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domingo, 14 de maio de 2017

Pausa nos estudos


Estávamos sentados estudando para as provas finais. Geralmente a universidade ficava bastante agitada nesse período de provas, mas naquele horário a biblioteca estava calma, com poucas pessoas circulando. A sala em que estudávamos estava mais escura que o normal e passou pela minha cabeça que talvez uma das lâmpadas tivesse queimado.

Realmente queria estudar, pois não tinha ido muito bem esse semestre. Ele porém, não parecia muito interessado nos textos. Foi enfiando a mão embaixo da minha saia, o que eu prontamente reivindiquei. Estávamos em um lugar público. E daí, ele disse. Ninguém tá vendo, disse em seguida. Realmente sua mão estava por debaixo da mesa e não dava para quem tivesse de longe ver nada.

Deixei sua mão ali. Ela era macia, firme e delicada ao mesmo tempo. Não sei como isso era possível mas era. Ele sabia me masturbar deliciosamente bem. Ia massageando meu clitóris e eu ia ficando cada vez mais molhada com aquela mão familiar em mim. Nunca tínhamos feito nada assim em público e eu percebia em seu rosto que ele estava se divertindo.

Ele me lançava olhares safados e passava a língua ao redor dos lábios. A essa altura apenas fingíamos que estudávamos. Ninguém estava mais interessado em teoria linguística quando havia um pequeno incêndio acontecendo por ali. Eu sorria e ao mesmo tempo olhava disfarçadamente para os lados. Me surpreendi com minha desfaçatez, não me imaginava sendo assim.

Em um determinado momento da nossa aventura bibliotecária, suspirei alto e recostei na cadeira, desistindo de vez dos textos. Eu já estava perto de gozar e precisava me concentrar. Ele passeava com mais força por dentro de mim, mas uma força precisa que sabia do que eu gostava. Gozei soltando alguns pequenos gemidos e relaxei totalmente. Ele tirou a mão debaixo da minha saia e lambeu os dois dedos que antes estavam dentro de mim.

Arrumamos os materiais impacientemente e corremos para a residência universitária, onde ele morava. Ficava bem perto dali e fomos rápido para manter a chama. Os amassos começaram na porta mesmo, já fui tirando a camisa dele e quando já estávamos na cama, ele levantou minha saia, que era comprida, arrancou minha calcinha e começou a me chupar bem devagar. Uma delícia. Gozamos juntos, com a sensação  de que tínhamos estudado bastante e que criaríamos nossas próprias teorias.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quando você está aqui


De repente tudo vira coisa de casal. De repente não quero mais ir ao cinema sozinha e percebo que você é aquela pessoa que  eu procurava para conversar sobre os filmes cabeça que eu tanto assisto. Um belo dia acordo sozinha na cama e te procuro do lado, deve ter sido reflexo do final de semana em que dormi com você.

As coisas que eu fazia sozinha antes, hoje ficam muito mais divertidas com você. Mesmo aquele disco triste do Legião Urbana que escuto quando estou triste para ficar mais triste ainda, fica melhor quando escuto com você. Porque você entende a minha necessidade de ouvir músicas tristes e também você é umas das poucas pessoas que conhece o disco e se deixou influenciar pelo meu gosto musical e hoje gosta tanto dele quanto eu.

Sobre cozinhar sozinha ouvindo uma música e bebendo vinho? Isso perdeu a graça também. Eu sempre quero ter você por perto. é incrível como preciso sempre compartilhar algo com você. Óbvio que tenho  meus momentos de estar sozinha. Quem não precisa ficar consigo mesmo às vezes? Mas a primeira pessoa que penso quando quero companhia é você.

Nos momentos em que preciso comemorar alguma nota boa, alguma pequena conquista é em você que eu penso. Ultimamente tudo virou coisa de casal: pretextos para te ver. Jantar à luz de velas, aquela música mais sensual. Imagino logo a gente na cama, se enroscando. Ah, seu beijo! Eu não preciso de mais nada, eu não preciso de mais ninguém. Minha felicidade se resume a minha plenitude como pessoa e se resume a você na minha vida. Se você estiver aqui tudo fica mais completo, a minha felicidade se torna mais realista.

Você e sua racionalidade trazem mais equilíbrio para minha loucura, especialmente para aquelas loucuras noturnas que impedem meu sono profundo de acontecer. Sou notívaga, você também é. Dormimos ao raiar do dia conversando, ouvindo aquelas músicas loucas do Youtube ou fazendo amor. E que amor! Que delícia de amor, o que a gente faz. Seu cheiro me enlouquece e sei que o meu também, meu cheiro fica no seu travesseiro de manhã, quando vou embora. 

Enfiados no edredom, nossa vida rende. Rende histórias, rende tudo que passamos e tudo o que ainda queremos passar e viver juntos. Nossa vida fica mais larga quando estamos juntos, mais forte. Somos bons em tudo. Tudo o que fazemos juntos dá certo, nossa parceria dá certo, sempre deu. Eu e você somos um. Não precisamos nos completar, mas nos suplementamos, somos melhores um com o outro. É assim que enxergo a gente. Quando estou sem sono observo as estrelas da minha sacada e imagino que estar ao seu lado é o que eu mais quero. A minha vida toda, até  envelhecer.

Saindo da varanda, olho para minha maior estrela dormindo em minha cama. Você respira calmamente e quase sorri. Sei que também está feliz. Sei que se sente todo bobo em relação a mim. Sei que me ama. E de repente sinto uma paz. Me enfio debaixo das cobertas e me enrosco em você. De repente tudo vira coisa de casal. De novo. E eu gosto disso.



Rafaela Valverde


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Terceiro dia


Era o meio do terceiro dia de obra. Três dias sempre foi o meu número. Sempre que convivia ou encontrava a pessoa por três dias eu já ficava afim. Mas dessa vez é diferente, a convivência é mais intensa, essa obra parece interminável e eu não estou mais sabendo me controlar, nem disfarçar. Meu tesão estava na cara. Ele já tinha me visto passar de toalha pela sala e de biquíni quando voltei da piscina. 

