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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Voto nulo 2016

Imagem da internet
Esse ano eu não vou votar em ninguém. Não sei, talvez vote em uma candidata a vereadora que realmente defende, abriga e trabalha pelos animais há anos e não é uma oportunista como muitos por aí. Pois bem, mas ainda assim não decidi se vou votar em alguém. Estou pensando em anular meu voto pela primeira vez. Fiz meu título há mais de dez anos e sempre fiz questão de votar, mas dessa vez é diferente. Estou desesperançada. E quem não está?

A democracia brasileira foi ferida. Não, eu não sou de esquerda, nem de direita. Eu não me rotulo. Eu só defendo a justiça e a democracia. E acho que qualquer pessoa de bom senso deveria defender. Eu acho sim que o governo de Dilma foi um desastre, principalmente nos aspectos político e econômico. O país foi lançado em uma crise que antes havia sido uma "marolinha". Enfim, tenho muitas críticas ao governo, mas acho que assim como diversos outros governos estaduais, municipais e até federais, com seus erros e acertos, chegaram ao fim. Por que só o governo de uma presidenta, uma mulher chega ao fim mesmo sem crime de responsabilidade fiscal? Mesmo sem nenhum crime?

Eu ainda não havia me pronunciado sobre esse assunto aqui, mas é esse o meu posicionamento. Me lembrei de escrever sobre política porque sempre de manhã estou ouvindo o horário político na rádio no caminho da faculdade. Faço questão de ouvir os dez minutos do horário eleitoral gratuito. Sim, gosto de saber como estão as campanhas, quais são as promessas e as mentiras que estão sendo contadas. Sim, porque é isso que eu ouço. Mentiras e ataques aos opositores. Será que não é possível fazer campanhas políticas sem baixaria? Sem atacar o outro? Isso me incomoda bastante e diminui mais ainda a minha vontade de votar.

O da TV eu não vejo, por que em geral não vejo TV, mas sei que é bem bizarro também. E sinceramente, não me interessa! Eu escuto o da rádio porque como vocês já sabem sou ouvinte fã da rádio Metrópole já saio de casa com o fone de ouvido e como são só dez minutos eu escuto para ver o que está ruim, bom ou péssimo;;; Ouço para criticar mesmo. E só consigo sentir que estou sendo enganada. Eu que sou tão desconfiada, como pude confiar em político algum dia na minha vida?

Que me desculpe quem faz campanha, segue, admira ou trabalha com candidatos, mas eles, em sua maioria, não me representam. Há candidato para a prefeitura de Salvador que diz que vai "conversar biblicamente com traficantes para acabar a violência", cara, que idiotia é em que estamos mergulhados? A candidata colocada em segundo lugar repete algumas das mesmas promessas do prefeito quando se elegeu há quatro anos e o prefeito que pleiteia reeleição nem cumpriu algumas dessas promessas... Me poupem! Eu não acredito mais em vocês!





Rafaela Valverde
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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Não sei lidar muito bem com a solidão

Foto: Google
Não sei lidar muito bem com a solidão e nem com a rejeição.Sempre que me rejeitam e que eu me vejo sozinha eu sinto um pouco de desespero que eu nem sei de onde vem. Quando eu me vejo sem alguém para conversar de noite para dividir meu dia, com detalhes eu choro.

Eu consigo hoje admitir que não sei bem lidar com a rejeição e com a solidão. Eu consigo me entender melhor. E eu consigo falar isso para as outras pessoas. Por que antes, não. Antes eu me fazia de durona e dizia para todo mundo que não precisava de ninguém para nada. Mas isso não é verdade. Eu preciso sim. Na verdade todos nós precisamos em pequena ou grande escala.

Ontem li no livro A desumanização de Valter Hugo Mãe que a beleza não é beleza sem alguém para contemplá-la. Se a Lagoa está lá e ninguém a observa e diz que ela é bela, realmente ela não será bela. A mesma coisa somos nós. Não somos bons se não pudermos mostrar nossa bondade para outrem. Não somos nada sem o outro, a verdade é essa.

Se vestimos algo bonito e caro, usamos para sair e não para ficar em casa e dormir. Precisamos dessa forma ouvir que estamos bonitas e que ficamos bem com aquele tipo de roupa, ou ainda que aquela roupa é cara e chique! Enfim, hoje para mim ficou claro que eu  não gosto e não quero viver e estar sozinha. E que isso não é possível, pelo menos não agora. Pelo menos não para mim.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Placas e cavaletes de candidatos enfeiando a cidade

A cidade está imunda. Horrenda. Não sei se só eu estou achando isso. Não é possível. De dois em dois anos temos eleições, e com elas vem a sujeira dos candidatos, nas campanhas e nas pessoas deles também. Mas isso é assunto para outro texto. O que eu quero falar hoje é sobre as placas e cavaletes de candidatos que estão espalhadas pelas ruas de Salvador. Estão enfeiando a cidade, eu não aguento mais. 
Av. Tancredo Neves

O Grupo Metrópole já fez matéria, ouvintes ligam toda hora para reclamar, mas não adianta. Parece que a prefeitura e o TRE não estão morando na mesma cidade em que eu estou morando, para ver o tamanho da feiura das nossas praças, canteiros e passeios que são públicos e não deviam ser utilizados dessa forma. Por isso resolvi hoje no caminho para o trabalho tirar algumas fotos com o meu celular para demonstrar aqui no meu blog, no meu espaço, minha indignação contra esses políticos e contra a falta de ordem e lei que continua imperando em nossa cidade.

