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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Transbordante


O que buscar lá fora se tudo que me faz bem está aqui dentro?
Por que buscar coisas lá fora se tudo está aqui?
Pra que procurar qualidades em outras pessoas se você já as tem?
Tudo que me satisfaz está aqui, em você
Tudo que eu gosto você faz
O que eu preciso você tem
Eu não preciso de mais ninguém
Quando eu te falo você não acredita
Mas não há ninguém como você
Estar com você me faz tão bem
Há anos que sua presença me faz ótima, que é melhor que bem
Eu realmente não preciso de ninguém
Mas você não é ninguém
E eu preciso de você
Não para viver
Não para ser feliz, afinal eu já sou feliz!
Mas preciso de você para tornar minha vida melhor
Também para me transformar nesse poço de sorrisos
Sim, quando estou perto de você, eu transbordo de alegria
A felicidade me toma por completo
Eu me fecho nesse mundinho em que você está
E esqueço do que se passa no mundo lá fora
Nada lá fora importa!
Aí no outro dia tenho que voltar ao tempo presente, à vida real
É duro demais não ter você
É injusto ter que procurar lá fora o que eu tenho aqui dentro
É injusto, principalmente, porque eu nunca vou achar
O poço da felicidade de estar com você esvazia um pouco quando vou embora
Mas o meu amor é um poço muito maior
Não enche, não transborda e nunca vai acabar
Agora, me diga, você que tem resposta para tudo:
O que eu faço com esse amor?



Rafaela Valverde

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Minha trajetória acadêmica

Em 2010 passei no vestibular da Uneb - Universidade do estado da Bahia para o curso de Pedagogia, que eu não sabia exatamente do que se tratava, mas como achava que queria fazer psicologia, achei que pedagogia tinha semelhanças com psico e lá fui eu. As aulas começaram no dia 12 de abril e ainda era tão menina, ia fazer vinte e um anos e estava noiva. Nessa época eu trabalhava e estudava e só vivia cansada, dormia na aula e não sei como eu consegui lidar com oito matérias assim. Uns dois meses depois fiquei desempregada e minha mãe que me ajudava com a faculdade. Casei no mesmo ano e continuei nos semestres seguintes com as oito disciplinas.

Depois de um tempo comecei a pegar menos matérias e fui ficando atrasada, separada das minhas colegas e amigas que tinha feito naqueles meses. Acredito que  isso tenha me desmotivado bastante, além  de uma monitoria que fiz e não recebi o dinheiro ao qual tinha direito e precisava. Por essas e questões de não gostar e não me adaptar com algumas disciplinas e questões do curso acabei abandonando. Eu não via mais graça em estar ali, fazendo aquele curso. Me sentia sem perspectivas.

Foi nessa época que passei a dar mais atenção ao blog e quis seguir o sonho de escrever, de ganhar dinheiro escrevendo e botei na cabeça que queria ser jornalista. Por que queria escrever de qualquer jeito. Até pensei em fazer letras, mas tinha horror à licenciatura e à sala de aula. Tentei entrar na UFBA em jornalismo e não consegui. No ano de 2013 depois de uns meses fora do Departamento de Educação da Uneb, decidi voltar. Mas durou pouco tempo. Minha falta de afinidade com o curso era latente, eu não me dava bem com a maioria dos professores de lá que eram muito arrogantes. Não tinha motivação para ir até lé, nem para fazer as atividades, nem de olhar para as caras dos professores. Saí de novo e dessa vez pra valer.

Em 2014 depois de mais um Enem tentei novamente o curso de jornalismo na UFBA e não consegui. Porém fiz um vestibular na Unijorge e passei, consegui um FIES e fui fazer jornalismo nesse centro universitário privado. Não me adaptei muito bem lá. A universidade parece um shopping, com praças de alimentação bem grandes e quase nenhum apoio a alunos de baixa renda. Me sentia deslocada, um peixe fora d'água. Fora que a sala que eu estudava era super barulhenta e imatura, me sentia estudando em uma escola de ensino médio. Fora que com boletos todo mês e o salário que eu ganhava não estava dando, daí decidi usar a mesma nota do Enem e ganhar uma bolsa em uma universidade diferente e melhor. Consegui a bolsa e ia começar o semestre no mês de agosto de 2014. Enquanto isso, minhas colegas estavam se formando. 

Faltando poucos dias para começar o semestre na FSBA - Faculdade Social da Bahia eu recebi uma ligação  avisando que não havia formado turma para jornalismo e que o curso estava praticamente extinto na universidade. Eu teria que escolher outro curso ou desistir da bolsa. Dentre os cursos que me ofereceram fiz a merda de escolher um. Eu não acreditava mais que pudesse entrar na UFBA  e seguir a carreira acadêmica que eu tanto sonhava. Então eu escolhi psicologia. Entrei sem semestre definido e pegava disciplinas introdutórias misturadas com as mais avançadas e não entendia os conceitos básicos tendo certa dificuldade em acompanhar. Sentia o tempo todo que me formaria sem nenhuma perspetiva, não me sentia feliz ali, nem no curso e nem na faculdade. Fora que é perto do campus da UFBA em que estudo hoje e pegava os mesmos ônibus que vários alunos da Federal que ali desciam e ficava pensando que meu lugar era ali, que um dia eu gostaria de descer antes, naqueles ponto.

