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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Passo de tartaruga não!

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Eu tenho andado quieta, distraída, preocupada e tensa. O que tenho que fazer para que a única coisa que ainda falta se resolver na minha vida, se resolva logo? Eu tinha problemas de auto estima, minha aparência não me agradava, eu tive problemas com universidade e cursos de graduação e eu tive problemas sentimentais e quase entrei em depressão, eu tive e continuo tendo problemas financeiros.

Porém meus problemas de auto estima se resolveram e hoje eu me acho bonita, eu consigo me amar, não uso mais óculos e amo meus cachos. Eu também decidi que quero estudar literatura - minha grande paixão da vida toda - e que quero ser professora. Além de ter conseguido entrar na UFBA, que era o que eu sempre quis. E eu resolvi meus problemas sentimentais, superei um amor do passado e encontrei outro amor, alguém que me aceita, me respeita e me merece. Mas os problemas financeiros continuam.

Nunca tive uma vida financeira tranquila e folgada. Nunca achei nada fácil e de graça. Fui trabalhas aos dezesseis anos para ter minhas coisas e minha independência financeira. Não durou muito e daí eu já sabia que teria uma vida profissional complicada. Desde então foi assim mesmo. O maior tempo que fiquei em um trabalho foi um ano e oito meses, claro que por culpa minha também. Sempre fiquei na faixa de quem ganha um salário mínimo e só. Quase sempre dependi de alguém ou de ajuda para me sustentar. Nunca tive um bom salário, um bom emprego. Parece que isso não é para mim. 

Então eu estava pensando: já que muitas coisas mudaram para melhor na minha vida, como por exemplo minha auto estima e problemas de decidir minha área de formação, por que então a minha vida financeira e profissional não pode ser resolvida de vez? Qual a dificuldade de apenas um único pedacinho da minha vida se resolver para ela ser tranquila? Eu já orei, fiz promessa, estudo que nem uma louca, fiz concursos e cursos, eu busco, eu vou atrás... Mas nada acontece na área profissional e financeira da minha vida. Por que? O que falta? O que falta eu aprender? Só falta isso para minha vida se ajeitar. Depois de estabilidade financeira e profissional eu serei uma adulta realizada. E sei que ralo para isso e tenho potencial. Isso ninguém muda, o que eu sou, ou que eu sei... 

Eu sei também que a vida não é fácil e que é aos poucos que as coisas vão mudando e se ajeitando. Nenhuma dessas minhas conquistas acima: entrar na UFBA, melhorar minha auto estima, ou encontrar um novo amor veio de forma fácil. Nada vem fácil, mas também não precisa vir em passos de tartaruga não. Eu tenho gostado muito da minha vida, eu tenho estado satisfeita, mas ainda não cheguei no patamar financeiro que preciso para poder realizar meus sonhos materiais. Eu espero que isso também venha. E que venha logo. Daí minha felicidade estará completa!


Rafaela Valverde

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Como não enlouquecer com tantas obrigações? Aprendendo a desacelerar...

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A gente vive correndo. Corre, corre e anda. Luta contra o tempo e quando percebe o tempo já passou. Quando a gente se dá conta o ano já acabou e lá vêm as luzes irritantes de natal. A gente faz exercício fala sobre astrologia, bebe num barzinho com amigos, estuda, trabalha, dorme pouco, cumpre a promessa de vida que recebemos ao nascer.

De repente a gente passa a observar com mais detalhes as vidas dos outros. As pessoas correm. Todas elas. Ainda que os objetivos sejam diferentes está todo mundo meio que no mesmo barco. De repente aquela fulaninha que era totalmente o oposto da gente na escola, e se escondia atrás da cara de santa, decide levar uma vida meramente tradicional que não condiz exatamente com a imagem que fazíamos dela.

É claro que ninguém fica para sempre com ideias de quando tinha 15, 16 anos. As pessoas mudam o tempo todo. Nós mudamos e essa é, para mim, uma boa característica, principalmente se for para melhor. Mas o que eu falo é sobre a pressão que temos de levar vidas padronizadas e tradicionais. Namorar anos com a mesma pessoa, se formar, noivar, casar, depois filhos... Sempre nesse ordem cronológica.

