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sábado, 14 de julho de 2018

Luzes artificiais

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A luz no fim do túnel nunca acaba
É  gente que não está onde ela está
O dia sempre está lá quando acaba o túnel
A não ser que seja noite
Se for, terá luzes artificiais
Mas de dia a luz branca do fim do túnel estará lá
Por mais que não possamos ver
Estar presa em um carro passando em túneis escuros
ou artificialmente iluminados dá angústia
Esperamos sempre a luz
E quando ela não vem?
Ah, sim, ela vem!
E se for noite e não tiver luz, tem o sereno
Aquele ventinho na cara
Torna tudo mais ameno
Por mais que eu saiba que logo depois pode vir outro túnel
Sem luz
Ou muito longo
E a luz pode demorar a chegar
Mas ela está lá
Mesmo que seja noite
O dia chegará
E a luz no fim do túnel
Voltará!



Rafaela Valverde

Marcas

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Cada vez que escrevemos nossa letra é diferente
Assim como a cada ano que vem e vai a gente fica diferente
Porradas da vida vão moldando a gente assim como a depender da caneta,
a letra pode ser bonita ou feia, com tinta forte ou fraca.
No entanto, mesmo de formas diferentes é a gente quem escreve
Assim são as porradas e as mudanças
Muitas vezes somos responsáveis por elas
Porque escolhemos de mais
Ou de menos
Somos teimosos, birrentos, chatos, implicantes...
Então acabamos sendo marcados
Assim como a escrita com força marca o papel
Não tem como voltar atrás
A mão dói
Daí a gente escreve com menos força
Como dói, a gente para de querer o que hipoteticamente nos causará dor
Mas o que é mesmo que dói?
Dá para evitar?
Ou a gente só se ilude?
Dá para desescrever?
Dá para desmarcar o papel?
E a vida?
Cada vez que escrevemos nossa letra é diferente
Cada vez que a vida nos marca é diferente
Só resta aceitar.






Rafaela Valverde

terça-feira, 3 de julho de 2018

A chuva e a troça

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Um pingo de chuva bate com força na poça do asfalto
Parece minha insistência em tentar coisas para as quais não tenho tato
Tipo isso de me apaixonar
Já vi que não dá
A chuva diminuiu
Mas não o impacto sobre a poça
A água flui
E a vida me troça
Em algum momento vai parar
A chuva ou a enganação?
A chuva!
A enganação não acaba, não
A chuva vai, e vem o sol...
Mas a poça fica lá
E vira buraco quando seca
Atrapalhando o trânsito
Igualzinho o que fica depois que a paixão passa
Um atrapalho mudo do trânsito da minha tranquilidade
Sento e aguardo: a chuva vai voltar!
A enganação também
O buraco vai aumentar
Junto com minha falta de tato
Para gotas grossas que vão bater forte aqui dentro.



Rafaela Valverde

O estar só

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Quantas vezes será que vou precisar repetir que me sinto sozinha?
E de que vai adiantar?
Quem é que vai me ouvir além Daquele que mora lá em cima?
Não há nada que remedie esse estar só
Solitude, afinal, só é bom quando se escolhe
Quando compulsoriamente vive-se
Sente-se a revolta e angústia
Dos dias que poderiam ser mais divertidos
Sobram apenas TV, cobertor, brigadeiro e pipoca
Sozinhos!
É bom que posso aproveitar minha gula sem atrapalhações
Mas tem horas que até eu preciso de companhia para comer
Pergunto-me o porquê
Tento entender
Em oração questiono
Porque afasto todo mundo
Esse pequeno escrito é mais um pequeno e inútil manifesto contra a poeira que o estar só levanta
Contra quem hei de me levantar/;
Quem preciso culpar?
A mim mesma, será?
O fato é que já não aprendi a viver sozinha
Estou sozinha quase o tempo todo há quatro anos
E quando todos se vão no fim de semana
Tranco - me aqui nessa caixa escura
Sem ver caras muito menos corações
Já sei como viver sozinha
E gosto até
Mas há de haver um limite
Ou não há?
Só!
Estar só não é bom nem para quem quer
Quem não quer vive a penar
Sinceramente, não quero mais estar só
Nem oito, nem oitenta
Não quero companhia o tempo todo
Nem tampouco um estar só tão constante quanto o tempo
Entendeu, vida?
Céu?
Deus?
Entenderam?
Estar só tem limite
Quantas vezes será que vou precisar repetir?
E de que vai adiantar?




