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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Filme Elefante Branco

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Assisti no final de semana o drama argentino Elefante Branco, do ano de  2012. Com direção de  Pablo Trapero, o filme conta com : Ricardo Darín, Jérémie Renier, Martina Gusman. Mas claro que Darín está no filme... Gracinhas à parte, sério, às vezes tenho a sensação que ele está em todo filme argentino... Mas ele é um grande ídolo por lá e realmente é bom ator, então, vou ao que interessa...

O filme traz os padres Julián (Ricardo Darín) e o padre Nicolás (Jérémie Renier) inseridos em um bairro pobre de Buenos Aires, a  favela de Villa Virgen. A região periferia é bastante violenta e os padre Julián, com intenção de ajudar as famílias que ali vivem, mora em uma construção abandonada. O prédio gigante que seria um hospital para os mais pobres está abandonado há anos e ali o padre vê possibilidades de melhorar a vida das pessoas que compartilham do mesmo endereço.

Todas as histórias secundárias vão acontecer a partir desse local tomado pelo tráfico de drogas e pela pobreza. Com negações advindas da igreja de continuar ajudando aquelas pessoas, os dois padres se unem e vão sozinhos enfrentar o que tiver de acontecer. E olhe que acontece muita coisa... O filme é bastante interessante, sobretudo no que diz respeito à vida dos religiosos, que querem ajudar pessoas, mas também seus próprios conflitos.

Com boas cenas de ação, atores convincentes e uma bela fotografia mostrando o verde e o dia a dia de uma grande cidade como Buenos Aires, o filme é mais uma obra prima argentina. Pelo menos a meu ver. Não especialmente no que se refere a roteiro propriamente dito. Mas o filme me ganhou muito mais pelas interpretações e fotografia. Fascinante. Não dá mais vontade de parar de ver.




Rafaela Valverde

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Filme O Nome da Rosa


O Nome da Rosa é um suspense dramático de 1986, dirigido por Jean-Jacques Annaud e com atuações de Sean Connery, Christian Slater, Elya Baskin, entre outros. A história se passa no século XIV, no ano de 1327, período da Idade Média. Wiliam de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano e Adso von Melk (Christian Slater) seu pupilo, são secretamente convocados para uma missão em um rígido Mosteiro Beneditino na Itália. A missão era investigar a morte de um dos monges. O tradutor grego Adelmo teria sido jogado de um penhasco por alguma força maligna. Wiliam constata, após algumas investigações, que foi suicídio.

Há algo sombrio naquele lugar, Baskerville e seu pupilo têm certeza. Alguém fala logo no início: “o demônio ronda essa abadia”. Dessa forma o filme começa já com esse clima assustador, que claro, é ligado à figura feminina. Ao jovem Adso é atribuída uma imagem feminina e diabólica. Um jovem com olhos femininos.

Porém, um segundo monge morre e seu corpo encontrado de cabeça para baixo dentro de tanque, descartando assim a hipótese inicial de suicídio na morte anterior. Alguns monges associam essa morte como uma profecia do apocalipse, já que as arrumações do corpo supostamente faria referência a uma passagem bíblica do livro de mesmo nome. Aristóteles é citado, já que a vítima estudava as obras dele e as traduzia. A partir desse momento, a credibilidade de Wiliam fica um pouco estremecida e os monges líderes passam a ter dúvidas sobre sua capacidade de investigar o caso.
Coisas vão acontecendo durante as investigações. Wiliam percebe que pode realmente haver ali um assassino. A Comédia de Aristóteles, aquela que fazia parte da Poética e que se perdeu ao longo dos anos, passa a ser discutida por causa do gênero que faz rir. Ele é desvalorizado pela igreja. Um dos monges mais velhos afirma que o riso é demoníaco, deforma o rosto e faz as pessoas parecerem macacos, daí já é possível constatar a sisudez do período e daqueles monges. O riso afastava as pessoas de Deus, por isso a rejeição às Comédias. Esse monge grita de forma categórica que a Comédia de Aristóteles nunca existiu. A Comédia é vista como estimuladora do ridículo, o riso mata o temor Sem o temor não pode haver fé, pois sem temer o demônio não há necessidade de crer na existência de Deus.

O pupilo de Wiliam, Adso, se entrega aos prazeres da carne com uma mulher que rodeia a abadia em troca de comida. A mulher vista como feiticeira, aquela desvia o homem do caminho de Deus. O menino conta a aventura ao seu mestre, como amigo que lhe responde que a vida teria mais paz sem o amor.

Acontece a terceira morte: o corpo de mais um monge é encontrado em uma banheira com folhas de lima. Folhas de lima eram utilizadas em banhos para aliviar dores. Ele havia morrido afogado, após tentar aliviar as dores que sentia. Verifica-se, assim como nos outros monges, que as pontas dos dedos e a língua estavam manchadas de tinta escura. E assim segue o mistério e as investigações.
Wiliam e Adso desconfiam cada vez mais dos segredos que rondam o mosteiro. Eles passam a ir mais a fundo na caça ao assassino. Os segredos estão relacionados a livros: proibidos e espiritualmente perigosos. Há uma torre cheia deles e poucas pessoas podem acessa-los. Chega a constatação de que os três homens morreram por causa de um livro que mata ou pelo qual um certo homem pode matar.
Alguns monges passam a se incomodar com a presença de Wiliam e pedem que ele vá embora e que as investigações sejam finalizadas.

 Mas eles não param de investigar e descobrem um porão nas fundações da torre da biblioteca do mosteiro. Alguns livros proibidos são encontrados. Wiliam afirma que ninguém deveria ser proibido de consultar estes livros de forma livre. Seu pupilo responde que talvez eles sejam muito preciosos e frágeis. Mas ele sabe que não é bem isso, eles contêm uma sabedoria diferente e ideias que podem fazer as pessoas duvidarem de Deus. E a dúvida é a inimiga da fé, ou seja, para acreditar é preciso ter certeza do que acredita. Se há uma possibilidade de dúvida da existência de Deus, em que as pessoas vão acreditar? Como as pessoas vão acreditar na igreja e na bíblia? Portanto, o conhecimento deve ficar oculto, especialmente esse tipo de conhecimento.

