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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Julia


A minha Julia voltou. Sim, ela havia sumido no início do mês causando em mim uma profunda angústia por não saber como ela havia saído e onde estava. Ela nunca vai para a rua e isso me deixou extremamente preocupada pois ela não saberia - a meu ver - como andar e se comportar na rua. Eu e minha mãe perguntamos a algumas pessoas na rua e no final de semana passado uma vizinha disse que a tinha visto, fomos procurar e nada.

Mas ontem à noite eis que eu estava na pia lavando os pratos e ouvi um miado alto e forte. O miado dela. Sim eu conheço o miado dela e reconheci. Achei que estava muito próximo e levantei a cortina da janelinha da pia e lá estava minha filha branquela pendurada, olhando para mim. Puxei-a e chorando sentada no chão que nem uma idiota.

Minha mãe mandou eu justamente deixar de ser idiota e dar comida a bichinha que está super magrinha. Comeu muito. Uns quatro pratos de ração e peixe. Mas não importa. Eu estou muito feliz com a volta dela, com o retorno do meu "grudinho", do único ser do universo que manda em mim hahaha.

Já comecei as providências para castrá-la o mais rápido possível e as outras duas também. Meus outros dois "grudinhos" que eu tanto amo. É isso. Esse mês de outubro foi uma loucura, está sendo uma loucura. Mas vai passar, já está passando. Minha filha voltou e é o que mais importa.

Julia já está comigo há quase dois anos. Eu salvei ela de atropelamento quando ela ainda era um bebezinho inocente e foi abandonada. Ela era suja, magra e feia. Passei umas três vezes por ela de manhã cedo indo para a faculdade. Uma das vezes ela brincava inocentemente, na outra cochilava e em outra ocasião retirei a praticamente debaixo de um pneu que dava ré. Cheguei em casa e falei que da próxima vez que eu a visse ali correndo perigo eu a levaria para casa. Estava sofrendo, havia poucos meses que havia perdido meu casal de gatinhos envenenados e eu dizia que não queria mais. Mas não podia deixá la ali. Passei mais uma vez, ela ali estava no mesmo local. Peguei rapidamente aquele saquinho de pelos e joguei dentro da mochila. Deixei aberta e fui falando com ela até chegar em casa. E assim começou nosso amor.

Julia chegou em minha vida em um momento difícil. Eu estava me separando e fui morar sozinha. Fomos só nós duas durante vários meses, eu acompanhei seu crescimento enquanto fiquei sem trabalhar no início do ano passado. Seu nome é em homenagem a minha diva Julia Roberts. Enfim, eu me derreto por Julia. E ela simplesmente voltou!


Rafaela Valverde

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Logo eu que emano amor!

Imagem da internet
Logo eu que sempre fui tão amorosa: ajudei a criar uma irmã, escrevia cartas para a madrinha e as professoras, dava nomes carinhosos aos bichos de pelúcia e as bonecas e sempre fui apaixonada por animais e bebês. Logo eu que emano sensibilidade e amor pelos poros. Logo eu que gosto de fazer cafuné e massagem. E que considero carinho bom para quem faz também.

Eu que choro com livros e filmes, eu que só desejo ser cheirada, desejada e olhada com carinho. Eu que apenas desejo ser acariciada no rosto enquanto durmo e acordar vendo um olhar atencioso voltado para mim. Eu, logo eu, que passei por tanta coisa na vida, consegui superar sozinha e hoje tenho uma alegria de viver enorme, apesar de às vezes ainda ser pega pela tristeza.

Eu que sei sorrir nos momentos de lágrimas e que sou uma pessoa livre, sem papas na língua, sincera, autêntica e honesta. Eu que só quero que se importem comigo, que queiram estar em minha companhia e que riam das minhas piadas infames. Eu que tenho uma "aura sexual" como já me foi dito.

