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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Tinder

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Sempre tive uma relação meio conturbada com o Tinder e já devo ter escrito sobre isso aqui. Mais uma vez, pela milésima vez eu apaguei minha conta ontem e excluí o aplicativo. Claro que eu acho que todo mundo sabe o que é o Tinder, mas eu vou aqui defini-lo como um aplicativo para procurar pessoas para transar.

Foi só o que encontrei nesses dois anos que utilizei o aplicativo. Pessoas para transar. E mal. E olhe lá. Porque eu não sei o que esse povo acha que é transar, mas isso é assunto para outro texto. Enfim, eu não quero mais conhecer ninguém através do Tinder e nem de nenhum outro aplicativo do tipo. Eu não tenho mais paciência pra ficar falando com estranhos: "oi, tudo bem?" E ir conhecendo a pessoa, destrinchando sua vida e me aproximando. Já fiz isso muitas vezes e até conheci pessoas legais. A última pessoa que conheci e comecei a conversar pelo Tinder nem em Salvador mora, mas o papo fluiu, foi além do raso cumprimento e conversamos desde cabelo até questões mais picantes e secretas de nossas vidas.

Quando chega assim é muito bom. Costuma ser menos vazio. Mas é muito raro e essa é a graça. Pois bem, continuando a falar sobre o aplicativo e minha relação com ele, o que eu quero dizer é que ultimamente tenho andado mais retraída em relação a sair com pessoas desconhecidas. Além disso, só estava usando o Tinder para me divertir. Como? Rindo da cara dos omi. São muitas coisas bizarras, fotos ridículas. Perfis com  cachorros, gatinhos e até bebês. É muita gente esquisita. Já vi até fake com foto de um modelo que já tinha visto no Google antes. AFFF omis!

Fora os malhados ou pseudo-malhados, os que tiram foto no carro ou do carro. Eu queria muito poder expressar a minha cara aqui nesse texto em relação a isso. Mas, seguindo... Então, eu perdi minha paciência com papos vazios e pessoas idem. É tudo meio bizarro. Já usei e não vou ficar aqui cuspindo no prato que comi, só não quero mais. Quem continua usando, massa. Liberdade! E também, como já disse, minha relação com o aplicativo é bem confusa. Pode ser que daqui a uns meses eu decida baixar de novo e usar. Liberdade!

Enfim, só quero dizer mais uma coisa sobre as pessoas que utilizam o Tinder. Na verdade sobre os homens que utilizam. Se vocês são casados não usem o Tinder. Tá feião ver tanto homem casado e próximo num aplicativo pra pegar pessoas. Se quer ter vida de solteiro não case. E se casou exclua o tinder. Porque eu tô com muita vergonha alheia de vocês.

É claro que a vida amorosa-sexual não depende só do curtir, descurtir, matchs e bate papo do Tinder. Há muito mais que isso aqui fora e é nisso que vou tentar me agarrar por que eu nem sei como trocar olhares com alguém. Mas preciso aprender! Já! Fora Tinder!




Rafaela Valverde

sábado, 26 de agosto de 2017

Como cuido do meu cabelo

Resultado de imagem para cuidados com o cabelo

Hoje tirei o dia para falar de cabelo e esse primeiro texto é sobre como eu cuido do meu. Já fiz esse texto aqui anteriormente mas agora quero repetir porque mudei algumas coisas. Então, a primeira coisa é lavar o cabelo a cada três ou quatro dias. Eu faço isso por que sei que mantendo meu cabelo limpo evito problemas no couro cabeludo, além disso, manter o cabelo sempre limpo e lavar a cabeça massageando com as pontas dos dedos fazendo movimentos circulares estimula o crescimento.

O segundo cuidado que tenho com meu cabelo é sempre que lavo, hidrato. é muito raro eu lavar o cabelo e não usar pelo menos aquelas máscaras de ação rápida, de três minutos. Hidratação sempre. Além disso, às vezes faço umectações  com óleos e uso vinagre de maça no couro cabeludo para evitar fungos e também pelo cumprimento. O vinagre de maçã dá brilho e ajuda a fechar as cutículas.

