Mostrando postagens com marcador Poliamor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poliamor. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de março de 2017

A maçã - Raul Seixas





Essa música é muito especial para mim. Certa ocasião, alguém colocou um fone tocando ela em meu ouvido. E devido ao contexto da época ela me marcou e eu chorei muito. Ainda hoje choro. Hoje estava escutando rádio, no ônibus (!) e tocou ela. Adivinhem? Chorei.


Se eu te amo e tu me amas
E um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais

Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa no altar

Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais
O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deita




Rafaela Valverde

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Ser tradicional é tão ruim assim?


Passei anos fugindo do tradicional. Não quis cerimônia e festa de casamento, quando juntei os trapos. Nunca tive esse sonho, nunca tive o sonho de ser mãe. Mesmo depois de uns anos casada, eu pensei em engravidar somente por influência de uma amiga que havia tido filho recentemente. Nunca fui "Amélia", sempre trabalhei e estudei. Exigia as divisões das tarefas domésticas, sempre fui uma mulher diferente. Aquela que  não queria ser normal, tradicional. Não queria fazer o mesmo que os outros faziam.

Troquei de faculdade e de curso três vezes antes de conseguir finalmente ir para a UFBA. Enquanto tinha um relacionamento, ele, em um determinado momento, foi aberto. Depois que meu relacionamento e meu casamento terminaram, eu tive literalmente uma vida de solteira. Curti bastante. Nunca fui, portanto, uma mulher tradicional, com valores tradicionais e puritanos, muito pelo contrário, sempre fiz questão de seguir o oposto.

Mas ei que eu venho percebendo que quero ser meio tradicional. Eu explico: para começo de conversa eu estou em um relacionamento sério, o que eu achava há seis meses que não queria e que não iria acontecer; me enquadrei de novo nas regras de um relacionamento e não me arrependo, não sinto falta da vida solitária que eu levava quando estava solteira. E por fim, fico olhando ex colegas de escola ou de faculdade que casaram, têm filhos, cachorro... Fico olhando essas famílias tradicionais, constituídas com um casamento formal,  "no papel" como a gente costuma dizer; com filhinhos, bichinhos, casas bonitas, lares estruturados e meio que me dá uma inveja.

Eu não sei muito bem explicar o que eu sinto e por quê. Mas eu fico querendo ter essa vidinha pacata, com problemas pra resolver e fraldas para trocar ( essa parte é só licença poética, tá?) É claro que eu não desejo ter filhos. Não agora, mas sei que posso mudar de ideia. Sei que já tive uma vidinha pacata de gente casada, que é boa, viu? Mas que não deu mais certo e o que não dá certo deve ser consertado ou acabar. Sei que há uma tendência atual de rejeitar essa tradicionalidade, de rejeitar essa vidinha- família- classe média-shopping.

Mas eu sei também que sou taurina. Os taurinos gostam de estabilidade, de um porto seguro. Os taurinos geralmente curtem família. E se, querer uma "famíliazinha" minha, construída por mim, é o "normal", é isso mesmo que eu quero. Com cachorro e gato, com frutas e Fast Food, com filmes e carnaval. Com tudo que eu tiver direito. Essas pessoas com cônjuge/companheiros, filhos e bichinhos de estimação devem sentir um orgulho danado da família que expõem no Facebook, eu teria!





Rafaela Valverde

sábado, 26 de março de 2016

Filme O Perfume da Memória

Imagem da internet
Ontem assisti o filme O perfume da memória de Oswaldo Montenegro que comemora 40 anos de carreira com esse longa metragem que é o seu terceiro. O filme foi disponibilizado no canal do Youtube do diretor que também é um dos melhores cantores e compositores brasileiros, na minha humilde opinião, o filme foi feito sem patrocínio, com recursos dele mesmo.

“A história é sobre a paixão entre duas mulheres, mas não impõe bandeiras. É amor sem signos fechados. Essas duas mulheres poderiam ser substituídas por um homem e uma mulher ou por dois homens. O PERFUME DA MEMÓRIA trata do amar, como verbo. E o amar, como verbo, dispensa substantivos, dispensa rótulos” (Rodrigo Fonseca, crítico de cinema, O ESTADO DE S. PAULO). (Trecho retirado do site do artista)

O filme é uma das coisas mais lindas que eu já vi na minha vida e foi indicado pela minha amiga Fernanda. O texto fílmico é conduzido através da narração de Oswaldo e através de belas músicas. Há pequenas e ao mesmo tempo magnânimas interrupções de uma flautista e uma violinista que banham o filme de boa música, poesia e ludicidade.