Uma ordem ditada por quem? Por todos. Somos pressionados desde que saímos da adolescência. Somos ejetados para a vida adulta cheios de obrigações e prazos que temos que cumprir antes dos 30, ou seja em menos de dez anos. O que será que as pessoas estão pensando ao tratar seus filhos assim? Em tratar gente jovem assim? Como se fossem seus capachos!

O resultado de tudo isso é a formação de jovens cansados, colunas idosas, doenças psíquicas, pânico, ansiedade, suicídios... É isso o que a gente tem passado correndo todos os dias, dormindo quatro, cinco horas. Começando o dia muito cedo e terminando muito tarde devido as milhares de obrigações que somos obrigados a abarcar. Sem reflexão, sem crítica e em alguns casos sem ética.

Alguns podem dizer que nossa vida mudou muito em relação aos jovens de gerações passadas. Hoje temos tecnologia e muitas facilidades. Mas se vocês soubessem o ônus disso tudo. Nós vivemos cansados, a gente dorme mas não descansa, a gente vive correndo e não olha mais para o outro. E não é de propósito, simplesmente TEMOS QUE CORRER! Senão não dá tempo. Não há flexibilidade de nenhum lado, principalmente da universidade que continua tratando os atuais estudantes como os de antigamente. Eram muito poucos e em sua maioria não precisam trabalhar ou não tinham tanta concorrência. Não precisavam se acabar tanto. Sinceramente: eu sei que hoje a gente têm mais obrigações do que as que vocês tinham. Trabalho, estágio, Iniciação Científica, TCC, curso de línguas, vida social, visita à casa de parentes, mestrado, teses, trabalhos, seminários, milhares de textos, prazos, pressão, pressão... Olheiras, cansaço mental, esquecimento, café, drogas para dormir, drogas para se manter de pé! E ainda temos que ter opiniões e ser engajados. Ah faça me um favor!

Hoje depois de um desabafo em sala de aula uma professora conversou comigo e me questionou se realmente vale a pena se acabar tanto para cumprir todos os prazos que a sociedade e a vida exigem. Ela argumentou com literatura, com a experiência de vida que ela tem e com o oposto que ela é, já que ela sempre foi certinha e cumpridora de tudo. O que eu aprendi hoje é que não adianta tentar abarcar tudo com as nossas pequenas mãos. Alguma coisa sempre vai ficar de fora. E é bom que fique, nossa sanidade mental agradece.

Hoje cheguei em casa e relaxei. Comi um balde de pipoca vendo minha série atual decidi arrumar parte do meu guarda roupa que estava um caos. Sim, o meu quarto, os meus pertences estavam uma bagunça por causa de todas as minhas obrigações acadêmicas. Mas hoje eu decidi dar um basta e relaxei. Nada mais vai tirar a  minha paz, se não der para estudar tudo ou entregar tudo eu não o farei. Eu só não posso enlouquecer como estava fazendo nos últimos dias por causa das inúmeras atividades que tenho!




Rafaela Valverde

terça-feira, 12 de julho de 2016

Seu mestrado e doutorado não te fazem melhor que eu

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Alguns dos que se intitulam os melhores e maiores professores, mestres e doutores, que acham que têm todo o conhecimento e a gente até se sente intimidado em falar alguma coisa que os desagrade estão destruindo nossa sanidade dentro das universidades. Principalmente nas universidades públicas, onde o tempo de casa, titulação e estabilidade não lhe impõem medo. Afinal, dentro das instituições públicas não há a preocupação de perder o emprego. Pelo menos na maioria das vezes.

Isso porque em alguns casos o professor tem uma contratação toda remendada e mal explicada e ainda assim se acha o rei da cocada preta. A empáfia sai pelos poros desses professores e eles quase entregam que foram os Cu De Ferro da época da escola. Bem, pelo jeito algo mais contém ferro no corpo desses indivíduos, devido ao tamanho da dureza e inflexibilidade que são traços típicos de suas atitudes em sala de aula.