Enquanto isso, a mesma mulher que fez Adso se entregar aos prazeres da carne, se envolve em um ritual que pode ser considerado bruxaria, junto com um monge corcunda e um deficiente mental: Salvarote, Eles utilizam um gato preto nesse ritual que é logo associado às mortes dos monges. Ambos são julgados e condenados à fogueira pela inquisição. Nesse mesmo período está acontecendo no mosteiro uma votação que decidirá os gastos da igreja, justificando assim a presença de Wiliam e de outros membros da igreja. Desta forma, com a presença desses nomes da inquisição no mosteiro, é possível a realização da condenação dos envolvidos com bruxaria de forma mais rápida.

Não havia como contestar a inquisição e quem assim o fizesse seria acusado de heresia. Vivia- se a partir de normas estabelecidas por doutrinas cristãs. Não era possível discordar e dizê-lo em voz alta, pois a inquisição matava. E esses livros, os que haviam sido escondidos, eram vetores de discordância, por isso foram taxados como livros proibidos. Em suas páginas foram depositadas veneno, para que quem ousasse lê-los, morresse. O responsável pelo veneno é o mais antigo morador e mais velho monge, Jorge que é cego.

Um incêndio na torre, provocado acidentalmente por Jorge ao tentar fugir após ser descoberto, destrói alguns livros, mas Wiliam consegue salvar alguns livros e a sua própria vida. Os livros têm saberes que não podem mais se perder. Daí o desespero de Wiliam para salvá-los. E mesmo quando é questionado por Adso se se importa mais com livros ou com pessoas, ele não tem dúvida e permanece com a ideia fixa de salvar os livros também, pois sem eles, as pessoas não conseguirão contestar doutrinas e ideias da igreja um dia.

O filme conta com uma fotografia sombria e escura, o que é essencial para o clima sombrio da história e do local. As atuações são fortes e os diálogos são bem construídos. Sean Connery está no melhor papel da sua carreira junto com Christian Slater que ainda menino demonstra um pouco de insegurança, mas segura bem o personagem.

É um filme para se pensar nessas formas de viver durante a Idade Média. O poder da igreja imperava, mulheres, deficientes e quem quer que discordasse ou realizasse práticas condenadas pela igreja, poderia ser condenado à morte. E geralmente era o que acontecia. A inquisição se instaurou no século XIII para investigar e julgar pessoas consideradas hereges, ou seja, aquelas pessoas que discordavam do poder e das ideias da igreja católica.






Rafaela Valverde

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A minha fé

Imagem da internet 
Depois de um término doloroso, cujo processo se arrastou por meses e a dor vinda dele se tornou quase insuportável e física, eu passei a sentir necessidade de desenvolver a minha fé. Para ter alguma coisa em que acreditar e não me sentir tão só e desamparada. Senti em um determinado momento a presença de Deus e o sofrimento me levou para mais perto dele.

Enfim, sempre achei que o ser humano precisava de algo para se apegar, para dar sentido a vida, um invisível, mas ao mesmo tempo eu achava que fé, espiritualidade e religião eram coisas de pessoas ignorantes, pessoas que só viam a bíblia como parâmetro para viver. Eu achava isso ruim, e acho que ainda acho... rsrsrs, mas hoje sei que é uma visão extremamente preconceituosa e generalizadora. Conheço pessoas intelectuais, com mente aberta e outros bons adjetivos que têm uma fé absurda.

Então, aos poucos fui mudando minha visão e hoje eu vejo as coisas de outra forma. Eu senti Deus, eu falei e falo com ele. Deus é uma forte presença hoje na minha vida. Deus é uma energia que mora dentro de mim. Deus traz amor e paz. Deus se manifesta na alegria de viver que eu sinto hoje, depois de tanta dor. Eu aprendi a perdoar e esse foi o meu primeiro passo para desenvolver e fortalecer a minha fé.

Hoje eu estou muito melhor. Estou melhor que antes. Eu vivo em sintonia com Deus, agradeço mais do que peço e consigo ser mais grata pelo que eu já possuo. E pretendo desenvolver isso muito mais. Por que eu me sinto em paz. Deixei a raiva de lado e vivo com otimismo e alegria. Deus é maravilhoso, mas eu ainda continuo achando que não preciso de religião para estar perto dele. Não preciso estar dentro de uma igreja, para amá-lo e acreditar nele. Eu confio em Deus. Eu hoje, tenho fé. E por isso eu te agradeço, meu pai!



Rafaela Valverde

domingo, 15 de novembro de 2015

Tristeza e consternação com tanta tragédia!

 Criança morta (Candido Portinari, 1944)
O ano de 2015 em sua reta final está me entristecendo. Muitas tragédias vem ocorrendo nesses últimos dias. No Brasil e no mundo. Ando estarrecida com os altos índices de violência em nosso país que já impera há anos sem controle. O que em minha opinião é fruto de uma dívida social e de uma desigualdade sem tamanho construída gradativamente em nosso país, por diversos motivos.

Enfim, esse é o primeiro problema que me entristece e me indigna dia após dia. Mas esse já virou um problema banal. Ninguém mais se revolta e faz campanhas sobre isso. Mas isso vitima dezenas de pessoas por dia. Números altíssimos de mortes relacionados à violência me chocam diretamente. Mas não vemos campanhas contra nossas mazelas sociais.

