Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de maio de 2017

Eu ouvindo Marília Mendonça


Eu já devo ter contado aqui que gosto de vários tipos de música. Ouço de Marisa Monte até funk mas torcia o nariz para sertanejo. Bem, ainda torço um pouco, mas estou ouvindo muito Marília Mendonça, uma das representantes do chamado feminejo.  Desde a minha viagem para Recife voltei com essa mania de ouvir Marília. E gosto bastante. Ela fala algumas coisas que os homens precisam ouvir e sofre bastante também.

Quem não tem essas sofrências? Quem nunca sofreu dor de corno mesmo? Eu nem vou falar sobre isso na minha vida hahaha. Mas o fato é que eu gosto de música, independente de qual rótulo. Um amigo me disse justamente isso: para eu ouvir música independente de rótulos, se eu gostar ótimo, se não, bola pra frente.

E fiz isso. Cá estou eu, nesse exato momento ouvindo a maravilhosa da Marília. A mulher canta muito mesmo. E graças a todos os deuses que tenho a capacidade de mudar de ideia, de gostos, de conceitos. Prefiro sim ser uma metamorfose ambulante e é isso que eu sou.



Rafaela Valverde

terça-feira, 2 de maio de 2017

Trem - Bala - Ana Vilela


Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar, alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós

É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar
Então fazer valer a pena
Cada verso daquele poema sobre acreditar

Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações

A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe para perto de mim

Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera, a vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir

Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir




Rafaela Valverde

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Vai e volta - Anitta


Por que será que eu insisto em insistir em você?
Por que será que nesse tempo todo eu ainda te espero?
Não foi legal, mas não foi mal
Nem decidi, tá tudo certo
Eu já nem sei, não lembro mais
É que eu só lembro do que eu quero

Sei lá, eu não queria mais sofrer
Não sei se é com ou sem você
Eu já tentei de tudo, mas
Acho que eu não sou capaz

De dizer
Que eu não quero mais você
Que eu não quero mais te ver
O meu pensamento vai e volta
Vai e volta

Dizer
Que eu queria era te ver
Te abraçar e não perder
O meu pensamento vai e volta



Rafaela Valverde

sexta-feira, 10 de março de 2017

A maçã - Raul Seixas





Essa música é muito especial para mim. Certa ocasião, alguém colocou um fone tocando ela em meu ouvido. E devido ao contexto da época ela me marcou e eu chorei muito. Ainda hoje choro. Hoje estava escutando rádio, no ônibus (!) e tocou ela. Adivinhem? Chorei.


Se eu te amo e tu me amas
E um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais

Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa no altar

Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais
O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deita




Rafaela Valverde

sexta-feira, 3 de março de 2017

Há de ser - Jorge Vercilo e Milton Nascimento


 Quanta poesia! Essa música é íncrível. Estava ouvindo há pouco e quis compartilhar com vocês, meus leitores. A versão que tenho aqui é com a participação de Milton Nascimento. Que voz! Apreciem essa maravilha que fala sobre um amor sólido e  eterno.


Há de ser bonito, há de ser
Há de ser finito, há de ser
Há de ser sereno, há de ser perene
Há de ser efêmero
Há de ser pecado, há de ser
Há de ser sagrado, há de ser
Há de ser volúvel, há de ser ambíguo
Há de ser altivo

Contruirei nosso ninho
Nas paredes do penhasco
Pra que nenhum paparazzi
Ouse quebrar nosso casco
Nas pedras de uma caverna
Vou deixar a nossa história
Para que o vento do tempo
Não nos apague da memória

Há de ser impune, há de ser
Há de ser insone, há de ser
Há de ser escândalo, há de ser relâmpago
Há de ser ciclone
Há de ser exílio, há de ser
Há de ser retiro, há se ser
Há de ser luxúria, há de ser promessa
Há de ser ternura

Cientistas e arqueólogos
Registrarão indícios
De que uma estranha energia
Paira por nossos vestígios
O sentimento resistirá
Aos tempos como um fóssil
E o mundo então saberá
Que ali viveu o amor mais dócil



Rafaela Valverde

sábado, 28 de janeiro de 2017

Minha paixão por música e o Kid Abelha Acústico MTV


Obviamente não sou crítica musical, mas escuto música, mas escuto mesmo. Minha vida toda. Mais de vinte anos que escuto muita música. Minha mãe ouvia de Bee Gees a Luis Caldas. Ela ouvia também muitos hits pop nacionais e internacionais dos anos 80, como a jovem mãe que era. Sempre fui muito apaixonada por música. Virei fá de Marisa Monte aos 11 anos depois de ouvir Amor I Love You senti que eu tinha que saber mais daquela mulher tão afinada. E descobri. Acompanho Marisa até hoje.

