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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Sai pra lá com sua gordofobia!!


Ouvi no final do ano passado duas frases gordofóbicas que me deixaram pensando em algumas coisas: as pessoas odeiam os gordos, as pessoas odeiam corpos gordos. Corpos gordos incomodam de uma forma tão absurda. Será que é por que comemos e somos felizes? Eu pelo menos sou feliz comendo tudo o que eu quero e sendo gorda.

Hoje tenho 91 quilos e não me privo de nada. Como normalmente, de tudo. Eu adoro comer, como boa taurina que sou. E é assim que vai ser sempre. Amo meu corpo e hoje consigo me aceitar como eu sou. Uso roupas curtas, cropped mostrando as banhas (rsrsrs) e ando até pensando em colocar um piercing no umbigo. Isso é se aceitar, se amar. Amar o corpo que Deus nos deu. 

Demorei mas aprendi a mar meu corpo. Antigamente fazia dietas e me incomodava com algumas roupas que vestia, mas hoje em dia eu decidi que prefiro ser feliz ao invés de ser magra! E se for para comer e engordar, eu não ligo não. Mas voltando às frases que eu ouvi, elas reforçam estereótipos e comprovam a existência da gordofobia. E isso já está bastante entranhado em nossa sociedade.

"Cropped é para gente magra." e "Como uma mulher com um rosto bonito desse fica com esse corpo?" Essa última frase se refere à cantora Marília Mendonça. Eu fico indignada com essas coisas que escuto muitas vezes dentro de minha própria casa. Eu não me ofendo, claro, mas tem gente que pode se ofender ou pior, ficar triste e deprimido. Isso pode destruir a vida de alguém.

Mas as pessoas não se importam com as outras, não respeitam e só julgam. Julgam as outras pessoas a partir da sua própria visão sem se importar e sem deixar o outro viver em paz e feliz. Ou seja, as pessoas são podres. Mas eu já deixei de me importar com o que falam. Projeto para 2017: comer muita pizza, sorvete, chocolate, etc. E me deixem!



Rafaela Valverde

Vem ni mim 2017!

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Eis que o ano maluco de instabilidades chegou ao fim. Teve  muita bagunça no Brasil em 2016. Aliás, o Brasil é o país da bagunça, e como se já não bastasse todos os problemas que temos, em 2016 tivemos instabilidade econômica e política.

O ano passado foi melhor que 2015 para mim, mas ainda foi um ano difícil. Um ano cansativo e com pouco dinheiro. Foram muitas tretas, noites em dormir, assuntos para conversar e textos para ler. Sorrisos, festas e paixão, Paixão pela vida, paixão por mim mesma, paixão por outra pessoa.

Um ano cheio de fatos marcantes, imprevisíveis e com coisas boas também. Um período que não volta mais, um ano findado é um livro todo preenchido. O outro que começa é um livro em branco que podemos escrever tudo de novo. É uma metáfora manjada, mas bem ilustrativa.

Engraçado como o tempo passa e como a gente acha estranho um ano que estava logo ali, mas que já tem quatro anos. Acabei de compartilhar uma foto minha de 2013 e apareceu no Facebook, há quatro anos. Como assim? 2013 foi ontem.

Mas enfim, esse é o tempo. Essa é a nossa vida. Essa é a graça da vida: saber que vamos envelhecer e morrer. Sem isso a vida não teria sentido. Agora é foco total em 2017. Foco total em ser feliz. Em continuar sendo feliz! Tenho mais um ano novinho em folha para sorrir, para viver, para sair, para amar, para ler, etc. 

Eu só tenho o que agradecer pelo ano que passou. Aprendi muito, tive saúde, estudei bastante, fui para outro estado, arranjei um ótimo namorado, entrei num curso de inglês, fiz um curso de preparação de tortas no Senac. Enfim, fiz muitas coisas que tive vontade e esse ano farei muito mais. Eu sou muito grata! Vem ni mim 2017!



Rafaela Valverde

domingo, 18 de setembro de 2016

Vida breve


Quando um acontecimento trágico e repentino como o que nos acometeu essa semana com a morte do ator Domingos Montagner se realiza, nos damos conta do quanto a vida é efêmera e frágil. E vem a necessidade de viver mais, de viver plenamente. Vem a confirmação do fim, vem a proximidade da morte que geralmente está distante de nós. Ou a gente acha que está.

A gente pensa: "saímos de casa e não sabemos se voltamos." Bate um desespero, um desalento em saber que sempre vamos perder para a morte, para o fim, especialmente se ela for repentina e trágica. Alguém é tomado da vida de forma não natural. Somos tomados da vida. A qualquer momentos podemos ser tomados e simplesmente deixar de existir.