Eu. Logo eu que sou como sou. Desenvolvi valores através de uma educação rígida, sou bonita, bastante paquerada, inteligente, gentil, grata e "gente boa" só consigo receber desprezo, frustração, desamor, indiferença, mentiras, deslealdade de quem conviveu comigo durante anos e que várias vezes me senti usada. Mal recebo respostas secas no WhatsApp, de bons dias que não serão bons dias. Eu que há um ano era tão agraciada com boas conversas nesse aplicativo, mas que hoje no lugar dessas conversas só há bloqueio.

Eu que sou constantemente ignorada e que aos poucos tenho aprendido a ser sozinha. Essa foi uma coisa positiva de tudo isso. Pelo menos isso. Uma coisa boa. Mas fora isso, todo o resto tem sido uma merda total. Ao longo de anos tive decepções na vida com amizades, relacionamentos (que terminaram todos de forma ruim) e com pessoas que passam pela minha vida e que eu acabo fazendo a burrada de me apegar. Isso aconteceu poucas vezes felizmente, mas duas vezes de um ano para cá. Isso me deixa muito chateada, por que sei que eu não mereço essas decepções que são constantes.

Aos poucos porém, vou expulsando essas coisas e esses sentimentos da minha vida. Não culpo as pessoas e sim a mim mesma. Eu que sou tão amorosa com a vida, eu que gosto do sentimento de apaixonamento não me avexo não e isso um dia acaba saindo da minha  cabeça e da minha vida. E aí eu vou voltar a dar amor às bonecas, aos bichos de pelúcia, aos animais e aos bebês alheios.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Gatos não são traiçoeiros. Pessoas são traiçoeiras.

Foto: Google
Como é possível alguém dizer que não gosta de gato sem ao menos ter tido um gato na vida? Como pode alguém abrir a boca para dizer que gato é traiçoeiro? Como é isso? Eu não entendo essa frase que parece que todo mundo repete sem se perguntar o porquê como se fosse um mantra e se nenhuma explicação. Eu peço para a pessoa me explicar por que o gato é traiçoeiro e ela me diz que não sabe o que o gato está pensando. E vocês sabem o que cachorro ou qualquer outro animal pensa? Sabe eu preciso me controlar para não dar na cara dessa gente!

Nem os médicos veterinários, nem os mais renomados estudiosos da área anima tem provas se os bichos realmente pensam, aí de repente vem uma pessoa cabeçuda e solta uma dessa! Realmente eu nunca vou saber o motivo de as pessoas pensarem que gato é traiçoeiro. Gato é livre, tem personalidade própria e não é subserviente como os cachorros. Além de ser um exímio caçador, é claro. Acho que na verdade, essas pessoas têm é inveja da liberdade dos gatos. Uma liberdade tão natural, uma liberdade que não pede licença.

Gato é amoroso! Oh e como sou cercada de amor diariamente. Mas é um amor livre. Sem necessidade de lambidas e babação o tempo inteiro. Quando a gente não está afim de papo, o gato se recolhe e sabe seu lugar (rsrs às vezes). É um bicho fofo, muito fofo, que só de estar deitado dormindo já é fofo. Não precisa de artifícios. É um pouco folgado e faz de sua cama todos os lugares da casa. Mas os lugares mais inusitados mesmo. Gato é o bicho que eu escolhi para estar comigo. É o bicho silencioso e que pode ser considerado filosofia de vida. Sempre vou defender, esse que é um animal tão hostilizado injustamente.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Livro - Um gato de rua chamado Bob - James Bowen

Foto: Google
Nossa, o que dizer desse livro? Primeiro que é uma mini auto-biografia. Um caso real que acontece nas ruas de Londres e traz a história de James Bowen que é um ex viciado em drogas que está em processo de recuperação e que um belo dia dá de cara com um gato laranja, todo maltratado na frente de um dos apartamentos do seu prédio e resolve cuidar dele.

James trabalha nas ruas de Londres, tocando e cantando e tenta se reerguer na vida dia após dia e o ganha nas ruas mal dá para sobreviver, mas mesmo assim ele fica com o gato e logo se apega a ele, batizando- o de Bob. James cuida de Bob, leva- o ao médico para tratar do ferimento que ele tinha em uma das patas e das pulgas e depois de observar o comportamento agressivo de seu novo companheiro, resolve castrá-lo. O que é feito de forma gratuita e rápida na Inglaterra, sem burocracia.