Sempre invento alguma hidratação mais caprichada nos finais de semana que é quando eu posso ficar mais tempo com elas na cabeça. Geralmente fico 40 minutos com essas hidratações mais encorpadas. Enxáguo bem, mas bem mesmo e depois passo condicionador. Sim, condicionador depois da hidratação, ele encerra o processo e fechas as cutículas que foram abertas pelo xampu e tratadas pela máscara. E por falar em xampu: pouca quantidade, hein! E só na raiz. Nada de shampoo nas pontas, já que ressecam. No momento do enxague, que o shampoo descer, ele lava o comprimento. Ah, ao menos uma vez a cada quinze dias, lavo o cabelo com a cabeça pra baixo, no tanque. Dizem que também estimula o crescimento.

Ás vezes, quando faço umectação ou quando percebo que o cabelo está mais sujo, faço duas aplicações de shampoo, mas enxáguo bem e como já disse, quase todas as vezes eu hidrato. Por último: quase sempre que vou tomar banho e não vou molhar o cabelo, eu uso um saco plástico para que a umidade não enfraqueça os fios e nem destrua minha definição, hahaha. E quase sempre durmo com uma camisola velha de cetim enrolada no travesseiro. Esse é o cuidado que eu menos tenho porque não sofro muito com frizz não. É isso. Esses são os principais cuidados que tenho com meus amados cachos.

Rafaela Valverde

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Escuta - Maria da Conceição Paranhos

Eu faço parte do grupo de pesquisa Edição de textos teatrais censurados da área de filologia do ILUFBA. E  estou pesquisando a poeta, cronista, ensaísta e professora da UFBA Maria da Conceição Paranhos. Estou descobrindo alguns poemas dela e deixo esse aqui hoje com vocês.




Ocorre que há uns lapsos na história,
há uns lapsos. Então vêm, videntes,
relatar histórias conhecidas
em noites longas de calor, insônia.
Ouvimos. Pacientemente.
Sob discursos jazem outras vozes.

Necessário cantar.
Animais se aninham ao nosso ânimo,
baixam seu brado à espera da canção.
E os leões de pedra dos portões
deixam rolar os globos que os sustentam.

Falamos línguas obscenas.
Não. Endureceu-se o ouvir.
Indefinidamente?
Afrontar a rija espada dos confrontos,
permitir soluções, se o peito arfa
curvado de rajadas imprudentes.
Se não se deixa a alma nesses lances
em que transidos vagamos dementes,
como afrontar as rugas, decifrar mensagens
(não correm ventos nas paisagens mortas,
largadas ao relento)?

Necessário é amar.
Primeiro e último tormento






Rafaela Valverde

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Coisas que odeio



Coisas que eu odeio:
Esperar;
Que me toquem sem  que tenham autorização ou intimidade;
Incompetência;
Pegar ônibus cheio  (ninguém gosta!)
Que me empurrem ou pisem no meu pé (e ainda nem peçam desculpas!)
Shopping;
Andar em shopping;
Quem anda devagar na minha frente;
Passarelas;
Altura;
Indiferença;
Fofoquinha e Disse me disse;
Quem fala o tempo inteiro;
Quem é feliz o tempo inteiro;
Animação e felicidade de manhã cedo;
Que me digam o que fazer;
Que discutam comigo quando eu afirmo que estou certa de tal coisa (quando eu digo que tenho certeza de algo é por que realmente tenho);
Gente mole;
Quem conversa pegando;
Que me ignore;
Quem me compare com alguém;
Que não esteja escutando atentamente quando eu falo;
Que não lembre do que eu disse;
Quem grita;
Gente mal educada;
Picles...


Deve ter mais coisas!




Rafaela Valverde

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Meu texto sobre feminismo para o Blog Trend Modas

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Pessoas, antes de viajar quero deixar um texto meu sobre o feminismo que escrevi para o blog Trends Moda do meu amigo Raphael Minho, Na moral, é um texto muito bom e eu estou orgulhosa dele demais. Curtam o final de semana com o meu texto sobre o movimento feminista. Bjos!
 Blog: Trends Moda