Nossos familiares vão sofrer, nós vamos sofrer com um desprendimento tão repentino da matéria. Enquanto aconteceu com outrem, porém a gente fica menos consternado, mas ainda assim abalado com a falta de garantias que temos em viver. Não sabemos quando vamos desaparecer desse mundo. É incerto. Será doença? Será acidente? Não dá para saber e é esse o maior medo, antes do medo de morrer, vem o medo da  maneira que será morte.

Por ser uma tragédia de outra família, acabamos respirando um pouco mais aliviados e nos convencemos de que devemos aproveitar a vida e todos os momentos bons que ela nos proporciona. Não podemos esquecer a beleza da vida. Portanto o que eu sempre disse e ainda costumo dizer é: aproveite a vida, ela pode acabar a qualquer momento. Se arrisque, se jogue, viva, chore, sofra, sorria, só não peque pelo vácuo e pela ausência de vida. Porque ela, ela não pertence totalmente a você. Ela pode simplesmente lhe ser tirada em um pequeno momento de lazer.



Rafaela Valverde




terça-feira, 13 de setembro de 2016

O poeta Jorge de Lima

Imagem da internet
Jorge de Lima foi um escritor alagoano nascido em 23 de abril (data do meu aniversário) do ano de 1893 e morto no ano de 1953. Estou estudando esse escritor na disciplina Literatura Comparada, uma optativa da UFBA. Jorge de Lima foi político, médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor brasileiro. Foi um modernista que se inspirou na cultura brasileira, no regionalismo, na poesia religiosa para escrever sua obra.

O poeta havia se consagrado em versos alexandrinos e conseguia variar ritmos, formas e etc, deixando sua obra vasta e dinâmica. Ele estava sempre interessado em intertextos e utilizava eventualmente esse recurso. Jorge de Lima começou a estudar medicina em Salvador, mas o concluiu no Rio de Janeiro. Mas foi de volta a Maceió que ele passou a exercer a literatura e a política. Era amigo de Murilo Mendes, Graciliano Ramos e José Lins do Rego, que se promoviam encontros de intelectuais.

Publicou  o romance A mulher Obscura em 1939 e anos depois veio O Livro de Sonetos. Teve sua candidatura para a Academia Brasileira de Letras negada várias vezes. Jorge de Lima negava a sociedade laica que pregava a morte de Deus. Ele tinha uma ligação forte com a religião, especialmente com o catolicismo e sua obra estava ligada diretamente a isso. Alguns críticos indicam que a "falta de fama" do poeta se deva a essa ligação com o místico, mas o místico cristão que trazia um pouco de regionalismo, barroco e inspiração dos contextos da época, como por exemplo a guerra.

Do pouco que li do poeta, o considero um bom poeta, apesar de não ser ligada em temas religiosos. Mas ele fala sobre o amor, tem em sua mente uma mulher amada e idealizada; que morre ou não. Há influências de Camões. Enfim, há uma riqueza em Jorge de Lima. Conheçam!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Passo de tartaruga não!

Imagem da internet
Eu tenho andado quieta, distraída, preocupada e tensa. O que tenho que fazer para que a única coisa que ainda falta se resolver na minha vida, se resolva logo? Eu tinha problemas de auto estima, minha aparência não me agradava, eu tive problemas com universidade e cursos de graduação e eu tive problemas sentimentais e quase entrei em depressão, eu tive e continuo tendo problemas financeiros.

Porém meus problemas de auto estima se resolveram e hoje eu me acho bonita, eu consigo me amar, não uso mais óculos e amo meus cachos. Eu também decidi que quero estudar literatura - minha grande paixão da vida toda - e que quero ser professora. Além de ter conseguido entrar na UFBA, que era o que eu sempre quis. E eu resolvi meus problemas sentimentais, superei um amor do passado e encontrei outro amor, alguém que me aceita, me respeita e me merece. Mas os problemas financeiros continuam.

Nunca tive uma vida financeira tranquila e folgada. Nunca achei nada fácil e de graça. Fui trabalhas aos dezesseis anos para ter minhas coisas e minha independência financeira. Não durou muito e daí eu já sabia que teria uma vida profissional complicada. Desde então foi assim mesmo. O maior tempo que fiquei em um trabalho foi um ano e oito meses, claro que por culpa minha também. Sempre fiquei na faixa de quem ganha um salário mínimo e só. Quase sempre dependi de alguém ou de ajuda para me sustentar. Nunca tive um bom salário, um bom emprego. Parece que isso não é para mim. 