Ele é o mestre de obras, portanto estava aqui quase todo o tempo. Gostoso, com uma barba bem feita, uma cor linda. forte, mas rústico, não aqueles boys malhados de academia. O corpo dele era formado pelo trabalho pesado mesmo. Era uma delícia. As mãos grandes e pelos. O homem é maravilhoso e eu estava toda derretida.

Passei pela sala e perguntei quando a obra iria realmente terminar, já havia sido estendida demais e eu não aguentava mais aquela poeira. Mas, se o mestre da obra quisesse ficar ele podia. Ele veio até mim já que o barulho estava muito alto e falou que dali a mais dois dias tudo estaria finalizado. Olhei ele de forma provocante, de cima a baixo; aquele olhar safado, mal intencionado mesmo. Ele fez o mesmo, de forma um pouco mais discreta. Eu estava com um short jeans azul escuro colado no corpo e uma blusa rosa fina, sem sutiã. Eu não uso sutiã.

Senti minha calcinha molhada com aquele olhar e sem ao menos mexer a cabeça apontei o corredor onde ficava meu quarto com os olhos. Sem falar nada ele virou e dispensou para o almoço os pedreiros. Esperou eles saírem, fingindo que fazia anotações. Depois veio até mim, me puxou com uma mão pela cintura e me beijou.  Me jogou sentada no balcão da cozinha. Que pegada!

O beijo foi tão intenso que feri minha boca, mesmo assim continuei a beijá lo com uma urgência, um desespero. Tirei sua camisa e mordiquei seus mamilos, ele beijou meu pescoço, nem sei se foi assim, nem sei qual foi a ordem das coisas. Eu já estava toda envolvida naquele corpo, não conseguia nem raciocinar. Tirei minha blusa e senti sua mão grande e forte, com calos tocar meus seios. Seu hálito quente chegou aos meus mamilos e eu gemi. Revirei os olhos e ele apalpava minha coxa com força; doeria se não fosse tão gostoso.

Desci do balcão, peguei sua mão e o levei para o quarto. Ele deitou de costas e eu puxei sua calça jeans, deixando o de cueca, sentando por cima e me esfregando em seu membro duro. Após um tempo assim chupei- o. Ele gemeu e falou que tava gostoso. Não demorou muito e ele disse que preferia chupar. Tirou meu short e eu já estava enlouquecida com aquela pirraça de tesão. Quando senti sua língua, quase desfaleci de prazer. Gozei. E essa foi só a primeira vez. Esse homem é gostoso demais. Transamos algumas vezes, até sermos interrompidos pelos pedreiros que já voltavam do almoço. Duas horas nunca passaram tão rápido. Mas ainda tínhamos mais dois dias de obras, mais quatro horas!




Rafaela Valverde

quarta-feira, 29 de março de 2017

Aquele nosso tesão



Eu estou sem me depilar há dias. Esse não é o momento para fazer sexo, mas ele está bem aqui, atrás da porta, no lado de fora, esperando por mim. Eu sei o que vai acontecer se eu abrir. A gente não consegue se desgrudar. É uma atração tão intensa  que às vezes acho que nossos corpos já foram xifópagos em algum momento da história da humanidade.

Nos encontramos sem querer na rua, depois de um tempo sem nos ver, e eu casualmente, respondi que ainda morava no mesmo endereço. É claro que eu sabia que ele viria, mas não tão rápido. Amo e odeio essa agonia que estou sentindo. Fechei os olhos e tentei controlar minha respiração arfante. Virei e abri a porta.

"Oi." Falei sem olhar seus olhos. Ele abriu aquele sorriso e respondeu um "oi" maroto. Olhar safado e sorrisinho de canto de boca. "O que você tá fazendo aqui?" Respondeu: "Posso entrar?" Respirei fundo e me afastei da porta abrindo espaço para ele entrar. "Uau, reformou!"  Revirei os olhos e sorri. "Só uma pinturinha. Quer beber alguma coisa?" 

"Você." Olhei pela primeira vez em seus olhos. Estava tremendo, excitada. "E talvez uma cerveja, sei que sua geladeira é fã de cerveja." Mordi os lábios e fui até a cozinha, que era contígua à sala, separada apenas por um pequeno balcão. Peguei a pequena garrafa de cerveja e entreguei a ele que sentou na mesma poltrona de sempre.

"Você ainda não me disse o que veio fazer aqui."  Ele me olhou tomando um longo gole de cerveja. "Disse sim, eu vim beber você."  Levantei os braços, em sinal de protesto. "Não sei porquê você faz isso." Levantei e sentei de frente em seu colo. O beijo com gosto de cerveja mais gostoso da minha vida. "Estou toda molhada." Sussurrei em seu ouvido. "Eu sei." 

Nos amassamos por ali mesmo. Ele arrancou meu vestido e fiquei só de calcinha. Ele estava ereto e eu estava quase enlouquecendo. É muito tesão! É um tesão que amolece cada fibra e estrutura do meu corpo. E não é só tesão, é paixão. Assim, fica tudo mais apimentado. Passava a língua lentamente pelos meus seios, sem pressa e ao mesmo tempo com um desespero indecente, que não dava para resistir. Revirava meus olhos de prazer, gemendo bem baixinho.

O clima esquentava cada vez mais e eu já estava quase pegando fogo. Quando ele enfiou a mão em minha calcinha. 'Está peludinha, adoro quando está assim." Fiquei um pouco surpresa pois é raro encontrar um homem que goste de pelo. Mas essas críticas aos homens deixarei pra depois. Ele está com dois dedos dentro de mim, fecho o olhos e aproveito o momento para começar a gozar. Ele interrompe, me carrega e me leva para o sofá. Começa a me chupar. Só saímos do apartamento na tarde do dia seguinte. Satisfeitos e sem saber quando nos veríamos novamente.



Rafaela Valverde


terça-feira, 7 de março de 2017

Manifesto contra 'homis' escrotos

Pessoas em geral não prestam, pessoas em geral não são confiáveis. Mas os homens estão de parabéns nessa história. Parece que na escola chamam os homens e ensinam como serem escrotos. Parafraseando Vivian, personagem de Julia Roberts em Uma Linda Mulher que fala exatamente essa frase, só que no lugar do "de como serem escrotos", a fala dela é sobre os homens aprenderem a bater bem na cara de uma mulher - é que abro esse manifesto contra os homens escrotos - quase todos.