Mas há muitos outros artistas que eu acompanho desde a pré adolescência, um deles é a banda Kid Abelha. Estou ouvindo o disco acústico MTV exatamente agora. Esse disco foi gravado em 2002. Eu tinha treze anos. E ele para mim é muito especial. Marcou minha adolescência. O Acústico MTV do Kid Abelha é uma compilação básica dos maiores sucessos do Kid. E nesse momento em que foi lançado, eles voltam à vida da gente e as rádios com Nada Sei. Esse hit estourou na época.

Eu escutava uma vizinha ouvindo e viva pedindo a minha mãe para comprar porque eu queria conhecer mais a banda. Minha mãe um belo dia chegou com uma cópia pirata - não julguem minha mãe, era 2002, vocês sabem quanto custava cds naquela época? - além disso, não tínhamos tanto dinheiro. Até hoje não temos, hahaha. Mas, enfim. Vou contar a história desse disco.

Como eu já havia dito, minha mãe me trouxe esse disco um dia e eu fiquei enlouquecida. Mas depois de um tempo o cd se acabou, arranhou, sei lá, nem lembro direito. Só sei que se perdeu e eu não pude mais ouvi-lo. Mas uns anos depois eu consegui comprar o original, naqueles balaios das Lojas Americanas, baratinho. Comprei com meu salário do Mc Donald's no ano de 2006. Lembro bastante desse dia que tem exatamente onze anos e eu era uma menina tão inocente, cheia de sonhos. Lembro que fiquei muito feliz nesse dia e tenho meu Cd até hoje. Quando peguei para escutar, vi a data e tive a ideia de compartilhar essa história com vocês. É isso. Música é demais. Música é poesia!


Rafaela Valverde


sábado, 17 de dezembro de 2016

Música é magia!


Eu vivo música, eu faço tudo com música. Eu preciso de música. Eu amo música. Música é poesia ritmada. Quando estou estudando, escuto música, quando eu estou fazendo faxina eu escuto música. A arte é a forma mais sublime de ser humano, criar e contemplar arte nos diferencia dos outros seres vivos.

E a música é a mais marcante forma de arte para mim. A poesia está nela e isso me agrada. É claro que eu falo de boas letras, bons arranjos e intérpretes genias. Mas às vezes nem precisa tanto. ás vezes só mesmo o ritmo da música, o som, a voz do artista, ou algo na letra nos toca de uma forma tão profunda que é impossível desgrudar e a gente ouve a música toda hora.

Em alguns casos, uma música nos descreve ou contempla alguma ação nossa, ou ainda nos dá força para não desistir e continuar a lutar. A música faz meu espírito vibrar, a depender da música eu viajo para outras épocas ou prevejo o futuro. Ou ainda posso ter mais positividade ou negatividade no pensamento.

Mas também gosto de músicas tristes, elas são arte. E eu bem sei que quando estamos melancólicos, sofrendo temos um grande potencial criativo. Eu adoro música. E mesmo quando eu estiver velhinha ainda vou adorar. Gosto de vários tipos de músicas, contanto que sejam boas. Música é que nem livro, tem que me agradar logo de cara, tem que passar logo sua mensagem.

Mas a música é poderosa, ela pode fazer milagres. Ela faz dançar, pode ser romântica, pode ser funcional e ser trilha sonora... Pode fazer chorar, pode trazer lembranças e emocionar. Música é mágica. Me sinto grata por existir música no mundo.