Rafaela Valverde

sexta-feira, 8 de julho de 2016

O Grande Circo Místico - Jorge de Lima



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O médico de câmara da imperatriz Teresa - Frederico Knieps -
resolveu que seu filho também fosse médico,
mas o rapaz fazendo relações com a equilibrista Agnes,
com ela se casou, fundando a dinastia de circo Knieps
de que tanto se tem ocupado a imprensa.
Charlote, filha de Frederico, se casou com o clown,
de que nasceram Marie e Oto.
E Oto se casou com Lily Braun a grande deslocadora
que tinha no ventre um santo tatuado.
A filha de Lily Braun - a tatuada no ventre
quis entrar para um convento,
mas Oto Frederico Knieps não atendeu,
e Margarete continuou a dinastia do circo
de que tanto se tem ocupado a imprensa.
Então, Margarete tatuou o corpo
sofrendo muito por amor de Deus,
pois gravou em sua pele rósea
a Via-Sacra do Senhor dos Passos.
E nenhum tigre a ofendeu jamais;
e o leão Nero que já havia comido dois ventríloquos,
quando ela entrava nua pela jaula adentro,
chorava como um recém-nascido.
Seu esposo - o trapezista Ludwig - nunca mais a pôde amar,
pois as gravuras sagradas afastavam
a pele dela o desejo dele.
Então, o boxeur Rudolf que era ateu
e era homem fera derrubou Margarete e a violou.
Quando acabou, o ateu se converteu, morreu.
Margarete pariu duas meninas que são o prodígio do Grande Circo Knieps.
Mas o maior milagre são as suas virgindades
em que os banqueiros e os homens de monóculo têm esbarrado;
são as suas levitações que a platéia pensa ser truque;
é a sua pureza em que ninguém acredita;
são as suas mágicas que os simples dizem que há o diabo;
mas as crianças crêem nelas, são seus fiéis, seus amigos, seus devotos.
Marie e Helene se apresentam nuas,
dançam no arame e deslocam de tal forma os membros
que parece que os membros não são delas.
A platéia bisa coxas, bisa seios, bisa sovacos.
Marie e Helene se repartem todas,
se distribuem pelos homens cínicos,
mas ninguém vê as almas que elas conservam puras.
E quando atiram os membros para a visão dos homens,
atiram a alma para a visão de Deus.
Com a verdadeira história do grande circo Knieps
muito pouco se tem ocupado a imprensa.


Do livro A túnica Inconsútil 1938



Rafaela Valverde

terça-feira, 21 de junho de 2016

Dicas para melhorar a escrita

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Para melhorar a escrita há duas coisas essenciais: a leitura, muita leitura mesmo e a prática, o exercício da escrita. Uma pessoa que lê muito e exercita quase diariamente a escrita consegue ver claramente a sua evolução e melhoria no desempenho. Ao longo de anos, a melhora na escrita pode ser gritante.

Essas são as dicas principais para quem quer começar ou melhorar o que já começou. A prática da leitura e a prática da escrita. Outras dicas também podem, ao longo do tempo formar ótimos escritores.

O uso de frases curtas, com pontos parágrafos ao invés de períodos longos são fundamentais para uma escrita dinâmica, objetiva e concisa. Com certeza vai facilitar a vida do leitor. O leitor, esse o personagem principal. É com ele que a escrita do texto deve se preocupar. O leitor deve querer ler o texto até o fim. Portanto o texto deve ser o mais objetivo possível. Períodos muito longos, não dão pausas para a leitura, confundem o leitor e retira-lhe a atenção, fazendo com que ele não se lembre mais o que estava lendo lá no início.

Além disso as frases curtas auxilia na diminuição de erros com vírgulas, concordância, entre outros. A técnica ainda garante a clareza do texto. Clareza é fundamental. O texto deve dizer para que veio! E para que a clareza seja efetiva se faz necessário evitar palavras no gerúndio. Melhor escrever o verbo no infinitivo e colocar um ponto.

É necessário ainda se livrar de palavras que estão demais no texto e estão apenas ocupando a função de "encher linguiça". Optar por palavras mais simples, que o significado seja sabido pelo leitor ajuda na melhor leitura. A voz ativa ao invés da passiva também garante mais objetividade ao texto. Deve se também evitar o uso de artigos indefinidos, pronomes possessivos, demonstrativos e outras expressões e palavras que pesem, que sejam acessórios. Quanto menos acessórios melhor! 