Não estou aqui para generalizar, mas também não vou ficar defendendo homi bosta não. Pois bem: a maioria dos homens que conheci e fiquei são bem imbecis. Não têm papo, não sabem lidar com uma mulher; eu sou capaz de dizer que não conhecem mulher.  Os homens são inconstantes, indecisos (mudando de opinião de forma irritante, ao seu bel prazer), uma hora querem, outra não querem. E isso em qualquer coisa! Os homens, em sua maioria, não se importam com nada mais além deles mesmos e seus digníssimos paus. Ah, pelo amor de Deus! Grande coisa é um pau!

Há uma cultura tão grande de idolatria a esse órgão, que para mim é nojenta. Um pau sozinho não faz nada. Entendam isso! Mulher é um conjunto bastante complexo e não apenas o que está embaixo da nossa saia é que o interessa. Aliás, para vocês, sim, né! É só o que importa: buceta. Pra meter, gozar, virar para o lado e dormir. Mas eu hei de informar para vocês, homens, que nós mulheres, temos vários pontos erógenos pelo corpo, atrás dos joelhos, por exemplo, é um bom local, o pescoço... Vocês já chegaram nesses locais? Não, né? Porque vocês não se importam com o prazer feminino. Só com vocês mesmos e ainda não sabem fazer sexo, não descobriram ainda a magnitude do que é o sexo, que com certeza não é só buceta e pau!

Ainda falando de sexo, eu infelizmente preciso dizer aqui que o mesmo homem que adora receber sexo oral é o mesmo que não gosta de fazer. Tem nojo de buceta, dos pelos, do cheiro, sei lá o que! Eu já devo ter falado isso aqui umas quinhentas vezes mas ainda assim vou repetir: buceta tem gosto e cheiros característicos e isso que faz dela uma buceta. Se você não gosta desses dois aspectos, você não gosta de buceta! Ah, quem dera se o mesmo homem que não gosta de chupar fosse o mesmo que não gostasse de ser chupado!!

Eu tenho pena desses homens. Coitados. Dependem apenas do pênis para ter prazer e quando esses dito-cujos começam a falhar é um deus dará, porque não há interesse em descobrir outras formas de prazer para ambos, afinal sexo é uma troca, não é? Não, os homens passam a vida toda dependentes dos pintos e só usando eles, muito mal, ainda por cima.

E aqui não estou reclamando ainda da falta de tato masculina apenas no sexo não. A maioria dos homens não tem tato para nada. Já saí com um cara que me levou numa lanchonete, engoliu o sanduíche dele e aparentava muita presa de irmos logo ao motel. Fiquei com vergonha alheia ali mesmo, só não me mandei porque queria levar o encontro adiante apenas para finalizá-lo de vez. Em outra ocasião deixei um homem-britadeira, lá sozinho de pau duro, na cama e fui me embora. Que nada, eu não sou obrigada!

Em relacionamentos, quando resolvem entrar, os homens costumam fazer muita merda também. Uma das piores coisas é continuar a vida de pegador mesmo tendo mulher/namorada em casa. É ridículo! Vocês não são obrigados a terem relacionamento, se querem continuar pegando, fiquem solteiros, porra! Estamos no século XXI! Mas na sociedade retrógrada e conservadora em que vivemos, parece que as pessoas são obrigadas a se relacionarem, casar, ter filhos... Apenas para prestar contas à sociedade. Tsc, tsc, tsc...

Por último, mas nem por isso menos importante, ao contrário são as coisas mais importantes para mim em qualquer relacionamento, mesmo que seja somente um relacionamento curto, para sexo casual, o respeito tem que imperar, de qualquer jeito. Sejam carinhosos, gentis, cavalheiros (não no sentido de tratar a mulher como uma retardada, sem mãos) mas o que custa pegar uma bolsa pesada se vocês estão com as mãos vazias? Nada! Acreditem, a gente, por mais feminista que seja, repara em atitudes como essa e gosta de ser bem tratada. Quando terminarem de transar e os DOIS tiverem gozado, e isso eu digo para as mulheres também: se abracem, se acariciem! Carinho é maravilhoso. Não vão cada um para um canto com o celular não, isso destrói qualquer possibilidade de um novo encontro e vai destruindo aos poucos o relacionamento. Por fim: homens, ESCUTEM AS MULHERES! Será que é tão difícil escutar, não só ouvir? Prestar atenção e não ficar olhando para o celular? Será que é possível conversar com vocês? Ou vocês só sabem mesmo, e mal, fazer sexo?


Ficam as dicas!


Rafaela Valverde


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Desconhecido do metrô


Estávamos no metrô e o metrô é aquela coisa constrangedora que um senta de frente para o outro e fica se olhando. Trocamos uns olhares e eu fiquei com tesão. Misericórdia! Eu já estava há um tempão sem transar e esse cara é um gostoso. Dava para sentir nitidamente o que estava rolando ali. Ele tem cara de safado. Me lembrei daquele filme Shame, onde há uma cena parecida. Num metrô, à noite.

Não sei se o rapazinho aí tem compulsão sexual, como o personagem do filme, mas eu não tenho. Tenho mesmo é excesso de luxúria no corpo, na mente e na vida. Mas ao contrário da compulsão, isso não chega a atrapalhar minha vida. Pelo contrário!

Levantei para descer na estação seguinte. Realmente havia chegado meu ponto de descida. Que pena. Desviei meu olhar e fiquei olhando para frente. Percebi que ele também levantou. Arregalei os olhos, meu coração batia acelerado. Cada vez mais ia me lembrando do filme e achei até que ele me daria aquela encoxada que rolou no metrô do cinema. Mas ele só ficou lá parado na frente da outra porta do vagão.

Chegamos e eu fiquei lá parada como uma idiota. A estação estava lotada, era horário de pico, as pessoas se esbarravam em mim,  e ele também. O gostoso. Fiquei olhando com uma cara de idiota e ele andou na minha direção. Finalmente. Fiz uma cara de sonsa. Trocamos umas palavras. Fomos andando lado a lado. Nem precisamos falar muita coisa, eu já queria ir com ele "para onde quer que fosse" no momento que eu pus meus olhos nele.

