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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Minha trajetória acadêmica

Em 2010 passei no vestibular da Uneb - Universidade do estado da Bahia para o curso de Pedagogia, que eu não sabia exatamente do que se tratava, mas como achava que queria fazer psicologia, achei que pedagogia tinha semelhanças com psico e lá fui eu. As aulas começaram no dia 12 de abril e ainda era tão menina, ia fazer vinte e um anos e estava noiva. Nessa época eu trabalhava e estudava e só vivia cansada, dormia na aula e não sei como eu consegui lidar com oito matérias assim. Uns dois meses depois fiquei desempregada e minha mãe que me ajudava com a faculdade. Casei no mesmo ano e continuei nos semestres seguintes com as oito disciplinas.

Depois de um tempo comecei a pegar menos matérias e fui ficando atrasada, separada das minhas colegas e amigas que tinha feito naqueles meses. Acredito que  isso tenha me desmotivado bastante, além  de uma monitoria que fiz e não recebi o dinheiro ao qual tinha direito e precisava. Por essas e questões de não gostar e não me adaptar com algumas disciplinas e questões do curso acabei abandonando. Eu não via mais graça em estar ali, fazendo aquele curso. Me sentia sem perspectivas.

Foi nessa época que passei a dar mais atenção ao blog e quis seguir o sonho de escrever, de ganhar dinheiro escrevendo e botei na cabeça que queria ser jornalista. Por que queria escrever de qualquer jeito. Até pensei em fazer letras, mas tinha horror à licenciatura e à sala de aula. Tentei entrar na UFBA em jornalismo e não consegui. No ano de 2013 depois de uns meses fora do Departamento de Educação da Uneb, decidi voltar. Mas durou pouco tempo. Minha falta de afinidade com o curso era latente, eu não me dava bem com a maioria dos professores de lá que eram muito arrogantes. Não tinha motivação para ir até lé, nem para fazer as atividades, nem de olhar para as caras dos professores. Saí de novo e dessa vez pra valer.

Em 2014 depois de mais um Enem tentei novamente o curso de jornalismo na UFBA e não consegui. Porém fiz um vestibular na Unijorge e passei, consegui um FIES e fui fazer jornalismo nesse centro universitário privado. Não me adaptei muito bem lá. A universidade parece um shopping, com praças de alimentação bem grandes e quase nenhum apoio a alunos de baixa renda. Me sentia deslocada, um peixe fora d'água. Fora que a sala que eu estudava era super barulhenta e imatura, me sentia estudando em uma escola de ensino médio. Fora que com boletos todo mês e o salário que eu ganhava não estava dando, daí decidi usar a mesma nota do Enem e ganhar uma bolsa em uma universidade diferente e melhor. Consegui a bolsa e ia começar o semestre no mês de agosto de 2014. Enquanto isso, minhas colegas estavam se formando. 

Faltando poucos dias para começar o semestre na FSBA - Faculdade Social da Bahia eu recebi uma ligação  avisando que não havia formado turma para jornalismo e que o curso estava praticamente extinto na universidade. Eu teria que escolher outro curso ou desistir da bolsa. Dentre os cursos que me ofereceram fiz a merda de escolher um. Eu não acreditava mais que pudesse entrar na UFBA  e seguir a carreira acadêmica que eu tanto sonhava. Então eu escolhi psicologia. Entrei sem semestre definido e pegava disciplinas introdutórias misturadas com as mais avançadas e não entendia os conceitos básicos tendo certa dificuldade em acompanhar. Sentia o tempo todo que me formaria sem nenhuma perspetiva, não me sentia feliz ali, nem no curso e nem na faculdade. Fora que é perto do campus da UFBA em que estudo hoje e pegava os mesmos ônibus que vários alunos da Federal que ali desciam e ficava pensando que meu lugar era ali, que um dia eu gostaria de descer antes, naqueles ponto.

O que começou a me tirar daquele curso e daquela faculdade foi a dificuldade em estudar. Os textos eram longos e meu tablet havia quebrado, me impossibilitando de ler a maioria dos textos. Eu teria que tirar xerox ou imprimir todos e não tinha grana para isso, apesar de estar trabalhando na época. Comecei a tirar notas ruins e a faltar nas aulas de sábado, já que trabalhava aos finais de semana. Eu sabia que tinha que sair dali e exatamente no meio do ano de 2015, no SISU do meio do ano eu decidi que eu iria para a UFBA em qualquer curso. E eu entrei em Letras. De primeira. Sabe se que as notas de corte desses cursos são bem baixas e não foi tão difícil. Fiquei muito feliz. Acho que foi um dos poucos dias mais felizes que tive naquele ano. Dia 15 de junho de 2015. A universidade estava em greve, fiz matrícula, mas só comecei a ter aulas em janeiro de 20016, ano passado e hoje estou no quarto semestre e realmente estou onde eu merecia, precisava e queria estar. Eu dou aulas particulares de Português e agora vou assumir salas de aula em uma escola estadual. Eu estou muito feliz e realizada na minha vida acadêmica. Eu amo ensinar. Eu já faço pesquisa e sou bolsista de Iniciação Científica. Eu vejo  a realização do meu sonho chegando, chegando aos poucos. Eu tenho contato mais direto com literatura, algumas disciplinas de literatura do curso são fascinantes e eu adoro entrar naquele portão todos os dias. Por mais que a coisa não seja fácil. É muito estudo. É tudo bem diferente de todas as universidades em que já estive. Mas eu adoro, finalmente me encontrei.

Não desista do seu sonho, não hesite em sair de algo que não te faz bem, onde você não quer estar. Saia e vá atrás do que realmente você quer. Porque uma hora dá certo. Essa é a loucura da minha vida acadêmica até agora, minhas desistências e conquistas. 



Rafaela Valverde

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Filme Chatô, o Rei do Brasil

Imagem da internet
Quando o filme começou eu já o achei um pouco estranho, pois achei que seria um filme biográfico sério e dramático como os grandes filmes biográficos americanos, ingleses, etc. Claro que pode ter pitadas de humor, mas achei escrachado demais.

No decorrer do filme me perguntei: "vinte anos pra isso?" Em minhas memórias busco o pouco que sei sobre Assis Chateaubriand e me lembro de uma série da globo que falava sobre o Modernismo brasileiro e ele era um dos personagens, mas sei também que ele foi um jornalista visionário, dono de veículos de comunicação e ligado à política. Ele ampliou a forma de se comunicar no Brasil e a minha dúvida é se ele não fosse nordestino se o filme seria retratado dessa mesma forma, ou se seria mais sério. Fica a pergunta. Ele era paraibano.