Mas esse é um outro assunto. Então, há uns dias um avião russo caiu no Egito matando 224 pessoas. O avião foi derrubado por um grupo terrorista ligado ao Estado Islâmico. Em seguida já no início do mês de novembro, aconteceu o rompimento das barragens em uma pequena cidade de Minas Gerais. Vários lugares foram atingidos inclusive algumas cidades do estado do Espírito Santo mais próximas do estado mineiro. As localidades atingidas estão soterradas de lama, há muita destruição e muitas pessoas ainda estão desaparecidas, além dos mortos é claro.

Há ainda o prejuízo material e ambiental. Esse último irreversível. Em mim causa uma tristeza arrebatadora ver um rio como o rio doce, cuja as dimensões eu só vim conhecer agora e que abastecia toda uma região morrer assim. A contaminação com minério é alta. A fauna e flora dessas localidades estão mortas. Não há mais remédio. Apenas dor e indignação, por que pelo que estou conseguindo acompanhar, foram falhas técnicas que causaram o "acidente" e as falhas técnicas já eram conhecidas pelas empresas responsáveis.

É triste saber que sustentável é apenas uma palavra bonita que usamos com banalidade, mas que não levamos em prática. É triste saber que as futuras gerações não encontrarão o mesmo planeta que encontramos, o que já não era bom. É lamentável perceber que recebemos recursos naturais tão maravilhosos e nem ao menos nos demos ao trabalho de mantê-los. As pessoas não estão com água para beber! Água é básico, água é vida!

E na sexta feira 13 tivemos o desprazer de ouvir noticiar atentados na cidade de Paris, na França. Atentados que mataram mais de cem pessoas e que mais uma vez foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Muitos tiros e explosões em uma casa de shows. Pânico, reféns e mais ataques nas ruas e em um estádio de futebol, onde pessoas horrorizadas pararam um jogo de futebol. Reféns e desespero. Triste. é só o que posso dizer nesse texto. Triste.

E para finalizar, mas nem por isso menos importante falo sobre a consternação que me causa os incêndios na região da Chapada Diamantina. Sim aqui mesmo em nosso estado. Bem perto de nós. Eu nunca fui mas é um lugar lindo e que quem vai fica apaixonado. Mas estamos também destruindo pois os incêndios são criminosos. Afinal fogo não surge do nada não é mesmo? O que estamos fazendo com a nossa natureza? O que estamos fazendo uns com os outros? O que estamos fazendo com a gente? Entendam, está difícil viver e testemunhar tantas atrocidades cometidas por seres humanos.

Percebam que nada disso é um acontecimento sobrenatural, uma fatalidade. Não. São horrores causados por nós mesmos. Humanos? Somos? Com tanta estupidez seria até blasfêmia nos comparar com animais. Eles não são tão sórdidos! Não faço campanhas de modinhas. A minha campanha é essa. A minha campanha são a tristeza e a indignação que estou sentindo nesse momento.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O homem do uniforme azul

Um rapaz entrou no ônibus e deu bom dia. Como ele cumprimentou os passageiros e não estava com nada nas mãos para vender, percebi logo que ia fazer uma pregação religiosa.Estava com uma camisa azul com um nome bordado próximo ao peito. Me pareceu um uniforme de empresa. Ele berrava, isso mesmo berrava o que ele dizia ser "a palavra de Deus".

Rogava pragas em cima de nós e dizia em alto e bom som que deveríamos nos arrepender e "nos entregarmos a Jesus". Estamos, segundo ele, no juízo final, no fim dos tempos e toda violência existente no mundo se deve a isso, pura e simplesmente, e não pelo fato de sermos ruins e violentos por natureza.

Eu ouvia tudo, desejando que meu fone de ouvido tivesse um som mais potente. e achando um absurdo alguém gritar tanto dentro de um ônibus às seis e meia da manhã. Além de gritar, estava mal humorado.

De repente, em um determinado ponto de ônibus, onde descia muita gente, ele olhou para os lados, se calou finalizando seu discurso e parecendo se dar conta de algo, desceu do ônibus. Constatei por fim que o que ele querias mesmo era chegar ao seu destino sem pagar nada, o infeliz.



Rafaela Valverde


sexta-feira, 7 de março de 2014

Em paz com as religiões

Depois de uma aula de antropologia ontem, percebi que sou muito etnocêntrica, sobretudo em relação às religiões. Para quem não sabe o etnocentrismo  é o olhar para o outro e a partir dos seus próprios conceitos e sua visão do mundo, julgar o outro inferior. Esse conceito foi formulado agora por mim, mas já estudei antropologia em 2010 quando entrei em Pedagogia e consigo hoje ser menosetnocêntrica do que era antes.

Mas ainda sim tenho sido extremamente preconceituosa com quem segue fortemente religiões. Sobretudo as vertentes do cristianismo. Só por que não sigo, não acredito mais não posso desprezar quem tem sua fé. Não acredito mais, por que já acreditei, inclusive já fiz parte de uma congregação batista durante a minha infância e pré adolescência. Talvez por conta desse longo período passado lá dentro é que hoje eu não acredito e tenho aversão. Não sei ao certo, nunca saberei.

Que fique claro que sou cética em relação a vertentes religiosas, que ao meu ver, segregam e desunem os que deveriam ser realmente irmãos. Mas eu acredito em Deus. E também não acho um demérito não acreditar. Cada um é livre. Eu acredito em Deus como uma força que está dentro de nós e não um ser antropomorfizado que está dentro de igrejas. É nessas que eu não acredito, é nas pessoas que as fazem, suas doutrinas e dogmas que eu não acredito.

Ontem diante desta aula se antropologia, o professor trazendo o teórico Geertz, falou que Religião é cultura, fé é algo subjetivo. Não dá para discutir algo tão subjetivo e fantástico como a fé. Eu perguntei se atitudes de aversão, poderiam ser considerados etnocentrismo e a resposta positiva veio de imediato: SIM! E vice versa também, ok? Então, vocês que têm suas religiões e acham a gente: "os sem religião", uns hereges babacas, vocês também estão sendo etnocêntricos e intolerantes, tá? 