É claro que não são todos, eu não estou aqui generalizando. E nem estou querendo dizer que esses professores que agem assim são pessoas ruins nas suas vidas pessoais. A questão aqui é o comportamento dentro do ambiente de endeusamento que pode ser o ambiente universitário algumas vezes. Afinal de contas, a maioria daqueles alunos sentados ali não sabem nada mesmo, em muitos casos acabaram de sair do ensino médio e encontram professores com doutorado fora do país e pós doc em arrogância.

Aliás sabe o que significa a palavra aluno? Significa sem luz, sem conhecimento, sem saberes, uma tábula rasa como diria Locke. Mas enfim, voltando aos tchuc tchuc fofos dos professores que encontramos por aí a fora que arrotam saber tudo mas vão para debaixo da terra como todos nós. Que não cumprimentam funcionários mas querem respeito incondicional do seu aluno.

O estudante coitado já tão pressionado, pobre, com milhões de coisas para ler e trezentas xerox para tirar, filas, trabalhos, prazos, pesquisas, aulas e tantas outras demandas, têm que se virar nos trinta muitas vezes simplesmente porque o professor não pode e não quer se dar ao trabalho de mudar algumas práticas didáticas abusivas e carniceiras. Mesmo só tendo aquele trabalho, aquela pesquisa, aquele tudo. Tudo é o mesmo tema e é para uma cabeça já madura. Enquanto nós alunos estamos perdidos e confusos sem ao menos apreender direito por que tem que dar conta de tudo e é muito, muito mesmo.

Essas práticas didáticas são anacrônicas, têm cabresto. O professor é antiquado, não escuta sugestões e parece que tem um prazer sádico em fazer o aluno sofrer. Eu até sinto um risinho no canto da boca de alguns, um prazer quase orgástico em ver o aluno se acabando. Afinal com ele também foi assim, ele também se acabou não é mesmo? Por que esse aluno tem que ficar de boa com apenas um texto por vez? Não! Agora é a hora da vingança.

Aliás alguns professores, além de não terem nenhuma didática e parecer estarem falando suas teorias consigo mesmo, esquecem que já foram alunos. E talvez há não tanto tempo assim, viu? Muitos professores são jovens, acabados de sair do mestrado, ou nem saídos e já se contaminaram com esse bichinho. O bichinho da crueldade que vem fazendo alunos pirarem e odiarem o ambiente acadêmico.

Como se já não bastasse toda a situação de pressão, todas as demandas e atividades, o estudante tem que chegar no horário, atrasos são inadmissíveis, por que eles já andaram de ônibus, mas agora têm carro então que se dane o idiota- sabe-nada que está vindo para essa universidade todos os dias. Eles acham que a universidade é o reino deles, afinal mestrado e doutorado dá coroa né? NÃO! Nem educação doméstica e humanidade!



Rafaela Valverde

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Livro A língua de Eulália - Marcos Bagno

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Li o livro A Língua de Eulália do professor e linguista brasileiro Marcos Bagno. O livro se denomina uma novela linguística e traz a história de Sílvia, Vera e Emília, três amigas que vão tirar férias no interior de São Paulo na casa da tia de uma delas. Lá, encontram com Irene, doutora em Língua Portuguesa que é a tia e Eulália, a inspiradora de toda a estória.

Durante as férias as amigas que são universitárias estudantes de Letras, Pedagogia e Psicologia têm um novo encontro com a Língua Portuguesa, com a variação e com a sociolinguística. Irene passa a dar aulas a elas todas as noites e vai mostrando os capítulos do seu novo livro falando sobre o tema. O livro ainda será lançado e as três amigas viram "cobaias" e ao mesmo tempo aprendem muitas coisas sobre o Português Padrão e o Português Não Padrão.

Irene deixa claro que não há apenas uma língua portuguesa no Brasil, que há a variação a depender da localidade e situação em que se esteja. O ensino da língua hoje no Brasil é discriminatória e não auxilia no aprendizado dessas questões referentes à variação linguística.