O que começou a me tirar daquele curso e daquela faculdade foi a dificuldade em estudar. Os textos eram longos e meu tablet havia quebrado, me impossibilitando de ler a maioria dos textos. Eu teria que tirar xerox ou imprimir todos e não tinha grana para isso, apesar de estar trabalhando na época. Comecei a tirar notas ruins e a faltar nas aulas de sábado, já que trabalhava aos finais de semana. Eu sabia que tinha que sair dali e exatamente no meio do ano de 2015, no SISU do meio do ano eu decidi que eu iria para a UFBA em qualquer curso. E eu entrei em Letras. De primeira. Sabe se que as notas de corte desses cursos são bem baixas e não foi tão difícil. Fiquei muito feliz. Acho que foi um dos poucos dias mais felizes que tive naquele ano. Dia 15 de junho de 2015. A universidade estava em greve, fiz matrícula, mas só comecei a ter aulas em janeiro de 20016, ano passado e hoje estou no quarto semestre e realmente estou onde eu merecia, precisava e queria estar. Eu dou aulas particulares de Português e agora vou assumir salas de aula em uma escola estadual. Eu estou muito feliz e realizada na minha vida acadêmica. Eu amo ensinar. Eu já faço pesquisa e sou bolsista de Iniciação Científica. Eu vejo  a realização do meu sonho chegando, chegando aos poucos. Eu tenho contato mais direto com literatura, algumas disciplinas de literatura do curso são fascinantes e eu adoro entrar naquele portão todos os dias. Por mais que a coisa não seja fácil. É muito estudo. É tudo bem diferente de todas as universidades em que já estive. Mas eu adoro, finalmente me encontrei.

Não desista do seu sonho, não hesite em sair de algo que não te faz bem, onde você não quer estar. Saia e vá atrás do que realmente você quer. Porque uma hora dá certo. Essa é a loucura da minha vida acadêmica até agora, minhas desistências e conquistas. 



Rafaela Valverde

O que eu sei


Eu sei que trocamos juras de amor. Estávamos deitados de conchinha. Eram 4:26 de uma madrugada qualquer. Fazia frio. Quem raciocina no frio? E de madrugada? Ninguém. Eu sei também que aquelas juras podem não ter sido verdadeiras, a promessa de que estaríamos sempre juntos não vingou. Seguimos separados e eu sei que é assim que vamos ficar.

Eu sei que você não levou nada daquilo a sério. Depois daquelas madrugadas vieram outras, outras que ficávamos acordados fazendo planos para um futuro. Esse futuro hoje é tão distante e inexistente que eu nem sei porque perdemos tanto tempo assim falando nele. Talvez porque nos amássemos. Naquela época era tudo mais fácil, éramos muito jovens e ainda não tínhamos descoberto as maldades da vida adulta. Sabe, gente adulta estraga tudo. Complica tudo. Não gosto muito da adulta sem sonhos que me tornei hoje.

Não tenho sonhos, nem expectativas. Não imagino nós dois juntos. Eu apenas me aproveito de você para ter inspiração para escrever, porque meus leitores gostam. Por incrível que pareça, há pessoas que gostam das minha ladainhas. Mas eu não penso em nós dois tendo futuro. Eu só vejo nós dois separados mesmo, mas eu finjo que acredito pois isso rende textos, afinal de contas isso que eu sinto por você tem que servir para alguma coisa, não é?

Eu sei. Eu sei muitas coisas. Mas o que eu sei mesmo é que foi tudo da boca para fora. O que eu disse e o que você disse. Pois, afinal de contas, quando jurei te esperar até oitenta anos eu não imaginava que ia demorar tanto. E quando você disse que eu nunca mais iria chorar e que você estaria cuidando de mim para sempre era mentira. Não sei muito bem se uma mentira deliberada ou se você se enganou e se atrapalhou todo no meio do caminho.

Vai demorar. Está demorando. Isso eu já constatei há tempos. O que você acha? Que eu vou te esperar aqui mais dez, vinte, trinta anos?  Você acha mesmo que eu vou te esperar até quando não tiver mais nenhuma melanina em meu cabelo e quando meus ossos forem tomados pela osteoporose? Se você acha isso mesmo saiba que você está certo. Estou aqui esperando, o tempo que for necessário, no meu canto, sem expectativas e calada, só esperando minha hora, se ela chegar. Se não, paciência, mas eu estarei com meu dever cumprido. Estarei aqui, sempre aqui, incondicionalmente. Indo a festas, viajando, estudando, conhecendo outras pessoas de vez em quando; bebendo e fumando um cigarro, esperando o tempo passar lentamente.  Eu posso não saber tudo, mas sei que é o que eu quero e devo fazer, é esperar por você e cumprir aquelas promessas das 4:26 de uma madrugada qualquer.



Rafaela Valverde


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quando você está aqui


De repente tudo vira coisa de casal. De repente não quero mais ir ao cinema sozinha e percebo que você é aquela pessoa que  eu procurava para conversar sobre os filmes cabeça que eu tanto assisto. Um belo dia acordo sozinha na cama e te procuro do lado, deve ter sido reflexo do final de semana em que dormi com você.