Achei que o filme pode ter avacalhado a memória de Chatô, como ele era chamado. Apesar de saber que ele teve seus defeitos e métodos escusos e antiéticos de trabalhar, etc. O filme mostra a vida dele, sua amizade com Getúlio Vargas, seus dois casamentos etc, mas mostra ele no leito de morte também e um sonho com um julgamento -programa de TV irônico e que era para se engraçado. Mas não é. O filme conta com Marco Ricca, como Chatô, Paulo Betti como Vargas, Andrea Beltrão, Leandra Leal, Gabriel Braga Nunes e outros grandes nomes com vinte anos a menos. E o mais estranho de tudo é ver esses atores vinte anos mais novos e lembrar do escândalo que envolveu o filme, cujo o diretor é o também ator (e fraco) Guilherme Fontes. Ele participa ridiculamente do filme. Bem, se não conhecem o escândalo desse filme, pesquisem, assistam e tirem suas próprias conclusões.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Lágrimas de tristeza, lágrimas de fracasso!

Foto: Google
Bom, eu sou uma manteiga derretida. Então quem me conhece já vai saber disso e nem vai se importar mais se me vir chorando. Nem eu me importo mais, às vezes. Sai automaticamente a lágrima. Aí puxa outra e outra e outra. E aí eu tento me esconder das pessoas e seco as lágrimas rapidamente mas não consigo esconder por que meus olhos ficam pequenos e vermelhos. Aí todo mundo sabe que eu estava chorando.

Chorar tem sido uma ação tão natural do meu corpo ultimamente, que eu acho que se não bebesse tanta água como eu bebo ao longo do dia eu já estaria desidratada! (piadinha) Mas enfim, Eu tenho sentido uma tristeza tão profunda nesses últimos meses que eu nem lembro mais quais são os precedentes dessa tristeza, qual foi a última vez que me senti assim de verdade. Acho que para falar a verdade, eu tenho uma certa noção sim e esse blog começou desse vazio que eu sentia em 2008.

Sentia minha vida inútil e vazia. Sem um rumo, sem uma direção. Hoje pelo menos eu sou mais madura, eu me divirto mais eu conheço mais coisas, eu trabalho. Mas ainda assim, penso que poderia ser melhor que eu poderia dar mais sentido a minha vida, ter momentos mais produtivos, fazer o que gosto de verdade, trabalhar fazendo o que eu gosto e me realizando.

Mas a vida não é perfeita. A vida não é um mar de rosas. E isso eu aprendi desde cedo. Está mais para mar de lágrimas, isso sim. É isso. Eu tenho a sensação que nunca fiz e nem faço nada direito e nem faço o correto, eu tenho a sensação de que a minha vida não anda para frente e que eu sou uma fracassada vivendo em um círculo vicioso. Eu não me formei. Eu não tenho uma carreira, eu não tenho grana, eu não li todos os livros e assisti todos os filmes que eu queria. Eu não tive todas as experiências que gostaria de ter. E eu já tenho 26!

Eu não obtive sucesso em nenhum empreendimento em que tentei levar para a frente, por que sempre, por covardia, largava tudo pela metade. A minha vida a dois falhou por que o meu relacionamento fracassou e findou de vez, eu não me formei em pedagogia, nem em jornalismo, nem em psicologia. Eu não tenho filho ainda, eu não plantei uma árvore ainda, eu não escrevi um livro... ainda! Ah tá bom, eu consegui entrar na UFBA depois de tanto tentar e querer. Mas uma greve de quase cem dias atrasa mais ainda o meu sonho!

Bom, eu tenho ou não tenho motivos para chorar? Não sei o que vai ser daqui para frente mas eu preciso de um rumo na vida para não estar daqui a um ano escrevendo outro texto desse. Eu preciso de uma vida de verdade! Filhos eu não quero, plantar uma árvore talvez, mas um livro... ah num livro eu acredito. Esse eu ainda vou escrever!



Rafaela Valverde

terça-feira, 10 de março de 2015

Crise, mostra a sua cara!

Em meio a crise em que vive nosso pais, é, por que estamos em crise e se você ainda não percebeu a coisa é ainda pior. Como eu ia dizendo em meio a crise em que vive nosso país, ainda tenho que ouvir pessoas falarem em terceiro turno, impeachment e o concorrente das eleições assumir a presidência no lugar da atual presidente. Ah e ainda tem a famigerada ideia do golpe militar e ditadura. 

Ouvir baboseiras como essas é uma tortura e a gente se põe a refletir. Essas baboseiras refletem a ignorância e a falta de informação e conhecimento em plena a era da informação e do conhecimento. Que ironia, não? Quanta civilidade nós alcançamos. Quanta evolução tivemos ao longo de bilhões de anos. 

Se tratando dessa evolução em quanto seres humanos, ontem fui obrigada a mudar de canal quando o jornal do SBT noticiou e mostrou o vídeo de uma idiota espancando um cachorro até a morte. Eu não vi a cena, mas soube que repercutiu e a ameba está presa. Eu tenho me privado de ver cenas como essas, que evidenciam nosso lado mais selvagem, desumano, intolerante e sádico.

Foto: Reprodução/ Google
Não sei como alguém consegue ver as cenas das decapitações no Oriente Médio por exemplo. Na verdade nós ocidentais, vemos tudo isso de uma ótica generalizada, sem conseguir entender os pormenores desses conflitos intermináveis para o lado de lá, mas de uma maneira grosseira, em uma interpretação chula, todos nós sabemos que aquelas cenas por si só já são cruéis.

E passam a ser ainda mais cruéis, em minha opinião, no momento em que mais pessoas vêem e repercutem. Isso prova para nós, enquanto seres "humanos", o quanto nos distanciamos dia após dia da palavra humano.

Voltando então para o cenário político atual e a crise em que estamos tendo que segurar já no início desse ano, a pátria educadora (ô nomezinho cafona)composta por todo tipo de pessoas, que deseduca mais a cada dia está agora fazendo panelaços na falta de coisa melhor para fazer e achando que isso vai de alguma forma abalar a estrutura de tudo que é torpe que está ai. 