Pensemos um pouco em nossas atitudes. Eu sempre estou me dando a oportunidade de repensá-las, e mudar tudo que eu perceber que não está  dentro do meu perfil, dentro do que realmente sou. Tenho mente aberta, sem preconceitos e não sou ninguém para julgar ninguém. Ninguém é melhor que ninguém, afinal de contas. Eu só não acredito em religiões e apesar de tudo, eu vou continuar a criticá-las,


Rafaela Valverde





terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Infeliz Natal

Particularmente eu não gosto do natal. Uma festa criada e embalada pelo consumo capitalista, afinal de contas, quem é um pouco mais inteligente sabe que Jesus não nasceu nessa data. A igreja Católica se aproveitou de uma festa pagã que adorava e saudava o deus do sol e "inventou" que esse dia vinte e cinco de dezembro, seria o aniversário de Jesus, tudo isso numa artimanha bem inteligente para atrair aqueles pagãos para a religião cristã. E  deu certo. Já que os pagãos passaram a dar importância a uma religião que também tinha um acontecimento tão importante na mesma data em que eles tinham um acontecimento importante. Por isso a tamanha proliferação da cultura e da indústria natalina mundo afora, e já que muitos países africanos e latinos foram colonizados por países europeus como Portugal que há um forte cultura católica, então deu no que deu e no que temos até hoje em nossa vida ocidental, capitalista e superior as demais culturas, pelo menos é isso que pensamos com nosso ego e nosso etnocentrismo maior que o mundo. Enfim, o bom velhinho foi inventado pela coca cola com sua bela e lustrosa roupa vermelha que homenageia a bebida que por acaso tem como cor da sua marca, adivinhem, o vermelho. Os costumes de comprar e trocar presentes, e comer comidas nada características da nossa cultura e da nossa culinária, apenas servem para insuflar o consumismo típico da data e típico de uma sociedade que vive de aparências. Serve também para encher os bolsos dos comerciantes que ficam bastante satisfeitos ao início de cada ano, enquanto nós começamos o ano endividados, porém, muito bem obrigada. E assim vamos levando, ano após ano. Comprando coisas que não precisamos e vivendo do jeito que a sociedade impõe. Eu vivi assim, durante algum tempo, acreditando nesses falsos padrões impostos pela sociedade do "compre já!". Mas consegui me libertar das amarras do que acho totalmente sem sentido para ser vivido, exatamente ao mesmo tempo em que há tanta coisa para ser aprendida, lida, encarada e vivida. Prefiro viver de verdade e não estar sempre mergulhada na ilusão.



Rafaela Valverde

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Acabei de ler o livro Memórias Póstumas de Brás Cubas e devo dizer e confirmar mais uma vez a   genialidade de Machado de Assis. Gostei muito do livro por causa da acidez, do pessimismo e do realismo propriamente dito com qual ele escreve. Cabe ressaltar que Machado de Assis - segundo o que me lembro da escola- foi um dos precursores do movimento oposto ao romantismo que foi efetivamente o realismo.
O brilhantismo desse livro me encantou, assim como Dom Casmurro, a ponto de eu ficar lendo de pé no ônibus, pode? Gosto muito dos outros textos que ele traz no texto dele e prova que ele era muito inteligente de verdade, conhecedor de muitas outras obras literárias mundiais. E olhe que no século XIX, em que ele viveu era tudo um pouco precário.

Ele critica as elites brasileiras do Rio de Janeiro e seus falsos moralismos. Critica também a igreja e a religião. Critica duramente inclusive. A acidez de seus textos me encantou. Machado foi criador e primeiro imortal da Academia Brasileira de Letras.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Não nos deixemos levar por crendices, sejamos racionais!

Não sei como  certos discursos ainda insistem a existir dentro da universidade. O lugar onde dever ser desconstruídas as crenças, os dogmas que perfazem a sociedade como um todo ainda continua recebendo e perpetuando falas, ações e discursos irresponsáveis e baseados apenas em ideias empíricas e oriundas do senso comum.

É claro que os saberes prévios e populares, baseados na experiência de vida são importantes para compor e plano simbólico de uma sociedade, seja ela qual for. Todas as sociedades necessitam desses saberes que são transmitidos de geração em geração através da oralidade, porém a ciência está aí, inclusive à disposição das chamadas ciências humanas e é ela quem nos apetece.

Não podemos continuar escravos de ditos e crendices populares, saberes religiosos e bíblicos e muito menos ficar à mercê de achismos e opiniões baseadas em não-conhecimento sobre determinados temas. Pois é, opinar sem saber exatamente sobre o que se fala é a coisa mais comum de se encontrar nesse mundo digital, onde ter acesso a informação se tornou tão fácil a ponto de já ser dominado por crianças que mal acabaram de sair das fraldas.

É justamente essa a minha preocupação aqui. Excesso de informações incorretas e desencontradas, que chegam à academia e contaminam as demais ideias impedindo as pessoas de procurar os saberes científicos e de pesquisar. Estão tão arraigado em nossas mentes as crendices populares que dizem por exemplo que toda criança que não aprende a ler sobre de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e/ ou dislexia. 

Nos formamos, enquanto professores, pedagogos ou não e continuamos a agir da forma que tanto criticamos, sendo influenciado e contaminados pelas ideias do senso comum, justamente essa ideias pré-concebidas, pré - estabelecidas e nem nos damos conta de que estamos reproduzindo atitudes que tanto detestamos ao partirmos para as diversas visitas de campo.

A educação que é realizada e deverá ser realizada no futuro por uma nova geração de educadores deve ser diferenciada, deve se distanciar o máximo possível desses sentimentos e ações limitadoras e nada inovadoras, onde o professor nem pára para pensar por que está aplicando certa atividade e o que ela realmente significa em seu processo de ensino, para crianças e/ou adultos tão diferentes uns dos outros perpetuando assim a péssima qualidade da educação que temos em nosso país.