Rafaela Valverde

segunda-feira, 2 de julho de 2018

O fim

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Andava taciturnamente pela rua escura em que ele morava. Já estava chegando perto. Pensava no que diria como justificativa. A verdade. Para ele seria repentino, mas ela já pensava nisso há meses. Não queria mais um relacionamento, não com ele. Três anos. Desgaste. Não havia mais paixão, pelo menos da sua parte. Claro que às vezes tinha dúvidas sobre seus sentimentos. E quem não tem? Quem tem certeza absoluta sobre paixão? Por causa dessas dúvidas, que antes não existiam, achara melhor terminar o namoro.

Chegou à porta. Bateu hesitante no portão. Logo ele apareceu e abriu, olhando a fixamente. Sorria. O que era estranho, já que há meses não havia mais sorrisos ali. Estava de bom humor, mas não a beijou. Já sorrimos muito ao longo dos anos. Como nos divertíamos no início! Será que não poderíamos ser felizes de novo? Nunca mais? Será que realmente a paixão estava morta?

Sentou no sofá e pegou o controle da TV, como sempre. Mudava os canais aleatoriamente quando ele lhe entregou uma taça de vinho, como sempre. Três coisas que só fazia quando estava na casa dele: ver TV, beber vinho e comer comida de verdade.

Sentou- se ao seu lado dizendo que a comida estava quase pronta. Conversam sobre como havia sido o dia de ambos. Papo vai, papo vem e até a saia curta da secretária do chefe entrou na pauta. De repente ele solta: “Quer casar comigo?” Um anel sai do bolso. Sem caixa, nem nada, só o anel. A cara dele. Ela arregalou os olhos, sem saber o que responder.

“Tem certeza?” Consegue balbuciar. Ele sorri, e se afasta para colocar a taça na mesa de centro. “Se eu não tivesse não estava perguntando...” O anel ainda estava na palma da sua mão, esticou a dela e pôs em seu dedo anelar da mão direita.

De repente todas as suas dúvidas de dissiparam. Talvez ainda fosse possível recuperar tudo aquilo que tinham construído ao longo desses anos. Tudo mudou. A decisão de terminar não existia mais. E nem as dúvidas. Amava-o. Agora sabia disso. Era o fim das incertezas. O fim da confusão.





Rafaela Valverde

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Escolhi não sofrer

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Eu escolhi não sofrer. Decidi que não ficaria choramingando por pessoa bosta. Acordei um belo dia e disse para mim mesma: "não vou mais pensar nessa pessoa escrota". E assim tenho seguido minha vida. E sabe que não tenho pensado mesmo? Pra mim é como se a pessoa nem existisse e como se ela nunca tivesse passado pela minha vida. Eu dou graças a Deus todos os dias por isso. Quando a gente passa a enxergar mais Deus e mais a gente mesma, para de pensar, de se importar e de gostar de homem escroto que não merece a gente. Isso é maravilhoso! Deus fala para amarmos a Ele acima de qualquer coisa e isso faz sentido quando passamos por certas coisas. Quando amamos outra coisa mais que a Ele temos grande chance de nos dar mal. Porque ninguém tem tamanho amor e tamanha capacidade de nos corresponder como Deus. Deus não nos decepciona. Nunca. Então, essa lição fica bem clara pra mim na medida em que as coisas vão acontecendo, principalmente no que se refere a relacionamento com outras pessoas, sendo namoro ou amizade. Se isso está acontecendo é porque eu amei mais pessoas do que a Deus e essas pessoas sempre vão me decepcionar e sempre serão imperfeitas, assim como eu. Simplesmente porque elas são pessoas. É claro que não podemos redimir pessoas escrotas da sua escrotidão e mau caratismo. Não tenho dúvidas que as pessoas escolhem agir mal com outras. Assim como temos o amor, temos livre arbítrio dados por Deus. Então, a pessoa sabe que está sendo escrota e continua sendo. Por livre escolha dela. E eita que já me perdi do que eu estava falando exatamente. Estava falando da minha decisão de não sofrer. Pensei e vi que tinha duas opções: sofrer e choramingar por alguém ridículo que fez promessas falsas ou simplesmente mudar e sair da zona do sofrimento. Escolhi, é claro, a segunda opção e até já escrevi poema sobre isso. Depois que esse embuste-encosto saiu da minha vida eu me reconciliei com Deus, eu sinto um amor imenso no meu coração; minha auto estima está mais lá em cima do que nunca - ao contrário de quando estava com ele que me sentia como um lixo que não podia nem falar e me expressar, já que tudo o que eu falava estava errado. Depois que esse traste se retirou da minha vida tenho mais tempo para mim mesma, mudei o cabelo, durmo melhor (na minha cama de casal nova!), estou fazendo exercícios físicos e me amando tanto, mas tanto. Cada vez mais linda, mais rainha. Até minha pele melhorou! Não tenho mais nenhuma necessidade de medir minhas atitudes e palavras por causa de pessoas medíocres. E isso me dá um grande alívio. O que consequentemente me fortalece e faz com que não sofra mesmo. Um peso foi retirado da minha vida e eu sofri e chorei por mais ou menos um mês, mas agora já passou, já foi. Estou bem plena. Melhor que nunca. E a tendência é melhorar. Porque Deus está comigo. É só o que importa.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Estou muito melhor sem você

