Mostrando postagens com marcador Erotismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Erotismo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Terceiro dia


Era o meio do terceiro dia de obra. Três dias sempre foi o meu número. Sempre que convivia ou encontrava a pessoa por três dias eu já ficava afim. Mas dessa vez é diferente, a convivência é mais intensa, essa obra parece interminável e eu não estou mais sabendo me controlar, nem disfarçar. Meu tesão estava na cara. Ele já tinha me visto passar de toalha pela sala e de biquíni quando voltei da piscina. 

Ele é o mestre de obras, portanto estava aqui quase todo o tempo. Gostoso, com uma barba bem feita, uma cor linda. forte, mas rústico, não aqueles boys malhados de academia. O corpo dele era formado pelo trabalho pesado mesmo. Era uma delícia. As mãos grandes e pelos. O homem é maravilhoso e eu estava toda derretida.

Passei pela sala e perguntei quando a obra iria realmente terminar, já havia sido estendida demais e eu não aguentava mais aquela poeira. Mas, se o mestre da obra quisesse ficar ele podia. Ele veio até mim já que o barulho estava muito alto e falou que dali a mais dois dias tudo estaria finalizado. Olhei ele de forma provocante, de cima a baixo; aquele olhar safado, mal intencionado mesmo. Ele fez o mesmo, de forma um pouco mais discreta. Eu estava com um short jeans azul escuro colado no corpo e uma blusa rosa fina, sem sutiã. Eu não uso sutiã.

Senti minha calcinha molhada com aquele olhar e sem ao menos mexer a cabeça apontei o corredor onde ficava meu quarto com os olhos. Sem falar nada ele virou e dispensou para o almoço os pedreiros. Esperou eles saírem, fingindo que fazia anotações. Depois veio até mim, me puxou com uma mão pela cintura e me beijou.  Me jogou sentada no balcão da cozinha. Que pegada!

O beijo foi tão intenso que feri minha boca, mesmo assim continuei a beijá lo com uma urgência, um desespero. Tirei sua camisa e mordiquei seus mamilos, ele beijou meu pescoço, nem sei se foi assim, nem sei qual foi a ordem das coisas. Eu já estava toda envolvida naquele corpo, não conseguia nem raciocinar. Tirei minha blusa e senti sua mão grande e forte, com calos tocar meus seios. Seu hálito quente chegou aos meus mamilos e eu gemi. Revirei os olhos e ele apalpava minha coxa com força; doeria se não fosse tão gostoso.

Desci do balcão, peguei sua mão e o levei para o quarto. Ele deitou de costas e eu puxei sua calça jeans, deixando o de cueca, sentando por cima e me esfregando em seu membro duro. Após um tempo assim chupei- o. Ele gemeu e falou que tava gostoso. Não demorou muito e ele disse que preferia chupar. Tirou meu short e eu já estava enlouquecida com aquela pirraça de tesão. Quando senti sua língua, quase desfaleci de prazer. Gozei. E essa foi só a primeira vez. Esse homem é gostoso demais. Transamos algumas vezes, até sermos interrompidos pelos pedreiros que já voltavam do almoço. Duas horas nunca passaram tão rápido. Mas ainda tínhamos mais dois dias de obras, mais quatro horas!




Rafaela Valverde

quarta-feira, 29 de março de 2017

Aquele nosso tesão



Eu estou sem me depilar há dias. Esse não é o momento para fazer sexo, mas ele está bem aqui, atrás da porta, no lado de fora, esperando por mim. Eu sei o que vai acontecer se eu abrir. A gente não consegue se desgrudar. É uma atração tão intensa  que às vezes acho que nossos corpos já foram xifópagos em algum momento da história da humanidade.

Nos encontramos sem querer na rua, depois de um tempo sem nos ver, e eu casualmente, respondi que ainda morava no mesmo endereço. É claro que eu sabia que ele viria, mas não tão rápido. Amo e odeio essa agonia que estou sentindo. Fechei os olhos e tentei controlar minha respiração arfante. Virei e abri a porta.

"Oi." Falei sem olhar seus olhos. Ele abriu aquele sorriso e respondeu um "oi" maroto. Olhar safado e sorrisinho de canto de boca. "O que você tá fazendo aqui?" Respondeu: "Posso entrar?" Respirei fundo e me afastei da porta abrindo espaço para ele entrar. "Uau, reformou!"  Revirei os olhos e sorri. "Só uma pinturinha. Quer beber alguma coisa?" 

"Você." Olhei pela primeira vez em seus olhos. Estava tremendo, excitada. "E talvez uma cerveja, sei que sua geladeira é fã de cerveja." Mordi os lábios e fui até a cozinha, que era contígua à sala, separada apenas por um pequeno balcão. Peguei a pequena garrafa de cerveja e entreguei a ele que sentou na mesma poltrona de sempre.

"Você ainda não me disse o que veio fazer aqui."  Ele me olhou tomando um longo gole de cerveja. "Disse sim, eu vim beber você."  Levantei os braços, em sinal de protesto. "Não sei porquê você faz isso." Levantei e sentei de frente em seu colo. O beijo com gosto de cerveja mais gostoso da minha vida. "Estou toda molhada." Sussurrei em seu ouvido. "Eu sei." 

Nos amassamos por ali mesmo. Ele arrancou meu vestido e fiquei só de calcinha. Ele estava ereto e eu estava quase enlouquecendo. É muito tesão! É um tesão que amolece cada fibra e estrutura do meu corpo. E não é só tesão, é paixão. Assim, fica tudo mais apimentado. Passava a língua lentamente pelos meus seios, sem pressa e ao mesmo tempo com um desespero indecente, que não dava para resistir. Revirava meus olhos de prazer, gemendo bem baixinho.