Av Tancredo Neves, próximo ao TCU
Dia desses, nesse mesmo canteiro que separa a Avenida Tancredo Neves da Alameda Salvador, próximo ao comitê do candidato Rui Costa e tropecei em uma desses cavaletes idiotas e saí "catando ficha", quase caí no chão e quase bati minha cabeça em uma pedra. Mas consegui me reequilibrar. Era de noite e eu não enxergo bem. Mas imagina se eu caio e morro ou tenho algo mais grave? Ia ficar por isso mesmo, afinal para eles eu não sou ninguém mesmo. né?
Comitê do candidato Rui Costa

Lembro que há alguns anos, os outdoors foram proibidos, por demarcar os candidatos que possuíam mais dinheiro para a campanha. Assim a campanha poderia ficar desigual. Mas será que essas placas também não demarcam quem tem mais dinheiro também? Será que elas não demonstram também a desigualdade da campanha, além de enfeiar a cidade?
O vento acaba destruindo as placas e a situação fica ainda pior

Gostaria de deixar claro que não tenho nada contra nenhum candidato, nem contra Rui Costa, mas como o comitê dele fica quase ao lado do prédio que trabalho, foi inevitável tirar a foto. Ainda tem também essa questão acima, onde o vento ou até mesmo vândalos, destroem e/ou picham as placas e a coisa entra num nível de bagunça sem precedentes.

A cidade está tomada por essas placas e cavaletes

Saída do comitê de Rui

Em frente ao TCU


Rafaela Valverde

sexta-feira, 14 de março de 2014

Comentário de Regina Navarro Lins de hoje na Metrópole, sobre separação

 Áudio


Comentário da psicóloga Regina Navarro Lins  na rádio Metrópole sobre um tema muito interessante, que é a separação. Como era encarada a separação há anos e como ela pode vir a ser encarada hoje a depender do casal e do tipo de relacionamento que tenham, se tenham filhos ou não. É algo a se pensar. Todos nós, sem exceção. Regina fala da famosa frase de Vinícius de Moraes. "Que seja eterno enquanto dure." E analisa o quanto apenas utilizamos a frase, por utilizar. Não fazemos o que falamos, principalmente quando se trata desse assunto tão complicado: casamentos e relacionamentos como um todo. Mesmo apesar de toda modernidade pela qual a nossa sociedade está passando, ainda não conseguimos ver, não trabalhamos a nossa mente para perceber um relacionamento/casamento como algo temporário, transitório. Que consequentemente um dia vai acabar. Para mim essa percepção veio cedo, e hoje eu consigo entender de verdade que nada é para sempre. Nada mesmo. Viva Regina Navarro Lins e a sua sensibilidade e ao mesmo tempo clareza  e lucidez para lidar com temas tão delicados ainda nos tempos de hoje.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 13 de março de 2014

Deixa o coração mandar, com Waltinho Queiroz

  Áudio

Hoje me emocionei com esse programa da Rádio Metrópole. Um programa de cinco minutos, mas que toca a gente de forma tão maravilhosa. Está há três anos no ar e é apresentado por Waltinho Queiroz. Uma ótima edição, texto e músicas maravilhosos. Eu adoro! Ele passa dentro dos Jornais. O matutino, meio dia ou noturno. Esse me emocionou por causa das músicas, do belo texto de Waltinho e por falar sobre o amor o ciúmes, que pode matar literalmente o amor e seus envolvidos e sobre a confusão que as pessoas fazem entre lealdade e exclusividade sexual. São coisas diferentes. O amor é livre!

Curtam o programa. Mas ouçam mesmo, são menos de cinco minutos. Me deu um trabalhão para aprender a fazer e postar aqui.



Rafaela Valverde

terça-feira, 4 de junho de 2013

Não gosto de me gabar

Foto: Google
Ontem estava sentada conversando com meu marido no lugar onde faremos o cursinho. Enquanto esperávamos eu estava com o fone de ouvido ouvindo a rádio Metrópole (oh, que novidade!) e acabei no início por conta disso falando um pouco alto, o que eu detesto. Depois tirei o fone para poder falar mais baixo e estava falando sobre alguns erros de português no mural. E comecei a falar de algumas pessoas, inclusive já formadas que eu ajudei a escrever artigos. 

Enfim, falava sobre as minhas habilidades na escrita. Quando fomos para a sala de aula, o professor de literatura que é jovem e ainda estudante de Letras da UFBA, falou que achou que eu já era formada. Provavelmente ele escutou o que eu estava falando já que estava sentado bem perto da gente. Fiquei super envergonhada. 