Vários conceitos são mostrados ao longo do livro, é contada um pouco da história da língua que se derivou especialmente do Latim. Ainda é mostrado como as variações são coerentes e têm sua própria lógica com explicações plausíveis. Há os mesmos tipos de variações em outras línguas como o francês e o italiano. O principal aprendizado é que não há certo ou errado quando se trata da língua falada e das variações realizadas pelo falante.

A estória do livro é besta e têm até diálogos meio artificiais, porém os conceitos referentes à língua e tudo o que pode ser apreendido compensa a construção da novela. É uma literatura mais funcional. Eu gostei muito desse livro, é possível aprender várias coisas com ele. Ele é da biblioteca do Sesc, mas um dia eu pretendo comprá-lo. Vale a pena.


Rafaela Valverde



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Só dependo de mim para ser feliz... e do mar!

Imagem da internet
Tinha mandado meu chefe se foder na noite de ontem depois de mais um pedido de hora extra, enquanto meus amigos iam  para o bar da esquina para mais um Happy hour. Por isso fui demitida. E na boa, fiquei muito feliz em sair daquela bosta de emprego que não me levaria a lugar nenhum. Mandei um ex namorado otário ir para o inferno depois de alguns meses perdendo tempo com ele.

Agora estou aqui na praia, curtindo um sol maravilhoso. Relaxando. Me livrei de tudo que estava ruim. Estou vendo o quanto emagreci e fico bem no meu biquíni novo e curtindo meu novo piercing. Por que sim, eu sou gostosa! O meu amor por mim e pela minha liberdade é maior do que um emprego e um namorado bostético. 

Estou curtindo a praia sozinha, sem barulho na minha cabeça. Apesar de estar longe do mar, ainda assim ele me acalma e sou apaixonada por ele. A brisa está fresca e como ainda é cedo, o sol não está forte. O mar está translúcido e calmo. Olho para ele ele e me sinto satisfeita, mesmo com tantos fins. Mesmo com tantos ciclos sendo finalizados.

Por isso mesmo me sinto bem. Me sinto melhor. Tudo está novo. Parece que o ano novo chegou mais cedo para mim. Sim por que enquanto as pessoas esperam o réveillon para se renovar, eu já me renovei. Eu me renovo em qualquer época do ano. Eu não tenho mais medo de mandar o que me incomoda ir à merda. E fodam-se os outros!

Quero mais bar, quero mais praias sozinha, quero mais Happy Hours, quero mais ludicidade em minha vida, quero mais 'carpe diem'. Quero mais é viver! E não mais permitirei que quem ou que quer que seja me impeça de viver. Nem emprego, nem relacionamento, nem medo, nem receio, nem nada e nem ninguém. Levanto e vou para o meu mar. Minha paixão que é o mar. Mergulho e sinto que tudo o que eu quiser pode se realizar a partir de agora, só depende de mim. Eu só dependo de mim para ser feliz!



Rafaela Valverde

sábado, 10 de outubro de 2015

Estereótipos masculinos: a pressão que os homens sofrem

Imagem: Internet
Vocês já pararam para pensar a pressão que os homens sofrem? Não? Pois então comecem a pensar. Até mesmo vocês homens. Você já repararam o tamanho do rojão de vocês? Os homens ainda têm que prover a casa e a família, os homens ainda têm que pagar a conta (como tem mulher cara de pau!); os homens não podem brochar, os homens têm que dar seus sobrenomes, os homens não podem ter pau pequeno, os homens ainda não podem chorar (?),  os homens têm que conduzir, os homens não podem ser donos de casa, nem noveleiros, nem dançarinos, nem cabeleireiros... aff a lista é grande, viu?

Gostaria de saber como é se sentir assim um dia. Nós mulheres temos nossas pressões também, não é nada fácil ser mulher, com jornadas triplas, com a ditadura da magreza e da beleza,  com não poder ser puta e ter que ser certinha para estar apta para namorar, etc, etc, etc. Isso nós já sabemos e sofremos na pele todos os dias. Mas ninguém considera o que os homens passam ao ser eles mesmos. Nem eles! Eles, em sua maioria, acham que ser homem é corresponder a todos esses estereótipos e tá tudo certo.

