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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Minha trajetória acadêmica

Em 2010 passei no vestibular da Uneb - Universidade do estado da Bahia para o curso de Pedagogia, que eu não sabia exatamente do que se tratava, mas como achava que queria fazer psicologia, achei que pedagogia tinha semelhanças com psico e lá fui eu. As aulas começaram no dia 12 de abril e ainda era tão menina, ia fazer vinte e um anos e estava noiva. Nessa época eu trabalhava e estudava e só vivia cansada, dormia na aula e não sei como eu consegui lidar com oito matérias assim. Uns dois meses depois fiquei desempregada e minha mãe que me ajudava com a faculdade. Casei no mesmo ano e continuei nos semestres seguintes com as oito disciplinas.

Depois de um tempo comecei a pegar menos matérias e fui ficando atrasada, separada das minhas colegas e amigas que tinha feito naqueles meses. Acredito que  isso tenha me desmotivado bastante, além  de uma monitoria que fiz e não recebi o dinheiro ao qual tinha direito e precisava. Por essas e questões de não gostar e não me adaptar com algumas disciplinas e questões do curso acabei abandonando. Eu não via mais graça em estar ali, fazendo aquele curso. Me sentia sem perspectivas.

Foi nessa época que passei a dar mais atenção ao blog e quis seguir o sonho de escrever, de ganhar dinheiro escrevendo e botei na cabeça que queria ser jornalista. Por que queria escrever de qualquer jeito. Até pensei em fazer letras, mas tinha horror à licenciatura e à sala de aula. Tentei entrar na UFBA em jornalismo e não consegui. No ano de 2013 depois de uns meses fora do Departamento de Educação da Uneb, decidi voltar. Mas durou pouco tempo. Minha falta de afinidade com o curso era latente, eu não me dava bem com a maioria dos professores de lá que eram muito arrogantes. Não tinha motivação para ir até lé, nem para fazer as atividades, nem de olhar para as caras dos professores. Saí de novo e dessa vez pra valer.

Em 2014 depois de mais um Enem tentei novamente o curso de jornalismo na UFBA e não consegui. Porém fiz um vestibular na Unijorge e passei, consegui um FIES e fui fazer jornalismo nesse centro universitário privado. Não me adaptei muito bem lá. A universidade parece um shopping, com praças de alimentação bem grandes e quase nenhum apoio a alunos de baixa renda. Me sentia deslocada, um peixe fora d'água. Fora que a sala que eu estudava era super barulhenta e imatura, me sentia estudando em uma escola de ensino médio. Fora que com boletos todo mês e o salário que eu ganhava não estava dando, daí decidi usar a mesma nota do Enem e ganhar uma bolsa em uma universidade diferente e melhor. Consegui a bolsa e ia começar o semestre no mês de agosto de 2014. Enquanto isso, minhas colegas estavam se formando. 

Faltando poucos dias para começar o semestre na FSBA - Faculdade Social da Bahia eu recebi uma ligação  avisando que não havia formado turma para jornalismo e que o curso estava praticamente extinto na universidade. Eu teria que escolher outro curso ou desistir da bolsa. Dentre os cursos que me ofereceram fiz a merda de escolher um. Eu não acreditava mais que pudesse entrar na UFBA  e seguir a carreira acadêmica que eu tanto sonhava. Então eu escolhi psicologia. Entrei sem semestre definido e pegava disciplinas introdutórias misturadas com as mais avançadas e não entendia os conceitos básicos tendo certa dificuldade em acompanhar. Sentia o tempo todo que me formaria sem nenhuma perspetiva, não me sentia feliz ali, nem no curso e nem na faculdade. Fora que é perto do campus da UFBA em que estudo hoje e pegava os mesmos ônibus que vários alunos da Federal que ali desciam e ficava pensando que meu lugar era ali, que um dia eu gostaria de descer antes, naqueles ponto.

O que começou a me tirar daquele curso e daquela faculdade foi a dificuldade em estudar. Os textos eram longos e meu tablet havia quebrado, me impossibilitando de ler a maioria dos textos. Eu teria que tirar xerox ou imprimir todos e não tinha grana para isso, apesar de estar trabalhando na época. Comecei a tirar notas ruins e a faltar nas aulas de sábado, já que trabalhava aos finais de semana. Eu sabia que tinha que sair dali e exatamente no meio do ano de 2015, no SISU do meio do ano eu decidi que eu iria para a UFBA em qualquer curso. E eu entrei em Letras. De primeira. Sabe se que as notas de corte desses cursos são bem baixas e não foi tão difícil. Fiquei muito feliz. Acho que foi um dos poucos dias mais felizes que tive naquele ano. Dia 15 de junho de 2015. A universidade estava em greve, fiz matrícula, mas só comecei a ter aulas em janeiro de 20016, ano passado e hoje estou no quarto semestre e realmente estou onde eu merecia, precisava e queria estar. Eu dou aulas particulares de Português e agora vou assumir salas de aula em uma escola estadual. Eu estou muito feliz e realizada na minha vida acadêmica. Eu amo ensinar. Eu já faço pesquisa e sou bolsista de Iniciação Científica. Eu vejo  a realização do meu sonho chegando, chegando aos poucos. Eu tenho contato mais direto com literatura, algumas disciplinas de literatura do curso são fascinantes e eu adoro entrar naquele portão todos os dias. Por mais que a coisa não seja fácil. É muito estudo. É tudo bem diferente de todas as universidades em que já estive. Mas eu adoro, finalmente me encontrei.

Não desista do seu sonho, não hesite em sair de algo que não te faz bem, onde você não quer estar. Saia e vá atrás do que realmente você quer. Porque uma hora dá certo. Essa é a loucura da minha vida acadêmica até agora, minhas desistências e conquistas. 