Ele morava num cubículo. Eu estava hesitante e tensa por estar ali na casa de um estranho. Como é possível que eu seja tão louca? Apesar de que não costumo fazer isso. Geralmente  não envolvo casas, a coisa fica mais em motel mesmo, mas dessa vez não pude resistir.

Nos beijamos com uma voracidade absurda enquanto ele tirava a camisa. Tinha músculos fortes e eu estava me enroscando toda nele, aproveitando aquele momento quente. Se desvencilhou de mim e sentou no sofá. Eu sentei por cima dele, já de calcinha. Ficamos ali nos esfregando durante não sei quanto tempo. Ele colocou o dedo em mim e me masturbou durante um tempo, depois chupou. Fiquei enlouquecida com isso.

Transamos ali mesmo no sofá, com fogo, com avidez, com desespero. Parecia que a gente estava com medo do outro sumir, parece que queríamos absorver um ao outro. Gozei e arfando deitei no chão da sala. Eu não estava me importando se estava limpo, eu não estava me importando com nada. Só fiquei ali deitando aproveitando meu torpor pós gozo. É uma loucura ótima essa de pegar desconhecidos no metrô para transar. Transamos a noite toda. Na manhã seguinte eu acordei e olhei para ele, seu nome é Felipe. Em algum momento da noite ele havia me falado. Ele acordou e apenas disse: "Viu? Você tá viva." Com certeza fazia referência à minha hesitação na noite anterior. Recomeçamos.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Calor e volúpia


A pegação já havia começado no carro. Estávamos numa noite quente de janeiro, essa cidade definitivamente é um inferno. Dá vontade de tirar roupa o tempo todo, e é claro. se eu tiver oportunidade eu não vou me negar a tirar. Sentia que o carro estava quente, mesmo com o ar- condicionado ligado. é que a nossa quentura era maior que qualquer ar artificial de um carro semi -novo.

Minha calcinha estava no tornozelo, a saia na cintura. Eu não sabia onde estávamos, sei que era noite e a rua estava deserta,  Corríamos riscos de assaltos, de sequestro, de várias coisas. Mas nem sei se pensamos nisso. Estávamos ali, nos pegando.

O beijo tinha um gosto bom e eu nem lembrava seu nome. Só tínhamos nos visto duas vezes na balada. Eu precisava dar um jeito de perguntar... Nesse momento eu parei de pensar, não sei como, ele levantou minha perna e começou a me chupar de maneira voraz. Meu pé batia no teto do carro e eu nem lembro mais que sapato estava usando. Geralmente era muito apegada aos meus sapatos, mas naquele dia eu não quis saber.

Gozei em sua boca. Senti meu líquido de prazer escorrendo pela sua boca e ouvi um "vamos subir?" Surpreendentemente rápido levantei a calcinha e baixei a saia. Saí do carro e ele me pegou pela mão. Fomos de escada, era no primeiro andar.

Tive uma grande surpresa quando entrei no seu apartamento. Era arrumado, bem decorado e cheiroso. Ultimamente eu só havia entrado em muquifos bagunçados, não sei como alguns homens não têm vergonha de levar mulheres a suas casas podres... Enfim, a casa desse boy era bem bonitinha, limpinha. Isso aumentou ainda mais o meu tesão.

Tirei a blusa e o joguei sentado no sofá. Queria me esfregar muito naquele "tanque-não tão tanque-assim". E assim a pegação continuou e ele continuou de onde havia parado, a boca na minha buceta. Aquilo estava pegando fogo! Eu que ainda não havia visto ele nu me adiantei e tirei suas calças, retribuindo bem de leve a chupada. Primeiro de leve, depois mais forte e firme. Usei um dos meus truques e ele ficou enlouquecido. Me puxou para cima, enfiando os dedos nas minhas pernas e lambendo. Eu adorava quando faziam isso.

Depois de sentir meu gosto mais uma vez ele me colocou sentada no colo dele. E assim encaixamos perfeitamente bem. E dançamos. Parecia que havíamos ensaiado os passos de dança, uma dança sincronizada e quente. Sensual e gostosa. Gozei e gemi alto. Meus gritos ecoaram pelo apartamento limpo dele. E eu sabia, antes mesmo de terminar, que eu queria mais. Depois que ele saiu de dentro de mim ordenei: "liga o ar condicionado!" Sim, essa cidade é realmente muito quente.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Sai pra lá com sua gordofobia!!


Ouvi no final do ano passado duas frases gordofóbicas que me deixaram pensando em algumas coisas: as pessoas odeiam os gordos, as pessoas odeiam corpos gordos. Corpos gordos incomodam de uma forma tão absurda. Será que é por que comemos e somos felizes? Eu pelo menos sou feliz comendo tudo o que eu quero e sendo gorda.

Hoje tenho 91 quilos e não me privo de nada. Como normalmente, de tudo. Eu adoro comer, como boa taurina que sou. E é assim que vai ser sempre. Amo meu corpo e hoje consigo me aceitar como eu sou. Uso roupas curtas, cropped mostrando as banhas (rsrsrs) e ando até pensando em colocar um piercing no umbigo. Isso é se aceitar, se amar. Amar o corpo que Deus nos deu. 

Demorei mas aprendi a mar meu corpo. Antigamente fazia dietas e me incomodava com algumas roupas que vestia, mas hoje em dia eu decidi que prefiro ser feliz ao invés de ser magra! E se for para comer e engordar, eu não ligo não. Mas voltando às frases que eu ouvi, elas reforçam estereótipos e comprovam a existência da gordofobia. E isso já está bastante entranhado em nossa sociedade.

"Cropped é para gente magra." e "Como uma mulher com um rosto bonito desse fica com esse corpo?" Essa última frase se refere à cantora Marília Mendonça. Eu fico indignada com essas coisas que escuto muitas vezes dentro de minha própria casa. Eu não me ofendo, claro, mas tem gente que pode se ofender ou pior, ficar triste e deprimido. Isso pode destruir a vida de alguém.