Rafaela Valverde


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Aloha - Legião urbana



Será que ninguém vê
O caos em que vivemos ?
Os jovens são tão jovens
E fica tudo por isso mesmo
A juventude é rica, a juventude é pobre
A juventude sofre e ninguém parece perceber
Eu tenho um coração
Eu tenho ideais

Eu gosto de cinema
E de coisas naturais
E penso sempre em sexo, oh yeah!
Todo adulto tem inveja dos mais jovens
A juventude está sozinha
Não há ninguém para ajudar
A explicar por que é que o mundo
É este desastre que aí está
Eu não sei, eu não sei

Dizem que eu não sei nada
Dizem que eu não tenho opinião
Me compram, me vendem, me estragam
E é tudo mentira, me deixam na mão
Não me deixam fazer nada
E a culpa é sempre minha, oh yeah!
E meus amigos parecem ter medo

De quem fala o que sentiu
De quem pensa diferente
Nos querem todos iguais
Assim é bem mais fácil nos controlar
E mentir, mentir, mentir
E matar, matar, matar
O que eu tenho de melhor: minha esperança
Que se faça o sacrifício
E cresçam logo as crianças




Rafaela Valverde

sábado, 3 de dezembro de 2016

Eu tô dando risada - Tati Zaqui

Acha que pode brincar do jeito que já brincou
Fez as minas de boneca
Sai dessa, não sou assim, por favor, me escuta
Tu teve a chance
E transformou meu romance num lance
Chega de se rebaixar, levanta a cabeça
E aceita a revanche


Porque acha que pode brincar do jeito que já brincou
Fez as minas de boneca
Sai dessa, não sou assim, por favor, me escuta
Tu teve a chance e transformou meu romance num lance
Chega de se rebaixar, levanta a cabeça
E aceita a revanche

Porque
Ahhhhhh, eu tô dando risada
Palhaço igual você tá cheio na quebrada
Foi bom, vacilou me perdeu
Ta querendo voltar, desculpa, mas se fu

Ahhhhhh, eu tô dando risada
Palhaço igual você tá cheio na quebrada
Tu ficou parado na introdução
No final da história eu quero homem, lek não

Acha que pode brincar do jeito que já brincou
Fez as minas de boneca
Sai dessa, não sou assim
Por favor me escuta, tu teve a chance
E transformou meu romance num lance
Chega de se rebaixar, levanta a cabeça
E aceita a revanche

Porque
Acha que pode brincar do jeito que já brincou
Fez as minas de boneca
Sai dessa, não sou assim
Por favor me escuta, tu teve a chance
E transformou meu romance num lance
Chega de se rebaixar, levanta a cabeça
E aceita a revanche

Porque
Ahhhhhh, eu tô dando risada
Palhaço igual você tá cheio na quebrada
Foi bom, vacilou me perdeu
Ta querendo voltar desculpa mas se fu...




Rafaela Valverde

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A sua - Marisa Monte



Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

To com sintomas de saudade
To pensando em você
Como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

Eu só quero que você caiba
No meu colo porque
Eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás

To com sintomas de saudade
To pensando em você
Como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem
Porque eu te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem




Rafaela Valverde

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Eu sei (Na mira) ♥


Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil de dizer
O meu coração
É um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha

Enquanto eu vou andando o mundo gira
E nos espera numa boa
Eu sei, eu sei,
Eu sei




Rafaela Valverde

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Distante -Jorge Vercillo


Não tem nada,
Sei que a estrada é o seu lugar.
Não vamos nos perder,
Posso até sentir...
Minha imaginação voa longe
Para onde quer que você vá,
Meu pensamento irá.
Pois meus sonhos são os seus

Se você não está aqui,
Tampouco estou dentro de mim
Sigo ausente pela vida alheia tudo ao meu redor
Sou o vento que lhe envolve,
Sou a noite a lhe abraçar
Mas agora ao telefone, tão distante eu lhe senti
Só não quero imaginar
Você vivendo outros amores por aí...
Só não quero imaginar
Você vivendo outros amores por aí



Rafaela Valverde



terça-feira, 22 de novembro de 2016

Ela só quer paz - Projota ♥

 Quando ouvi essa música pela primeira vez, já senti que amaria ela. Essa música me descreve! ♪♫♥♥





Ela é um filme de ação com vários finais
Ela é política aplicada em conversas banais
Se ela tiver muito a fim, seja perspicaz
Ela nunca vai deixar claro, então entenda sinais

É o paraíso, suas curvas são cartões postais
Não tem juízo, ou se já teve, hoje não tem mais
Ela é o barco mais bolado que aportou no seu cais
As outras falam, falam, ela chega e faz

Ela não cansa, não cansa, não cansa jamais
Ela dança, dança, dança demais
Ela já acreditou no amor, mas não sabe mais
Ela é um disco do Nirvana de 20 anos atrás

