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terça-feira, 17 de julho de 2018

Pela Hora da Morte

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Um dia estamos vivos
No outro não se sabe
É difícil prever
E viver antes que tudo acabe

De repente a morte nos alcança
Nos traz quem sabe a bonança
E num dia de sol
O ar deixa de entrar nos pulmões

A vida paralisa
E se esvazia no oco de um estampido
Penso cá com meus botões
Se não pode ser menos sofrido

Esse lance de viver de repente
E esperar pela morte
Mas a espera é latente
Fingimos vida

Enquanto ela durar
E num golpe de sorte
Longa e bonita será
Ninguém pensa nessa ideia descabida

De sair e não voltar
Ora essa, eu vivo porque a morte existe
Só não sei quando ela vem
E já aparece nos deixando tristes

Todo mundo sabe
Que a morte impulsiona a vida
A vontade da existência arde
E tudo queremos ver

O mais intensamente porssível
Se encontra a substância
Que em um dia icógnito
Será só uma lembrança

Digna de glória é a vida
Saber vivê-la é difícil
Desperdiçamos muitas coisas
Deixamos a cargo do invisível

E nesses devaneios
Vou deixando a reflexão
Somos tão inteiros
E ao mesmo tempo imcompletos

Precisamos inundar nossos pulmões de ar
Não deixamos nosso sangue escapar 
Lutamos ferozmente pela presença de sopro diário
E a cada manhã seguimos num embate mais que necessário




Rafaela Valverde

domingo, 8 de julho de 2018

Te tendo

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Sua santidade é tão infinita
E eu sei que não consigo imitar
Nunca serei igual a ti
A tua face é bonita
Não paro de te amar
Jamais me deixa cair
Quero te ver
Porque sentir já sinto
Contigo pra sempre quero viver
Tão forte sua presença
Não posso deixar de crer
De ti estou faminta
Mais e mais vou te conhecer
Chegou e ainda pediu licença
Educado, grandioso
Me dá o maior amor que já tive
Tu és glorioso!
Sereno e cheio de vida
Você vive!
Não importa que duvidem
Eu sei que aí estás
À destra do pai
Um dia voltarás
Antes estava estava no time dos que não criam
Mas da escravidão me apartais
E hoje livre estou
Me juntava aos que não te viam
Mas me dei conta que sempre me amou
E naquele dia
Me encheu de plenitude
E amor
E aí mudei minha atitude
E quis te ter
E assim sigo eu: te tendo!




Rafaela Valverde

segunda-feira, 2 de julho de 2018

E o nosso tempo?

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Algumas coisas têm me influenciado ao longo desses dias para vir escrever este texto agora, é verdade. Lógico, não se constrói saberes sozinho. Pois bem, sempre leio blogs, livros, vejo vídeos no Youtube e principalmente leio a bíblia. E através disso tudo construo minhas próprias ideias. Vi esse vídeo (Vídeo Por que você acordou hoje?) agora a pouco de Luca Martini, se não conhece vá conhecê-lo. E até compartilhei no Facebook. Esse vídeo me fez pensar em algumas coisas que já vinha pensando. Aliado a isso fiz um devocional através do livro Bom dia de Max Lucado que dizia Encha seu dia de Deus. O texto trazia o seguinte versículo: Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e misericordioso muito paciente, rico em amor e em fidelidade. Salmos 86,15. Então, o que eu quero dizer é que Ele é o único que não nos abandona. Quantas vezes perdemos tempo fazendo coisas idiotas e sem sentido? Perdemos tempo em redes sociais (eu já fiz e ainda faço muito isso) e esquecemos de observar as pequenas coisas do dia que podem ser sinais de Deus e Seu amor por nós. No entanto, Ele é paciente e misericordioso para esperar por nós. Quando é dito para encher seu dia de Deus, não significa que tem que ficar orando e lendo a bíblia o dia todo, até porque a gente precisa trabalhar, estudar, etc. Isso é dito, a meu ver, sobre relacionamento, comunhão, parceria e submissão à sua vontade. Porém para que saibamos e consigamos ouvi- Lo se faz necessário nos calarmos, fazer silêncio, deixar o celular um pouco de lado, parar de tagarelar. Simples assim. Simplesmente observar um pássaro ou uma borboleta passeando e quicando em nossa frente pode ser Deus se aproximando da gente. Sentir o vento no rosto, ver o mar ora revolto, ora calmo; tomar banho de chuva ou sentir o sol queimando nossa pele. Esses são os sinais diários  de Deus. Deus nos dá novas manhãs todos os dias para que estejamos próximos Dele, usufruindo da sua benignidade e amor absolutos. Muitas vezes damos mais importância a nossos afazeres que a Deus. Mas Ele não nos abandona. Mesmo a gente estando distraído. É isso. Estar em comunhão com o Pai e encher nosso dia e nossa vida Dele não significa ir à igreja quase todos os dias e nem a ler a bíblia de maneira descontextualizada e afastada Dele, como se fosse um documento formal e antigo e nada mais. O que temos feito para nos aproximarmos de Deus? Temos deixado coisas fúteis de lado? Coisas que nos fazem perder um tempo absurdo. Eu, por exemplo, vou contar um segredo: volta e meia fico sem redes sociais,ou Netflix ou qualquer outra coisa, passo dias sem postar ou assistir nada, em propósito com o Senhor, voltando a atenção para Ele. Me privando de tão pouco em relação ao que Ele faz por mim. É isso que queria dizer. 





