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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Breaking Bad

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Para alguns, a melhor série de todos os tempos. Para mim, a melhor série que assisti. Breaking Bad já ganhou muitos prêmios e é considerada uma das maiores séries de todos os tempos sim, pela revista Rolling Stone. Criada por Vince Gillian, a série que estreou em 2008, traz a história de Walter White (Bryan Cranston), um químico frustrado que dá aulas para o ensino médio e trabalha em um lava-rápido para complementar a já limitada renda familiar. Para piorar a situação, Walter descobre que está com um avançado câncer de pulmão e a partir daí, é claro, sua vida e sua percepção sobre ela mudam.

Preciso agora abrir um pequeno parêntese para informar que escreverei com muita paixão. Não tenho a intenção de escrever uma mera resenha descritiva, fria e isenta. Preciso mesmo, pelo menos tentar demonstrar através deste texto, o quanto gostei da série e o quanto me emocionei, me surpreendi e achei-a brilhante. Preciso escrever com paixão sobre Breaking Bad porque queria que todo mundo assistisse.

Pois bem, com incentivo do cunhado, que é policial de combate ao tráfico de drogas, Walter participa de uma batida policial e esse é seu primeiro contato com o famigerado ambiente do tráfico. A partir desse momento, Walter vê a possibilidade de deixar sua família bem financeiramente depois que ele morrer. Ele reencontra seu ex aluno Jesse Pinkman (Aaron Paul) e começa a "cozinhar" cristal ou metanfetamina em um trailer. Walter, com sua genialidade e seu conhecimento sobre química, aliado à Pinkman, que já conhece bem o mercado passa a experimentar uma nova sensação de poder e a ganhar dinheiro.

Sua esposa Skyler (Anna Gunn) fica sem saber durante um tempo sobre a doença e sobre a nova profissão do marido. Mas quando ela descobre sobre a doença, insiste que o marido faça o tratamento, mesmo sem saber de onde vinha o dinheiro. Skyler é uma grande personagem na série. Ela é o ponto principal de alguns conflitos e problemas enfrentados pelo marido. Sim, algumas das tensões e planos que davam errado para Walter se safar, eram causados por ela. Skyler começou como uma personagem pequena que foi crescendo ao longo do tempo. Uma dona de casa fútil, grávida,  que escrevia (até achei que a carreira dela de escritora seria mais desenvolvida na série, mas não foi, que pena!)

Assim como os outros personagens também cresceram. Parece que eles iam crescendo na medida em que a série ia avançando e tendo sucesso. Até li em uma das minhas pesquisas que Jesse seria um personagem pequeno que logo morreria, porém devido a química com o Sr. White, como ele o chamava, o personagem não só não morreu como cresceu e virou um dos personagens chave para para o andamento da série.

Com cinco temporadas, Breaking Bad, mostra o ser humano da forma mais humana e real possível, tendo em vista que afasta visões maniqueístas dos personagens. Ninguém nessa série é somente bom ou somente mau. São pessoas, corruptíveis e cheias de defeitos. Algumas pessoas afirmam que acabam gostando muito de Walter mesmo ele sendo criminoso. Eu não. Admirava-o por sua inteligência, mas não tinha ilusões, sabia que ele era bandido sim e que deveria pagar pelos seus crimes. E, na minha opinião, essa é uma das qualidades de um bom ator: ele é tão bom que se faz ser odiado. E Bryan prova ser um excelente ator. A maior desculpa de Walter é que entrara no crime pela família e essa seria sua maior motivação, mas em determinado momento da série ele admite que é por ele. Pelo poder, pelo prestígio de ser o Heisemberg, o cozinheiro do cristal azul, o melhor da região.

Com um filho adolescente e deficiente, Walt Junior (RJ Mitte) e um bebê a caminho, Walter sabe que não poderá estar presente na vida deles dali a um tempo, portanto, apesar do tratamento contra o câncer que o deixa debilitado, ele continua cozinhando e "aprontando" bastante na companhia de Jesse. E em determinados momentos a capa do "pela minha família" cai e a gente passa a perceber que Walter faz o que faz porque quer. Ele tem várias oportunidades de parar, ele não escolhe não matar ou não deixar morrer (quem assistiu vai entender!) pelo contrário, sempre que surge uma oportunidade ele avança ainda mais em sua vida criminosa. E para mim é essa é uma das genialidades da série e do personagem Sr White como eu gosto de chamá-lo.

Roteiro bem feito, bem organizado, com cenas mais antigas intercaladas e uma boa sequência. Além de uma excelente produção. Enfim, como eu disse: cheia de paixão! Não tem como ser diferente. Estou até com vontade de ver de novo, inclusive já revi o primeiro e segundo episódios com uma pessoa que indiquei. Podem me chamar de louca, mas gosto de qualidade, sei reconhecer minimamente algo bom quando vejo.

Além de tudo a série passa em Albuquerque, Novo México, local incomum para mim. Nunca vi produção feita nesse local. O que ajuda um pouco o roteiro devido a proximidade com o México, o cartel e todas as vertentes criminosas ligadas ao tráfico de drogas que todos nós já sabemos. Enfim, posso falar que amo essa série mais uma vez? Comprovadamente fenômeno mundial, Breaking Bad já ganhou inúmeros prêmios incluindo dezesseis Primetime Emmy Awards, oito Satellite Awards, dois Globos de Ouro e um Prêmio Escolha Popular. Em 2014, entrou para o Livro dos Recordes como o seriado mais bem avaliado de todos os tempos pela crítica. (Fonte: Wikipédia)

A série está na Netflix e eu assisti em um tempo recorde. Menos de dois meses. Agora, vou falar sobre algumas curiosidades que pesquisei e observei na série ao longo desse tempo. Claro que faltou falar sobre muitas coisas aqui. E óbvio que passaria o dia escrevendo sobre essa série. E não vou falar mais sobre detalhes do enredo ou do roteiro, porque seria spoiler para os desafortunados que ainda não assistiram ou que ainda estão assistindo. Rsrs Assistam e tirem suas próprias conclusões  e vejam o que acontece ao longo das cinco temporadas.