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Olha só, estou muito bem sem você
Voltei a me exercitar
Pintei o cabelo
Re-encontrei Deus
Não imploro mais por atenção
Ela vem!
Atenção e tudo mais
Olhos se voltam
Quando passo em qualquer lugar
Sem você
Sem seu peso
Olha, estou muito melhor sem você
Nem imaginava, sabe?
É que sou tapada
Acabo cobrindo a visão de mim mesma
E fico vendo mais o outro
Mas agora, depois de umas porradas
Vou me ver mais
Me olhar mais
E preciso repetir:
Estou tão bem sem você!
Se soubesse que ficaria assim
Já teria soltado sua mão
Desde a primeira vez que percebi
Que tu querias partir
Demorei de soltar
Segurei com força
Hoje nem sei o porquê
Não queria ficar sem você
Hoje não sei viver sem mim
Sou muito melhor sem você
Respiro sem achar que estou incomodando
Posso ser eu mesma
Não aquela que você fazia eu ser
Saiba que não me deixou ser um terço do que eu realmente sou
Perdeu!
Brilho no olhar, não mais aquele de paixão
Alívio me alcançou
Eu perdi!
Perdi o medo de me expressar
Brigar e lutar pelo melhor
Nem preciso mais!
Estou otimamente bem sem você!
Ora, ora...
Não preciso mais exigir ser bem tratada
Simplesmente sou e deixo ser
Eu mereço!
Não preciso mais implorar ínfimas e pobres palavras
Elas vêm automaticamente
E, ei psiu?
Estou muito, mas muito bem mesmo
Sem você!
E espero que você finalmente esteja melhor
Que esteja feliz
Sem mim...
E sem você também
É sim, você sem você
Porque é você quem se sabota
Quis me sabotar também
Comigo não!
É você quem afasta as pessoas de você!
Enfim, você se foi
Quis ir
Graças a Deus!
Porque eu estou muito bem, obrigada!
Vou ali ver TV e comer pipoca
Sozinha e também acompanhada.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Erva daninha


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Corro pela rua
O fone no ouvido
Desci da lua
Não quero mais me distrair
Mantenho a mente sempre aberta
Pra não ruir
Piso em tudo o que é menos no chão
A folha seca, formigas, na perna arranhão
Cai o sangue, ferida aberta
Sangra!
E justo quando está para cicatrizar
Vem outra erva daninha e arranha
Justo quando estou caminhando
Olhando para frente
Na estrada tacanha
Que a vida é...
Mas não posso mais deixar
Que sofra a minha mente
Corpo e coração
Eu já disse coração?
Não importa!
Quebro a rima
Para clarear
O quanto quero estar pra cima
A partir de agora
Imaginar
Mas também viver
A vida aqui fora
Fora de mim
Suspirei
Fui na farmácia, comprei antisséptico
Pra matar tudo isso, enfim
Estou atenta
Distrair para me destruir, não mais
A erva, a daninha, até tenta
Mas eu já superei!




Rafaela Valverde

Responsabilidade afetiva, você tem?

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Vou falar um pouco sobre responsabilidade afetiva. Não que eu seja psicóloga nem nada e nem estou aqui para tentar discutir e definir teorias acerca de quaisquer temas que sejam, mas com certeza já fui bastante atingida pela falta de responsabilidade afetiva dos outros, principalmente dos homens. Então, a intenção aqui é falar da minha experiência para tentar conscientizar as pessoas para que tenham responsabilidade e empatia com os sentimentos dos outros.

