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domingo, 18 de junho de 2017

Série Blindspot


Terminei ontem a primeira temporada da série Blindspot. E gostei muito. A série é americana, estreou em 2015 e foi criada por Martin Gero. O elenco conta com  Jaimie Alexander, Sullivan Stapleton, Rob Brown, entre outros. É uma produção de drama, suspense e ação que ainda está em andamento.

A série traz a história de agentes do FBI que se veem envolvidos em vários casos criminais e de corrupção, a partir de uma mulher, Jane Doe (Jaimie Alexander). com o corpo todo tatuado deixada em uma mala, sem roupas e desmemoriada, em uma das ruas de Nova York. Em uma das tatuagens há o nome do agente Kurt Weller  (Sullivan Stapleton), que logo se sente responsável por proteger a mulher misteriosa.

Assim, diversos casos se desenrolam a partir das tatuagens de Jane. Alguns casos estão em andamento, outros ainda vão acontecer enquanto cada tatuagem é decifrada. A identidade da mulher é revelada, mas nada é o que parece. Até mesmo os flashes de sua memória que vai voltando aos poucos podem não ser exatamente o que todos pensam.

A série é cheia de mistérios e conspirações. Muita ação, drama e suspense compõem os roteiros e as cenas, que são bem construídas e montadas, com boas interpretações. Percebi que algumas peças foram deixadas soltas, o que acredito que serão resolvidas ao longo das próximas temporadas. Uma série bem feita, com boas fotografias da cidade de Nova York e das outras locações. Cenas arrebatadoras, que prendem e deixam a gente com os nervos a flor da pele. Eu gostei bastante da série e recomendo!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Livro O leitor


Terminei de ler o livro O leitor. Esse livro originou o filme que deu o Oscar de melhor atriz a Kate Winslet. Inclusive, assisti o filme antes e nem sabia que existia o livro. Descobri há bem pouco tempo. Comprei o livro por dez reais com uma menina que conheci no Facebook em grupos de vendas de livros.

Confesso que demorei de ler o livro, achei ele meio paradão. Meu ritmo de leitura de livros está bem lento, sobretudo por causa da faculdade e por casa das séries hehehe. O livro foi escrito pelo escritor alemão Bernhard Schlink e publicado em 1995. A adaptação para o cinema só foi feita em 2008.

O filme é bastante fiel ao livro. Há muitos detalhes, claro, que no filme não são contados. Essa parte gostei bastante. Alguns detalhes foram esclarecidos com a leitura. A história contada é a de Michael Berg, menino de 15 anos que ao ficar doente conhece a cobradora de bondes Hanna Schmitz, que tinha 36 anos. Eles vivem um caso tórrido de paixão e Hanna pede que o "menino", como ela o chama, leia para ela em voz alta. Muitos livros são lidos, entre uma transa e outra. E assim, o menino vai se descobrindo e amadurecendo.

Alguns anos depois, quando ele já havia se afastado de Hanna e estudante de direito, encontra a mulher que outrora amou, no banco dos réus. Ela havia sido guarda nos campos de concentração do nazismo, vitimando diversas mulheres em um incêndio. Hanna tem um grande segredo e pretende abrir mão de muita coisa para preservá-lo, inclusive da sua liberdade,

Michael narra o livro. E o quadro com que nos deparamos é ele narrando sua própria culpa e tristeza durante toda a sua vida, até o instante em que finaliza o relato. Culpa, saudade, dor, tristeza, saudade. A vida dele inteira girou em torno desse amor de adolescência. Amor por uma mulher incrivelmente misteriosa e fascinante. Leiam!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 24 de março de 2017

Série Merli


Dois professores me indicaram a série Merlí e eu decidi assistir. Está no Netflix e eu não poderia deixar de dar uma espiada. Especialmente por se tratar de uma série catalã, cuja cultura e língua eu ainda não tinha tido contato e por se tratar de educação e filosofia. Merlí estreou na Catalunha em 2015 e a Netflix comprou os direitos de exibição no Brasil e nos EUA.

Só tem a primeira temporada, mas já quero a segunda! Merlí, professor que dá nome a série é um professor de filosofia nada tradicional. Ele chega à escola causando polêmicas com os outros professores e com os alunos que estranham sua forma de ensinar e agir. Desperta o ódio de alguns e o amor de outros. Um outro detalhe da série é que cada episódio é nomeado com um filósofo ou uma vertente filosófica como os peripatéticos. E nesses episódios com nomes de filósofos, as aulas e as histórias têm influências de certas ideias deles. 

Merlí é pai de Bruno, que também é seu aluno. Bruno é gay mas ainda está no armário. E as histórias vão se desenvolvendo a partir dos dramas dos alunos, da personalidade do professor-protagonista Merlí, que não é nada fácil e a partir de ideias filosóficas também. Vários assuntos são abordados, como conflitos entre pais e filhos, divulgação de vídeos íntimos na internet, bullying, homossexualidade, etc.

É uma série muito bacana. Bem produzida, com boas atuações e aquela gostosíssima língua catalã que inclusive estou estudando na faculdade, já que é uma língua românica, advinda do latim hahaha. É isso, gente, eu gostei bastante e recomendo. Para professores e pessoas normais (rsrsrs). Já que é uma série bastante divertida e dá para aprender alguma coisa sobre filosofia. Recomendo!



Rafaela Valverde

terça-feira, 14 de março de 2017

Filmes O silêncio do céu e Suíte Francesa


Assisti no final de semana dois filmes. Ambos na Netflix. O primeiro foi O silêncio do céu com Carolina Dieckmam. Do diretor Marco Dutra, o filme, que é um drama-suspense, se apresenta com duas nacionalidades: brasileira e chilena e é de 2016. O segundo filme foi Suíte Francesa. que segundo o Adoro Cinema também é do ano passado, o diretor é Saul Dibb e conta com Michelle Williams, Kristin Scott Thomas, Matthias Schoenaerts e outros no elenco. É um drama de guerra e romance e passado na França.