Pois bem, o nono episódio da última temporada foi dedicado ao fã adolescente Kevin Cordasco que morreu de câncer. Na época houve uma forte comoção do elenco e produção da série com esse fã. Até o visitaram. Achei bem legal a homenagem. "O ator principal, Bryan Cranston, declarou numa entrevista que "o termo 'breaking bad' é uma gíria do Sul que significa que alguém desviou-se do caminho correto e passou a fazer coisas erradas. E isto aplica-se tanto a um dado momento quanto a uma vida inteira." (Wikipédia)

Com tiradas engraçadas e cenas bastante violentas - a série arrancou gargalhadas e nervosismo de minha pessoa - Breaking Bad encerrou no ano de 2013. Em seguida, Vince Gillian começou a escrever e produzir a série Better Call Saul que é um um spin-off de Breaking Bad.  Better Call Saul trata da vida do advogado Saul Godman que foi advogado de Sr White. É isso. Amor eterno a Breaking Bad!



Rafaela Valverde




sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Todo Mundo Odeia o Chris

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O seriado protagonizado por pessoas negras mais marcante e que mais gosto com certeza é Todo Mundo Odeia o Chris. Além de ser bem divertido e engraçado, o seriado aborda diversas questões raciais presentes nos Estados Unidos na década de oitenta, época em que o seriado se passa. O seriado, criado pelo humorista Chris Rock é baseado em sua infância e adolescência. Claro que há dados reais, mas há também certa ficção em torno de sua vida.

No seriado, Chris era o único menino negro na escola e sofria preconceito. Apanhava e era constantemente tratado com ironia e estereotipado pela professora. Comecei a ver o seriado na TV aberta na minha adolescência - ele foi transmitido entre 2005 e 2009 - mas, recentemente, através de um aplicativo pude assistir todas as temporadas - quatro. Em ordem cronológica. Já que na TV os episódios passavam aleatoriamente.

Enfim, eu adoro esse seriado. Acho muito bem feito, bem escrito. Boas piadas e tiradas. Excelentes interpretações e personagens muito bem construídos. A melhor, na minha opinião é a mãe de Chris, Rochelle, interpretado pela maravilhosa Tichina Arnold. Costumo dizer que Rochelle é a melhor personagem de todos os tempos. Com sua célebre frase: "Eu não preciso disso aqui, meu marido tem dois empregos..." Rochelle me conquistou totalmente. Dei muitas risadas durante todo o seriado. Nesse período vemos Tyler James Williams, que interpreta Chris crescer e amadurecer como ator e personagem. Não posso esquecer também dos irmãos de Chris, interpretados por Tequan Richmond e
Imani Hakim. Ótimos personagens também.

O melhor é que há pouquíssimas pessoas brancas no seriado, geralmente personagens pequenos. O protagonismo era dos personagens negros, sobretudo no bairro, na música, na cultura. E isso era uma das melhores coisas no seriado.  O personagem branco mais próximo de Chris era Greg, seu melhor amigo, interpretado por Vincent Martella. Juntos, Chris e Greg eram centro de muitas cenas engraçadas.

Mas não só de humor vive Todo Mundo Odeia o Chirs. Algumas questões raciais são mostradas e retratadas com detalhes. Os Estados Unidos é uma nação assumidamente racista, lá as coisas são muito menos veladas que aqui, imaginem, então, nessa época, anos oitenta, noventa. A coisa era muito mais polarizada. Não vou entrar mais nessa questão pois não me sinto suficientemente conhecedora. Mas, o que posso dizer é que o seriado é muito bem feito e completo.

O seriado termina no final dos anos oitenta, quando Chris perde de ano na escola  e faz um exame supletivo para conseguir diploma de ensino médio. No último episódio, a família está reunida em uma lanchonete para saber o resultado do supletivo, mas exatamente no resultado o episódio é interrompido subitamente e a série termina. Dá para entender que Chris não passa. Ele, nesse mesmo período, em sua vida real, abandona a escola e começa sua carreira como humorista. Inclusive para ajudar a família, já que seu pai morre, nesse período. A partir daí, é possível entender que o seriado não mais seria engraçado, então pode ser esse o motivo de terminar tão de repente e sem final. Vale muito a pena assistir e com certeza ainda muitas pessoas vão ter acesso, já que de vez em quando passa na Rede Record. Tomara!



Rafaela Valverde

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Série Stranger Things


Hoje quero falar sobre Stranger Things, a série que carinhosamente intitulei: "a série cheia de crianças" ou "a série dos meninos melequentos." Tive realmente um pequeno preconceito no início, mais porque tinha gente demais falando e  como sabia que era de terror só podia ser alguma aberração que nem as séries dos zumbis e a do trono, que é outra aberração. Vocês devem saber quais são.

Não é uma aberração propriamente dita, mas é uma séria bizarra, no sentido mais literal da palavra - algo assustador, incomum, diferente, espalhafatoso - mas não necessariamente ruim. Pois bem, é uma série de ficção científica e terror. Foi Lançada no ano passado e pode ser encontrada na Netflix. A trama se passa nos anos oitenta e está toda caracterizada como uma produção do período mesmo. É bem marcada a questão do tempo e as músicas, figurinos e cabelos não deixam mentir.

Primeiramente foi esse clima de anos oitenta que me seduziu e depois a personagem de Millie Bobby Brown, Eleven. Os meninos também são super engraçados, bons atores e funcionam muito bem juntos. Meus preferidos, fora Eleven são Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin). Para mim eles são as estrelas da série. A série foi criada por  Matt Duffer e Ross Duffer. E vale destacar ainda o retorno de Winona Ryder ao auge, de onde ela não deveria ter saído, na minha singela opinião. 