Rafaela Valverde

sábado, 30 de junho de 2018

Manifesto de abertura: Literatura Marginal/ Terrorismo Literário (escrito por Ferréz)

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Fica aí a mensagem. Entendedores entenderão!


A capoeira não vem mais, agora reagimos com a palavra, porque pouca coisa mudou, principalmente para nós.
Não somos movimento, não somos os novos, não somos nada, nem pobres, porque pobre segundo os poetas da rua, é quem não tem as coisas.
Cala a boca, negro e pobre aqui não tem vez! Cala a boca!
Cala a boca uma porra, agora agente fala, agora agente canta, e na moral agora agente escreve.
Quem inventou o barato não separou entre literatura boa/feita com caneta de ouro e literatura ruim/escrita com carvão, a regra é só uma, mostrar as caras. Não somos o retrato, pelo contrário, mudamos o foco e tiramos nós mesmos a nossa foto.
A própria linguagem margeando e não os da margem, marginalizando e não us marginalizados, rocha na areia do capitalismo.
O sonho não é seguir o padrão, Não é ser o empregado que virou o patrão, não isso não, aqui ninguém quer humilhar, pagar migalhas nem pensar, nós sabemos a dor por recebe-las.
Somos o contra sua opinião, não viveremos ou morreremos se não tivermos o selo da aceitação, na verdade tudo vai continuar, muitos querendo ou não.
Um dia a chama capitalista fez mal a nossos avós, agora faz mal a nossos pais e no futuro vai fazer a nossos filhos, o ideal é mudar a fita, quebrar o ciclo da mentira dos “direitos iguais”, da farsa dos “todos são livres” agente sabe que não é assim, vivemos isso nas ruas, sob os olhares dos novos capitães do mato, policiais que são pagos para nos lembrar que somos classificados por três letras classes: C,D,E.
Literatura de rua com sentido sim, com um principio sim, e com um ideal sim, trazer melhoras para o povo que constrói esse pais mas não recebe sua parte.
O jogo é objetivo, compre, ostente, e tenha minutos de felicidade, seja igual ao melhor, use o que ele usa.
Mas nós não precisamos disso, isso traz morte, dor, cadeia, mães sem filhos, lágrimas demais no rio de sangue da periferia.
Somos mais, somos aquele que faz a cultura, falem que não somos marginais, nos tirem o pouco que sobrou, até o nome, já não escolhemos o sobrenome, deixamos para os donos da casa grande escolher por nós, deixamos eles marcarem nossas peles, porque teríamos espaço para um movimento literário? Sabe duma coisa, o mais louco é que não precisamos de sua legitimação, porque não batemos na porta para alguém abrir, nós arrombamos a porta e entramos.
Sua negação não é novidade, você não entendeu? Não é o quanto vendemos, é o que falamos, não é por onde nem como publicamos, é que sobrevivemos.
Estamos na rua loco, estamos na favela, no campo, no bar, nos viadutos, e somos marginais mas antes somos literatura, e isso vocês podem negar, podem fechar os olhos, virarem as costas, mas como já disse, continuaremos aqui, assim como o muro social invisível que divide esse pais.
O significado do que colocamos em suas mãos hoje, é nada mais do que a realização de um sonho que infelizmente não foi visto por centenas de escritores marginalizados desse país.
Ao contrário do bandeirante que avançou com as mãos sujas de sangue nosso território, e arrancou a fé verdadeira, doutrinando nossos antepassados índios, ao contrário dos senhores das casas grandes que escravizaram nossos irmãos africanos e tentaram dominar e apagar toda a cultura de um povo massacrado mas não derrotado.
Uma coisa é certa, queimaram nossos documentos, mentiram sobre nossa história, mataram nossos antepassados.
Outra coisa também é certa, mentirão no futuro, esconderão e queimarão tudo que prove que um dia a classe menos beneficiada com o dinheiro fez arte.
Jogando contra a massificação que domina e aliena cada vez mais os assim chamados por eles de “excluídos sociais” e para nos certificar que o povo da periferia/favela/gueto tenha sua colocação na história, e que não fique mais 500 anos jogado no limbo cultural de um país que tem nojo de sua própria cultura, a literatura marginal se faz presente para representar a cultura de um povo, composto de minorias, mas em seu todo uma maioria.