Cuidado com o que a mídia diz, pois com ela afirmando diariamente em suas capas e manchetes que está realmente abalando, a gente sente que está abafando, quando na verdade estamos sendo abafados em uma névoa quente e infecta. E mais, depois do pronunciamento da Sra presidente (que eu também não vi mas que me disseram que foi sem noção) cuidado ao achar que está indo tudo as mil maravilhas! Não estamos,
e precisamos ver a cara da crise.



Rafaela Valverde




sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Placas e cavaletes de candidatos enfeiando a cidade

A cidade está imunda. Horrenda. Não sei se só eu estou achando isso. Não é possível. De dois em dois anos temos eleições, e com elas vem a sujeira dos candidatos, nas campanhas e nas pessoas deles também. Mas isso é assunto para outro texto. O que eu quero falar hoje é sobre as placas e cavaletes de candidatos que estão espalhadas pelas ruas de Salvador. Estão enfeiando a cidade, eu não aguento mais. 
Av. Tancredo Neves

O Grupo Metrópole já fez matéria, ouvintes ligam toda hora para reclamar, mas não adianta. Parece que a prefeitura e o TRE não estão morando na mesma cidade em que eu estou morando, para ver o tamanho da feiura das nossas praças, canteiros e passeios que são públicos e não deviam ser utilizados dessa forma. Por isso resolvi hoje no caminho para o trabalho tirar algumas fotos com o meu celular para demonstrar aqui no meu blog, no meu espaço, minha indignação contra esses políticos e contra a falta de ordem e lei que continua imperando em nossa cidade.

Av Tancredo Neves, próximo ao TCU
Dia desses, nesse mesmo canteiro que separa a Avenida Tancredo Neves da Alameda Salvador, próximo ao comitê do candidato Rui Costa e tropecei em uma desses cavaletes idiotas e saí "catando ficha", quase caí no chão e quase bati minha cabeça em uma pedra. Mas consegui me reequilibrar. Era de noite e eu não enxergo bem. Mas imagina se eu caio e morro ou tenho algo mais grave? Ia ficar por isso mesmo, afinal para eles eu não sou ninguém mesmo. né?
Comitê do candidato Rui Costa

Lembro que há alguns anos, os outdoors foram proibidos, por demarcar os candidatos que possuíam mais dinheiro para a campanha. Assim a campanha poderia ficar desigual. Mas será que essas placas também não demarcam quem tem mais dinheiro também? Será que elas não demonstram também a desigualdade da campanha, além de enfeiar a cidade?
O vento acaba destruindo as placas e a situação fica ainda pior

Gostaria de deixar claro que não tenho nada contra nenhum candidato, nem contra Rui Costa, mas como o comitê dele fica quase ao lado do prédio que trabalho, foi inevitável tirar a foto. Ainda tem também essa questão acima, onde o vento ou até mesmo vândalos, destroem e/ou picham as placas e a coisa entra num nível de bagunça sem precedentes.

A cidade está tomada por essas placas e cavaletes

Saída do comitê de Rui

Em frente ao TCU


Rafaela Valverde

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Psicologia

Foto: Google
A vida é uma ironia. Ou uma série de ironias, intermináveis e consecutivas. Eu sou a pessoa das ironias, da coisas inesperadas e ruins que de repente se tornam boas ou vice versa. Há uns dez anos mais ou menos eu sonhava em ser psicóloga. Sobretudo quando lia livros de suspense, ou romances policiais. 

Queria atuar na psicologia forense, ou na área de terapia sexual. Passei anos da minha vida dizendo isso e em 2009 fiz o vestibular na UNEB, em Pedagogia. Como não tinha Psicologia na UNEB, hoje já tem, eu fui fazer Pedagogia, achando que tinha alguma coisa a ver. Não tinha. Não tem.

Fiquei uns semestres fazendo Pedagogia, por que não sabia realmente o que queria e algumas disciplinas até tinha alguma coisa de psicologia. Fui fazendo, mas quando chegou muito no foco do ensino, do magistério, eu entendi que não era aquilo que eu queria para mim. Ainda não sabia o que queria exatamente, mas o que eu  'não' queria eu tinha certeza. E estar cercada de crianças, com temas relacionadas às crianças eu não quero! 

Logo nessa época, em um evento da Rádio Metrópole, no aniversário de doze anos, descobri o jornalismo e passei cerca de dois anos me empenhando e pesquisando sobre a área. Entrei em jornalismo no início do ano, pelo FIES em uma faculdade elitista em Salvador. Muito conhecida, pouca qualidade efetiva no ensino. Pelo menos é o que eu acho. Não vou me ater a esse assunto, vou prosseguir. Agora no segundo semestre me candidatei novamente a uma vaga no PROUNI (essa história eu já contei).

O fato é que conforme fui informada em jornalismo, na minha atual faculdade que é a FSBA (Faculdade Social da Bahia) poderia haver a não formação da turma para jornalismo. E eu teria que escolher outro turno, ou outro curso. Pois foi isso que aconteceu e a faculdade entrou em contato comigo alguns dias antes de começar as aulas para me informar. Tentei ver o turno noturno e o curso de Publicidade para não me afastar muito da área que eu queria, mas não foi possível.

Dentro das áreas a mim oferecidas: Direito, Administração, Educação Física, Fisioterapia e Psicologia, eu optei por psicologia. As coisas são difíceis e eu não queria perder minha bolsa. A faculdade fez minha transferência interna e cá estou eu realizando meu desejo de adolescência, estou cursando Psicologia em uma conceituada faculdade, preocupada com os alunos e com a qualidade de ensino. Estou gostando. Estou feliz. E dessa vez, juro que me formo. 

Depois faço jornalismo. E ainda pretendo fazer uma especialização em terapia sexual, ou sexologia para ser sexóloga. Bem, é isso.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Livro Doidas e santas - Martha Medeiros

Foto: Google
Esse livro é bem interessante. Lúcido, leve e bem escrito, traz crônicas de Martha Medeiros que foram publicadas nos jornais Zero hora e Folha de São Paulo entre os anos de 2005 e 2008. Martha discute em seus belos textos diversos assuntos, entre eles, livros músicas, filmes, atualidades, mídia e política. Além disso com uma boa dose de humor, ela fala sobre relacionamentos interpessoais, amorosos, atitudes femininas e a falta delas.