Estou contando essa história para deixar claro o que e vou dizer agora. É o seguinte: eu não gosto de passar imagem de pessoa que fica se gabando, não gosto de que as pessoas me vejam falando assim, me sinto péssima, fica parecendo que eu me acho melhor que todo mundo e isso não é verdade. Eu detesto me sentir assim e por isso fiquei muito envergonhada na frente de todo mundo. Eu não sou melhor que ninguém! Eu não sei nada e definitivamente não gosto de passar essa imagem. Era só isso.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 25 de abril de 2013

'Sou honesto, voto aberto'

Depois da baixaria de nossos digníssimos vereadores que em sua maioria votaram contra a decisão do TCM - Tribunal de Contas dos Municípios e em maior número votaram a favor do ex prefeito João Henrique e da aprovação das suas contas do ano de 2010, veio à tona uma ideia que já tenho em mente há muitos anos. Defendo plenamente o voto aberto em todas as instâncias do legislativo brasileiro. O Grupo Metrópole, junto com outros dois grupos de comunicação de nossa cidade inciaram a campanha: "Sou  honesto voto aberto", campanha que tem meu total apoio inclusive para que cresça a nível nacional. Temos que entender que nós juntos, sociedade civil, somos capazes de pelo menos tentar, mudar algumas coisas em nosso país. Estou trazendo o link da campanha para quem quiser votar. É super rápido, basta digitar nome e e-mail. Vamos lá, colabore!





Rafaela Valverde

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A rádio Metrópole vai ser obrigada a retransmitir a Voz do Brasil

A rádio Metrópole por causa de uma decisão judicial vai ser obrigada a partir da próxima segunda feira a retransmitir a chatice da Voz do Brasil. Considero que até é uma coisa importante, mas que não devia ser imposta e engessada do jeito que é. Enfim, não creio que uma rádio a menos transmitindo a voz do Brasil, faça alguma diferença. Ninguém ouve mesmo. Então seria bem melhor se continuássemos a ouvir o Jornal da cidade nesse horário das sete às oito da noite, que é o horário em que muitas pessoas estão voltando para casa e ligam o rádio na Metrópole que é uma rádio de qualidade, uma rádio de notícias diferente, afim de se informar, principalmente sobre o trânsito, se divertir e aprender. 

Foto/ Reprodução Google
Pois é, por que além de notícias, entretenimento, a arte oferece cultura, entretenimento, diversão, literatura, enfim, uma gama de coisas muito melhores para a gente e que estamos precisando, do que a voz do Brasil que é totalmente descontextualizada de nossa realidade e distante de nossos problemas. Fiquei bastante chateada com essa decisão judicial,aliás eu acho que a justiça teria que arranjar algo mais importante para fazer, afinal de contas, são tantos processos, tantos julgamentos, tantas pendências... 

O motivo principal da minha chateação foi sobretudo o fato disso confirmar a minha teoria de que NÃO vivemos em um país democrático. Não podemos falar o que pensamos e ainda temos imposições desse tipo acontecendo a todo tempo, em pleno século XXI. E nós continuamos passivos. Como ouvi hoje na referida rádio, a opinião de um dos ouvintes através de um e-mail: "Temos um milhão e seiscentas assinaturas para o protesto contra Renan Calheiros e setenta e cinco milhões de votos no BBB 13". Que discrepância! E enquanto isso temos que engolir imposições insensatas e cruéis. 

 Termos que escutar a voz do Brasil, um programa obsoleto e atrasado em seu formato e em seu modo de ser, é sermos cerceados do nosso direito de falarmos e de ouvirmos, nesse horário, já que a rádio é uma tribuna aberta. Quem conhece sabe!Há um tempo, há especificamente dez anos, a rádio não retransmitia o programa, pois também por um ganho na justiça entendeu- se que o veículo era de utilidade pública e prestava um grande papel social em nossa cidade e em nosso estado. Mas e aí? Perdeu- se essa utilidade pública? Não tem mais o papel social? Realmente não entendi.


Rafaela Valverde

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Arena que não é arena. É esse o presente que Salvador precisa?

Essa semana estava em pé em um ônibus cheio, sendo empurrada por todos que desciam e observando a sujeira e o caos que se formava em cada ponto de ônibus de nossa cidade, após o carnaval e com a proximidade do fim de semana quando de repente ouvi na rádio. A rádio Metrópole, cuja programação está sempre em meus ouvidos através do fone de ouvido, que a arena Fonte Nova será entregue no dia 29 de março, dia do aniversário da cidade.

 E que será um grande presente de aniversário, enfim, toda aquela ladainha que já estamos acostumados a ouvir de pessoas que não tem coragem de admitir que estamos vivendo em um verdadeiro caos, com uma ínfima qualidade de vida. É claro, essas pessoas, como no caso do rádio, foi o senhor secretário dos assuntos da copa e as duas comunicadoras, apresentadoras do programa em questão, vivem em seus condomínios fechados e "seguros", andam em seus carros bem refrigerados e estão em um veículo de mídia. 