O clima esquentava cada vez mais e eu já estava quase pegando fogo. Quando ele enfiou a mão em minha calcinha. 'Está peludinha, adoro quando está assim." Fiquei um pouco surpresa pois é raro encontrar um homem que goste de pelo. Mas essas críticas aos homens deixarei pra depois. Ele está com dois dedos dentro de mim, fecho o olhos e aproveito o momento para começar a gozar. Ele interrompe, me carrega e me leva para o sofá. Começa a me chupar. Só saímos do apartamento na tarde do dia seguinte. Satisfeitos e sem saber quando nos veríamos novamente.



Rafaela Valverde


sexta-feira, 10 de março de 2017

A maçã - Raul Seixas





Essa música é muito especial para mim. Certa ocasião, alguém colocou um fone tocando ela em meu ouvido. E devido ao contexto da época ela me marcou e eu chorei muito. Ainda hoje choro. Hoje estava escutando rádio, no ônibus (!) e tocou ela. Adivinhem? Chorei.


Se eu te amo e tu me amas
E um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais

Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa no altar

Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais
O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deita




Rafaela Valverde

terça-feira, 7 de março de 2017

Manifesto contra 'homis' escrotos

Pessoas em geral não prestam, pessoas em geral não são confiáveis. Mas os homens estão de parabéns nessa história. Parece que na escola chamam os homens e ensinam como serem escrotos. Parafraseando Vivian, personagem de Julia Roberts em Uma Linda Mulher que fala exatamente essa frase, só que no lugar do "de como serem escrotos", a fala dela é sobre os homens aprenderem a bater bem na cara de uma mulher - é que abro esse manifesto contra os homens escrotos - quase todos.

Não estou aqui para generalizar, mas também não vou ficar defendendo homi bosta não. Pois bem: a maioria dos homens que conheci e fiquei são bem imbecis. Não têm papo, não sabem lidar com uma mulher; eu sou capaz de dizer que não conhecem mulher.  Os homens são inconstantes, indecisos (mudando de opinião de forma irritante, ao seu bel prazer), uma hora querem, outra não querem. E isso em qualquer coisa! Os homens, em sua maioria, não se importam com nada mais além deles mesmos e seus digníssimos paus. Ah, pelo amor de Deus! Grande coisa é um pau!

Há uma cultura tão grande de idolatria a esse órgão, que para mim é nojenta. Um pau sozinho não faz nada. Entendam isso! Mulher é um conjunto bastante complexo e não apenas o que está embaixo da nossa saia é que o interessa. Aliás, para vocês, sim, né! É só o que importa: buceta. Pra meter, gozar, virar para o lado e dormir. Mas eu hei de informar para vocês, homens, que nós mulheres, temos vários pontos erógenos pelo corpo, atrás dos joelhos, por exemplo, é um bom local, o pescoço... Vocês já chegaram nesses locais? Não, né? Porque vocês não se importam com o prazer feminino. Só com vocês mesmos e ainda não sabem fazer sexo, não descobriram ainda a magnitude do que é o sexo, que com certeza não é só buceta e pau!

Ainda falando de sexo, eu infelizmente preciso dizer aqui que o mesmo homem que adora receber sexo oral é o mesmo que não gosta de fazer. Tem nojo de buceta, dos pelos, do cheiro, sei lá o que! Eu já devo ter falado isso aqui umas quinhentas vezes mas ainda assim vou repetir: buceta tem gosto e cheiros característicos e isso que faz dela uma buceta. Se você não gosta desses dois aspectos, você não gosta de buceta! Ah, quem dera se o mesmo homem que não gosta de chupar fosse o mesmo que não gostasse de ser chupado!!

Eu tenho pena desses homens. Coitados. Dependem apenas do pênis para ter prazer e quando esses dito-cujos começam a falhar é um deus dará, porque não há interesse em descobrir outras formas de prazer para ambos, afinal sexo é uma troca, não é? Não, os homens passam a vida toda dependentes dos pintos e só usando eles, muito mal, ainda por cima.

E aqui não estou reclamando ainda da falta de tato masculina apenas no sexo não. A maioria dos homens não tem tato para nada. Já saí com um cara que me levou numa lanchonete, engoliu o sanduíche dele e aparentava muita presa de irmos logo ao motel. Fiquei com vergonha alheia ali mesmo, só não me mandei porque queria levar o encontro adiante apenas para finalizá-lo de vez. Em outra ocasião deixei um homem-britadeira, lá sozinho de pau duro, na cama e fui me embora. Que nada, eu não sou obrigada!

Em relacionamentos, quando resolvem entrar, os homens costumam fazer muita merda também. Uma das piores coisas é continuar a vida de pegador mesmo tendo mulher/namorada em casa. É ridículo! Vocês não são obrigados a terem relacionamento, se querem continuar pegando, fiquem solteiros, porra! Estamos no século XXI! Mas na sociedade retrógrada e conservadora em que vivemos, parece que as pessoas são obrigadas a se relacionarem, casar, ter filhos... Apenas para prestar contas à sociedade. Tsc, tsc, tsc...

Por último, mas nem por isso menos importante, ao contrário são as coisas mais importantes para mim em qualquer relacionamento, mesmo que seja somente um relacionamento curto, para sexo casual, o respeito tem que imperar, de qualquer jeito. Sejam carinhosos, gentis, cavalheiros (não no sentido de tratar a mulher como uma retardada, sem mãos) mas o que custa pegar uma bolsa pesada se vocês estão com as mãos vazias? Nada! Acreditem, a gente, por mais feminista que seja, repara em atitudes como essa e gosta de ser bem tratada. Quando terminarem de transar e os DOIS tiverem gozado, e isso eu digo para as mulheres também: se abracem, se acariciem! Carinho é maravilhoso. Não vão cada um para um canto com o celular não, isso destrói qualquer possibilidade de um novo encontro e vai destruindo aos poucos o relacionamento. Por fim: homens, ESCUTEM AS MULHERES! Será que é tão difícil escutar, não só ouvir? Prestar atenção e não ficar olhando para o celular? Será que é possível conversar com vocês? Ou vocês só sabem mesmo, e mal, fazer sexo?


Ficam as dicas!