Não quer cinco minutos no seu banco de trás
Só quer um jeans rasgado e uns quarenta reais
Ela é uma letra do Caetano com "flow" do Racionais
Hoje pode até chover, porque ela só quer paz

Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer

Notícias boas pra se ler nos jornais
Amores reais, amizades leais
Ela entende de flores, ama os animais
Coisas simples pra ela são as coisas principais

Sem cantada, ela prefere os originais
Conheceu caras legais, mas nunca sensacionais
Ela não é as suas nega rapaz
Pagar bebida é fácil, difícil é apresentar pros pais

Ela vai te enlouquecer pra ver do que é capaz
Vai fazer você sentir inveja de outros casais
E você vai ver que as outras eram todas iguais
Vai querer comprar um sítio lá em Minas Gerais

Essa mina é uma daquelas fenomenais
Vitamina, é proteína e sais minerais
Ela é a vida, após a vida
Despedida pros seus dias mais normais
Pra que mais?

Ela não cansa, não cansa, não cansa jamais
Ela dança, dança, dança demais
Ela já acreditou no amor, mas não sabe mais
Ela é um disco do Nirvana de 20 anos atrás

Não quer cinco minutos no seu banco de trás
Só quer um jeans rasgado e uns quarenta reais
Ela é uma letra do Caetano com "flow" do Racionais
Hoje pode até chover, porque ela só quer paz

Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz



Rafaela Valverde

sábado, 19 de novembro de 2016

"Porque eu sou feita pro amor da cabeça aos pés" - Textinho inspirado em Rosas de Ana Carolina



Ana Carolina diz "eu sou feita pro amor da cabeça aos pés" em sua música Rosas.  E minhas ideias  coadunam com essa frase, eu penso nessa frase o tempo todo. Eu não sou só feita pro amor eu sou amor. Eu tenho muito amor dentro de mim. E não só amor romântico. Amor, simplesmente amor. Amor ao próximo,  aos amigos, aos animais, à natureza...

Eu sinto meu amor pulsando cada vez mais em meu peito e eu vejo meu amor cada vez mais ser rejeitado, às vezes até por mim mesma. Que não aceito amar, não aceito a bondade que o amor traz, bondade essa que pode nos deixar bestas, bestas até demais. Especialmente eu que amo, que sempre amo, que sou uma cuidadosa inata, que criei uma irmã.

Não sei o que devo fazer com tanto amor daqui pra frente. Talvez dar continuidade à escrita do meu livro, dedicar às minhas gatas e daqui a mais uns anos talvez, adotar uma criança. Eu preciso investir amor em alguma outra coisa, em uma criança, em animais, em quem realmente queira. Ele só não pode ficar todinho aqui dentro de mim, só para mim mesma, sendo desperdiçado. Eu me amo, eu já me amo o suficiente e mais que isso seria exagero. Enfim, "não faço outra coisa do que me doar..." como diria mais uma vez Rosas e Ana Carolina.



Rafaela Valverde




quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Me deixe em paz - Teresa Cristina

Se você não me queria
Não devia me procurar
Não devia me iludir
Nem deixar eu me apaixonar

Se você não me queria
Não devia me procurar
Não devia me iludir
Nem deixar eu me apaixonar

Evitar essa dor é impossível
Evitar esse amor é muito mais
Você arruinou a minha vida
Me deixa em paz

Se você não me queria
Não devia me procurar
Não devia me iludir
Nem deixar eu me apaixonar

Se você não me queria
Não devia me procurar
Não devia me iludir
Nem deixar eu me apaixonar

Evitar essa dor é impossível
Evitar esse amor é muito mais
Você arruinou a minha vida
Me deixa em paz

Você arruinou a minha vida
Me deixa em paz

Me deixa em paz
Me deixa em paz
Me deixa em paz




Rafaela Valverde

Coisas que eu sei - Dani Carlos


Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o play

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das ideias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô afim

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia

Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei
Ah! Ah! Agora eu sei
Ah! Ah! Agora eu sei
Ah! Ah! Agora eu sei
Ah! Ah! Eu sei!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Filme Aquarius


Aquarius já chegou causando. Em maio a equipe protestou no Festival de Cannes contra o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. O filme dirigido por Kléber Mendonça Filho concorria à Palma de Ouro e exatamente um mês depois da fatídica votação sobre o processo de impedimento, dia dezessete de maio, os atores e o diretor seguraram cartazes na entrada do evento denunciando o golpe. A cena do protesto pega o público do tapete vermelho de surpresa e com certeza vale a pena ser vista.