Daí vem a discussão da importância da castração para qualquer animal e para seu dono também. Um animal castrado deica de produzir hormônios, tornando-se assim mais calmo e saudável. Além é claro da impossibilidade de procriação, o que pode evitar muitos problemas, especialmente o problema de super população de animais nas ruas abandonados e sofrendo.

Mas é esse é um assunto para outros post. O livro é fascinante, bem escrito, com uma narrativa gostosa que nos prende até o final. Bob e suas peripécias também fascinam. Ele é um gato muito inteligente! O amor e amizade que ele e James nutrem um pelo outro é comovente. Gostei muito desse livro.

Bob ganha muitos fãs e faz muito amigos durante as andanças de James, que sempre diz que o gato salvou sua vida. Uma coisa que me impressionou muito no livro foi a crise de abstinência de drogas que James tem durante 48 horas. É tocante e ao mesmo tempo dá medo e compaixão. Mas Bob estava ao seu lado.

É isso aí, Bob é um gato sensacional. Inteligente, amigo fiel, cuidadoso. É muito bom ver uma história real como essa se tornar famosa para retirar dos gatos a visão preconceituosa que muitas pessoas têm, que eles são falsos, traiçoeiros e que não se apegam ao dono. Pois isso não é verdade. Gatos são maravilhosos, eu adoro. Adorei o livro e recomendo!


Rafaela Valverde

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Morando com minha nova gatinha Julia

Está ótima essa coisa de morar sozinha. Acordo e durmo a hora que quero, como o que quero e na hora que quero. Não presto contas de onde estou, enfim. A comida dura mais. São muitas as vantagens. Mas como tudo na vida há sempre o lado ruim. Depois de duas semanas, (sem tv, sem internet) , já que a OI ainda não foi instalar meu telefone (ódio!!) vem aquela coisa de não ter com quem conversar. Mas depois eu me animo, vou fazer outras coisas e tudo fica melhor.

Por que compensa e como compensa! Estou realizando meu sonho de criança, como já disse da outra vez e realmente não experimentei ainda algo mais libertador do que ter ido morar sozinha. Moro no lugar mais tranquilo que já morei desde sempre, em relação a barulho, a crianças, animais, tudo. Quase não ouço as vozes dos meus vizinhos e nada paga o preço da nossa tranquilidade e paz.

Não ter televisão está me fazendo ler mais e brincar com a minha nova gatinha Julia. Pois é ainda não tinha falado sobre ela aqui no blog, mas poucos dias antes de minha mudança eu encontrei a Julia na rua e a livrei duas vezes de ser atropelada. Não resisti, pus na minha mochila e levei pra casa. Ela é branquinha e brinca muito, portanto tem sido minha principal companhia e diversão.Depois posto fotos da minha branquinha. É isso.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Perdi meu filho Boris

Há um mês exatamente perdi minha gatinha Nina,que estava em nossa casa desde fevereiro. Ela adoeceu de uma hora pra outra e sofreu muito. Tentamos levar no veterinário, mas era um sábado de noite e não conseguimos achar nenhum. Bem, essa madrugada aconteceu a mesma coisa com meu filho-gato Boris, que estava com a gente há quase quatro anos. Ele tava fora,voltou de madrugada. Meu marido ouviu o barulho dele se batendo e levantou, me acordando em seguida pra dizer. Foi horrível vê- lo assim. Entendemos logo que tinha sido veneno e não havia nada que poderíamos fazer, principalmente pelo horário que era. Choramos muito e ficamos desesperados,afinal era como se fosse mesmo um filho. É muito duro e estamos sofrendo muito, é uma dor física até. Ele tava tão bem era tão apegado com a gente e tão carinhoso, estou arrasada e não tenho mais palavras. Depois posto fotos dele. Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de abril de 2014

Meu amor por você



Estaremos daqui há alguns meses comemorando mais um ano juntos. Serão oito anos, oito longos anos e eu descobri que quero muito mais que oito. Mesmo depois dessa última tempestade, onde por minha culpa mais uma vez, nos molhamos, ficamos vulneráveis, é pra você que eu sempre volto. É o seu cheiro que eu quero sentir à noite. É em você que eu quero me enroscar, dormir de conchinha e fazer performances sensuais. E a sua pele que eu quero entre os meus dedos.