E temos muito a proteger e a mostrar, temos nosso próprio vocabulário que é muito precioso, principalmente num país colonizado até os dias de hoje, onde a maioria não tem representatividade cultural e social, na real negô o povo num tem nem o básico pra comer, e mesmo assim meu tio, agente faz por onde ter us barato para agüentar mais um dia.
Mas estamos na área, e já somos vários, estamos lutando pelo espaço para que no futuro, os autores do gueto sejam também lembrados e eternizados, mostramos a várias faces da caneta que se faz presente na favela, e pra representar o grito do verdadeiro povo brasileiro, nada mais que os autenticos, e como a pergunta do menino numa certa palestra.
- como é essa literatura marginal publicada em livros.
Ela é honrada, ela é autentica e nem por morarmos perto do lixo, fazemos parte dele, merecemos o melhor, pois já sofremos demais.
O mimiógrafo foi útil, mas a guerra é maior agora, os grandes meios de comunicação estão ai, com mais de 50% de anunciantes por edição, bancando a ilusão que você terá que ter em sua mente.
A maior satisfação está em agredir os inimigos novamente, e em trazer o sorriso na boca da Dona Maria quando ver o livro que o filho trouxe para casa.
Vindo com muita mais gente e com grande prazer de apresentar novos talentos da escrita periférica.
Prus aliados o banquete está servido, pode degustar, porque esse tipo de literatura viveu muito na rua e por fim está aqui no livro.
Depois do lançamento dos três atos que fizemos juntamente com a revista Caros Amigos, edições especiais chamadas Caros amigos/literatura marginal ao qual a Casa Amarela desde o principio acreditou e apoiou, a forma agora chega em livro.
Mas como sempre todos falam tudo e não dizem nada, vamos dar uma explicada: A revista é feita para e por pessoas que foram postas a margem da sociedade.
Ganhamos até prêmios, como o da A.P.C.A.(Academia Paulista de Críticos de Arte) melhor projeto especial do ano.
Muitas são as perguntas, e pouco o espaço para respostas, um exemplo para se guardar é o de Kafka, a crítica convencionou que aquela era uma literatura menor. Ou seja, literatura feita pela minoria dos judeus em Praga, numa língua maior o Alemão.
A Literatura Marginal sempre é bom frisar é uma literatura feita por minorias, sejam elas raciais ou sócio-econômicas. Literatura feita a margem dos núcleos centrais do saber e da grande cultura nacional, ou seja os de grande poder aquisitivo. Mas alguns dizem que sua principal característica é a linguagem, é o jeito que falamos, que contamos a história, bom isso fica para os estudiosos, o que agente faz é tentar explicar, mas agente fica na tentativa, pois aqui não reina nem o começo da verdade absoluta.
Hoje não somos uma literatura menor, nem nos deixemos taxar assim, somos uma literatura maior, feita por maiorias, numa linguagem maior, pois temos as raízes e as mantemos.
Não vou apresentar os convidados um a um porque eles falarão por sim mesmos, é ler e verificar, só sei que com muitos deles eu tenho lindas histórias, várias caminhadas tentando fazer uma única coisa, o povo ler.
Cansei de ouvir.
- mas o que cês tão fazendo é separar a literatura, a do gueto e a do centro.
E nunca cansarei de responder.
- o barato já tá separado a muito tempo, só que do lado de cá ninguém deu um gritão, ninguém chegou com a nossa parte, foi feito todo um mundo de teses e de estudos do lado de lá, e do cá mal terminamos o ensino dito básico.
Sabe o que é mais louco, nesse pais você tem que sofrer boicote de tudo que é lado, mas nunca pode fazer o seu, o seu é errado, por mais que você tenha sofrido você tem que fazer por todos, principalmente pela classe que quase conseguiu te matar, fazendo você nascer na favela e te dando a miséria como herança.
Afinal um dia o povo ia ter que se valorizar, então é nóis nas linhas da cultura, chegando de vagar, sem querer agredir ninguém, mas também não aceitando desaforo nem compactuando com hipocrisia alheia, bom vamos deixar de ladainha e na bola de meia tocar o barco.
Boa leitura, e muita paz se você merece-la, se não bem vindo a guerra.