As coisas que eu fazia sozinha antes, hoje ficam muito mais divertidas com você. Mesmo aquele disco triste do Legião Urbana que escuto quando estou triste para ficar mais triste ainda, fica melhor quando escuto com você. Porque você entende a minha necessidade de ouvir músicas tristes e também você é umas das poucas pessoas que conhece o disco e se deixou influenciar pelo meu gosto musical e hoje gosta tanto dele quanto eu.

Sobre cozinhar sozinha ouvindo uma música e bebendo vinho? Isso perdeu a graça também. Eu sempre quero ter você por perto. é incrível como preciso sempre compartilhar algo com você. Óbvio que tenho  meus momentos de estar sozinha. Quem não precisa ficar consigo mesmo às vezes? Mas a primeira pessoa que penso quando quero companhia é você.

Nos momentos em que preciso comemorar alguma nota boa, alguma pequena conquista é em você que eu penso. Ultimamente tudo virou coisa de casal: pretextos para te ver. Jantar à luz de velas, aquela música mais sensual. Imagino logo a gente na cama, se enroscando. Ah, seu beijo! Eu não preciso de mais nada, eu não preciso de mais ninguém. Minha felicidade se resume a minha plenitude como pessoa e se resume a você na minha vida. Se você estiver aqui tudo fica mais completo, a minha felicidade se torna mais realista.

Você e sua racionalidade trazem mais equilíbrio para minha loucura, especialmente para aquelas loucuras noturnas que impedem meu sono profundo de acontecer. Sou notívaga, você também é. Dormimos ao raiar do dia conversando, ouvindo aquelas músicas loucas do Youtube ou fazendo amor. E que amor! Que delícia de amor, o que a gente faz. Seu cheiro me enlouquece e sei que o meu também, meu cheiro fica no seu travesseiro de manhã, quando vou embora. 

Enfiados no edredom, nossa vida rende. Rende histórias, rende tudo que passamos e tudo o que ainda queremos passar e viver juntos. Nossa vida fica mais larga quando estamos juntos, mais forte. Somos bons em tudo. Tudo o que fazemos juntos dá certo, nossa parceria dá certo, sempre deu. Eu e você somos um. Não precisamos nos completar, mas nos suplementamos, somos melhores um com o outro. É assim que enxergo a gente. Quando estou sem sono observo as estrelas da minha sacada e imagino que estar ao seu lado é o que eu mais quero. A minha vida toda, até  envelhecer.

Saindo da varanda, olho para minha maior estrela dormindo em minha cama. Você respira calmamente e quase sorri. Sei que também está feliz. Sei que se sente todo bobo em relação a mim. Sei que me ama. E de repente sinto uma paz. Me enfio debaixo das cobertas e me enrosco em você. De repente tudo vira coisa de casal. De novo. E eu gosto disso.



Rafaela Valverde


Aproveite a vida!


Existem diversos motivos para se odiar. Quando a gente se olha no espelho e vê a cara inchada e os olhos vermelhos de ter chorado a noite toda por quem não merece, a gente se odeia. A gente se odeia quando faz alguma merda, a gente se odeia quando faz ou fala coisas que não deveria ter falado. A gente se odeia quando adianta coisas que nem deveriam acontecer.

Muitas vezes passamos por coisas que poderiam ter sido evitadas por nós mesmos. Parece que nosso cérebro até avisa, "sai daí, idiota, você vai se estrepar." Mas você continua insistindo em algo que sabe que vai dar merda. Assim, vão surgindo razões para que a gente se massacre mentalmente, se odeie e sofra por antecipação, tentando evitar fazer outra cagada.

Existem muitos motivos para a gente querer morrer. ás vezes bate uma tristeza terrível e a gente não consegue fugir; às  vezes são tantos problemas e um atrás do outro que a gente acha que não vai aguentar e se recusa a suportar mesmo tantas rebombadas. Mas no final das contas, a gente vê que aguentava e que é mais forte do que imaginava. É claro que a coisa toda não fica plena e todos nós temos problemas na vida e que eles voltam sempre que podem para encher o saco. E é normal, é assim, é um círculo vicioso.

Existem, no entanto, inúmeros motivos para a gente brindar a vida e se amar. Há motivos diversos para adorar viver e querer viver cada vez mais. A vida é linda, apesar dos percalços. A natureza nos presenteia com lindos espetáculos, apesar de a gente muitas vezes não notar e ainda destruí-la. Os cantos dos pássaros em meio ao caos de uma avenida movimentada; um pôr do sol em um dia de verão; experiências que temos em determinados momentos: viagens, sensações, gargalhadas... Ter amigos é incrível, rir de uma piada, dançar sozinha em casa, tomar um bom vinho, um belo churrasco... É tudo bem gostoso, é a prova de que vale a pena viver. É  a prova de que vale a pena enfrentar problemas e obstáculos. Tudo tem lado bom e lado ruim. E essa é a graça da vida. Os bons momentos não existiriam sem os ruins. E eu tempo ver sempre ou quase sempre, o lado bom das coisas, apesar de ser difícil, bastante difícil. Mas a gente consegue, afinal é bem melhor curtir a vida e o que ela tem de bom para oferecer.