Foto/ Reprodução Google
Não podem assumir papéis tão pessimistas e afirmar que a conclusão e a inauguração da Arena Fonte Nova é uma bosta, me desculpe pelos termos, já que nem se trata de uma arena esportiva que pelo menos incentive nossos jovens a praticar esporte ao invés de correr para a marginalidade. Então, o ginásio Antônio Balbino que servia para eventos esportivos e musicais foi retirado, a piscina também e até a escola pública que ali funcionava deixou de existir. 

Que triste, nenhum incentivo à cultura, ao esporte e à educação, e sim ao consumo, já que soube que vamos ter lá dentro lojas e lanchonetes, põe logo um cinema e transforma em shopping! E olhe que meu marido nadou lá em sua infância e pré adolescência e agora temos apenas um belo monstrengo "pra inglês ver" e estamos felizes e satisfeitos, somos o pais da copa, do futebol e da cerveja, onde a Ambev é a empresa com mais lucros no ano passado! Somo esse o país que nunca se consagrou em nada além de futebol e boas novelas, somente isso que temos em nosso país? Será? É com essa mediocridade que vamos sempre nos contentar? 

Temos os piores índices educacionais, científicos, culturais, sociais do mundo. Ainda temos doenças do século passado, escravidão e racismo. Temos lixo em cada esquina de nossas grandes metrópoles, não somos civilizados, ouvimos som alto do celular alheio no ônibus, ouvimos pregações religiosas e recebemos também folhetos bíblicos que emporcalham ainda mais nossos ambientes. Tudo isso em um país dito laico.

Não respeitamos os outros e somos intolerantes com os diferentes. Amplio a questão a nível nacional, porém sabemos que a gênese do problema se encontra nas cidades que em sua coletividade forma o que devia ser uma nação. Cidades mal administradas e saqueadas descaradamente, com a educação básica relegada e diminuída e em nossa cidade ainda temos aquela cultura dos baianos alegres e que gostam de se divertir, beber e dançar com os carros abertos no meio da rua (e ainda saem dirigindo) e que jogam lixo na rua para para gerar emprego.

Ou seja, cenários dignos de alguma providência urgente e ninguém faz nada. Não faz nada e ainda acham bonito o que está aí. Só cuidamos de uma ponte Salvador- Itaparica que nunca vai sair, do carnaval, futebol e Arena que NÃO é arena! Por isso tenho certeza que esse não é o presente mais adequado para Salvador, pois precisamos de muito mais que um estádio de futebol e de uma copa do mundo.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O Guia Politicamente Incorreto da Filosofia - Luis Felipe Pondé

Estou lendo o livro Guia Politicamente Incorreto da Filosofia, do escritor, filósofo e comentarista da rádio Metrópole, Luís Felipe Pondé. É um livro que já havia ouvido falar há alguns meses através da rádio e em uma rápida visita à livraria Saraiva na última sexta feira do ano, não resisti e comprei. O livro é azedo e quem não gosta de ouvir opiniões e conceitos diferentes dos seus, não leia. Mas quem está aqui para ser contrariado e que também gosta de contrariar e de "desobedecer" principalmente quando de trata dessa prática detestável do politicamente correto, vai se sentir bem à vontade, como eu. Digamos que comecei o ano bem, com essa leitura e em alguns casos, na maioria talvez, concordo plenamente com as análises que o autor faz de fatos cotidianos e tão presentes na sociedade brasileira. Ele traz ideias de vários teóricos e  filósofos como Platão, Aristóteles, Darwin (que também produziu filosofia, uma vez que produziu conhecimento), Shakespeare, Maquiavel, Nietzsche e até pasmem Nelson Rodrigues, entre outros menos conhecidos pelo grande público. Diria que o livro está apenas confirmando o que eu penso sobre essa babaquice de politicamente correto que é chamado pelo autor de praga PC. Penso que é realmente babaquice inventada pelo bando de idiotas que nos cercam e que só faz evidenciar os preconceitos e discriminações gerados em nossa sociedade. Para mim, velho é velho por que afinal de contas ninguém "idosa" e sim envelhece, para mim preto é preto, ou negro, não tem essa de afro brasileiro ou moreno, ou "cabo verde" (UÓ, QUEM INVENTOU ESSA?) e viado é viado. Não perco meu tempo com eufemismos que não levam ninguém a lugar nenhum e que só evidenciam o desprezo que intimamente conservamos em relação ao outro.

E tenho dito!