Alguns, contagiados com a paixão política juraram boicotar, outros, porém caíram no marketing do protesto e foram curiosos ver o filme que estreou no último dia primeiro. Estreou modestamente, não tem levantado números estrondosos. Mas os números pouco importam. Números passam, mas a riqueza da obra vai ficar para a posteridade, apesar do golpe.

Clara, vivida magnificamente por Sônia Braga, é a protagonista de Aquarius. Uma jornalista de 65 anos, aposentada e que vive na Avenida Boa Viagem em Recife. Frequenta a praia da Boa Viagem e tem um amigo salva-vidas. Seu edifício, Aquarius fica de frente para a praia. Ali, Clara criou seus filhos. É no Aquarius onde ela ainda vive e é onde o filme começa nos anos oitenta – época de ditadura no país – na festa de aniversário da tia Lúcia. Clara está com os cabelos bem curtos, se recupera de um câncer, seu marido ainda é vivo e seus filhos pequenos.

A música Toda menina Baiana de Gil faz a transição dos setenta anos de tia Lúcia para os dias de hoje. Clara ainda ouve essa música, ela mora no mesmo apartamento e ouve muitas músicas. Ela vive cercada por discos e livros, ela dança sozinha e tira cochilos vespertinos. Sua vida é tranquila no Aquarius.

‘O cabelo de Clara’ é como se chama a primeira parte do filme. Um cabelo preto, grande e volumoso, tão volumoso que precisa de duas presilhas para prendê-lo. É um sinal de abastança em contradição com o momento inicial onde ela aparecia quase careca. Já que foi escasso outrora, por causa da doença, o cabelo agora “se vinga” da escassez e é por si só um símbolo de resistência, força e beleza. Força e beleza essas demonstradas ao longo de todo o filme, mas destacadas nessa primeira parte. Mergulhos na praia mostram uma mulher em forma e sua força é retratada a todo o momento, inclusive quando ela se despe e a cicatriz da mastectomia fica evidente. É um pouco chocante para os telespectadores e dá a sensação de que essa mulher é realmente resistente.

Sônia Braga está no melhor momento de sua carreira. Nesse filme ela pode mostrar sua atuação crua. Praticamente só ela e a câmera, e mesmo quando contracena com os outros atores ela se destaca.  Os seus olhares se casam com as câmeras, com as cenas e muitas vezes nem precisa de falas.  Não há sexualidade implícita, não há pipa no telhado e nudez sensual; não há maquiagem e roupas chiques e provocantes. Há apenas uma mulher elegante, com roupas confortáveis. Uma mulher da classe média alta de Recife. É quase uma mulher normal. Claro, se não fosse Sônia Braga.

A primeira parte do filme traz ainda a relação de Clara com Ladjane, sua empregada. Ladjane às vezes a chama de você e elas convivem bem, tendo algumas vezes o que parece ser uma relação de camaradagem e cumplicidade. Mas Ladjane não deixa de ser empregada doméstica e essa é uma separação que fica clara ao longo do filme. 

Algumas questões são discutidas ou simplesmente mostradas como meras casualidades da vida: relação patroa e empregada, desigualdade social, amizade, sexo na terceira idade, entre outros assuntos. Em uma entrevista, Clara privilegia um LP em sua fala. Esse LP tem uma história do seu antigo dono e ela fala que ele “é como se fosse uma mensagem na garrafa.” Mas a frase que sai em destaque na capa do jornal é “Eu gosto de MP3.” Esse fato demonstra distorções da imprensa e distorções do que é importante. Uma mensagem poética, uma história, uma memória se perde em detrimento da ideia da tecnologia, do uso efêmero de um MP3. E é isso que Clara quer evitar, que memórias se percam, que histórias sejam esquecidas.

Outro assunto é a relação entre patroa e empregada que pode até ser de cumplicidade, mas fica claro que Clara já teve outra empregada, sem rosto e quase sem nome, que roubou sua família e no fundo ela sabe que não deve confiar totalmente em Ladjane. Mas ainda assim vai à sua casa comemorar seu aniversário. Festa na laje, na parte pobre da cidade como ela mesma afirma. Nesse momento a câmera do diretor – que às vezes pode ter mais a dizer do que os diálogos e tramas fílmicos – se afasta e mostra o contraste da laje em meio a prédios chiques ao fundo. 

