocá-lo. Ele foi aumentando a velocidade e intensidade, aumentei os gemidos porque estava muito bom. O homem chupava gostoso demais. Gozei sentindo o piso gelado em minhas costas enquanto empurrava a cara dele para mais perto.

Quando terminei, ele parou e me beijou com selvageria. Senti meu gosto em sua boca e estava cada vez mais excitada ansiando por ele. Quando me penetrou gritei alto, me sentindo preenchida. Ele apertava minha coxas intercalando com beijos e mordidas em meu pescoço, me deixando louca.

Virei, ficando por cima, cavalgando. Agora ele quem estava deitado no piso novo. Mordisquei seus lábios enquanto rebolava e gemia. Depois de uns minutos, de lado, me contorcia enquanto ele mordia meu ombro. Gozamos ali mesmo no chão novo da cozinha, enquanto planejávamos que azulejos colocaríamos na parede.



Rafaela Valverde

sábado, 14 de outubro de 2017

Rapidinha sob o luar

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Estávamos no carro. É um grande clichê, mas foi ali onde tudo começou. Ele enfiou a mão debaixo da minha saia e puxou minha calcinha para o meio das pernas, deixando a área totalmente livre para sua mão. Fiz aquele biquinho sexy de quem está gostando. Olhei para ele de esguelha e suspirei. Ele continuou me massageando lá em baixo, enquanto dirigia com a outra mão. O nome era massagem mesmo, pois os dedos passeavam suave e despretensiosamente pelo meu clitóris. Estava muito gostoso e apenas aproveitei o momento.

Quando faltava cerca de dez minutos para chegarmos em casa, ele tirou o dedo e chupou da base até a ponta, sentindo meu gosto. O dedo estava bem melado. Eu estava bem melada. Passei dez dias longe de casa, viajando a trabalho. Longe dele. Sem seu corpo. Estava cheia de tesão. Me inclinei e mordisquei de leve sua orelha, indicando que o queria.

Encostou o carro na porta de casa. Não estávamos guardando na garagem, pois ela estava ocupada com o carro da empresa. Portanto, ficava ali mesmo, na rua. Saí daquele jeito, com a calcinha nas pernas. Já era bem tarde, a lua brilhava intensamente no alto do céu, iluminando a vizinhança. Era um dia de semana normal e a rua estava tranquila, como sempre. Pensando nisso, encostei a barriga no carro, ele já estava saindo pelo outro lado. Abri as pernas e empinei a bunda. Foi a deixa. Em menos de um minuto já estava atrás de mim, me penetrando delicadamente.  Gemia e me contorcia. Aos poucos o ritmo foi aumentando e passei a rebolar com força, enquanto ele socava com vontade.

Ele levantou minha blusa e beijou minhas costas várias vezes. Sempre fazia isso. Eu amava. Tão carinhoso e tão sexy... Depois lambeu minhas costas subindo até a nuca. Já estava gozando quando ele enfiou a mão debaixo do meu sutiã e acariciou meus seios com intensidade. Gozamos. Me virei e nos beijamos calorosamente. Arfantes, nos desvencilhamos, ajeitamos as roupas e entramos em casa como se nada tivesse acontecido.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Tinder

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Sempre tive uma relação meio conturbada com o Tinder e já devo ter escrito sobre isso aqui. Mais uma vez, pela milésima vez eu apaguei minha conta ontem e excluí o aplicativo. Claro que eu acho que todo mundo sabe o que é o Tinder, mas eu vou aqui defini-lo como um aplicativo para procurar pessoas para transar.

Foi só o que encontrei nesses dois anos que utilizei o aplicativo. Pessoas para transar. E mal. E olhe lá. Porque eu não sei o que esse povo acha que é transar, mas isso é assunto para outro texto. Enfim, eu não quero mais conhecer ninguém através do Tinder e nem de nenhum outro aplicativo do tipo. Eu não tenho mais paciência pra ficar falando com estranhos: "oi, tudo bem?" E ir conhecendo a pessoa, destrinchando sua vida e me aproximando. Já fiz isso muitas vezes e até conheci pessoas legais. A última pessoa que conheci e comecei a conversar pelo Tinder nem em Salvador mora, mas o papo fluiu, foi além do raso cumprimento e conversamos desde cabelo até questões mais picantes e secretas de nossas vidas.

Quando chega assim é muito bom. Costuma ser menos vazio. Mas é muito raro e essa é a graça. Pois bem, continuando a falar sobre o aplicativo e minha relação com ele, o que eu quero dizer é que ultimamente tenho andado mais retraída em relação a sair com pessoas desconhecidas. Além disso, só estava usando o Tinder para me divertir. Como? Rindo da cara dos omi. São muitas coisas bizarras, fotos ridículas. Perfis com  cachorros, gatinhos e até bebês. É muita gente esquisita. Já vi até fake com foto de um modelo que já tinha visto no Google antes. AFFF omis!