Rafaela Valverde

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O meu 2012

Resolvi sentar para escrever a retrospectiva de 2012 apesar de ele ainda não ter acabado. Pronto, é agora.
Em Janeiro, quando ainda estava me recuperando do susto do assalto de Dezembro, dentro do ônibus, Pablo meu marido foi assaltado na porta de casa e tivemos muitos problemas, além do susto, por conta disso. Levaram o meu cartão de transporte que estava com ele, então imaginem como ficamos e imaginem como começamos o ano. Nessa época eu trabalhava no SAC. Em fevereiro tivemos a greve dos policiais que como sempre nos deixou apavorados. A greve durou doze dias. No mês de março meu marido foi demitido e aí começaram alguns problemas financeiros que tivemos, pois no mês de abril pedi demissão do SAC para ser monitora de ensino na UNEB, do curso de Pedagogia, uma decepção, já que me deram calote e a bolsa não saía na data correta e eu trabalhava "pra burro". No mês de março eu decidi começar a usar o Facebook, depois de resistir muito.  Em abril é o mês do meu aniversário e da minha irmã. Passei um bom aniversário. E ainda em abril, no dia 12 houve o evento em comemoração aos 12 anos da rádio Metrópole, no Teatro Eva Hértez, fui com o marido e conheci Mário Kértez, tirei foto com ele, e algumas meninas da rádio. Foi emocionante! O mês de abril ainda teve início a greve dos professores da rede estadual de ensino que durou 115 dias e acabou no mês de agosto. No mês de maio saí da casa que morava há um ano e cinco meses e vim morar na casa em que moro atualmente que é a casa de minha mãe, até a minha ficar pronta. Também no mês de maio em meio a nossa mudança, minha gatinha Nicole sumiu. Ficamos muito mal. Teve o dia das mães, fiz um almoço aqui para minha mãe. Nesse mês é comemorado o aniversário de meu pai, eu fiz uma feijoada a pedido dele para a comemoração, isso antes dele virar evangélico. Em maio também peguei duas gatinhas que iam ser jogadas na rua. Anita e Tônia. Tônia já morreu. O mês de junho é marcado pelo São João que eu não curti. Esse mês foi difícil, pois diversas vezes, minha avó ficou doente, tendo que ser levada ao atendimento de emergência. Também no mês de junho é comemorado o aniversário de minha mãe e passei esse dia com ela. No final de junho perdi um tio que gostava muito e foi uma perda muito grande para toda a família. Em julho comecei a procurar estágios e/ou emprego pois já havia saído da droga de monitoria da UNEB. Em agosto fiz dois anos de casada e saímos para comemorar em meio a tantas derrotas em seleções de emprego. Setembro é sempre um bom mês e com ele veio o aniversário de meu afilhado Davi, que comemorou um ano no dia 20 e a festa foi dia 23 desse mesmo mês. Ainda em Setembro foi o aniversário de meu marido e foi o mês que eu decidi largar a faculdade de vez e também foi o mês que eu cortei o cabelo "joãozinho", retirando toda a química e aprendendo a conviver de vez com os meus cachos que estão lindos e me deixando feliz.. No mês de outubro finalmente consegui emprego na empresa que trabalho agora e isso me deixou muito aliviada, de verdade, ainda mais no meu caso que estou retornando à empresa, já que já trabalhei lá há dois anos. Em outubro é comemorado o aniversário de minha sogra, esse também foi o mês da eleição pra prefeito de nossa cidade fui presidente de mesa esse ano no primeiro e no segundo turno. Em novembro começaram os preparativos para o natal. Nesse mês eu decidi fazer o curso de Comunicação Social na UNEB e me inscrevi no vestibular que será daqui há uns quinze dias. E agora estamos no mês de dezembro (mês que eu comprei o livro Cinquenta Tons de Cinza) na madrugada doa dia 25/12, com uma ansiedade tamanha esperando mais um ano chegar ao fim.


E esse foi um resumo de 2012...

Rafaela Valverde

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A intolerância vai acabar com a gente!

Há alguns dias eu estava em uma fila esperando um ônibus na Estação Pirajá, para variar e estava bem distraída ouvindo a Metrópole no fone de ouvido, quando uma cena me chamou atenção. Na verdade uma sequência de cenas que me deixaram um pouco indignada e pensando em como ainda no século XXI pode haver cenas como essas. Bem, foi o seguinte: na minha frente na fila estava uma homossexual feminina que se vestia como um homem, com cabelo baixinho e tudo. Ela estava sempre olhando para trás e eu imaginei que ou eu ela estava querendo pegar outro ônibus, ou estava esperando alguém. Até aí tudo bem, o fato é que ela estava muito inquieta e olhando para algum lugar a todo o momento, o que pode ter chamado atenção da pessoa que veio até ela silenciosamente. Essa pessoa era uma mulher evangélica com uma saia horrível daquelas jeans que vão até o joelho (existe alguma coisa mais feia e brega do que essas saias?), estava com vários folhetos na mão e entregou apenas à lésbica e se afastou. Ela nem ligou, pegou o folheto, dobrou e continuou olhando para trás, mas eu fiquei indignada com aquilo. Agora eu me pergunto: o que leva uma pessoa a se achar melhor que a outra? A tratar uma pessoa com esse tipo de superioridade. Não gostei e se fosse comigo, não pegava. Por que entre tantas pessoas na fila, ela só entregou o folheto dela para a lésbica? Será que Deus realmente julga alguém e suas escolhas, como essas pessoas fazem?Será que essa é uma atitude bem vista aos olhos de Deus? Não vejo em que ela é melhor do que a outra mulher, só por que ela estava com uma saia muito feia e uma bíblia em baixo do braço? Isso não quer dizer nada, pois o coração pode estar podre.Não entendo o ideal assistencialista e salvacionista que essa gente tem, com tanta arrogância achando que só o Seu Deus é o Senhor! Ninguém é melhor que ninguém, quando vão entender isso? Aquela mulher não vai mudar a vida dela por causa apenas de um folheto com palavras que foram escritas por homens como nós. Deixa nos viver como queremos! Deus quer é que sejamos felizes, e vivamos de acordo com o nosso livre arbítrio e não sermos submetidos a pessoas tão pessoas como nós e que só tem mesmo a limitação de uma única leitura: a da bíblia. Cabe ressaltar que não estou generalizando, porém a carapuça serve para quem realmente a utiliza.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Minha infância e meus dias das crianças