Nós mulheres, por termos um histórico de opressão mais antigo, tomamos nossa posição de luta bem antes dos homens. Mas os homens ainda têm que se alistar obrigatoriamente, e ainda ouvem coisas como: "Isso não é coisa de homem..." "Seja homem...", etc. Essas coisas que são ditas aos seres do sexo masculino desde a tenra idade não são nada justas. Sou muito a favor das discussões de gêneros dentro de casa, desde a infância e não consigo acreditar como somente agora, essas discussões começam a tomar espaço e ainda de forma tímida.

O que define a sexualidade de uma pessoa, não são essas questões que separam homens e mulheres. Na verdade pouca coisa define de forma exata a sexualidade de alguém. Mas no mundo masculino, ser homem é seguir uma lista infinita de opressão. E por falar nisso, vocês homens acham mesmo que é legal mexer com as mulheres na rua? O que vocês acham? Que vai afirmar a masculinidade de vocês? Mas isso é odioso. Não façam isso. É um exemplo apenas de tantas coisas que os homens fazem e se sentem obrigados a fazer, apenas para se auto afirmar como machos. Machos alfas! Os homens com H maiúsculo!

Com isso não desejo fazer uma crítica. Longe de mim .Quero apenas suscitar discussões e reflexões. E até é uma forma de defender os homens que são bem criticados pelas mulheres que acham que um pau é tudo. Principalmente um pau grande. Acordem, assim como alguns homens só olham peito e bunda, algumas mulheres também só olham pau. E ninguém é só isso! Seres humanos precisam serem olhados e não apenas as suas genitálias. Pensem nisso.

Me irrita profundamente mulheres que ficam falando apenas dos dotes físicos masculinos. Como se não ter cérebro não seja um problema, contanto que tenha um "pauzão"... Me irrita profundamente as mesmas atitudes dos homens. E ainda tirar fotos em carros e postar (não façam isso, é brega... nem toda mulher é "maria gasolina") E esbanjar dinheiro também é brega. "Eu pago tudo" nem sempre é boa ideia. Sejam humildes  acima de tudo sejam vocês mesmos. Mandem esses estereótipos opressores à merda e vivam felizes com vocês mesmos!



Rafaela Valverde

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Livro O que é feminismo

Foto: Google
Li o livro O que é Feminismo da Coleção Pequenos Passos. Esse livro mostra a trajetória do feminismo, de todas as lutas e batalhas das mulheres para alcançarem seus direitos. Nossos direitos. Os direitos que temos hoje, Graças a elas, a essas mulheres que não aceitavam o domínio masculino e se rebelaram, sendo queimadas em fogueiras como bruxas, queimadas em fábricas, trabalhando 12, 16 horas por dia.  Enfim. No livro é mostrado o domínio sexual que foi implantado pela sociedade patriarcal e que perdura até hoje. Afinal para que o homem soubesse que o filho era realmente dele, era necessário controlar a sexualidade da mulher. O livro ainda mostra que nós mesmas continuamos perpetuando essas ideias machistas através da educação que damos aos nossos filhos. O livro ainda cita Betty Friedan, com seu livro A mística feminina e claro sua antecessora Simone de Beavouir, com o livro O segundo Sexo. Bem, para entender um pouco sobre esse movimento e as lutas que o iniciaram, recomendo a leitura do livro que é pequeno e dá para ler em dois, três dias no máximo.


Rafaela Valverde

domingo, 11 de maio de 2014

Por causa de uma gargalhada

Foto: Google
Não gosto de receber reclamação injustamente, principalmente na frente de outras pessoas. Principalmente no ambiente de trabalho, não preciso, sou profissional. Entrei no mercado de trabalho com dezesseis anos e sei muito bem como me comportar em um ambiente corporativo, por isso não falo palavrões na hora que meus colegas estão almoçando por exemplo, como já vi gente fazendo lá no trabalho. 