Fora os malhados ou pseudo-malhados, os que tiram foto no carro ou do carro. Eu queria muito poder expressar a minha cara aqui nesse texto em relação a isso. Mas, seguindo... Então, eu perdi minha paciência com papos vazios e pessoas idem. É tudo meio bizarro. Já usei e não vou ficar aqui cuspindo no prato que comi, só não quero mais. Quem continua usando, massa. Liberdade! E também, como já disse, minha relação com o aplicativo é bem confusa. Pode ser que daqui a uns meses eu decida baixar de novo e usar. Liberdade!

Enfim, só quero dizer mais uma coisa sobre as pessoas que utilizam o Tinder. Na verdade sobre os homens que utilizam. Se vocês são casados não usem o Tinder. Tá feião ver tanto homem casado e próximo num aplicativo pra pegar pessoas. Se quer ter vida de solteiro não case. E se casou exclua o tinder. Porque eu tô com muita vergonha alheia de vocês.

É claro que a vida amorosa-sexual não depende só do curtir, descurtir, matchs e bate papo do Tinder. Há muito mais que isso aqui fora e é nisso que vou tentar me agarrar por que eu nem sei como trocar olhares com alguém. Mas preciso aprender! Já! Fora Tinder!




Rafaela Valverde

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Uma manhã...

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Ela tinha acabado de correr, por isso estava ofegante e suada. A esteira ainda ligada na tomada. O cômodo tomado por seu cheiro. Hidratante e seu suor quente. Mistura química que me enlouquece. Andava de um lado para o outro, impaciente. Devia estar atrasada. Sempre se atrasava quando corria de manhã. Observei- a pelo que pareceu ser uma eternidade, antes de entrar no quarto. Coque no alto da cabeça, camiseta rosa bebê, calça legging estampada. O tênis já estava no canto. Seus pés à mostra. Unhas pintadas de vermelho. Os pés mais lindos e sensuais que já vi na vida.

Entrei enquanto ela estava de costas e a abracei beijando-a no pescoço. "Cheguei"- disse em seu ouvido. Mais um plantão, mais uma noite que ficara fora de casa, longe dela. Ouvi o som do seu sorriso por saber que eu estava ali. Virou e me beijou suavemente. Beijo de saudade. "Tô atrasada." Respondi que sabia e que não iria incomodá-la. Revirou os olhos dizendo muda que eu não incomodava. Sabia que era isso que queria dizer. Tirei a roupa do trabalho e entrei no banho, enquanto ela continuava sua saga matinal.

Nossa rotina estava pesada. Quase não nos encontrávamos mais. Eu chegava e ela saía. Respirei fundo sentindo a água passeando pelo meu corpo. Cheguei cansada, mas cheia de tesão. Queria-a. Mas hoje não parece ser um bom dia. De costas para a entrada, me ensaboando, ouvi o barulho do box se abrindo e me virei. Lá estava ela, nua. Me olhando daquele jeito gostoso. Me beijou com veracidade, reavivando meu corpo.  "Liguei pra lá e disse que vou me atrasar..." - disse. Agarrou meu cabelo e me empurrou até a parede, me beijando cada vez com mais força. Meu corpo ainda estava cheio de sabão e sua mão escorregava sobre ele. Me apalpava com intensidade, parecia que eu iria escapar caso não me segurasse.

De repente parou. Me enxaguou, retirando o sabão do meu corpo. Se ensaboou rapidamente, me provocando e fazendo aquela dancinha boba que eu gostava. Terminou seu banho enquanto eu fica ali parada, olhando-a. Abriu o box, saindo do banheiro sem se secar. Sorri. Vesti o roupão e fui atrás. Ela havia deitado na cama, nua, molhada e de bruços. As pernas jogadas pra cima. Pouco se importando comigo...

Tirei o roupão e me joguei de leve por cima dela. Beijando suas costas molhadas até quase o bumbum. Massageei suas pernas e pés. Ah, aquelas unhas vermelhas... Virei-a beijando sua boca suavemente, acariciando seu cabelo. Passeei a língua pelos seus seios e ela gemia baixinho. Aréolas, bicos... Mordicadas de leve e ela ficava cada vez mais enlouquecida. Seu olhar pegava fogo. Intercalava beijos, mordidas e lambidas em sua barriga, me concentrando no umbigo. Nessa hora, ela já puxava meu cabelo e gritava.