Como disse a minha professora Patrícia Magris hoje: "Ser professor deve ser uma escolha de vida. Só é professor quem é inteligente, quem não é inteligente, pode ir embora..."

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Que o politicamente correto determine nossas ações, amém!

Estamos vivendo um momento em que o 'politicamente correto' se tornou tão dominante em todas as relações sociais, que não podemos falar mais nada. Depois da censura e da ditadura que foi um momento político que não podíamos falar e nem expressar nossa opinião - digo isso de uma forma genérica, é claro já que não vivi esse período - depois desse período em que éramos proibidos até de respirar, parece que estamos retrocedendo no tempo e voltando a uma era que devia ser esquecida. 

Por que digo isso? Por que apesar de a imprensa hoje ser livre de uma maneira geral, apesar de contarmos com as redes sociais, e apesar de não termos mais censura direta, ainda sofremos represálias quando realmente falamos o que pensamos.

Recentemente compartilhei no Facebook uma frase que dizia o seguinte: "Só falarei o que realmente penso quando puder contratar um advogado." Isso é uma tristeza e já sofri comentários revoltosos no MEU perfil, quando falei alguma coisa mais polêmica. Por isso é que digo isso. Não vivemos ainda em país realmente livre, e eu venho constatando isso todos os dias, ao ter vontade de tecer opiniões sobre religião, sexualidade, política, educação e comportamento de pessoas e ser constantemente tolhida.

Essa semana vi a notícia de que uma aluna de 13 anos da rede estadual de Santa Catarina abriu uma página no Facebook, para denunciar e mostrar todas as deficiências da escola em que estuda e está sendo hostilizada na escola, por funcionários e colegas. Será que perdemos o direito de protestar? Será que realmente tivemos esse direito algum dia? Fico na dúvida quando leio e ouço notícias como essa. Eu mesma já passei por coisas desse tipo aqui no blog, com críticas ferrenhas com o que falo e até ofensas. Mas NUNCA deixarei de escrever e me pronunciar sobre o que quer que seja.

Porém não sinto que posso realmente falar o que penso em público com diferentes pessoas, ou nas redes sociais e isso me deixa triste e faz com que eu fale cada vez menos o que passa de verdade na minha cabeça. E o pior é que isso não acontece só comigo, não. Ouço pessoas dizendo que vão se manifestar para quê, já que nunca são sequer ouvidas e quando são ouvidas, recebem muitas críticas.

Não gostaria de ter que viver assim, sempre calada, usando eufemismos para expressar meus sentimentos de indignação e tristeza com a situação caótica em que vivemos em nossa sociedade, ou então me podar, me privar por causa da opinião alheia politicamente correta e de uma chatice extrema, mas do jeito que a coisa anda, estamos nos encaminhando novamente para uma censura muda e invisível e que vai nos calar ainda por muito tempo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Livro - Suor de Jorge Amado

Ontem fiquei horas lendo o livro Suor de Jorge Amado. Que livro! O preconceito não me fez enxergar outros livros de Jorge Amado antes. Pois achava que eram livros que só tinham apelo sexual, mas mudei completamente o meu conceito depois de ler suor. Só havia lido Capitães da Areia que é maravilhoso e mais uma vez confirmo que a gente se sente muito bem lendo Jorge. Eu me vejo ali. Nossos ambientes, nosso linguajar, nossa cultura, nossa dança, nossa religião, etc.

Terminei o livro ontem e o li em dois dias. Me fez refletir muito essa leitura, pois pude perceber como a nossa qualidade de vida melhorou apesar de tudo. Por que digo isso? Por que as condições de higiene, estrutura e alimentação, entre outras coisas eram no mínimo precárias. As situações retratadas por Jorge. nada mais era do que a pura realidade.

Não tínhamos leis trabalhistas, não tínhamos leis e estrutura de habitação, não tínhamos saúde e muito menos educação. Me lembro de uma passagem do livro que diz que sem sapato as crianças não podiam frequentar a escola, por que a professora é brava e constrange a criança expulsando-a com o argumento de que ela não pode assistir aula sem sapato. Então as mães acabam deixando para lá e as crianças vivem vadiando nas ruas, pois não tem sapato e o dinheiro existente mal dá para comer.

Ainda temos muito o que melhorar e evoluir em nossa cidade e  em nosso país, mas considerando as condições a que os pobres eram submetidos há cerca de oitenta anos como é o caso do livro estamos evoluídos a anos luz. Quem quiser saber mais detalhes vai mesmo ter que ler o livro.

A respeito do prédio de número 68 na Ladeira do Pelourinho em que moravam diversas pessoas, mas diversas mesmo em todos os sentidos da palavra, esse prédio foi habitado pelo próprio Jorge e narrado brilhantemente como protagonista e palco de personagens coadjuvantes, porém não menos brilhantes.

Esse é Suor.

Recomendo!

Suor

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Como se dá o relacionamento entre discentes e docentes. (Minha opinião)

Hoje eu apresentei um seminário que já estava programado desde abril, quando começou o semestre. A disciplina é Estudos Linguísticos e educação II com uma professora  já bastante conhecida no departamento, por seus modos, no mínimo truculentos com os alunos. Se bem que tem gente que até merece, viu? Não sei como tem pessoas que chegam no ensino superior, sem uma boa escrita, sem boa leitura e interpretação de textos e sem capacidade para falar em público, que é a principal característica dos seminários. Seminários pavorosos, eu tenho presenciado. Infelizmente. 

