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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Olá, eu sou a tristeza


Olá, me chamo tristeza e estou aqui para acompanhar você em todos os momentos do seu dia. Eu paraliso você antes de sair da cama e te deixo sem vontade de viver. Eu não sou tão forte assim, mas às vezes pego pessoas mais fracas. Como você. Você é fraca, você sabe disso né? Eu estou aqui porque você permite, você não tem mais de onde tirar forças para se livrar de mim e eu estou aqui, persistente. Lutando com você, vamos ver quem vence.

Eu vou e volto há anos, desde que encontre uma brecha estarei aqui. Sempre que você me dá espaço eu venho e tento te paralisar de novo. As pessoas não percebem, pois sou sorrateira e te deixo suficientemente bem para que sorria e ninguém note. Assim, durante o dia você faz suas atividades normalmente, consegue até conviver com outros seres humanos, mas de noite, de noite eu chego e te derrubo, não te deixo dormir e mando lágrimas.

Sua ansiedade é minha parceira, é causada por mim e eu chego através dela. Todo o sistema do seu corpo passa a ser dominado por mim. Sem dormir, você fica mais ansiosa e doente. Aí vem baixa imunológica, dores no corpo e de cabeça, cansaço, desânimo... Reações em cadeia, um círculo vicioso, uma teia. Você está presa nessa teia e vai ter que encontrar uma força muito maior para se livrar de mim. É isso. Ou você aprende a me afastar ou você passa a conviver comigo da melhor maneira que puder. Vai, compra um doce e vai para a cama. Olá eu sou a tristeza!


Rafaela Valverde


domingo, 18 de setembro de 2016

Vida breve


Quando um acontecimento trágico e repentino como o que nos acometeu essa semana com a morte do ator Domingos Montagner se realiza, nos damos conta do quanto a vida é efêmera e frágil. E vem a necessidade de viver mais, de viver plenamente. Vem a confirmação do fim, vem a proximidade da morte que geralmente está distante de nós. Ou a gente acha que está.

A gente pensa: "saímos de casa e não sabemos se voltamos." Bate um desespero, um desalento em saber que sempre vamos perder para a morte, para o fim, especialmente se ela for repentina e trágica. Alguém é tomado da vida de forma não natural. Somos tomados da vida. A qualquer momentos podemos ser tomados e simplesmente deixar de existir.

Nossos familiares vão sofrer, nós vamos sofrer com um desprendimento tão repentino da matéria. Enquanto aconteceu com outrem, porém a gente fica menos consternado, mas ainda assim abalado com a falta de garantias que temos em viver. Não sabemos quando vamos desaparecer desse mundo. É incerto. Será doença? Será acidente? Não dá para saber e é esse o maior medo, antes do medo de morrer, vem o medo da  maneira que será morte.

Por ser uma tragédia de outra família, acabamos respirando um pouco mais aliviados e nos convencemos de que devemos aproveitar a vida e todos os momentos bons que ela nos proporciona. Não podemos esquecer a beleza da vida. Portanto o que eu sempre disse e ainda costumo dizer é: aproveite a vida, ela pode acabar a qualquer momento. Se arrisque, se jogue, viva, chore, sofra, sorria, só não peque pelo vácuo e pela ausência de vida. Porque ela, ela não pertence totalmente a você. Ela pode simplesmente lhe ser tirada em um pequeno momento de lazer.



Rafaela Valverde




quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Espelho de farmácia


Eu estava me sentindo mal e desci para comprar um remédio para náuseas - não sei como chama - tudo agora tem nome específico, até remédio. Que porre. A farmácia ficava na esquina, a poucos metros de casa. A luz do sol estava me incomodando por isso lembrei de pegar os óculos de sol, o que nunca faço. Aliás o dia estava lindo: céu azul praticamente sem nuvens, constatei assim que fechei o portão do edifício antigo onde me escondia há seis anos.

Um belo domingo de sol e eu de ressaca, que ótimo. Acelerei o passo e em poucos minutos cheguei à farmácia que estava vazia, já que ainda era cedo e todos os meus vizinhos deviam estar na cama, dormindo ou não, e preparando seus festivos e barulhentos almoços de domingo. Comprei o remédio "antiseiláoquê" e me olhei num espelho enorme que havia na parede da farmácia. De quem é essa ideia idiota de pendurar espelhos em farmácia? É para olharmos a nossa aparência quando estivermos em fase terminal?

Continuei ali me refletindo no espelho, olhando minha cara de bêbada quando vi de repente o rosto de uma velhinha pelo espelho. Ela me olhava e sorria mas não mostrava os dentes. Ela era bem velhinha e tinha o cabelo todo branquinho. Ela vestia um casaco vinho grosso de lã e uma calça preta, além de sapatos. Estranhei os trajes em um calor terrível daquele, mas logo encontrei o que poderia ser motivo: havia um tubo em seu nariz descendo pelo pescoço e enfiado por dentro do casaco. Fiquei sem graça e me virei para ela.