Este último traz a história de Lucile Angellier (Michelle Williams) que durante a segunda guerra mundial aguarda seu marido retornar enquanto convive com a sogra Kristin Scott Thomas). Enquanto isso, os franceses são obrigados pelos alemães a hospedarem seus soldados nas próprias residências. Assim, o soldado pianista Bruno von Falk (Matthias Schoenaearts) vai viver na sua casa, começando assim uma paixão proibida.

Já O silêncio do céu, Diana (Carolina Dieckmann), esconde um segredo de seu marido: ela foi estuprada dentro de sua própria casa. Ela não conta para o marido. Mas ele também tem seus mistérios e segredos. A partir daí, a trama vai se desenrolando de uma maneira muito peculiar. Eu gostei dos dois. Recomendo!



Rafaela Valverde


sexta-feira, 10 de março de 2017

Resenha acadêmica de Nove Noites - Bernardo de Carvalho - Parte III


Alguns dados foram encontrados, mas o jornalista optou em não atribuir juízos de valor às informações encontradas. Mas o fato era que ele, o americano, não gostava de estar no Brasil. Ele queria ir embora e escrevia isso em cartas sempre que tinhao portunidade.   Não   se   sabia   o   motivo   exato,   por   exemplo,   ele   poderia   ter   alguma inimizade com alguém, o que poderia ter resultado um homicídio e não um suicídio. Sim, houve essa especulação na grande colcha de retalhos que se tornou Nove Noites 

.Já quase no finalzinho do livro em um dos momentos narrados por Manoel Perna, ele conta que durante essas nove noites que esteve conversando com Buell Quainteve certeza que todas as histórias que ele contou pareciam confissões, mas de alguma coisa além do que parecia realmente estar contando. “Foi a preparação da sua morte.”Manoel afirmou ainda que não acreditava que ele, Buell, pudesse ter feito algo errado,mas que pudesse estar tentando dizer que se mataria em breve.

Nove Noites é um livro rico e em alguns casos se torna até meio repetitivo no que diz respeito à ausência de informações precisas sobre a morte de Buell Quain. Dessa forma, o livro traz narrativas dentro de uma narrativa. Já no final há uma nova história: o pai do jornalista-narrador está em um hospital internado ao lado de um velhinho bem doente que pode ter conhecido o antropólogo americano. Isso ele conclui depois de investigar o idoso já moribundo. Essa parte encerra o livro com chave de ouro, já que não se espera o que pode vir dessa nova narrativa apresentada dentro de um hospital. É surpreendente essa nova possível nova perspectiva da história. O que deixa ela ainda mais genial. O idoso internado é um fotógrafo que pode ter convivido com Buell um tempo e pode ser autor de uma icônica foto do americano. Ele envia cartas para diversas pessoas   nos  EUA  e   vai   até lá tentar   descobrir  mais algo   sobre   essa possível ligação. Na volta encontra se com um jovem “orgulhoso e entusiasmado” que vinha estudar os índios brasileiros. Perplexo, o jornalista brasileiro pensa em como aquela situação é irônica e como os mortos podem atormentar os vivos.




Essa resenha foi solicitada como forma de avaliação junto com um debate sobre o livro para a disciplina de Literatura Brasileira e a Construção da Nacionalidade do curso de Letras da UFBA- Universidade Federal da Bahia. E foi escrita por mim.



Rafaela Valverde

Resenha acadêmica de Nove Noites - Bernardo de Carvalho - Parte II


Ora, era justamente a ideia que Bernardo de Carvalho rechaça. Os índios devem ser tratados como gente, como os seres humanos que são. Com seus defeitos e suas virtudes. A ideia que ainda se tem sobre o índio é que além de ele ser passivo, é  oco e superficial.   Índio   não pensa,  índio   só   quer   umas   lembrancinhas  e alguém   que   os defenda. Essa é a ideia paternalista que o livro pretende desbancar. E consegue. O livro passeia por histórias e emoções, o livro vai e vem. E assim será esse texto, ele vagueará pelas histórias  contadas  em   Nove  Noites   e  pelo   mistério que   ronda  o  suicídio   do etnólogo americano.

Dessa forma, há de se falar da morte, da vida, das cartas e de tudo mais que possa ser interessante sobre a vida de Buell Quain. Essa busca pela vida do antropólogo está   diretamente   ligada   à   vida  do   narrador.  A  análise   desse   texto   buscará   ser   tão obsessiva quanto a busca dele. Portanto trechos e parágrafos se vão se misturar e se intercalar para contar essa (s) história (s).

O narrador, depois de adulto, retornou à comunidade dos  Krahô, acompanhado de   um   antropólogo  conhecido.   Ele   conheceu   o   velho   Diniz,   único   membro   da comunidade vivo que conheceu Quain quando ainda era menino. Havia a esperança de que ele falasse sobre local em que o americano havia sido enterrado e outras questões. O velho Diniz mal havia sido apresentado ao jornalista e foi logo pedindo seu gravador. Negando educadamente, ele informa que precisa dele para trabalhar, o índio rebate: “Lá em   São   Paulo   você   compra   um   igualzinho   e   manda   pelo   correio.”   É   um   trecho marcante, pois evidencia o quão os índios são humanos, o quão os índios que moram no Brasil são realmente brasileiros. Enfim comprovam que índio é gente e gosta de todas ascoisas que todas as outras pessoas gostam. O velho Diniz conta que os índios chamavam Buell   de   “Cãmtwýon”,   sendo   logo   questionado   sobre   o   significado.   Mas   não   há significado específico, ao contrário do que se pensa que sejam os nomes indígenas. Mais um estereótipo quebrado. 