Sentir seu gosto era o momento mais esperado. Foi o que eu fiz. Mergulhei em seu universo enquanto a chupava. Ela estava deliciosamente excitada, molhada. Fazia movimentos diversos com a língua. Sentia prazer com seu prazer. Ela gemia e apertava minha cabeça e ali eu permanecia obedientemente. Passeando minha língua, matando meu tesão. Satisfazendo-a. Língua, dedos, saliva, suor, água... Nós duas ali, esquecendo horários, obrigações e tudo que não fosse nós mesmas e nossos corpos...

Gozamos. Arfantes, deitadas lado a lado olhávamos para o teto. Mãos dadas. Não falamos nada. Não precisava. Eu sabia o que ela pensava e vice-versa. Depois de vários dias, tivemos uma transa deliciosa. Nossa sintonia aumentava, nossos corpos se entrelaçavam e crescia o tesão. Ela virou de lado, olhando diretamente para mim. O sorriso safado ainda estava ali. Se jogou em cima de mim, me beijando. Recomeçamos...


Rafaela Valverde





terça-feira, 12 de setembro de 2017

Aquele bom e velho medo de se apegar

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O que venho observando é que as pessoas estão meio perdidas. Elas não sabem exatamente o que querem. Claro, que em "as pessoas" eu me incluo porque não gosto disso de falar pelo outro ou sobre o outro me excluindo do problema. Entenderam? Quando eu digo as pessoas, são todos nós. Ok? Pronto, agora posso continuar. Pois bem, não temos em nossa cultura atual ideias bem definidas de relacionamentos. Às vezes nem amizade hoje em dia, é apenas amizade. Claro, que tudo é relativo, mas apenas tentem entender o que estou querendo dizer.

Antes, pelo menos na época de minha mãe e minha avó, existiam namorados, noivos, casados, amantes e outros nomes que queiram dar. Mas havia definição. Quando se fazia sexo sem ter "compromisso" havia recriminação, claro que com as mulheres né? Aff Mas se sabia o que queria ou em que estava metido. Não estou dizendo que era melhor, mas também não vou dizer que é pior. Eu não sei. Não estava lá. Não vivi essas épocas. Nasci no final dos anos oitenta...

O que quero dizer é queque existia um certo conservadorismo. Hipócrita e machista, claro. Eu acho que minha vó nem sabe o que sexo casual. Hoje temos essa liberdade. Temos a possibilidade de ter sexo casual, temos a possibilidade de não ter "compromisso" de não nos relacionarmos com ninguém. Isso foi muito bom, eu acho. Para nós mulheres, foi um ganho absoluto sobre nossos corpos e sobre nossa sexualidade.

Por outro lado, no entanto, viramos um bando de perdidos. Atarantados em nós mesmos, com medo de se abrir, com medo de qualquer contato mais próximo, com medo de se importar, de se apegar, de se importar. Vivemos com medo de tudo. Da violência urbana e de se relacionar. E não falo só de relação amorosa, falo de amizade e falo de ter consideração com o outro, mesmo que estejam em algo casual, mesmo que estejam ficando. Porque com nossos egos inflados, não querendo nos envolver para não sofrer acabamos sendo muito escrotos com as outras pessoas.

Medo. Tudo isso vem do medo. Medo de amar e de sofrer. Medo de abrir nossas casas e convívio familiar com quem quer que seja, medo de relacionamentos abusivos, medo de sermos enganadas. Medo. Nossas vidas foram invadidas pelo medo. Mesmo que nem todas as pessoas sejam assim, medrosas, sempre há algum, em maior ou menor proporção. Algum trauma do passado, em muitos casos vai determinar esses medos e nossas atitudes diante dele e sobre ele.

Eu tenho esse medo também. Sim, fui atingida. Tantas decepções dão nisso não, é? Mas eu não quero falar de mim. Estou tentando falar sobre a tendência que temos, em geral, em nossos dias, de não se envolver, não se relacionar, não se apaixonar. Queremos mesmo o casual, o raso. Mas tenho cá minhas dúvidas se estamos realmente felizes com isso. Já estou começando a sentir uma quebra de todo esse discurso bem elaborado e construído em nossas mentes.  Porque não é possível que se viva assim o tempo todo, a vida inteira. Em algum momento esse gelo tem que ser quebrado e o medo enfrentado. Em algum momento a gente vai se apaixonar, querer dividir o edredom,o brigadeiro e o filme em uma tarde de domingo. Mesmo que já tenha feito isso em determinado momento e quebrado a cara. Coloquemos a cara pra bater. E pra quebrar também. Porque a vida é se arriscar... Bom, é o que dizem, porque por enquanto eu prefiro é não dividir nada. Ficar só comigo mesma. É o melhor que posso fazer por mim nesse momento. Sem medo de ter medo.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Foi assim a gente na cama

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Foi doce e ao mesmo tempo ardente. Isso é possível quando nós dois estamos no mesmo recinto, no mesmo colchão. Chocolate e Pimenta. Vinho seco e vinho tinto daqueles bem vagabundos e doces. Os opostos. Que se conectam não apenas com o corpo numa linda dança, uma coreografia bem ensaiada. 