Clareza, objetividade, concisão, dinâmica, coerência e coesão são básicos para a construção de um bom texto. Sem alguns desses aspectos talvez um texto nem possa ser considerado um texto. Coesão e coerência serão temas de um outro texto. Mas a mensagem que fica mesmo é: leia, treine e você escreverá bem a cada dia e a cada ano, afinal ninguém nasceu escritor.


Fonte de estudo: Livro A arte de escrever bem de Dad Squarisi e Arlete Salvador


Rafaela Valverde

quarta-feira, 20 de abril de 2016

O que odeio...

Imagem da internet

Odeio esperar
Odeio que me deixem falando sozinha
Odeio fazer o que eu não estou afim
Odeio que andem devagar na minha frente
Odeio andar em passarelas
Odeio que não prestem atenção no que estou falando
Odeio andar devagar
Odeio ser interrompida quando estou assistindo filme ou série
Odeio que digam coisas inverídicas e injustas sobre mim
Odeio que julguem sem conhecer
Odeio que falem as coisas sem saber
Odeio que discutam comigo quando eu tenho certeza que estou certa
Odeio que desperdicem água
Odeio que falem alto e arrastem chinelo enquanto anda
Odeio que batam e humilhem crianças na minha frente
Odeio quem maltrata animais
Odeio filas
Odeio ser interrompida em minhas leituras
Odeio falar ou fazer qualquer outra atividade enquanto como
Odeio ficar muito tempo sem comer
Odeio não dormir e ficar cansada o dia todo por causa disso
Odeio ser acordada
Odeio que se metam na minha vida
Odeio fofoca
Odeio que mexam nas minhas coisas
Odeio emprestar minhas coisas
Odeio que me ignorem
Odeio indiferença
Odeio inveja e maldade
Odeio ser mal atendida
...

Continua...



Rafaela Valverde

quarta-feira, 13 de abril de 2016

23/04 meu dia, meu níver!

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Meu aniversário é daqui há exatamente 10 dias, dia 23/04 dia de São Jorge que é Oxóssi no Candomblé, dia do nascimento de Shakespeare e dia mundial do livro e do direito do autor. A minha cara, né? Como eu poderia nascer em outra data? Impossível. Eu amo esse dia e não gostaria de ter nascido em nenhum outro.

Apesar de ser um dia de chuva. E assim o era no dia em que eu nasci, segundo conta minha vó. Um grande toró caiu sobre a nossa cidade. Amo chuva para não dizer o contrário. Mas ainda assim não queria ter nascido em outra data. Esse ano meu aniversário cai num feriadão o que desperta em mim muitas ideias para curtir o antes, o dia e o depois.

Farei 27 anos, mas me sinto mais jovem que isso. Me sinto com todo gás, apesar do sedentarismo. Comecei uma faculdade nova, tenho objetivos bem específicos dentro dessa nova área e a minha cabeça está cheia de planos, exatamente como há dez anos quando iria fazer 17. Fui ganhando experiência, melhorando como pessoa e ainda continuam me dando 22, 23 e acreditem já me deram 20! Hehehe estou bem. Enfim, eu só queria fazer esse registro, eu adoro fazer aniversário, afinal é o meu dia. O único dia só meu no ano. Estou aceitando presentes como livros, tatuagens, T-shirts criativas, etc.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Platão, a poesia e a mimese

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Platão em suas ideias acreditava que textos literários como fábulas deveriam ser pré selecionados antes de serem ouvidos pelas crianças. Ele afirma ainda que características de deuses e heróis narradas nas histórias devem ser censuradas se mostrarem mentiras. Platão escreveu em seu livro A República que nao se deve contar ou retratar lutas e inimizades desses deuses e heróis com seus familiares.

As crianças não são capazes de distinguirem o alegórico do real e portanto as primeiras histórias ouvidas por elas devem ser as mais nobres possíveis. Daí entra um dos motivos da aversão de Platão à Homero  por exemplo, já que suas histórias contém elementos como esses rejeitados pelo filósofo.

As fábulas mais poéticas devem ser evitadas pelas crianças, pelas pessoas que buscam a liberdade e pelos guardiões da cidade, esses últimos por receio de que fiquem "moles" demais. Com isso é possível perceber instruções diversas contra as poesias e como devem ser as "verdadeiras" obras poéticas e sobre as que não podem ser contadas livremente. Devem ser selecionadas as melhores.