Rafaela Valverde

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Por que a escola não serve para (quase) nada? Gustavo Ioschpe

Vi esse texto em um livro e gostei bastante dele até por que eu concordo muito com isso e já vi exemplos dos que eram os "cu de ferro da sala" terem apenas se formado em ADM por exemplo em uma faculdade particular dessas normais, enquanto algum outro 'porra louca', classe onde eu me incluo apesar de ainda não estar com uma carreira, muito menos em engenharia, passar em cursos como engenharia em universidade federal. Apesar disso não querer dizer nada, a gente sempre acaba caindo nessa de classificar a pessoa por isso ou por aquilo. Desde quando fazia Pedagogia eu venho me questionando qual o papel da escola , se ela sabe qual é esse papel e se cumpre. Deixo com vocês esse texto que é do ano 2000 mas é cada vez mais atual.

Imagem da internet



Por que a escola não serve para (quase) nada?

GUSTAVO IOSCHPE
Colunista da Folha 



Sempre me intrigou o fato de que os melhores alunos terminam não repetindo o sucesso escolar vida afora e, ao mesmo tempo, que as pessoas de grande êxito em suas atividades foram, frequentemente, maus alunos, ou pelo menos nada brilhantes. Não são inquietações que me surgiram agora, mas já na época de estudante.
Nessa mesma época, de estudante secundário, comecei a sentir um profundo incômodo com a vida estudantil. Quando criança, tinha muito prazer em ir ao colégio, em aprender aquelas coisas novas todo dia, em resolver mistérios. A educação é o mecanismo de inserção mais poderoso que há: com ela, penetramos no mundo e nos sentimos participantes da nossa realidade. A grande parede de ignorância que nos barra da compreensão do universo vai aos poucos sendo derrubada.
Mas, em um certo momento, lá pelo fim do primeiro grau, o encantamento se quebrou. Não sei se eu é que perdi a ingenuidade, ou se foi a escola que mudou, mas ficou tudo esquemático, mecânico e completamente broxante. A relação com o professor, que antes era de companheirismo e admiração nessa viagem de descobrimento, virou burocrática e antagonística. Pairava no ar o reconhecimento mútuo de que entrávamos em um teatro, onde mestres e pupilos eram atores secundários e o papel principal ficava a cargo da mediocridade, a se infiltrar e dominar tudo. Ela ditava que o nosso papel ali era de fingidores: o professor fingia estar ensinando e se interessando pela inteligência de seus alunos, e o aluno fingia estar aprendendo e absorvendo conhecimentos que lhe seriam úteis.
No fundo, todos sabiam que grande parte do que se ensinava ali era inútil e desinteressante, mas, enfim, caía no vestibular, então o que é que se havia de fazer, né?
Assim, passei, como todos os meus colegas, anos e anos regurgitando o que diziam os livrinhos que os professores nos indicavam. Líamos grandes livros, falávamos sobre grandes personagens históricos, mas o que ficava eram perguntas sobre o enredo, pedidos de descrição de eventos e causas. Nenhuma elucubração, nenhum desejo de ir além do texto, nenhuma tentativa, enfim, de pensar e imaginar. Qualquer tentativa de dizer algo diferente ou pensar o proibido era (e continua sendo) punida com canetaços vermelhos e notas baixas ou, em casos mais severos, conversinhas com orientadores pedagógicos e coordenadores educacionais (nomes infames para cargos que se resumem aos de carcerários do presídio de almas que é a escola moderna).
Assim, o sistema educacional transformou-se numa máquina produtora de mediocridade e resignação, que vai aos poucos filtrando os inconformistas e deixando-os de lado, rotulando-os como "problemáticos". Matando o espírito questionador, já que qualquer pergunta desafiadora é vista como um desafio à autoridade. Por isso é que os bons alunos não raro têm vida escolar apagada, e os maus alunos se saem bem: fora das paredes da escola, o espírito crítico, a imaginação e a vontade de fazer diferente são fatores indispensáveis ao sucesso.
O que só comprova a impressão de que colégios viraram exatamente aquilo que foram criados para combater: templos da gratificação da mediocridade e da mesquinharia; fortalezas que massacram aquilo que há de espontâneo nos jovens, e os "preparam para a vida", dando-lhes a garantia de sobrevivência que é, ao mesmo tempo, a garantia de uma vida sem saltos, voltas, dúvidas, explosões, entusiasmos, descobertas, angústias e fascínios. Tudo, enfim, que faz com que a vida valha a pena.
P.S. Antes que o tradicional espírito de porco pergunte se me imagino um gênio incompreendido, confesso que passei minha temporada escolar perseguindo notas altas e me empenhando em ser o melhor da classe, mesmo sabendo a falência moral que isso significava. O que só me entristece e envergonha.

01/05/2000



Rafaela Valverde

terça-feira, 12 de julho de 2016

Seu mestrado e doutorado não te fazem melhor que eu

Imagem da internet
Alguns dos que se intitulam os melhores e maiores professores, mestres e doutores, que acham que têm todo o conhecimento e a gente até se sente intimidado em falar alguma coisa que os desagrade estão destruindo nossa sanidade dentro das universidades. Principalmente nas universidades públicas, onde o tempo de casa, titulação e estabilidade não lhe impõem medo. Afinal, dentro das instituições públicas não há a preocupação de perder o emprego. Pelo menos na maioria das vezes.

Isso porque em alguns casos o professor tem uma contratação toda remendada e mal explicada e ainda assim se acha o rei da cocada preta. A empáfia sai pelos poros desses professores e eles quase entregam que foram os Cu De Ferro da época da escola. Bem, pelo jeito algo mais contém ferro no corpo desses indivíduos, devido ao tamanho da dureza e inflexibilidade que são traços típicos de suas atitudes em sala de aula.

É claro que não são todos, eu não estou aqui generalizando. E nem estou querendo dizer que esses professores que agem assim são pessoas ruins nas suas vidas pessoais. A questão aqui é o comportamento dentro do ambiente de endeusamento que pode ser o ambiente universitário algumas vezes. Afinal de contas, a maioria daqueles alunos sentados ali não sabem nada mesmo, em muitos casos acabaram de sair do ensino médio e encontram professores com doutorado fora do país e pós doc em arrogância.