Ela estava com uma pequena sacola na mão com o que parecia ser um único remédio. E ficou parada ali até dizer que não era para e continuar sendo sozinha para não ficar como ela, tendo que ir à farmácia no domingo de manhã para comprar um remédio contra prisão de ventre. (Sim, ela disse isso!) Olhei para ela interrogativamente e ela apontou para meu rosto, me virei rapidamente e olhei minhas olheiras. Eu estava desde a quinta feira na farra. A minha cara estava uma desgraça.

"Cara de quem é sozinha, minha filha. E de quem se sente sozinha." Ela deu um sorriso e foi caminhando devagar, quase se arrastando para a saída da farmácia. E eu fiquei lá, estatelada, pensando na vida. Sim, literalmente pensando na vida. Não tinha vó sozinha e doente para me dar esse tipo de conselho, uma delas eu nem conheci e a outra é casada há cinquenta e cinco anos com meu avô. Suspirei e saí ainda avistando a velhinha andando devagar. Queria ajudá-la mas eu estava enjoada e ia para o lado oposto. Simplesmente continuei andando. Cheguei ao meu prédio, abri o portão e subi pensando em tudo que tinha que preparar para o dia seguinte, para uma amarga e solitária segunda feira de verão.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Dez dias insones

Imagem da internet
Ando com insônia esses dias. Desde o meu aniversário que foi sábado passado dia 23/04 que eu fiquei a noite toda acordada em uma festa eu não tenho dormido direito. Parece até que se trata de um castigo, já que eu não dormir quando poderia ter dormido. Mas é isso, desde então eu não tenho dormido uma noite inteira sequer.

Claro que a insônia é algo que já faz parte da minha vida. Tenho olheiras desde criança e lembro que com uns seis anos mais ou menos, ainda bem pequena, eu levantava na madrugada para ver filmes como O Boneco Assassino. Engraçado que hoje não vejo nada disso! Hehehe. Mas tenho de forma nítida e ao mesmo tempo vaga imagens sobre as minhas noites insones quando era criança.

Então eu deveria estar acostumada com isso mas não estou. Meu corpo precisa de sono, como todos os corpos humanos e animais. Fico sonolenta, com dor de cabeça, tonta, sem concentração... É terrível. Nunca vou me acostumar com isso. Deitar e não dormir mesmo estando cansada e com sono. Os pensamentos ficam circundando minha cabeça e a ansiedade vem com tudo. Nesses momentos penso que estou desempregada, penso no fim do semestre, penso em coisas triviais como a minha depilação, etc. Vem tudo à tona.

Há ainda a outra modalidade de insônia - não sei qual a pior - que é a que eu deito, demoro de dormir mas durmo e acordo sempre as 3 e pouco da manhã, desperto do nada. Para ir ao banheiro ou simplesmente ficar lá na cama olhando para o nada... Que porre! Daí demoro mil anos a pegar no sono, ficando quase acordada ou sem sono profundo até a hora de o despertador tocar para eu ir pra à faculdade. É isso, assim tenho vivido os últimos dias. Dias sem ânimo, com muita preguiça e noites sem sono, sem sossego, sem descanso. 



Rafaela Valverde

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Resposta a um comentário anônimo e estúpido.

Imagem: internet
Hoje recebi um comentário idiota e anônimo em meu blog, criticando grosseiramente um texto que escrevi no início do ano passado. Esse aqui ó: Chaves,o bullying e o politicamente correto. Pois bem, em primeiro lugar querida pessoa covarde que fez o comentário: eu tenho regras em meu blog e uma delas é que eu não publico comentários anônimos.

Portanto, se identifique e confirme a sua burrice. Por que eu fiz, nesse texto, uma análise do bullying, em uma outra ótica, diferente das que eu já vi por aí. Assistindo um dos episódios do seriado Chaves, eu percebi que a transmissão de um seriado desse hoje não seria possível, devido ao politicamente correto e que o bullying é algo normal na infância de quase todas as pessoas que foram crianças. Você discorda? Você acha que isso não acontece em todas as escolas e com crianças de todas as faixas etárias? Ou você foi o único escolhido? Ah me poupe!

No mesmo sentido em que uma criança sofre bullying ela também comete. Sabe por que eu digo isso? Por que ao contrário do que você afirmou - coisa de gente estúpida mesmo: falar o que não sabe - eu sofri bullying na infância sim. E foram coisas muito graves que marcaram minha vida e a minha baixa auto-estima. Os abusos que hoje chamamos de bullying deixaram marcas eternas em minha vida. Mas eu também cometia. Eu criticava quem era magro demais, quem era lerdo, feio e mais gordo que eu. Enfim, crianças podem ser bem malvadas sim! E adultos de verdade se recuperam de tudo isso.