São crônicas rápidas e divertidas. Crônicas que homenageiam os pais e as mães em seus respectivos dias e ainda crônicas que enaltecem a beleza da vida. A vida que vale a pena ser vivida apesar de tudo. Eu recomendo a leitura de Doidas e Santas. Para quem é doida, para quem é santa e para quem tem um pouco das duas, afinal todas nós somos um pouco de cada uma.


Rafaela Valverde


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Morreu João Ubaldo Ribeiro

Morre o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro. Dá uma tristeza grande quando percebemos o quanto de gente boa, representantes da nossa cultura nos deixaram esse ano já.

Foto:  http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/07/morre-o-escritor-joao-ubaldo-ribeiro-4554362.html
Nessa madrugada morreu o escritor, nascido em Itaparica, jornalista, membro da Academia Brasileira de Letras. Ele teve uma embolia pulmonar  em sua casa no Rio de Janeiro. Tinha 73 anos e era autor de livros como "O sorriso dos lagartos", " A casa dos budas ditosos" e "Viva o povo brasileiro." Ganhou em 2008, o prêmio mais importante da literatura de língua portuguesa, o prêmio Camões. Ele lutava muito pela melhoria de sua cidade natal, Itaparica e em diversas ocasiões, pude ter notícias dele, protestando em prol da mesma. Um dos autores mais importantes do Brasil, orgulho da nossa Bahia e sétimo ocupante da cadeira 34 da ABL. Será velado na sede da Academia no Rio. É isso, mas um se foi.


Rafaela Valverde

O estranho

Foto: Google
Vou andando para o trabalho todos os dias, afinal fica a duas quadras da minha casa e eu preciso fazer algum tipo de exercício. Estava andando sem olhar para frente, olhando para o Smartphone ultra moderno que eu era obrigada a ter. Precisava ficar sempre ligada em tudo, pelo menos quando estava acordada. Estava trabalhando como assessora de imprensa de um órgão da prefeitura da cidade, apesar de odiar ser assessora de imprensa.

Continuava andando, até que de repente me esbarrei em um homem. Ele praguejou e continuei andando sem dar muita importância a nada. Não estava atrasada, mas queria chegar logo. Aquele dia seria agitado. Havia muitas coisas acontecendo na cidade e um escândalo político rolava na prefeitura. Tinha que correr.

Parei em um cruzamento para atravessar uma rua na faixa de pedestres. Um homem alto se aproximou e ficou ao meu lado para atravessar também. Olhei de relance para ele, afinal podia ser uma ladrão, sei lá. Tive a impressão de que era o mesmo homem que havia me esbarrado há pouco. Ele deu um sorriso amarelo e atravessou a rua, no sinal vermelho. 

Tive certeza, era o mesmo homem. Ele sumiu da minha vista e levantei uma sobrancelha, achando aquilo estranho, mas continuei meu caminho. Faltava pouco para chegar e os alertas no meu celular não paravam. A coisa estava piorando. "Meu dia vai ser uma merda." Pensei.

Faltava apenas mais uma esquina para chegar ao trabalho, quando o mesmo homem apareceu na minha frente, com um chapéu Panamá. "Ele já estava de chapéu?" Não pude resistir e perguntei se ele estava me seguindo. Avisei que ia chamar o guarda que estava na praça logo a frente. Ele soltou uma gargalhada e seus olhos verdes brilharam. Aí ele disse:  "Sim. Você passa todo dia lá na frente da minha loja e não presta atenção em nada e ninguém. Só com os olhos nesse celular. Resolvi agir e te seguir pra ver se você me enxerga.

Arregalei os olhos e ele tomou meu celular. "Vou jogar isso fora." No lugar do celular colocou uma rosa vermelha na minha mão. Sorri. "Eu não conheço você", disse. Mas eu te conheço, ele respondeu. Me devolveu meu celular e se ofereceu para me acompanhar ao trabalho. 

"
Você é um estranho." "Pois então deixe que eu me apresente". Disse seu nome e começou a andar, eu o segui, perguntando se ele sabia o meu. Ele balançou a cabeça afirmativamente e me levou até a porta do trabalho. Entrei no prédio sem olhar para trás. Tinha um papel dentro da rosa, com o telefone desse charmoso estranho. "Meu dia começou bem. Muito bem."


Rafaela Valverde

sábado, 12 de julho de 2014

Nova faculdade

Foto: Google
Mudei de faculdade. De novo. Primeiro semestre. De novo. Gente nova. De novo. Tudo novo de novo. Eu não tenho medo, na verdade adoro o novo, apesar da ansiedade e expectativa que fico nos dias que antecedem o novo. Foi uma bolsa que consegui. O mesmo curso, outra faculdade. Uma faculdade melhor, que eu "namorava" desde o início do ano.

Tentei entrar lá no primeiro Prouni e não consegui. Mas agora no segundo semestre as portas de lá se abriram para mim e lá fui eu me inscrever. Me quiseram dessa vez e eu fui com tudo, sem medo de ter de começar de novo. É uma boa faculdade, com uma ótima nota no Enade em meu curso e uma ótima nota nos conceitos do MEC.

Além de ser uma faculdade realmente interessada no ensino, na formação e não no lucro. Não em se transformar em um shopping, com praças de alimentação e lojas diversas. Isso oprime alunos "carentes" que precisam de Prouni e Fies. Lá por ser uma faculdade católica, é mais voltada para o social, para os alunos que realmente precisam estudar e realmente focam nisso e não nos carros do ano, nas lanchonetes que vendem lanches mais caros que o normal e em futilidades sem precedentes.

Agora estarei na Faculdade Social da Bahia, a Faculdade do Isba. Em frente a praia da Ondina e mais focada no jornalismo. Como tem que ser. Muda a faculdade, mas a vontade de estudar e o amor pela área continuam. Dia onze de agosto, estarei lá. É isso, mais uma etapa. E sem modéstia, me considero uma pessoa corajosa, por não ter medo de mudar. O importante é minha bolsa! 

Rafaela Valverde

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Pausa para a copa

Foto: Google
Em tempos de copa do mundo no Brasil, podemos ver vários espetáculos em campo e podemos constatar também que toda a programação nacional e local das Tvs, rádios, jornais, etc., está tomada pelos assuntos relacionados ao evento esportivo. Isso é bom.Ter o nosso país tomado por esse clima de festa, essa alegria, essa animação em uma época do ano já tão animada é bom. 