Aliás sabe o que significa a palavra aluno? Significa sem luz, sem conhecimento, sem saberes, uma tábula rasa como diria Locke. Mas enfim, voltando aos tchuc tchuc fofos dos professores que encontramos por aí a fora que arrotam saber tudo mas vão para debaixo da terra como todos nós. Que não cumprimentam funcionários mas querem respeito incondicional do seu aluno.

O estudante coitado já tão pressionado, pobre, com milhões de coisas para ler e trezentas xerox para tirar, filas, trabalhos, prazos, pesquisas, aulas e tantas outras demandas, têm que se virar nos trinta muitas vezes simplesmente porque o professor não pode e não quer se dar ao trabalho de mudar algumas práticas didáticas abusivas e carniceiras. Mesmo só tendo aquele trabalho, aquela pesquisa, aquele tudo. Tudo é o mesmo tema e é para uma cabeça já madura. Enquanto nós alunos estamos perdidos e confusos sem ao menos apreender direito por que tem que dar conta de tudo e é muito, muito mesmo.

Essas práticas didáticas são anacrônicas, têm cabresto. O professor é antiquado, não escuta sugestões e parece que tem um prazer sádico em fazer o aluno sofrer. Eu até sinto um risinho no canto da boca de alguns, um prazer quase orgástico em ver o aluno se acabando. Afinal com ele também foi assim, ele também se acabou não é mesmo? Por que esse aluno tem que ficar de boa com apenas um texto por vez? Não! Agora é a hora da vingança.

Aliás alguns professores, além de não terem nenhuma didática e parecer estarem falando suas teorias consigo mesmo, esquecem que já foram alunos. E talvez há não tanto tempo assim, viu? Muitos professores são jovens, acabados de sair do mestrado, ou nem saídos e já se contaminaram com esse bichinho. O bichinho da crueldade que vem fazendo alunos pirarem e odiarem o ambiente acadêmico.

Como se já não bastasse toda a situação de pressão, todas as demandas e atividades, o estudante tem que chegar no horário, atrasos são inadmissíveis, por que eles já andaram de ônibus, mas agora têm carro então que se dane o idiota- sabe-nada que está vindo para essa universidade todos os dias. Eles acham que a universidade é o reino deles, afinal mestrado e doutorado dá coroa né? NÃO! Nem educação doméstica e humanidade!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Minha primeira aula

Imagem da internet
Hoje foi a minha primeira aula particular. Eu fiquei um pouco nervosa é claro, mas quem não ficaria?Mas a aula foi dada para uma conhecida de longa data, uma ex colega minha de Pedagogia, o que deixou tudo um pouco mais fácil. Mas ainda assim é uma experiência de tudo que eu já fiz. 

Eu já dei aula de reforço escolar para crianças, mas era um inferno. Sinceramente, não tenho nenhuma cabeça e paciência para lidar com crianças. E gosto de passar um pouco mais do que eu sei para pessoas adultas e que realmente sabem o que querem, possuem um objetivo. Crianças estudam porque são obrigadas.

Gosto de ensinar, especialmente sobre a escrita. Não que eu saiba muito, mas escrevo há alguns anos e minha evolução é visível. É isso, por hoje, eu queria apenas deixar registrada a minha primeira aula. De muitas, pois espero que venham muitas. Eu estou muito feliz, estou construindo coisas, vivendo experiências e espero que assim continue.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Livro A língua de Eulália - Marcos Bagno

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Li o livro A Língua de Eulália do professor e linguista brasileiro Marcos Bagno. O livro se denomina uma novela linguística e traz a história de Sílvia, Vera e Emília, três amigas que vão tirar férias no interior de São Paulo na casa da tia de uma delas. Lá, encontram com Irene, doutora em Língua Portuguesa que é a tia e Eulália, a inspiradora de toda a estória.

Durante as férias as amigas que são universitárias estudantes de Letras, Pedagogia e Psicologia têm um novo encontro com a Língua Portuguesa, com a variação e com a sociolinguística. Irene passa a dar aulas a elas todas as noites e vai mostrando os capítulos do seu novo livro falando sobre o tema. O livro ainda será lançado e as três amigas viram "cobaias" e ao mesmo tempo aprendem muitas coisas sobre o Português Padrão e o Português Não Padrão.

Irene deixa claro que não há apenas uma língua portuguesa no Brasil, que há a variação a depender da localidade e situação em que se esteja. O ensino da língua hoje no Brasil é discriminatória e não auxilia no aprendizado dessas questões referentes à variação linguística.

Vários conceitos são mostrados ao longo do livro, é contada um pouco da história da língua que se derivou especialmente do Latim. Ainda é mostrado como as variações são coerentes e têm sua própria lógica com explicações plausíveis. Há os mesmos tipos de variações em outras línguas como o francês e o italiano. O principal aprendizado é que não há certo ou errado quando se trata da língua falada e das variações realizadas pelo falante.

A estória do livro é besta e têm até diálogos meio artificiais, porém os conceitos referentes à língua e tudo o que pode ser apreendido compensa a construção da novela. É uma literatura mais funcional. Eu gostei muito desse livro, é possível aprender várias coisas com ele. Ele é da biblioteca do Sesc, mas um dia eu pretendo comprá-lo. Vale a pena.


Rafaela Valverde



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Platão, a poesia e a mimese

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Platão em suas ideias acreditava que textos literários como fábulas deveriam ser pré selecionados antes de serem ouvidos pelas crianças. Ele afirma ainda que características de deuses e heróis narradas nas histórias devem ser censuradas se mostrarem mentiras. Platão escreveu em seu livro A República que nao se deve contar ou retratar lutas e inimizades desses deuses e heróis com seus familiares.

As crianças não são capazes de distinguirem o alegórico do real e portanto as primeiras histórias ouvidas por elas devem ser as mais nobres possíveis. Daí entra um dos motivos da aversão de Platão à Homero  por exemplo, já que suas histórias contém elementos como esses rejeitados pelo filósofo.

