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quinta-feira, 2 de março de 2017

Pensamentos de carnaval

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Pensamentos inúteis moram em minha cabeça. É um feriadão, carnaval e todos estão pulando pelas ruas, felizes. Eu estou feliz também, sozinha na casa de veraneio. São tantos pensamentos que a casa de dois andares  fica pequena para mim.

Sim, eu vim para cá sozinha. Chamei algumas pessoas para vir, mas elas estão ocupadas demais com os blocos passando nas ruas e com a falta generalizada de dinheiro para virem para o que eu chamo de "meu paraíso."

Até gosto de carnaval, apesar de achá-lo cansativo e repetitivo às vezes. Mas sou uma bixa festeira, apesar de quase sempre minha vida financeira se esquecer disso. Gosto da folia, mas estava muito estressada e aproveitei esse recesso da UFBA para relaxar. Preciso descansar e não ficar estafada correndo atrás de trio. Além de descanso e relaxamento, precisava pensar. E tanto pensei que esses pensamentos grudaram em minha mente como se fossem cola.

Coisas estão acontecendo nesse momento em minha vida que me fazem pensar em quanto posso ser uma pessoa desinteressante, imprestável, trouxa... Não é possível que mesmo quando eu acho que estou fazendo a coisa certa eu estou fazendo errado! Tenho a sensação que sempre estou errada.

Senti pensamentos como esses me atingirem e entre um banho de mar e outro decidi que precisava escrever. E cá estou eu, botando para fora um pouco do que estou sentindo. Mas também, é só a ponta do iceberg. Não posso escrever tudo, ainda mais porque sei que é um texto que será lido.

Eu devo mesmo ser um saco. Percebo que as pessoas não me suportam e se afastam. Ou talvez não tenham paciência, ou ainda não aguentam quem eu sou. Sou complexa e não costumo mudar por senhor ninguém!

Mas, o fato é que mais uma vez eu me sinto sozinha. Eu estou sozinha. Entendam que há solidão e solidão. Estou na ilha sozinha por opção. Mas eu não me sinto só e desamparada por opção e sim porque sou eu demais e pouca gente consegue compreender isso. Muito pouca gente mesmo.

E no entanto, me sinto bastante satisfeita com a pessoa que me tornei e não vou mudar. Na verdade, já mudei bastante, para melhor e porque eu quis. Eu era grossa, intolerante, controladora... Era o que nenhuma pessoa deve ser. E ainda assim há pessoas que conseguem me tratar, mesmo eu mudada, de uma forma que eu nunca era tratada antes de mudar. Pessoas são pessoas, com defeitos e qualidades, com jeitos diferentes de ser e de lidar com outras pessoas. Mas eu não admito, eu não suporto que me tratem com indiferença. É a coisa que mais odeio. A pessoa pode ser rude, grosseira, mas não indiferente, porque eu me afasto e afasto totalmente.

O mais engraçado de tudo é que a gente sempre acha que as pessoas tratam a gente mal porque merecemos ou que a culpa é nossa. Eu pelo menos, fico me sentindo assim e sei que não deveria pois não tenho culpa da babaquice dos outros. Mas ainda assim, fico o dia todo buscando coisas terríveis que eu possa ter feito ou falado. Fico também querendo saber se sou tão miserável a ponto de afastar as pessoas. Busco algo  que justifique tanto abandono. Mas não adianta. Pura perda de tempo. Quando a pessoa quer ir ela simplesmente vai e não há nada que possa detê-la. Mesmo que as farras e a vida vazia pelas quais ela te trocou não valendo a pena e ela sabendo disso, ela vai. A pessoa sempre vai, só cabe a mim deixar. Eu deixo. Vá com Deus, amém!





Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Aquele pôr do sol


Eu estava naquele fim de tarde sentada num banco de uma praça qualquer tomando água de coco, uma das vantagens de morar em cidade praieira é que o que as pessoas normais fazem só nas férias a gente pode fazer o ano todo. Um simples passeio pode se transformar numa tarde reflexiva de pôr do sol com uma fresca água de coco ajudando a processar as coisas.