Mas o que seriam as melhores? Aquelas histórias que não tornem alguns muito sentimentais e nem tampouco outros muito frios e/ou violentos. Segundo Platão, a imitação (mimese) deve imitar para as crianças bons sentimentos para quem ouvir ou ler. Sentimentos baixos ou vícios não devem ser praticados.

Para Platão tudo era a representação  do real e em seu mundo das ideias não havia espaço para a poesia. Pelo menos não para esse tipo de poesia. O tipo de obra mimética que é totalmente recusada em alguns momentos pelo filósofo, por ser a "destruição da inteligência" e por mascarar possíveis entendimentos.

Através dessa obra, o leitor é enganado e se afasta da verdade três vezes, já que a poesia seria a representação da representação do real. Na poesia não há nenhum conhecimento, guerra ou boa administração que possam ser apreendidos. "Os poetas não atingem a verdade. Os poetas mentem." Mas ainda assim há o reconhecimento do encantamento que a poesia pode causar. Apesar de em nada contribuir para a administração da cidade.

O que pode ser compreendido portanto das ideias de Platão é que a poesia encanta e só. De resto não há mais nenhuma utilidade nela. Ele acreditava ainda que a poesia e seus autores deveriam estar mais concentrados na filosofia e em alguma utilidade prática na Politeia e não apenas na mimese, O papel social da poesia deveria ser educar e auxiliar na formação do pensamento crítico e não apenas imitar sentimentos e ideias por todo o tempo. Essa mimese realizada o tempo todo não traz reflexões, saberes filosóficas e discernimento por parte dos poetas.

Para Platão a boa mimese seria guiada pela filosofia e essa sim teria utilidade dentro da Politeia. Ela teria a reflexão em sua essência e assim as pessoas conseguiriam discernir o que é real. Por isso é possível concluir que Platão não rejeita totalmente a poesia mimética, ele a ama mas a critica ou critica mas a ama. Critica os exageros dos poetas e se preocupa com a ética e a política envolvidas na poesia, ou a falta delas, assim, ele se preocupa como já foi dito, com a educação de sua cidade.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Gênero Literário

Imagem: Google


Mais amplamente conhecido como "gêneros literários", é geralmente divido, desde a Antiguidade, em três grupos: narrativo ou épico, lírico e dramático. Essa divisão partiu dos filósofos da Grécia antiga, Platão e Aristóteles, quando iniciaram estudos para o questionamento daquilo que se representaria o literário e como essa essa representação seria produzida. Essas três classificações básicas fixadas pela tradição englobam inúmeras categorias menores, comumente denominadas subgêneros.



Você sabia?

O gênero lírico se faz, na maioria das vezes, em versos e explora a musicalidade das palavras. Entretanto, os outros dois gêneros - o narrativo e o dramático - também podem ser escritos dessa forma, embora modernamente prefira- se a prosa. Todas as modalidades literárias são influenciadas pelas personagens, pelo espaço e pelo tempo. Todos os gêneros podem ser não - ficcionais ou ficcionais. Os não ficcionais baseiam- se na realidade, e os ficcionais  inventam um mundo, onde  os acontecimentos ocorrem coerentemente com o que se passa na enredo da história.



Fonte: Palavras cruzadas




Rafaela Valverde

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Literatura

Gente eu comprei uma dessas palavras cruzadas e me surpreendi quando vi nela uma série de textos sobre literatura. São textos simples e de fácil entendimento, que eu vou divulgar aqui sempre que puder. Então sempre vou colocar como fonte, 'Palavras Cruzadas' aí vocês já vão saber, tá? Os textos não são meus, ok?

LITERATURA

Pode ser definida como a arte de  criar e recriar textos, de compor ou estudar escritos artísticos; o exercício da eloquência e da poesia; o conjunto de produções literárias de um país ou de uma época; a carreira das letras. A palavra Literatura vem do latim "litteris" que significa "Letras", e possivelmente uma tradução do grego "grammatikee".

CURIOSIDADE

Em latim, literatura significa uma instrução ou um conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, e se relaciona com as artes da gramática, da retórica e da poética. Por extensão, se refere especificamente à arte ou ofício de escrever de forma  artística. O termo literatura também é usado como referência a um corpo ou a um conjunto escolhido de textos como, por exemplo, a literatura médica, a literatura inglesa, literatura portuguesa, literatura japonesa, etc.