Mas as pessoas não se importam com as outras, não respeitam e só julgam. Julgam as outras pessoas a partir da sua própria visão sem se importar e sem deixar o outro viver em paz e feliz. Ou seja, as pessoas são podres. Mas eu já deixei de me importar com o que falam. Projeto para 2017: comer muita pizza, sorvete, chocolate, etc. E me deixem!



Rafaela Valverde

sábado, 10 de dezembro de 2016

Intimidade


Relacionamento bom é aquele que tem intimidade. E aqui não falo apenas sobre relacionamentos amorosos e nem sobre intimidade artificial. Falo sobre todo e qualquer tipo de relacionamento.  E falo sobre aquela intimidade que é tão, mas tão forte que só de olhar para o outro já se sabe o que ele está pensando.

Intimidade é uma coisa difícil de ser conquistada, especialmente hoje, nesses tempos de relacionamentos efêmeros. Não é de um dia para o outro que se se consegue intimidade. Dois amigos que são íntimos quase não se chamam pelo nome. Geralmente se chamam por palavras que seriam xingamentos para as outras pessoas ou ainda nomes engraçados. Eu chamo minha amiga Fernanda de viada, jumenta, etc. E a gente fica numa boa, a gente se entende, ninguém se desentende por isso. Ela também me xinga de idiota e outros nomes lindos... E é uma relação de amizade que sinceramente eu não nunca tive.

Um casal que tem intimidade solta pum na frente do outro sim. Não têm reservas, nem constrangimento. Eles até riem dos puns. Não precisam pedir desculpas ao soltar pum ou arrotar. Essas são coisas que todos, TODOS os seres humanos fazem e por estamos muito próximos daquela pessoa, por sermos tão íntimos porque não fazer perto dela? Eu acho isso uma puta besteira. Alguns homens acham que mulher não peidam nem arrotam. Más notícias para vocês queridos!

Tomar banho junto, para casais, compartilhar banheiro, comentar e rir sobre puns são sinais de grande intimidade. E é disso que se trata um bom relacionamento, na minha opinião, é assim que se constrói um relacionamento daqueles que realmente valem a pena. Relacionamento bom é relacionamento com intimidade. Intimidade não se conquista de um dia para o outro, ela é construída ao longo do tempo e é preciso querer construí -la. Intimidade se constrói com amor.




Rafaela Valverde

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Um sonho


Tomei um banho, lavei o cabelo, vesti uma camisa qualquer de time e uma bermuda jeans surrada que era masculina e não era minha, mas estava aqui no meu apartamento. Alguém deve ter deixado ela aí. Não sei, esse apartamento é mesmo uma bagunça. Assim como a dona dele. Não tem como ser mais distraída, bagunceira e preguiçosa do que eu. 

A diarista estava doente essa semana e eu não estava com vontade de arrumar nada e assim a coisa toda foi se acumulando. A louça está na pia há dois dias e eu não tenho vontade de limpar nada. Saí com a minha camisa de time e bermuda masculina, desci para o estacionamento bocejando. Lembrei que passei quase a noite toda na frente do computador trabalhando em um projeto. Cliente exigente e muito dinheiro na parada. A única forma de me fazer deixar de dormir.

Entrei no carro já ajustando a cadeira. Quando emprestava o carro ao George, meu irmão, ele devolvia essa porra assim. O carro todo sujo, ai ai. Eu não gosto do meu carro bagunçado não. Enquanto meu apartamento é aquele nojo. Dizem que isso é uma coisa de homem, então eu devo ser homem. Meu carro tem que estar em ordem. Limpei a bagunça e levei o pequeno saco de lixo até uma lixeira que havia ali.

Entrei no carro e liguei a ignição. Saindo do estacionamento percebi que estava tudo meio diferente. Estava tudo vazio demais e minha rua é bastante movimentada. Havia grama bem verde por todos os lados. Verde abacate, eu odeio essa cor. Mas enfim, fazer o que? Tive que continuar meu trajeto. De repente vi algumas pessoas. Elas andavam bem devagar, sem pressa. Se vestiam de um jeito engraçado. Com uma espécie de capa de pelo animal. As cores mudavam de uma pessoa para outra.

Algumas daquelas pessoas carregavam um ou dois livros e sorriam enquanto caminhavam calmamente. Elas não tinham pressa. Parece que eu estava num lugar onde não existia pressa. Comecei a sentir uma curiosidade, uma euforia. Eram sentimentos bastante diferentes do que eu estava acostumada e eu continuava dirigindo para chegar não sei onde. 

De repente comecei a sentir carícias invisíveis pelo corpo, pelas pernas principalmente. Era bom, não queria que parasse. Tirei as mãos do volante, mesmo sabendo que aquilo era perigoso. Abri o zíper e comecei a me tocar de leve. Há um tempo que não fazia isso. Eu nem achava que ainda tinha algo parecido com tesão em mim. As carícias continuavam e eu também.  Aumentei o ritimo. As pessoas esquisitas sorriam para mim e eu também era uma esquisita agora. Ouvi um grito alto saindo da minha garganta. E gemia. Gemia alto mesmo sem perceber e sem controlar.

Me assustei e acordei sobressaltada dentro do carro parado no estacionamento do prédio. Estava molhada de suor. Não sabia quanto tempo havia se passado. Só sei que eu havia gozado, sonhando, dentro de um carro, no estacionamento do meu prédio. Eu flutuei, eu estive fora de mim. E isso foi maravilhoso. Perder o controle às vezes é bom. Ainda estava excitada e toda molhada. Nem lembrava que era possível fazer isso sozinha. Pelo menos não desse jeito. Uau que delícia.  Tranquei o carro e subi para tomar banho de novo.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Filme Infidelidade


Vi no final de semana o filme Infidelidade com Richard Gere. é um filme antigo e eu nunca tinha tido tanta vontade assim de assistir por achar meio clichê.  É de 2002 e realmente  minhas suspeitas são fundadas já que não é um filme sensacional e é meio previsível, sei lá eu não senti muita afinidade por esse filme não. Acho que ele poderia dar mais, ser mais.

O filme é dirigido Adrian Lyne e traz a história de um casal do Subúrbio de Nova York que vive de forma pacata até que um ventania traz coisas inesperadas para suas vidas.  Connie Sumner (Diane Lane) e Edward (Richard Gere) vivem juntos há onze anos e têm um filho.