Agradecimentos a:
Sérgio de Souza
Marina Amaral
Wagner Nabuco
Guilheme Azevedo,
Garrett,
R.O.D.
Bolha.
E a todos os parceiros que tem acompanhado o L.M. e o Movimento 1DASUL, tamos de pé graças a vocês.

Ferréz


E como já é de praxe, aqui vai um recado pro sistema.

“ Evitem certos tipos, certos ambientes. Evitem a fala do povo, que vocês nem sabem onde mora e como. Não reportem povo, que ele fede. Não contem ruas, vidas, paixões violentas. Não se metam com o restolho que vocês não vêem humanidade ali. Que vocês não percebem vida ali. E vocês não sabem escrever essas coisas. Não podem sentir certas emoções, como o ouvido humano não percebe ultra-sons.”

João Antônio, trecho do livro Abraçado ao meu rancor.


Extraído de: http://editoraliteraturamarginal.blogspot.com/2006/10/literatura-marginal.html




Rafaela Valverde

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Escola ultrapassada

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A educação  como está organizada hoje é a mesma que foi organizada há séculos. E a maior representante disso é a escola. A escola está velha. Não se aprende mais com a escola do jeito que é. Hoje as pessoas precisam de novos conhecimentos, novos formatos, novas estruturas e não somente do mais do mesmo. Pode até ter um pouco de mais do mesmo, mais é mais do mesmo demais e ninguém aprende nada, só conteúdos para passar no vestibular - ou memoriza - e olhe lá.

Há muitos e muitos anos a estrutura dos currículos escolares é a mesma. Só aprendemos conteúdos, repetições e mantras, sem pensar, sem raciocinar, sem criticar. Sim, nas escolas particulares também. Vejo algumas escolas particulares como fábricas de "passantes" no vestibular e nada mais.  Os outdoors espalhados pela cidade com "fulaninho aprovado em medicina na Ufba", "cicraninho aprovado em primeiro lugar sei lá onde..." estão aí para comprovar isso.

A estrutura e a forma como a escola funciona data do tempo dos nossos avós. Meus avós estudaram assim: fileiras, ordem alfabética, silêncio absoluto na sala, memorização, o professor lá na frente sendo o centro do saber e todos os bláblablás que conhecemos. O foco ainda está no que o professor sabe e em como ele vai transmitir para seus alunos - que são como o nome já diz a-lunos - sem luz. Tábulas rasas que precisam ser preenchidos com o saber do professor. O processo de ensino aprendizagem não é considerado e sim a passação de conteúdos meramente ilustrativos, distantes do cotidiano dos estudantes e pouco interessantes.

O que o aluno já sabe e pode vir a contribuir não é importante e não pode ser considerado. Esse aluno não é protagonista do seu próprio conhecimento, ele não desperta para determinado saber, através da mediação do professor. Não na escola que ainda temos hoje. Nessa escola, o aluno se cala, senta ereto, sem se mexer ou olhar para trás e ouve. E escreve. Coisas fragmentadas, descontextualizadas e que na maioria dos casos ele não sabe para que serve.

O sistema não permite. A burocracia não permite. Há muitos entraves para que a escola melhore, cresça, evolua e assim ela segue, com preguiça de sair da zona de conforto e se transformar. Mas também quem está no poder não tem nenhum interesse que a escola mude e vire um ambiente de formação crítica. Ainda temos uma educação e escolas tecnicistas, idiotizantes, desinteressantes e incapacitantes no sentido  de fazer os meninos acharem que o problema está neles, que eles não conseguem aprender e que são burros, essas coisas que sempre escutamos.

O que eu penso é que algo tem que mudar. Do jeito que está não está satisfatória. Então seria interessante mudar, não? Acredito que a responsabilidade também não pode estar sempre na mão dos professores. Existe algo maior, como eu já disse acima, o sistema, o poder. Não há interesse em mudar nada na escola no que se refere a isso, por parte do MEC por exemplo. O que vemos são um bando de reformas remendando o que já está esfarrapada há muitos anos.

Acredito que é daí que vem a mudança, mas não a partir deles e sim de nós que estamos aqui embaixo, lutando pela educação. Nenhuma luta que gerou mudanças ocorreu de cima para baixo e sim ao contrário. Por que não trazer elementos sociais, coisas que estão acontecendo nas comunidades em que eles estão inseridos para iniciar as aulas? Por que não conversar, saber dos meninos o que eles fazem quando estão fora da escola? Por que não deixar que eles sentem à vontade e conversem troquem questões entre si? Por que não aproveitar a conversa deles para iniciar a aula? Por que ficar somente dentro da sala de aula? Por quê? São tantos porquês. Não tenho resposta para eles todos, mas teremos que caminhar e trabalhar para termos. Por uma escola mais crítica! Por uma educação que faça pensar e realmente seja transformadora!