Rafaela Valverde

sábado, 5 de setembro de 2015

Os cem anos da Avenida Sete de Setembro - Exposição Caixa Cultural

Hoje eu tive uma tarde ótima. Eu fui conhecer a Exposição dos 100 anos da Avenida Sete de Setembro aqui no centro de Salvador. A exposição está na Caixa Cultural na Rua Carlos Gomes e a avenida completa na segunda feira dia 07/09, exatos cem anos. 

Foto: Rafaela Valverde (Únicos registros fotográficos da inauguração)

Então, o governador da época JJ Seabra foi criticado, inclusive pelo Jornal A Tarde pela suntuosa avenida que se exibia no Centro de Salvador e que deu ares parisienses à nossa cidade, inaugurou sua avenida que abrigou três residências de governadores. Inclusive um dos prédios onde hoje abriga o Sebrae na Carlos Gomes,
Desenho da Praça Castro Alves onde hoje é o monumento do poeta

Esse desenho me impressionou bastante por que descobri que havia um chafariz, onde hoje é a estátua do poeta.


A rua Carlos Gomes deveria ser a Avenida Dois de Julho para homenagear as duas datas

Daí já é possível visualizar um pouco do que a região é hoje com o edifício Sulacap, hoje prédio comercial, no passado era um hotel.

E olha ele aí de novo, o Sulacap em três momentos diferentes



Rafaela Valverde

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Livro O doce Veneno do escorpião - Bruna Surfistinha

Foto: Google
O primeiro livro lido em 2015 é um dos livros em PDF que tenho em meu tablet. O doce veneno do escorpião da ex garota de programa famosa Raquel Pacheco mais conhecida como Bruna Surfistinha. O livro como a própria Raquel contou em uma entrevista que ouvi, foi escrito em forma de roteiro, para a construção de um filme, o que realmente aconteceu.

Ela vai narrando a sua vida, desde a infância em quadros que vão se intercalando com as histórias dos programas. E olhe que são muitas histórias, com muitos detalhes picantes. Raquel conta ainda o fato de ter sido a caçula adotada de uma família de classe média alta. Ela estudou em excelentes escolas e teve todas as oportunidades, mas mesmo assim foi pega pela depressão e roubava. Roubava em casa e roubava na rua. Quase foi parar na FEBEM por causa disso e segundo suas próprias palavras se drogava desde a adolescência.

Era uma garota problema segundo a mesma. Ela se achava feia e queria se auto - afirmar como todo adolescente. Para isso faz sexo em baladas e beija qualquer um. Um belo dia sem ao menos dar tchau, Bruna ou Raquel pôs a mochila da escola nas costas e com pouca roupa saiu de casa aos dezessete anos. Abandonando o luxo e as grufes, mas também abandonando os anti- depressivos. Saiu para nunca mais voltar e foi parar em uma dessas casas de programa.

A vida fácil de que tanto falam não é tão fácil assim, conclui Bruna. E ela passou por vários perrengues, inclusive com as drogas e uma overdose de cocaína que a deixou no hospital. Após esse episódio, Bruna deixou as drogas e passou a refletir sobre a sua vida. Ganhou o apelido de surfistinha de um dos clientes, passou a atender em um flat, criou um blog, ficou famosa e decidiu que com cinco programas diários de segunda a sexta, juntaria grana suficiente para deixar de fazer programa.

Hoje ela não faz mais. Pretende estudar psicologia. Não fala com os pais desde que saiu de casa, mas sabe que o que fez foi mais que necessário para a conquista da sua liberdade e independência e o fim dos anti depressivos.É um livro bem escrito e provoca curiosidade. Traz detalhes bem picantes do dia a dia de uma garota de programa.


Recomendo.



Rafaela Valverde

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Freud - o pai da psicanálise, 75 anos de sua morte.

Foto: Google
Há 75 anos morria o Pai da Psicanálise Sigmund Freud em 23 de setembro de 1939 em Londres. O austríaco que utilizou a hipnose no para o tratamento inicial de histerias e neuroses e foi o precursor junto com Charcot e Breuer do tratamento psicológico para essas doenças, morreu com uma dose de morfina aplicada por sua filha Anna, solicitada pelo próprio.