Rafaela Valverde


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Na biblioteca


Estávamos ali de novo, nus, no chão da biblioteca da faculdade. Era um setor com poucos livros. Ninguém ia muito para aquele lado, por isso sempre o aproveitávamos. Eram uns livros clássicos e até raros, dicionários de Latim e Grego e até bíblias. Que pecado! Estávamos começando o rala e rola, a coisa ainda estava esquentando. Estava me esfregando nele, num conjunto de sacanagens que é chamado de preliminares, não à toa.

O carpete estava me pinicando, coisa mais estúpida do mundo é carpete. Assim, decidi ficar por cima. Nesse momento vi dois olhos pretos e brilhantes me olhando por detrás dos livros. Me assustei e me desequilibrei, caindo e tombando em uma das estantes que estavam atrás de nós. Por alguns segundos ficamos ali apenas nos olhando, os três. Era uma menina que eu nunca tinha visto na faculdade. Parecia ser caloura. Ela começou a tirar a blusa. Queria entrar na brincadeira. Olhei pra ela com os olhos arregalados, mas não disse nada.

Fiquei parada, mas eles não. Começaram a se beijar e eu ali parada com a cara de tacho olhando. Nunca tinha transado com uma mulher antes, apesar de ter curiosidade. Ela puxou meu braço e me beijou. Bem, não foi tão difícil, nem ruim. Ficava imaginando o resto. Como seria o resto. Nem sabia como funcionava.

O beijo dela era voraz. Ela era bastante fogosa. Que mina estranha, querer transar com um casal desconhecido na biblioteca. Me deixei levar. Acho que a mais estranha era eu. Sua pele era macia,  o hálito refrescante e seu cheiro me deixava louca. Era uma experiência nova. Nós três ali, no escuro, em silêncio. Tateando os corpos que estavam em nossa frente. Tentava  explorar ao máximo aquele momento. E até mesmo o momento que mais temia, o de sentir seu gosto, foi uma delícia.

Nos revesávamos nos momentos de prazer. Que surpresa! Quanta sacanagem ainda era possível naquela faculdade? Aquela dança de corpos continuou por um tempo indefinível. E depois que terminamos, ainda aproveitando o gozo, começamos a rir baixinho, porém em sintonia. Uma sintonia que acabávamos de descobrir.



Rafaela Valverde

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Desconhecido do metrô


Estávamos no metrô e o metrô é aquela coisa constrangedora que um senta de frente para o outro e fica se olhando. Trocamos uns olhares e eu fiquei com tesão. Misericórdia! Eu já estava há um tempão sem transar e esse cara é um gostoso. Dava para sentir nitidamente o que estava rolando ali. Ele tem cara de safado. Me lembrei daquele filme Shame, onde há uma cena parecida. Num metrô, à noite.

Não sei se o rapazinho aí tem compulsão sexual, como o personagem do filme, mas eu não tenho. Tenho mesmo é excesso de luxúria no corpo, na mente e na vida. Mas ao contrário da compulsão, isso não chega a atrapalhar minha vida. Pelo contrário!

Levantei para descer na estação seguinte. Realmente havia chegado meu ponto de descida. Que pena. Desviei meu olhar e fiquei olhando para frente. Percebi que ele também levantou. Arregalei os olhos, meu coração batia acelerado. Cada vez mais ia me lembrando do filme e achei até que ele me daria aquela encoxada que rolou no metrô do cinema. Mas ele só ficou lá parado na frente da outra porta do vagão.

Chegamos e eu fiquei lá parada como uma idiota. A estação estava lotada, era horário de pico, as pessoas se esbarravam em mim,  e ele também. O gostoso. Fiquei olhando com uma cara de idiota e ele andou na minha direção. Finalmente. Fiz uma cara de sonsa. Trocamos umas palavras. Fomos andando lado a lado. Nem precisamos falar muita coisa, eu já queria ir com ele "para onde quer que fosse" no momento que eu pus meus olhos nele.

Ele morava num cubículo. Eu estava hesitante e tensa por estar ali na casa de um estranho. Como é possível que eu seja tão louca? Apesar de que não costumo fazer isso. Geralmente  não envolvo casas, a coisa fica mais em motel mesmo, mas dessa vez não pude resistir.

Nos beijamos com uma voracidade absurda enquanto ele tirava a camisa. Tinha músculos fortes e eu estava me enroscando toda nele, aproveitando aquele momento quente. Se desvencilhou de mim e sentou no sofá. Eu sentei por cima dele, já de calcinha. Ficamos ali nos esfregando durante não sei quanto tempo. Ele colocou o dedo em mim e me masturbou durante um tempo, depois chupou. Fiquei enlouquecida com isso.

Transamos ali mesmo no sofá, com fogo, com avidez, com desespero. Parecia que a gente estava com medo do outro sumir, parece que queríamos absorver um ao outro. Gozei e arfando deitei no chão da sala. Eu não estava me importando se estava limpo, eu não estava me importando com nada. Só fiquei ali deitando aproveitando meu torpor pós gozo. É uma loucura ótima essa de pegar desconhecidos no metrô para transar. Transamos a noite toda. Na manhã seguinte eu acordei e olhei para ele, seu nome é Felipe. Em algum momento da noite ele havia me falado. Ele acordou e apenas disse: "Viu? Você tá viva." Com certeza fazia referência à minha hesitação na noite anterior. Recomeçamos.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Calor e volúpia


A pegação já havia começado no carro. Estávamos numa noite quente de janeiro, essa cidade definitivamente é um inferno. Dá vontade de tirar roupa o tempo todo, e é claro. se eu tiver oportunidade eu não vou me negar a tirar. Sentia que o carro estava quente, mesmo com o ar- condicionado ligado. é que a nossa quentura era maior que qualquer ar artificial de um carro semi -novo.

Minha calcinha estava no tornozelo, a saia na cintura. Eu não sabia onde estávamos, sei que era noite e a rua estava deserta,  Corríamos riscos de assaltos, de sequestro, de várias coisas. Mas nem sei se pensamos nisso. Estávamos ali, nos pegando.