Não fico falando alto nesse ambiente, que é o único ambiente comum para os funcionários fazer refeições e conviver entre si. Isso é questão de educação e essa eu tenho. Tive uma educação em casa rígida e com valores, por isso tenho semancol e educação. 

Não gosto que tentem mudar meu jeito de ser, minha personalidade. Eu leio muito e portanto tenho bagagem, tenho o que falar. Sempre tive. E quem tem o que falar, tem que falar. Sou feliz. Se me contarem uma piada engraçada, eu vou rir e não posso e não vou controlar o volume da minha risada. Vou gargalhar mesmo. Ainda mais no final do expediente, na área de armários, pegando minha mochila para sair.Quem não tiver bagagem e não for espontâneo, morra de inveja. Se jogue do pé de alface, não tenho nada a ver com isso.

Mas não vou deixar de ser o que sou para agradar senhor ninguém! Nem empresa nenhuma, nada, nem ninguém. Mudo de emprego, mudo de faculdade, mudo de amigos, mas não mudo quem eu sou, sabe por que? Já tentei ser o que não era, já tentei mudar para agradar outrem e me dei mal, muito mal. Já tomei muito na cara e não tomo mais.

O que vai acontecer é que vou me calar mais em determinados momentos que eu acho que esteja exagerando, falando demais, rindo demais. Mas só vou prevenir o excesso, pois o excesso é que não é saudável, mas o resto vai continuar igual. Não quero perder meu emprego, mas também não quero e não vou perder minha essência, afinal de contas quando fiz a seleção eu não me apresentei e nem fiz a dinâmica de grupo sussurrando, não é mesmo?



Rafaela Valverde

sábado, 3 de maio de 2014

Curso Técnico em Comunicação Visual - SENAI




Não havia contado ainda aqui, mas vou fazer um curso no Senai. É um curso técnico em Comunicação Visual. Fui selecionada através do Ssisutec e as aulas começam dia doze de maio. O que vai acontecer é que minha rotina será alterada. Estarei indo para a faculdade de manhã, depois saio correndo, desesperada que nem uma louca, para o trabalho, e como trabalho cinco horas por dia, vou sair de lá também correndo para ir para o curso que começará a partir das dezoito horas no outro lado da cidade.

É, vai ser uma correria. E com isso comecei a pensar em formas de ficar mais disposta, menos cansada. Na verdade eu já ando bem cansada. Tenho dormido pouco e mal. Comprei um chá calmante e vou tentar aos poucos melhorar minha alimentação. Comer mais frutas, legumes, folhas verdes, etc. Enfim, todo mundo já sabe, mas na correria e na falta de dinheiro impede que a gente fique sempre abastecendo a casa de vegetais. 

Realmente uma alimentação mais saudável ajuda a diminuir o cansaço e melhorar a disposição, mas e o sono? A aula lá vai acabar às 22h e eu não chego em casa em menos de uma hora. Então vou continuar dormindo pouco. O que devo fazer é tentar aumentar a qualidade, já que a quantidade não tem jeito, né? Acredito que o grande caminho para aguentar, é uma alimentação melhor. Vou tentar, eu juro!

Sempre quis fazer esse curso e agora surgiu a oportunidade. Surgiu do nada, a possibilidade de fazê-lo e no último dia das inscrições do Sisutec, me inscrevi para ver no que ia dar e deu nisso. Já fiz minha matrícula e as aulas já vão começar. Estou encarando como um desafio e quero muito terminar esse curso, que terá a duração de um ano e meio, eu acho. Bem é isso.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Hoje é dia do jornalista!