O filme é passado em uma noite, duas mulheres se encontram e se conhecem muito profundamente em apenas uma noite. Uma delas está sofrendo pelo fim do seu casamento. Laura passa o seu aniversário com o que segundo ela é a "segunda pior dor do mundo" que é a dor de ser abandonada. Bem, claro que logo eu me identifiquei com ela, que além de tudo é taurina, o que é evidenciado em dos diálogos entre ela e Anna. Qualidades e defeitos dos taurinos também são evidenciados. 

É claro que esse apenas um dos detalhes do filme que é de uma beleza arrebatadora. As músicas, a praia, a noite, a dor de amor, a frustração, o abandono, a amizade, a liberdade, modos diferenciados de vida... Tudo isso enriquece a narração que me fez derramar mil litros de lágrimas! Além de ser taurina e estar sofrendo por amor, Laura escreve (aumentou mais ainda a minha identificação) e é isso que faz Anna se aproximar dela e conhecê-la no dia do seu aniversário.

As duas mulheres tão parecidas e tão diferentes sentem uma magia, algo tão intenso que começou em uma noite, mas o pico é um segredo de umas das duas que  pode mudar todo o rumo da história e fez a mim como expectadora refletir e ligar vários pontos. A atuação das duas atrizes que não são conhecidas pela grande mídia é excelente. Elas são as atrizes: Kamila Pistori e Amandha Monteiro e são ótimas. O filme não seria o mesmo sem elas. Todo o sentimento e emoção que me levaram as lágrimas foram genialmente mediadas pelas duas atrizes, mescladas com a narração e a música.

O filme está no Youtube e tem pouco mais de uma hora. Vale muito a pena assistir e foi a hora mais bem aproveitada por mim nos últimos tempos. Eu amei, me identifiquei muito com o filme, com a arte, com o texto, com as músicas. Vou finalizar falando o que minha amiga Fernanda me falou: " tente não chorar." 




Rafaela Valverde

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Queridos, não queremos relacionamentos. Eu não quero!

Imagem da internet
Não sei por que raios os homens sempre pensam que nós mulheres queremos ter relacionamentos e amores românticos típico de estórias de princesas encantadas e tolas. Quem precisam de babás são vocês. Nós há muito conseguimos nossa independência e fazemos nossas vidas sozinhas. Parem e pensem. Nós somos iguais a vocês, em tudo!

Olha, eu até defendo os homens por que eu acredito no ser humano e acredito que todos nós estamos no mesmo barco, e até que são gente boa e tal... mas tá ficando um pouco demais. Vocês sabem que estão perdendo grandes e gostosas fodas por fugirem, né? Vocês têm maturidade emocional suficiente para entenderem que quando a mulher abre a porra da boca pra falar que gosta de vocês. não significa que ela está apaixonada e quer casar?  Têm? Seus manés. Fujam menos, aceitem mais o que temos para oferecer.

O que mulher gosta é de carinho, de presença, pegada, aconchego, constância, sentir o mesmo cheiro, a mesma pele; se identificar naquilo. Não significa querer relacionamentos amorosos, com finais de semana água com açúcar dentro de casa, assistindo filmes brochantes. Não! Deixem de ser burros pelo-amor-de-deus. Quando uma mulher diz na lata que não quer ter relacionamentos, ela não quer. Eu sei disso por que por acaso sou mulher, perceberam? Não? Oi? Sabe...a gente está perdendo a paciência...

Então... vou contar uma pequena coisas para vocês, homens queridos. Pode ser segredo, ninguém fica sabendo: sexo casual não significa necessariamente pessoas diferentes, entendem? Querem que eu soletre? Por que é que a gente tem ficar sempre tendo o trabalho de procurar alguém pra transar só por que vocês são retardados e covardes? Dá trabalho, sabia?

Mais uma coisa: é possível sexo casual várias vezes com a mesma pessoa. Sabiam, seres inteligentes? Não vai deixar de ser casual e sem compromisso, só vai ser mais gostoso por que terá uma certa intimidade. Gostar da companhia do outro, ter bons assuntos pra conversar, deixar surgir uma amizade, tomar porres, comer brigadeiro... é possível, sabiam?  É prazeroso e faz parte do sexo, sabiam? Pois saibam. E saibam que vocês estão cansando a gente de ter que ficar em buscas incansáveis e fazendo muito sexo ruim por que os bonitinhos pensam que a gente quer controlar eles. Oh que fofuras! Os centros das vidas das mulheres! Nos nem temos o que fazer mesmo, né?