Rafaela Valverde


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Livro A Vida de Nosso Senhor

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Ontem terminei de ler um surpreendente livro de Charles Dickens : A Vida de Nosso Senhor. Surpreendente porque não fazia ideia que existia. Comprei o livro por 10,00 em uma feirinha de livros em um shopping da cidade. Pois bem, Charles escreveu  ou reescreveu uma história resumida da vida de Jesus Cristo, totalmente baseada na bíblia. Com essa história ele queria ensinar essa história a seus filhos quando ainda eram crianças. Nunca quis publicar e só depois de muitos anos de sua morte, seus descendentes resolveram publicar. A edição que comprei é da editora Martins Fontes.

O livro foi escrito entre 1846 e 1849 e é baseado no evangelho de São Lucas, conforme informação da orelha do livro. O manuscrito ficou na família guardado como tesouro na família Dickens por  oitenta e cinco anos, sendo passado de mão em mão. Porém não poderia ser publicado enquanto algum filho do autor estivesse vivo. No ano de 1933 o último filho de Dickens morreu deixando o manuscrito com sua esposa e filhos que decidiram publicar. A primeira edição foi ´publicada em 1934 em Londres e nos EUA e foi um dos livros mais vendidos daquele ano.

O livro é uma narrativa simples, com alguns milagres, parábolas e detalhes sobre a vida de Jesus. Destaquei alguns trechos no final e vou dividir um aqui com vocês:

"Cristandade é AGIR BEM, sempre, mesmo em relação a quem nos faz o mal. Cristandade é amar ao nosso próximo como a nós mesmos e fazer a todos os homens o que desejamos que eles façam conosco. Cristandade é ser amável, bondoso, desculpar e conservar essas qualidades serenamente em nossos corações e, sem vaidade, jamais vangloriar - nos delas, ou de nossas orações, ou de nosso amor a Deus, mas demonstrar sempre que O amamos na busca humilde de agirmos justamente, em todos os sentidos."

É isso!


Rafaela Valverde

sábado, 9 de junho de 2018

Livro Surpreendido pela Alegria - C.S. Lewis

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Terminei de ler recentemente o livro Surpreendido pela Alegria de C. S Lewis. O livro foi escrito em 1955. Lewis foi um professor da universidade de Oxford e autor de alguns livros infantis, inclusive os das Crônicas de Nárnia. Pois bem, o livro é tratado como autobiografia pelo próprio autor que conta sua vida desde a infância, a relação com a família, as escolas que estudou e sua relação com Deus e com a literatura.

Lewis era ateu, virou agnóstico e depois se converteu ao cristianismo e ele conta com detalhes essas experiências. Confesso que alguns detalhes demais. Não curto muito biografias, acho uma leitura um pouco maçante e esse então, foi bem cansativo, sobretudo pela época em que foi escrito. Mas lutei e conseguir ir até o fim. É uma leitura cansativa até no sentido de muitas informações. Muitos autores e livros são citados, além de pessoas da convivência do autor. Ainda assim gostei bastante da forma que ele escreve e tenho mais alguns livros dele aqui que com certeza lerei. C.S. Lewis faz algumas críticas e revelações sobre questões variadas e algumas coisas voltadas a Deus e a descoberta da sua elação com Ele me marcaram.

É um livro bastante interessante para conhecer o autor, ainda mais para quem nunca leu nada dele, como eu. A mudança brusca no que se refere ao cristianismo e a fé fez eu me identificar muito com ele e sua história de vida.


Rafaela Valverde




sábado, 5 de maio de 2018

Programa de Apoio a Aprendizagem da prefeitura de Salvador


Participo de um projeto da prefeitura de Salvador chamado PAAP. Programa de Apoio a Aprendizagem e atuo como estagiaria na Escola Municipal Dois de Julho aqui num bairro próximo do meu. Pois bem, dou apoio às professoras de português dessa escola em turmas de sexto ano em diversos momentos, sobretudo  em intervenções com os alunos que estão em dificuldade . 

Vocês não fazem ideia de como eu gosto de lá, das professoras, dos alunos e fui muito bem recebida desde o início. Ouço elogios, uma ideia minha para um projeto de literatura de cordel foi aceita e já estamos trabalhando nela. Participo das reuniões semanais de planejamento, já participei  de reunião de pais e já assumi a sala de aula em alguns momentos pontuais. É cansativo, mas gratificante. Como dizem por aí: "Trabalhe no que gosta e nunca terá que trabalhar um dia na vida."