Rafaela Valverde

terça-feira, 25 de abril de 2017

Texto que minha amiga Fernanda fez para mim ♥

Recebi esse maravilhoso texto da minha amiga Fernanda no domingo, meu aniversário. Eu amei! Me emocionei demais com essa genial definição de mim. Só quem é muito boa com as palavras e me conhece bem demais é capaz de me descrever tão bem. Obrigada, miga. Te amo, também, amei a homenagem.
A referida foto é essa abaixo:





Você pra mim é como uma rosa. Flor que sabe ser aroma e espinho. Amor e dor. Pode perfumar e também perfurar. Pode estar tanto no início quanto no fim. Pode vir em variações dependendo de quem observar. As vezes num vermelho intenso e esplêndido, outras num branco poético e de paz. Pode refletir o romantismo dos que te querem como presente ou a brutalidade de quem tenta do seu jardim te arrancar. 
Escrevo isso na tentativa de eternizar-te em mim como és na sua mais pura essência: Flor! 
Gosto muito dessa foto e mais ainda de você. E enquanto pudermos e quisermos, serei apreciadora da tua beleza e felicidade. Feliz vida, flor da minha!♥♥





Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Calor e volúpia


A pegação já havia começado no carro. Estávamos numa noite quente de janeiro, essa cidade definitivamente é um inferno. Dá vontade de tirar roupa o tempo todo, e é claro. se eu tiver oportunidade eu não vou me negar a tirar. Sentia que o carro estava quente, mesmo com o ar- condicionado ligado. é que a nossa quentura era maior que qualquer ar artificial de um carro semi -novo.

Minha calcinha estava no tornozelo, a saia na cintura. Eu não sabia onde estávamos, sei que era noite e a rua estava deserta,  Corríamos riscos de assaltos, de sequestro, de várias coisas. Mas nem sei se pensamos nisso. Estávamos ali, nos pegando.

O beijo tinha um gosto bom e eu nem lembrava seu nome. Só tínhamos nos visto duas vezes na balada. Eu precisava dar um jeito de perguntar... Nesse momento eu parei de pensar, não sei como, ele levantou minha perna e começou a me chupar de maneira voraz. Meu pé batia no teto do carro e eu nem lembro mais que sapato estava usando. Geralmente era muito apegada aos meus sapatos, mas naquele dia eu não quis saber.

Gozei em sua boca. Senti meu líquido de prazer escorrendo pela sua boca e ouvi um "vamos subir?" Surpreendentemente rápido levantei a calcinha e baixei a saia. Saí do carro e ele me pegou pela mão. Fomos de escada, era no primeiro andar.

Tive uma grande surpresa quando entrei no seu apartamento. Era arrumado, bem decorado e cheiroso. Ultimamente eu só havia entrado em muquifos bagunçados, não sei como alguns homens não têm vergonha de levar mulheres a suas casas podres... Enfim, a casa desse boy era bem bonitinha, limpinha. Isso aumentou ainda mais o meu tesão.

Tirei a blusa e o joguei sentado no sofá. Queria me esfregar muito naquele "tanque-não tão tanque-assim". E assim a pegação continuou e ele continuou de onde havia parado, a boca na minha buceta. Aquilo estava pegando fogo! Eu que ainda não havia visto ele nu me adiantei e tirei suas calças, retribuindo bem de leve a chupada. Primeiro de leve, depois mais forte e firme. Usei um dos meus truques e ele ficou enlouquecido. Me puxou para cima, enfiando os dedos nas minhas pernas e lambendo. Eu adorava quando faziam isso.

Depois de sentir meu gosto mais uma vez ele me colocou sentada no colo dele. E assim encaixamos perfeitamente bem. E dançamos. Parecia que havíamos ensaiado os passos de dança, uma dança sincronizada e quente. Sensual e gostosa. Gozei e gemi alto. Meus gritos ecoaram pelo apartamento limpo dele. E eu sabia, antes mesmo de terminar, que eu queria mais. Depois que ele saiu de dentro de mim ordenei: "liga o ar condicionado!" Sim, essa cidade é realmente muito quente.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Seus braços


Seus braços me envolvem, me protegem
Me aninham, recarregam minhas energias
Braços grandes e fortes
Que meu querer subvertem
Me aninho, me aqueço
E vou vivendo meus dias
Ai meu Deus, que sorte!
Em você desapareço
Não sei de vergonha
Não sei os motivos
A vida fica enfadonha
Se você não está por perto
É uma sensação idiota
Não tenho outro adjetivo
E não sei mais o que é certo
Mas sei que você não faz chacota
Mas era isso que queria dizer
Que em seus braços me acho
Relaxo
E não me importo com mais nada
Em seus braços eu me perco
E tenho cada vez mais certeza que você foi um acerto!




Rafaela Valverde


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Vem ni mim 2017!

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Eis que o ano maluco de instabilidades chegou ao fim. Teve  muita bagunça no Brasil em 2016. Aliás, o Brasil é o país da bagunça, e como se já não bastasse todos os problemas que temos, em 2016 tivemos instabilidade econômica e política.

O ano passado foi melhor que 2015 para mim, mas ainda foi um ano difícil. Um ano cansativo e com pouco dinheiro. Foram muitas tretas, noites em dormir, assuntos para conversar e textos para ler. Sorrisos, festas e paixão, Paixão pela vida, paixão por mim mesma, paixão por outra pessoa.