Descobriu que a causa para a hipnose era psicológica e não orgânica como se acreditava na época e a hipnose veio inicialmente como única forma de acessar a mente do paciente que estava sendo tratado, antes com tratamentos orgânicos e pouco ortodoxos, digamos assim. 

Criou  o conceito de inconsciente e trouxe a psicanálise como tratamento, onde era possível tratar o paciente conversando. Freud acreditava que o desejo sexual era o que impulsionava e motivava a vida humana, a libido como ele denominou estava fortemente ligada a essas doenças e também à cura delas. 

Após um tempo, Freud deixou a hipnose de lado e passou a se dedicar mais a psicanálise, seu novo método do diálogo com o paciente, onde utilizava a Associação Livre e a Interpretação dos Sonhos como um dos recursos de cura e análise do paciente e para ter acesso ao inconsciente. 

Sua obra como um todo, trouxe um grande conhecimento para a humanidade e assim uma nova compreensão do homem, como um animal, com razão, porém fortemente influenciado por seus desejos, impulsos e sentimentos íntimos e internos do inconsciente, que entram constantemente em contradição com a vida social que o novo homem era obrigado a levar.



Rafaela Valverde

domingo, 10 de agosto de 2014

Hidratação de Maizena

Foto: Google
Estou sem internet, por culpa da Oi, a operadora que eu uso e que é a única que é pega aqui no meu bairro. Por isso estou tanto tempo sem postar. Se conseguir essa semana, postarei em outro computador. Mas hoje quero falar rapidinho de algo que fiz no meu cabelo essa semana. Já tinha ouvido falar antes, mas essa semana resolvi experimentar. 

É  a hidratação de maizena. Eu fiz da seguinte forma: fiz um creme, com a maizena, como se fosse um mingau, porém com água ao invés do leite, depois apliquei duas colheres de um creme de hidratação que eu já tinha em casa e uma colher de azeite de oliva extra virgem. Misturei bem, lavei o cabelo e depois apliquei a mistura nas pontas do cabelo, massageando bem. 

Após o desembarace, coloquei um plástico na cabeça e fiquei com ela cerca de quarenta minutos, depois enxaguei bem. Na hora da aplicação, já senti a maciez do cabelo e a sedosidade. E depois na hora da fitagem, a coisa melhorou ainda mais. Os cachos ficam definidos, muito definidos, o cabelo fica gostoso de pegar, muito macio, o frizz diminui consideravelmente, pelo menos nos dois primeiros dias eu fiquei com o cabelo lindo. Diferente de todo o resultado que já obtive com qualquer outra hidratação.

É ótima, eu gostei muito e recomendo.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Livro Doidas e santas - Martha Medeiros

Foto: Google
Esse livro é bem interessante. Lúcido, leve e bem escrito, traz crônicas de Martha Medeiros que foram publicadas nos jornais Zero hora e Folha de São Paulo entre os anos de 2005 e 2008. Martha discute em seus belos textos diversos assuntos, entre eles, livros músicas, filmes, atualidades, mídia e política. Além disso com uma boa dose de humor, ela fala sobre relacionamentos interpessoais, amorosos, atitudes femininas e a falta delas.

São crônicas rápidas e divertidas. Crônicas que homenageiam os pais e as mães em seus respectivos dias e ainda crônicas que enaltecem a beleza da vida. A vida que vale a pena ser vivida apesar de tudo. Eu recomendo a leitura de Doidas e Santas. Para quem é doida, para quem é santa e para quem tem um pouco das duas, afinal todas nós somos um pouco de cada uma.


Rafaela Valverde


terça-feira, 22 de julho de 2014

Poliamor - Documentário




Olha o que eu descobri no Youtube. Se quiser, se se interessar pelo assunto, veja.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cena inusitada

Foto: Google
Essa semana estava no supermercado fazendo minhas compras da semana. Estava um pouco impaciente como sempre e andava muito rápido pelos corredores, pegando os produtos sem dar muita atenção ao que estava fazendo e às vezes até mesmo sem olhar os preços.

De repente em um dos corredores, vi uma mulher loira com o cabelo preso em coque no alto da cabeça. Ela parecia bem tranquila e olhava atentamente cada produto que pegava antes de colocar no carrinho. Parecia estar analisando os produtos, pois dava um passo para trás olhando a disposição dos produtos em cada prateleira. Observava bem o produto escolhido antes de pôr no carro. Ela parecia não estar com nenhuma pressa e me perguntei como aquilo era possível.