Diniz   ainda  conta   que   o   antropólogo   americano  raspou  a   cabeça,   enquanto tomava banho no rio, no dia seguinte à sua chegada: ajudou em um parto, deu nome ao recém-nascido, mas não queria participar de nada. Não se envolvia em nada e passava dias escrevendo, não bebia muito e costumava ouvir música às vezes. Era um homem bastante   reservado.   Diniz   achava   que   ele   havia   enlouquecido   depois   que   recebera algumas cartas. Nessas cartas, que foram queimadas por ele antes de morrer, haveria anotícia de que a mulher o havia traído com o irmão.

Mas   essa   história   não   é   verdadeira.   Há   muitas   contradições   e   versões desencontradas sobre as possíveis causas do seu suicídio. A mãe e a irmã dele afirmam que ele nunca havia sido casado e não tinha irmão. Só irmã, mãe e um pai que eranmédico, mas não muito próximo dele. Há ainda várias hipóteses sobre o momento da sua morte: “foi se cortando todo, ainda de dia, descendo sangue”, depois “queimou dinheiro.” Havia ainda informações sobre ele ter queimado as cartas que recebera, pois elas nunca foram encontradas. Ele teria se cortado no pescoço e nos braços e depois se
enforcado. Enfim, como se vê, não há uma informação só sobre o inesperado caso.

Há relatos que o etnólogo sofria e que estava se cortando (foi questionado nomomento) e ele afirmara que “precisava amenizar o sofrimento, extinguir a sua dorcruciante.” Em geral, as pessoas atribuem o suicídio a sofrimento à depressão e é fácil perceber que o homem tinha picos  de tristeza  e crises existenciais. Ele em  alguns momentos interagia e estava bem. No momento seguinte, porém mudava o seu humor e se trancava.

“Ele se enforcou com a corda da rede num pau grosso, inclinado, quando os índios fugiram,” afirmou o velho Diniz. Pediu que fosse enterrado ali mesmo e seu pedido foi atendido. A sepultura foi marcada com talos de buriti e nenhuma polícia ou outra autoridade foi ao local. Não houve exumação nem abertura de inquérito e nem há registro em nenhum cartório ou fórum.

 A morte de Buell Quain foi esquecida, teve certa repercussão na época, mais entre o meio antropológico, além de ter sido um americano morto em terras Brasileiras. Nem a mãe e a irmã vieram ao Brasil ou solicitaram o envio do corpo. Não. Ele ficou esquecido lá nos confins do norte do Brasil. A colcha de retalhos de informações e especulações sobre esse suicídio nunca foi concluída. As costuras não combinam entres i e sempre há alguma discrepância entre elas. Nunca se chegará a nenhuma conclusão sobre o que teria levado o jovem americano a se matar.

Foi   observado   que   há   algumas   insinuações   sobre   uma   possível homossexualidade   do   etnólogo.   Em   alguns   trechos   das   narrativas   apontam   como estranha a ausência de mulheres na vida dele. Ele não tinha amantes, não olhava para as índias, não era dado a aventuras sexuais, era bastante recluso. Outro ponto que pode ser interpretado como insinuação sobre a sexualidade de Buell seria uma das últimas cartas que ele escreveu ao cunhado, e somente a ele, antes de morrer. Para muitas pessoas poderia passar despercebido, mas não é esse o caso. Há também o fato de ele não se dar bem com o pai, seria um indício?

Em determinados momentos do texto é narrada  a viagem do jornalista, sessenta e  dois anos  depois. Ele mantém  um relacionamento mais  próximo com  os   índios, participa de rituais e reconstrói algumas imagens sobre os indígenas. Pôde ainda sentir um pouco a  sensação de estar próximo aos índios  e pesquisou bastante a vida do antropólogo. Cartas e fotos por exemplo. Em uma carta escrita em 4 de julho, menos de um mês antes de morrer ele escrevia: “Duvido de que em algum outro lugar no mundo existam culturas indígenas tão puras. Mas, a despeito de todas as virtudes do Xingu, gostaria   de deixar   o   Brasil   definitivamente   e   limitar   meu   trabalho   a   regiões.” Ele reclamava das dificuldades de trabalhar com índios brasileiros. “Acredito que isso possa ser atribuído à natureza indisciplinada e invertebrada da própria cultura brasileira.” Ou seja, os indígenas brasileiros, já naquela época não eram passivos como se imagina. E quase nada se alterou na cultura do povo brasileiro.



Continua...


Rafaela Valverde

sexta-feira, 3 de março de 2017

Livro Nos Bastidores da Censura - Deonísio Silva


Terminei ontem de ler o livro Nos bastidores da censura: sexualidade, literatura e repressão pós-64 de Deonísio da Silva. É um livro de não ficção publicado pela primeira vez em 1989, ano que eu nasci e cinco anos após o fim da ditadura militar no Brasil. Comprei esse livro por acaso em uma feirinha de livros baratos num shopping. Custou 10 golpínhos e me interessei por ele devido à minha pesquisa na Iniciação Científica que é sobre a escrita feminina nos anos 1970, justamente período da ditadura militar.

Inclusive utilizei duas citações do livro no meu relatório parcial de pesquisa, entregue ao CNPq. Gostei bastante do livro, principalmente no que diz respeito à análise literária  feita de forma crítica e contundente. Não gostei muito das partes que eram descritos os documentos de processos, etc.