Então eu estava pensando: já que muitas coisas mudaram para melhor na minha vida, como por exemplo minha auto estima e problemas de decidir minha área de formação, por que então a minha vida financeira e profissional não pode ser resolvida de vez? Qual a dificuldade de apenas um único pedacinho da minha vida se resolver para ela ser tranquila? Eu já orei, fiz promessa, estudo que nem uma louca, fiz concursos e cursos, eu busco, eu vou atrás... Mas nada acontece na área profissional e financeira da minha vida. Por que? O que falta? O que falta eu aprender? Só falta isso para minha vida se ajeitar. Depois de estabilidade financeira e profissional eu serei uma adulta realizada. E sei que ralo para isso e tenho potencial. Isso ninguém muda, o que eu sou, ou que eu sei... 

Eu sei também que a vida não é fácil e que é aos poucos que as coisas vão mudando e se ajeitando. Nenhuma dessas minhas conquistas acima: entrar na UFBA, melhorar minha auto estima, ou encontrar um novo amor veio de forma fácil. Nada vem fácil, mas também não precisa vir em passos de tartaruga não. Eu tenho gostado muito da minha vida, eu tenho estado satisfeita, mas ainda não cheguei no patamar financeiro que preciso para poder realizar meus sonhos materiais. Eu espero que isso também venha. E que venha logo. Daí minha felicidade estará completa!


Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de maio de 2016

"Tem cara de puta mesmo..."

Imagem: Blog Mulherzinha
Não vou falar da dor que senti esse final de semana, não vou falar sobre a solidariedade e empatia que nós mulheres sentimos nesse final de semana de estupro coletivo a uma adolescente no Brasil. Brasil? Ou seria Índia? Vou falar apenas da indignação e não da minha dor. A dor é indizível, a dor é tão intensa que não é possível ser descrita e explicada.

Eu me vi várias vezes no lugar de Beatriz, a menina de 16 anos que teve seu corpo violado e usado por muitos homens. Homens não. Seres inomináveis, covardes, cruéis e desumanos. Homens de verdade não fazem isso. Os homens de verdade que eu conheço tratam mulher como gente, de igual para igual e não como um objeto ou um pedaço de carne.

O pior de saber ler numa hora dessas é ver pessoas, inclusive mulheres justificando ou tentando justificar o injustificável. É péssimo escutar também, pedi a Deus para ser surda nesses últimos dias. Já cheguei a escutar que a menina tem "cara de puta". Sim e daí? E se eu tiver cara de puta, eu posso e mereço que façam uma atrocidade dessa comigo? O que é cara de puta? Será que o que é "cara de puta" para um é também para outro?

Acontecem coisas inexplicáveis, as pessoas saem repetindo merdas sem ao menos saber o que estão falando. Por que a subjetividade de ter "cara de puta" é tão realmente inexplicável, é tão realmente subjetiva e abstrata que se eu sair na sexta à noite com meus olhos pretos, batom vermelho e vestido curto e colado eu com certeza estarei "puta" mas agora como estou aqui de roupa leve de ficar em casa, de óculos, sem maquiagem e cabelo preso eu seria considerada uma santa. Ah me poupem!

Essas pessoas que justificam estupro e uma crueldade como essa com direito a vídeo e tudo com shorts curtos, com iniciação sexual precoce e gravidez na adolescência, com saídas no final de semana para as baladas; querem justificar atrocidades como essas com um simples batom vermelho e uma sombra escura. No entanto os homens saem sem camisa, com os cofrinhos de fora, coçam o saco (coisa feia) na rua, bebem e andam cambaleando e não são estuprados não é mesmo?

Um pouquinho de humanidade não faz mal a ninguém. Empatia também não paga para sentir. Estão chamando a mina de piranha e outras coisas absurdas, justificando o uso do corpo dela sem a sua autorização, já que ela estava dopada e justificando que ela tem total consciência do que faz na vida e outros argumentos sem nenhum tipo de fundamento, apenas baseados em preconceitos, misoginia e objetificação do corpo da mulher , que existe apenas para satisfazer os desejos carnais e instintivos dos homens. Há ainda a tão evitada questão de gênero, já que ainda se pensa que os homens são superiores às mulheres.