O beijo tinha um gosto bom e eu nem lembrava seu nome. Só tínhamos nos visto duas vezes na balada. Eu precisava dar um jeito de perguntar... Nesse momento eu parei de pensar, não sei como, ele levantou minha perna e começou a me chupar de maneira voraz. Meu pé batia no teto do carro e eu nem lembro mais que sapato estava usando. Geralmente era muito apegada aos meus sapatos, mas naquele dia eu não quis saber.

Gozei em sua boca. Senti meu líquido de prazer escorrendo pela sua boca e ouvi um "vamos subir?" Surpreendentemente rápido levantei a calcinha e baixei a saia. Saí do carro e ele me pegou pela mão. Fomos de escada, era no primeiro andar.

Tive uma grande surpresa quando entrei no seu apartamento. Era arrumado, bem decorado e cheiroso. Ultimamente eu só havia entrado em muquifos bagunçados, não sei como alguns homens não têm vergonha de levar mulheres a suas casas podres... Enfim, a casa desse boy era bem bonitinha, limpinha. Isso aumentou ainda mais o meu tesão.

Tirei a blusa e o joguei sentado no sofá. Queria me esfregar muito naquele "tanque-não tão tanque-assim". E assim a pegação continuou e ele continuou de onde havia parado, a boca na minha buceta. Aquilo estava pegando fogo! Eu que ainda não havia visto ele nu me adiantei e tirei suas calças, retribuindo bem de leve a chupada. Primeiro de leve, depois mais forte e firme. Usei um dos meus truques e ele ficou enlouquecido. Me puxou para cima, enfiando os dedos nas minhas pernas e lambendo. Eu adorava quando faziam isso.

Depois de sentir meu gosto mais uma vez ele me colocou sentada no colo dele. E assim encaixamos perfeitamente bem. E dançamos. Parecia que havíamos ensaiado os passos de dança, uma dança sincronizada e quente. Sensual e gostosa. Gozei e gemi alto. Meus gritos ecoaram pelo apartamento limpo dele. E eu sabia, antes mesmo de terminar, que eu queria mais. Depois que ele saiu de dentro de mim ordenei: "liga o ar condicionado!" Sim, essa cidade é realmente muito quente.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Um sonho


Tomei um banho, lavei o cabelo, vesti uma camisa qualquer de time e uma bermuda jeans surrada que era masculina e não era minha, mas estava aqui no meu apartamento. Alguém deve ter deixado ela aí. Não sei, esse apartamento é mesmo uma bagunça. Assim como a dona dele. Não tem como ser mais distraída, bagunceira e preguiçosa do que eu. 

A diarista estava doente essa semana e eu não estava com vontade de arrumar nada e assim a coisa toda foi se acumulando. A louça está na pia há dois dias e eu não tenho vontade de limpar nada. Saí com a minha camisa de time e bermuda masculina, desci para o estacionamento bocejando. Lembrei que passei quase a noite toda na frente do computador trabalhando em um projeto. Cliente exigente e muito dinheiro na parada. A única forma de me fazer deixar de dormir.

Entrei no carro já ajustando a cadeira. Quando emprestava o carro ao George, meu irmão, ele devolvia essa porra assim. O carro todo sujo, ai ai. Eu não gosto do meu carro bagunçado não. Enquanto meu apartamento é aquele nojo. Dizem que isso é uma coisa de homem, então eu devo ser homem. Meu carro tem que estar em ordem. Limpei a bagunça e levei o pequeno saco de lixo até uma lixeira que havia ali.

Entrei no carro e liguei a ignição. Saindo do estacionamento percebi que estava tudo meio diferente. Estava tudo vazio demais e minha rua é bastante movimentada. Havia grama bem verde por todos os lados. Verde abacate, eu odeio essa cor. Mas enfim, fazer o que? Tive que continuar meu trajeto. De repente vi algumas pessoas. Elas andavam bem devagar, sem pressa. Se vestiam de um jeito engraçado. Com uma espécie de capa de pelo animal. As cores mudavam de uma pessoa para outra.

Algumas daquelas pessoas carregavam um ou dois livros e sorriam enquanto caminhavam calmamente. Elas não tinham pressa. Parece que eu estava num lugar onde não existia pressa. Comecei a sentir uma curiosidade, uma euforia. Eram sentimentos bastante diferentes do que eu estava acostumada e eu continuava dirigindo para chegar não sei onde. 

De repente comecei a sentir carícias invisíveis pelo corpo, pelas pernas principalmente. Era bom, não queria que parasse. Tirei as mãos do volante, mesmo sabendo que aquilo era perigoso. Abri o zíper e comecei a me tocar de leve. Há um tempo que não fazia isso. Eu nem achava que ainda tinha algo parecido com tesão em mim. As carícias continuavam e eu também.  Aumentei o ritimo. As pessoas esquisitas sorriam para mim e eu também era uma esquisita agora. Ouvi um grito alto saindo da minha garganta. E gemia. Gemia alto mesmo sem perceber e sem controlar.

Me assustei e acordei sobressaltada dentro do carro parado no estacionamento do prédio. Estava molhada de suor. Não sabia quanto tempo havia se passado. Só sei que eu havia gozado, sonhando, dentro de um carro, no estacionamento do meu prédio. Eu flutuei, eu estive fora de mim. E isso foi maravilhoso. Perder o controle às vezes é bom. Ainda estava excitada e toda molhada. Nem lembrava que era possível fazer isso sozinha. Pelo menos não desse jeito. Uau que delícia.  Tranquei o carro e subi para tomar banho de novo.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Depois do ménage


Transamos loucamente até o sol entrar pela janela do quarto. Daí a coisa começou a esquentar mais. Esse verão pegando fogo, assim como nossos corpos. Fomos os três tomar um banho refrescante. Apenas ficamos nos contemplando e admirando as belezas dos nossos corpos. Não que não tivéssemos mais energia, mas preferimos poupa-la.