Sempre gostei do ambiente escolar. Mesmo com as coisas que passei na escola, com bullying, etc., sempre foi um ambiente em que eu curtia estar e ainda hoje me pego pensando nisso, em como gosto de estar naquele ambiente. Os meninos me abraçam, me sinto acarinhada. É muito bom se sentir assim num ambiente de trabalho. Enfim, só queria compartilhar um pouco dessa minha nova experiência com vocês, meus leitores.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Encontro com Deus

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No dia 23/04 foi meu aniversário. Fiz 29 anos.Uma amiga que tenho desde os quinze anos, veio em minha casa. Não nos víamos há dois anos. Ela agora é evangélica e recebeu um chamado de Deus para vir me ver. E veio. A partir de coisas que ela me falou e a partir da sua felicidade e os milagres  que ocorreram em sua vida, eu quis também sentir essa alegria e ter esses milagres em minha vida também. Não sei exatamente quando, mas acho que na noite do mesmo dia, eu me abri e consegui essa ligação mais próxima com Deus. Sei que Ele já vinha trabalhando em algumas coisas em mim, antes mesmo disso. Ele já fala comigo algumas vezes, nas vezes em que eu me abria, sempre conseguia alguma resposta, porém ainda não havia sentido isso assim. Além disso, o trabalho de Deus já começara bem antes, já que coisas que eu gostava, eu simplesmente deixei de gostar e achava que era a idade, o cansaço ou sei lá o quê. Me sentia desanimada para festas, bebedeiras, etc. Era Deus trabalhando. Não que eu me sinta proibida de fazer o que quer que seja. Mas é que antes eu sentia uma grande necessidade dessas coisas, como se fossem me satisfazer e deixar feliz. Não acho que as coisas sejam assim, as pessoas que entendem errado e saem por aí criando religiões e doutrinas.

Mas não é sobre isso que quero falar aqui. Quero falar sobre meu encontro com Deus. A amizade e intimidade que estou desenvolvendo com Ele. Meu namoro acabou esse mês e é uma pessoa muito especial para mim e que eu amo muito. Eu não queria o fim, mas ele quis, então o que poderia fazer, né? Terminei outro namoro no ano passado por causa de mim mesma também. É sempre assim, meus erros, atitudes destemperadas, estúpidas e infantis me fazem perder pessoas. Ou seja, não mudei como achei que havia mudado. Meditando em Provérbios 21:19 que diz: "Melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda," eu percebi que estava sendo isso, exatamente os significados dessas duas palavras que nada mais é que briguenta, encrenqueira, que desperta e cultiva a ira. Pois bem, a partir daí e me dando conta disso, também através das palavras dessa minha amiga, percebi que já havia tentado muito mudar sozinha e não tinha conseguido. Então, eu preciso da ajuda de Deus para conseguir minha mudança. Esse foi um dos motivos que causou também minha aproximação. Mas preciso de uma transformação, preciso ser um vaso novo. Não aguento mais perder ninguém, nem sofrer porque perdi esse alguém. Já chega de tanto sofrimento!

Com isso, com esse sofrimento, eu me perguntava a Deus o porquê de tanto sofrimento. Me perguntava também o que mais eu precisava aprender e se precisava aprender não conseguia enxergar o que era. E assim eu fui me deitar, no dia do meu aniversário: fazendo essas perguntas. E eu recebi tanto amor. Senti um amor tão grande e já acordei diferente no dia seguinte. Um amor, uma paz, um preenchimento, uma plenitude... E ali entendi que era isso que precisava aprender, sentir, confirmar, sei lá... Percebi que era por isso que estava passando por algumas coisas, para aprender a me  aproximar de Deus, amá-lo e sentir seu amor. E de Jesus também. Jesus é lindo. Foi a representação humana do amor de Deus e tanto se sacrificou. Então, eu precisava pedir perdão e perdoar. E essa foi a primeira orientação que Deus me deu nesse contexto e eu perdi perdão a esse meu ex namorado que não gostaria que fosse ex, que fique claro. (Rsrs) Mas, hoje eu consigo aceitar as vontades e as ações de Deus. Não me sinto mais só, nem infeliz, nem na bad, nem com depressão e com vontade de morrer. Hoje só tenho vontade de viver, com Deus e com esse amor grandioso. Baixei um APP da bíblia no meu celular. E na quinta feira passada peguei um dinheiro e comprei uma bíblia. Estou lendo diariamente, meditando, orando e interpretando as palavras e histórias de Deus e de Jesus.