A série começa tratando do desaparecimento de um dos meninos da pequena cidade de Hawkins, cidade onde nada acontece. Até aquele momento. Will (Noah Schnapp) desaparece e a partir desse fato, muitas coisas estranhas e inimagináveis vão acontecendo. Toda a cidade é mobilizada para procurá-lo e aí começam as aventuras desse divertida série. Eu ri, eu fiquei nervosa com o suspense, eu me indignei, fiquei surpresa e curiosa... Enfim... Que bom que posso mudar de ideia, porque hoje não vejo mais como "a série dos meninos melequentos." Gostei. Deixei de achar que é só modinha, apesar de ser. Hahahaha



Rafaela Valverde




sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Série The Bletchley Circle

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Terminei de ver recentemente a segunda temporada da série  The Bletchley Circle. É excelente e bastante curtinha. As duas temporadas contam apenas com sete episódios, mas já soube que não haverá renovação para uma terceira temporada. Tem na Netflix e vale a pena assistir, a meu ver. A série começa nos anos 1940 durante a segunda guerra mundial. Nesse momento quaro grande mulheres trabalham em Bletchley Park, a serviço do governo, descifrando códigos criptografados dos inimigos. 

Susan, Millie, Jean e Lucy  são mulheres diferentes, com personalidades marcantes e cada uma tem um  talento peculiar. Assim, nove anos depois, elas se reencontram, incentivadas por Susan que as reúnem,  para tentar desvendar um crime que ainda não tinha solução. Um assassino de mulheres estava à solta e precisava ser contido.

Susan é boa com códigos e equações matemáticas, Millie é a mais inteirada dos meandros sociais e conhece muita gente, além de falar várias línguas; Jean ainda trabalha em um órgão público e conhece bastante gente influente e Lucy tem memória fotográfica, sendo capaz de memorizar qualquer coisa em qualquer tempo.

Quatro amigas. Quatro mulheres fortes que precisam lidar com seu próprio dia a dia - Susan é casada e tem dois filhos; Lucy também é casada - e ainda enfrentar preconceitos por serem mulheres. Nesse período havia poucas coisas que mulheres podiam fazer a não ser casar e ter filhos e ser realmente bem sucedida. Mas elas enfrentam os obstáculos com bravura, provando que mulheres podem fazer qualquer coisa que quiserem. Mesmo não sendo tão ouvidas assim pela polícia, elas continuam a investigar o crime e seguem com seu propósito até o final.

É fantástica, recheada de suspense, mistério, cenas bem feitas e fortes, além das atuações bem s guras das personagens. Praticamente em todos os episódios, as aparições dessas quatro mulheres muito capazes e maravilhosas. Assim como todas nós, que podemos tudo, inclusive desvendar crimes! A segunda temporada achei mais chatinha, sei lá, mais parada. Susan, minha personagem preferida, meio que sai um pouco de cena dando lugar a outra personagem que agora não lembro o nome.

O plano de fundo da série com certeza é a situação em que vivia a mulher naquele momento da história da humanidade. Traz em detalhes e /ou referências diversas questões que estavam lá no século vinte, mas que ainda estão, até hoje no século XXI, infelizmente. Vão lá e assistam. Pode começar um pouco chatinha, mas deem uma chance porque vale a pena.



Rafaela Vaverde

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Série Grace e Frankie

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Conheci recentemente a série Grace e Frankie. Não lembro exatamente o porquê de ter adicionado a série à minha lista da Netflix, mas já estava há alguns meses. Daí comecei a assistir e gostei logo de cara. No início pensei que seria uma série chata e dramática sobre velhinhos, mas fui muito pega de surpresa, pois é uma série muito engraçada, bem feita e alto astral.

Criada por Marta Kauffman, Howard J. Morris, a série estreou em 2015 e tem três temporadas na Netflix. Já vi as três e estou apaixonada pelas velhinhas fofinhas cujo os nomes dão título a série. No elenco estão  Jane Fonda (Grace), Lily Tomlin (Frankie), Sam Waterston, entre outros. A série americana de comédia traz a história de Gracie e Frankie que depois de quarenta anos de casadas descobrem repentinamente que seus maridos são gays e estão tendo um caso há vinte.

A partir daí começa a série de conflitos mais engraçados que eu já vi na minha vida. Mas não são simplesmente engraçados, são diálogos bem feitos, situações tão inusitadas que a gente esquece até o drama do caso (traição) dos maridos. Até porque a série não se baseia nisso, a série funciona ao redor das duas setentonas "prafrentex."

Elas  namoram, fazem sexo, fumam maconha, tomam porres as onze da manhã e até criam um vibrador e uma empresa Sex Shop. Essa série mudou minha visão sobre a terceira idade. Mesmo que seja ficcional e Grace seja ninguém menos que Jane Fonda toda conservada e até um pouco plastificada, é impossível não mudar alguma coisa da imagem que temos da terceira idade. Até porque as imagens que tenho vêm das minhas duas avós e nem de longe se compara com as cenas que são protagonizadas por essas duas. Elas ficam muito amigas e essa amizade cheia de implicância, pois elas são tão diferentes, é que segura o enredo da série.

É claro que sempre tem alguma coisa que incomoda a gente um pouco em qualquer coisa. No caso da série o que me incomodou foi o silenciamento sobre a existência da bissexualidade. Os maridos são nomeados ou "taxados" o tempo inteiro como gays. Se assumem gays, se auto intitulam gays. Mas óbvio que eles são bissexuais não, é? E não só pelo fato de terem passado quarenta anos casados com mulheres, mas, também pelo de terem laços afetivos, filhos e vida sexual. É notório que houve paixão pelo menos em um dos casais. E esse casal  até tem uma pequena recaída sexual... e eu não vou contar mais nada. Apenas precisava problematizar isso, porque passei as três temporadas engasgada com isso. 