Agora voltaríamos a ser cidadãos respeitáveis, um casal trintão sem filhos. Mas na noite anterior fomos promíscuos, fomos movidos pelo nosso prazer. Partes dos nossos corpos foram compartilhadas com outros corpos. Mão na aquilo, aquilo na mão, línguas percorriam e mergulhavam em lugares nunca antes imaginados.

Era uma dança sincrônica entre três corpos, corpos que se desejavam. Corpos que se entenderam e se encaixaram desde o primeiro momento. A estrela da nossa noite era uma deusa linda, profissional e eu fiquei toda animadinha com ela. Há quanto tempo queríamos fazer uma loucura dessa. E fizemos. Não somos menos casal por isso, não somos menos casados e não nos amamos menos.

E nem vou falar aquela coisa clichê que fazer ménage  melhora o casamento, ou apimenta a relação sei lá o que. Oras, meu casamento já é bom. Temos a nossa própria dança, nosso próprio tango. Mas às vezes precisamos de uma dança mais jovem, mais fresca e popular. Meu marido é bom de cama! Ele tem pegada, ele sabe manusear e chupar meus seios na medida certa, ele gosta do meu corpo e o explora. E ele me chupa tão gostoso que eu não aguento e às vezes peço para parar. O sonho de quase todas as mulheres eu tenho em casa, então não dá para dizer que estávamos insatisfeitos no sexo.

Sabemos que as pessoas falam demais e eu já não ligo para isso. Quero mesmo é gozar e ser feliz! Mostrei a ele o que eu gostava fazendo nela. Ela é uma delícia. Toda gostosa, me arrepio quando lembro do seu gosto. Acho que eu curti e quero repetir essa deliciosa aventura. Não tenho amarras, nem preconceitos. Sou livre! Assim a vida me fez. E assim eu serei.

Nos despedimos dela juntos. Ela estava sem maquiagem, o cabelo molhado, uma camiseta branca e um short jeans normal. Sem o salto da noite anterior, seus pés ficavam à vista e eram lindos e delicados. Ela vai embora depois de um abraço delicado. Observamos quando ela entra no elevador e a porta se fecha. Mas não para sempre. Nosso próximo encontro é daqui a duas semanas.



Rafaela Valverde



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Ménage


Estávamos nós dois nus na cama esperando por ela. Na noite de hoje ela seria a estrela. E brilharia. Faríamos ela brilhar de qualquer jeito e em qualquer posição. Era nosso projeto. Estávamos nos preparando para esse ménage há meses. Escolhemos a garota certa, vimos se ela era gostosa o suficiente e  a treinamos. Claro que tinha que ser bonita e inteligente. Claro, não vamos apenas transar.

Vamos tomar champanhe e conversar depois do sexo. Se der tempo. Se já não for dia claro e a vida não nos permitir mais tamanha ousadia. Afinal, a gente é considerada gente normal, vive e trabalha. Não podemos simplesmente passar um final de semana inteiro na cama, trepando. Mesmo quando temos uma novidade dessas!

Não tocamos nela ainda. Tivemos alguns encontros para conversar e beber, para implementar regras de convivência antes, durante e depois do ménage, do sexo a três, da suruba. Ménage, que palavra bonita, estrangeira. Suruba, que palavra vulgar! Mas é isso que somos. Os três: sofisticados e vulgares ao mesmo tempo. Ela também. Ela é uma safada. Uma piranha fina, das boas, de luxo. E é ao mesmo tempo ordinária, suja e vadia.

Foi isso o que deu para perceber nesse tempo de conversa. Que ela era a gata perfeita para a nossa aventura. Nossa primeira aventura. Somos um casal antigo, convicto. Mas que não perdeu o interesse pelos prazeres da luxúria. E não perdemos o interesse um no outro, mas é sempre bom inovar, trazer essa estrela sexual para a nossa cama. 

Ela é profissional, sabe o momento certo para tudo. Não chega logo tirando a calcinha como essas putas  baratas que têm por aí. Ela tem classe, charme e não entedia a gente, mesmo que esteja parada. Mesmo que esteja só sorrindo ou vestida. Ela não precisa estar nua para ser sexy. Ah, parece que escolhemos bem!

Ela aparece de repente na porta do quarto, só de calcinha. Uma calcinha rendada preta, transparente. Seus seios pequenos cabiam na minha mão e eu já os adorei assim que bati os olhos neles. Ela estava com uma taça grande cheia de uvas, ou eram cerejas, nem sei. A forma que a sua boca fazia ao enfiar as pequenas frutas na boca me excitavam totalmente.

Comecei a me tocar e já estava bem molhada. Cinco segundos se passaram e ela já estava na cama, em cima de nós dois, como se fôssemos um só. Sentia o cetim dos lençóis em baixo do meu corpo e sentia a maciez da pele dela em cima de mim. Que pele! Que cheiro. Um cheiro de sexo intrínseco. Ai meu Deus, isso é de enlouquecer. Somos um trio bem formado, feito para gozar, construído durante meses para que esse dia seja inesquecível e o primeiro de muitos outros.

Minha língua começou a percorrer aqueles dois corpos deliciosos que estavam ali na minha frente e eu mergulhei nesse extasy, nessa magia ensandecida até o dia amanhecer, ou até o final de semana acabar.  Nem sei. Quero mesmo é perder a noção do tempo.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Não saio mais de casa sem batom


Eu tomei uma decisão. Sabe aquela decisão mais simples possível, mas que pode mudar a rotina e a vida da gente? Pois é, a minha decisão é simples: eu não vou sair mais de casa sem estar brilhando e me achando bonita. Eu decidi que eu não vou sair de casa sem passar pelo menos um batom. Não que eu ache que eu não seja bonita naturalmente, mas é que afinal de contas eu tenho mais de vinte batons e eles dão um tchan a mais no visual.

É claro que têm dias e dias. Nem todos os dias a gente está a fim ou com tempo de se pintar. Mas que ajuda a gente se sentir mais bela, ajuda. Eu amo batom, eu adoro chamar atenção onde eu chego e eu adoro me sentir bonita. Eu me acho linda e é claro que preciso de coisas que incrementem minha beleza.