Querer estar junto, querer estar bem, não significa necessariamente que tenhamos que dividir a mesma casa por muitos anos até morrer. A convivência às vezes irrita e pode acabar com a privacidade e o jeito individual de ser, mas o amor. Ah, o amor, ele sempre vai estar aqui. Pelo menos da minha parte, pelo menos de uma forma diferente da habitual. Eu não sou habitual, nenhum ser humano é. 

Esse amor é calmo, é sereno, não traz sofrimento nem encrenca. É tranquilo. É na dele, mas ao mesmo tempo é suado, é conquistado e multiplicado todos  os dias e é assim que deve ser. Me iludo achando que posso, mas eu não posso, nesse momento, imaginar a minha vida sem a sua presença. Quando tentei me imaginar vivendo uma vida vazia sem você, me bateu uma profunda tristeza, minha mente se esvaziou e as lágrimas vieram aos olhos. Além do aperto no peito. Esse parece que eu sempre vou sentir em qualquer coisa que se relacione a você.

Seja lembrando nossas noites de amor, ou seja recordando nosso passado, vivendo nosso presente e traçando nosso futuro, sempre sinto um baque no peito, que como você já percebeu, não consigo controlar em alguns momentos. Temos intimidade, sabemos do que o outro gosta na cama, temos nossa sexualidade própria e não "travamos". O sexo flui, tudo flui. Nos entendemos, compartilhamos as mesmas opiniões (em alguns assuntos), gostamos de comer, de ler e de brincar. Piadas e brincadeiras são constantes em nossa vida. Eu amo a nossa vida. Nossa vidinha! Eu amo nossa simplicidade de viver, nossa casa, nossos gatos. Eu amo você. Eu sempre vou te amar, mesmo que não estejamos mais juntos daqui a oito anos, sei lá.

Como te falei, estava lendo uma matéria em uma revista sobre relacionamentos longos. Sobre casais que já estavam juntos há um tempo e que gostavam disso, gostavam da intimidade, da amizade, do olho no olho, da falta de cerimônia e rodeios para falar de certos assuntos. Gostavam de estar apenas com um e de estarem satisfeitos com um. Apenas um. Aquele que nos completa. Blá, blá, blá. Você sabe o que eu penso sobre isso, mas nessas horas eu fico bobona mesmo e acabo entrando em todos os clichês românticos possíveis para provar para você a enormidade do meu amor.

Não dou conta de uma vida vazia. Vida vazia é vida sem ouvir sua voz, sem estar com você nos momentos de conquista e de derrota, sem ter você para dar bronca, enfim, vida vazia é não amar você, não tocar você, não morder você. Eu sei que muita coisa aqui eu já te disse, mas como eu costumo dizer, palavras são apenas palavras e voam conforme a vontade do vento. Escrevê-las aqui, faz com que elas fiquem eternamente registradas. Eu sou idiota, mas eu amo você. Não me deixa, independente do que eu faça, ou deixe de fazer! Vamos crescer juntos?




Rafaela Valverde

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

As pessoas e a rua

No sábado fui fazer o exame admissional e aproveitei para pegar a minha nova filha Nina (já mostrei ela para vocês aqui). Só que para isso, tive que aguardar a senhora que intermediou a adoção dela. Esperei por quase uma hora, sentada em um degrau de uma escada próxima a clínica. 