A segunda parte do filme se intitula ‘O amor de Clara’ mas poderia ser os amores de Clara. Assim como toda a trama, essa parte é um misto de cores e acontecimentos. O sobrinho, a quem ela afirma lamentar não ser mãe, as amigas, a música, os filhos, o apartamento... São muitos os amores de Clara. O apartamento é carregado de amor e de lembranças. Desde o início, desde os tempos de tia Lúcia, um móvel de madeira antiga, um tipo de aparador está naquele apartamento. Ele não é só um móvel, ele é um objeto repleto de amor e digamos também de lascívia... A câmera que o diga, ela encara o objeto algumas vezes. Ele é de madeira forte que resiste ao tempo, assim como Clara que decide que não vai vender o seu apartamento.

Ela recebe a visita de empresários da construção civil. Uma empresa famosa e familiar. Um neto formado em business no exterior, seja lá o que isso seja. Apesar dos sorrisos e da simpatia, ela diz não. E continua dizendo não. É claro que nessa altura, nós telespectadores já temos quase certeza que uma hora ela vai ceder. Ela precisa ceder, afinal de contas os outros apartamentos estão vazios, não dá para uma mulher morar sozinha num prédio ermo, sem estrutura e sem segurança. Além disso, existem as outras pessoas, as pessoas que compraram o empreendimento inexistente, “na planta”, os pais de família que estão dependendo da obra para trabalhar e os demais envolvidos, como os donos da construtora. É muita pressão, Clara é abordada na praia por um dos interessados e a mensagem que é passada é que logo ela cederá. Ela é uma pessoa boa, não pode ser tão egoísta, não é mesmo?

Em um mundo dominado por homens que estão acostumados com a obediência feminina, é um avilte uma mulher, logo uma mulher resistir e continuar onde ela não deveria estar mais. Ela é má e louca, ela é egoísta e ela tem que sair! Semelhanças com a realidade atual brasileira à parte, não dá para enxergar Clara dessa forma, não há como não simpatizar com ela de cara. Suas tiradas engraçadas, algumas vezes até artificiais, fazem ou deveriam fazer pensar um pouco mais em nós mesmos, em não abrir mão da nossa história de vida, de quem nós somos por causa de outrem. Essa história de bem comum social soa tão hipócrita. Nesse caso havia pessoas precisando de emprego ou precisando dos apartamentos para morar, mas havia também a padronização das cidades, com prédios enormes e modernos, “urbanização e progresso” traz enormes edifícios cobrindo a praia e produzindo lucros para empreiteiros que constroem essas contemporâneas cidades cinzas e iguais, se tornando ricos, muito ricos. 

Acontecimentos estranhos passam a ocorrer no Aquarius. Festa e luxúria na madrugada; colchões queimados e cultos evangélicos. Até chegar o momento do confronto cara a cara entre Clara e o “neto business.” A trama principal do filme gira em torno desse conflito, um conflito tão pacífico quanto violento, uma violência simbólica. E esse não seria o único conflito.

Nem esses fatos fazem a destemida mulher desistir do seu espaço, da sua história. Ela enfrenta tudo de uma forma elegante. Até demais na verdade. Há quem já parta logo para o barraco. Mas Clara não há de ser uma heroína, não é esse o ponto. O ponto é que ela é uma mulher normal, como cada uma de nós, brasileiras. Heroínas que vão à praia, ao supermercado e cuidam de filhos e netos. Clara fica. E é ali que tem que ficar. Todo mundo está contra sua decisão, até seus filhos, mas ela vai ficar. Agora não há mais dúvidas. Seus filhos se reúnem e pedem que ela saia, que venda o apartamento, mas ela não quer e está irredutível. Não vai simplesmente se desfazer da sua história, cair no esquecimento. Ela quer ser imortal, assim como os livros que escreveu. E por falar em filhos e em livros, a cena mais emocionante – meus olhos encheram de lágrimas – foi a cena em que durante uma briga com sua filha, interpretada por Maeve Jinkings, Clara é acusada de ter abandonado os filhos por dois anos para morar no exterior e escrever um livro. O filho mais velho se levanta em silêncio, pega o referido livro e lá está o nome dos três na dedicatória. “Pelo tempo de lazer roubado...” Se não há falhas em minha memória caquética é essa a frase.