E os professores da academia, em sua maioria, achando que não é mais sua obrigação ensinar a produzir seminários, acabam deixando passar e isso se perpetua por todos os semestres e acaba chegando no oitavo semestre, na monografia e no trabalho que será desenvolvido em sala de aula, quando os alunos se formarem pedagogos. Tenho observado universitários do curso de pedagogia que não gostam de ler, leem os textos superficialmente e não fazem nada para melhorar seu desempenho oral. Vejo pessoas que mesmo estando dentro da universidade, ainda se baseiam por conhecimentos do senso comum e por dogmas religiosos. Essas atitudes de alguns estudantes acabam deixando os professores ressentidos e frustrados, e acabam agindo dessa forma, como essa professora de hoje.

O clima fica tenso na sala de aula, todo mundo nervoso, e olha que eu estudei viu? Estudei mesmo, mas com os dias conturbados que tenho vivido, não deu tempo repassar. Hoje ainda fui dormindo e acordando o caminho inteiro no ônibus, que é geralmente o meu ambiente de leitura. Mas deu tudo certo, apesar da pressão da professora que na verdade quer mesmo é que a gente aprenda. E essa atitude dela, como já falei acaba sendo justificada pelas atitudes dos alunos universitários. Isso me deixa decepcionada também. Pois em nosso imaginário sempre fica aquela ideia de que o ambiente no mundo acadêmico é outro, que os alunos são diferentes e os professores idem. Me decepciono todo dia ao ver que  o meu imaginário está totalmente errado.

Mas deu certo, a apresentação finalmente saiu e eu me livrei de mais uma atividade para nota. Falta apenas mais uma dessa disciplina antes de o semestre acabar. Meu intuito ao escrever esse texto era ao mesmo tempo criticar a atitude da professora e a falta de atitude da maioria dos alunos que entram todo ano na universidade.




quarta-feira, 23 de maio de 2012

Presidenta Dilma sanciona dia Nacional da Umbanda


A presidente Dilma Rousseff assinou, na quarta-feira (16), a Lei 12.644 que decreta o Dia Nacional da Umbanda, a ser comemorado anualmente, em 15 de novembro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 17 de maio.
O documento foi sancionado a partir do Projeto de Lei da Câmara nº 187 de 2010, que propõe em sua justificativa, o direito constitucional à liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos, conforme o inciso VI do art. 5º da Constituição. Além de defender a valorização, a origem e a difusão da religião umbandista no país por tratar-se de uma religião genuinamente brasileira, a data reporta-se ao dia, do ano de 1908, em que o médium Zélio Fernandino de Moraes recebeu, em Niterói, a missão de fundar o novo culto.
Leia a Lei na integra:

Institui o Dia Nacional da Umbanda.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
                Art. 1o  Fica instituído o Dia Nacional da Umbanda, que será comemorado, anualmente, em 15 de novembro. 
Art. 2o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília,  16  de  maio  de 2012; 191o da Independência e 124o da República. 

DILMA ROUSSEFF
Anna Maria Buarque de Hollanda
Luiza Helena de Bairros

Este texto não substitui o publicado no DOU de 17.5.2012
















sábado, 28 de abril de 2012

A constitucionalidade das cotas e o negro no Brasil

No dia 26/04 o Superior Tribunal Federal  decidiu que o sistema de cotas para negros em universidades públicas é constitucional. Algumas Universidades brasileiras já aderiram às cotas a algum tempo. Mas agora deverá ser oficial.  O tribunal decidiu que  as políticas de cotas em universidades públicas são importantes para corrigir a herança de discriminação racial, deixada pela escravidão.


Foram dois dias de julgamento e a votação favorável foi alcançada por unanimidade, com dez votos. O que será pautado agora no Tribunal é a cota que além de beneficiar pessoas negras, beneficiará também oriundos de escolas públicas. Os dois critério estarão combinados.

Dos onze ministros, apenas um não votou pois alegou que já havia se pronunciado a favor das cotas anteriormente, foi Dias Toffoli, quando era advogado geral da União. Uma coisa que eu não sabia é que o sistema de cotas, é de caráter provisório, e que deve ser utilizado por todas as instituições de ensino e não só por universidades.

De acordo com a Advocacia- Geral da União, 13 universidades brasileiras possuem políticas de cotas e outras 20 combinam com a condição social do indivíduo para fazer a seleção. 

Apesar de o sistema de cotas já ser realizado em diversas universidades, essa foi uma grande conquista em minha opinião, por que agora se evidencia a necessidade de reparação e admite- se que existe racismo em nosso país sim. Por que o comportamento e os discursos que ainda existem em nosso país é que não existe racismo, não somos um povo racista que discrimina e que segrega afro-descendentes e indígenas. E se não existe racismo, para quê então combater? Como vamos combater o que não existe? Assumir isso é essencial para uma efetiva reparação e igualdade de direitos. Somos todos iguais!

Antes eu era contra as cotas raciais e defendia mais as cotas sociais e de escola pública. Porém com o passar do tempo, entendi e percebi que se não se dá educação ao povo, não dá consciência política, não incentiva a leitura, não se ensina a história e cultura africana em sala de aula, não se ensina tolerância religiosa, ou seja não há investimento sócio- cultural a longo prazo, então tem que realmente haver esse tipo de ação, mais pontual, mais efetiva e rápida. Mas deve sim haver um caráter temporário, pois subentende- se que em algum momento há de melhorar a educação e condição dessas pessoas, para que elas não precisem de cotas.

Afinal de contas, com a miscigenação do nosso país, não acho justo que a maioria da população, tenha que sofrer por causa de características físicas e cor da pele, pois fica até difícil dizer quem é negro. Temos várias misturas, influências de etnias e culturas, mas com certeza uma das mais marcantes e importantes são as do continente africano, principalmente aqui na Bahia.

Se o governo quer nos manter na ignorância, não nos dando conhecimento nenhum sobre esse continente, e continua dando mais valor ao eurocentrismo, mesmo com a lei 10. 639/03 que obriga as escolas de ensino fundamental, particular e pública ensinarem a história e cultura afro- brasileira e africana, então nós auto- didatas que queremos verdadeiramente combater essas discriminações e desigualdades, devemos conhecer e estudar com afinco a África, sua história, sua cultura, entender o seu valor, a sua importância no mundo, a verdade sobre as suas religiões e não apenas ficar no senso comum achando que o continente é um país que só tem AIDS e fome.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Aborto de anencéfalos e demais abortos.