Se sentir bem com a gente mesmo é o primeiro passo para ser feliz e é a melhor coisa que pode acontecer. A gente sai de casa, com a boca pintada, os cílios levantados e os cabelos esvoaçantes. Não tem quem derrube a gente dessa forma. A gente se sente poderosa. A boca vermelha, rosa, marrom, roxa, azul, mate ou brilhosa. Não importa! Não há quem nos faça titubear. É o poder. É nossa auto estima, nosso amor próprio e é nossa feminilidade, nossa boca pintada. É nossa capacidade de ser melhor e tentar fazer o melhor. É viver e curtir a vida.

Sim, não saio mais sem pintar minha boca. Vou evidenciar meu poder pelas ruas dessa cidade.


Rafaela Valverde

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Easy


Assisti nesse final de semana a primeira temporada da série Easy, série original da Netflix. Composta de oito episódios, a série estreou em setembro e traz de forma antológica, personagens e episódios diferenciados e nem sempre conectados. Exceto por um detalhe ou outro, um personagem ou outro. A cidade em comum é Chicago. É lá que as câmeras livres e meio caseiras registram histórias divertidas e reflexivas.

Mas também há cenas e episódios meio maçantes. Apesar de eles durarem apenas cerca de 30 minutos, não dando muito tempo para se sentir entediado. Em alguns momentos eu senti uma identificação da série com uma outra que eu estou assistindo que é Black Mirror, uma série inglesa também com personagens e episódios diferentes. Vamos dizer que Easy seja uma Black Mirror dos pobres... rsrsrs

Mas Easy, que é dirigida por Joe Swanberg trata mais de relacionamentos interpessoais, apesar de haver algo  de relacionamento com a tecnologia e Black Mirror também tratar, além da tecnologia, das relações entre as pessoas. Mas sobre a série inglesa eu falo depois. O texto aqui é para Easy que traz temas modernos e polêmicos como exposição na mídia, diferença entre gêneros, aplicativos para transar, veganismo, homossexualidade etc.

Eu gostei da série. É bem feita e tem bons atores. Em um dos episódios há a presença de Orlando Bloom, famoso ator de Hollywood. E antes que eu esqueça de falar, há em Easy, um tratamento especial ao sexo. Cenas diferentes de sexo. Casais héteros, um casal de mulheres, mulher com o amigo do marido... É tudo bem quente. Que fique claro que foi o que eu mais gostei. Hahaha


Rafaela Valverde

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Mais uma noite...


Eu lambia os lábios de prazer enquanto você estava com a cabeça entre as minhas pernas. Às vezes eu mordia os lábios porque isso é bem gostoso. Você conhece bem cada ponto erógeno do meu corpo e trabalha bem em cada um deles. De repente sinto um aumento  no movimento da chupada, me contorço e solto um gritinho de prazer.

A velocidade se mantém e aquilo fica cada vez mais delicioso. Você me leva à loucura e sabe disso. Gozo e solto uma gargalhada, você não para. Me conhece, sabe que preciso de mais. Eu quero mais. Não que a coisa toda já não esteja muito quente por aqui. Você continua em movimentos circulares e devagar, empurro delicadamente sua cabeça e meus dedos enroscam em seu cabelo macio.

Você para de repente quando percebe que estou chegando ao clímax. Distribui beijos carinhosos pela região e deita apoiando a cabeça no pé da minha barriga. Te olho e acho essa atitude muito fofa, mas quero mais. Quero você dentro de mim, quero ouvir você gozando bem pertinho do meu ouvido e depois afagar seu cabelo enquanto você descansa em meu peito.

Te faço cafuné e você já entende o sinal sobe e me beija vorazmente. E assim o nosso tesão é extravasado, fazemos um amor louco. Um sexo delicioso. Seja lá como se decida chamar, é sempre maravilhoso. é maravilhosa a nossa química. Gritamos alto e juntos. Depois nos jogamos na cama, extasiados, amortecidos, cansados e ofegantes.

Depois de um cochilo ou outro, piadas idiotas e até cócegas, levantamos da cama e a noite vai terminar no chuveiro. Ou recomeçou? O fato é que a putaria melhora debaixo do chuveiro, aquela água quente escorrendo pelo corpo nessa noite fria...  Só sei que dessa vez eu sou a primeira a me abaixar... Mas antes é claro que sussurro " delícia" no seu ouvido...




Rafaela Valverde

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Livro Lua de Mel - James Patterson


Lua de Mel de James Patterson foi um presente do meu queridíssimo e fofo namorado. Eu simplesmente amei esse livro, desde o início não consegui desgrudar dele. O livro é bem escrito e a narrativa alterna entre personagens diferentes. Há a presença do autor heterodiegético e autodiegético. E isso dá uma maior dinâmica à narração e aos acontecimentos do livro que é alucinante, parece aqueles filmes de ação, sabe?

Pois é, o livro é muito bom. Ficou passando na minha cabeça como se fosse um filme e eu fiquei até pensando em formas de roteirizá-lo. Coisas de gente doida que acha que pode ser roteirista, mas enfim... O livro traz a história de Nora Sinclair, bonita, sensual, inteligente... Uma designer de interiores que sabe se divertir. Para isso ela usa os homens e usar é a palavra mais certa para Nora.

Ela é perigosa apesar da cara de santa, apesar da beleza que enfeitiça, ela é má. E prefere os ricos, com muito dinheiro nas ilhas Cayman. Mas às vezes eu achei que Nora era muito burra ou realmente muito crente na impunidade, já que ela não tomava muitos cuidados aos cometer seus crimes, ela nem despistava e às vezes vacilava. Por que não existe crime perfeito.

Mas o detetive John O'Hara chega para tentar desmascarar Nora. O que ele não sabe exatamente é que ela não tem limite e pode fazer muitas coisas para se safar. Ainda assim não existe crime perfeito e o detetive que se intitula "durão" vai fazer poucas e boas para desvendar essa mistério, provar as maldades de Nora e coloca-la na cadeia.