As fábulas mais poéticas devem ser evitadas pelas crianças, pelas pessoas que buscam a liberdade e pelos guardiões da cidade, esses últimos por receio de que fiquem "moles" demais. Com isso é possível perceber instruções diversas contra as poesias e como devem ser as "verdadeiras" obras poéticas e sobre as que não podem ser contadas livremente. Devem ser selecionadas as melhores.

Mas o que seriam as melhores? Aquelas histórias que não tornem alguns muito sentimentais e nem tampouco outros muito frios e/ou violentos. Segundo Platão, a imitação (mimese) deve imitar para as crianças bons sentimentos para quem ouvir ou ler. Sentimentos baixos ou vícios não devem ser praticados.

Para Platão tudo era a representação  do real e em seu mundo das ideias não havia espaço para a poesia. Pelo menos não para esse tipo de poesia. O tipo de obra mimética que é totalmente recusada em alguns momentos pelo filósofo, por ser a "destruição da inteligência" e por mascarar possíveis entendimentos.

Através dessa obra, o leitor é enganado e se afasta da verdade três vezes, já que a poesia seria a representação da representação do real. Na poesia não há nenhum conhecimento, guerra ou boa administração que possam ser apreendidos. "Os poetas não atingem a verdade. Os poetas mentem." Mas ainda assim há o reconhecimento do encantamento que a poesia pode causar. Apesar de em nada contribuir para a administração da cidade.

O que pode ser compreendido portanto das ideias de Platão é que a poesia encanta e só. De resto não há mais nenhuma utilidade nela. Ele acreditava ainda que a poesia e seus autores deveriam estar mais concentrados na filosofia e em alguma utilidade prática na Politeia e não apenas na mimese, O papel social da poesia deveria ser educar e auxiliar na formação do pensamento crítico e não apenas imitar sentimentos e ideias por todo o tempo. Essa mimese realizada o tempo todo não traz reflexões, saberes filosóficas e discernimento por parte dos poetas.

Para Platão a boa mimese seria guiada pela filosofia e essa sim teria utilidade dentro da Politeia. Ela teria a reflexão em sua essência e assim as pessoas conseguiriam discernir o que é real. Por isso é possível concluir que Platão não rejeita totalmente a poesia mimética, ele a ama mas a critica ou critica mas a ama. Critica os exageros dos poetas e se preocupa com a ética e a política envolvidas na poesia, ou a falta delas, assim, ele se preocupa como já foi dito, com a educação de sua cidade.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Não apenas professores, pessoas marcantes!

Imagem da internet
Hoje chega mais um quinze de outubro. Dia dos professores. Dia dos mestres que se dedicam inteiramente a uma profissão tão ingrata e ao mesmo tempo tão gratificante. Pode parecer clichê e condescendente dizer isso, afinal todo mundo fala a mesma coisa. Todo mundo fala da paixão, da vocação, etc. Mas o que ninguém sabe mesmo são os desafios que têm que ser encarados todos os dias.

A profissão de professor é uma das mais importantes, pois dela origina- se todas as outras. Todo mundo tem, teve ou terá professores na vida. É uma profissão desvalorizada ao extremo no Brasil, assim como a educação que anda muito mal das pernas há décadas. Se Paulo Freire, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, entre outros  não conseguiram conscientizar o país do tesouro que é a educação, imagina quem vai fazer isso nas próximas gerações? Difícil responder não é mesmo?

A origem da data se deve se ao imperador D. Pedro I ter instituído um decreto num 15 de outubro, sobre a criação do ensino elementar no Brasil em 1827. O decreto estabeleceu conteúdos, normas e criação de escolas em todo o país. Em 1947, professores decidiram criar uma confraternização nessa data para os professores e em 1963 a data foi oficializada.

Muita coisa mudou de lá para cá e ao mesmo tempo nada mudou. Quanta incoerência. Até hoje ouvimos falar em péssimos salários, condições e estruturas ínfimas para trabalhar, acúmulo de carga horária e inúmeros outros problemas, que nem dá para citar aqui. E ao mesmo tempo muitos professores conseguem realizar um trabalho tão grandioso na educação e na vida dos seus alunos, que conseguem marcar vidas inteiras. Alguns professores são inesquecíveis!

Em minha vida há vários. Ah, como eu amo alguns professores que passaram em minha vida! Tem o professor Oscar, que foi meu professor da primeira série até hoje lembro dele e tenho contato através do Facebook (!) e ele me emprestava as revistas em quadrinhos que eu tanto amava. Eu lembro! Tem a professora Ivonete do Jardim de infância que me marcou muito; tem a professora Gildair que foi a minha professora da terceira série, nunca esqueci dela. Ela incentivou tanto a minha leitura, mandava a gente ler placas nas ruas, bulas de remédios, etc. Bem, eu segui a risca, leio tudo até hoje.

Teve a professora Maria da Graça do final do ensino fundamental dois que era de inglês e também de português. Brigávamos tanto e depois ela virou meu xodó. Teve Aníger de Português que também foi muito especial, o nome dela é Regina ao contrário e o meu nome é Rafaela Regina, então tínhamos uma ligação muito próxima. Escrevi um livro e dei para ela, imaginem? Teve vários outros professores que me suportavam, Deus. Os do ensino médio, as que me incentivaram a ler mais, mais e mais. Os das universidade e faculdades que eu passei. Todos. Eu honro e agradeço muito a todos os professores que já passaram na minha vida e os que marcaram ela para sempre.

Obrigada por vocês darem tanto pelos outros. Professores são mais que professores são seres especiais. É pena que não dá para citar todos, ou encontrar todos no Facebook e agradecer, agradecer e agradecer por tudo. Mas quem foi meu professor sabe. Eu amo vocês, vocês tem lugar no meu coração.


Uma pequena homenagem, 

Rafaela Valverde

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Lágrimas de tristeza, lágrimas de fracasso!