Nunca mais o mundo foi o mesmo da minha infância e nunca mais vai ser. Hoje assisti alguns programas de dez, doze anos atrás, e senti sim saudades de algumas coisas. Como por exemplo, o envio de cartas e a boa ansiedade que a espera do recebimento da resposta causava. As roupas que chamamos hoje de bregas e cafonas eram bastante confortáveis e realmente adequadas ao estilo e corpo da pessoa, víamos pessoas gordinhas na TV com mais frequência. Mas não gordinha, gordinha. Pessoas com seus corpos normais, sem a necessidade de dietas, cabelos lisos, e tantos outros padrões de beleza que hoje em dia são tão cobrados pela mídia e que afeta já a nossas crianças que por conta do grande avanço tecnológico tem acesso a todos esses padrões, podendo ignorar seu próprio jeito de ser, seu corpo, sua própria beleza, estilo de se vestir, etc. Senti saudade desse período dos anos 90 ontem ao ouvir uma matéria no programa Sinta-se bem com Olga Goulart na Rádio Metrópole, com todos os programas que regiam a nossa vida nessa época. TV Colosso, Os trapalhões, e vários outros programas e desenhos animados. Lembro de entrar em casa para tomar banho no final da tarde e assistir Escolinha do Professor Raimundo, com a família, antes da novela das seis. Sempre fui ligada em novela, por influência de minha mãe é claro, que sempre adorou acompanhar as tramas. Sinto o cheiro de vitamina de banana com biscoito de coco. E ainda tinha o mirabel e a alimbinha que eu e minha irmã sempre levávamos para a escola. Enfim quando chega essa época de dia das crianças sempre me lembro da minha infância que foi boa, apesar de alguns percalços. Lembro quando acordávamos cedo no feriado para ganhar o presente que já sabíamos estar comprados escondidos em casa. Isso tudo era muito gostoso e tenho muita saudade. Espero poder proporcionar bons dias das crianças aos meus futuros filhos.


Rafaela Valverde

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Os assuntos da semana: Eleições e Horário de Verão na Bahia

Charge da Metrópole
E o assunto preferido na cidade continua sendo as eleições.As pessoas ainda falam sobre a eleição como um todo, sobre a campanha, o dia das eleições e o resultado dos dois candidatos que vão para o segundo turno. As pessoas na verdade estão divididas entre os dois partidos e dois candidatos e a vida vai continuando com comentários aqui e ali sobre o resultado. Ainda estamos em clima eleitoral em nossa cidade, pois as placas ainda não foram retiradas em sua totalidade e os muros ainda estão pintados, e fora os santinhos que ainda estão nas ruas desde domingo. Além disso tudo, há o assunto que não quer morrer e todo dia sai alguma notícia sobre as eleições no primeiro e no segundo turno que ainda há de vir. Quem vai apoiar quem, quem votou em quem, se a área rica da cidade votou em um e a área pobre votou em outro, etc. Os vereadores eleitos também acaba sendo o outro assunto preferido da semana. Aqui em Salvador, assim como em São Paulo as subcelebridades que se candidataram não conseguiram se eleger. O horário político recomeça no sábado e lá vamos nós novamente para um novo pleito, e só aí o assunto vai morrer, ou não. Espero que não, espero que as pessoas continuem discutindo a nossa política e a nossa vida pública, para que tenhamos no futuro processos eleitorais melhores, mais dinâmicos e mais democráticos.

O outro assunto mais falado em nossa cidade e em nosso estado é o horário de verão e assim como os dois candidatos do pleito do segundo turno, há quem odeie e quem ame e a polêmica continua. No ano passado, o primeiro ano em oito anos com o horário de verão, eu saía  antes de cinco e meia da manhã e estava tudo escuro.Morria de medo, mas em compensação chegava em casa às seis e meia, com tudo claro ainda. Esse ano não saio cedo e nem chego à noite e nem à tarde. (Que reviravolta, não?) Mas isso vai mudar! 