Rafaela Valverde

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Vida aleatória e sem sentido

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A vida é como um filme, ou talvez até uma série. Com vários episódios, uns bons, outros nem tanto. Vai alcançando ápices de conflitos, realizações e conquistas. Mas também há aqueles episódios decepcionantes, em que não acontece nada. E as temporadas sem emoção, sem nada bom. Parece que foram mal escritas. 

Séries são escritas por alguém e não são aleatórias. Seguem uma lógica, ou pelo menos deveriam. A vida já nasce sem lógica. Aleatória e sem sentido como já diria W. Somerset Maugham. Não sei porque nasci, nem quando vou morrer. Só sei que vou morrer em algum momento. E é isso que dá sentido à vida: a certeza de que um dia a morte vai chegar. Isso impulsiona a vivência. Afinal, é preciso aproveitar a vida, antes que tudo acabe e vire um vácuo escuro.

Tantas pessoas nesse mundo. Só em Salvador são quase quatro milhões de pessoas. Mais de sete bilhões no planeta e eu aqui querendo que alguma energia superior olhe por mim. Alguns preferem chamar essa energia de Deus. Eu também, às vezes, mas creio que essa força, essa fé que nos impulsiona a acreditar em alguma coisa está dentro da gente.

Se faz necessário crer em alguma coisa para sobreviver, para não surtar ou entrar em depressão. Daí a gente inventa a fé e inventa Deus. Assim, continuo com o exemplo das séries para ilustrar a vida. A gente precisa acreditar nos roteiristas, nos produtores e atores para compreender e aceitar os destinos dos nossos personagens preferidos. Tendemos a acreditar que os conflitos de cada episódio são a vontade do roteirista, assim como deixamos certas coisas a cargo de Deus, como se fossem seu desejo. E nem sempre temos a comprovação de que isso é realmente verdade. Não temos como comprovar nada. Mas precisamos acreditar. Desesperadamente. Alguma coisa precisa fazer sentido para que possamos aceitar melhor determinados fatos da vida, ou a falta deles.

Aí vem nossos questionamentos sobre a vida, sobre as coisas que a gente consegue ou não na vida, mesmo que peça, mesmo que implore, mesmo que faça promessas. Enquanto isso pessoas ordinárias vivem bradando suas vitórias. A gente começa a se perguntar o que está fazendo de errado e porque simplesmente as coisas não fluem e porque a gente não consegue felicidade, paz e calmaria. É tudo muito injusto e repito: aleatório e sem sentido. Dizem que as energias que lançamos ao universo voltam para a gente exatamente como lançamos, portanto quando ajudamos as pessoas, somos gentis, não fazemos maldade e somos positivos essas coisas deviam retornar para a gente com coisas boas. Mas não é bem isso que acontece. Bom, pelo menos não para mim, pelo menos quase sempre, porque as coisas quase sempre desandam e eu me pergunto diariamente sobre isso.

E por outro lado vejo que pessoas falsas, fofoqueiras, invejosas, mentirosas e com mau caráter se dão bem na vida, ou pelo menos aparentam estar muito bem. Aí eu me pergunto porque a vida não funciona como as séries, filmes, livros, etc., onde os mocinhos se são bem e vivem felizes e os vilões morrem ou vão presos e sempre se dão mal. Como gostaria que a vida fosse uma série.


Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Série Lúcifer

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A série Lúcifer estreou na Fox em 25 de janeiro de 2016 e já está na segunda temporada, que ainda não chegou na Netflix. Criada por  Tom Kapinos em 2015, a série é ambientada em Los Angeles, e se encaixa nos gêneros Drama, Fantasia, Policial.

Cansado de ser julgado no inferno e com tédio, Lúcifer decide vir à Terra conviver com os humanos. Lúcifer Morningstar, (Tom Ellis) como se auto denominou, abre a boate Lux e passa a se divertir em companhia dos moradores da agitada Los Angeles. Ele passa a auxiliar policiais locais a capturar bandidos ao lado da bela policial Chloe Decker (Lauren German).Assim vão acontecendo as aventuras da nova vida de Lúcifer que muda cada vez mais a medida em que se aproxima das pessoas. Até faz terapia. E sempre é interpelado pelo seu irmão Amenadiel (D. B Woodside) para que retorne para casa e às graças do pai.

A série é bastante irônica. Piadas bem feitas e reflexões sobre esse misterioso mundo que se divide entre céu e inferno, bom e ruim (ou não). Eu pelo menos, pensei em muitas coisas sobre a bíblia por exemplo. Coisas que nós, criados com forte interferência cristã, somos levados a acreditar desde cedo, desde a mais tenra infância. Mas será que as coisas são dessa forma mesmo? Não cabe nenhum questionamento? A série traz esses questionamentos o tempo todo. É transgressora. Não está muito aí para as críticas. derruba conceitos pré estabelecidos e ainda vai dar muito pano pra manga. Contando a história do anjo mais bonito e iluminado que se rebelou contra Deus e foi expulso do céu, indo parar no inferno para fazer maldades... Será?


Rafaela Valverde


domingo, 18 de junho de 2017

Série Blindspot


Terminei ontem a primeira temporada da série Blindspot. E gostei muito. A série é americana, estreou em 2015 e foi criada por Martin Gero. O elenco conta com  Jaimie Alexander, Sullivan Stapleton, Rob Brown, entre outros. É uma produção de drama, suspense e ação que ainda está em andamento.

A série traz a história de agentes do FBI que se veem envolvidos em vários casos criminais e de corrupção, a partir de uma mulher, Jane Doe (Jaimie Alexander). com o corpo todo tatuado deixada em uma mala, sem roupas e desmemoriada, em uma das ruas de Nova York. Em uma das tatuagens há o nome do agente Kurt Weller  (Sullivan Stapleton), que logo se sente responsável por proteger a mulher misteriosa.

Assim, diversos casos se desenrolam a partir das tatuagens de Jane. Alguns casos estão em andamento, outros ainda vão acontecer enquanto cada tatuagem é decifrada. A identidade da mulher é revelada, mas nada é o que parece. Até mesmo os flashes de sua memória que vai voltando aos poucos podem não ser exatamente o que todos pensam.