Eu nunca contei nada do que passei na escola aqui em meu blog por que não desejo me vitimizar e nem fazer as pessoas ficarem com pena de mim. Isso é coisa de gente fraca. Fraca e que não mostra a cara ainda por cima! Me recuperei de muitos dos traumas deixados por isso e hoje eu me amo, me aceito e me acho bonita mesmo sendo gordinha e míope. (lentes de contato, conhece?) Quem leva isso para a vida adulta, mesmo depois de anos é uma pessoa no mínimo fraca. E que não consegue fazer nada de positivo que supere isso. Por que eu escrevo desde a infância, para "descarregar" meus traumas e consegui desenvolver minha escrita a um ponto muito bom, ao meu ver. 

Então nada do que me digam tentando me inferiorizar vai me atingir, por que sei que sou boa em muitas coisas, sobretudo na escrita que é o que eu gosto de fazer. Se até hoje, depois de mil anos, a sua pressão fica alta e você tem síndrome de sei-lá-o-que, não é culpa minha e nem do meu texto, ok? Portanto vá procurar o que fazer e procurar ser um pouco mais inteligente e menos intolerante, tá? Quando quiser uma discussão de verdade, justa, se identifique. Agradeço a visita, caro anônimo.




Rafaela Valverde

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Chupe gostoso!

Foto: Google
Um sexo oral bem feito já me faz gozar logo de cara. O que significa que uma boa chupada, uma boa linguada acompanhada de dedos nervosos, mas ao mesmo tempo delicados são bem cotados para o início e até mesmo o fim de uma relação sexual. E é isso mesmo, eu vou falar sem rodeios, não vou usar eufemismos para mascarar algo que entre quatro paredes é tão natural e sem vergonha.

Tem gente que não gosta de fazer, só de receber - o que na minha opinião é um egoísmo e um retrocesso na intimidade do casal - pô, se você não gosta de fazer, pelo menos não receba de bom grado o mimo. A não ser que x parceirx queira e goste de fazer. Aí é outra história. Tem gente que gosta de ambos, faz bem feito e exige receber bem feito e tem gente que não deve gostar, ou tem nojo, sei lá vai saber, né? Tem maluco para tudo nesse mundo. Eu adoro! Sobretudo fazer. Meu melhor lema é oferecer prazer. E consigo!

Mas e quando a gente faz uma coisa caprichada, cheia de saliva, cheia de vontade por que estamos ali fazendo por gosto e quando recebemos, é uma chupada minguada e sem vontade? Aí é foda, literalmente (hehehehe). Na verdade isso aconteceu muito pouco comigo e já tive umas paradas muito loucas e alucinógenas só com uma língua safada na minha boceta. E não só na boceta, mas também nas áreas que a circundam.

E é óbvio, nem precisa falar que deve estar tudo em ordem e limpinho, tá? Eu não aproximo minha boca de um lugar com um aspecto e cheiro ruins. E vai de pessoa para pessoa, mas tem que ver também a pessoa que estar com você ali, quais são os hábitos dela, enfim... Mas isso todo mundo já sabe, não vou ficar aqui falando por que não sou sexóloga. Sou apenas praticante de sexo. Apenas.

O sexo oral é coisa delicada dentro de qualquer tipo de transa. Primeiramente por causa de todos esses meandros e travas que a pessoa pode ter. É normal. E pode levar um tempo até se soltar totalmente, exagerar na saliva, manerar com os dentes, enfim, caprichar e aprender a fazer bem feito... Demora, mas é possível. Olhar no olho em algum momento é imprescindível, delicadeza também e vontade. Tem que demostrar vontade. Tem que fazer por que realmente está afim. Se não for dessa forma, nem faça.




Rafaela Valverde


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Triste fim, mas ainda com amor!!

Foto: Google
Como diz Fabrício Carpinejar, um término, uma separação por simples besteira e quando ainda há amor é pior que uma separação quando o amor acaba. É muito ruim se amar e não se entender. É péssimo amar e não entender as atitudes do outro que contam com pitadas de bipolaridade e indecisão. É péssimo amar e ver a mágoa e a raiva se misturando ao seu amor. É ruim amar e ver tudo se despedaçando, tudo acabando e descendo pelo ralo. 

Pelo simples motivo que quem você ama não sabe o que quer. Te diz para fazer algo e quando você obedientemente faz, a pessoa muda de ideia e quer que você faça outra.  Quem você ama não te quer por perto e dá desculpas de que não pode lidar com uma insegurança absurda apelidada de ciúme. Sentimento doentio que o outro sabe como resolver, mas não resolve por que não quer. 

Não resolve por que é tão dependente disso para sobreviver, pois é algo que acompanha seu ser desde sempre e essa pessoa acha que não pode viver sem isso. Está na sua zona de conforto e quem quiser que se dane e lide com isso, se não quiser se afaste. As outras pessoas têm que entender e suportar suas mudanças repentinas de humor e sarcasmo. Ironia ferrenha que agride, que fala o que não sabe, que atinge um alter ego tão puro de uma escritora amadora.