Todos devem adiantar o relógio em hora, a partir do dia 21/10
Não odeio, nem amo o horário de verão, pois sei que ele tem suas qualidades e defeitos e concordo com o argumento do governador (ARGH!) quando ele diz que a Bahia deve se igualar com o resto do país, já que segundo ele, somos a sexta economia do Brasil e devemos almejar ainda mais evolução e estar em pé de igualdade com as regiões sudeste e sul no que diz respeito ao avanço financeiro e todos os outros avanços. Porém, quando lembro de como ele mantém nossa segurança pública e de como nos sentimos amedrontado em sair de casa em certas ocasiões, lembro o quanto a população pobre e trabalhadora sofre, mas infelizmente temos que viver conforme as determinações do nosso governador, pois em um país democrático o que vale é a palavra do gestor, não é mesmo? Afinal, democracia não significa governo do povo, não é mesmo? O que aprendemos na escola sobre essa palavrinha, acaba virando balela nessas horas.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Doe sangue no Salvador Shopping

Unidade móvel do Hemoba está no Salvador Shopping
Unidade móvel da HEMOBA
Hoje quero falar de uma coisa muito importante: A doação de sangue na HEMOBA. Já falei aqui muitas vezes sobre a necessidade sempre recorrente de sangue. Nunca estão com saldo positivo, pelo contrário, pelas matérias que vejo na TV e em demais meios de comunicação, sempre está faltando.

Pois bem, essa semana além do posto fixo no HGE, vamos contar também com uma unidade móvel da instituição no Salvador Shopping. Pois é nessa quinta feira, dia 06/09, das 8h às 17h, os soteropolitanos terão mais uma opção para doar sangue, sem precisar se deslocar muito.

"A pessoa que esteja interessada em doar precisa estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 kg, ter entre 16 e 67 anos, sendo que menores de idade precisam ter autorização e estar acompanhados de responsáveis. 

Outras recomendações que também devem ser atendidas pelo candidato à doação são: estar bem alimentado, ter dormido no mínimo 6 horas, não ter ingerido bebida alcoólica 12 horas antes, não ter fumado nas últimas duas horas e evitar alimentos gordurosos. 

Pessoas gripadas ou com febre, gestantes, mulheres que estão amamentando ou no período de três meses após o parto, aqueles que tiveram hepatite depois dos onze anos de idade ou, ainda, quem utiliza drogas injetáveis, não podem doar. O candidato deve levar um documento original com foto. "



Que pena que eu não posso doar. Mas quem pode dá uma passadinha lá, não custa nada.

Doe sangue!


Rafaela Valverde

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O comportamento soteropolitano - Parte II

Salvemos nossa cidade!
Em continuação ao texto de ontem trago aqui um pouco de minhas observações em meu cotidiano, nas  minhas idas e voltas da faculdade, e em todas as vezes em que me ouso sair e me misturar nesse mundão de gente. Devo admitir porém que adoro essa observação quase antropológica, amo observar o cotidiano das pessoas, a rotina, o dia a dia.

Enfim sem mais delongas, vou iniciar  a pequena síntese que fiz de cabeça das minha observações. As pessoas não tem essa visão, mas eu sim e digo que estamos vivendo um caos em nossa cidade. Muito disso se deve também e principalmente à população. Não cuidamos da nossa cidade, não cuidamos dos nossos patrimônios, do nosso transporte, de nada. E não educamos nossas crianças! O coletivo aqui parece que é lixo, que pode ser esculhambado mesmo, por que é coletivo, por que é de todos. Presencio constantemente cenas de pura selvageria. Perdemos a civilidade. Tivemos algum dia civilidade?

O que vejo são pessoas desrespeitando o outro o tempo todo e isso já começa na  invasão de fila ou na carteirada - o velho "sabe com quem você está falando"? A estação Pirajá aqui em Salvador, local onde eu infelizmente tenho que ir todo santo dia para ir para a UNEB, é o principal cenário para a invasão de filas e o desrespeito ao próximo, ao semelhante, alguém que está na mesma situação que você. Essa mesma Estação é suja e presencio diariamente as pessoas jogando ainda mais lixo, já vi até mãe pondo o filho para fazer xixi na pista do transbordo de ônibus. Que feio! Os banheiros são sujos e quebrados, mas não justifica.

As pessoas andam nas ruas e empurram os outros, como se aquela pessoa nem tivesse ali. Às vezes penso: "Será que ela não me viu aqui?" As pessoas não pedem licença, não sabem andar nas ruas, andam devagar parecendo até que estão em uma passarela do Fashion Week, aí depois reclamam da violência, que foram assaltadas na rua. Também do jeito que andam desatentas, passeando, olhando para cima como é que não vão chamar atenção de algum assaltante que esteja à espreita esperando o momento de atacar? Bom, isso não vem ao caso nesse momento, já que a violência em nossa cidade é grande, andamos com medo e esse não é o único motivo de acontecer assaltos. A coisa é muito mais ampla que isso.