Bem, primeiro vou começar por um ponto muito importante, talvez o mais importante para algumas pessoas: o amor próprio, a prioridade para si mesmo. Claro que a gente mesmo deve vir em primeiro lugar, ninguém está falando o contrário. E não, não é egoísmo pensar na gente em primeiro lugar. Ao contrário, quando pensamos em nós mesmos e nos amamos fica mais fácil olhar para o outro com amor e empatia. Pois bem, para ter amor próprio e se valorizar não precisa usar outras pessoas a seu bel prazer, nem é preciso envolver alguém até esse alguém se apaixonar para se auto afirmar. Olha só, que incrível, existem outras formas de se auto afirmar: fazer exercício físico, escrever, pintar, produzir alguma coisa, ser inteligente... Há muito o que se fazer no universo para se sentir bem consigo mesmo, não precisa envolver o sentimento de outra pessoa ou outras pessoas, no plural. Porque tem gente que faz disso um hábito e age com irresponsabilidade afetiva diversas vezes na vida.

Vamos lá. É preciso olhar o outro com respeito, amor fraternal, seriedade e empatia - mais uma vez a empatia - ela é essencial! Quando você não está preparado para se envolver em relacionamentos ou ficar, ou seja lá o que for que envolva  outrem - e não venha com uma conversa de que não se sabe, a gente sempre sabe se está preparado ou não (!) então, não se envolva. Então não envolva ninguém em sua teia de insatisfação, dor e incoerência. Tenha um relacionamento com você mesmo ou com Deus. Mas fique só.Vá pensar na vida, ler a bíblia, ir ao cinema ou ao teatro, fazer caminhada, ver o pôr do sol. Talvez não dê para acreditar mas é possível fazer muitas coisas sozinho e ser feliz sozinho também.

Se não se sente preparado não envolva outra pessoa em sua vida, com sua família, com suas questões e vida pessoal. Essa pessoa também tem família, vida pessoal e questões. Ela tem sentimentos e provavelmente vai sofrer quando não mais conseguir satisfazer seus caprichos de pessoa mimada. Se não quer namorar não namore, se não quiser ficar não fique, se somente quiser ficar, sem ter certeza se gosta para ter algo mais sério, deixe claro, bem claro. Fale, grite e não fique inventando palhaçadas de namorico de adolescente. A outra pessoa não é idiota, nem criança. Ela vai entender e se não tiver na mesma vibe, vai sair da sua vida. Apenas tenha sinceridade, maturidade, humildade e amor ao próximo. Se você é uma pessoa boa você vai se preocupar minimamente com o outro e com o que vai causar na vida desse outro. Pense, respire, analise, ore, pergunte a outras pessoas, se questione várias vezes se você realmente gosta dessa pessoa a ponto de se relacionar. Não deixe o outro se relacionando sozinho. É triste, machuca. Se não vai ficar, se não tem intenção de ficar, não prometa nunca ir embora, não prometa vida a dois, casamento, filhos, futuro. Não prometa, idiota. Não prometa!

E além de tudo isso, envolver alguém deliberadamente em sua vidinha medíocre, ainda tem a falta de sinceridade. A coisa não está mais andando, todo mundo está percebendo, mas você não tem a coragem de falar, de abrir o jogo. Fica maltratando, ignorando, fazendo joguinho, se cala, passa mais tempo no celular, não toca, não beija, não deseja e faz de tudo para que a outra pessoa termine. Isso é uma sacanagem. É uma covardia! Você acaba gerando mágoas, raiva e energias ruins para si mesmo e para sua vida.

Ter um pouco de cuidado com o outro não custa nada. É simples. É só ficar quietinho no seu canto. Não baixar Apps de paquera, não pedir para amigos te apresentarem a alguém e não ficar buscando outras pessoas, PESSOAS, sim, olha eles são SERES HUMANOS iguais a você. Não diga que ama, não elogie, não envolva, não mande músicas, não seja romântico, não faça nada que faça o outro se apaixonar por você, se você não tiver realmente afim de viver aquilo. Porque relacionamento é coisa séria e não é fácil. Relacionamento é ajuste, é diálogo constante, é conflito, é conviver com outra pessoa e aceitar seu jeito de ser. Relacionamento é respirar fundo às vezes, e querer matar o outro de vez em quando, é muito difícil e não é para qualquer um, portanto se você realmente não quer se relacionar com AQUELA PESSOA, se acha que talvez vocês não combinem tanto, então não ENVOLVA ESSA PESSOA. Deixe ela em paz no canto dela. Porque qualquer coisa diferente disso é cretinice. Cresça, acorde e tenha responsabilidade afetiva. Nós agradecemos.