Quem você ama quer sempre que você entenda, quer sempre que você esteja ali paciente, presente a acatando seus ataques e alfinetadas. Quer que você concorde com tudo. Você passa anos assim e quando não tem mais estrutura para fazê- lo é agredida de todas as formas não físicas. Uma agressão física nesse caso é apenas um detalhe, já que só falta mesmo o tapa na cara!

Enfim, uma hora você não se importa mais com nada disso. Mais nada importa. Você já sofreu tanto, já chorou tanto que já nem tem mais o que chorar. Já criou casca grossa. Percebe que mesmo estando aqui, apertando seu peito e te confrontando, esse amor não pode ser maior que você mesma. Não pode te sufocar e te matar! Aos poucos você vê que a pessoa não quer ser ajudada, nem amada, nem apoiada. A pessoa vive de uma forma tão obsessiva e doentia que quer afastar todo mundo e quem sabe morrer sozinha.

E o pior é que pode acabar conseguindo. E ela mesma vai fazendo você deixar de amá-la. Mas ao mesmo tempo e incoerentemente, ela espera que um dia vocês se encontrem e depois de tanta dor causada, tantas lágrimas derramadas, vocês voltem a ter algo bom. Ela se ilude, e te ameça todo dia com essa possibilidade. De um dia se curar e você voltar com o rabinho entre as pernas, como sempre. Como a idiota que sempre foi! O que não será possível por que você não quer sofrer de novo. Por que você não quer abrir as feridas depois que elas cicatrizarem.

Mas a outra pessoa está com uma névoa tão grande na frente dos seus olhos que ela não consegue ver que no futuro ela já terá te perdido e que depois de tantas tentativas você cansou. Essa pessoa não percebe que vai se arrepender e que você não vai se importar com o arrependimento dela, como não há quem se importe com seu sofrimento hoje!Aí você chora todas as noites, mas dá adeus definitivamente a uma relação doentia e a um sofrimento inenarrável.



Rafaela Valverde


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Livro A culpa é das estrelas

Foto: Reprodução/ Google
Li o livro A culpa é das estrelas novamente. E como sempre amei, isso não poderia ser diferente não,é?  Nada supera a leitura do livro físico, já que eu li há um ano no computador. Bem, a história do livro e de Hazel Grace e o fato de ela ter câncer todo mundo conhece. Até virou filme! 

Pois bem, o livro traz a deliciosa narrativa da vida e da morte de dois adolescentes que se conhecem em meio ao que poderia ser uma tragédia, mas eles tentam transformar a tragédia na mais graciosa história de amor e companheirismo que se pode haver nesse momento. 

Hazel conhece Augustus Waters em um grupo de apoio e se aproximam logo de primeira. O humor dessa dupla é inabalável. Eles passam a namorar e até vão para Amsterdã por conta do livro Uma Aflição Imperial, livro preferido de Hazel. Em meio a essa aventura e em meio a uma narrativa deliciosa, que flui, a gente vai se apaixonando por esses dois adolescentes que enfrentam coisas que nem todos têm coragem de enfrentar na vida. É um livro genial e eu amo! Sem mais spoilers. Leiam. Vocês vão amar.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 2 de março de 2015

Consequências

Foto: Google
Dor
É angustiante e não deixa dormir
A dor tira nossa paz
Quando sem explicação ainda mais
Mas quando sabemos a causa
Logo vem a causa
Mas não pelo fim da dor
E sim pelo remédio que alguém passou
A medicina evoluiu
Por consequência a nossa a nossa  dor diminuiu
Mas não o nervosismo de sentir dor
Dor paralisa e dá agonia
A tememos todo dia
Tememos e gritamos e aos olhos vem o pranto
Consequências da dor
Consequências do amor?
Dos dois?
Mas o amor a gente pode deixar para depois.





Rafaela Valverde

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Filme O guardião de Memórias

Assisti na faculdade sábado passado, na disciplina Psicologia da Adolescência o filme O guardião de Memórias.  O filme se passa nos EUA, no ano 1964. É  a história de um livro com mesmo nome, baseado em fatos reais. O doutor David, ortopedista, em um momento de emergência de vê obrigado a fazer o parto de sua esposa.



Com isso ele vê que nasceram gêmeos, um menino e uma menina. O menino nasce primeiro e nasce "normal", trazendo muita felicidade ao casal. Porém uns minutos depois, a esposa de David começa a sentir as contrações novamente e ele percebe que ali tem outro bebê. É uma menina e ela nasceu com síndrome de down. O  pai logo a rejeita, por já ter um histórico de "doença" em sua família, já que sua irmã morreu aos doze anos, trazendo muita dor para a sua mãe.


Ele não quer que a esposa sofra da mesma forma que a sua mãe sofreu e achando que estava fazendo o melhor que podia naquele momento, ele pede a enfermeira mandar a menina "mongolóide" para um abrigo onde eram mandadas pessoas com síndrome de down e outros problemas de desenvolvimento. A enfermeira vai até o local e não consegue deixar a menina no abrigo que trata os doente de forma pouco ortodoxa.