Eu fazendo a irônica é ótimo eu sei. No meu caso especifico por exemplo, eu acabei de terminar a porra de um relacionamento de uma forma muito ruim, por que a desgraça do sentimento continua, então pra que diabos eu vou querer começar outras ladainhas? Namoro desde sempre, emendei dois relacionamentos um no outro em minha adolescência e em um deles eu passei nove, sim nove anos! E antes de tudo isso, ainda era totalmente presa pelos meus pais.

Eu não quero e não vou abrir mão da fase em que estou vivendo agora. Fase livre! É ruim, hein! Nem acaba um final de semana e eu já estou planejando o outro, para onde vou, com quem e o que vou fazer. Eu não vou trocar isso, essa delícia de viver solta e poder beijar quem eu quiser, para viver um momento rapidamente romântico e brochante de ter que fazer tudo com uma pessoa só. Ou dividir tudo. Não, no momento não.

Eu só não gostaria e não quero ficar caçando um por semana para preencher o vazio que é essa vida. Por que quem faz isso (eu já fiz) sabe o quanto é vazio. Eu quero companhia, eu quero sintonia, eu quero pegada forte, beijo bom, olho no olho. Mas sem precisar de romance. O romance... bom, o romance fica pra depois. "Sexo antes, amor depois..." como diz a sábia Rita Lee.

 Tenho dito!



Rafaela Valverde

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Monogamia, conto de fadas e feminismo

Imagem: Google 
Durante muito tempo escrevi aqui nesse espaço, no meu espaço, escrevi textos sobre o poliamor e relações monogâmicas de uma forma deliberada e como uma escolha de um casal que deseja viver sua relação dessa forma. Pois foi o que eu vivi durante um tempo, mais como uma opção para tentar salvar um relacionamento falido, por isso não deu certo.

Hoje eu quero falar um pouco do outro lado. Quero falar sobre a escolha de viver uma relação monogâmica. Mas todos nós sabemos que em algum momento da vida estaremos sujeitos a nos sentir atraídos por outrem, ou até gostar. Isso pode acontecer com todo mundo, inclusive já aconteceu comigo e eu achei que poderia ser natural manter dois sentimentos ao mesmo tempo. Sentimentos até dá. Mas relacionamentos não.

Tentei. Como tudo na vida. Eu tento. Mas não rolou. Descobri que sou ciumenta, que eu sou tradicional no que se refere a relacionamentos. Tem que estar comigo ou sem mim. Ter duas coisas ao mesmo tempo não é possível em nenhum momento da vida. Pode parecer meio clichê,mas é verdade. A vida é feita de escolhas. E ponto! Não dá para ter vida de solteira e querer ter namorado que te ligue e dê flores; Mas digo solteira no sentido extremo mesmo, de baladas, etc, etc, etc.

Tem gente que se ilude e acha que isso é possível, mas uma hora a ficha cai e a gente percebe que escolhas têm que serem feitas. Não tem jeito! Eu tentei e a duras penas eu entendi o que eu realmente quero. Eu escolhi! Sim, apesar de dizer que no passado não era possível, hoje eu digo que é possível escolher a monogamia. Apesar de ainda ter a clara posição na minha cabeça que atrações e sentimentos acontecem ao longo de uma vida. E de saber quais os preceitos ideológicos da monogamia (patriarcado, imposição, certeza que o filho é mesmo do marido, etc) Mas quando você escolhe estar com alguém e aquilo tudo te satisfaz , nada mais vai te satisfazer mais. Hehehe! Deu para entender?

Sei o que eu quero, amadureci e entendi que ser um pouco tradicional não vai me matar. A gente fica tentando ser "pra frentex" o tempo todo, mas algo em algum momento vai impedir que toda essa modernidade líquida (como diria Baumam) suba a sua cabeça. O meu algo é o que eu quero para mim. E o que eu quero para mim? E sobre o que nunca vou deixar de lutar? Um conto de fadas! Oh sim! A feminista quer um conto de fadas!  


Sim, eu quero! Por que afinal sou diferente e meu conto de fadas é feminista!




Rafaela Valverde


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Vidas divididas... mas vai passar!

Foto: Google
É isso aí. Nossas vidas estão divididas. Eu estou cá, você está lá. Eu não estou me lamentando. O será que estou? Devo estar, eu não ligo. Mas a verdade é que é muito triste perceber como tudo terminou, como o meu vazio interior aumentou desde que você foi embora. No início eu nem percebi, encantada com as cenas da nova vida, ou fingia que não percebia que a sua presença não era mais assim tão constante e se resumia apenas a alguns finais de semana.