Um ano cheio de fatos marcantes, imprevisíveis e com coisas boas também. Um período que não volta mais, um ano findado é um livro todo preenchido. O outro que começa é um livro em branco que podemos escrever tudo de novo. É uma metáfora manjada, mas bem ilustrativa.

Engraçado como o tempo passa e como a gente acha estranho um ano que estava logo ali, mas que já tem quatro anos. Acabei de compartilhar uma foto minha de 2013 e apareceu no Facebook, há quatro anos. Como assim? 2013 foi ontem.

Mas enfim, esse é o tempo. Essa é a nossa vida. Essa é a graça da vida: saber que vamos envelhecer e morrer. Sem isso a vida não teria sentido. Agora é foco total em 2017. Foco total em ser feliz. Em continuar sendo feliz! Tenho mais um ano novinho em folha para sorrir, para viver, para sair, para amar, para ler, etc. 

Eu só tenho o que agradecer pelo ano que passou. Aprendi muito, tive saúde, estudei bastante, fui para outro estado, arranjei um ótimo namorado, entrei num curso de inglês, fiz um curso de preparação de tortas no Senac. Enfim, fiz muitas coisas que tive vontade e esse ano farei muito mais. Eu sou muito grata! Vem ni mim 2017!



Rafaela Valverde

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Eu, contraditória. Eu, eu mesma.


Eu vivo no mundo da lua às vezes, mas também sei ser esperta. Sou humilde mas também sei dar o fora na modéstia de vez em quando. Sou organizadinha, mas às vezes curto meu quarto bagunçado. A minha bagunça fala muito sobre mim. Não gosto de chuva, mas curto um friozinho. Sou sempre sincera, mas às vezes minto.

Sou preguiçosa, mas cumpro minhas obrigações. Umas vezes desapego, em outras grudo. Posso ser ciumenta ou nem ligar. Às vezes diminuo o passo mas sempre estou com pressa. Em alguns momentos sou corajosa, em outros me pelo de medo. Certos momentos me deixam nervosa, outros não.

Posso explodir ou ser calmaria. Posso ver um filme ou ler um livro. Têm dias que me acho feia, e têm dias que supero qualquer miss. Hoje eu simpatizo com alguém, mas se amanhã observar algum comportamento que me desagrade, posso deixar de gostar. Posso ser amiga de quem todo mundo é inimigo e posso ser inimiga das pessoas mais populares.

Sou das que rebolam e vão até o chão, mas também escuto MPB, rock pauleira e rap. Posso ser os extremos, os opostos. Podem até achar que sou inconstante, mas eu sou eu. Eu sou quem sou. Sem vergonha, sem falsidades, sem desencantamentos ou encantamentos desnecessários. Nada em mim é desnecessário. Tudo em mim compõe o que eu sou. 

Eu sou um vulcão, mas também sou um mar calmo. Paro e agito no mesmo instante. Sou voraz, mas também sei esperar. Sou a rainha das incongruências e paradoxos e ao mesmo tempo, paradoxalmente, sou eu mesma, espontânea e segura. Eu sou assim. Eu sou feliz do jeito que eu sou. Sou a reclamona, que denuncia tudo o que tiver errado. Não aguento ver uma injustiça, ou um alfinete fora do lugar. Sou luz, mas as trevas podem chegar até mim. Sou alegre e triste. E você já descobriu o que é?



Rafaela Valverde

sábado, 17 de dezembro de 2016

Música é magia!


Eu vivo música, eu faço tudo com música. Eu preciso de música. Eu amo música. Música é poesia ritmada. Quando estou estudando, escuto música, quando eu estou fazendo faxina eu escuto música. A arte é a forma mais sublime de ser humano, criar e contemplar arte nos diferencia dos outros seres vivos.

E a música é a mais marcante forma de arte para mim. A poesia está nela e isso me agrada. É claro que eu falo de boas letras, bons arranjos e intérpretes genias. Mas às vezes nem precisa tanto. ás vezes só mesmo o ritmo da música, o som, a voz do artista, ou algo na letra nos toca de uma forma tão profunda que é impossível desgrudar e a gente ouve a música toda hora.

Em alguns casos, uma música nos descreve ou contempla alguma ação nossa, ou ainda nos dá força para não desistir e continuar a lutar. A música faz meu espírito vibrar, a depender da música eu viajo para outras épocas ou prevejo o futuro. Ou ainda posso ter mais positividade ou negatividade no pensamento.

Mas também gosto de músicas tristes, elas são arte. E eu bem sei que quando estamos melancólicos, sofrendo temos um grande potencial criativo. Eu adoro música. E mesmo quando eu estiver velhinha ainda vou adorar. Gosto de vários tipos de músicas, contanto que sejam boas. Música é que nem livro, tem que me agradar logo de cara, tem que passar logo sua mensagem.

Mas a música é poderosa, ela pode fazer milagres. Ela faz dançar, pode ser romântica, pode ser funcional e ser trilha sonora... Pode fazer chorar, pode trazer lembranças e emocionar. Música é mágica. Me sinto grata por existir música no mundo.