Quase ninguém sabe disso mas durante minha infância e adolescência eu frequentava uma igreja batista aqui do meu bairro junto com meus pais. Fui durante uns anos também para a Adventista aos sábados com minha vó. Era criança, imatura e não consegui ter esse contato de amor e intimidade com Deus. Eu ia porque meus pais iam. Depois passei a ir porque tinha funções e participava de um grupo de dança. Nem cheguei a me batizar na época e seguindo os exemplos de toda a minha família, deixei de ir nessa igreja. Me afastei de Deus durante anos. Até agora. Deus é maravilhoso demais e não quero mais me afastar Dele, independente de igreja e de religião, é perto Dele que eu quero estar, até porque não existe melhor lugar para ir que os braços de Deus.




Rafaela Valverde

sábado, 28 de abril de 2018

O Direito das Crianças – Ruth Rocha

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Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos têm de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir…

Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.




Rafaela Valverde

terça-feira, 24 de abril de 2018

Vídeo Cabra da Peste - Patativa do Assaré

Na escola em que estou estagiando vamos iniciar um projeto em Língua Portuguesa sobre a Literatura de Cordel e procurando alguns vídeos hoje de manhã, encontrei esse, entre outros, e fiquei encantada. Na verdade, achar vídeos na internet é bem mais fácil do que encontrar os textos de cordel ou poema de cordel em si. Há vários no Youtube para quem tiver interesse. Pesquisamos Bule-Bule e Patativa do Assaré principalmente. E é deste último esse texto que estou compartilhando com vocês. Espero que gostem. Viva a cultura do nosso Nordeste que é tão bonita, rica, mas pouco conhecida e valorizada.






Rafaela Valverde

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Morte Súbita - J.K. Rowling.

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Morte Súbita é um livro que exige paciência no início. Depois vai ganhando força  e se torna um grande livro, com grandes personagens e histórias. Falo de paciência porque achei o início da leitura bem chata, mas depois deslanchou. Se for um leitor sem paciência não segue a leitura. Mas eu segui e não me arrependi. Na verdade gostei muito. O livro lançado em 2012 foi o primeiro livro não infanto-juvenil de J.K. Rowling. 

A história se passa em um pequeno povoado chamado Pagford e seus moradores complexos e ao mesmo tempo tão simplificados. Personagens tão humanos que fogem do maniqueísmo habitual de histórias como essas. A morte súbita, título do livro é a de Barry Fairbrother, membro do conselho municipal. Estórias diversas são desencadeadas a partir da aneurisma rompida de Barry que causa sua morte.

A partir desse acontecimento, questões são mostradas, personagens bem feitos demonstram seus dramas mais profundos, preconceitos, defeitos, etc. Há uma violência nas entrelinhas ao longo de todo o livro que termina de maneira surpreendente, a meu ver.  Do meio para o final eu não queria mais soltar o livro e estou fascinada pelos personagens até hoje. Fiquei encantada com os bons personagens, bem construídos e completos. Além disso, a passagem de um trecho para outro do livro, foi escrito e era mostrado como cenas de filme. Me senti lendo um grande roteiro de cinema. Enfim, Morte Súbita  foi um livro que gostei muito. Recomendo, vale a pena. Tenham paciência.




Rafaela Valverde

domingo, 18 de março de 2018

EPITÁFIO PARA O SÉCULO XX – AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA

 Olha que poema atual. Escrito em 1997 podia ter sido escrito agora em 2018. Afonso sempre escreveu poemas com temáticas sociais, especialmente durante o período da ditadura. Gostei muito desse quando li.


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Afonso Romano de Sant'anna

1.
Aqui jaz um século
onde houve duas ou três guerras
mundiais e milhares
de outras pequenas
e igualmente bestiais.

2.
Aqui jaz um século
onde se acreditou
que estar à esquerda
ou à direita
eram questões centrais.

3.
Aqui jaz um século
que quase se esvaiu
na nuvem atômica.
Salvaram-no o acaso
e os pacifistas
com sua homeopática
atitude
-nux vômica.




Rafaela Valverde

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Mulher ao espelho - Cecília Meireles


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Hoje que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.

Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz.
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.

Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?

Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.

Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.

Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.





Rafaela Valverde

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Em 2018 dez anos do blog

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O ano está começando. Mais um ano. O ano em que o blog completa dez anos. Eu estou muito feliz por isso e por muitos outros motivos também. Eu nem acredito que já tenho todos esses anos escrevendo aqui. Agora, se eu for parar para analisar meus  textos de dez, nove anos atrás verei alguns desastres. 

Mas sei que é para isso que estamos aqui. Para melhorar, para evoluir. Para escrever é preciso ler e praticar. Não existe fórmula mágica, não é um dom sobrenatural. Qualquer pessoa pode escrever, basta praticar. Muita coisa mudou em minha vida ao longo desses anos. Estou mais velha, mais gorda, mais bonita, mais segura. Casei e descasei, já fiz milhares de coisas que queria, já realizei sonhos , viajei, li milhares de textos e livros ao longo desses anos...