Pois bem, o livro trata basicamente da censura do livro Feliz Ano Novo de Rubem Fonseca que havia sido lançado em meados dos anos setenta, no momento em que se autorizava uma abertura, ou distensão durante o regime militar. Há também informações e análises sobre outros livros, mas esse é o principal livro analisado, até porque Rubem processo a união e o ministro que havia autorizado a proibição do livro. Segundo o regime o livre feria "a moral e os bons costumes" e precisava ser retirado dos pontos de vendas.

Ao contrário do que se pensou, a procura pelo livro aumentou e o processo se espalho por anos. Vários argumentos que forma utilizados pelos advogados do autor, são justificados no livro através da crítica literária. Todos os contos do livro são analisados e conforme informações dos censores, eles incitam violência, impunidade e homossexualidade. Alguns fatos são bem curiosos e gostei muito de descobrir. Um dos livros mais baratos e mais úteis que já comprei. 




Rafaela Valverde

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Filme O Nome da Rosa


O Nome da Rosa é um suspense dramático de 1986, dirigido por Jean-Jacques Annaud e com atuações de Sean Connery, Christian Slater, Elya Baskin, entre outros. A história se passa no século XIV, no ano de 1327, período da Idade Média. Wiliam de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano e Adso von Melk (Christian Slater) seu pupilo, são secretamente convocados para uma missão em um rígido Mosteiro Beneditino na Itália. A missão era investigar a morte de um dos monges. O tradutor grego Adelmo teria sido jogado de um penhasco por alguma força maligna. Wiliam constata, após algumas investigações, que foi suicídio.

Há algo sombrio naquele lugar, Baskerville e seu pupilo têm certeza. Alguém fala logo no início: “o demônio ronda essa abadia”. Dessa forma o filme começa já com esse clima assustador, que claro, é ligado à figura feminina. Ao jovem Adso é atribuída uma imagem feminina e diabólica. Um jovem com olhos femininos.

Porém, um segundo monge morre e seu corpo encontrado de cabeça para baixo dentro de tanque, descartando assim a hipótese inicial de suicídio na morte anterior. Alguns monges associam essa morte como uma profecia do apocalipse, já que as arrumações do corpo supostamente faria referência a uma passagem bíblica do livro de mesmo nome. Aristóteles é citado, já que a vítima estudava as obras dele e as traduzia. A partir desse momento, a credibilidade de Wiliam fica um pouco estremecida e os monges líderes passam a ter dúvidas sobre sua capacidade de investigar o caso.
Coisas vão acontecendo durante as investigações. Wiliam percebe que pode realmente haver ali um assassino. A Comédia de Aristóteles, aquela que fazia parte da Poética e que se perdeu ao longo dos anos, passa a ser discutida por causa do gênero que faz rir. Ele é desvalorizado pela igreja. Um dos monges mais velhos afirma que o riso é demoníaco, deforma o rosto e faz as pessoas parecerem macacos, daí já é possível constatar a sisudez do período e daqueles monges. O riso afastava as pessoas de Deus, por isso a rejeição às Comédias. Esse monge grita de forma categórica que a Comédia de Aristóteles nunca existiu. A Comédia é vista como estimuladora do ridículo, o riso mata o temor Sem o temor não pode haver fé, pois sem temer o demônio não há necessidade de crer na existência de Deus.

O pupilo de Wiliam, Adso, se entrega aos prazeres da carne com uma mulher que rodeia a abadia em troca de comida. A mulher vista como feiticeira, aquela desvia o homem do caminho de Deus. O menino conta a aventura ao seu mestre, como amigo que lhe responde que a vida teria mais paz sem o amor.

Acontece a terceira morte: o corpo de mais um monge é encontrado em uma banheira com folhas de lima. Folhas de lima eram utilizadas em banhos para aliviar dores. Ele havia morrido afogado, após tentar aliviar as dores que sentia. Verifica-se, assim como nos outros monges, que as pontas dos dedos e a língua estavam manchadas de tinta escura. E assim segue o mistério e as investigações.
Wiliam e Adso desconfiam cada vez mais dos segredos que rondam o mosteiro. Eles passam a ir mais a fundo na caça ao assassino. Os segredos estão relacionados a livros: proibidos e espiritualmente perigosos. Há uma torre cheia deles e poucas pessoas podem acessa-los. Chega a constatação de que os três homens morreram por causa de um livro que mata ou pelo qual um certo homem pode matar.
Alguns monges passam a se incomodar com a presença de Wiliam e pedem que ele vá embora e que as investigações sejam finalizadas.

 Mas eles não param de investigar e descobrem um porão nas fundações da torre da biblioteca do mosteiro. Alguns livros proibidos são encontrados. Wiliam afirma que ninguém deveria ser proibido de consultar estes livros de forma livre. Seu pupilo responde que talvez eles sejam muito preciosos e frágeis. Mas ele sabe que não é bem isso, eles contêm uma sabedoria diferente e ideias que podem fazer as pessoas duvidarem de Deus. E a dúvida é a inimiga da fé, ou seja, para acreditar é preciso ter certeza do que acredita. Se há uma possibilidade de dúvida da existência de Deus, em que as pessoas vão acreditar? Como as pessoas vão acreditar na igreja e na bíblia? Portanto, o conhecimento deve ficar oculto, especialmente esse tipo de conhecimento.

Enquanto isso, a mesma mulher que fez Adso se entregar aos prazeres da carne, se envolve em um ritual que pode ser considerado bruxaria, junto com um monge corcunda e um deficiente mental: Salvarote, Eles utilizam um gato preto nesse ritual que é logo associado às mortes dos monges. Ambos são julgados e condenados à fogueira pela inquisição. Nesse mesmo período está acontecendo no mosteiro uma votação que decidirá os gastos da igreja, justificando assim a presença de Wiliam e de outros membros da igreja. Desta forma, com a presença desses nomes da inquisição no mosteiro, é possível a realização da condenação dos envolvidos com bruxaria de forma mais rápida.