Ela acaba ficando com Phoebe, esse é o nome dela e  a partir dessa decisão sua vida muda. Ela se apaixona, se casa e sua filha ganha um pai. Formam uma família, enquanto a família do doutor David passa a desmoronar, sobretudo por causa da sua mentira que mudou a vida da esposa, do filho e da filha especial que vive com a enfermeira. O filme vai mostrando as trajetórias das duas famílias e o final é emocionante. É um filme que nos faz refletir sobre a força que às vezes não temos para enfrentar coisas pequenas, enquanto outras pessoas enfrentam obstáculos tão maiores.


Bem, é essa a maior intenção do filme, é nos fazer pensar, refletir sobre nossas vidas. Muitos acharão familiar essa história, já que várias outras se originaram dela, inclusive a novela da Globo. Acho que Viver a Vida de 2009. Se não me engano é isso. Recomendo, principalmente para estudantes e pessoas que se interessam pelo tema.






Rafaela Valverde

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Lamento incompleto

Foto; Google
Sei que não devo chorar mas também não tenho motivo para sorrir. Em quem me apoio em momentos ruins? Quem eu vejo em momentos bons? Não vejo ninguém do meu lado, estou só e desamparada. Me sinto deprimida e inconstante. Não me sinto bem e toda hora tenho vontade de comer. Comer para compensar algo, compensar um vazio que nunca será preenchido.  Na verdade eu nem sei por que me sinto assim, não tenho motivos para sofrer, para chorar, mas eu procuro, encontro, choro e sofro. Constantemente me pego triste e depressiva. Ando rápido na rua  e olhando para trás, imaginando que o pior pode acontecer, que um ladrão pode me alcançar, que a vida pode findar. Ando fechada, sorrio para poucos. As lágrimas saem aos poucos e ás vezes não consigo controla-las. Elas caem mesmo e meu olho fica vermelho facilmente.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A morte

Foto: Google
A vida é repentina a morte também pode ser. A morte em alguns momentos pode ser bem estúpida. Mas cuidado por que a vida também pode ser estúpida, bem estúpida. Estou pensando muito nesse assunto ultimamente e entendo cada dia mais que a morte é que dá sentido a vida. Nós sabemos que vamos morrer. Nós vamos morrer e isso causa medo em alguns, alívio em outros. 

Não saber como, nem o dia, o ano, o mês angustia a gente. Mas será que saber tudo isso também não angustiaria e causaria dor? Muita gente pen
sa em vida eterna como algo bom. Será mesmo? Eu não acredito que viver eternamente seria agradável, principalmente com todas as limitações que temos como seres humanos. Nosso corpo, apesar da sabedoria é humano e se desgasta, vai morrendo aos poucos.

E ainda tem aquela máxima de pessoas que acham que certas outras pessoas vem para a terra cumprir uma missão e depois vai embora de repente, sem dar adeus. Será que é isso? Será que é por esse motivo que algumas pessoas morrem tão "de uma hora para outra". E morrer aos poucos, ficar penando também não é brincadeira. De qualquer forma as pessoas que ficam vão sofrer. Nós vamos sofrer, sempre. E nos perguntar o porquê.

Com o tempo a gente vai assimilando a dor. O tempo, ah o tempo... Curador de todas as feridas, da mente e do corpo também. Quem é que nunca foi beneficiado pelo tempo? Pelo esquecimento? O rosto daquela pessoa morta vai saindo aos poucos da nossa mente e a partir de um ponto é preciso fotografias para relembrá-la. Isso é verdade e todos nós sabemos disso, não podemos deixar a hipocrisia nos dominar e devemos sempre lembrar que o tempo cura tudo até o sofrimento causado pela morte. Esse é o consolo que temos. Que eu tenho.

Rafaela Valverde

sábado, 14 de junho de 2014

Livro Diário de uma paixão

Foto: Google
Acabei de ler o livro Diário de uma paixão de Nicholas Sparks. Esse livro foi best- seller há alguns anos e como eu tinha um certo preconceito com best sellers e ainda tenho um pouco de lê-los logo de primeira, eu não li na época em que foi lançado. Li agora depois de ver o filme e gostei bastante, apesar de achar um pouco melodramático demais. Não sei se hoje em dia é possível haver realmente um amor lindo como esse e eterno.

Mas eu gostei do livro sim. É bem escrito, a história é boa e bem contada contada. Além disso a forte presença da poesia contou muitos pontos para mim. O livro é muito poético e as declarações de amor existentes nele são realmente românticas e belas.

O livro conta a história de Noah e Allie, um casal de idosos que se conheceram na adolescência, se amaram  a vida toda e foram impedidos de se ver por catorze anos pelos pais de Allie que não concordavam com o romance. Após esses anos de separação Allie mesmo noiva vai até Nova Berna, cidade onde conheceu Noah, para reencontrá-lo. Jantam, se apaixonam  novamente, fazem amor e decidem que não conseguem mais viver um sem o outro.