Rafaela Valverde

sábado, 2 de junho de 2018

Paredes coloridas

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Acordei. A primeira coisa que vi foi o teto branco acima da minha cabeça. Ainda bem que não há espelho nele. Não quero olhar minha cara remelenta e com olheiras. Afasto o pensamento de você. A droga da vida é essa, acordar e só ter o teto branco pra olhar. Acordar e pensar em você. Viro de lado e imagino que você está ali roncando, seu corpo quente do meu lado. Levanto o braço pra te abraçar mas abraço o oco e percebo que estava apenas imaginando.Saio do meu delírio e lembro que você não está mais ali. Viro de barriga pra cima de novo e olho o vazio. O teto. Branco.Vazio.

O espaço dos meus braços também está vazio. O que preenchia era você. Seu tamanho contundente. Sua sede de viver. Respirava com desespero. Preso à vida e preso aquele sono. E meu braço ia descendo e subindo nos movimentos da sua respiração. Até parece cafona, mas hoje só posso abraçar meu travesseiro. Suspiro e levanto da cama. Ligo o rádio. Toca aquela música. Aquela que você mandou pra mim no tempo das paredes coloridas. Danço um pouquinho, mas aí me lembro do oco, do branco, do vazio e volto a me aperrear.

Decido que não vou arrumar a cama. Decido que não vou fazer nada que não me deixe pensar em você. Ora, eu preciso pensar em você. Eu quero pensar em você. Mesmo que você mal se lembre de mim, mesmo que você não dê a mínima pra mim. Sei que você nem lembra que eu existo. Deito novamente em meio aos travesseiros e olho para o teto branco acima da minha cabeça. Fecho os olhos em seguida e imagino um arco íris. Um arco íris depois do dilúvio, tipo aquele que Deus prometeu a Noé.  E de repente todas as paredes do quarto estão arcoirescas. A minha vontade de te ter de volta é tanta que eu enxergo tudo colorido, como era quando você estava aqui, roncando entre meus braços.



Rafaela Valverde

Metonímia - Lívia Natália


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Meu pai colocou meu nome num barquinho que comprou.
É miúdo.
Uma insignificância no meio do oceano de vaga vaga.
É reles.

De uma cruel e desleixada vileza.
De uma pequenez quase lírica.

É reles.

Mal cabem nele dois homens e o isopor para a pescaria.

Mal cabem dois homens.

Talvez somente ele – solitário – e o isopor.

Mas, como no milagre,
o barco que leva o meu nome caminha sobre as águas.



Poema do livro Água Negra



Rafaela Valverde

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Devaneios

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Queria viajar contigo
Para lugares do mundo
Para lugares em nós
Em você e em mim há viagens, excursões
Quero explorar seu corpo e  re-conhecer sua alma
Quero viver com você
Por muitos e muitos anos
Viajando, abraçando, amando sorrindo
No meu corpo
Na minha mente
E no que sou hoje
Você é luz pra mim
Deus me disse que sim
E é você quem eu quero
Já reparou o quanto cito o nome de Deus?
Ele me confirma que você é o meu amor
E em você quero viver
Viajar
Respirar
Quero viajar contigo
Nas tardes de domingo
Vendo TV
Deitados no sofá
Só quero estar com você!

domingo, 27 de maio de 2018

Filme Pregando o Amor

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Quero escrever um pouco sobre o filme gospel que acabei de assistir na Netflix: Pregando o Amor, com o o ex rapper americano Ja Rule. O filme foi lançado no ano de 2013 direto para a televisão, tem a direção de Steve Race e no elenco: Ja Rule, Adrienne Bailon, Michael Madsen, etc. O gênero é Drama. 

Miles Montego (Ja Rule) é um ex traficante e vive uma vida desregrada até encontrar Vanessa (Adrienne Bailon) e recebe convites para ir à igreja com ela e sua família. Eles começam a namorar mesmo com um pouco de resistência da família dela. Miles também se sente resistente para com a igreja e com a bíblia. Ele não acredita e não entende muitas coisas, mas a convivência com Vanessa pode fazer ele entender algumas questões que vêm de Deus. A partir de perdas e dificuldades, Miles passa a buscar a Deus. É um filme bonito e forte. Gostei bastante. Vale a pena.