E foi assim que foi. Sem nenhum ensaio prévio. E quando me dei conta estava em cima de você. Foi tudo muito louco. Ainda de roupa, já estava molhada. Os flashs que vêm à minha cabeça por si só já são deliciosos. Você me chupava com uma voracidade, uma sede. De uma forma que eu nunca havia sido chupada. Tanto desespero, tanto destempero e agonia se tornaram um boom estonteante de prazer do início ao fim.

Mordia sua orelha e passava minha língua nela só pra ver você se derretendo. Nossa dança continuava, sincrônica e suave, selvagem e desajustada. Brincávamos de explorar nossos corpos em plena luz do dia. Luz que entrava pela janela transformando a penumbra do quarto em mais lascívia. Cada vez mais. Gemia de prazer com cada gesto seu, que me movia como se soubesse todos meus pontos erógenos  e sabia. Todos meus pontos de prazer. 

Ás vezes gritava porque não conseguia mais ficar calada porque você é demais. Faz tudo bem. Bem até demais. Como eu não imaginava muito, confesso. Há tempos que não tinha um sexo tão incrível. Uma outra pessoa não me dava tanto prazer há um tempo relativamente bom. E nem só por isso, mas pelo fato de me sentir desejada. Me senti uma deusa exclusiva e maravilhosa.

Entre um rolar na cama e outro, beijos quentes e carinhos fofos que me deram gosto de ter usado meu hidratante caro. Deixei minha pele mais macia e parece que você adivinhara, porque me acariciava de uma forma tão doce e ao mesmo tempo libertina que eu lembro desses toques até hoje. E assim é que foi: carinhoso e sensual. Indomável e dócil. É assim que foi. Deitamos de conchinha e o que você falou em meu ouvido com essa voz gostosa está ecoando até agora... Gozamos juntos e ficamos ali abraçados, de conchinha, sentindo o calor do corpo do outro e esperando a próxima vez.



Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Homens, melhorem!

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Eu não sei o que os homens pensam da vida. Eles se acham os donos do mundo. Acham que todas as mulheres estão afim deles e não fazem nada para cativar essas mulheres. Se uma mulher está afim de um homem e dá sinais ou ele se afasta ou trata- a como se fosse uma mera oferecida que não merece consideração e são "mulheres para pegar."

Tem homem que pensa que  todas as mulheres que se aproximam dele querem casar e ter filhos, quando em muitos casos a mulher só quer mesmo usar seu lindo corpinho para sexo. Sim, queridos, nós, mulheres apenas só queremos transar. Não necessariamente queremos trazer vocês para nossas vidas.

Há ainda os que posam de  frios, indiferentes e anti-relacionamentos. Os que nunca se apaixonaram e nunca namoraram e se acham os tais por isso. Estou cagando para o que vocês acham de vocês mesmos. O pior é que esses, os sabichões, frios, etc, são os que menos sabem lidar com mulheres, com corpos femininos. Sabem nem transar.

Em alguma medida eu não culpo tanto os homens. Foram criados no patriarcado, sendo os reis desde que nascem. Me dá um ranço quando alguém pega um bebê e diz que vai ser pegador. Eu tenho vontade de matar aquele "adulto" que disse isso. Mas, por outro lado culpo os homens sim. Porque quando viram adultos, escolhem sim ser escrotos e continuam disseminando a forma que foram criados. É claro, é uma zona de conforto. Então, sim, cabe a nós adultos escolhermos nossas atitudes e pensamentos. Cabe aos homens escolherem se serão FDP ou não. E a maioria é.

Eu estou pela milésima vez escrevendo essas coisas aqui. Mas não sei se adiantam alguma coisa. Nem sei se homens leem esses textos. Nem sei se homens tem capacidade de auto criticar. Vou morrer esperando, eu sei. Mas posso tentar pelo menos alcançar as novas gerações, já que os babacões adultos já estão com as cabeças formadas. Homens, melhorem!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Me tocando

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Está frio. Auge do inverno. Eu que moro em uma cidade litorânea, com sol o ano todo, não estou acostumada com tanto frio. O frio traz a carência, a vontade de dormir acompanhada. Penso em várias pessoas com quem poderia dormir, e não só dormir, nesses dias frios. Estou de moletom, calças e meias. Eles estão cheirando a naftalina, devido ao grande tempo guardado. Que excitante.