Um belo dia, porém, um jovem e belo francês aparece na vida de Connie e eles passam a se ver regularmente, como amantes. Uma louca paixão vai tomando conta desse casal proibido, mas um dia Edward passa a desconfiar da mudança de comportamento de sua esposa e decide  vigiá-la. O que se segue daí em diante é uma trama que envolve suspense, medo e morte. O amor desse casal é colocado à prova. E decisões devem ser tomadas.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Depois do ménage


Transamos loucamente até o sol entrar pela janela do quarto. Daí a coisa começou a esquentar mais. Esse verão pegando fogo, assim como nossos corpos. Fomos os três tomar um banho refrescante. Apenas ficamos nos contemplando e admirando as belezas dos nossos corpos. Não que não tivéssemos mais energia, mas preferimos poupa-la.

Agora voltaríamos a ser cidadãos respeitáveis, um casal trintão sem filhos. Mas na noite anterior fomos promíscuos, fomos movidos pelo nosso prazer. Partes dos nossos corpos foram compartilhadas com outros corpos. Mão na aquilo, aquilo na mão, línguas percorriam e mergulhavam em lugares nunca antes imaginados.

Era uma dança sincrônica entre três corpos, corpos que se desejavam. Corpos que se entenderam e se encaixaram desde o primeiro momento. A estrela da nossa noite era uma deusa linda, profissional e eu fiquei toda animadinha com ela. Há quanto tempo queríamos fazer uma loucura dessa. E fizemos. Não somos menos casal por isso, não somos menos casados e não nos amamos menos.

E nem vou falar aquela coisa clichê que fazer ménage  melhora o casamento, ou apimenta a relação sei lá o que. Oras, meu casamento já é bom. Temos a nossa própria dança, nosso próprio tango. Mas às vezes precisamos de uma dança mais jovem, mais fresca e popular. Meu marido é bom de cama! Ele tem pegada, ele sabe manusear e chupar meus seios na medida certa, ele gosta do meu corpo e o explora. E ele me chupa tão gostoso que eu não aguento e às vezes peço para parar. O sonho de quase todas as mulheres eu tenho em casa, então não dá para dizer que estávamos insatisfeitos no sexo.

Sabemos que as pessoas falam demais e eu já não ligo para isso. Quero mesmo é gozar e ser feliz! Mostrei a ele o que eu gostava fazendo nela. Ela é uma delícia. Toda gostosa, me arrepio quando lembro do seu gosto. Acho que eu curti e quero repetir essa deliciosa aventura. Não tenho amarras, nem preconceitos. Sou livre! Assim a vida me fez. E assim eu serei.

Nos despedimos dela juntos. Ela estava sem maquiagem, o cabelo molhado, uma camiseta branca e um short jeans normal. Sem o salto da noite anterior, seus pés ficavam à vista e eram lindos e delicados. Ela vai embora depois de um abraço delicado. Observamos quando ela entra no elevador e a porta se fecha. Mas não para sempre. Nosso próximo encontro é daqui a duas semanas.



Rafaela Valverde



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Distante -Jorge Vercillo


Não tem nada,
Sei que a estrada é o seu lugar.
Não vamos nos perder,
Posso até sentir...
Minha imaginação voa longe
Para onde quer que você vá,
Meu pensamento irá.
Pois meus sonhos são os seus

Se você não está aqui,
Tampouco estou dentro de mim
Sigo ausente pela vida alheia tudo ao meu redor
Sou o vento que lhe envolve,
Sou a noite a lhe abraçar
Mas agora ao telefone, tão distante eu lhe senti
Só não quero imaginar
Você vivendo outros amores por aí...
Só não quero imaginar
Você vivendo outros amores por aí



Rafaela Valverde



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Ménage


Estávamos nós dois nus na cama esperando por ela. Na noite de hoje ela seria a estrela. E brilharia. Faríamos ela brilhar de qualquer jeito e em qualquer posição. Era nosso projeto. Estávamos nos preparando para esse ménage há meses. Escolhemos a garota certa, vimos se ela era gostosa o suficiente e  a treinamos. Claro que tinha que ser bonita e inteligente. Claro, não vamos apenas transar.

Vamos tomar champanhe e conversar depois do sexo. Se der tempo. Se já não for dia claro e a vida não nos permitir mais tamanha ousadia. Afinal, a gente é considerada gente normal, vive e trabalha. Não podemos simplesmente passar um final de semana inteiro na cama, trepando. Mesmo quando temos uma novidade dessas!

Não tocamos nela ainda. Tivemos alguns encontros para conversar e beber, para implementar regras de convivência antes, durante e depois do ménage, do sexo a três, da suruba. Ménage, que palavra bonita, estrangeira. Suruba, que palavra vulgar! Mas é isso que somos. Os três: sofisticados e vulgares ao mesmo tempo. Ela também. Ela é uma safada. Uma piranha fina, das boas, de luxo. E é ao mesmo tempo ordinária, suja e vadia.

Foi isso o que deu para perceber nesse tempo de conversa. Que ela era a gata perfeita para a nossa aventura. Nossa primeira aventura. Somos um casal antigo, convicto. Mas que não perdeu o interesse pelos prazeres da luxúria. E não perdemos o interesse um no outro, mas é sempre bom inovar, trazer essa estrela sexual para a nossa cama. 

Ela é profissional, sabe o momento certo para tudo. Não chega logo tirando a calcinha como essas putas  baratas que têm por aí. Ela tem classe, charme e não entedia a gente, mesmo que esteja parada. Mesmo que esteja só sorrindo ou vestida. Ela não precisa estar nua para ser sexy. Ah, parece que escolhemos bem!

Ela aparece de repente na porta do quarto, só de calcinha. Uma calcinha rendada preta, transparente. Seus seios pequenos cabiam na minha mão e eu já os adorei assim que bati os olhos neles. Ela estava com uma taça grande cheia de uvas, ou eram cerejas, nem sei. A forma que a sua boca fazia ao enfiar as pequenas frutas na boca me excitavam totalmente.