A série é cheia de mistérios e conspirações. Muita ação, drama e suspense compõem os roteiros e as cenas, que são bem construídas e montadas, com boas interpretações. Percebi que algumas peças foram deixadas soltas, o que acredito que serão resolvidas ao longo das próximas temporadas. Uma série bem feita, com boas fotografias da cidade de Nova York e das outras locações. Cenas arrebatadoras, que prendem e deixam a gente com os nervos a flor da pele. Eu gostei bastante da série e recomendo!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Livro O leitor


Terminei de ler o livro O leitor. Esse livro originou o filme que deu o Oscar de melhor atriz a Kate Winslet. Inclusive, assisti o filme antes e nem sabia que existia o livro. Descobri há bem pouco tempo. Comprei o livro por dez reais com uma menina que conheci no Facebook em grupos de vendas de livros.

Confesso que demorei de ler o livro, achei ele meio paradão. Meu ritmo de leitura de livros está bem lento, sobretudo por causa da faculdade e por casa das séries hehehe. O livro foi escrito pelo escritor alemão Bernhard Schlink e publicado em 1995. A adaptação para o cinema só foi feita em 2008.

O filme é bastante fiel ao livro. Há muitos detalhes, claro, que no filme não são contados. Essa parte gostei bastante. Alguns detalhes foram esclarecidos com a leitura. A história contada é a de Michael Berg, menino de 15 anos que ao ficar doente conhece a cobradora de bondes Hanna Schmitz, que tinha 36 anos. Eles vivem um caso tórrido de paixão e Hanna pede que o "menino", como ela o chama, leia para ela em voz alta. Muitos livros são lidos, entre uma transa e outra. E assim, o menino vai se descobrindo e amadurecendo.

Alguns anos depois, quando ele já havia se afastado de Hanna e estudante de direito, encontra a mulher que outrora amou, no banco dos réus. Ela havia sido guarda nos campos de concentração do nazismo, vitimando diversas mulheres em um incêndio. Hanna tem um grande segredo e pretende abrir mão de muita coisa para preservá-lo, inclusive da sua liberdade,

Michael narra o livro. E o quadro com que nos deparamos é ele narrando sua própria culpa e tristeza durante toda a sua vida, até o instante em que finaliza o relato. Culpa, saudade, dor, tristeza, saudade. A vida dele inteira girou em torno desse amor de adolescência. Amor por uma mulher incrivelmente misteriosa e fascinante. Leiam!



Rafaela Valverde

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Série Gilmore Girls


Terminei de ver no final de semana a antiga série Gilmore Girls e em seguida assisti os quatro episódios do especial lançado pela Netflix no final do ano passado. Já tinha ouvido falar da série há alguns anos, mas a curiosidade veio mesmo  a partir do Gilmore Girls - Um ano pra recordar. No início do ano comecei a ver os episódios e de cara já gostei do bom humor de Lorerai e da amizade com a filha Rory.

Tal Mãe, Tal Filha como foi traduzida é uma série criada por  Amy Sherman-Palladino que estreou no ano 2000. Estrelada por Lauren Graham e Alexis Bledel, como Lorerai e Rory, teve seu final no ano de 2007. Com sete temporadas, a série teve um grande sucesso, inclusive aqui no Brasil. 

A história de mãe e filha é contada. Lorelai engravidou aos 16 anos e decidiu sair de casa para criar sua filha longe de todos. Mãe solteira, chegou na  pequena cidade fictícia Stars Hollow e  com ajuda de amigos e bastante trabalho começou a criar sua filha. Como são apenas as duas, elas desenvolvem uma parceria e cumplicidade. E foi essa parceria que me chamou atenção na série. E o bom humor de ambas? A piada de uma complementa a da outra. Achei sensacional a química das duas atrizes.

Lorelai não tem um bom relacionamento com seus pais Emily e Richard Gilmore por sempre contestar suas ideias e modo de vida. Os pais são envolvidos em eventos sociais que Lorelai acha fúteis, por isso sempre critica os pais e com isso traz certas alfinetadas ao modo de vida dessas pessoas.

Mas a série é muito mais que isso. Ri horrores durante esses meses que a vi. São ótimas piadas, histórias e personagens bem construídos. Stars Hollow é a comédia em si. Claro que também há drama e especialmente na última temporada e no especial chorei bastante e com certeza entrou no rol de uma das minhas séries preferidas. Amo Gilmore Girls. E essa é minha pequena homenagem.



Rafaela Valverde


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Série Orphan Black


Terminei a quarta temporada da série Orphan Black. Já estou esperando a quinta e li em algum lugar que será a última temporada. Sabe, eu até prefiro séries que sejam assim, do que aquelas que ficam enchendo linguiça como Grey's Anatomy já durando mais de dez anos. Enfim, mas essa é outra história. O fato é que Orphan Black vai durar cinco temporadas e já estou na expectativa da quinta.

Mas vamos ao que interessa. Orphan Black foi criada por Graeme Manson, John Fawcett  e estreou em 2013, sendo produzida no EUA e Canadá. É uma fantástica série de Ficção Científica e Suspense. Eu comecei sem muito interesse, só porque ouvia falar muito dela, mas depois foi engrenando e eu amei. Entrou no rol das minhas séries preferidas. Com Tatiana Maslany, Jordan Gavaris, Kevin Hanchard e outros no elenco, a série dá show de interpretação.

Claro que a campeã do show é  a canadense Tatiana Maslany. Eu já havia assistido um filme com ela e já sabia do seu potencial, mas nessa série ela se superou. São 22 clones, cerca de nove personagens que ela encarna ao longo de toda a trama. Todas com olhares, trejeitos, vozes e sotaques diferentes. E mesmo quando duas personagens estão juntas, dá facilmente para imaginar que são duas pessoas diferentes, irmãs gêmeas juntas. Ela é genial e já ganhou diversos prêmios por essas interpretações. 