Rafaela Valverde


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Garimpo otimista


As guinadas não existem
Nossa vida é o que é
Dois braços, duas pernas
Vou lutando, vou com fé

Viver o agora
Encontrar o belo na rotina
Negatividade está por fora
Já vou começar a faxina

Faxina na alma
Eita, conversa manjada!
Minha alma já é limpa

A gente garimpa
Um tantão de coisas boas
Que a vida pode dar


E encontra nas pequenas coisas!



Rafaela Valverde




sábado, 10 de dezembro de 2016

Intimidade


Relacionamento bom é aquele que tem intimidade. E aqui não falo apenas sobre relacionamentos amorosos e nem sobre intimidade artificial. Falo sobre todo e qualquer tipo de relacionamento.  E falo sobre aquela intimidade que é tão, mas tão forte que só de olhar para o outro já se sabe o que ele está pensando.

Intimidade é uma coisa difícil de ser conquistada, especialmente hoje, nesses tempos de relacionamentos efêmeros. Não é de um dia para o outro que se se consegue intimidade. Dois amigos que são íntimos quase não se chamam pelo nome. Geralmente se chamam por palavras que seriam xingamentos para as outras pessoas ou ainda nomes engraçados. Eu chamo minha amiga Fernanda de viada, jumenta, etc. E a gente fica numa boa, a gente se entende, ninguém se desentende por isso. Ela também me xinga de idiota e outros nomes lindos... E é uma relação de amizade que sinceramente eu não nunca tive.

Um casal que tem intimidade solta pum na frente do outro sim. Não têm reservas, nem constrangimento. Eles até riem dos puns. Não precisam pedir desculpas ao soltar pum ou arrotar. Essas são coisas que todos, TODOS os seres humanos fazem e por estamos muito próximos daquela pessoa, por sermos tão íntimos porque não fazer perto dela? Eu acho isso uma puta besteira. Alguns homens acham que mulher não peidam nem arrotam. Más notícias para vocês queridos!

Tomar banho junto, para casais, compartilhar banheiro, comentar e rir sobre puns são sinais de grande intimidade. E é disso que se trata um bom relacionamento, na minha opinião, é assim que se constrói um relacionamento daqueles que realmente valem a pena. Relacionamento bom é relacionamento com intimidade. Intimidade não se conquista de um dia para o outro, ela é construída ao longo do tempo e é preciso querer construí -la. Intimidade se constrói com amor.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Filme Infidelidade


Vi no final de semana o filme Infidelidade com Richard Gere. é um filme antigo e eu nunca tinha tido tanta vontade assim de assistir por achar meio clichê.  É de 2002 e realmente  minhas suspeitas são fundadas já que não é um filme sensacional e é meio previsível, sei lá eu não senti muita afinidade por esse filme não. Acho que ele poderia dar mais, ser mais.

O filme é dirigido Adrian Lyne e traz a história de um casal do Subúrbio de Nova York que vive de forma pacata até que um ventania traz coisas inesperadas para suas vidas.  Connie Sumner (Diane Lane) e Edward (Richard Gere) vivem juntos há onze anos e têm um filho.

Um belo dia, porém, um jovem e belo francês aparece na vida de Connie e eles passam a se ver regularmente, como amantes. Uma louca paixão vai tomando conta desse casal proibido, mas um dia Edward passa a desconfiar da mudança de comportamento de sua esposa e decide  vigiá-la. O que se segue daí em diante é uma trama que envolve suspense, medo e morte. O amor desse casal é colocado à prova. E decisões devem ser tomadas.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Livro O Pequeno Príncipe


Demorei de ler O Pequeno Príncipe. Eu já devia ter lido há tempos, mas ficava com preguiça por ser um livro muito manjado. Mas minha irmã me emprestou e eu li. É um livro bem fofo, considerado infantil, mas já vi muito adulto lendo. Foi escrito pelo aviador  francês Antoine de Saint-Exupéry.

Um piloto encontra o Pequeno Príncipe num deserto após a queda do seu avião. Enquanto tenta consertar a aeronave, ele faz amizade com o Pequeno Príncipe que apareceu de um outro planeta, pedindo para que ele desenhasse algumas coisas. 

E como gente grande não entende nada, não sabe nada e ainda aceita tudo, esse livro é um convite para sair da nossa vida real, do nosso mundo adulto. O Pequeno Príncipe, viajante, explorador decide visitar vários lugares. Encontra uma raposa, um bêbado, um geógrafo e assim segue a aventura.

Leitura gostosa e rápida.  Recomendo!



Rafaela Valverde 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A sabedoria de desistir na hora certa


Eu antes não sabia, mas agora eu já sei. Eu aprendi a viver com a frustração e o conformismo para determinados momentos. Se não há jeito, se os anos vão passar, se a vida vai durar e eu tenho que conviver com isso eu conviverei. Me resigno e aceito, já que não posso mais lutar e mudar determinada situação. A gente precisa saber quando parar.

A gente precisa desistir na hora certa, por mais que tenhamos lutado tanto. Chega uma hora que não dá mais, o esforço fica grande demais, a luta ultrapassa o que podemos suportar e simplesmente a gente desiste. Respiramos fundo e analisamos as opções, mas elas não são mais viáveis.