Depois eu passei a perceber que você não estava lá de corpo presente. Talvez estivesse por vontade. Mas eu não percebia mais essa vontade. Mas isso não vem ao caso, o que vem ao caso é que com essas visitas espaçadas eu passei a perceber que você não estava mais ali diariamente acordando ao meu lado e o vazio na minha vida aumentou. Eu não sei se você tem culpa. Na verdade eu não sei mais de nada nessa vida.

O que eu sei é que você não está aqui reafirmando minha beleza todas as manhã. Você não está aqui para afagar meu cabelo e escutar minhas abobrinhas à noite. Enfim você não está aqui, Você está aí e eu cá. O que eu lamento é que em algum momento da vida, eu quis esse distanciamento. Eu não me conformo, eu não aceito e eu choro todas as noites sentindo a depressão me atingir fortemente.

Bem, mas você não liga. Você não tem que ligar, você não tem que se importar. Nós não temos mais nenhuma ligação e isso me machuca. Eu fico tentando ser fria, fico tentando me afastar. Tento ser a ex má, mas você com todo o seu charme não deixa. E eu também não consigo. Mas assim como diz a música Na sua estante de Pitty, música em que eu pensei ontem o dia todo ontem: isso vai passar. Apesar da tristeza profunda, eu sei que vai passar. Será difícil sermos estranhos um ao outro mas nós vamos conseguir. Eu vou conseguir.

Vá. Viva sua vida. Mas quando você voltar eu não estarei mais aqui. Eu não estarei mais disponível para você. Isso é lamentável, mas você me perdeu por muito pouco. Você me perdeu por nada. Você abriu mão de mim por coisa pequena. Bastava atitudes simples. Bastava se importar mais. Bastava me priorizar em algum momento. Bastava me ouvir e entender. Bastava me amar.

Compromisso eu nunca lhe pedi. Só pedi amor! Só pedi atenção. Só pedi ser prioridade. Mas você não foi capaz de atender e entender. Você só foi capaz de olhar para você mesmo e gritar para os quatro cantos do mundo que não queria mais "se prender" a ninguém. Que mal tem? Me diga que mal tem estar apenas com uma pessoa? Até por que estar com várias muitas vezes não preenche nosso vazio interior! Me diga!



Rafaela Valverde


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Triste fim, mas ainda com amor!!

Foto: Google
Como diz Fabrício Carpinejar, um término, uma separação por simples besteira e quando ainda há amor é pior que uma separação quando o amor acaba. É muito ruim se amar e não se entender. É péssimo amar e não entender as atitudes do outro que contam com pitadas de bipolaridade e indecisão. É péssimo amar e ver a mágoa e a raiva se misturando ao seu amor. É ruim amar e ver tudo se despedaçando, tudo acabando e descendo pelo ralo. 

Pelo simples motivo que quem você ama não sabe o que quer. Te diz para fazer algo e quando você obedientemente faz, a pessoa muda de ideia e quer que você faça outra.  Quem você ama não te quer por perto e dá desculpas de que não pode lidar com uma insegurança absurda apelidada de ciúme. Sentimento doentio que o outro sabe como resolver, mas não resolve por que não quer. 

Não resolve por que é tão dependente disso para sobreviver, pois é algo que acompanha seu ser desde sempre e essa pessoa acha que não pode viver sem isso. Está na sua zona de conforto e quem quiser que se dane e lide com isso, se não quiser se afaste. As outras pessoas têm que entender e suportar suas mudanças repentinas de humor e sarcasmo. Ironia ferrenha que agride, que fala o que não sabe, que atinge um alter ego tão puro de uma escritora amadora.

Quem você ama quer sempre que você entenda, quer sempre que você esteja ali paciente, presente a acatando seus ataques e alfinetadas. Quer que você concorde com tudo. Você passa anos assim e quando não tem mais estrutura para fazê- lo é agredida de todas as formas não físicas. Uma agressão física nesse caso é apenas um detalhe, já que só falta mesmo o tapa na cara!

Enfim, uma hora você não se importa mais com nada disso. Mais nada importa. Você já sofreu tanto, já chorou tanto que já nem tem mais o que chorar. Já criou casca grossa. Percebe que mesmo estando aqui, apertando seu peito e te confrontando, esse amor não pode ser maior que você mesma. Não pode te sufocar e te matar! Aos poucos você vê que a pessoa não quer ser ajudada, nem amada, nem apoiada. A pessoa vive de uma forma tão obsessiva e doentia que quer afastar todo mundo e quem sabe morrer sozinha.