Eu sinceramente fico fascinada por cada personagem e suas diferenças: Cosima, Sarah, Alison, Katja, Rachel, Helena, Mika, Kristal, Beth. Todas elas são bastante diferentes. Até a forma de andar muda e confesso que essa é uma das coisas que mais me atrai na série. E mesmo em alguns momentos em que alguma clone se passa por outra é genial, pois conserva- se traços da original misturando aos traços da clone imitada. AMEI! 

As questões de ficção científica podem parecer confusas no final da primeira temporada e na segunda, mas a partir da terceira e quarta já ficou mais amarrradinho e próximo do real. É isso. Há mais questões sobre a série que eu gostaria de abordar, mas vou deixar para a quinta e última temporada. Vai ter textão. Se vocês ainda não viram Orphan Black, corram para ver!


Rafaela Valverde

sexta-feira, 24 de março de 2017

Série Merli


Dois professores me indicaram a série Merlí e eu decidi assistir. Está no Netflix e eu não poderia deixar de dar uma espiada. Especialmente por se tratar de uma série catalã, cuja cultura e língua eu ainda não tinha tido contato e por se tratar de educação e filosofia. Merlí estreou na Catalunha em 2015 e a Netflix comprou os direitos de exibição no Brasil e nos EUA.

Só tem a primeira temporada, mas já quero a segunda! Merlí, professor que dá nome a série é um professor de filosofia nada tradicional. Ele chega à escola causando polêmicas com os outros professores e com os alunos que estranham sua forma de ensinar e agir. Desperta o ódio de alguns e o amor de outros. Um outro detalhe da série é que cada episódio é nomeado com um filósofo ou uma vertente filosófica como os peripatéticos. E nesses episódios com nomes de filósofos, as aulas e as histórias têm influências de certas ideias deles. 

Merlí é pai de Bruno, que também é seu aluno. Bruno é gay mas ainda está no armário. E as histórias vão se desenvolvendo a partir dos dramas dos alunos, da personalidade do professor-protagonista Merlí, que não é nada fácil e a partir de ideias filosóficas também. Vários assuntos são abordados, como conflitos entre pais e filhos, divulgação de vídeos íntimos na internet, bullying, homossexualidade, etc.

É uma série muito bacana. Bem produzida, com boas atuações e aquela gostosíssima língua catalã que inclusive estou estudando na faculdade, já que é uma língua românica, advinda do latim hahaha. É isso, gente, eu gostei bastante e recomendo. Para professores e pessoas normais (rsrsrs). Já que é uma série bastante divertida e dá para aprender alguma coisa sobre filosofia. Recomendo!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Série Dexter


Terminei essa semana a série Dexter. Já vou logo soltar um spoiler leve. Confesso que fiquei bastante decepcionada com o final. Triste mesmo. Na verdade, o meu bom senso afirma que ela terminou como tinha que terminar, era  a maneira mais coerente da série chegar ao fim. Mas eu fiquei chateada, enfim.

Dexter foi uma série americana de drama/suspense que estreou em 2006 e contou com detalhes a história de Dexter Morgan (Michael C. Hall), um psicopata serial killer que tinha um código de conduta ensinado pelo pai que fora policial. De acordo com esse código, Dexter primeiramente não deveria ser pego e em segundo lugar só devia matar bandidos. Ele deveria ser um tipo de vingador segundo o código de Harry, seu pai.

A história é narrada em Miami, o que é na minha opinião, uma das coisas mais interessantes e originais da série. Quando a gente pensa em Miami, só pensa em praia, férias, colares de flores e dança hula. Ou seja, clichês e mais clichês, ilusões que são quebradas quando aparece a primeira cena de crime sombria na cidade do litoral americano.

O assassino em série também trabalha na polícia, assim como seu pai e sua irmã Debra (Jennifer Carpenter). Mas ele não é policial. Dexter se tornou um perito em padrões de sangue. Ele, óbvio né, é fascinado pelo sangue, suas nuances e desenhos. Sangue é arte. Eu adorei essa série e praticamente a devorei. É divertida. Alguns fios soltos podem ser observados durante o enredo. Por que Dexter nunca é pego apesar de tantas vezes  vacilar, ou deixar algo que provava quem realmente ele era bem evidente? Claro né, se ele fosse pego acabava a série.

Mas não é bem isso que estou querendo dizer. Por exemplo, Debra Morgan, irmã de Dexter, minha personagem preferida - a pessoa mais boca porca de todas as séries e filmes que eu já assisti - foi uma excelente detetive e foi a personagem da série mais próxima do irmão durante as oito temporadas da série. Mas ela nunca, nunca, mas nunca mesmo desconfiou. Mesmo com tantos "moles" que ele dava, mesmo com saídas " a trabalho", mesmo tendo sido criada com ele, etc...

É claro que não vou contar tudo aqui né. Mais uma vez: eu amo essa série! Boas atuações. Especialmente dos protagonistas Dexter e Debra. A série terminou 2013 e sua primeira temporada foi fortemente baseada no livro Darkly Dreaming Dexter de Jeff Lindsay. Voltando ao fato de Dexter nunca ter sido pego, hehehe: ele, além de ser "atlético", como me disse um amigo, ele era um bom perito e sabia como se comportava a mente de psicopatas como ele. Por isso, era mais fácil para ele se desviar dos olhares da polícia... Olha eu ficaria aqui a noite toda falando dessa série. Quem quiser que assista. Recomendo!



Rafaela Valverde


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Série 3%


Terminei de ver a série brasileira 3%. É uma série exclusiva da Netflix com produção e atores brasileiros. Foi lançada no ano passado e a primeira temporada tem 8 episódios. Criada por Cesar Charlone e Pedro Aguilera, a série tem excelentes atores como João Miguel, Bianca Comparato, Michel Gomes.