Rafaela Valverde

domingo, 18 de setembro de 2016

Se pra você tamanho importa você está fazendo sexo errado!


Estou lendo nesse exato momento um artigo qualquer sobre o nude de Paulo Zulu que "vazou" essa semana. Não vi a foto e sinceramente não me interessa. A nudez por si só não significa nada. Nudez tem que vir junto com encantamento, admiração, paixão, lascívia e tesão. Por isso nunca entendi as Playboy e G Magazine da vida.

A partir desse artigo que já terminei de ler e que discute o tamanho do pênis, o incômodo que as mulheres sentem com os 'Kid Bengalas' e as encucações masculinas, comecei a pensar em tudo isso e em tudo que ouço desde sempre sobre o assunto. Junto com as reflexões vem heranças das minhas próprias experiências.

Algumas mulheres que conheço afirmam veementemente que tamanho importa sim. Mas eu creio que elas não saibam exatamente o que significa sexo e o que significa gozar com língua e dedos. Em geral são mulheres mais velhas (as que eu ouvi falar sobre o assunto) que transam de forma conservadora e até mesmo sem graça, achando que sexo é só um pau, uma boceta e meter, meter e meter.

Sim, eu estou criticando essas mulheres e o sexo que elas fazem. Sim, não é necessário um pau e grande para fazer uma mulher gozar e gozar gostoso. Sexo envolve uma química corporal tão grande, um calor e  uma troca que até mesmo o ato de se esfregar no outro já traz um prazer indescritivelmente delicioso. Sexo envolve uma aura tão quente de luxúria que não é possível conceber incômodo, dor e sofrimento por causa de um pênis excessivamente grande.

Nós mulheres temos um canal vaginal elástico, por onde saem os bebês. Sim! Essa é uma verdade, mas não tão elástico que caiba um pepino desengonçado e tirado a britadeira. Sim, porque quanto maior, mas os "omi" acham que têm que ser britadeiras e querem meter por toda a vida. Não há mulher que ache isso bom e as moçoilas que afirmam que não gostam de pau pequeno precisam realmente saber do que estão falando.

Os filmes pornôs atrapalham muito o sexo. Já que os jovens, especialmente os homens acabam vendo muitos vídeos antes de iniciarem a sua vida sexual, eles acabam entendendo que aquele é o padrão de pênis que eles deveriam ter e que é o Kid Bengala que vai satisfazer uma mulher. Lá no pornô, eles até conseguem arrancar uns gemidinhos falsos das atrizes, mas na vida real não é bem assim não.

Pênis muito grande incomoda, machuca. Especialmente se não é bem usado. Se for usado como britadeira é um tiro no pé. A mulher acaba fugindo. Eu fugiria. Eu já fugi! Eu não quero um "instrumentão" batendo no meu útero e nos meus intestinos, eu não preciso disso para ter prazer, minha ideia de sexo vai muito além disso. Prefiro um médio, um normal que saiba o que está fazendo que não use só o pau, que tenha outros mecanismos e que se esforçam para DAR prazer e não apenas meter e meter...





Rafaela Valverde

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Nós ♥

Imagem da internet
E então você me deixa sorrindo feito boba. Mesmo quando você não está por perto eu sorrio. E eu fico achando que tudo é maravilhoso, pronto que fiquei abobalhada! Pronto que agora vou ficar achando que tudo é lindo e maravilhoso. E é! Você está por perto e se está, então fica tudo certo. Fico olhando seus olhos, seus lábios  e essas pintinhas que você tem no corpo. É tudo tão sexy! Me excita tanto e me encanta.

Você com esse jeito meigo parece um menino que a gente quer proteger e eu que já nem sou protetora, nem tenho esse jeitão de mãe, abro um sorriso e te coloco no colo e te faço cafuné. Eu adoro fazer cafuné em você. Seu cabelo é macio, gosto de sentir meus dedos roçando nos fios sedosos e engraçados. E sei que você gosta. Eu gosto, quem não gosta? Você sabia que eu sinto prazer em fazer carinho? Que eu me sinto feliz em fazer carinho em você?

Daí você me olha com um olhar de pidão e eu sorrio. Baixo a cabeça. Não sei se sou capaz de manter contato visual sem me derreter ou sem querer  novamente te atacar, te beijar, acariciar seu braço que se arrepia quando eu toco. Como não querer acarinhar uma pessoa que pede com o olhar e com o corpo? É impossível não tocar em você, é impossível não beijar seu pescoço e não cheirar seu cabelo. Ver você se arrepiar com meu toque é único.

Temos uma conexão química e física que eu achei que não ia mais encontrar tão cedo. Os olhares se complementam, os corpos também. As ideias se parecem, mesmo que discordemos às vezes. Como você diz: "a gente se encaixa". E como encaixa, encaixa em todos os sentidos. Temos parceira, cumplicidade e intimidade. Quando andamos lado a lado, de mãos dadas, eu me sinto orgulhosa em ter você ao meu lado. Nos conhecemos há um tempo e nos reencontramos, nos combinamos, nos desejamos e somos bons juntos, que dupla! Tenho certeza que não foi à toa que nos reencontramos. A mão de Deus está nisso, assim como em toda a transformação da minha vida antes de você. Mas com certeza, você e esse seu jeitinho lindo são os maiores responsáveis pela transformação daqui em diante. Então se prepare para se arrepiar muitas vezes ainda! Obrigada por me fazer sorrir e me fazer achar que tudo é lindo e maravilhoso.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Aquela que sente

Imagem da internet
Eu não sinto apenas,
Eu emano
E com intensidade
Obrigo meu corpo a sentir
Sai amor pelos meus poros
E eu não me lembro quando tudo começou
Acho que ontem
Ou talvez no início do ano
O que eu sei é que eu respiro isso
Eu emano aquilo
Viver para esse isso é o meu castigo
Mas e se for engano?
Não quero nem pensar
Aliás, eu não quero só sentir
Eu quero extravasar!
Não sou de viver de arremedos
Eu quero é viver
Sonhar, amar e transar!
Ou melhor fazer amor
Nada de dor!
Expulsei meus medos
Quero ser essa que nasci para ser
Um poço de paixão e intensidade
Jamais serei pela metade
Eu não sinto apenas, eu emano!