O programa da TV está muito chato. Programo-a para que ela desligue caso eu durma e puxo o edredom que faz uma montanha ao meu lado na cama. Gosto de pensar que é uma pessoa. Me enrolei toda e abri bem as pernas, imaginando alguém me chupando. Gostava de imaginar sexo oral, às vezes quando estava muito excitada.

E assim que estou agora. Muito excitada. Nem me lembro a última vez que estive assim, nem a última vez que transei. Estou pegando fogo e como diz uma amiga: "Eu vou sucumbir de tanto hormônio mal canalizado..." Rsrsrs

Não sei mais o que fazer então resolvo me satisfazer sozinha. Ultimamente não estão aparecendo mais homens que prestem para me satisfazer. Aquele sexo safado, com pegada, olhares, chupadas quase não existe mais. Parece que as pessoas praticamente só se conhecem para umas rapidinhas sem graça, que só envolvem os órgãos genitais.

Nesse momento, enquanto confabulava sobre a minha inexistente vida sexual, já brincava com meus dedos em minha pepeka que está bem molhada. Me contorço toda, imaginando que estou fazendo sexo a três. Viajo e volto umas três vezes. Gemo alto, brincando cada vez mais forte com os dedos, que entram e saeam de mim com mais facilidade.

Depois dos dedos, o vibrador entrou em ação. Era o momento do ápice. Do gozo magistral de mim para mim mesma. Estar com a gente era uma excitante opção para essas noites frias. É possível se dar prazer e é maravilhoso. Orgasmos deliciosos. Entrei em transe, não sabia mais onde estava. Suei e fui do frio ao calor. Estava suando. Gritei!

Depois que terminei respirei fundo e abri os olhos. A TV ainda estava ligada. Uma senhorinha ensinava os telespectadores a bater um bolo. Sorri e balancei a cabeça, abismada com a ironia daquela situação.  Mas me sentia mais leve. Desliguei a TV, me enrolei no edredom e fechei os olhos, dessa vez para dormir.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Aquela rapidinha

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Estávamos no carro. Tocava um jazz suave e eu estava doidona. Tínhamos acabado o estoque de drogas lícitas e ilícitas. Ele não tinha bebido nada, porque ia dirigir, mas estava mais louco que eu. Tirou uma das mãos do volante e agarrou meu seio. Descendo pela minha barriga, levantou a blusa e apalpou os pneuzinhos da minha barriga. O que eu adorava.

Continuou descendo, levantou minha saia e me apalpou por cima da calcinha. Já estava toda molhada e me contorcendo. Era incrível como ele conseguia fazer aquelas coisas enquanto dirigia. Passava a língua nos lábios tentando umedecê-los, pois já estavam ressecados. Não sei se pelas substâncias químicas e se por aquelas substâncias de prazer.

Com a mão por dentro da calcinha, enfiou delicadamente dois dedos dentro de mim. Massageava meu clitóris com delicadeza e ao mesmo tempo firmeza. Seus dedos escorregavam nos líquidos do meu corpo e faziam movimentos diversos. Circulares, verticais. Apertava e soltava. Ora com força, ora com um carinho que me fazia gemer alto.

Parou. De repente tirou a mão de dentro de mim. Percebi que estava encostando o carro. Olhei ao redor, não estávamos perto de casa. Paramos em um canto qualquer. Claro que ele sabia o perigo de parar no meio da noite em qualquer lugar. Mas estávamos com tanto tesão que não dava mais para aguentar. Olhei para ele interrogativamente e ele pegou minha mão e colocou em seu pau que já estava animado.

Eu estava ofegante, nervosa e cheia de tesão. Tirei o cinto de segurança e ainda com a saia levantada sentei nele e o beijei. Desabotoei a camisa, passando minha língua em seu peito macio. Abri seu zíper e sentei nele. Enquanto cavalgava, mordia seus lábios. Era uma coisinha que eu gostava de fazer. Era muito gostoso. Gozamos juntos, gritamos e o efeito das químicas já havia passado. Aquela tinha sido a melhor rapidinha da minha vida. Nos recompomos e o trajeto continuou como se nada tivesse acontecido. 



Rafaela Valverde

domingo, 16 de julho de 2017

E aí, você se toca?