Imaginei que ela estava bem preocupada com o preço ou alguma informação nutricional que porventura viesse a ter na embalagem. Esqueci minhas compras e passei a acompanhar obsessivamente a mulher por todos os corredores do supermercado. Ela fazia sua observação minuciosa com todos os produtos que tocava. 

Eu que já não prestava atenção no que fazia, pegava produtos aleatoriamente e jogava no carrinho de forma distraída. Continuei observando-a até chegar no caixa. Quando lá estava, percebi que ela falava ao celular impaciente. Gesticulava e tinha uma ruga de preocupação na testa.

Pela primeira vez, vi ela perder seu olhar tranquilo. Fui para o caixa ao lado para ver se conseguia ouvir algum pedaço do diálogo. Ouvi apenas que ela estava levando sim os produtos com embalagens coloridas e bonitas e "você não precisa se preocupar".

Entendi que a pessoa do outro lado da linha queria os produtos bonitos, coloridos, com embalagens chamativas. Fiquei um pouco surpresa  ao saber isso e saber que não era o preço e nem os valores nutricionais que importava e sim as cores e a beleza dos produtos. Vai ver era alguma criança, vai saber. Baixei a cabeça e voltei com meu carrinho para terminar minhas compras.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Livro A cama na varanda - Regina Navarro Lins

Foto: Google

Terminei de ler o livro A cama na varanda da psicologa Regina Navarro Lins. Li no meu tablet, por isso agora leio mais rápido. Na verdade agora praticamente sou obrigada a ler dois livros ao mesmo tempo. Pois lá no trabalho eu posso ler (Aê!) Porém só posso ler livros físicos. Não posso ler no tablet lá. Então como tenho muitos livros em PDF na fila, vou lendo em casa e em outros lugares, os livros on line e lá no trabalho leio um livro físico.

O livro de Regina é muito elucidativo.Traz um panorama histórico para todos os seus temas. Ela mostra como eram as relações entre homens e mulheres desde os primórdios da humanidade. A mulher era sagrada, era considerada representação das deusas, pois era capaz de gerar filhos. Um belo dia porém, o homem descobriu a sua responsabilidade da geração dos filhos e aí acabou a "vida boa" da mulher.

Aí veio o patriarcado, o casamento sem  e com amor, respectivamente, o amor romântico e seus mitos. O amor romântico é típico dos ocidentais. Ela ainda fala sobre ciúme, casamento, monogamia, sexo, poliamor, homossexualidade. Regina desmistifica conceitos que são hoje para a gente novos, mas que algumas pessoas já são adeptas  e felizes do jeito que vivem. Ela conta como era a valorização da virgindade e como não era possível fazer sexo antes de casar. Por conta disso havia grandes, famosos e valorizados prostíbulos.

Hoje esses conceitos caíram por terra e ninguém, ou quase ninguém casa virgem, o divórcio é algo comum e até normal. Então por que podemos achar algo como o poliamor anormal? Cuidado, pois isso pode se tornar comum daqui a cinquenta anos ou menos. Concordo com tudo que ela diz em relação ao ciúme, em relação à monogamia e ao poliamor.

A monogamia é imposta culturalmente, a gente insiste em segui-la a ferro e fogo e passamos a observar torrentes de relacionamentos infelizes. Pura e simplesmente por causa da obrigatoriedade de ser "fiel". Não gosto de usar essa palavra, fiel. E nem a palavra traição. Tenho horror a tudo isso, tenho horror ao ciúme. Em relação ao poliamor, Regina cita exemplos  de pessoas que assim vivem e que são felizes.

Se podemos amar vários filhos, vários amigos,vários animais, etc, então por que  amarmos somente um alguém? São coisas para refletir. Gostei bastante do livro que além de história, traz casos reais de pessoas que chegam em seu consultório diariamente. Até sobre sex shop e swing o livro fala. Eu gostei muito. É importante, refletir, pensar, analisar e ver qual a melhor forma viver feliz. Vamos colocar a cama na varanda e discutir assuntos que há muito já deviam ter deixado de ser tabu.


Rafaela Valverde
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