Nesse período eu vi de tudo: gente correndo para pegar ônibus, dois homens parando o carro para um deles fumar, uma loiraça parou perto o carro e foi pedir ajuda a um mecânico  para trocar o pneu (não sei onde ela arrumou aquele cara tão rápido!), vi algumas imprudências no trânsito que quase viraram acidentes, vi velhinhos com dificuldade de se locomover subindo as escadas e correndo para atravessar a rua antes que o sinal abrisse novamente,vi pobres, ricos, jovens, crianças, negros, brancos; gente de bicicleta, de moto, de carro, descendo do ônibus, gente conversando, andando, correndo para pegar o ônibus... 

Vi também lixos, copos plásticos, serem atirados pela janela do carro, gente atravessando fora da faixa e/ou fora da passarela. Enfim, a gente parada na rua em uma hora, vê muita coisa, observa as pessoas, contempla a vida. Sempre vai ter alguém nas ruas, as ruas nunca estão totalmente vazia, já repararam?  Se não tiver gente na rua, eu acho que a cidade vira cidade fantasma. Ou seja, são as pessoas que fazem as cidades ficarem mais bonitas, com suas vozes, cores, jeitos e formas diferentes, cabelos e cores diferentes, enfim... É pena que não nos damos conta disso e sujamos, andamos de cabeça baixa, não reparamos nas flores, nos passarinhos, para a gente é só caminho de asfalto e concreto.


Rafaela Valverde

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Adotei uma gatinha - Seja bem vinda Nina

Hoje adotei uma gatinha, o nome que eu escolhi para ela é Nina e vi um anúncio com uma foto dela no Facebook, da página Sotero Bichanos, mandei um e-mail para a mediadora da página, marcamos e ela levou a minha filha até mim. Assinei um termo de compromisso de adoção responsável, umas instruções de como  ministrar as doses de medicamentos que ainda faltam para a vermifugação, enfim.Ela já é castrada, isso me adianta muito o lado, é claro. Estávamos lá nós duas na rua fazendo todos os "procedimentos legais" para a adoção e a mediadora da adoção pediu para tirar essa foto:



Nina já chegou chegando  e está se sentindo em casa já. É claro que meu outro filho Boris está um tanto quanto enciumado, mas já estou providenciando castrá-lo também e tudo vai se ajeitar. Por enquanto estamos monitorando os dois e o contato entre eles. E é isso, bem vinda Nina.



Rafaela Valverde





sábado, 31 de agosto de 2013

Minha gata Anita morreu

Hoje eu não estou muito feliz por que a minha gata Anita morreu. Não, não era por causa da cantora por que ela já tinha um ano e oito meses e era a nossa xodó. Ela, inclusive estava prenha. Ontem à noite, ela escapou sem que eu visse de casa e não voltou mais. Quando fiquei sabendo foi a notícia, que meu marido a viu lá em baixo na rua morta. E realmente era ela. Não dava para ter dúvida. Ela era preta, muito esperta e uma ótima mãe. Para os preconceituosos que não gostam de gatos e acham que eles não são carinhosos, saibam que a filha dela que ficou conosco tem nove meses e ainda mamava. Ela deixava, não reclamava e era uma mãe sensível e protetora. Nós não sabemos o que aconteceu e sentiremos muita saudade. Ficará um vazio enorme em casa. No momento aqui eu não tenho nenhuma foto dela disponível, mas fica aqui o meu registro de um dia triste.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Filhotes que precisam de um lar.

Gente por favor, estou precisando de ajuda. Então eu estou com três gatinhas de um mês e meio. Elas são duas pretinhas e uma preto com branco. Muito engraçadas, brincam o dia inteiro. Eu não teria problema nenhum em ficar com elas e mais o casal que eu tenho na minha casa atual, porém eu tive uma emergência e vou me mudar agora no dia 23/02, para uma casa que é um ovo, em relação a que eu moro atualmente.

 Os machos morreram e  ninguém quer fêmea, por achar que é difícil mantê-las sem engravidar. Isso não é verdade, pois hoje em dia dia temos uma facilidade muito grande para castrar animais, eu mesma já castrei um gato meu há três anos gratuitamente, através de um convênio com a prefeitura e uma clínica veterinária. A escola de medicina da UFBA também realiza esse procedimento com apenas uma taxa, me parece.