Foto: Google
Bom, eu sou uma manteiga derretida. Então quem me conhece já vai saber disso e nem vai se importar mais se me vir chorando. Nem eu me importo mais, às vezes. Sai automaticamente a lágrima. Aí puxa outra e outra e outra. E aí eu tento me esconder das pessoas e seco as lágrimas rapidamente mas não consigo esconder por que meus olhos ficam pequenos e vermelhos. Aí todo mundo sabe que eu estava chorando.

Chorar tem sido uma ação tão natural do meu corpo ultimamente, que eu acho que se não bebesse tanta água como eu bebo ao longo do dia eu já estaria desidratada! (piadinha) Mas enfim, Eu tenho sentido uma tristeza tão profunda nesses últimos meses que eu nem lembro mais quais são os precedentes dessa tristeza, qual foi a última vez que me senti assim de verdade. Acho que para falar a verdade, eu tenho uma certa noção sim e esse blog começou desse vazio que eu sentia em 2008.

Sentia minha vida inútil e vazia. Sem um rumo, sem uma direção. Hoje pelo menos eu sou mais madura, eu me divirto mais eu conheço mais coisas, eu trabalho. Mas ainda assim, penso que poderia ser melhor que eu poderia dar mais sentido a minha vida, ter momentos mais produtivos, fazer o que gosto de verdade, trabalhar fazendo o que eu gosto e me realizando.

Mas a vida não é perfeita. A vida não é um mar de rosas. E isso eu aprendi desde cedo. Está mais para mar de lágrimas, isso sim. É isso. Eu tenho a sensação que nunca fiz e nem faço nada direito e nem faço o correto, eu tenho a sensação de que a minha vida não anda para frente e que eu sou uma fracassada vivendo em um círculo vicioso. Eu não me formei. Eu não tenho uma carreira, eu não tenho grana, eu não li todos os livros e assisti todos os filmes que eu queria. Eu não tive todas as experiências que gostaria de ter. E eu já tenho 26!

Eu não obtive sucesso em nenhum empreendimento em que tentei levar para a frente, por que sempre, por covardia, largava tudo pela metade. A minha vida a dois falhou por que o meu relacionamento fracassou e findou de vez, eu não me formei em pedagogia, nem em jornalismo, nem em psicologia. Eu não tenho filho ainda, eu não plantei uma árvore ainda, eu não escrevi um livro... ainda! Ah tá bom, eu consegui entrar na UFBA depois de tanto tentar e querer. Mas uma greve de quase cem dias atrasa mais ainda o meu sonho!

Bom, eu tenho ou não tenho motivos para chorar? Não sei o que vai ser daqui para frente mas eu preciso de um rumo na vida para não estar daqui a um ano escrevendo outro texto desse. Eu preciso de uma vida de verdade! Filhos eu não quero, plantar uma árvore talvez, mas um livro... ah num livro eu acredito. Esse eu ainda vou escrever!



Rafaela Valverde

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Psicologia

Foto: Google
A vida é uma ironia. Ou uma série de ironias, intermináveis e consecutivas. Eu sou a pessoa das ironias, da coisas inesperadas e ruins que de repente se tornam boas ou vice versa. Há uns dez anos mais ou menos eu sonhava em ser psicóloga. Sobretudo quando lia livros de suspense, ou romances policiais. 

Queria atuar na psicologia forense, ou na área de terapia sexual. Passei anos da minha vida dizendo isso e em 2009 fiz o vestibular na UNEB, em Pedagogia. Como não tinha Psicologia na UNEB, hoje já tem, eu fui fazer Pedagogia, achando que tinha alguma coisa a ver. Não tinha. Não tem.

Fiquei uns semestres fazendo Pedagogia, por que não sabia realmente o que queria e algumas disciplinas até tinha alguma coisa de psicologia. Fui fazendo, mas quando chegou muito no foco do ensino, do magistério, eu entendi que não era aquilo que eu queria para mim. Ainda não sabia o que queria exatamente, mas o que eu  'não' queria eu tinha certeza. E estar cercada de crianças, com temas relacionadas às crianças eu não quero! 

Logo nessa época, em um evento da Rádio Metrópole, no aniversário de doze anos, descobri o jornalismo e passei cerca de dois anos me empenhando e pesquisando sobre a área. Entrei em jornalismo no início do ano, pelo FIES em uma faculdade elitista em Salvador. Muito conhecida, pouca qualidade efetiva no ensino. Pelo menos é o que eu acho. Não vou me ater a esse assunto, vou prosseguir. Agora no segundo semestre me candidatei novamente a uma vaga no PROUNI (essa história eu já contei).

O fato é que conforme fui informada em jornalismo, na minha atual faculdade que é a FSBA (Faculdade Social da Bahia) poderia haver a não formação da turma para jornalismo. E eu teria que escolher outro turno, ou outro curso. Pois foi isso que aconteceu e a faculdade entrou em contato comigo alguns dias antes de começar as aulas para me informar. Tentei ver o turno noturno e o curso de Publicidade para não me afastar muito da área que eu queria, mas não foi possível.

Dentro das áreas a mim oferecidas: Direito, Administração, Educação Física, Fisioterapia e Psicologia, eu optei por psicologia. As coisas são difíceis e eu não queria perder minha bolsa. A faculdade fez minha transferência interna e cá estou eu realizando meu desejo de adolescência, estou cursando Psicologia em uma conceituada faculdade, preocupada com os alunos e com a qualidade de ensino. Estou gostando. Estou feliz. E dessa vez, juro que me formo. 

Depois faço jornalismo. E ainda pretendo fazer uma especialização em terapia sexual, ou sexologia para ser sexóloga. Bem, é isso.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 7 de março de 2014

Paródia do poema Canção do exílio feita em 2013

No meu interior tem bananeiras
Que na cidade grande são difíceis de achar
As frutas que dão nelas,
Com agrotóxico aí, vocês vão achar.
Nossas praças são mais tranquilas,
Nosso povo mais unido,
Nossas ruas são mais limpas,
Nossos filhos respeitam filas.
Em matutar sozinho à noite,
Mais coisas boas encontro cá.
Meu interior têm canções que aí,
Vocês não podem imitar.
Meu campo tem uma graça
Que a sua cidade não há de imitar.
Em ruminar sozinho à noite,
Mais benefícios encontro eu cá.
Minha terra tem ar livre
Que aí vocês não conseguem respirar.
Não deixe Senhor que eu vá
Para essa metrópole que ilude
Quem lá vai trabalhar.
E não encontra as maravilhas

Que temos pra cá.