Hoje é o dia do jornalista. O mês de abril é mesmo especial. Ainda não sou jornalista e estou longe disso, pois o primeiro semestre não me gabarita para nada, mas um dia serei e gostaria de dizer que nunca me senti tão feliz. Não havia me encontrado ainda. Mas me encontrei na cachaça viciante que é ser jornalista, ou estudante de jornalismo. É tudo delicioso. Fazer prova sobre redes sociais, mídias, tecnologias, criação da internet não tem preço. Coisas do primeiro semestre que ainda traz disciplinas mais basiconas. Eu estou amando, eu estou realizada. Só para lembrar que ainda está rolando a história do diploma, as discussões continuam e me parece que ainda vai ter alguma votação. Mas nenhuma empresa vai contratar alguém que não tenha diploma, ok? Vamos lutar por mais valorização da profissão, obrigatoriedade do diploma, boa formação, liberdade para trabalhar e se pronunciar, etc. Parabéns!!!



Rafaela Valverde

terça-feira, 25 de março de 2014

Livro No princípio era o som - Regis Cardoso





Terminei o livro No princípio era o som, de Regis Cardoso. Esse livro eu ganhei do meu professor da disciplina Sociedade e Tecnologia. Ele me deu, com direito a dedicatória e tudo, depois de ler um texto meu e gostar muito. Pelo menos foi o que ele disse. Segundo ele, tenho criatividade e senso poético.

Regis Cardoso traz os bastidores, primeiro do rádio, onde começou ainda adolescente, e depois quando a TV chegou ao Brasil. Explica como funcionavam as rádios novelas, as sonoplastias necessárias, já que ele era o responsável por elas, e tudo que circunda esse universo.

Tendo  pais atores, Regis se vê desde cedo nesse mundo encantado que é o mundo do teatro, do teleteatro e da dramaturgia. Trabalhou na TV Tupi, Manchete e Rede Globo, entre outras. Ao lado de Boni, Chacrinha, Lauro César Muniz, etc. Dirigiu novelas como O Bem Amado, O Espigão, Pecado Rasgado, Sem Lenço, Sem Documento,, Estúpido Cupido, Anjo Mau, Escalada e várias outras.

Foi contra regras e ator; recebeu prêmios, trabalhou em Portugal e foi casado com Suzana Vieira. Sendo pai do filho da atriz, que começou como dançarina clássica e foi indicada por ele, para ser a protagonista de Anjo Mau.

O livro flui. Regis conta muito bem a sua história que se confunde com a história da TV e rádio brasileiros. Contribuiu para o desenvolvimento da arte televisiva de forma efetiva e atuante e conta isso de forma direta e objetiva, sem floreios. O que eu não gostei muito nesse livro foi a descontinuidade em algumas histórias. Algo que ele contou, mas não terminou e que fiquei curiosa. Aliás foram várias histórias que poderiam ter tido seus finais contados. Histórias curiosas inclusive, mas que agora não vou conseguir citar um exemplo.

Fora isso, o livro é ótimo. Aprendi muita coisa e me inspirou a querer continuar escrever minhas próprias histórias, usando minha criatividade e meu senso poético.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Li o livro Preconceito Linguístico - Marcos Bagno

Li recentemente o livro Preconceito Linguístico de Marcos Bagno. Esse livro pode ser considerado um livro técnico da área de Letras e/ou Pedagogia, mas para os meros curiosos também é excelente por ser de fácil leitura e entendimento.



Marcos já é um conhecido meu, pois há um tempo atrás li outro livro dele sobre pesquisa na escola e fiquei maravilhada com a sua  clareza de ideias, lucidez e como ele dispõe de forma tão elucidativa e coerente as suas ideias acerca da educação em si. Marcos critica duramente os professores de português que se utilizam de métodos obsoletos para o ensino da Língua Portuguesa e nós acreditamos que existe o certo o errado, o falar bonito e o falar feio, a norma culta e norma não culta...

Bagno, assim como os linguistas em geral defendem a forma como é falada a nossa língua em nosso país e desmistifica através de fundamentos teóricos e bons argumentos, a ideia de que o português é difícil e que o português de Portugal é bem melhor falado que o nosso. Ele, assim como eu discorda disso e defende claramente o direito que nós, falantes da língua portuguesa, temos de falar, adaptar e readaptar a nossa língua conforme for necessário.