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Como falar sobre masturbação? Acho que nunca falei sobre o assunto aqui no blog. Mas hoje vou falar. Então, todo mundo já sabe que os homens se masturbam. Já é um fato até batido e até mesmo fruto de piadas e histórias engraçadas sobre adolescências masculinas, contadas até na TV.  Mas, e as mulheres? Se masturbam? Se tocam? 

Eu acho que sim, levando em conta eu mesma. Porém ainda é muito menos que os homens, é muito menos o quanto poderiam e deveriam. As mulheres não são incentivadas a se tocarem. Até fica parecendo ideia de revista feminina, mas eu acho que é verdade. Porque lembro muito bem quando era criança e pré adolescente e ouvia coisas como: "tira a mão daí, menina...", "fechas as pernas..." e outras até mais repressoras.

Não endeusam vagina como endeusam paus. Vagina é feia, fedorenta, peluda e estranha. Vivemos escondendo nossas vaginas, com calcinhas e várias camadas de roupas. Além de inibidores de cheiros como desodorantes íntimos, protetores diários e sabonetes líquidos próprios. Até mesmo pela nossa constituição física não temos tanta facilidade em olhar nossa vagina.

Eu sempre fui muito curiosa e desafiadora dos costumes. Lembro que na adolescência olhava minha vagina no espelho e nunca a achei feia. Só achei vagina, ora! Mas na prática, as coisas não funcionam assim. Os homens por ter aquelas protuberâncias chamadas de paus, estão acostumados em olhar, pegar e se darem  prazer. Para mulheres é mais difícil, até por essas questões de criação que expliquei acima, por questões religiosas e outras.

É importante se tocar, se masturbar. Conhecer nosso próprio corpo, saber quais locais que mais dão prazer e como. Só saberemos como gostamos de ser tocadas se efetivamente nos tocarmos. Até por questões de saúde é importante, pois se houver alguma lesão na região, a partir do tato fica mais fácil identificar. Fora que é muito bom dar prazer para nós mesmas.

Em tempos de homens ruins de cama e muito tesão, se masturbar pode ser um socorro (rsrsrs). Eu não tenho vergonha de falar, de escrever sobre o assunto. Homens fazem isso diariamente e falam naturalmente, por que nós mulheres temos que nos reprimir tanto? Por que há tanto problema com a sexualidade feminina? Mulheres, se toquem, gozem e aproveitem a liberdade que vocês têm.



Rafaela Valverde

sábado, 15 de julho de 2017

Não é mulher livre que não serve para namorar, e sim homem machista!

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Alguns homens dizem que não são machistas, mas são. Vivem afirmando que não tratam mulheres como objeto mas mexem com a gente na rua; vivem dizendo que não fazem separação de mulher para namorar X mulher para comer e vivem deixando mulheres livres com a sensação que só servem para serem comidas.  Eles vivem dizendo coisas que não fazem na prática.

Conheci pouquíssimos homens que realmente não tiveram esse pensamento retrógrado de que mulher 'dada' ou 'atirada' ou sabe lá Deus o que mais eles inventam sobre mulheres que transam quando querem e que fazem o que estão afim com seu próprio corpo. É impressionante como adoram rotular mulher livre. A primeira palavra que vem à boca desses homens é puta.

Ainda existe muito machismo nas cabeças masculinas, por mais que eles não percebam, reproduzem. Alguns homens acreditam fortemente que mulheres que vão à balada e usam roupa curta, por exemplo, não servem para namorar, casar, etc. Ainda escuto isso. O que eu quero é que os homens entendam que as mulheres, contanto que queiram, servem para qualquer coisa: casar, namorar, ter filhos...

Eu já senti esse olhar sobre mim e não só o olhar. Hoje nem tanto, porque estou bastante sossegada, excluí o Tinder e não pego nem gripe. Mas na minha época de pegação, cheguei a ouvir que eu era muito "dada" e muito polêmica. Que falava alto e que alguns homens poderiam ter "receio" em me levar para conhecer os pais. Sim, mesmo nas entrelinhas, foi o que eu ouvi. A parte do 'falar alto' foi bem direto mesmo, sem entrelinhas.

Eu faço a porra que eu quiser. Eu sento de pernas abertas, falo alto, xingo, bebo e minha gargalhada é estrondosa. Não sou obrigada a ser uma mocinha delicada e submissa para agradar macho. Mas percebo que é isso que eles procuram para namorar. A submissa que eles podem manobrar. Se for para ser solteira, serei a vida toda, porque nunca, mas nunca mesmo deixarei de ser eu mesma.

Enfim, então é isso, homens. Parem de tratar mulheres livres como mulheres que não prestam para vocês. Porque eu acho que na verdade, são vocês que não prestam para esses mulherões da porra que estão por aí sozinhas. Acordem! Todo mundo serve para todo mundo. Todo mundo serve para casar, namorar, trepar... Mas, 'homis' machistas talvez não sirvam para ninguém. Tomem cuidado, porque o jogo já está virando.