O estopim desse encontro vem com a presença do noivo e da mãe de Allie e o que parecia ser mais uma despedida entre os dois. Nesse momento, a narrativa é interrompida e a história vem para o presente, onde Noah conta a história das suas vidas para a esposa Allie. A vida que viveram juntos. Eles vivem em um asilo e ele ainda nutre por ela o mesmo amor do início e a doença não o desanima em nenhum momento. 

Temas como mal de Alzheimer, câncer, família, status social, amor, desejo, etc., fazem parte do enredo do livro. Há ainda troca de cartas entre eles e tudo é emocionante. Além disso o tema da doença é tratado de maneira tranquila e respeitosa sem ser piegas e exagerada.

Bem essa é a minha opinião sobre o livro. O filme foge bastante da história original, mas é legal imaginá-los com a cara de Rachel McAdams e Ryan Gosling que são os atores que fizeram eles no cinema
. Gostei bastante. Recomendo.


Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de abril de 2014

Livro Extraordinário

Capa do livro

Terminei de ler o livro Extraordinário de R.J Palacio. Pensei que era um homem, mas R.J é um pseudônimo de uma mulher, a autora que se inspirou na menina da porta da sorveteria, segundo a mesma no final do livro. No início julguei o livro pela capa e achei que seria um livro água com açúcar. Chato e sem história. Mas não. É um bom livro, é um livro bem escrito e emocionante.

August Pullman é um garoto de dez anos, que nunca foi à escola. Ele costumava aprender em casa, com a mãe. Mas um dia ele teve que ir. Auggie, como era chamado pela família, tem uma deformidade no rosto. Ele foi o "sorteado" e nasceu com esse problema super raro. Mas Auggie é muito mais que isso. Ele é definitivamente extraordinário, apesar de ser uma criança.

Uma criança que tem muito o que ensinar para todos nós. O que são nossos problemas em relação a um susto ou olhar diferente de alguém toda vez que o vê? Isso não tem preço. Nem dá para a gente ter noção. Mas ele luta bravamente pelo seu lugar, em um ambiente tão hostil como a escola. August já passou por inúmeras cirurgias e no final precisa usar um aparelho auditivo, tem uma irmã mais velha, mãe e pai que o amam incondicionalmente.

Vai à escola e passa por poucas e boas. Sofre bullying e alguns colegas não querem papo com ele. Se não querem papo, imagina então tocar nele. Alguns se afastam e aí começam os problemas e aprendizados dele e nossos. Pois é, dá para aprender e se emocionar com esse livro. E rir também! O que achei mais interessante é que alguns personagens coadjuvantes narram a história, Às vezes a mesma história, com o seu ponto de vista. É isso mesmo, em determinados momentos o livro é narrado pelo amigo de August, pela irmã, pela amiga, etc. E cada um conta como se sente em relação a ele e sobre como é viver e estar ao lado de Auggie. É um bom livro. Recomendo.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Livro A culpa é das estrelas - John Green

Hazel Grace tem dezesseis anos e se acha uma granada. Efeito colateral do câncer, ser uma granada. Mas lendo esse livro compreendi que não existem granadas. Pelo menos não no contexto em que a palavra foi utilizada no livro. Geralmente não costumo ler best sellers ou grandes febres que geralmente vêm do exterior e que fazem sucessos com adolescentes, mas tive a curiosidade de ler e veio a oportunidade através do site da Le livros, onde fiz o download e mesmo sem gostar muito, li em PDF no PC.


Mas valeu a pena, viu? Me surpreendi muito com esse livro e amei Hazel. Sabe quando a gente se apaixona de cara por um personagem, a ponto de querer imitá-lo? Mas eu não consigo, por mais que eu tente, ser encantadora e engraçada como ela. Não dá para ser mais fatalista e realista que ela. Ela é demais. É sem dúvida, uma das melhores personagens de livros que eu já li. É irônica, inteligente e tem câncer.

Câncer na tireóide com metástase nos pulmões, o que faz com que ela tenha dificuldade de respirar, de andar, de correr, enfim, de viver como uma adolescente normal. Já está acostumada com o oxigênio que tem que levar a todo lugar e conhece em um grupo de apoio, que é obrigada pela a mãe a frequentar, Augustus Waters, a quem vai amar e viver cenas românticas e reais. Com ele, Hazel descobre que mesmo com o câncer, a vida pode ficar um pouco melhor.

Augustus é lindo, atraente, sexy, tem um lindo sorriso e apenas uma perna, devido a um osteosarcoma. É ex jogador de basquete e adora jogar vídeo game. Ele se apaixona por Hazel e sempre a chama de Hazel Grace. Eles vivem um amor incrível e aventuras que podem até durar pouco tempo, mas são tão intensas. Aceitam ou tentam aceitar as vicissitudes da vida e quem sabe também da morte.