Rafaela Valverde

terça-feira, 14 de junho de 2016

Champanhe, sais e gozo

Imagem da internet
Estamos numa banheira de hidromassagem com aquela água morna esquentando nossos corpos. Eu por cima, rebolando em cima de você que me olha com uma cara safada e um sorrisinho de canto de boca. Te beijo com força e continuo rebolando. Você solta um gemido em meu ouvido e eu me vingo mordendo as suas orelhas de forma provocante.

Estivemos tomando champanhe o dia todo e fizemos amor em todas as últimas horas desse dia então, não estamos com o juízo muito perfeito. Mas o tesão, esse continua aflorado. Temos uma ligação, um magnetismo que nem mesmo sabemos de onde vem. Você me puxa e me tira de cima de você. Me coloca de joelhos, com uma das pernas apoiada na borda da banheira. Eu deixo você me dominar, Nesse momento fico bem molinha.

Quando você me chupa é sempre um momento indescritível, mas quando coloca a sua língua em mim nessa posição na banheira, eu me contorço. Eu não consigo resistir e em poucos minutos gozo. Gozo e grito alto. Porque é assim que eu gosto de demonstrar para você o quanto você manda bem. Grito seu nome na mesma hora em que você mete ali mesmo, naquela posição. Nossos corpos ainda estão molhados, com cheiro de sais de banho e champanhe.

Você rebola gostoso, enquanto massageia minhas costas. Massageia e sussurra obscenidades em meu ouvido. Isso me enlouquece, você me enlouquece. Ainda dentro de mim puxa meu cabelo e minhas costas ficam coladas em seu peito. Mas você não sai de mim. Me segura com seus braços fortes. O mais incrível é que você consegue ser forte e carinhoso, nem quando puxa meus cabelos eu sinto dor. Não há dor. Só prazer. Só eu e você. Aqui nessa banheira a gente se esbalda no corpo um do outro.

A gente se lambe, se chupa, se curte e o corpo um do outro vira uma fonte inesgotável de prazer. De onde tiramos prazer e para onde levamos prazer. Nós gozamos juntos, você continua me segurando enquanto deslizamos devagar e continuamos ali na banheira, apenas nos olhando e rindo.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Minha quarta tatoo

No dia 10 de maio eu fiz a minha quarta tatuagem e como já vai fazer um mês amanhã eu decidi fazer um texto. Eu sempre faço sobre minhas tatoos, mas como estava em um período tenso de final de semestre acabei não fazendo todos os textos que eu queria fazer. Mas agora vou falar sobre a minha pimenta na virilha. Sim, tomei coragem e finalmente fiz a minha pimentinha.

Eu ia fazer no seio, mas ia ficar um pouco exposta demais e com a conotação sexual que tem a pimenta, eu preferi ser menos chocante e fiz na virilha mesmo. Algumas pessoas não compreenderam onde é, já que essa foto que eu tirei uma semana depois não é muito fácil de identificar:

Imagem de minha autoria

Por isso estou dizendo aqui que é na virilha, próximo ao quadril. Com alguns biquínis dá para aparecer, mas com outros mais comportados não. Enfim, como eu disse a pimenta tem uma forte conotação sexual ou ainda pode ser significado de proteção contra olho gordo por exemplo. Mas fiz mesmo por causa da putaria mesmo (rsrsrs). Representa a pessoa picante que eu sou. Aliás todas as minhas tatuagens representam um pouquinho de mim. Eu amei a tatoo e fiz com Alberto Fúria, no Fúria Tatoo nos bairro dos Barris.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Livro A morte da Amada e Outros Poemas Rasgados - Nívia Maria Vasconcellos

Imagem da Internet
O livro A morte da Amada e Outros Poemas  Rasgados é um dos livros  de Nívia Maria Vasconcellos, mestra em Literatura e Diversidade Cultura, especialista em Estudos Literários e formada em Letras pela UEFS  e por acaso foi minha professora nesse semestre. Haha. O livro foi lançado em 2013 pela editora Mondrongo de Ilhéus.

O livro traz vários poemas de "sofrência" vamos dizer assim. São poemas bem feitos e bem bonitos e basicamente tratam do mesmo tema: final de relacionamento, final de um amor, de um sentimento. Mas também recomeços. O fim  de um ciclo para o início de outro. A dor do término e seu fim. O nascimento de um novo amor, após o fim de um outro. Exatamente o momento em que eu estou passando agora.

O melhor de tudo é que eu li aquelas palavras de dor e não senti mais dor. Eu não sinto mais dor. Mas essa dor de amor é bem utilizada por artistas e escritores, sobretudo os poetas, para as criações de suas obras. É um tema sempre recorrente e sem fim. Enfim, o livro têm vários poemas maravilhosos. Alguns eu gostei mais. Esses eu marquei com um marcador de textos bem fluorescente e vou digitar um deles aqui.  E na verdade eu acho que esses poemas são partes de um mesmo poema gigante, mas como eles estão em páginas diferentes e com números, eu vou interpretá-los como poemas diferentes. Eu já havia divulgado um e agora vai outro:

Amar teu nome,
A lembrança de ti que ele carrega
E a tudo que se refira ao que és:

Cachos, unhas, olhos, pele.

Amar o meu desejo
Por ti e por teu sorriso leve,
Causá-lo para meu deleite.

Amar teu abdômen,
O prazer que ele revela
E a tudo que teu corpo traz.

Amara ti, voz e gozo,
E só a ti dedicar:
Canções, poemas e dias.

É o que anseio: amar a ti
E transformar momentos
Em líquidas alegrias.

E ainda que digam: "não vá ali!"
Estar contigo vale cada risco.

Cada medo de simplesmente estar...



 Rafaela Valverde






Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...