Rafaela Valverde


terça-feira, 11 de julho de 2017

Tentando entender você

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Eu não consigo entender certas coisas em você. Eu não consigo entender muitas coisas, pra falar a verdade. Eu não entendo como você diz que eu sou a melhor. Melhor em tudo: no beijo, no sexo, na companhia, na inteligência... E ainda assim você continua a não me querer para estar ao seu lado. Você diz que quer ter opções, que precisa disso para ser feliz. Você diz que quer ter outras não tão boas quanto eu, só por ter, só para saber que realmente tem essa opção.

Você entende isso como liberdade. Mas eu entendo  como uma confusão que você faz com sua vida e com a minha. Soa tudo tão incoerente e desconexo. Não quero criticar você, não ache isso. Eu só queria entender. Queria. Na verdade eu nem sei se quero mais. Talvez eu apenas me deixe levar pela situação e me satisfaça só com o fato de estar com você de vez em quando. Às vezes é bom viver na ignorância mesmo. Sem compreender determinadas coisas.

Mas minha cabeça não para. Ela insiste em saber o porquê de você querer outras se tem a melhor disponível para você a qualquer momento que precisar. Além de ser a melhor, eu sou também a que te ama. A que te ama incondicionalmente. Sou a mulher que te amou nesses últimos anos, independente do que você fizesse. Eu sou a mulher que te conhece melhor do que você mesmo, eu sou a mulher que te viu chorar feito criança em vários momentos, sobretudo, no momento em que seu time foi rebaixado. Eu sou uma mulher maravilhosa, como você mesmo diz. E eu não preciso que ninguém diga, eu sei que sou. 

Nem você consegue me explicar, os motivos dessa sua escolha. Já que tem a melhor, ainda opta em ficar, ou encontrar outras que serão pessoas menos importantes na sua vida. O que você quer? Colecionar afetos? Pequenos afetos, pequenos envolvimentos emocionais... Pequenos... Sempre pequenos. Porque o maior você já teve e tem. Você tem o amor da sua vida na sua frente e como mesmo já me disse, deveria se sentir privilegiado, mas não se sente.

Privilégio para você é poder estar "livre" para "ficar" com quem quiser, a hora que quiser. Questiono isso que você chama de liberdade, pois isso pode ser uma ou várias prisões. Prisões em conceitos, em pré-conceitos, prisões em ideias retrógradas e nefastas sobre você mesmo e sobre mim. E ainda há as ideias otimistas sobre as outras pessoas. Acho que você tem esperança de procurar, procurar e encontrar alguém igual ou melhor que eu. Você não aceita que possa haver apenas uma mulher para dedicar tanto amor durante tantos anos, durante a vida inteira... Você não se conforma com essa possibilidade e quer experimentar várias outras possibilidades para saber que não está perdendo nada da vida.

O problema é que enquanto você brinca de encontrar outro amor tão especial como o nosso e tenta experimentar "as alegrias da vida", você pode estar perdendo a possibilidade de ter seu amor, de ter sua companheira, sua amiga confidente, a pessoa que mais ama e cuida de você. Sabe por que? Não porque eu não esteja disposta a esperar por você e ficar com você, mas porque a vida pode acabar a qualquer hora, já pensou nisso? Além disso, nesse momento deve existir pessoas me observando. E eu não sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas a gente tem que pensar em todas as possibilidades da vida, não é? Pois, enquanto você está aí dizendo que quando se ama quer  ver o outro feliz  e tentando buscar alguém para me substituir - mero discurso - eu estou "livre, leve e solta" e pensando que só posso mesmo obter ou reobter minha felicidade no amor com você, ao seu lado.



Rafaela Valverde

sábado, 24 de junho de 2017

Transa no chuveiro


Estamos no banheiro. Ele tomava banho, e eu entrei. Queria provocá-lo. E queria fazer as pazes. Havíamos brigado na noite anterior. Encostei meu corpo nu em suas costas, enquanto o masturbava. Ele se animou, virou e me empurrou até a parede, me beijando. Assim, rápido, sem uma palavra sequer.

Seu beijo mostrava que estava bem excitado. Não havia mais briga. Chupou meu pescoço. Desceu para os seios com uma ânsia impressionante. Lambeu meus mamilos, mordicando de vez em quando. Sem aviso, ajoelhou, apoiou minha perna em seu ombro e começou a me chupar. Deliciosamente, do jeito que só ele sabe fazer. Eu me contorcia e gemia baixinho. Depois de um tempinho, parou e me olhou nos olhos, enfiou a língua em meu umbigo, depois foi subindo lambendo minha barriga até chegar em minha boca de novo.