Essa semana tive que ir à Estação da Lapa duas vezes. Essa é maior estação de transbordo de nossa cidade e é a que há mais tempo está abandonada. O cheiro de urina é insuportável, existe vendedor ambulante em qualquer lado que você olhe e vários problemas estruturais como escadas rachadas, lixo e infiltrações de todo tipo. Um caos absurdo e com a desculpa de que não há lixeiras, engraçadinhos sujam ainda mais o ambiente fétido e escuro chamado Lapa.

Além dos celulares infernais que tocam músicas impossíveis de serem escutadas nos ônibus, ainda existem aquelas pessoas que gritam dentro do ônibus, dizendo que estão conversando. Ontem tinham duas criaturas sentadas atrás de mim no ônibus e elas não conversavam e nem riam, elas gritavam e relinchavam. Sem modos, sem educação alguma. Isso se chama falta de educação doméstica. E o pior que é que não falaram nada de útil, nem sequer uma palavra. Só sobre jogos, redes sociais, cabelos, vida dos outros e sei lá mais o quê. Eram duas mulheres jovens. Tratei logo de me afastar assim que tive a oportunidade. Quero sempre sossego quando estou no ônibus, pois ou estou ouvindo algum programa da Rádio Metrópole ou então estou lendo.

Ah também presenciei essa semana, para ser mais precisa ontem, em uma casa lotérica, uma senhora já de idade que tinha sido atendida pelo caixa preferencial e pelo que entendi a atendente cometeu algum erro e ela voltou bufando para o guichê de atendimento e quando se retirou xingou a atendente, com palavras de baixo calão e dizendo que ela precisava de ..... Baixo! E feio, ainda mais uma senhora. Pensei: "Não existe mais respeito e educação mesmo!"


Será que temos conserto?

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Primeiro de Agosto com Jorge Amado

Não dormi nada bem essa noite e consequentemente fiquei de péssimo humor ao acordar, porém quando saí, sobretudo depois que ouvi essa matéria na rádio Metrópole, sobre Jorge Amado. Estamos já contaminados com o clima do centenário e por isso ficamos emocionados, principalmente eu. Estou emocionada até agora, uma matéria de qualidade e feita por uma profissional competente que sempre fui fã: Nardele Gomes. Comecei bem o mês e sugiro que vocês escutem essa matéria para aprender e entender um pouco mais da nossa cultura, da nossa Bahia. Não consegui colocar diretamente o áudio aqui, portanto vou colocar o link do site.  Áudio da matéria


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Entrevista de Marcelo Nilo à Rádio Metrópole - Parte II

Continuação...

Quando questionado por Nardele, a apresentadora, em relação aos filhos dos políticos inclusive os dele, que também em estudavam em escolas particulares e quando afirmou que todo cidadão tem direito de matricular seu filho em que escola quiser, Marcelo Nilo desconversou e disse que ele próprio é oriundo de escola pública, tendo estudado no Colégio Central e que conseguiu passar em dois vestibulares de engenharia. Um da UCSAL e um da UFBA.

Agora só uma pergunta: O deputado Marcelo Nilo que vive se gabando de méritos que não tem, quer comparar a escola pública de ontem com a sucata pública de hoje? Que vem sendo destruída ano a ano, governo a governo em beneficiamento de empresários donos de escolas particulares? A escola pública de outrora frequentada por exemplo por Antônio Carlos Magalhães, que também estudou no Central, entre outras personalidades baianas, não pode nem de longe ser comparada com o que se transformou a escola pública atual.

Falo isso com conhecimento de causa, já que vim dessa escola pública atual, já que estudei a vida toda, desde criança em escola pública. Sei muito bem o quão capenga andam as escolas públicas em nosso estado.

Voltando à entrevista:
 Marcelo Nilo nessa entrevista admitiu ainda que o movimento grevista desgastou o governo Wagner e disse que se os professores voltarem à sala de aula, o governador vai sentar e negociar. E que a greve já ultrapassou todos os limites do bom senso e do aceitável.

O quê? Como assim? Aí então não deixa de ser greve? Defendo o movimento grevista por entender que é a única forma de protesto plausível a que os professores podem recorrer, apesar de saber que o dano causado aos alunos é irreparável e esses alunos são justamente os filhos dos pobres que infelizmente vão permanecer na ignorância, com o fim dessa greve ou não.

O apelo:


Ainda de acordo com as palavras do excelentíssimo deputado, professor é a profissão mais bonita que existe e faz um apelo para que os professores retornem imediatamente às salas de aulas.


O início da ocupação da ALBA:


Desde o início da greve ele foi paciente com os "hóspedes" e até colaborou sem desligar ar-condicionado, TV, e disponibilizando água e até cafezinho, mas após 100 dias não tinha mais como aguentar e solicitou a saída deles através da justiça.


A resposta de Rui Oliveira:

O presidente da APLB, não deixou barato, ligou em seguida para a rádio e em resposta chamou o deputado Marcelo Nilo de bobo da corte, chamando- o de mentiroso que fala inverdades na mídia tentando enfraquecer o movimento. Por fim fechou com uma frase que achei fantástica:

" A greve vai continuar e o bobo da corte que procure o seu lugar!". Rui Oliveira

Rui Oliveira


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