João Miguel está maravilhoso com sempre. Que ator. Eu nem vou falar dele, vou falar só da série pois João Miguel daria um texto só pra ele. Enfim, 3% é uma série de Drama, Ficção científica, Suspense que foi bastante falada no final do ano passado quando estreou.  Ouvi falarem bem e mal também. Eu gostei bastante, especialmente por ser completamente diferente de tudo que eu já assisti produzido no Brasil. Particularmente, eu curto bastante a dramaturgia e o cinema brasileiros, então para mim foi mais fácil. Apenas não julguei.

Um ambiente futurista é o cenário da série, onde há a separação do mundo em um lugar devastado, o Continente e Maralto, um lugar extremamente moderno e bom de se viver. Todo jovem de vinte anos passa por uma seleção para ir para um bom lugar para "melhorar de vida". Eles passam por duras provas físicas e psicológicas, mas só três por cento desses jovens serão selecionados e poderão sair daquela vida miserável.

A trama que se segue a partir daí é tensa e cheia de suspense. A cada hora você é surpreendido, não se sabe o que vai acontecer no próximo minuto, e  novas histórias sobre os personagens são contadas ao longo dos episódios. Com uma fotografia sóbria e cinza e diálogos bem feitos a série para mim dá conta do recado. Devorei em poucos dias. Recomendo!



Rafaela Valverde

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Grey's Anatomy ♥


Terminei de ver as doze temporadas de Greys Anatomy disponíveis no Netflix. Há muito tempo que ouvia falar dessa série e quando tinha TV por assinatura até dei umas olhadas nela algumas vezes, \ mas alguém me disse: " essa será a melhor série da sua vida." Então fui, relutante, assistir e ver se era isso mesmo.

No início, nos primeiros capítulos da primeira temporada, eu ainda estava meio em dúvida se realmente gostava daquela série alucinante, cheia de casos loucos de medicina. Eu comecei bem devagar inclusive, ainda estava conhecendo os personagens e acabei parando no meio da segunda devido aos tantos afazeres da faculdade.

Mas um belo dia resolvi voltar a ver e fui me encantando aos poucos. Gostei logo de uns personagens de outros não. A série estreou em 2005 e é escrita por Shonda Rhimes, a mesma autora de séries como Scandal e How to Get Away with Murder, ambas que eu adoro. A minha relação hoje com Greys Anatomy é a mesma relação dos outros fãs. Eu adoro essa série. Me emocionei, ri, mas ri muito. Me indignei com algumas atitudes e mortes de alguns personagens.

E tem Cristina Yang. É um caso à parte. Eu e todos que eu conheço amam Yang. Ela é sem dúvida, a melhor personagem da série. A amizade dela com Meredith, a protagonista chatinha e metida a suicida é marcante e o bordão: "você é a minha pessoa" entrou para a minha história e para uma amizade que eu tenho hoje.

Foram casos estranhos, cenas bizarras e ficcionais. Teve gente envolvida com pedra, teve gente atravessa com um ferro no meio do corpo, explosão, afogamento, acidentes de carro, quedas de avião, transplantes, sexo... Muito sexo. Como as pessoas se pegavam dentro do hospital. Um outro destaque que eu quero dar para Grey's é em relação ao destaque que é dado aos personagens negros, que geralmente são médicos respeitados e chefes.  Enfim, cada  personagem é fofo e bem feito. Eu amo essa série.




Rafaela Valverde

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Easy


Assisti nesse final de semana a primeira temporada da série Easy, série original da Netflix. Composta de oito episódios, a série estreou em setembro e traz de forma antológica, personagens e episódios diferenciados e nem sempre conectados. Exceto por um detalhe ou outro, um personagem ou outro. A cidade em comum é Chicago. É lá que as câmeras livres e meio caseiras registram histórias divertidas e reflexivas.

Mas também há cenas e episódios meio maçantes. Apesar de eles durarem apenas cerca de 30 minutos, não dando muito tempo para se sentir entediado. Em alguns momentos eu senti uma identificação da série com uma outra que eu estou assistindo que é Black Mirror, uma série inglesa também com personagens e episódios diferentes. Vamos dizer que Easy seja uma Black Mirror dos pobres... rsrsrs

Mas Easy, que é dirigida por Joe Swanberg trata mais de relacionamentos interpessoais, apesar de haver algo  de relacionamento com a tecnologia e Black Mirror também tratar, além da tecnologia, das relações entre as pessoas. Mas sobre a série inglesa eu falo depois. O texto aqui é para Easy que traz temas modernos e polêmicos como exposição na mídia, diferença entre gêneros, aplicativos para transar, veganismo, homossexualidade etc.

Eu gostei da série. É bem feita e tem bons atores. Em um dos episódios há a presença de Orlando Bloom, famoso ator de Hollywood. E antes que eu esqueça de falar, há em Easy, um tratamento especial ao sexo. Cenas diferentes de sexo. Casais héteros, um casal de mulheres, mulher com o amigo do marido... É tudo bem quente. Que fique claro que foi o que eu mais gostei. Hahaha


Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de novembro de 2016

How to Get Away with Murder


Terminei de ver a segunda temporada de How to Get Away with Murder que é a que está no Netflix. Mas já está na terceira temporada. É uma série de drama e suspense e tem nada menos que Shonda Rhimes como produtora executiva. A mesma criadora de Scandal e Grey's Anatomy.

É uma série boa e meio sem pé nem cabeça assim como Scandal. Não vou dizer porque eu acho sem pé nem cabeça, mas é uma série que têm muitos crimes e advogados, assim como Scandal. Salvaguardadas as semelhanças, as séries são diferentes no final das contas.

A protagonista, assim como em Scandal é uma mulher negra e forte.  Isso para mim conta pontos para a série. Gosto de mulheres protagonistas. Gosto de mulheres negras  fortes protagonistas.  Viola Davis é brilhante. Seus pupilos idolatram a personagem Annalize. 