Aceito.

Eu aceito!


Rafaela Valverde







terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A morte e a dificuldade em lidar com ela

Falar da morte não é fácil. Lidar com ela é pior ainda. Hoje mais uma vez soube de alguém conhecido meu, digamos até próximo que se foi. Sem dar adeus e sem volta. Pelo menos nessa vida, e conscientemente não terá volta. Digo isso dessa forma por que acredito na teoria da reencarnação, mas mesmo acreditando, nunca deixaremos de sofrer pela morte de alguém. Mesmo eu que acho teoricamente a morte super natural, e "é o caminho de nós todos", ainda sinto uma lágrima cair no canto do olho quando recebo a notícia e quando me dou conta de que não mais verei ou falarei com aquela pessoa. É triste. Não consigo descrever o sentimento que toma conta de mim nesse momento. Fico apreensiva e angustiada só em pensar que esse momento vai chegar para as minhas avós, meu pai e minha mãe. Tento adiar ao máximo esse pensamento, porém é um fato que todos nós vamos morrer e ainda ontem eu falei disso aqui, que todos nós vamos morrer, enfim. Hoje eu fiquei um pouco mais triste e não tenho mais nada a dizer.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Hospital das clínicas se nega a internar uma idosa de 81 anos

                                          




Ontem mais uma vez uma linha foi escrita na história de quem sofre na mãos dos serviços públicos de saúde, sobretudo na saúde e educação. Minha avó de 81 anos foi a vítima dessa vez, e quando algo do tipo acontece com alguém próximo da gente, e a gente sofre na pele e passa a entender o quão caótica está a situação do SUS.

A história foi a seguinte: minha vó depois de muitas indas e vindas e depois de um problema sério de cunho ginecológico, conseguiu, depois de fazer e refazer vários exames, marcar um internamento para fazer uma cirurgia. Esse internamento seria ontem e isso não foi concretizado. Minha vó saiu de casa cedo, junto com minha mãe sem se alimentar, esperando um internamento no Hospital das Clínicas, que faz parte da UFBA. E não foi internada, simplesmente por uma questão de burocracia inútil e falta de boa vontade da diretora/ chefe do departamento de ginecologia desse hospital.

Essa senhora que eu não sei o nome, por isso não o cito aqui.,que provavelmente não tem ou não teve mãe ou avó, ou se tem elas não precisam do serviço único de saúde, se negou a internar minha avó. Pois segundo ela o internamento deveria ter ocorrido dois dias antes. Como? Se o médico que vinha acompanhando ela, informou essa data? O médico compadecido pela idade e condições de saúde da minha vó, fez de tudo para liberar o internamento dela, até se dirigiu ao diretor geral do hospital, mas não adiantou nada.

A cabeçuda não aceitou nenhum argumento e disse na maior arrogância que não ia interná- la pois para isso, seria necessário ter um pré operatório de 48 horas. Pois bem, até concordamos com a importância do pré- operatório, porém já que nos foi falado que a data do internamento seria ontem e não foi avisado sobre os demais detalhes, não poderia haver uma exceção? Inclusive pelo fato de estarmos desde o a ano passado correndo atrás dessa bendita cirurgia e pelo fato de minha vó ser bem idosa e estar sofrendo com um problema de saúde sério.

Será que além de não haver competência, agilidade, e isonomia no serviço público, também não há generosidade e amor no coração? Será que não existe compaixão com alguém que se acabou de trabalhar a vida toda e hoje não consegue nem um atendimento para diminuir seu sofrimento? Não há flexibilidade tendo em vista os detalhes desse caso.Será que por conta de todos esses detalhes, da idade dela, enfim, será que não poderia ter sido aberta uma exceção e o pós operatório não poderia ter sido iniciado ontem as 48 horas haveria a cirurgia? Será que isso ia interferir no cotidiano ou na credibilidade do Hospital das Clínicas? Essa senhora que eu não sei o nome por que minha mãe não perguntou, de tão nervosa que estava esqueceu que vai ficar velha? Esqueceu também que trabalha no serviço público e que está lá pra lidar com pessoas que precisam do SUS?

Mesmo depois de  muitos apelos de minha mãe que chorou nervosa, junto com minha vó, essa senhora não cedeu uma simples autorização de pre operatório e internação que dependia apenas da assinatura dela. Nem o diretor do hospital a convenceu.É muito triste que tenhamos, nós, brasileiros, em plena era do desenvolvimento social, como o governo federal, insiste em nos fazer acreditar ter que passar por isso. É muito chato e desagradável.


Fica aqui meu desabafo.

Rafaela Valverde

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Por quanto tempo?