Então, eu estava sentada naquele dia e pensava em coisas banais, nada de mais. Mas eu precisava daquele momento de calmaria em uma semana que estava sendo desastrosa. O fim de um relacionamento, a morte do meu cachorro, TCC para entregar, gastrite atacada. Um inferno! Eu só estava lá tentando entender porque algumas coisas acontecem comigo. No mesmo momento. Eu fico atolada, cheia de coisas para pensar. Uma falta de paz!

Por isso aprendi a tirar do meu dia um momentinho de paz. Um pequeno momento que limpa a minha mente de todos os estresses do dia a dia. Eu estava triste naquele dia. Eu estava mais triste pela morte do meu cachorro do que pelo atraso do meu TCC. Aquele cachorro sim me amava. Ele ficava ao meu lado mesmo quando eu era chata. O que significa quase sempre. Moro sozinha naquele apartamento odioso e agora estou sem meu cachorro!

Até hoje eu ainda penso nesse dia, até hoje penso no meu cachorro e em como ele foi importante para mim quando me mudei para cá. Mas é o ciclo da vida, todos nós vamos passar pela morte. Por mais clichê que possa parecer essa frase, e é, ela é a mais pura verdade. Foi naquele dia que eu tomei a decisão de mudar.

Sentada ali naquele banquinho em uma praça qualquer. Bem, era qualquer mas dava para ver um lindo pôr do sol, o que já é uma grande vantagem. E foi ali, naquele pôr do sol, eu até me lembro a data quer que eu diga? Foi nesse dia que eu decidi pelo menos tentar não me oprimir com tantas coisas que vinham ao mesmo tempo, afinal, elas não iriam deixar de acontecer. Eu teria que aprender a ser forte o suficiente para lidar com tudo.

Nossa, ser adulto é um porre. Eu odeio ser adulta. Quando eu era criança, minha mãe resolvia tudo e eu só ficava lá perguntando por que ela se estressava tanto. Eu era igual ao Pequeno Príncipe, que não entendia as pessoas grandes. Gente grande é mesmo muito bizarra, e eu sou gente grande agora. Eu sou bizarra, minha vida é um circo de horrores e eu ainda tinha que saber lidar. Quanta audácia da vida!

Sim, naquele dia eu cresci uns poucos anos sentada naquele banco. Quando o sol se pôs, levantei e andei com meu coco ainda uns cinco metros até encontrar uma lixeira e saí, saí daquela praça de cabeça erguida, me senti um pouco melhor comigo mesma.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Filme Olho por Olho


Estou aproveitando esses poucos dias de férias que eu tive, já que segunda feira já começa o semestre 2016.2 por isso estou assistindo muitas coisas. Comecei a assistir a antiga e clássica Friends, indicada por amigos e já bastante conhecida por mim. Estou devorando Grey's Anatomy e estou assistindo alguns filmes.

Ontem vi um filme de 1996, ou seja de vinte anos atrás. Sei lá, tava passeando aleatoriamente no netflix e me deparei com esse filme, gostei da sinopse e decidi assistir. O filme é Olho por Olho. Dirigido por John Schlesinger, o filme  é um suspense, um bom suspense integrado por  Sally Field, Ed Harris, Olivia Burnette entre outros.

Uma família é abalada pelo estupro e morte violenta da filha mais velha. A mãe ouve toda a cena do ataque pelo celular, já que estava falando com a filha. Ela entra em desespero e em meio ao engarrafamento se vê impotente para ajudar a filha. A constatação da morte violenta da menina vem com a chegada em casa.

Daí em diante iniciam - se as investigações e as buscas pelo bandido. Logo um suspeito é pego e vai a julgamento, sendo solto por inconsistências de provas. O que se segue daí em diante é uma trama bem feita mas com o final meio previsível, apesar de  alguns detalhes surpreendentes. Eu gostei bastante desse filme e eu adoro suspenses. Recomendo.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Como não enlouquecer com tantas obrigações? Aprendendo a desacelerar...