Rafaela Valverde

sábado, 19 de maio de 2018

Sintomas e dizeres da vida

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Hoje estou a fim de escrever. Talvez botar pra fora um pouco do que tenho sentido nas últimas semanas. Meu corpo está diferente. Algo não está igual. Talvez a maior diferença que já senti na vida. Não vou explicar exatamente do que se trata. Não hoje. Tudo ainda está bem obscuro. Não sei o que se passa. Minha saúde está boa, mas meu corpo vem sofrendo algumas alterações. Sinto um cansaço inexplicável e às vezes sinto vontade de chorar. Em quase todas as vezes eu choro. Já chorei no ônibus, andando na rua, já chorei no culto durante a homenagem ao dia das mães. Em alguns casos me sinto bem irritadiça também. Dores. Desânimo. Cansaço. No entanto me sinto indescritivelmente feliz e realizada. Não há nada que eu queira mudar na minha vida nesse momento. O que ocorre é que vinha querendo algo e me ajoelhava pedindo a Deus, mas não sei se quero mais. Estou sentindo várias coisas, várias indisposições e indecisões, mas ainda assim, sinto um amor no meu coração. Sinto vontade de dar boa tarde a meus desafetos e dou. Para que manter desafetos? Por que tanta birra? Sou tão amada por Deus que nem me ouso não corresponder da mesma forma. Não tenho medo de despejar de volta no universo tudo isso. Hoje estou a fim de escrever mas não posso escrever exatamente o que queria escrever. Me contento com esse texto cheio de incógnitas. Estou aqui assistindo Breaking Bad enquanto digito e enquanto bebo água. Fico tentando como sempre ocupar minha mente o tempo inteiro para não pensar, para não sentir certos sintomas que têm tomado conta do meu corpo há semanas. Além disso em mente ocupada não entra gente inoportuna. Gente que não deveria mais estar nela. Gente que deveria estar me apoiando e dividindo esse momento comigo. Mas não. As outras pessoas sempre se isentam. Nunca é problema delas. Especialmente se essas pessoas forem do sexo masculino. Os homens são criados e crescem descompromissados. Esse é um sinal da nossa geração. Hoje estou a fim de escrever. Dizer baboseiras. Falar o que ninguém quer ouvir - ou ler. Sei lá. Às vezes parece estranho o tanto de vezes em que a gente rejeita o amor e companhia de Deus, enquanto Ele sempre está lá. Esperando por nós. O dono de tudo.. O dono de toda a certeza. O mesmo Deus que me empresta um pouco dessa certeza e me faz acreditar no que ninguém acredita. Nos sinais que meu corpo está dando. Nos sinais que a vida está dando. Eu não ouso mais ignorar os sintomas e dizeres da vida. Porque ela agora, a minha vida, está sendo traçada por Deus. Está entregue a Deus. Meu corpo. Meus sintomas. Minha vida. E as pessoas que fazem parte dela. E até as que não querem fazer parte dela. E as pessoas que me detestam. Deus está com elas também. Meus sinais. Meus sintomas. Hoje estou a fim de escrever. Espero que ninguém entenda!



Rafaela Valverde

Ainda que minha cabeça não pare


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Ainda que eu tentasse não me lembrar
Sinceramente seria difícil esquecer
Qualquer coisa sobre a gente
Vivo a deslumbrar
Pareço que vou enlouquecer
Mas não vou
Por mais que a fraqueza tente
Fortaleza eu sou!

Ainda que eu possa dizer que não mais penso
Me surpreendo de madrugada lembrando
Ainda sinto tudo tão intenso
Batalhas ando travando
Contra mim mesma
Para que essas lembranças não venham à tona
Ando lerda que nem lesma
Mas meu cérebro está correndo uma maratona

Ainda que minha cabeça não pare
Estou tentando realizar minhas atividades
Não há nada que se compare
Da nossa vida sinto saudades
Mas já estou resolvendo esta situação
Todo dia te coloco pra sumir
Desfaço minha ilusão
De algumas coisas preciso me redimir

Ainda que eu ache que de mim não sairá
Tenho quase certeza (mas quase mesmo) que um dia você se vai
O jogo há de virar
Não é o que a gente pensa que a gente atrai?
Pois é assim que daqui pra frente minha cabeça pensará!




Rafaela Valverde




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