Porém é necessário também que saiamos desse torpor. Será que acabaram ois assassinatos, os estupros, as mortes, as drogas? Acabaram as mortes nos hospitais? Acabaram todas as desgraças que existem em nosso país? Não, não acabaram. Nada mudou no mundo, nada mudou em nosso país, mas parece que demos uma pausa em tudo isso. Pausa de um mês para ver a copa. 

O país para, as cidades param, as empresas (algumas) se adaptam para que seus funcionários vejam os jogos da nossa seleção, etc. É emocionante ver toda essa união em prol de algo e é pena que não vejo mais a mesma união para outras coisas, outras  lutas, outras demandas sociais, enfim. No mais eu vejo como algo positivo e mudei muito a minha visão em relação a esse evento esportivo. E é bom lembrar que a copa é aqui e a última foi em 1950. Nem eu, nem a maioria das pessoas que eu conheço havia nascido nessa época, então pode ser daí essa comoção geral.

É claro que eu não entendo nada ou quase nada de futebol e  às vezes perco alguma coisa. O importante para mim na verdade é o gol. Como diz O Rappa: "Eu quero ver gol, eu quero ver gol, não precisa ser de placa eu quero ver gol..."

Agora vejo os jogos, pelos menos os que eu posso ou os mais importantes. Tento entender as regras, as gírias, pergunto, olho atentamente e percebo o tamanho dos espetáculos que temos a oportunidade de ver em campo. São verdadeiros shows! Com homens lindos, por sinal! Essa copa realmente está sendo muito boa para mim. Estou de casa nova, uma casa muito mais espaçosa e melhor, é a minha primeira copa depois de casada, e diferente das últimas duas copas, a minha vida está tranquila e nada de ruim aconteceu.

Vamos celebrar a vida, celebrar a copa, celebrar os países que se unem. Mas também vamos manter os pés firmes no chão, a cabeça aberta e ligada em todos os outros acontecimentos que continuam atingindo nossas vidas e nosso mundo, mesmo que estejamos de pausa para a copa.


Rafaela Valverde

terça-feira, 20 de maio de 2014

Jovens mais jovens que eu

Foto: Google
Sempre estou sozinha, sobretudo nos ambientes rodeados de jovens que vivo atualmente. É claro que eu sou jovem, mas talvez tenha espírito velho, amadurecido. Ou então é aquele típico preconceito com as gerações precedentes à nossa. Bem deve ser isso mesmo. Os mais jovens que eu, os bem mais jovens mesmo, que estudam comigo na faculdade ou no curso técnico. São jovens de dezessete, dezoito, dezenove anos, com hormônios à flor da pele, que não conseguem ficar calados, só assistem séries e acham que sabem muita coisa. Acham até que sabe tudo da vida! Coitados. Nem vou lhe dizer o que os espera.

Esses jovens me evitam, me acham uma dinossaura do século passado. Simplesmente por que entro calada, dou meu bom dia/ boa noite e assim permaneço. Só falo quando me perguntam algo e raramente consigo me soltar na minha turma da faculdade. Me solto mais à noite no curso técnico. A turma, mesmo tendo muitos jovens é um pouco mais silenciosa e madura. Ouve a professora e  falam menos, bem menos asneiras do que as que tenho ouvido em todos os lugares ultimamente.

Sento no meio da sala e fico lá, na faculdade, calada e até mesmo dormindo, para tirar o atraso. Isso antes de começar a aula. Sempre chego muito cedo e antes de o professor chegar, sempre temos três ou quatro pessoas na sala, mas quando "o grosso" da sala chega, o pandemônio se forma. A maioria dos professores têm que fazer um esforço inumano para conseguir dar aula, por que a falta de educação e  falta de maturidade não permitem que as pessoas calem a boa e /ou desgrudem do celular, durante uma manhã.

Não tenho mais paciência para os jovens, mais jovens que eu. É por isso que não penso em ter filhos. Não quero adolescentes chatos de uma geração ainda mais avançada, infernizando meu juízo. Já tenho problemas demais! Estar em algum lugar aqui nessa faculdade, constantemente se torna um inferno. A praça de alimentação, os corredores, o laboratório de informática agora está pior que feira livre. Eles gritam, eles conversam fora de hora, eles riem de tudo e falam alto, muito alto. Além de te empurrarem, fingirem que não estão te vendo e não reponderem o bom dia.

Aliás só falam besteira. Não dá para filtrar muita coisa não. É claro que isso é uma generalização da minha parte e isso soa como injusto e é, por que nesses mesmos ambientes e em outros, conheço jovens centrados, que falam em um tom de voz normal, leem, não vêem apenas séries idiotas, têm educação e ouvem os professores. Esses são poucos, mas se destacam. O resto se torna igual, homogêneo. Os filhos da classe média alta de pais que são exatamente assim. Os filhos são apenas reflexos do que vêem em casa.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Seu número

Foto: Google

_Qual seu número? _ Ele me perguntou. De repente me dei conta que não sabia meu telefone de cor.
_ Serve o celular? _ Perguntei para ganhar tempo, ignorando o fato que quase ninguém hoje em dia tem telefone fixo.
_Quero o celular. Pra ter contato diretamente com você.
_Ok.Deixa eu olhar na agenda. Ainda não memorizei.
Peguei o celular na bolsa, da forma mais natural possível e achei o contato estúpido na agenda: "Meu número". Comecei a falar o número sem aviso e ele correu para gravar no seu celular.
Não dava para esconder o constrangimento de não saber o próprio número e estar ali no meio da rua falando o número da agenda do celular.
_ Tô atrasada. Preciso ir trabalhar.
_ Quer uma carona? Estou de moto.
_ Não, obrigada. Vou pegar um táxi _ Me surpreendi com o quanto posso ser mentirosa. Eu iria era de ônibus mesmo.
_Ok então.
Nos despedimos com um beijo na bochecha e um aperto de mão. Ele apertou meus dedos com firmeza, mas puxei a mão delicadamente e pude sentir seu perfume nela.
Continuei andando até chegar ao ponto de ônibus. E após alguns minutos senti o celular vibrar dentro da bolsa. Abri a bolsa, peguei o celular e vi que havia um SMS.

                "Vc mentiu. Vai é de ônibus. Estou vendo você no ponto. Vc nem pediu meu número de                                 volta, né? Nem por educação."

Olhei ao redor, dei três passo para frente, olhei atrás da cobertura do ponto, mas não o vi em lugar nenhum. Ainda estava com o celular na mão quando recebi outro SMS:

                            "Esse é meu número, se te interessar e hj é sexta, vou na sua ksa. Vamo com a gente hj?"