*Paródia do poema Canção do exílio, que fiz no ano passado a pedido da minha irmã para um trabalho da faculdade.O tema é: campo X cidade.

Rafaela Valverde

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Plano Nacional de Educação

Em dezembro foi aprovado no senado, o plano nacional de educação que estabelece 21 metas para a educação nos próximos dez anos. A intenção é que o investimento atinja até 10 % do PIB, nesse período. O plano ainda deve ser  aprovado pela Câmara dos deputados e em seguida deve ser sancionado pela presidente. Agora, provavelmente vai demorar ainda mais para que isso ocorra, para que em ano eleitoral, alavanque ainda mais a campanha política para a presidente de reeleger.

O PNE tem como principais metas a erradicação do analfabetismo e universalização do acesso à escola. Inacreditável como ainda hoje 2014, estamos lutando por duas coisas tão simples. Lutamos para alcançar esses objetivos há anos. Anísio Teixeira, Darci Ribeiro, Paulo Freire entre outros que o digam.

No plano aprovado pelo senado há artigos de investimentos no FIES  e no PRONATEC. Há ainda a intenção de novos de novos investimentos na inovação tecnológica na área educacional e aumento da produção científica. O Brasil, de acordo com o texto, deverá figurar no grupo dos dez maiores produtores de novos conhecimentos  no mundo. Deve haver também no período de dez anos, a proporção de quatro doutores para quatro mil habitantes.

Em relação aos alunos com deficiência, eles devem estar preferencialmente matriculados na rede regular de ensino, porém as escolas especiais não devem ser fechadas. Isso acabaria com as discussões sobre o fechamento das escolas das APAEs? Será que as escolas públicas regulares estão e estarão preparadas para receber alunos especiais? E será que as escolas especiais são mesmo tão ruins assim? É importante que haja muita discussão em torno do assunto!

O plano ainda traz textos sobre o alcance da educação infantil, a idade que cada criança deve ser alfabetizada que é até seis anos e também dentro do período de dez anos, metade das ecolas públicas devem funcionar em tempo integral; a escolaridade máxima do brasileiro deve chegar a doze anos e deve haver aumento na pós graduação, com 60 mil mestres e 25 mil doutores por ano. Lembrando que tudo isso em dez anos. O que mais verifiquei em minhas pesquisas sobre o novo plano é que ele deve valorizar mais os professores com planos de carreira e melhores salários (promessa velha...!); há ainda a intenção de melhorar e desenvolver a educação básica e melhoria nos resultados das avaliações internacionais como o PISA, por exemplo.



Rafaela Valverde







quarta-feira, 9 de outubro de 2013

E quando vai ser?

Já tive um sonho de ser escritora, de ser veterinária. Já quis retirar todos os animais das ruas e abrigá-los em uma chácara. Já quis domar feras em um zoológico, já quis fazer parte do imaginário das pessoas com as minhas  histórias.

Ah, já quis estar em uma sala de aula ensinando a crianças ou adultos algo que nem eu sei ainda. Já quis muita coisa e ainda hoje não sei o que vou fazer profissionalmente. Descobri o que quero estudar, mas daí a saber em que e onde vou trabalhar já é outra história. Não tenho projetos como tinha quando era criança. Quer dizer, eu penso em me formar, fazer mestrado, quem sabe um doutorado e quem sabe ainda escrever um livro.

Mas  é tudo muito abstrato em minha cabeça. Não consigo enxergar algo mais concreto, mais tangível. Espero que esse ano acabe logo, para que possa começar a acreditar nesse projeto, por que ultimamente tenho andado um tanto desacreditada de mim mesma. Que 2014 chegue cheio de surpresas em relação aos meus estudos. 

Faltam  mais de dois meses para o final deste ano ímpar , mas já começo desde agora a desejar e aspirar que o meu sonho comece a se concretizar a partir do ano que vem. Não sei se é correto ou justo condicionar meu sucesso ou alguma coisa boa a uma passagem de tempo, mas é isso mesmo que eu vou fazer, aliás já estou fazendo. Afinal de contas nesse ano não tem mais o que fazer e relação a isso. E FIM!


Rafaela Valverde

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Parem de me cobrar diploma!

Ainda hoje ouço alguém me perguntando sobre o fato de eu ter largado a faculdade. "Por que não se formou? Ter nível superior é muito importante para quem quer crescer." O que eu prontamente respondi: "Ok, mas eu quero crescer fazendo o que eu gosto, tá?" Eu não sei o que é que passa na cabeça das pessoas no momento em que dizem isso, ao se meterem de forma tão grotesca na vida, na decisão e nos sonhos dos outros. 

Eu não quero saber de nada, de nenhum tipo de argumento. Eu não quero ser como vocês que só visam o canudo e a solenidade da formatura. Entrei em Pedagogia sem saber exatamente o que queria fazer e as disciplinas de teoria eu gostava muito, mas em um determinado momento após a minha descoberta do que eu queria estudar e após o início da parte prática do curso, ou seja os estágios e na maneira como eles são feitos na UNEB, eu pulei fora mesmo.