 Os adotadores que eu havia arrumado desistiram quando souberam que eu só fiquei com as fêmeas. Isso é lamentável e eu não sei o que fazer. Vou castrar a mãe delas ainda esse mês e não tenho condições de mantê-las na pequena casa onde vou morar com meu meu marido e com meu filho gato Boris. Quem souber de alguém aqui em Salvador, que queira adotar um bichinho pode entrar em contato comigo, compartilha esse texto. Ou então alguma instituição. 

O fato é que eu não tenho como ficar com todos, já acolhi a mãe da rua e infelizmente não tenho como mantê-los juntos. Quem tiver alguma dúvida também eu posso orientar sobre como ensiná-los a fazer suas necessidades, já que gato é muito limpo e organizado, não há muito com o que se preocupar, basta apenas comprar grãos específicos para eles fazerem suas necessidades. Ou se morar em casa que tenha quintal, melhor ainda. Eu crio gatos há muitos anos e posso dar dicas de como educá-los, alimentá- los e vermifugá-los. Além de arrumar alguém que dê carinho, preciso de alguém realmente consciente e que goste de bichos. Doou um tanto de ração no início para ajudar, pois elas já comem ração sólida.

Fico muito agradecida a quem puder me ajudar de alguma forma e amanhã pstarei algumas fotos delas.


Rafaela Valverde 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ter filhos

Fico um pouco sentida quando vejo as novas mamães, principalmente as de primeira viagem exibindo seus bebês no Facebook. Tentei engravidar por um ano, ou seja fiquei um ano sem tomar nada e sem usar nada para evitar e isso não aconteceu. Talvez tenha sido até bom, talvez eu não esteja preparada para uma coisa tão importante que é ser mãe. Talvez a minha relação não esteja tão receptiva assim para um bebê.Também quero ainda estudar e ter uma carreira, então eu quis adiar também esse projeto por enquanto. Aí agora voltei a tomar anticoncepcional. Constatado um pequeno probleminha que talvez tenha sido o fator principal para eu não ter engravidado, e que eu ainda não pude cuidar, entendo hoje que pode ter sido melhor assim e agora não quero tão cedo. Vou esperar um bom tempo agora, esperar para ver em que a minha vida vai dar, que rumo vou ter na vida, etc. Não vou mais me preocupar com a idade de ter filhos, e nem com a idade de me formar. Vou deixar a vida me levar, pois afinal de contas, ter nível superior e filhos não é tudo que uma pessoa pode ter na vida, para ser feliz e sentir bem. Mas fico um tanto ansiosa e solitária ao me perceber nessa casa vazia e silenciosa, e ao mesmo tempo sei que não é um filho que vai fazer com que eu me sinta mais alegre e que vai acabar com o silêncio da casa e eu simplesmente, como um estalo acabei de me tocar disso nesse exato momento.


Deixa eu só com meus gatos mesmo.


Rafaela Valverde

domingo, 26 de agosto de 2012

Minha gatinha morreu

Na sexta-feira saí para garimpar as bibliotecas da cidade, aproveitando esses meus dias de vadiagem, digo de descanso. Qual não foi a minha surpresa quando cheguei em casa? Recebi a notícia que uma das minhas gatinhas havia morrido. Entrei em pânico na hora e fiquei muito revoltada, pois ela foi encontrada dentro de um saco na caixa de lixo do vizinho. Não é a primeira vez que um gato meu desaparece e nem a segunda.

 Passei um dia não muito bom ontem por causa disso e a partir desse momento eu decidi que não quero mais ter bicho nenhum.  Fico com Boris e Anita e só. A gente se apega e depois sofre com o desaparecimento, com uma morte misteriosa como essa, enfim, Não quero mais falar no assunto e deixo apenas uma foto de Tônia aqui em homenagem. Estava conosco há três meses e se chamava assim por causa da irmã de Chris na série Todo mundo odeia o Chris.


Tônia, sentiremos saudades