E as mulheres, nós, mesmo quando vítimas somos ridicularizadas, ofendidas, marginalizadas, tratadas como putas. O que é ser puta, exatamente? Alguém me explica! É ter liberdade sobre o próprio corpo? É dar para quem quiser e a hora que quiser e ainda se quiser? Então se é isso eu sou puta e eu mereço ser dopada, jogada em um canto, espancada e penetrada até a minha vagina sangrar. Eu mereço ter meu corpo vilipendiado só por ele ser livre. O que está faltando nos humanos além de muito conhecimento e mente aberta, é HUMANIDADE. Está escassa a capacidade de se compadecer pela dor dos outros, mesmo  que esses outros tenham "cara de puta".



Rafaela Valverde

sexta-feira, 4 de março de 2016

Livro Os Catadores de Conchas - Rosamunde Pilcher

Imagem da internet
Terminei essa semana dentro de um ônibus e leitura do livro Os catadores de Conchas de Rosamunde Pilcher que é uma escritora inglesa. Segundo a orelha do próprio livro, esse é o maior livro dela. E é um livro maravilhoso para mim. Me tocou profundamente e me prendeu como há um bom tempo um livro não prendia.

Ele traz a história de Penelope Keeling, a matriarca de uma família que se vê em sua velhice, recém atacada do coração, com uma necessidade de voltar ao lugar onde nascera. E assim passa a relembrar sua juventude e a planejar talvez um dia voltar à Cornualha. Devido a falta de dinheiro Penelope nunca havia levado os filhos para passar férias lá, perto do mar e se arrependia disso. Pensava em levar um dos três filhos, mas eles não se interessavam pelo passeio. Daí sugiro que vocês leiam!

Eu me envolvi muito com esse livro e com seus personagens. Sentia simpatia, antipatia e tudo mais que é possível sentir lendo um livro e entendendo seus personagens. Penelope foi, junto com seus pais, boêmia e viveu sua vida intensamente até o dia da sua morte. E por falar nela, a sua morte, há uma passagem no livro que me marcou muito: a filha dela, Olívia, conversa com o vigário da cidade sobre a cerimônia de sepultamento da mãe e ela afirma que não sabe como ele pode ser tão gentil em celebrar o evento, sendo que a mãe dela nunca tinha sido religiosa e ela nem sabia se ela acreditava em Deus. Ele respondeu que ela podia não acreditar em Deus, mas Ele acreditava nela. Que coisa linda e impressionante, que livro!

Eu demorei um pouco para ler esse livro por que ele é grosso, tem mais de 600 páginas, mas finalmente peguei na biblioteca central e não me arrependi. Como eu já devia ter feito isso antes! Vale a pena. Eu recomendo!


Rafaela Valverde

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A minha fé

Imagem da internet 
Depois de um término doloroso, cujo processo se arrastou por meses e a dor vinda dele se tornou quase insuportável e física, eu passei a sentir necessidade de desenvolver a minha fé. Para ter alguma coisa em que acreditar e não me sentir tão só e desamparada. Senti em um determinado momento a presença de Deus e o sofrimento me levou para mais perto dele.

Enfim, sempre achei que o ser humano precisava de algo para se apegar, para dar sentido a vida, um invisível, mas ao mesmo tempo eu achava que fé, espiritualidade e religião eram coisas de pessoas ignorantes, pessoas que só viam a bíblia como parâmetro para viver. Eu achava isso ruim, e acho que ainda acho... rsrsrs, mas hoje sei que é uma visão extremamente preconceituosa e generalizadora. Conheço pessoas intelectuais, com mente aberta e outros bons adjetivos que têm uma fé absurda.

Então, aos poucos fui mudando minha visão e hoje eu vejo as coisas de outra forma. Eu senti Deus, eu falei e falo com ele. Deus é uma forte presença hoje na minha vida. Deus é uma energia que mora dentro de mim. Deus traz amor e paz. Deus se manifesta na alegria de viver que eu sinto hoje, depois de tanta dor. Eu aprendi a perdoar e esse foi o meu primeiro passo para desenvolver e fortalecer a minha fé.

Hoje eu estou muito melhor. Estou melhor que antes. Eu vivo em sintonia com Deus, agradeço mais do que peço e consigo ser mais grata pelo que eu já possuo. E pretendo desenvolver isso muito mais. Por que eu me sinto em paz. Deixei a raiva de lado e vivo com otimismo e alegria. Deus é maravilhoso, mas eu ainda continuo achando que não preciso de religião para estar perto dele. Não preciso estar dentro de uma igreja, para amá-lo e acreditar nele. Eu confio em Deus. Eu hoje, tenho fé. E por isso eu te agradeço, meu pai!



Rafaela Valverde
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