Não havia como contestar a inquisição e quem assim o fizesse seria acusado de heresia. Vivia- se a partir de normas estabelecidas por doutrinas cristãs. Não era possível discordar e dizê-lo em voz alta, pois a inquisição matava. E esses livros, os que haviam sido escondidos, eram vetores de discordância, por isso foram taxados como livros proibidos. Em suas páginas foram depositadas veneno, para que quem ousasse lê-los, morresse. O responsável pelo veneno é o mais antigo morador e mais velho monge, Jorge que é cego.

Um incêndio na torre, provocado acidentalmente por Jorge ao tentar fugir após ser descoberto, destrói alguns livros, mas Wiliam consegue salvar alguns livros e a sua própria vida. Os livros têm saberes que não podem mais se perder. Daí o desespero de Wiliam para salvá-los. E mesmo quando é questionado por Adso se se importa mais com livros ou com pessoas, ele não tem dúvida e permanece com a ideia fixa de salvar os livros também, pois sem eles, as pessoas não conseguirão contestar doutrinas e ideias da igreja um dia.

O filme conta com uma fotografia sombria e escura, o que é essencial para o clima sombrio da história e do local. As atuações são fortes e os diálogos são bem construídos. Sean Connery está no melhor papel da sua carreira junto com Christian Slater que ainda menino demonstra um pouco de insegurança, mas segura bem o personagem.

É um filme para se pensar nessas formas de viver durante a Idade Média. O poder da igreja imperava, mulheres, deficientes e quem quer que discordasse ou realizasse práticas condenadas pela igreja, poderia ser condenado à morte. E geralmente era o que acontecia. A inquisição se instaurou no século XIII para investigar e julgar pessoas consideradas hereges, ou seja, aquelas pessoas que discordavam do poder e das ideias da igreja católica.






Rafaela Valverde

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Série 3%


Terminei de ver a série brasileira 3%. É uma série exclusiva da Netflix com produção e atores brasileiros. Foi lançada no ano passado e a primeira temporada tem 8 episódios. Criada por Cesar Charlone e Pedro Aguilera, a série tem excelentes atores como João Miguel, Bianca Comparato, Michel Gomes.

João Miguel está maravilhoso com sempre. Que ator. Eu nem vou falar dele, vou falar só da série pois João Miguel daria um texto só pra ele. Enfim, 3% é uma série de Drama, Ficção científica, Suspense que foi bastante falada no final do ano passado quando estreou.  Ouvi falarem bem e mal também. Eu gostei bastante, especialmente por ser completamente diferente de tudo que eu já assisti produzido no Brasil. Particularmente, eu curto bastante a dramaturgia e o cinema brasileiros, então para mim foi mais fácil. Apenas não julguei.

Um ambiente futurista é o cenário da série, onde há a separação do mundo em um lugar devastado, o Continente e Maralto, um lugar extremamente moderno e bom de se viver. Todo jovem de vinte anos passa por uma seleção para ir para um bom lugar para "melhorar de vida". Eles passam por duras provas físicas e psicológicas, mas só três por cento desses jovens serão selecionados e poderão sair daquela vida miserável.

A trama que se segue a partir daí é tensa e cheia de suspense. A cada hora você é surpreendido, não se sabe o que vai acontecer no próximo minuto, e  novas histórias sobre os personagens são contadas ao longo dos episódios. Com uma fotografia sóbria e cinza e diálogos bem feitos a série para mim dá conta do recado. Devorei em poucos dias. Recomendo!



Rafaela Valverde

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Livro A Garota na Teia de Aranha - David Lagergrantz


O último livro que li em 2016 foi A Garota na Teia de Aranha de David Lagergrantz. Ele é a continuação da trilogia Millenium, trilogia sueca cujo o autor, Stieg Larsson, faleceu em 2004. Ele nem viu seus três livros serem lançados e o sucesso que fizeram. Eu adoro essa trilogia  e descobri por acaso quando tinha TV por assinatura, o filme Sueco Os homens que não amavam as mulheres. A partir daí comecei a pesquisar, vi todos os filmes, inclusive o americano e li os três livros.

No ano passado, houve o lançamento desse quarto livro, escrito pelo jornalista e escritor Davi, citado acima. Eu torci a boca para esse livro, pois só o via como um livro mercadológico lançado pela família de Larsson para ganhar dinheiro. Eu ainda acho isso, com a diferença de que agora eu li e devo admitir que é um bom livro. Apesar de meio repetitivo, David conseguiu captar as áureas dos personagens, especialmente os principais: Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

O livro traz uma trama, literalmente. Uma trama, uma teia, como o próprio nome já diz, onde os personagens se ligam de alguma forma. O passado de Lisbeth vem mais uma vez à tona com a revelação de novos detalhes que ainda não eram conhecidos pelos leitores dos livros anteriores.

Agora, a história está fortemente ligada à tecnologia e à matemática. O autismo também tratado, com um pouco de fantasia, eu achei. Há algumas outras coisas que são fantasiosas demais, mas vocês terão que ler para saber. Mas o livro é bom, eu gostei bastante e praticamente o devorei. Recomendo a leitura!



Rafaela Valverde

domingo, 11 de dezembro de 2016

Filme Preciosa - Uma história de esperança

Assisti o filme Preciosa - Uma história de esperança de 2009. Desde o ano passado já haviam me indicado esse filme, mas só agora pude assistir. O filme  dirigido por Lee Daniels é estrelado por  Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Paula Patton e ainda tem Mariah Carey no elenco.