Estou pensando em quando o meu desejo vai ser realizado.
Quando é que vou poder sentir uma emoção única, mas ao mesmo tempo tão banal?
Será que vai ser agora? Na outra vez não deu certo.
Será que agora eu sou merecedora? Da outra vez não fui?
É a hora certa? Existe hora certa?
Será que não estou me confundindo? Será que estou certa?
O que estou sentindo, é real? O que é de verdade e o que é delírio?
Não quero me frustrar, por isso não acredito.
Preciso de confirmações, não acredito só no meu corpo e nos sinais que ele dá.
Mas também não quero acreditar em nada que discorde do que eu já sei.
Não concordarei com nada que me dê uma resposta negativa nesse momento.
E acabo ficando em cima do muro, no meio da linha tênue que existe entre esses dois lados.
Qual será a minha confirmação?
Vou acreditar nessa confirmação?
Por que ela não veio logo de primeira?
Por que eu tenho que sofrer esperando uma resposta?
Pra que tanta tortura?
Pra que tanta judiação com uma pessoa só?
Se vai ser não, por que me "assanha"? E por que me faz sofrer?
Uma dor física sem tamanho, estou sentindo. De não aguentar nem andar.
Fico pasma só de lembrar, do quanto alguém pode sofrer esperando algo que não vem.
E ainda a ansiedade permanece, por que os sinais permanecem e eles, os sinais, não mentem.
Ou mentem?
Por que o corpo e o cérebro da gente nos pregam peças como essas,
capazes de nos desmoralizar na frente dos outros?
Por que?
Por que?
A ansiedade me corrói e o que estou constatando é que terei
que conviver com ela nos próximos dias.



Rafaela Valverde

sábado, 5 de outubro de 2013

Qual o sentido da vida?




Às vezes acordo e me levanto da cama me perguntando qual o sentido da vida. Assim como o personagem principal do livro Servidão Humana de Somerset Maugman, livro que li há uns três anos e que narra a história de Phillip que demora um certo tempo para descobrir e entender o sentido da vida. Mas antes disso, toma muito na cara. Na verdade, eu nem sei realmente se ele descobre o sentido da vida e encontra razão de viver, ou se se trata apenas de uma ilusão fantasiada por uma aceleração de fatos e pela aceleração da vida como um todo. 

Ainda não descobri, ainda não percebi e nem tive a comprovação sobre o porquê da minha vida existir. Ainda mais nesse lugar, com essas pessoas, com essa aparência e dessa forma tão difícil. Ainda não entendo e talvez demore para entender. O que me faz querer levantar da cama, hoje? E amanhã? Eu não sei. Não consigo perceber, e não consigo ver graça em quase nada. Durmo mal, durmo pouco e a vontade que tenho é de permanecer deitada, dormindo. Abrir os olhos tem sido de uma dificuldade incrível e o cansaço toma conta de mim, sia após dia.

 Sou eu mesma, sim, sou eu mesma e no entanto isso não me satisfaz. Tento ser outra coisa e acabo fazendo cagada atrás de cagada. Eu não me entendo, não sei bem o quero e venho dia após dia, ano após ano me tornando inconstante, infeliz e inconsistente com as minhas próprias escolhas. O que dizer de alguém assim? Dá para afirmar que uma pessoa dessa é normal?

Ontem passei pela porta da escola onde estudei e fiz os últimos anos do ensino médio e onde vivi os melhores momentos da minha adolescência e me deu uma saudade, uma vontade de reviver aquela vida, que já não era boa, mas que ainda sim me isentava de responsabilidades e de ações sobre mim mesma. Isso é covardia, eu sei, querer fugir dos obstáculos e até mesmo da própria vida, é covardia mas é isso que sinto e não posso mentir mais ainda para mim mesma. Sim, quero fugir e assumo. Quero outra vida e assumo, quero sumir e assumo. Não sei mais até onde consigo aguentar e até quando posso continuar a viver sem reagir e sem explodir! 

O que acontece em uma fração de segundos, que seja algo bom, não compensa em nada as coisas negativas que ocorrem quase que sucessivamente e eu definitivamente já cansei de esperar esse jogo mudar e as coisas boas de repente se tornarem maiores que as ruins. O meu cansaço já chegou a um limite, que vou assistindo tudo de longe e me esquivo de esperar coisas e boas e me recuso a pensar novamente em positividade. Isso é babaquice!



Rafaela Valverde








sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Só para informar

Estou passando rapidinho só para dizer que me sinto muito lisonjeada com os elogios que venho recebendo, em relação ao blog. Ontem eu ganhei mais uma fã, que leu o blog, disse que é "muito massa" e que virou minha tiete. Esse é o melhor feedback que eu posso receber e pode crer que a minha intenção é sempre melhorar, como já melhorei bastante nesses cinco anos. Estou nesse final de mês, meio adoentada. É, logo agora que comecei a trabalhar fico com febre, dor de cabeça muito forte e dores horríveis pelo corpo. Mas como hoje melhorei, vim aqui escrever um pouquinho e matar as saudades! Ainda estou com uma dor de cabeça chata e tentando melhorar, mas à noite volto aqui. Quero pedir aos novos leitores que curtam a página no Facebook, para receber atualizações das postagens.


Rafaela Valverde
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