Pronto agora é fato: É permitido o aborto de fetos anencéfalos, que são fetos sem uma parte de massa cerebral, ou  sem nenhuma massa cerebral e que não sobrevivem mais que algumas horas após o nascimento.Foi aprovada ontem pelo STF com 8 votos contra dois. Eu nem preciso dizer que já tinha passado da hora. É inacreditável como nesses tempos atuais, no Brasil ainda estejamos nesse tipo de votação, enquanto em países desenvolvidos essa lei já é fato. Mas o fato é que demos esse passo e conquistamos mais esse avanço. Nenhuma mulher deve mesmo ser obrigada a carregar um feto que sequer vai sobreviver, ela vai alimentar o amor  por esse feto, vai sentir todos os efeitos da gravidez, mas vai ter que entender que não vai ter esse filho como seu, não vai criar essa criança. E não significa que se o aborto for liberado, toda mulher vai fazer um. Mas é necessário existir essa opção, afinal de contas é o corpo da mulher. Qual o sentido de submeter as mulheres a esse tipo de coisa, só por causa de dogmas religiosos que nem deveriam influenciar um país que se denomina e é efetivamente  laico. O Estado não pode ser influenciado pela Igreja  e seus dogmas.  Já que a igreja continua ultrapassada em muitos aspectos, principalmente no que diz respeito às mulheres e ao uso de preservativo, por exemplo. Considero a questão do aborto, não só nesse caso de anencéfalos, mas o aborto como um todo, uma questão de gênero, por que como eu disse antes nesse post a mulher deve ter total domínio sobre o seu corpo, e assim como o homem decidir se vai assumir o filho ou não. Para o homem é muito fácil ter a opção de registrar ou não o filho que fez junto com a mulher. Larga a mulher grávida e em muitos casos ela cria o filho sozinha. Então por que a mulher não pode ter a opção de fazer um aborto, por que não quer um filho que o pai também não quis e  não assumir esse erro de não ter prevenido uma gravidez? Por que é sempre a mulher, o corpo da mulher que ficam subjugados e à mercê de decisões dos outros.
Em meio a toda essa polêmica gerada por essa votação de aprovação de aborto dos anencéfalos, ouvi muitos comentários idiotas, porém um me chamou atenção e resume bem essa questão de gênero: " O aborto ainda não foi legalizado em nosso país e gera ainda tanta confusão por que homem não engravida".
Em tempos de sociedade ainda machista e patriarcal essa é a questão principal. Acredito que a mulher deve ter a opção de fazer um aborto sim! Sou a favor, mas isso não significa que faria um, e não significa também que  não deva haver primeiramente e principalmente a prevenção contra gravidez e contra doenças, com anticoncepcionais diversos e preservativos. A descriminalização é o primeiro passo para que se evite tantas mortes em açougues apelidados de clínicas. e para que a mulher tenha mais opções sobre o seu corpo. Outra coisa que entra em questão também nessa discussão é a questão social. Em um país onde não há educação, não há uma boa saúde, há fome, miséria, desemprego, desigualdade, pessoas sem casa, tráfico de drogas, violência, etc., o que é melhor, evitar que um bebê nasça ou deixá-lo nascer e ir para o farol fazer malabarismos para sobreviver e até mesmo entrar nas drogas muito crianças ainda? O fato é que sou a favor, mas defendo ainda várias discussões, onde as mulheres devem participar ativamente para que se estabeleça uma melhor condição social e de gênero e que a igreja não se intrometa em decisões do Estado e muito menos nas vidas particulares de mulheres e homens de nosso país.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Intolerância religiosa

Símbolos de várias religiões
Sinceramente não discuto religião com ninguém. Não discrimino nenhuma religião. Pelo contrário, até conheço algumas. e estou pensando em ir conhecer um Terreiro que é o único templo de religiões mais conhecidas que não conheço. Bom, mas não é esse o assinto que quero abordar hoje aqui, e sim a imposição de pessoas evangélicas. Considero essa imposição/pregação uma falta de respeito, um atentado a tolerância religiosa. Aliás esse tipo de atitude já é para mim uma completa intolerância. Como se dissesse o meu é melhor e pronto. É desse jeito que vejo alguns evangélicos se comportando. Vemos a todo momento, principalmente em locais de grande movimentação de pessoas, pregações exaltadas e ameaçadoras, entregas de folhetos com mensagens ao meu ver ameaçadoras. Interpreto assim: " Se você não aceitar Jesus, não for a uma igreja morrerá, se dará mal, e etc, etc..." Gente isso é de um extremo mal gosto. E se eu tiver outra religião e se já tiver bem resolvida e feliz com a minha fé? Será que isso não passa na cabeça dessas pessoas? Essas atitudes me chateiam demais. E a visita indesejada que determinada denominação evangélico- cristão fazem em nossas casas sem serem chamados ou em momentos impróprios Só faltam arrumarem uma central de Telemarketing para pregar " a verdadeira palavra". Aff, não vou nem dar ideia. Outra coisa também que acho o cúmulo do absurdo é chegar em um órgão público como o Procon por exemplo e ver bem na entrada da recepção a cruz de Jesus Cristo. Claro que não me incomodo por causa da presença de Jesus, acredito e tenho muita fé em Deus, mas fico pensando em como pessoas ateias e outras religiões devem se sentir diminuídas e pouco reconhecidas vendo essa imagem. Penso que um país verdadeiramente laico e democrático não deve ter esse tipo de imagem de nenhuma religião estampada e adorada em seus órgãos públicos. O mínimo de respeito deve haver com as várias religiões existentes em nosso país. E nada de defender a predominância cristã e evangélica, pois em todas as religiões há o lado ruim também, nenhuma é a verdadeira, ou perfeita.
O que vocês acham sobre esse assunto?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