Meu gosto estava em sua boca e eu adorava isso. O vapor esquentava as coisas, mas tive a impressão que não era só ele. Nós estávamos quentes também. Transar depois de uma briga é sempre muito gostoso. Estávamos nos beijando, quase engolindo a boca um do outro. Com uma mão só ele me virou de costas e me penetrou. Gemi alto.

Estava com a cara colada no azulejo quente do banheiro, gritando de prazer, salivando por mais e mais. Com minha mão apertava seu corpo contra o meu, para que ele continuasse e aumentasse a intensidade. Apertava sua bunda firme e macia e assim, gritando, gozamos juntos, caindo arfantes no chão do banheiro, a água quente caindo em nossos corpos cansados de prazer.



Rafaela Valverde

Lascívia


Meu corpo é pleno
Dele faço o que quero
Da língua ao dedão do pé
Não seja ingênuo
Eu não te pertenço
Eu me venero
Meu corpo de mulher
Você sempre será pequeno
Diante das minhas possibilidades de prazer
E eu espero
Que você aprenda
Que não é só meter
Meu corpo é sensual
Traz tantas possibilidades
E você aí nessa!
Acorda, homem!
Olha esse corpo que suplica um bom toque
E toca,
Pega,
Apalpa
Aproveita
Dá prazer.
Não seja ingênuo
Essa mulher não te pertence
Achando um que faça melhor
Ela se vai
Escorre pelas suas mãos
Escorrega da sua cama, seus lençóis de seda
Não a segurarão mais
Ela se vai
Mesmo pela  pior vereda
Ela precisa exprimir sua sensualidade
Precisa de prazer
Quer gozar!
E aí?
O que você vai fazer?
.

Rafaela Valverde

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A vida

Vou pensar
Vou penar
Vou chorar
Vou beijar
Vou sorrir
Vou sair
Vou cair
Vou levantar
Vou suar
Vou jogar
Vou cantar
Vou dançar
Vou trepar
Vou gemer
Vou viver
Mas nunca vou te esquecer.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Das 8h às 17h


Nunca me imaginei vestindo um uniforme e trabalhando das oito às dezessete. Assim como nunca me imaginei, nunca trabalhei oito horas na vida. Também nunca tive um salário de mais de três dígitos, pois os salários baixos são mais compatíveis com a carga horária de seis horas por dia. Eu fico tentando entender como será essa rotina, como será a cabeça dessas pessoas que a vivem. Claro que eu tenho minha mãe em casa, mas queria visões de fora sobre perder no mínimo quatro horas por dia só no trânsito - o que é condizente com a realidade do trânsito de Salvador e o tempo gasto parado; depois ainda trabalhar oito, nove horas e ainda passar uma ou duas horas de almoço dentro da empresa, ou nas proximidades. É como se vidas inteiras girassem em torno de empresas, de empregos, de negócios, de lucros. Vejo colegas andando juntos na rua, com os uniformes do trabalho, indo ou voltando do almoço. Sim às vezes escuto as conversas alheias e sei que muito do que conversam se relaciona à empresa ou aos colegas. Penso que é por isso que as pessoas imploram tanto pela chegada da sexta feira, por que ter uma vida que gira em torno de uma atividade laboral deve ser bem extenuante. Eu analisando de fora, vejo que isso é triste, sei lá, não sei bem se é triste a palavra que queria usar. Se eu, só estudando e agora estagiando, às vezes não sobra tempo para estudar imagine então quem trabalha o dia todo e faz uma graduação à noite. Quase não tem tempo de estudar. Deve ser bem puxado e não imagino minha vida girando em torno de nada que não dará lucro a mim mesma. No final do dia as pessoas já saem tão cansadas do trabalho e ainda pegam o trânsito miserável dessa cidade. E no outro dia precisam acordar mais cedo para conseguir chegar no horário, pois também tem trânsito... Eu seria bem infeliz em uma rotina dessa. Não posso chegar aqui e mentir, dizer que é melhor viver refém de uma empresa qualquer do que ficar sem trabalhar formalmente. Sim, porque esse é o discurso da maioria das pessoas que eu conheço e talvez eu seja a maior errada nisso tudo, mas é o que eu penso. Não entendo como as pessoas podem sair desses trabalhos sorrindo, devem ser muito felizes. O resto que sobra das suas vidas deve mesmo ser muito bom para que elas sorriam tanto, porque eu sinceramente não entendo.




Rafaela Valverde
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