E o pior é que pode acabar conseguindo. E ela mesma vai fazendo você deixar de amá-la. Mas ao mesmo tempo e incoerentemente, ela espera que um dia vocês se encontrem e depois de tanta dor causada, tantas lágrimas derramadas, vocês voltem a ter algo bom. Ela se ilude, e te ameça todo dia com essa possibilidade. De um dia se curar e você voltar com o rabinho entre as pernas, como sempre. Como a idiota que sempre foi! O que não será possível por que você não quer sofrer de novo. Por que você não quer abrir as feridas depois que elas cicatrizarem.

Mas a outra pessoa está com uma névoa tão grande na frente dos seus olhos que ela não consegue ver que no futuro ela já terá te perdido e que depois de tantas tentativas você cansou. Essa pessoa não percebe que vai se arrepender e que você não vai se importar com o arrependimento dela, como não há quem se importe com seu sofrimento hoje!Aí você chora todas as noites, mas dá adeus definitivamente a uma relação doentia e a um sofrimento inenarrável.



Rafaela Valverde


quarta-feira, 22 de julho de 2015

O que é o amor?

Foto: Google
O amor não tem rótulos. O amor não tem pudor. O amor não tem máscara e eu às vezes não o entendo. Na verdade não entendo nunca. Eu só sinto. Eu só amo. Eu amo. Eu amo muito. Saber diferenciar amor de paixão é algo que vem ao longo da vida e paixão apaga com qualquer chuva, amor não. Ele toma muitas chuvas, furacões, se molha, se arranha, se suja de lama mas se for amor mesmo ele resiste. Ele resistirá. Ele será autossuficiente. Ele se bastará. 

O amor livre e realmente livre é privilégio para poucos. Poucas pessoas conseguem entender o amor livre. E esse é o  que é mais resistente. Esse é o que vai aguentar as tempestades da vida. É esse que vai ser mais companheiro e desejável. Ele não vai doer, ele não vai machucar, ele vai entender e até mesmo vai ser condescendente. 

Amor é o que  eu sinto por você. Amor é o que eu não vou sentir por mais ninguém por mais que você queira. Amor é o que você despertou em mim quando eu ainda nem tinha despertado para a vida, Quando eu era ainda uma flor imatura e suave. Um amor eterno, translúcido, leal e não fiel. Não gosto dessa palavra. Só se for no sentido de lealdade!

O meu amor não dá para escrever. Não dá para falar. Ele estava estampado no meu rosto enquanto estava ontem falando com você. Estava no meu olhar enquanto te olhava, enquanto ouvia as confidências que você finalmente quis me fazer. Mas mesmo no escuro do quarto, sei que você viu o brilho de amor em meus olhos. Você também sentiu o amor em meus olhos. 

É um amor que cuida, é um amor muitas vezes grudento e chato mas que é a coisa mais linda que eu já senti e que alguém já sentiu por você. Tenha certeza disso. É uma coisa ambígua por que me sufoca e me faz bem. Quero ter você por perto, mesmo que seja longe. Um no leme e um no farol. Nossos pensamentos nos transportarão. E nossa sintonia também. 

Eu tenho tanto amor por você que me sufoca. Sempre vou te amar! Eternamente eu vou te amar e a vida já provou isso. Não me deixe mais não! Me acompanhe na vida toda, eu te peço.Todos os momentos que eu quis e tentei te perder estão anulados a partir de agora. O que fica é o que sentimos e como pensamos um no outro assim que acordamos pela manhã.





Rafaela Valverde

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Texto ´Quem tem medo do poliamor?` de Mônica Barbosa - Veículado no blog Cultura e Sexualidade no site Ibahia

Gente hoje estou passando super rapidinho para brindar a sexta feira, é claro e para mostrar para vocês um texto maravilhoso sobre o poliamor e relações não monogâmicas vinculadas pelo blog Cultura e Sexualidade do Ibahia. O texto é esse aqui ó: Quem tem medo do poliamor? É um texto teórico com base em conhecimentos e bem claro. Sem achismos e mimimis apesar de expressar opinião, a qual eu coaduno.  O texto é de Mônica Barbosa que fez mestrado  na UFBA e escreveu um livro baseado no tema.
Super recomendo!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...