A história de Preciosa se passa em 1987, no bairro do Harlem, em Nova York e Claireece "Preciosa" Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente 16 anos que vive condições precárias, sendo estuprada pelo pai e espancada pela mãe. Preciosa já tinha uma filha, chamada de "Mongo" por ter Síndrome de Down, fruto dos abusos sexuais aos quais é submetida. E agora espera um outro bebê.

Um dia, recebe a orientação de ir para uma escola diferente, uma escola "onde um aprende com o outro" e nessa escola  encontra amigas verdadeiras e é durante esse período que tem seu segundo filho. A história de Preciosa é forte. Ela sofria bullying na escola anterior, é preta e gorda, além de todo o sofrimento que passa em casa.

A mãe depende dela para continuar ganhando dinheiro sem trabalhar, os abusos sexuais do pai continuam e todos os problemas que decorrem disso também. Até que um dia Preciosa recebe uma notícia que vai mudar sua vida para sempre.



Rafaela Valverde 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Filme Orgulho e Preconceito


O filme Orgulho e Preconceito estreou em 2006 é baseado no livro homônimo de Jane Austen e  foi dirigido por  Joe Wright. Tem ainda atuações de Keira Knightley, Matthew MacFadyen, Talulah Riley. Um drama britânico que traz de maneira divertida a narrativa da história da escritora inglesa.

O filme retrata a história das irmãs Bennet que  moram no interior da Inglaterra e precisam lidar com várias questões da época. A época é  século dezenove e as moças precisam se casar. Precisam sair da casa dos pais e ter seus próprios maridos. As jovens moças precisam deixar de ser fardos para os pais e para isso elas fraquentam a sociedade, festas e bailes.A mãe das cinco Bennet precisa arrumar casamento para as filhas e assim, junto com o pai ela inicia uma corrida para ver qual casará primeiro.

Logo um homem solteiro vira o alvo dessa mãe e as investidas começam. A partir daí inicia - se uma série de acontecimentos e romances. O desenrolar da história é surpreendente e gostoso de assistir. Sim, o filme é gostoso de ver. Divertido e eu recomendo. Eu comecei a ler o livro de Jane Austen e não continuei mas depois que vi o filme, senti uma necessidade maior de ler o livo clássico e feminista.

Recomendo!


Rafaela Valverde

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Scandal


Terminei a quinta temporada da  série Scandal. É uma série dramática norte-americana. Passada em Washington, D.C, com grande foco na Casa Branca e na vida do presidente mais poderoso do mundo. Os bastidores da política americana são retratados com muita emoção e para quem não conhece os pormenores da política americana pode ser bastante útil. 

A série é de Shonda Rhimes a mesma criadora de Greys Anatomy, série de grande sucesso. E a primeira temporada foi lançada no país em 2012. Estrelada por Kerry Washington no papel de Olívia Pope, a série é inspirada na ex assessora de imprensa da Casa Branca durante o governo de George Bush: Judy Smith.

Olívia Pope agora trabalha na OPA. Olívia Pope Associados que é uma empresa que resolve problemas. Como a própria Olívia afirma é a melhor coisa que ela sabe fazer. É o que ela faz melhor: resolver problemas e "limpar a barra" de clientes que nem sempre são tão inocentes assim.

Vi algumas críticas à série na internet e em algumas coisas eu concordo. Há uma série de incoerências e histórias mal contadas na série. Um jogo perigoso é jogado o tempo todo, b613, Comando, espionagem, terrorismo, assassinatos, suspense... Mas a protagonista tem muitas oportunidades de resolver coisas e não resolve. Ela é meio inútil em alguns momentos.

Ela é egoísta e chata. Aquelas caras e bocas junto com os suspiros pelo presidente são irritantes. Eu acho maravilhoso uma mulher negra protagonista, mas a personagem não ajuda. Ela é arrogante e só pensa nela. Quase tudo o que ela faz é por ela mesma e não para ajudar as pessoas como ela mesmo fala. Mas apesar de Olívia, eu adoro essa série. Ela é alucinante, não dá para parar de assistir.

Agora é esperar o ano que vem para chegar a sexta temporada na netflix. Sem falar que há outros personagens memoráveis como Cyrus, Mellie, Abby, Huck, Rowan... Os outros personagens e/ ou as tramas paralelas ajudam a prender a gente na frente da tela e não desgrudar nem um minuto. É muito boa e quem gostar de suspense e tramas alucinantes assista! Recomendo.


Rafaela Valverde 

domingo, 9 de outubro de 2016

Literatura é sempre literatura


A literatura sempre e sempre fará parte da minha vida. Eu quando criança lendo Agatha Chistie entre outros não me importava se era literatura boa ou ruim. Eu não me importava e nem sabia que existia classificação literária ou cânone literário. Só fui conhecer a palavra cânone quando entrei na faculdade de letras no início desse ano.

Eu não queria saber disso. Eu não estava e acho que ainda não estou afim de classificar. Não tem que ter classe, nem função e serventia. Literatura é literatura. Eu só queria devorar todos os livros que eu pudesse, eu queria ler, mas ler mesmo. Ler sempre. Por que eu amo ler e ler é muito gostoso. Ler traz vários benefícios para a vida da gente. É isso que digo a todo mundo que quer escrever melhor. É isso que digo a meus alunos e sempre direi.

A literatura abarca muitos conceitos e muita abstração. Conheço algumas pessoas, inclusive professores que desistiram da literatura por que ela tem muita "abstração" e que é "demais" para a cabeça. Mas eu não desisto da literatura, apesar de às vezes a universidade meio que fazer a gente detestar um pouco suas teorias e conceitos. A gente sai um pouco da ilusão de que literatura é apenas um hobby, é apenas fruição. Literatura vira realmente coisa séria. E é.