Imagem da internet
A gente vive correndo. Corre, corre e anda. Luta contra o tempo e quando percebe o tempo já passou. Quando a gente se dá conta o ano já acabou e lá vêm as luzes irritantes de natal. A gente faz exercício fala sobre astrologia, bebe num barzinho com amigos, estuda, trabalha, dorme pouco, cumpre a promessa de vida que recebemos ao nascer.

De repente a gente passa a observar com mais detalhes as vidas dos outros. As pessoas correm. Todas elas. Ainda que os objetivos sejam diferentes está todo mundo meio que no mesmo barco. De repente aquela fulaninha que era totalmente o oposto da gente na escola, e se escondia atrás da cara de santa, decide levar uma vida meramente tradicional que não condiz exatamente com a imagem que fazíamos dela.

É claro que ninguém fica para sempre com ideias de quando tinha 15, 16 anos. As pessoas mudam o tempo todo. Nós mudamos e essa é, para mim, uma boa característica, principalmente se for para melhor. Mas o que eu falo é sobre a pressão que temos de levar vidas padronizadas e tradicionais. Namorar anos com a mesma pessoa, se formar, noivar, casar, depois filhos... Sempre nesse ordem cronológica.

Uma ordem ditada por quem? Por todos. Somos pressionados desde que saímos da adolescência. Somos ejetados para a vida adulta cheios de obrigações e prazos que temos que cumprir antes dos 30, ou seja em menos de dez anos. O que será que as pessoas estão pensando ao tratar seus filhos assim? Em tratar gente jovem assim? Como se fossem seus capachos!

O resultado de tudo isso é a formação de jovens cansados, colunas idosas, doenças psíquicas, pânico, ansiedade, suicídios... É isso o que a gente tem passado correndo todos os dias, dormindo quatro, cinco horas. Começando o dia muito cedo e terminando muito tarde devido as milhares de obrigações que somos obrigados a abarcar. Sem reflexão, sem crítica e em alguns casos sem ética.

Alguns podem dizer que nossa vida mudou muito em relação aos jovens de gerações passadas. Hoje temos tecnologia e muitas facilidades. Mas se vocês soubessem o ônus disso tudo. Nós vivemos cansados, a gente dorme mas não descansa, a gente vive correndo e não olha mais para o outro. E não é de propósito, simplesmente TEMOS QUE CORRER! Senão não dá tempo. Não há flexibilidade de nenhum lado, principalmente da universidade que continua tratando os atuais estudantes como os de antigamente. Eram muito poucos e em sua maioria não precisam trabalhar ou não tinham tanta concorrência. Não precisavam se acabar tanto. Sinceramente: eu sei que hoje a gente têm mais obrigações do que as que vocês tinham. Trabalho, estágio, Iniciação Científica, TCC, curso de línguas, vida social, visita à casa de parentes, mestrado, teses, trabalhos, seminários, milhares de textos, prazos, pressão, pressão... Olheiras, cansaço mental, esquecimento, café, drogas para dormir, drogas para se manter de pé! E ainda temos que ter opiniões e ser engajados. Ah faça me um favor!

Hoje depois de um desabafo em sala de aula uma professora conversou comigo e me questionou se realmente vale a pena se acabar tanto para cumprir todos os prazos que a sociedade e a vida exigem. Ela argumentou com literatura, com a experiência de vida que ela tem e com o oposto que ela é, já que ela sempre foi certinha e cumpridora de tudo. O que eu aprendi hoje é que não adianta tentar abarcar tudo com as nossas pequenas mãos. Alguma coisa sempre vai ficar de fora. E é bom que fique, nossa sanidade mental agradece.

Hoje cheguei em casa e relaxei. Comi um balde de pipoca vendo minha série atual decidi arrumar parte do meu guarda roupa que estava um caos. Sim, o meu quarto, os meus pertences estavam uma bagunça por causa de todas as minhas obrigações acadêmicas. Mas hoje eu decidi dar um basta e relaxei. Nada mais vai tirar a  minha paz, se não der para estudar tudo ou entregar tudo eu não o farei. Eu só não posso enlouquecer como estava fazendo nos últimos dias por causa das inúmeras atividades que tenho!