Respirei fundo. "Ele é amigo do meu irmão. Que clichê."
                                
                                 "Vou pensar _ respondi ao SMS.

Lembrei que ele, meu irmão e turma deles iam para a farra toda sexta feira, impreterivelmente. Mas eu sempre tinha o que fazer. Minha semana era cheia e reservava as noites de sexta para estudar um pouco. Minhas aulas da pós eram aos sábados e reservava a noite de sexta para repassar alguns conteúdos. Por isso sempre estava no meu quarto quando ele ia lá em casa. Estava há algum tempo me dedicando somente ao trabalho e aos estudos e só havia visto ele poucas vezes, mas gostei dele mesmo assim. Ele é bonito. Além de bonito, malhava e era bem sucedido. O celular vibrou outra vez:

                                 "É sua aula de amanhã, né? Juro que levo você cedo pra ksa."

"Como assim? Ele sabe da minha aula da pós?
Percebi que sabia muito pouco sobre ele. Só tinha informações superficiais. Só sabia seu nome, claro, que era bonito, malhado e bem sucedido. Essa última informação sabia através do meu irmão, Bruno.
Veio meu ônibus e entrei, depois que cheguei no trabalho não pensei mais nisso. Sou jornalista e trabalho em um jornal da minha cidade. Meu trabalho me consome muito tempo, mas eu adoro.No horário de almoço, porém quando peguei a bolsa para sair para almoçar, percebi que havia três SMS em meu celular.
Imaginei logo que seriam dele, pois ninguém me mandava SMS. Nem minha operadora!
 
                                "Vc ñ me respondeu."

A primeira. Comecei a me sentir incomodada com tanta marcação. A segunda dizia:

                                "Deixe de ser bicho do mato, Brenda. Vamo sair."

O terceiro SMS me deixou intrigada e ao mesmo tempo derretida:
 
                                "Gosto de você, só nos vimos umas duas vezes, mas não sei explicar. Estarei na sua                                       casa hoje á noite como sempre. Bjo."

Coloquei a mão na testa e suspirei. Olhei para dentro dos meus olhos no espelho do elevador e decidi me permitir. O máximo que podia acontecer era eu me arrepender e me decepcionar de novo. "Mas isso é inevitável. Todo ser humano sofre, afinal." Pensei ainda olhando no espelho.
O elevador chegou ao andar do refeitório e antes de entrar respondi ao SMS:

                                   "Não estarei trancada no meu quarto hj de noite. A gente se fala lá em ksa, bjo.                                              Brenda."






Rafaela Valverde

sábado, 12 de abril de 2014

A criação da internet - Parte II

Foto: Google

Nos anos 90 a internet já estava privatizada e contava com uma arquitetura técnica totalmente aberta. Essa abertura permitia a conexão de todas as redes de computadores em qualquer lugar do mundo. A WWW já estava funcionando com softwares adequados e vários navegadores fáceis já estavam disponíveis para serem utilizados.

 A internet nasceu da junção da intenção de pesquisa militar e da cultura libertária.A verdadeira intenção na verdade ao criar a Arpanet foi  financiar a ciência da computação nos EUA e deixar que os cientistas trabalhassem, Algo de interessante e diferente tinha que sair dali.  E saiu. 

O uso mais popular da internet naquela época foi o correio eletrônico, e até hoje ainda é o recurso mais usado na net. A Arpanet já era usada para conversas entre estudantes e compras de determinados itens como maconha, por exemplo. Isso acontecia devido à política de flexibilidade e liberdade acadêmica da ARPA, que deu espaço para a criatividade de universitários e americanos de forma geral. Com isso ofereceu-lhes recursos para transformar ideias em pesquisa e pesquisa em tecnologias possíveis de acontecer.

Sem a ARPA não teria havido a Arpanet, e sem ela não haveria a internet como conhecemos hoje. O mundo dos negócios não aceitou a internet. Afinal era uma tecnologia ousada demais, cara e arriscada demais para se dá alguma importância. Os empresários da época eram muito conservadores e estavam totalmente voltados para o lucro. Não havia espaço para inovações tecnológicas nesse mundo antiquado e quadrado.

Houve uma rápida difusão dos  protocolos de comunicação entre computadores, Isso não teria ocorrido sem a distribuição gratuita de softwares e  uso cooperativo de recursos. Isso se tornou o primeiro código de contato entre os hackers. Afinal não havia intenção de lucro com isso. Havia valores de liberdade individual do pensamento independente e de solidariedade e cooperação.

Essa cultura adotou uma interconexão de computadores como um instrumento da livre comunicação e um instrumento da livre comunicação e libertação política, que junto com o PC daria às pessoas, cada vez mais informações e saberes e as libertaria dos governos e corporações. 

Será?

Rafaela Valverde

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O tempo, as mídias e a copa

Foto: Google Imagens/http://www.meemblogando.com.br/category/eventos/
Estamos há dois meses da copa do mundo no Brasil. A minha geração está ansiosa. Nunca assistimos uma copa do mundo em nosso país. Eu me lembro quando saiu o resultado sobre qual país seria essa copa, isso foi há sete anos. Bem, mas isso é coisa de gente que está ficando velha e lembra nitidamente coisas que aconteceram há muitos anos. Há sete anos não estavam popularizadas coisas como aplicativos, sistemas operacionais como android e windows phone, smartphones, tablets, etc.

 Tudo que existia era muito mais caro do que hoje. E consequentemente o acesso não era tão fácil. A copa de 2010 foi importante para mim apesar de o Brasil ter sido eliminado pela Holanda, mas esse foi o ano que eu fui morar com meu marido. Morava na casa de minha mãe e assisti aos jogos em uma TV de 22 polegadas. Era preta, enorme e de tubo. Bem, ela não existe mais e logo foi substituída por uma de LED. Menos espaço gasto, mais qualidade de imagem, som e modernidade!

A tecnologia faz as mídias mudarem todos os dias e consequentemente nossa vida e nossos pensamentos mudam na mesma proporção. Os dias passam rápido e depois de sete anos, cá estamos nós, nos preparando para a copa no Brasil. Os ânimos estão alterados desde o ano passado, com todas as manifestações, inclusive na copa das confederações. Foi um ensaio. E foi tudo "tramado" pelas redes sociais.