Mas eu não me importo, eu quero é ler. Eu tenho a capacidade de saber se aquela literatura é boa ou não para mim. Eu não tenho obrigação de classificar nada e até os próprios teóricos não sabem classificar, identificar ou até mesmo entender a função da literatura direito e sou eu que vou me preocupar com isso? Eu não. Deixa isso para a hora certa. Talvez a hora em que eu  vá fazer mestrado de literatura quem sabe. Mas enquanto não chega esse momento eu fico mesmo com Compagnon quando ele diz: "[...] para aquele que lê, o que ele lê é sempre literatura [...]"



Rafaela Valverde


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Livro Lua de Mel - James Patterson


Lua de Mel de James Patterson foi um presente do meu queridíssimo e fofo namorado. Eu simplesmente amei esse livro, desde o início não consegui desgrudar dele. O livro é bem escrito e a narrativa alterna entre personagens diferentes. Há a presença do autor heterodiegético e autodiegético. E isso dá uma maior dinâmica à narração e aos acontecimentos do livro que é alucinante, parece aqueles filmes de ação, sabe?

Pois é, o livro é muito bom. Ficou passando na minha cabeça como se fosse um filme e eu fiquei até pensando em formas de roteirizá-lo. Coisas de gente doida que acha que pode ser roteirista, mas enfim... O livro traz a história de Nora Sinclair, bonita, sensual, inteligente... Uma designer de interiores que sabe se divertir. Para isso ela usa os homens e usar é a palavra mais certa para Nora.

Ela é perigosa apesar da cara de santa, apesar da beleza que enfeitiça, ela é má. E prefere os ricos, com muito dinheiro nas ilhas Cayman. Mas às vezes eu achei que Nora era muito burra ou realmente muito crente na impunidade, já que ela não tomava muitos cuidados aos cometer seus crimes, ela nem despistava e às vezes vacilava. Por que não existe crime perfeito.

Mas o detetive John O'Hara chega para tentar desmascarar Nora. O que ele não sabe exatamente é que ela não tem limite e pode fazer muitas coisas para se safar. Ainda assim não existe crime perfeito e o detetive que se intitula "durão" vai fazer poucas e boas para desvendar essa mistério, provar as maldades de Nora e coloca-la na cadeia.

Rafaela Valverde

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Livro Santo dia de Lilian Fontes


Terminei de ler o livro Santo dia de Lilian Fontes. Ela é arquiteta e mestra em literatura, mas eu nunca tinha ouvido falar nela e nem nesse livro. Eu o comprei em uma feira de livros em um shopping daqui de Salvador. Ele me custou cinco reais. Comprei em julho e demorei para ler. Me surpreendi com esse livro, achei o bom.

Um livro bem escrito, uma trama instigante e interessante, apesar de poucos os personagens são envolventes. O personagem principal, Joca, acusado de um assassinato bárbaro de uma americana nem aparece. Outras pessoas falam sobre ele, traçando seu perfil e informando a nós leitores que ele pode muito bem matar, ele é capaz disso. Mas nós leitores, ficamos na dúvida sobre isso. Joca é bom ou ruim? Matou ou não matou?

É uma pergunta que não tem resposta, pelo menos não da minha parte. Hahaha! Comprei o livro, não dava nada, mas me surpreendi bastante. A história passa no ano de 1998 quando o Brasil ainda entrava na era da internet e só pessoas muito ricas tinham acesso à tecnologia. Então palavras como disquete, Palm Toch, fax e outras são bastante presentes no livro, mas hoje a gente nem usa mais esses equipamentos! É bom se deparar com essa volta no tempo e olhe que nem tem tanto tempo assim e tudo era tão diferente.

O livro tece várias críticas ao Brasil. À justiça brasileira, a polícia e a sua incompetência. A vida nos morros, a pobreza e a desigualdade social também são retratados como crítica. A polícia e a justiça do Brasil são comparados com a polícia e ajustiça americana quase o tempo todo nos diálogos do livro. Eu não me lembro de já ter lido um livro onde houvesse tantas críticas assim a esse sistema brasileiro. Gostei bastante disso.




Rafaela Valverde

domingo, 4 de setembro de 2016

Livro P.S. Eu te amo

Imagem da internet
Terminei agorinha de ler o livro P.S Eu te amo que é o primeiro romance da irlandesa Cecelia Ahern. Eu já tinha visto o filme, mas ele nem chega perto do livro e sua intensidade. O livro foi lançado em 2004. O livro traz uma das personagens mais fortes e intensas que eu tive a oportunidade de conhecer nos últimos tempos: Holly.

Holly e Gerry se conheciam e namoravam desde a adolescência e ficaram casados por sete anos, mas após algumas dores de cabeça, Gerry é diagnosticado com um tumor no cérebro e mesmo depois de cirurgias e radioterapia ele morre. Morre e deixa Holly que vivia em função dele sozinha. Sozinha e devastada. Com o coração cheio de amor e a mente cheia de inconformismo diante da perda do homem que amou a vida toda.

O amor dos dois foi muito intenso. Gerry não quer deixá-la desamparada, sozinha. Ele sabe o quanto ela vai sofrer, então ele acha que precisa fazer alguma coisa para que ela não sofra tanto. Eles haviam discutido algumas vezes sobre uma lista de afazeres que ele faria para Holly. Ainda assim, não imaginava que a lista de tarefas viria após a sua morte.

Mas ele faz a lista. Próximo ao seu aniversário de 30 anos e após a morte do marido, Holly recebe uma encomenda. Uma lista com dez cartas que devem ser lidas pelos próximos dez meses, uma em cada mês. Assim ela o faz. Em meio aos seus dias depressivos e amargurados, Holly encontra um norteador para sua vida e também algo que a ligue ao marido, a presença dele.