MK entrevista com Frei Beto

Hoje eu estou num dia ruim, mas não quero entrar nesse assunto, por enquanto. Gostaria de falar agora sobre o MK entrevista da terça feira, dia 25/10, com Frei Beto. Dessa vez cheguei cedo, antes das 18:00, e fiquei lá junto com várias pessoas que também chegaram cedo. Parabéns! Pontualidade britânica,mesmo com todo esse trânsito horroroso de Salvador.
Senti uma emoção muito grande, em estar ali, naquele auditório com aquelas pessoas todas, enfim... Quem me conhece sabe da minha paixão por Mário Kértesz e seu Grupo Metrópole. Começou pontualmente às 18:00, com transmissão ao vivo para a rádio e para a TV. O entrevistado Frei Beto, foi entrevistado por Paulo Marcum, um outro professor, Dionisio alguma coisa e mediado pelo próprio Mário. Perfeito.... Um evento organizado, como não vemos nem em Universidades e congressos caros. Recebi logo na entrada um DVD do evento anterior com Fernando Morais, que eu também fui, mas é sempre bom guardar recordação de um momento tão especial em minha vida. Por que foi isso mesmo. Um momento de cultura, informação, conhecimento... Aprendi muito, recebi indicações de livros e entendi algumas coisas sobre política e religião. Enfim, não tenho mais palavras para descrever, o que foi essa entrevista. Evento muito bom e ainda por cima gratuito! Só a Metrópole para fazer isso, e ainda vem a pior revista, na minha opinião, a VEJA, criticar essa grande iniciativa em prol da cultura, da cidadania e do "saber- fazer-direito", que é o que a Metrópole sabe!O próximo é dia 29/11, com entrevistado ainda não definido. Parabéns ao Grupo e amo vocês cada vez mais. Obrigada! Depois vejo se conto o principal motivo que me deixou irritada hoje.
Não me abandonem!
                                                     Frei Beto, Mário Kértesz e Paulo Marcum

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Frei Betto -Wikipédia (Entrevistado do MK entrevista de Outubro)


Frei Betto O.P., (Belo Horizonte25 de agosto de 1944) é um escritor e religioso dominicano brasileiro, filho do jornalista Antônio Carlos Vieira Christo e da escritora e culinarista Maria Stella Libanio Christo, autora do clássico "Fogão de Lenha - 300 anos de cozinha mineira" (Garamond).
Professou na Ordem Dominicana, em 10 de fevereiro de 1966, em São Paulo.
Adepto da Teologia da Libertação, é militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial de Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República, entre 2003 e 2010. Frei Betto, foi coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero.
Esteve preso por duas vezes sob a ditadura militar: em 1964, por 15 dias; e entre 1969-1973. Após cumprir 4 anos de prisão, teve sua sentença reduzida pelo STF para 2 anos. Sua experiência na prisão está relatada no livro "Cartas da Prisão" (Agir), "Diário de Fernando - nos cárceres da ditadura militar brasileira" (Rocco) e Batismo de Sangue (Rocco), traduzido na França e na Itália. O livro descreve os bastidores do regime militar, a participação dos frades dominicanos na resistência à ditadura, a morte de Carlos Marighella e as torturas sofridas por Frei Tito. O livro foi transposto para o cinema em filme homônimo, lançado em 2006 e dirigido por Helvecio Ratton.
Recebeu vários prêmios por sua atuação em prol dos direitos humanos e a favor dos movimentos populares.[carece de fontes] Assessorou vários governos socialistas, em especial Cuba, nas relações Igreja Católica-Estado.[carece de fontes

Prêmios

  • Prêmio Juca Pato, 1985, com "Batismo de Sangue".
  • Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, duas vezes: em 1982, pelo mesmo "Batismo de Sangue" e 2005, com "Típicos Tipos – perfis literários".
  • Intelectual do Ano, título dado pela União Brasileira de Escritores em 1986, por seu livro "Fidel e a Religião".
  • Prêmio de Direitos Humanos da Fundação Bruno Kreisky, em Viena, em 1987.
  • Melhor Obra Infanto-Juvenil, da Associação Paulista de Críticos de Arte, por seu livro "A noite em que Jesus nasceu", em 1988.
  • Troféu Sucesso Mineiro, em 1996, da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.
  • Prêmio Paolo E. Borsellino, na Itália, por seu trabalho em prol dos direitos humanos. Foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio, concedido em maio de 1998.
  • Prêmio CREA/RJ de Meio Ambiente, em 1998, do CREA/RJ.
  • Medalha Chico Mendes de Resistência, concedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro em 1998.
  • Troféu Paulo Freire de Compromisso Social em 2000.
  • Medalha da Solidariedade do governo cubano, em 2000.
  • Uma das 13 Personalidades Cidadania 2005, numa iniciativa da UNESCOAssociação Brasileira de Imprensa e jornal Folha Dirigida.
  • Medalha do Mérito Dom Helder Câmara do Instituto Cidadão, pelos serviços prestados na preservação e fiscalização da gestão pública moral e legal, em 2006.
  • Título de Cidadão Honorário de Brasília, em 2007, concedido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

[editar]Bibliografia

Publicou obras que abrangem diferentes gêneros:
  • Ficção: Hotel Brasil e Entre todos os homens
  • Literatura infanto-juvenil: Uala, o amor
  • Ficção juvenil: Alucinado som de tuba e O vencedor
  • Ensaio: A obra do artista - Uma visão holística do universo e Sinfonia universal- a cosmovisão de Teilhard de ChardinTreze contos diabólicos e um Angélico
  • Memórias: A mosca azulBatismo de sangue e Alfabetto: autobiografia escolar.
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