Esse ano eu não sei se as manifestações vão continuar, mas vejo pairando nas redes um movimento com o nome "Não vai ter copa." É claro que sabemos que a copa vai acontecer, apesar de todos os problemas. Elefantes brancos em forma de estádios que não servirão para nada, obras atrasadas, infra estrutura, precária, etc. Esses são alguns dos nossos problemas. Mas temos o 4G, temos mais acesso aos equipamentos tecnológicos, compartilhamos, teclamos (ainda se usa essa palavra?), os dedos estão nervosos. Não param!

Conquistamos muitas coisas nesse período de uma copa para outra. Hoje é possível ter informação instantânea, compartilhá-la, comentar, alterar seu conteúdo, formar grupos para discutir o que está sendo noticiado, etc. Hoje há a possibilidade de tirar foto do que está acontecendo nos estádio e postar em tempo real. Um mesmo fato pode ter várias versões e várias fotos. Um mesmo lance pode ser fotografado ou filmado de vários ângulos e ganhar muitas nuances, a depender da intencionalidade do seu uso.

Não podemos esquecer das TVs fechada e aberta, essa última que ainda é a garantia para muitos de acompanhar o mundial se aprimorou nas transmissões. A TV fechada também se popularizou e hoje o que mais se vê nas ruas são as antenas captoras de sinal de satélite. Ganhamos o sinal digital,  a TV 3D e ainda há a possibilidade da mobilidade, pois é possível ver os jogos por meio do celular ou tablet, gravar, curtir, comentar e gerar conteúdo.

Para não esquecer e para finalizar, há ainda que se falar sobre a mobilidade urbana, tendo em vista que o crescimento das nossas cidades nos deixa cada vez mais presos e reféns do trânsito, surgem novos aplicativos também para celulares e tablets, que facilitarão o acesso aos estádios e ainda o monitoramento on line de linhas e serviços de ônibus, metrôs e táxis. Todas as tecnologias nos levam à copa. Todas as facilidades que alcançamos nos permite interpretar, analisar e utilizar a copa da melhor forma que nos convier, para trabalho, diversão, lazer e informação.



Rafaela Valverde







segunda-feira, 7 de abril de 2014

Hoje é dia do jornalista!



Hoje é o dia do jornalista. O mês de abril é mesmo especial. Ainda não sou jornalista e estou longe disso, pois o primeiro semestre não me gabarita para nada, mas um dia serei e gostaria de dizer que nunca me senti tão feliz. Não havia me encontrado ainda. Mas me encontrei na cachaça viciante que é ser jornalista, ou estudante de jornalismo. É tudo delicioso. Fazer prova sobre redes sociais, mídias, tecnologias, criação da internet não tem preço. Coisas do primeiro semestre que ainda traz disciplinas mais basiconas. Eu estou amando, eu estou realizada. Só para lembrar que ainda está rolando a história do diploma, as discussões continuam e me parece que ainda vai ter alguma votação. Mas nenhuma empresa vai contratar alguém que não tenha diploma, ok? Vamos lutar por mais valorização da profissão, obrigatoriedade do diploma, boa formação, liberdade para trabalhar e se pronunciar, etc. Parabéns!!!



Rafaela Valverde

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Parabéns Metrópole! Que venham muitos anos!!!


Hoje é aniversário da rádio Metrópole. A minha radinha. Devo muita coisa do que sou hoje a esse grupo, a essa rádio que comecei a ouvir mesmo, diariamente, há cerca de sete anos. Sempre que posso, em meus momentos livres, estou ouvindo a Metrópole, acompanhando o site e o Facebook. Tudo. A minha vida diária está conectada com a rádio. Há dois anos, no aniversário de doze anos da rádio, estava lá no Teatro Eva Hertez na livraria Cultura e percebi, descobri que a minha vocação e a minha verdadeira felicidade seria no jornalismo. Ainda me lembro do dia, da sensação que tive e da alegria que senti, quando pensei: "É aí que eu quero trabalhar." E não vou descansar enquanto não conseguir meu objetivo. Já pensou? De fã à funcionária? Cultura, arte, história, literatura, humor, política, vida, vivacidade! AMO! E sempre vou amar! Parabéns Metrópole! Continue existindo, e eu sempre estarei com você, minha radinha!



Rafaela Valverde

A criação da internet - Parte I



Nós temos uma capacidade enorme de subverter o que está posto, desobedecer regras e adaptar recursos existentes para o uso que melhor nos represente e beneficie.
A criação da internet se dá nesse contexto. Em setembro de 1969 o Departamento de Defesa dos EUA formou a ARPA (Advanced Research Projects Agency). A ARPA tinha um departamento, o Information Processing Techniques Office (IPTO), onde surgiu a Arpanet, que era uma rede de computadores interligados, com o objetivo de superar tecnologicamente a União Soviética que havia lançado seu primeiro Sputnik em 1957. Da rivalidade e da necessidade de fazer pesquisas em diversos campus universitários, nasceu a ideia da internet como conhecemos hoje.
 Daí podemos perceber a intencionalidade de compartilhamento de dados e informações, já nascendo. Em 1983, o Departamento de Defesa resolveu separar as coisas e como ainda estava preocupado com a segurança, criou a MILNET dedicada exclusivamente para fins militares e transformou a Arpanet em ARPA- INTERNET, que ficou apenas destinada à pesquisa.E em 1990, mais especificamente em fevereiro, a Arpanet foi retirada de operação, pois já era considerada obsoleta, devido ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de programas parecidos. Nesse período o governo americano deixou a administração da Arpanet a cargo da NSF (National Science Foudation), porém a NSF privatizou a internet pouco tempo depois. A partir desse período, a internet, diversos provedores e a rede global de computadores, tomaram pé e cresceram rapidamente.
O projeto original da Arpanet possuía uma arquitetura aberta e descentralizada. Foi isso que permitiu esse rápido crescimento. Em um período anterior, em 1977, pouco tempo depois do surgimento da Arpanet, dois estudantes, Ward Christensen e  Randy Swess criaram o modem, que permitiu a transferência entre seus computadores pessoais.Após a criação e consolidação dessa nova rede, surgiram várias criações que possibilitaram e facilitaram o seu uso. Já citei o modem, mas ainda tem o mouse e um sistema operacional como o Linux, por exemplo. Criado em 1991 por Linus Torvalds que distribuiu gratuitamente na internet e manteve seus códigos abertos. Além disso há o windows que conhecemos tão bem, não é mesmo?
 Outro detalhe importante para o crescimento da internet até chegar a internet que conhecemos hoje, foi o desenvolvimento da WWW. O WWW é uma aplicação de compartilhamento. Em 1995 lançaram o software Navigator através da Net gratuitamente para fins educacionais. Custava 39 dólares e era usado comercialmente.Depois do sucesso do Navigator, a Microsoft finalmente descobriu a internet e em 1995 junto com seu windows 95, introduziu seu próprio navegador: o internet explorer.