Já estou no meu quarto curso superior, sem terminar nenhum, como vocês sabem. Já passei pela transição e hoje tenho cachos lindos que eu amo. Enfim, muitas, mas muitas mudanças mesmo. Já saí para morar em outro bairro e já voltei para o mesmo endereço de onde escrevi pela primeira vez no blog, em agosto de 2008. Eu tinha 19 anos, terminara o ensino médio no ano anterior e estava meio sem perspectiva do que fazer da vida, procurando trabalho e em um relacionamento com altos e baixos. Me sentia muito triste quando comecei a escrever, por motivos diversos, mas principalmente pelo fato de ficar em casa sem fazer nada. Essa foi uma das motivações da criação do blog, internet também era algo bastante novo em minha casa, eu só tinha computador e banda larga há mais ou menos um ano. O MSN ainda existia e não havia smartphone. Em um tempo relativamente curto, vivíamos em praticamente outro mundo. 

Enfim, assim seguiremos, mas esse ano. Tentarei escrever mais textos literários, poemas e contos. E também sinto falta de artigos de opinião e textos um pouco mais jornalísticos. Na medida do possível tentarei cobrir mais essas áreas, mas não garanto muito, já que tenho a faculdade e agora um emprego para  cuidar... Mas é isso, vamos que vamos 2018!




Rafaela Valverde

domingo, 31 de dezembro de 2017

Soneto futebolístico - Glauco Mattoso

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Machismo é futebol e amor aos pés.
São machos adorando pés de macho,
e nesse mundo mágico me acho
em meio aos fãs de algum camisa dez.

Invejo os massagistas dos Pelés
nos lúdicos momentos de relaxo,
servindo-lhes de chanca e de capacho,
levando a língua ali, do chão no rés.

É lógico que um cego como eu
não pode convocar o titular
dum time brasileiro ou europeu.

Contento-me em chupar o polegar
do pé de quem ainda não venceu
sequer a mais local preliminar.




Rafaela Valverde

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A bunda, que engraçada - Carlos Drummond de Andrade

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A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora — murmura a bunda — esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda
redunda.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Série The Bletchley Circle

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Terminei de ver recentemente a segunda temporada da série  The Bletchley Circle. É excelente e bastante curtinha. As duas temporadas contam apenas com sete episódios, mas já soube que não haverá renovação para uma terceira temporada. Tem na Netflix e vale a pena assistir, a meu ver. A série começa nos anos 1940 durante a segunda guerra mundial. Nesse momento quaro grande mulheres trabalham em Bletchley Park, a serviço do governo, descifrando códigos criptografados dos inimigos. 

Susan, Millie, Jean e Lucy  são mulheres diferentes, com personalidades marcantes e cada uma tem um  talento peculiar. Assim, nove anos depois, elas se reencontram, incentivadas por Susan que as reúnem,  para tentar desvendar um crime que ainda não tinha solução. Um assassino de mulheres estava à solta e precisava ser contido.

Susan é boa com códigos e equações matemáticas, Millie é a mais inteirada dos meandros sociais e conhece muita gente, além de falar várias línguas; Jean ainda trabalha em um órgão público e conhece bastante gente influente e Lucy tem memória fotográfica, sendo capaz de memorizar qualquer coisa em qualquer tempo.

Quatro amigas. Quatro mulheres fortes que precisam lidar com seu próprio dia a dia - Susan é casada e tem dois filhos; Lucy também é casada - e ainda enfrentar preconceitos por serem mulheres. Nesse período havia poucas coisas que mulheres podiam fazer a não ser casar e ter filhos e ser realmente bem sucedida. Mas elas enfrentam os obstáculos com bravura, provando que mulheres podem fazer qualquer coisa que quiserem. Mesmo não sendo tão ouvidas assim pela polícia, elas continuam a investigar o crime e seguem com seu propósito até o final.

É fantástica, recheada de suspense, mistério, cenas bem feitas e fortes, além das atuações bem s guras das personagens. Praticamente em todos os episódios, as aparições dessas quatro mulheres muito capazes e maravilhosas. Assim como todas nós, que podemos tudo, inclusive desvendar crimes! A segunda temporada achei mais chatinha, sei lá, mais parada. Susan, minha personagem preferida, meio que sai um pouco de cena dando lugar a outra personagem que agora não lembro o nome.

O plano de fundo da série com certeza é a situação em que vivia a mulher naquele momento da história da humanidade. Traz em detalhes e /ou referências diversas questões que estavam lá no século vinte, mas que ainda estão, até hoje no século XXI, infelizmente. Vão lá e assistam. Pode começar um pouco chatinha, mas deem uma chance porque vale a pena.



Rafaela Vaverde
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