Comecei a me tocar e já estava bem molhada. Cinco segundos se passaram e ela já estava na cama, em cima de nós dois, como se fôssemos um só. Sentia o cetim dos lençóis em baixo do meu corpo e sentia a maciez da pele dela em cima de mim. Que pele! Que cheiro. Um cheiro de sexo intrínseco. Ai meu Deus, isso é de enlouquecer. Somos um trio bem formado, feito para gozar, construído durante meses para que esse dia seja inesquecível e o primeiro de muitos outros.

Minha língua começou a percorrer aqueles dois corpos deliciosos que estavam ali na minha frente e eu mergulhei nesse extasy, nessa magia ensandecida até o dia amanhecer, ou até o final de semana acabar.  Nem sei. Quero mesmo é perder a noção do tempo.


Rafaela Valverde

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Mais uma noite...


Eu lambia os lábios de prazer enquanto você estava com a cabeça entre as minhas pernas. Às vezes eu mordia os lábios porque isso é bem gostoso. Você conhece bem cada ponto erógeno do meu corpo e trabalha bem em cada um deles. De repente sinto um aumento  no movimento da chupada, me contorço e solto um gritinho de prazer.

A velocidade se mantém e aquilo fica cada vez mais delicioso. Você me leva à loucura e sabe disso. Gozo e solto uma gargalhada, você não para. Me conhece, sabe que preciso de mais. Eu quero mais. Não que a coisa toda já não esteja muito quente por aqui. Você continua em movimentos circulares e devagar, empurro delicadamente sua cabeça e meus dedos enroscam em seu cabelo macio.

Você para de repente quando percebe que estou chegando ao clímax. Distribui beijos carinhosos pela região e deita apoiando a cabeça no pé da minha barriga. Te olho e acho essa atitude muito fofa, mas quero mais. Quero você dentro de mim, quero ouvir você gozando bem pertinho do meu ouvido e depois afagar seu cabelo enquanto você descansa em meu peito.

Te faço cafuné e você já entende o sinal sobe e me beija vorazmente. E assim o nosso tesão é extravasado, fazemos um amor louco. Um sexo delicioso. Seja lá como se decida chamar, é sempre maravilhoso. é maravilhosa a nossa química. Gritamos alto e juntos. Depois nos jogamos na cama, extasiados, amortecidos, cansados e ofegantes.

Depois de um cochilo ou outro, piadas idiotas e até cócegas, levantamos da cama e a noite vai terminar no chuveiro. Ou recomeçou? O fato é que a putaria melhora debaixo do chuveiro, aquela água quente escorrendo pelo corpo nessa noite fria...  Só sei que dessa vez eu sou a primeira a me abaixar... Mas antes é claro que sussurro " delícia" no seu ouvido...




Rafaela Valverde

domingo, 18 de setembro de 2016

Se pra você tamanho importa você está fazendo sexo errado!


Estou lendo nesse exato momento um artigo qualquer sobre o nude de Paulo Zulu que "vazou" essa semana. Não vi a foto e sinceramente não me interessa. A nudez por si só não significa nada. Nudez tem que vir junto com encantamento, admiração, paixão, lascívia e tesão. Por isso nunca entendi as Playboy e G Magazine da vida.

A partir desse artigo que já terminei de ler e que discute o tamanho do pênis, o incômodo que as mulheres sentem com os 'Kid Bengalas' e as encucações masculinas, comecei a pensar em tudo isso e em tudo que ouço desde sempre sobre o assunto. Junto com as reflexões vem heranças das minhas próprias experiências.

Algumas mulheres que conheço afirmam veementemente que tamanho importa sim. Mas eu creio que elas não saibam exatamente o que significa sexo e o que significa gozar com língua e dedos. Em geral são mulheres mais velhas (as que eu ouvi falar sobre o assunto) que transam de forma conservadora e até mesmo sem graça, achando que sexo é só um pau, uma boceta e meter, meter e meter.

Sim, eu estou criticando essas mulheres e o sexo que elas fazem. Sim, não é necessário um pau e grande para fazer uma mulher gozar e gozar gostoso. Sexo envolve uma química corporal tão grande, um calor e  uma troca que até mesmo o ato de se esfregar no outro já traz um prazer indescritivelmente delicioso. Sexo envolve uma aura tão quente de luxúria que não é possível conceber incômodo, dor e sofrimento por causa de um pênis excessivamente grande.

Nós mulheres temos um canal vaginal elástico, por onde saem os bebês. Sim! Essa é uma verdade, mas não tão elástico que caiba um pepino desengonçado e tirado a britadeira. Sim, porque quanto maior, mas os "omi" acham que têm que ser britadeiras e querem meter por toda a vida. Não há mulher que ache isso bom e as moçoilas que afirmam que não gostam de pau pequeno precisam realmente saber do que estão falando.

Os filmes pornôs atrapalham muito o sexo. Já que os jovens, especialmente os homens acabam vendo muitos vídeos antes de iniciarem a sua vida sexual, eles acabam entendendo que aquele é o padrão de pênis que eles deveriam ter e que é o Kid Bengala que vai satisfazer uma mulher. Lá no pornô, eles até conseguem arrancar uns gemidinhos falsos das atrizes, mas na vida real não é bem assim não.

Pênis muito grande incomoda, machuca. Especialmente se não é bem usado. Se for usado como britadeira é um tiro no pé. A mulher acaba fugindo. Eu fugiria. Eu já fugi! Eu não quero um "instrumentão" batendo no meu útero e nos meus intestinos, eu não preciso disso para ter prazer, minha ideia de sexo vai muito além disso. Prefiro um médio, um normal que saiba o que está fazendo que não use só o pau, que tenha outros mecanismos e que se esforçam para DAR prazer e não apenas meter e meter...





Rafaela Valverde

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Série Gossip Girl

Imagem da internet
Terminei há alguns dias de assistir a série Gossip Girl, A garota do blog que se passou em Nova York e que teve seu início em 2007. Época em que eu ainda estava na escola, mal tinha um computador e ainda não existia netflix, não que eu saiba. Nessa época, a série passava em TV fechada, algo que eu só fui ter anos depois.

Por isso só vim ver a série agora, de forma retardatária. A série foi baseada nos livros homônimos lançados nos EUA um pouco antes. Teve seis temporadas, terminando em 2012. Claro que eu já ouvia falar bastante nessa série, principalmente através das revistas que eu lia. No ano passado um ex colega de trabalho, sabendo que eu era blogueira, sugeriu que eu assistisse a série então comecei a ver em maio.