 Ia me formar, pegar o tão importante canudo, que vocês tanto valorizam e ia trabalhar em call center? Não, obrigada, eu trabalho em call center agora. Nada, é claro contra call center. O que quero dizer é que a área da educação é uma área muito difícil e desvalorizada. Não existe plano de carreira se você não fizer carreira acadêmica. Conheço várias pessoas formadas na área e que estão dentro de um call center ou em outra área completamente diferente. Então, para mim ser formada nessa área não ia agregar mais nada ao meu currículo, além do que eu já aprendi lá dentro nesse período. Sem mais alongar esse assunto, quero dizer que não mais responderei as tolices que as pessoas falam em relação a isso.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Medo de arriscar

Foto: Google
E a vida continua chata e sem sentido. Na verdade acho que o problema é comigo mesmo, que essa altura de minha vida não construí nada concreto. Larguei a faculdade pelo meio, estou mais uma vez sem emprego e tenho já vinte e quatro anos. Conheço pessoas com a minha idade que já estão na segunda graduação e eu aqui parada.

Nesse momento bate uma frustração, uma decepção e uma vontade de largar tudo isso aqui. Estou chateada mesmo, e me sinto pessimista como se as coisas não tivessem possibilidade e talvez não tenham mesmo. Há alguns anos venho passando por isso, uma inquietude, uma angústia, uma agonia que impele largar tudo, mas eu não tenho coragem. Sou uma idiota covarde que vivo protelando as coisas. Tenho medo de me dar mal, de me arrepender de ter dificuldades, enfim. 

Medo tem sido a palavra mas utilizada por mim ao longo de pelo menos cinco anos. Agora cansei de ter medo, porém já perdi muita coisa, muita oportunidade, simplesmente por covardia, simplesmente por não querer arriscar. E ainda vem algumas notícias que me deixam ainda mais triste e desanimada. E cansada. Então, cansada é a palavra. Me desculpem pelo desabafo, mas estou me sentindo assim. Espero que um dia eu tenha a esperança de que as coisas melhorem pelo menos um pouquinho. Quando melhoram um pouco, logo vem uma tempestade e leva tudo e sei que não adianta ficar me lamentando e chorando o leite derramado, eu tenho é que continuar na luta, mesmo que em muitos casos seja em vão.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Relacionamento que chega ao fim e Livro Quarup

Hoje estou inspirada e estou escrevendo, escrevendo e escrevendo. Estudei um pouco e estou motivada para estudar para vestibular e não para a faculdade. Não tenho vontade de ir às aulas e nem leio e faço as atividades solicitadas. Não tenho ânimo, vontade e motivação para nada que se relacione as atividades do curso e o meu relacionamento com ele está realmente chegando ao fim, depois de se arrastar, e depois de ir e vir. Estou preferindo estudar as disciplinas das ciências humanas, como geografia, história, redação, interpretação e novas regras gramaticais do que as disciplinas do curso. É tudo muito chato, repetitivo e sem sentido para mim. Não consigo mais acompanhar e esqueço das atividades que são para entregar. Enfim, essa relação está mesmo falida, não adianta insistir.

Estou lendoE como já disse, estou me preparando para o vestibular da UFBA e estou lendo o livro Quarup que é um dos solicitados para a seleção, além dos filmes e uma grande gama cultural  que devemos dar conta. O livro anda me esclarecendo algumas coisas e  estou aprendendo um pouco sobre a religião católica, os índios da região do Xingú, no Rio de Janeiro. Em algumas pesquisas, verifiquei que Quarup é um ritual indígena e que Nando, o jovem padre personagem principal do livro se apaixona e mantém relações sexuais com alguém. Daí já podemos ver o tamanho da polêmica do livro. O livro foi transformado em filme e foi protagonizado por Taumaturgo Ferreira e Fernanda Torres. Bem, quem quiser saber mais, faça como eu e leia o livro.


Rafaela Valverde

terça-feira, 9 de abril de 2013

Velho é o mundo

Para não ficar chato e repetitivo o assunto de ontem, não vou falar nada em relação, mas devo dizer que não estou vendo significação em estar sentada nessas cadeiras, em estar ouvindo esse conteúdo e pensar em quanto tempo ainda levará ainda para terminar. Além de pensar na prática profissional que nunca me atraiu em nada, mas até um ano atrás eu ainda não tinha outra opção de curso para fazer de carreira para seguir, não sabia o que fazer da vida e agora sigo em um dilema. O que era significativo para mim há um tempo atrás, hoje deixou de ser e não posso continuar empurrando com a barriga. Isso não é do meu feitio. Costumo ser comprometida em tudo o que faço, pelo menos até aquilo perder a importância, o significado e agora a minha cabeça está tão lá na frente, que eu já não consigo raciocinar aqui, não consigo mais fincar o pé, não mais me sinto motivada e quero partir para outra coisa. Eu achava que estava velha e que não havia perspectivas para mim, para eu mudar de faculdade e de curso, agora, a essa altura do campeonato, começar tudo de novo, ser caloura de novo. Velha? O quê? Quem é velha começando uma faculdade com vinte e cinco anos (idade que eu terei no ano que vem se passar)??? Aqui mesmo no Departamento de Educação da UNEB, tem tantas pessoas com bem mais idade pessoas com quarenta, cinquenta anos e que reviram a possibilidade de recomeçar nessa nova oportunidade e eu aqui me achando velha. Me poupe, viu? Aí acabei entendendo e acomodando que nunca é tarde para recomeçar, e para fazer o que realmente se gosta. Eu não vou ficar me remoendo, me frustrando em uma coisa que eu não quero só por que estou me achando velha demais para começar um curso do zero, afinal como diz minha mãe:  "Velho é o mundo." E tenho dito.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 22 de março de 2013

Livros

Na verdade eu já havia iniciado esse livro no semestre passado quando larguei a faculdade. Agora que estou retornando, tive que voltar a ler. Aliás é o que mais tenho feito nessa última semana. Falando do livro, digo que ele traz um breve panorama da ciência ao longo de vários séculos, desde os primórdios, até uma previsão para o dia de hoje, o século XXI. Pelo menos até a parte que eu li eu gostei, ele é mais didático, mais para a áreas específicas. 