Em cada carta há uma instrução que ela segue obedientemente e algumas dessas instruções a fazem perder alguns medos e lutar diante da falta de vontade de levantar da cama e da falta de vontade de viver sem Gerry. Eu me identifiquei com Holly, primeiro por que ela tem trinta anos, não se formou, não tem emprego e é insegura com a vida e com o futuro. Ela é sensível e gentil como eu, além de ter uma personalidade forte. Além disso a descrição dela para o seu sofrimento pela morte do marido é bem parecida com a dor que eu passei recentemente pela "morte" do meu. Claro que foram mortes diferentes, no meu caso foi o fim de um relacionamento traumático mas que me fez perder a vontade de viver, sentir uma dor física, uma vontade de chorar o tempo todo... A gente, eu e Holly chegamos ao fundo do poço, mas conseguimos emergir. Claro que a morte é muito mais dolorosa, mas eu me identifiquei com muitas coisas que ela sentiu. Enfim, eu amei o livro! De verdade. É um livro até meio clichê em algumas partes mas bem escrito e em muitas páginas bastante engraçado, me arrancou muitas gargalhadas. Recomendo!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Filme Meia Noite em Paris

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Ontem assisti pela segunda vez o filme Meia noite em Paris de Woody Allen. É um filme de 2011 e tem no elenco atores conhecidos como Owen Wilson e Rachel McAdams. Já havia assistido há alguns anos e não lembrava muito bem, decidi ver de novo pois acho um belo filme. Já começa com belíssimas imagens de Paris, realmente Woody Allen sabe captar beleza de uma forma delicada como se estivéssemos ali, ao vivo.

Ele é um diretor controverso e muitas pessoas não curtem seus filmes. Eu curto. São filmes, pelo menos os que já vi, de extrema beleza e encanto. Meia noite em Paris tem um pé na literatura e isso fez com que eu me encantasse ainda mais. Gil (Owen Wilson) escritor, atualmente trabalhando como roteirista de filmes, vai à Paris com a noiva Inez (Rachel McAdams) e em uma bela noite após ter se perdido pelas ruas da cidade, ele tem um encontro com os maiores escritores e nomes da arte que era fã.

Sim, Gil faz viagens no tempo durante algumas noites e se encontra com Picasso, Fitzgerald, Hemingway e outros. Assim, ele passa a escrever melhor, lutando contra a frustração que sentia por estar trabalhando em algo que não gostava e tentava tomar as melhores decisões  para a sua vida. É um filme, na minha opinião, bastante reflexivo. Eu o tenho como um filme para refletir sobre o que somos e sobre a vida que levamos. Será que é mesmo a vida que queremos levar? Ou estamos ali apenas sendo expectadores? Precisa de um banho de passado para fazer enxergar? Gosto desse filme.



Rafaela Valverde

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Filme O sol é para todos

Imagem da internet
 Assisti recentemente o filme O sol é para todos. É um filme americano de 1963. Li o livro quando era adolescente, mas não lembro de muita coisa não. É um livro denso e o que é mais marcante para mim nele é justamente a densidade. O filme não pega toda essa densidade e nem a tensão do livro não. Pelo menos é o que eu penso.

O filme está classificado como Drama/ Policial e tem como diretor  Robert Mulligan, além de atores como  Gregory Peck, Mary Badham, Phillip Alford. É claro que nós hoje não conhecemos esse povo, mas isso aqui é uma resenha ou seria uma resenha e precisa ter essas informações. Pois bem, o filme traz a história do advogado Atticus Finch e seus filhos que vivem numa cidade quente no interior dos EUA.

O filme é narrado pela filha Jean Louise que conta a sua infância, já que ela tinha seis anos na época em que se passa o filme, 1932. Nesse ano, um jovem negro foi acusado de estuprar a filha de um morador da cidade, uma moça branca. O caso vai a julgamento e Atticus resolve defendê-lo apesar de toda a cidade ser contra. Ele leva o caso adiante e faz de tudo para provar a inocência do rapaz. O caso vai se desenrolando e o racismo comum na época no país, questões sociais etc, vão também se mostrando. É um bom filme, só que como é uma versão de livro acho que está meio incompleto, já que em determinado momento a história fica meio oca, não tem muito sentido, pelo menos para mim.Ainda assim vale a pena. Pretendo ler o livro novamente. Tem no Netflix para quem quiser.



Rafaela Valverde


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Filme Melancolia

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Vi no final de semana o filme Melancolia de Lars von Trier, um diretor tão odiado e tão amado e que causa em seus filmes. A obra fílmica foi lançada em 2011 e conta com Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Alexander Skarsgård  entre outros no elenco. Charlotte inclusive trabalhou Ninfomaníaca, um outro filme do diretor.

O filme é classificado como Drama, ou Ficcção Científica e traz de perto a vivência da depressão. Um planeta de nome Melancolia está se aproximando da terra e isso causa certa preocupação em alguns personagens do filme. Outros já têm seus próprios conflitos internos como é o caso de Justine (Kirsten Dunst). Ela que desiste de casar logo no início do filme, passa a questionar sua vida e a viver num estado avançado de depressão.

Ela conta com a ajuda da irmã Claire (Charlotte Gainsbourg) que junto com a sua família acolhe a irmã  e passa a investigar ou esperar o planeta que pode ou não se chocar com o nosso planeta. O filme é tenso, paradão, às vezes triste, às vezes chato... Mas quem já conhece von Trier e suas câmeras quase caseiras vaio entender que é o seu estilo e é esse estilo que mais me atrai nele. É um dos meus diretores preferidos. Para quem gosta eu recomendo.



Rafaela Valverde


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