Gossip girl nada mais é que uma série que relata a vida de estudantes ricos do Uper East Side, Manhattan. Seus conflitos, seus dramas e intimidades eram investigados e narrados pela garota do blog, uma página de fofoca que espalhava boatos, ou não sobre os jovens. Esses jovens não eram lá esses santos também e sempre davam assunto para o blog.

Gostei bastante da série, havia muitas filmagens externas pelas ruas da cidade. Outras cidades e países também foram filmados, como Paris. Os jovens atores eram bons apesar de estarem começando e tinha moda, muita moda; pessoas bonitas, casais... Tudo que a gente gosta! Enfim, apesar de não ser mais uma adolescente eu curti muito a série que trata de muitos assuntos diferentes, como desigualdades, poder e dinheiro, drogas etc.


É isso, beijinhos, Garota do Blog!  hehehe



Rafaela Valverde

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Eu me amo, eu me acho!

Essa semana vi essa imagem no Facebook e decidi compartilhar e salvei no meu instagram por que ela diz muito sobre mim.

Sim, é um print do meu instagram. Eu já fui inúmeras vezes criticada co ironia sobre as quantidades de fotos minhas que posto,  já fui chamada de metida e já me disseram que "eu me achava". Eu não ligo, eu me acho mesmo. Se eu não me achar que vai? Eu já fui feia, a feia da escola, que todo mundo zoava. Eu sofria bullying, eu era a gorda de óculos  e que era assim caracterizada. Hoje eu me acho maravilhosa, eu me amo e me acho linda. Não sei como eu consegui esse feito, depois de anos me achando feia, me escondendo.

Eu usava óculos, mas eu queria que meu cabelo fosse diferente e queria também ser magra, eu achava que se eu fosse lisa, loira e magra talvez pudesse compensar a minha "quatroolhice"e todas as outras coisas que eu achava esquisitas em mim. Mas enfim, essa fase passou e hoje eu estou aqui me amando cada vez e me achando maravilhosa.

Me sinto bem com meu corpo e consigo usá-lo para as coisas que ele geralmente serve como andar, sustentar minha cabeça, viver, etc. Enfim, eu  vou tirar fotos sim, eu vou me amar sim e não vão continuar me dizendo o que posso ou não fazer por causa da minha aparência. Me sinto muito bem, me acho maravilhosa e ninguém mais vai mudar isso. Boto meu brincão, meu batom vermelho e saio esbanjando charme e auto estima. Amor por mim mesma. Não há nada igual. E é essa a mensagem! Se amem meninas!



Rafaela Valverde

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Aquela que sente

Imagem da internet
Eu não sinto apenas,
Eu emano
E com intensidade
Obrigo meu corpo a sentir
Sai amor pelos meus poros
E eu não me lembro quando tudo começou
Acho que ontem
Ou talvez no início do ano
O que eu sei é que eu respiro isso
Eu emano aquilo
Viver para esse isso é o meu castigo
Mas e se for engano?
Não quero nem pensar
Aliás, eu não quero só sentir
Eu quero extravasar!
Não sou de viver de arremedos
Eu quero é viver
Sonhar, amar e transar!
Ou melhor fazer amor
Nada de dor!
Expulsei meus medos
Quero ser essa que nasci para ser
Um poço de paixão e intensidade
Jamais serei pela metade
Eu não sinto apenas, eu emano!




Rafaela Valverde

Por que você não arruma namorado? Fabrício Carpinejar

Imagem da internet
Você não entende como não começa um relacionamento, como não se apaixona novamente, como não muda de vida.

Reclama da ausência de opções. É bonita, inteligente, divertida.

Minha hipótese é que não abandonou o passado.

Mantém flertes com o ex indiferente, ou continua saindo com sujeito que jamais assumirá o romance.

Raciocina que, enquanto não vem o escolhido, o príncipe, pode se entreter com velhas paixões.

Mas todos pressentem quando uma mulher está enrolada, todos intuem o caso mal resolvido, e não se aproximam.

Não virá ninguém para espantar os corvos e dissolver essa atmosfera pesada de Prometeu.

É trabalho em vão soterrar o precipício. Mulher desinteressada é impossível.

Ninguém ousará quebrar o monopólio de sua dor.

Você cheira a encrenca, cheira fidelidade a um terceiro. Seus ouvidos estão lentos, sua boca paira em distante lugar, seus olhos se distraem seguidamente.

Não tem brilho na pele, porém tensão nos ombros.

Sua respiração é um poço de suspiros.

Vive ansiosa por notícias, por reatos, mensagens. Não presta atenção, não se entrega para as casualidades.

Quem enxerga fantasmas não vê os vivos.

Não dá para começar um novo amor sem abandonar os anteriores. Errada a regra que a gente somente esquece um amor antigo por um novo.

Está com o corpo fechado, costurado, mentindo que já não sofre mais com as cicatrizes.

Espera herança, não sai para trabalhar ternuras.

Mendiga retornos, não cria memória.

Sua nudez não responde ao pedido da curva. Nem balança com a música favorita.

Está tomada do carma, do veneno, do ressentimento.

Pensa que está bem, mas está em luto. Uma mulher em luto não permite arrebatamentos, afasta-se na primeira gentileza que receber, recusa a prosperidade das pálpebras piscando nos bares e restaurantes.

Você nunca vai encontrar seu namoro, seu casamento, sua paz, se não terminar de se arrepender.

É preciso guardar o máximo de ar, ir ao fundo, descer na tristeza e nadar para longe dela.

Não amará outro alguém sem solucionar pendências, sem recusar o homem que não a merece, o homem que não vai embora e tampouco fica.

Não amará outro alguém sem abandonar algumas horas de alívio em motéis.

Não amará outro alguém se não bloquear as recaídas, se insistir em ressuscitar as promessas.

Uma mulher nunca será inteira se mantém romances quebrados.

Nunca estará presente.

Nunca estará aqui.

Entenda, minha amiga, só ama quem está disposta a ser amada.



Rafaela Valverde

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