Em relação ao outro livro que eu estava lendo, o livro Arnaquistas, graças à Deus de Zélia Gattai, um livro de memórias,  foi uma leitura super agradável, onde aprendi algumas coisas sobre o cotidiano dos imigrantes italianos, o cotidiano da cidade de São Paulo e sobre a infância de uma personalidade que foi um pouco baiana, já que viveu aqui durante tanto tempo. Enfim, gostaria de dizer que eu recomendo. Não só esse livros, mas todos os livros possíveis. Ler é bom. Ler é muito bom. E eu estou em uma correria danada, por falar nisso. Estava até desacostumada com essa rotina, mas agora o meu ritmo de leitura deve voltar e vai com certeza voltar. Aliás já voltou. Por falar nisso, vou ali ler mais um pouquinho.


Rafaela Valverde

sábado, 2 de março de 2013

As águas de março

Estou de casa nova e andava sumida por que ainda não tinha colocado a internet, mas eu estou aqui agora firme e forte como sempre. Ainda estou com cinco gatos incluindo os três filhotes que a minha gata teve. A casa é pequena, só tem um quarto e o espaço é pouco e estou muito desesperada em arranjar alguém para adotá-los. Pois é e enquanto isso eles aprontam demais. Afinal são crianças descobrindo o mundo.

O mês de março começou bem produtivo. Amanhã tenho prova de um concurso do REDA do Ipac que é o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural. Estou super ansiosa. E também ontem fiz uma prova de um processo seletivo dentro da empresa. É, as coisas estão surgindo e eu estou me jogando nas oportunidades que estão aparecendo. Tanto que para isso vou pegar as minhas matérias à noite. Por que se surgir alguma oportunidade melhor durante o dia, eu vou me jogar. Sei que vai ser um grande sacrifício, mas é assim que tem que ser!

Faço questão de terminar meu curso, mas ainda não desisti do jornalismo e da área de comunicação. Então, depois de me formar como pedagoga, farei o meu tão sonhado curso de jornalismo. Bem, no momento, é só. Depois passo para contar mais novidades e deixo dessa ladainha de cursos e disciplinas e formação, educação, etc.

Nunca sabemos quais as surpresas que a vida nos reserva, portanto só nos resta esperar. Sentar e esperar para ver o que dá.  Essa é a dica que eu dou: esperar, mas nem tanto e nem ficar tão parada. A vida pode mudar a qualquer momento e o mundo dá voltas.


Rafaela Valverde

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Não passei, mas mesmo assim estarei de novo na universidade

Bom, eu não passei no vestibular da UNEB. Pelo menos não em primeira chamada. Na verdade eu já esperava isso, já que fui mal na prova. Então vou continuar no meu curso de Pedagogia e terminá- lo. Essa é a decisão tomada por mim agora, nesse exato momento. Nem quero saber das outras chamadas. Vou é terminar o que comecei isso sim. E assim, tentar ter uma perspectiva melhor lá na frente. Precisava parar esse último semestre, pensar, analisar sobre o que realmente quero e ver o resultado desse vestibular. O fato é que percebi que quero terminar o que comecei, pela primeira vez na vida. Sempre tive essa mania aterrorizante de largar as coisas pela metade, mas dessa vez, conforme eu já havia falado que se eu não passasse eu ia concluir meu curso, eu vou sim terminar, algo que comecei há três anos. Falta um pouco mais de vinte matérias para terminar e se depois eu ainda tiver interessada eu vou fazer jornalismo, pois ainda não desisti dele. O fato é que por conta do trabalho, não vou poder pegar muitas matérias por semestre, então essa conclusão vai demorar mais um pouco, mas não tem problema. O fato é que estou morrendo de saudades e de vontade de voltar a estudar. Tenho uma imensa necessidade de estudar e é isso que vou fazer, estudar e estudar. Sempre, a vida toda. Essa é a minha essência e não estou nem aí para o que os outros pensam.

Rafaela Valverde

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Providências pós carnaval

Ontem fui para a emergência, mais uma vez com infecção urinária, mas estou em tratamento. O carnaval acabou e agora é hora dos resultados de provas, matriculas, mudanças de horários e de rotinas, alterações cadastrais, marcações de médicos, inícios de anos e semestres letivos, enfim. Agora que o ano começa a ficar mais sério. Eu mesmo, agora no final de mês de fevereiro e início do mês de março tenho várias providências a tomar, principalmente no que diz respeito a consultas de rotina, por exemplo.

Mas tenho também o resultado do vestibular da UNEB, a matrícula, seja lá que para que curso, e em março tenho um concurso e revalidação do Salvador Card. Então, agora é que vem as providências mais importantes do ano, e no meu caso são fatos decisivos na minha vida estudantil e profissional, por que se eu não passar no vestibular, voltarei sim para concluir (!) meu curso de Pedagogia. Afinal de contas preciso de um rumo na minha vida, preciso me afincar em alguma coisa, e como falta bem pouquinho para terminar em relação ao início de um novo curso, eu prefiro terminar logo de vez. 

Então, por conta disso estou cheia de ansiedade, estou transbordando para saber o que vai acontecer. Chego até a nem dormir direito, pensando nos rumos que minha vida vai tomar em 2013 e que esses rumos, dependem inteiramente de mim. E sim, eu vou fazer alguma coisa por mim mesma, ao invés de ficar apenas esperando o tempo passar e perceber o quanto tempo eu já desperdicei, por conta da minha procrastinação e por não terminar o que começo. Isso a partir de agora vai ser diferente!

E estou de mudança novamente. A casa está um caos, por conta da mudança, sacolas, caixas e móveis desmontados em todo canto. Mas estou mais uma vez na expectativa, ainda mais que depois  de dezessete anos eu vou mudar de bairro. Enfim, uma vida nova me espera, pois vou morar perto da praia, em um bairro onde terei maiores variedades de supermercados e comércio em geral, além de mais transporte, enfim, um bairro bem melhor do que o que moro hoje.

Bem para concluir, como vocês meus queridos leitores já sabem, eu não gosto dessa história que o ano só começa após o carnaval, mas as maiores providências que você pode tomar em relação a ele, sim só podem ser tomadas após a tão amada festa momesca.


Rafaela Valverde
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