Eu já passei algumas vezes por situações que exigiram muito de mim. Algumas eu desisti, outras lutei até o fim. Hoje porém, me deparo com uma luta que sei que não vou conseguir ganhar. Eu já consigo me enxergar vivendo daqui a vinte anos frustrada e sem ter tido o que eu realmente quis na vida.

Mas não desisti por causa de preguiça ou covardia. Desisti porque era demais, porque não adiantaria. Desisti porque não há mais sintonia entre mim e a luta, essa luta. Eu me sinto cansada para lidar com ela. Eu estou fraca e por isso vou ter que conviver com isso, com a frustração e talvez, quem sabe, o arrependimento. Mas no momento não há nada que eu possa fazer.

Não sei quantas pessoas se sentem assim diante de coisas difíceis, mas é complicado olhar para trás e prever o futuro e estar entre um e outro. Só esperando o tempo passar para ver se alguma coisa muda. Mas não vai mudar. Se eu tiver que virar uma mulher frustrada quando tiver na meia idade eu vou virar. Porque a gente tem que saber a hora de parar. A hora de desistir de lutar por algo que nunca mais vai acontecer. Isso é ter sabedoria.



Rafaela Valverde

domingo, 20 de novembro de 2016

Eu desisto!


Sim, eu já devia ter desistido há um tempo. Comecei a namorar aos 13 anos, ainda era muito nova, havia acabado de dar meu primeiro beijo. Ele tinha 15. Éramos duas crianças. Mas quem disse que criança não se machuca? O namoro sei lá durou o que, uns dois meses.  O garoto simplesmente sumiu. Levei um certo tempo para me recuperar, eu nem entendia o que tinha acontecido direito. Aquele namoro havia sido um erro.

O segundo, afff, como eu tenho dedo podre! O segundo foi o maior escroto até agora, o campeão mundial da escrotidão. Namoramos cinco meses e foi um desastre que eu não vou descrever aqui. O meu terceiro relacionamento começou quando eu tinha 17 anos e foi o mais bem sucedido até hoje. Durou nove anos, mas acabou mal. E esse ano, no início, eu inventei de me apaixonar de novo e é claro que não podia durar né? Nem dar certo. Claro que deu errado. Outro namoro que foi um erro. Todos são, sempre são!

Eu preciso limpar esses meus dedos podres. Urgentemente. Ou então desistir de vez dos relacionamentos que foi o que eu disse que iria fazer quando meu outro relacionamento terminou e não fiz. Mas dessa vez é diferente, eu vou cumprir. Para meu próprio bem. Eu sou muito mais que isso, apenas uma namorada idiota e abandonada.

Com os indícios que a minha vida amorosa deu desde o início eu devia ter adivinhado que ela seria péssima, minha vida amorosa. E é. Ela é inexistente. E é assim que ela vai ser tratada agora. Como inexistente. Ela não vai existir. Não quero mais saber de dividir a minha vida com ninguém, ninguém tem mais o direito de saber e entrar na minha vida. É  abertura demais e eu não estou mais disposta a passar por isso de novo. Um constrangimento, um sentimento de rejeição. É péssimo. 

Agora eu já entendi. Eu obtive o aprendizado depois de tantos anos e depois de tantos fracassos. Já entendi a mensagem. Eu não vou mais cair nessa arapuca de novo, eu não vou mair derramar lágrimas, eu não vou mais me importar e nem me preocupar. Eu preciso deixar de ser idiota! Eu desisto!


Rafaela Valverde


Filme Thelma & Louise - A liberdade e a força feminina


Ontem vi o maravilhoso Thelma & Louise, filme americano de 1991 dirigido por Ridley Scott e estrelado por  Susan Sarandon, Geena Davis e Brad Pitt bem novinho. É uma comédia dramática, aventura que eu considerei bem feminista. O filme foi vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original e do Globo de Ouro de Melhor Roteiro.

As protagonistas Louise Sawyer (Susan Sarandon) e Thelma (Geena Davis) são amigas e enquanto a primeira trabalha em uma lanchonete, a segunda é uma dona de casa entendiada que vive um relacionamento abusivo com o marido. Entediadas, as duas amigas resolvem viajar num final de semana sem que seus parceiros saibam. 

Durante a viagem, que começou bem, elas se envolvem em um crime e a partir daí passam a fugir da polícia. A trama que segue a partir daí é cheia de confusões. As personagens são ricas, interessantes. Os diálogos são firmes, bem colocados. As viajantes percorrem muitos locais o que torna a fotografia do filme bonita e bem feita. Trazendo muitas vezes, ambientes áridos assim como as cenas e as vidas das fugitivas.

Há muitas questões feministas mostradas no filme. Cenas de misoginia que são combatidas pelas protagonistas, algumas vezes até de forma engraçada. Algumas cenas me chamaram mais atenção. Inclusive o primeiro crime é cometido depois de um estupro, é defesa mas elas dizem: "Quem vai acreditar na gente? Viram você estava dançando de rosto colado com ele." É o que a gente ouve e passa nos dias de hoje.