A terceira e última parte do filme é denominada “O câncer de Clara”. A parte que tem a intenção da resolução, tudo se reúne em volta de um desfecho. Um desfecho que ainda não se sabe qual. Releitura do cotidiano, Aquarius é tipicamente um filme brasileiro. Lento, quase parado, com diálogos densos e que começa a ficar meio cansativo nesse momento. O espectador já não sabe mais o que pensar sobre o final, mas ainda assim ainda está curioso. A trilha sonora ajuda bastante a acompanhar o filme todo,  aliás, já que é linda e animada. Curiosamente, porém, uma coisa destrutiva e genuína leva Clara a mais um conflito, o conflito final.  Aquele em que ela categoricamente afirma que não quer mais ter câncer e sim que os outros tenham câncer.  A cena final é subjetiva, característica típica de filme brasileiro. O espectador faz o final, em sua mente, em sua imaginação. Por que o que importa mesmo é o decorrer da trama, a fruição que ela proporciona e não somente um final. Um final é só um fim. E essa expectativa por ele só faz as pessoas temerem spoilers. Esse é Aquarius. Não só um edifício. Não só algo que remeta à Era de Aquário e não só um prédio quadrado e fechado que faça alusão à casa artificial de peixes que estão ali isolados, e privados da vida cá fora, vivendo em seu próprio mundo. O nosso Aquarius é recheado de peixes coloridos e diversificados, que estão em contato com o mundo aqui fora, mas querem preservar seu mundo particular e suas antigas memórias do mar.





Rafaela Valverde




terça-feira, 16 de agosto de 2016

Não vá embora - Marisa Monte

E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça,
Você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida

Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo

Refrão:
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais

Eu podia estar sofrendo, caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quero




Rafaela Valverde

Todo amor que houver nessa vida ♪


Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia!

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro, feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não!
Ser teu pão ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno antimonotonia
e algum...




Rafaela Valverde

domingo, 7 de agosto de 2016

É o poder - Karol Conká


É o poder, aceita porque dói menos
De longe falam alto, mas de perto tão pequenos
Se afogam no próprio veneno, tão ingênuo
Se a carapuça serve falo mesmo
E eu cobro quem me deve

[Refrão]
É o poder, o mundo é de quem faz
Realidade assusta todos tão normais
Viu falei
Depois não vem dizer que eu não avisei
(Hãn hãn) só não vem dizer que não (Hãn hãn)
Só não vem dizer que não (Hãn hãn)
Só não vem dizer que não (Hãn hãn)
Só não

[Verso 1]
Sociedade em choque eu vim pra incomodar
Aqui o santo é forte, é melhor se acostumar
Quem foi que disse que isso aqui não era pra mim se equivocou
Fui eu quem criei, vivi, escolhi, me descobri e agora aqui estou
Não aceito cheque já te aviso não me teste
Se merece então não pede pra fazer algo que preste
Quem é ligeiro investe não só fala também veste
Juiz de internet caga se espalhando feito peste
Se não ta no meu lugar então não fale meu (não fale...)
Se for fazer pela metade não vale (não vale...)
Eu vivo com doses de só Deus que sabe
O resto ninguém sabe
Quebro tudo pra que todos se calem (plow plow plow plow)
Quem vem só quem tem coragem vai
Já falei que quem nasceu pra ser do topo nunca cai
O medo é de quem, ein?
Olha quem ficou pra trás e a vida segue (segue)
E o tempo não volta mais

[Refrão]
É o poder, o mundo é de quem faz
Realidade assusta todos tão normais
Viu falei
Depois não vem dizer que eu não avisei
(Hãn hãn) só não vem dizer que não (Hãn hãn)
Só não vem dizer que não (Hãn hãn)
Só não vem dizer que não (Hãn hãn)
Só não

[Ponte]
Eles não sabem o que dizem
Não aguenta então não fica em
Eles não sabem o que dizem
Não aguenta então não fica em

[Outro]
Se tem uma coisa que me irrita é ver bocas malditas
Dizendo mentiras sobre minha vida
Coisas que eu nem vivi ainda, eita!
Frustrados, pirados na cola já perdi a hora
Preciso ir embora alguém me espera lá fora, me deixa


Rafaela Valverde




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...