A série começou em 2014 e tem alcançado bons números e bons seguidores e fãs. Eu gosto. Acho Viola uma atriz maravilhosa e gosto de olhar para ela. Ela poderia estar calada durante toda a série, só precisava olhar e manter sua expressão corporal e facial, já seria boa atriz!

Recomendo!


Rafaela Valverde

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Agradecer!!!


Eu não tenho do que me queixar. Estou na UFBA, onde sempre quis estar, apesar dos pesares. Sou bolsista de iniciação científica. Isso não foi possível para mim nos dois anos em que estive na UNEB. Lá não houve tantas oportunidades desse tipo. Eu acredito na pesquisa. É um dos pilares da universidade e conta pontos para seleção no mestrado, um dos meus maiores sonhos.

Com essa bolsa eu posso me dedicar um pouco mais aos estudos e à pesquisa ao invés de apenas estudar para me formar e trabalhar para manter a graduação e conciliar tudo. Além disso, eu tenho poucos e bons amigos ao meu lado, tenho uma família incrível que me ama e me ajuda. Tenho uma coisa que eu acho que pode ser um dom, que é o dom da escrita e sei que escrevo bem.

Posso, apesar da crise, pagar e comprar algumas coisas como por exemplo a Netflix que me proporciona tantas séries e filmes bons, como Grey's Anatomy, House of Cards e outras que eu amo e me emociono. Me ajudam a escapar da minha rotina louca. Enfim, tenho auto estima e tenho algumas coisas que sempre quis. Inclusive paz.

E de pensar que há poucos meses eu queria morrer todo dia. Não tinha vontade e alegria de nada. Mas hoje eu estou bem e preciso muito agradecer. Por mais que eu agradeça todo dia ainda não é suficiente. E ainda há meu querido Cássio, meu namorado. Uma surpresa que apareceu esse ano e uma das quais eu me sinto mais grata. Uma nova paixão, mas uma amizade das antigas. Sim, eu conheço Cássio desde 2004 quando começamos o ensino médio. Meio que éramos amigos, e meio que rolou uns beijos não muito legais, mas não havíamos nos visto ou nos falado nos últimos anos. A não ser por uns contatos esporádicos pelo Facebook e num grupo da turma no WhatsApp. Mas um belo dia nos reencontramos...O beijo melhorou! rsrsrs Essa história eu conto depois. O que quero dizer é que depois de tanta dor hoje eu sou feliz e sou muito grata!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Suits


Terminei a quinta temporada da série Suits. É uma série americana criada e escrita por Aaron Korsh. Estreou em 2011 trazendo a história de uma grande empresa de advocacia em Nova Iorque, chefiada por Jessica Pearson (Gina Torres). A série começa com a narrativa da vida de Mike Ross (Patrick J. Adams) que vive uma vida errante e já foi expulso da faculdade de direito.

Ainda assim, Harvey Specter (Gabriel Macht) o contrata para a firma, depois e Mike ter ido parar por engano na entrevista. E daí a trama passa a desenrolar, a partir da contratação de Mike. A firma só contrata jovens de Harvard mas nem todos os jovens associados tem os requisitos de Mike que conta com uma memória fotográfica e sabe muito da profissão.

É uma trama interessante. Com doses de humor e drama. Estreou esse ano a sexta temporada, mas na netflix só tem até a quinta. E já há confirmação para a sétima em 2017. A série faz um enorme sucesso e os atores já ganharam prêmios. Quem me indicou inclusive foi uma estudante de direito. O povo de direito curte bastante e eu adoro essa série. E ainda tem o o gostosão do  Gabriel Macht  e a maravilhosa Sarah Rafferty que interpreta a secretária incrível Donna Paulsen.

Que essa série tenha ainda muitas temporadass, porque eu com certeza vou assistir. Recomendo!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Scandal


Terminei a quinta temporada da  série Scandal. É uma série dramática norte-americana. Passada em Washington, D.C, com grande foco na Casa Branca e na vida do presidente mais poderoso do mundo. Os bastidores da política americana são retratados com muita emoção e para quem não conhece os pormenores da política americana pode ser bastante útil. 

A série é de Shonda Rhimes a mesma criadora de Greys Anatomy, série de grande sucesso. E a primeira temporada foi lançada no país em 2012. Estrelada por Kerry Washington no papel de Olívia Pope, a série é inspirada na ex assessora de imprensa da Casa Branca durante o governo de George Bush: Judy Smith.

Olívia Pope agora trabalha na OPA. Olívia Pope Associados que é uma empresa que resolve problemas. Como a própria Olívia afirma é a melhor coisa que ela sabe fazer. É o que ela faz melhor: resolver problemas e "limpar a barra" de clientes que nem sempre são tão inocentes assim.

Vi algumas críticas à série na internet e em algumas coisas eu concordo. Há uma série de incoerências e histórias mal contadas na série. Um jogo perigoso é jogado o tempo todo, b613, Comando, espionagem, terrorismo, assassinatos, suspense... Mas a protagonista tem muitas oportunidades de resolver coisas e não resolve. Ela é meio inútil em alguns momentos.

Ela é egoísta e chata. Aquelas caras e bocas junto com os suspiros pelo presidente são irritantes. Eu acho maravilhoso uma mulher negra protagonista, mas a personagem não ajuda. Ela é arrogante e só pensa nela. Quase tudo o que ela faz é por ela mesma e não para ajudar as pessoas como ela mesmo fala. Mas apesar de Olívia, eu adoro essa série. Ela é alucinante, não dá para parar de assistir.

Agora é esperar o ano que vem para chegar a sexta temporada na netflix. Sem falar que há outros personagens memoráveis como Cyrus, Mellie, Abby, Huck, Rowan... Os outros personagens e/ ou as tramas paralelas ajudam a prender a gente na frente da tela e não desgrudar nem um minuto. É muito boa e quem gostar de suspense e tramas alucinantes assista! Recomendo.


Rafaela Valverde 
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