Há, entre outras, uma cena específica, que me fez gargalhar. Não vou dar detalhes da cena, mas é hilária, nos leva à forra. Nós que somos assediadas diariamente. A dupla cansou de ser assediada e se vinga de maneira graciosa, arrancando muitas risadas. É um filme de liberdade de mulheres e para mulheres. Mulheres fortes, personagens fortes que não baixam a cabeça para o masculino mundo em que vivemos. Os personagens homens as afrontam, as desestabilizam mas elas continuam seguindo em frente. Assim é o personagem J.D vivido magnificamente por Brad Pitt ainda no início da carreira. Um personagem pequeno que entra e sai de cena, não imperceptivelmente. Importante para o clímax da história. 

Thelma e Louise é um filme gostoso de se ver. Serve para reafirmar a força feminina. A mulher que não esmorece e que mesmo quando impedida, procura uma oportunidade de se aventurar. E como somos lutadoras! Queremos nossa liberdade e lutamos por ela. E esse filme é uma ilustração lúdica e aventureira das nossas lutas diárias. 

O final mesmo não sendo convencionalmente feliz ainda assim é feliz. É um dos melhores finais que eu já vi. Selado com um beijo entre essas duas icônicas mulheres nesse clássico e maravilhoso filme. Sim, maravilhoso. Esse entrou na lista dos meus filmes. Mulheres assistam, o que  esse diretor fez por nós há 25 anos!



Rafaela Valverde

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Casamento é legal!


Não sei como pessoas que nunca foram casadas podem saber tanto sobre casamentos a ponto de odiá-los. Algumas pessoas que eu conheço falam com uma terrível certeza que casamento é ruim. Em primeiro lugar: eu não tenho certeza de nada e em segundo lugar eu discordo. E eu posso discordar, já  que fui casada e não tive uma boa experiência enquanto filha de pais casados.

No início da minha vida eu até pensava que casamento era como o dos meus pais e cresci achando que não iria casar para ser infeliz. Eu não queria isso. Mas um dia algo mudou e eu vi que tinha a oportunidade de viver isso. Eu era uma pessoa diferente de minha mãe e meu ex marido totalmente diferente de meu pai. Não era possível que fosse ser igual.

Embarcamos nessa aventura e deu certo por quatro anos. Será que dá para as pessoas terem ideia do que são quatro anos? Quantos dias e quantas horas dormindo numa mesma cama, compartilhando gostos e atividades, vivendo em comum... É difícil claro. Nada é fácil na vida. Mas, casamento é gratificante ao mesmo tempo que é difícil. Você consegue dividir o máximo da sua intimidade com outro alguém, com alguém que geralmente é muito especial, que você gosta e quer estar perto.

É como a extensão de um namoro, só que nesse caso você vai dividir a sua vida como um todo com aquela pessoa e não só alguns momentos na semana, não apenas os bons momentos, mas os perrengues também. É preciso haver amor em primeiro lugar, mas amor de verdade. Paciência, admiração e companheirismo, entre outras características para que dê certo enquanto dure.

São desafios diários. O casamento é construído todos os dias. Um bloco por dia e o muro vai subindo. Eu acho que casamento não é ruim. Não quando se ama, conhece suficientemente, quando se divide as mesmas expectativas e sonhos. Quando há uma sintonia entre o casal. Sintonia de ideias, de ideais e de sentimentos, dá certo. 

Eu não estou aqui para mudar opiniões de ninguém mas eu estou aqui para falar a minha opinião e é isso que eu acho acerca do casamento. Instituição que pode até ser considerada falida por algumas esferas da sociedade, mas que para as pessoas que têm vontade e maturidade para levar adiante pode ser uma boa experiência de amor e companheirismo para muitos anos ou para a vida.

Portanto se você nunca casou, ou não casou ainda, não fale mal do casamento. Não diga que estar casado é ruim, que você perde a liberdade e privacidade. Isso não é verdade! Vá falar do que você viveu e beijos de luz! Rsrsrs


Rafaela Valverde


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Pensamento positivo


A gente vive torcendo para que as coisas deem certo. E no final elas sempre dão. Tudo vai aos poucos se encaixando. Por mais que seja difícil, que a gente tenha que apertar ali ou aqui, adequar dar uma ajeitadinha nas coisas para que funcionem. Elas obedecem e acaba quase tudo em ordem.

Eu digo isso porque sou daquelas pessoas que sempre teve dificuldades na vida. Financeiras principalmente. Mas, mais do que nunca eu sei que tudo se resolve. As contas não batem esse mês mas no mês que vem hão de bater.

É só esperar e ao mesmo tempo agir. Não ficar parado esperando que tudo dê certo.é preciso direcionar o pensamento para que dê certo antes de tudo. Pensar que o pior vai passar e que as coisas vão melhorar. Torcer e trabalhar em prol da melhora sempre. Pensar positivo não é fácil, principalmente na atual situação em que vive o nosso país, mas a gente precisa exercitar.

Hoje se inicia um novo mês e com ele a perspectiva de mudanças e coisas boas. Se aproxima o final do ano e vem aquela época de reflexão de sempre. Mas será que a reflexão é verdadeira? Será que as atitudes e erros do ano que está findando são realmente repensados? O que estou querendo dizer aqui é que não adianta deixar para consertar erros e repensar atitudes no final do ano. É necessário fazer isso o tempo todo e fazer com que tudo dê realmente certo e não ficar se sabotando. A gente não merece isso!



Rafaela Valverde
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