Ele critica dura e diretamente alguns escritores, jornalistas e professores de português que insistem em pregar a cultura da norma culta e da obrigatoriedade de saber gramática, a gramática antiga e engessada como já conhecemos. Como eu já achava isso e pensava que não é tão necessário assim saber os pormenores da gramática para falar e escrever bem. Ele cita inclusive exemplos como Machado de Assis que confessou que não era lá muito bem em gramática, imagine o grande Machado de Assis! E  essa é uma tendência bastante aclamada nos meios acadêmicos. Na faculdade de Pedagogia da UNEB, onde eu estive por dois anos, há uma discussão bastante consolidada a favor da reconstrução do ensino da língua portuguesa em nosso país.

Os professores devem ser pesquisadores dentro da área da linguagem e fazer com seus alunos se apaixonem por sua língua mãe e não que a odeiem. O livro ainda cita alguns trechos da obra do grandioso Monteiro Lobato, Emília no país da Gramática, onde o autor na década de 30 já inciava as discussões acerca do assunto tratado por Bagno. Imaginem, década de 30? E até hoje as escolas continuam formando analfabetos funcionais que odeiam a sua língua materna, fazem questão de se menosprezar, enfim. Uma revolução no ensino da língua se faz necessário para que possamos um dia, quem sabe, avançar em indicadores educacionais, sociais e econômicos.


Rafaela Valverde








terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Concursos públicos



Esse ano eu já tenho dois concursos programados. Uma que eu não pago concurso, então sempre que consigo pegar os prazos eu sempre me inscrevo. Outra é que quem não tenta não consegue nada, não é? E eu já fui fruto de cadastro de reserva, por exemplo. Uma prova para seleção de aprendizes do governo do estado da Bahia que havia feito no final de 2008, fui chamada em agosto de 2010.

Então eu continuo fazendo concursos, até por que eles me darão experiência e oportunidades de saber como funcionam em sua forma mais prática. Cada  concurso tem suas peculiaridades, sobretudo por conta da empresa que realizam os processos seletivos. Então fazer cada vez mais processos, vai me deixar menos nervosa e mais acostumada com os procedimentos. Assim como ocorreu com as inúmeras entrevistas e seleções  de emprego que já fui, desde 2008, que foi o ano que passei propriamente a procurar emprego.

Farei a prova do IBGE e do Banco do Brasil, ambas em fevereiro e estou pensando em me inscrever no concurso do Ministério Público da Bahia, sempre para cargos administrativos de ensino médio, que é o que possuo no momento. Ano passado, em dezembro, fiz o da UFBA (sempre que abre eu faço) mas não passei, mas como estou dizendo aqui, a experiência é muito importante. Enquanto isso continuo tentando e que meu "PIS de pobre", me ajude a continuar conseguindo isenções e quem sabe um dia, né?


Rafaela Valverde

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Lidar com múltiplas pessoas

Conviver com pessoas é muito difícil. Trabalhar com pessoas é mais difícil ainda. As pessoas são diferentes e devem sem nenhuma dúvida ser respeitadas, por conta disso, alguém que se predispõe trabalhar com e para pessoas deve ser uma pessoa com uma personalidade apaziguadora, compreensiva e que realmente goste de lidar com gente. 

Além disso, essa pessoa deve ser uma pessoa coerente e sensata para que suas decisões não impactem de forma negativa para as pessoas com quem ela trabalha. Enfim, alguém em algum momento vai ter que lidar com outro alguém muito difícil, ou com alguém sem comprometimento com nada, tendo que se desdobrar em várias tarefas e funções.

Mas as relações inter-pessoais como um todo, constam de dois lados, portanto os dois lados devem colaborar no sentido de fazer com que os contatos sejam mais fluidos e que não gerem nenhuma tensão e aborrecimento para ninguém. Considero uma relação muito difícil, como eu já havia falado e cabe as pessoas agirem de forma madura, já que são obrigadas a trabalhar juntas. 

Além da maturidade, deve - se ter amor no coração, paciência, bom senso, e ser uma pessoa feliz. E para finalizar, já que temos que conviver juntos, que seja de uma forma amigável e tranquila, respeitando o outro e o ser humano que ele é.



Rafaela Valverde
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