Rafaela Valverde

terça-feira, 28 de junho de 2016

Meu primeiro curso no Senac

Imagem da internet
Ontem comecei um curso de preparação de tortas no Senac. Como foi o primeiro dia ainda não tivemos muitos ensinamentos, apenas o básico para começar e noções de higiene. O primeiro dia foi mais uma socialização. Gostei bastante do ambiente e da professora. É claro que o nome do Senac já é bem famoso e sua qualidade realmente é condizente com a fama que tem.

Eu me inscrevi nesse curso no mês de abril e lembro que passei uma manhã inteira lá. Apesar de ser um curso pago, a procura é grande e finalmente ontem começou. Escolhi para junho já que é o mês das minhas férias. Bem, as férias já estão acabando mas os meus aprendizados com bolos e tortas apenas estão começando.

Eu pretendo fazer outros cursos na área como confeitaria e bolos artísticos. Eu sempre fiz bolos, biscoitinhos e sempre gostei. Me especializar nessa área será importante para ter um plano B, para ter novas opções, variar e ampliar os  meus conhecimentos e ganhar meu dinheiro. Algumas pessoas já me perguntaram se eu não tenho foco, já que faço faculdade de Letras. 

Eu não entendo como as pessoas ainda acham que a gente só pode ser uma coisa na vida. Não, nós podemos fazer várias coisas. A vida está aí para isso, para fazer a gente mudar, conciliar coisas e fazer o que nos dar vontade. Além disso, em tempos de crise como hoje, uma crise que não se sabe quando vai acabar eu acho extremamente importante se qualificar, ganhar dinheiro por conta própria, empreender e ser criativo. Vamos, eu e minhas colegas de turma, aprender as principais técnicas da área, vamos "pegar as manhas" como se diz por aqui.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Livro A língua de Eulália - Marcos Bagno

Imagem da internet
Li o livro A Língua de Eulália do professor e linguista brasileiro Marcos Bagno. O livro se denomina uma novela linguística e traz a história de Sílvia, Vera e Emília, três amigas que vão tirar férias no interior de São Paulo na casa da tia de uma delas. Lá, encontram com Irene, doutora em Língua Portuguesa que é a tia e Eulália, a inspiradora de toda a estória.

Durante as férias as amigas que são universitárias estudantes de Letras, Pedagogia e Psicologia têm um novo encontro com a Língua Portuguesa, com a variação e com a sociolinguística. Irene passa a dar aulas a elas todas as noites e vai mostrando os capítulos do seu novo livro falando sobre o tema. O livro ainda será lançado e as três amigas viram "cobaias" e ao mesmo tempo aprendem muitas coisas sobre o Português Padrão e o Português Não Padrão.

Irene deixa claro que não há apenas uma língua portuguesa no Brasil, que há a variação a depender da localidade e situação em que se esteja. O ensino da língua hoje no Brasil é discriminatória e não auxilia no aprendizado dessas questões referentes à variação linguística.

Vários conceitos são mostrados ao longo do livro, é contada um pouco da história da língua que se derivou especialmente do Latim. Ainda é mostrado como as variações são coerentes e têm sua própria lógica com explicações plausíveis. Há os mesmos tipos de variações em outras línguas como o francês e o italiano. O principal aprendizado é que não há certo ou errado quando se trata da língua falada e das variações realizadas pelo falante.

A estória do livro é besta e têm até diálogos meio artificiais, porém os conceitos referentes à língua e tudo o que pode ser apreendido compensa a construção da novela. É uma literatura mais funcional. Eu gostei muito desse livro, é possível aprender várias coisas com ele. Ele é da biblioteca do Sesc, mas um dia eu pretendo comprá-lo. Vale a pena.


Rafaela Valverde



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