Fonte: A galáxia da internet - Manuel Castells



Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de abril de 2014

O mundo muda, a palestra muda

     

 A palestra “O mundo muda, a palestra muda” do professor doutor em comunicação Dado Schneider começou vinte minutos depois do horário marcado. Pelo menos no meu relógio. Mas a expectativa era grande e quando começou, esqueci o horário. Não imaginava como seria a tal palestra muda até ela começar.

  A palestra muda é feita a partir de apresentações em Power point e músicas. As músicas são bem escolhidas, todas internacionais e voltadas para o público jovem. Artistas como David Gueta, Jay Z e Alicia Keys, Lady Gaga, entre outros, apareceram na playlist da palestra. Achei muito boa a escolha das músicas. Primeiro por serem de artistas jovens e direcionadas para jovens, além de Pop e comerciais. Segundo por estarem em outra língua, inglês. Como a maioria das pessoas não entende inglês, não há distração em cantar a letra em português e podem ler melhor os textos das apresentações.

A expressão “sem noção” apareceu muito nessa primeira parte da palestra. “Não seja um sem noção”. Achei isso sensacional. Dado, o palestrante gaúcho, mestre e doutro, criados e idealizador da marca Claro, é muito engraçado. Mas sabe dar dicas sérias acerca da vida e da carreira, por exemplo. Entre elas estão: ler muito, evoluir sempre, conectar, avançar, acompanhar o noticiário, ter sempre opinião sobre tudo e “não seja um plâncton”. Além de “tenha história para contar e faça alguma coisa na vida.” Dicas úteis e valiosas, a meu ver. Dicas não só para a carreira, mas para a vida.

A segunda parte da palestra não foi muda. Dado, depois de chamar e manter nossa atenção inicia seu monólogo. Diz que era um dinossauro analógico. Com o advento do SMS, há alguns anos, já começou a perder a atenção dos alunos. Então contratou um profissional e tratou de se conectar e aprender a usar a internet, as redes sociais, etc. A sua aula agora seria em tablets e smatphones, já que a atenção dos alunos se concentra nesses pequenos aparelhos, de acordo com o que ele próprio falou.

Uma palestra motivacional (?) que se preze, deve mostrar como chegar lá. O palestrante deve, portanto, ser bem sucedido. Ele mostra seu currículo e seus feitos. Convence-nos sobre a importância de sempre realizar algo na vida. Somente ser não adianta. Ele diz que nós, jovens e estudantes da área de comunicação ou não, devemos estudar e sempre nos reciclar. Isso é obrigação! Devemos ser curiosos e trabalhar muito, além de ter o diferencial: o noticiário básico na ponta da língua.

 A briga entre as gerações X e Y tem hora para acabar, afinal em breve a geração X não estará mais aqui e a geração Y será do século passado. Vem aí a geração Z, que já é diferente da gente em tudo, e vai nos superar. E por falar em século, nos damos conta nessa palestra, que o século XX foi vertical e o XXI é horizontal, no sentido que não há mais chefes. Hoje há os líderes, que trabalham a mesma quantidade de tempo, ou mais que seus subordinados. Além disso o nosso século, traz muita mais gente boa e qualificada, tornando o mercado ainda mais competitivo.

O século XXI traz novas economias e novas empresas, exigindo, portanto um novo profissional e novos hábitos. Daí a importância de se destacar, de ter diferenciais. Um desses diferenciais pode ser a capacidade de solucionar problemas. De acordo com Dado, se tivermos um problema a ser resolvido, é preferível que o resolvamos pessoalmente ou por telefone. E-mail ainda é impessoal e pouco instantâneo, principalmente para resolver problemas.

Dado deixa duas frases sobre a nossa era. Tratei logo de anotar, pois as achei geniais. A primeira é: “Não estamos na era da mudança. A mudança é a nossa era!”. A outra frase é: “Estamos na era da diferenciação de mentalidades.” Essas frases, assim como toda a palestra, nos obriga a pensar e repensar em nossas atitudes e na falta delas.
      
O último registro que tenho da palestra é sobre o livro de Dado:  “O mundo mudou bem na minha vez” que ele leva  “no braço” para todas as palestras em todas as cidades do Brasil, e vende a vinte reais cada.
     


Rafaela Valverde
     


Bem vindo abril sem internet.

Hoje inicia - se um novo mês. É o dia da mentira e o mês do meu aniversário, que é daqui a 22 dias. Enfim, não sei se me sinto muito feliz em comemorar 25 anos, tão rápido, mas o importante é estar viva, é estar bem e feliz. Estou sem internet nesse início de mês e só estou podendo postar aqui na faculdade, que onde eu estou agora. As visualizações vão cair um pouco, pois  não posso divulgar e atualizar a página do Facebook. 

Pois é, aqui na faculdade não "pega" o Facebook e em curso como o meu, onde as disciplinas nesse semestre são praticamente sobre mídias, tecnologias e redes sociais, incoerentemente a gente não entra nem no Youtube! Estou tentando ver vídeos para um trabalho de uma disciplina chamada Sociedade e Tecnologia e NÃO CONSIGO. As redes sociais são bloqueadas aqui. E o Youtube acaba sendo considerado rede social.

Pode até ser, mas eu acho incoerente os professores falarem em sala de aula, sobre a necessidade de jornalistas e futuros jornalistas estarem antenados e nossos laboratórios de informática, não abrirem um site como o Youtube! Quando eu estudava na UNEB, tínhamos esses recursos disponíveis, porém agora, mesmo com as disciplinas tendo grupos no Facebook, com divulgação de textos, e informações sobre ter ou não aulas nessa rede, nós não temos acesso.

Bem, é isso. Só queria saudar abril, desejar que ele venha lindo para todos nós, cheio de boas notícias e muito chocolate!! Não esqueçam de mim e do meu aniversário, quero chocolate, hein!



Rafaela Valverde
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