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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O último encontro



Eu não costumava usar batom, nem colocar vestido, mas lembro bem que nesse dia pintei a boca de vermelho e coloquei um vestido azul estampado. O vestido que ele mais gostava porque dizia que me deixava mais feminina. Eu só me enfeitava daquele jeito boçal quando ia encontrá-lo. Acho tão ridículo isso de mulher ter que se emperequetar toda, enquanto homem mal faz a barba e passa perfume.

Naquele dia tudo estava diferente, o céu estava límpido, com um azul iluminado; os pássaros voavam alegremente. Tudo estava alegre. Se eu soubesse o que viria dali em diante, eu teria aproveitado mais aquele dia com ele.  Se eu soubesse que seria nosso último encontro, eu teria rido mais das piadas dele, mesmo sendo sem graça. Se eu soubesse que esse era nosso último encontro, teria beijado-lhe o pescoço como ele tanto gostava e se arrepiava.

Aquele fatídico dia me deixa nostálgica até hoje. Não sei porquê alguém não fica com outro alguém que ama. Ainda não entendo, cinco anos depois, como a vida pode ser tão injusta.

Lembro que tomamos vinho branco até eu altear de leve, comemos algum peixe chique e uma sobremesa maravilhosa. Sei também que ele devia ter economizado uma boa grana para pagar aquele jantar. Foi tudo tão gostoso, o clima do restaurante era mágico e estávamos em uma mesa à meia luz. Volta e meia ele pegava minha mão, me olhava com tanta ternura que eu só podia retribuir. Foi um encontro quase surreal. Por que eu não desconfiei que estava bom demais para ser verdade? Por que não passou pela minha cabeça que seria nosso último jantar?

Ele estava muito bonito naquela noite. O cabelo estava com aquele jeito almofadinha que eu não curtia muito, mas a roupa estava bonita, apesar de despretensiosa demais, se tratando dele. Provavelmente não quis parecer muito exibido. Ele adorava se arrumar, sempre vestia roubas bonitas e caras.

Seus olhos brilhavam e eu sorria o tempo todo. No final do jantar fomos para o meu apartamento. Era sempre lá. A casa dele tinha gente demais: mãe, irmãos, sobrinhos...

Estar em seus braços mais uma vez foi especial. Quem dera meu Deus se eu soubesse que seria a derradeira noite a sentir seu cheiro! Mas ainda o guardo em minha memória. Sempre vou guardar seu cheiro, sua voz...

Dois dias depois recebi a notícia que mudou a minha vida e tirou a maioria dos meus sorrisos. Ele havia sido atropelado, um acidente estúpido e rápido, que o tirou de mim. Se por um momento eu tivesse tido um lapso e soubesse que aquele dia seria o último que iria vê-lo, eu o teria amado mais, teria aproveitado mais sua presença, teria olhado mais para ele. Teria demonstrado mais o que sentia. Eu nunca falei que o amava. Que infelicidade, que desgosto! O que fica hoje é saudade, dor e um profundo arrependimento de não ter demonstrado o meu amor.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Odeio shopping!


Eu odeio shoppings. Aqueles corredores labirintosos intermináveis. Não sei quem inventou que shopping é coisa de mulher, ou que mulher adora ir ao shopping. Eu tenho mais o que fazer do que ficar andando para lá e para cá dentro de shopping. Dia desse me perdi naqueles corredores para depois descobrir que eu estava bem perto de onde queria ir e andando só fiz me afastar ao invés de chegar.

É claro que eu vou ao shopping. Eu não posso ser hipócrita e dizer que: "nossa, eu sou uma natureba reclusa que se recusa a ir ao shopping." Não, não é a  minha pretensão. E não, eu não sou natureba e nem reclusa. O que quero dizer é que eu e os shoppings não combinamos muito bem. As pessoas ultimamente parecem que andam em um transe, um tipo de "zumibilização" retardante e andam devagar. Muito devagar.  Especialmente dentro do shopping, até porque eles foram construídos para isso mesmo, para que as pessoas pudessem andar devagar e ver as vitrines. As pessoas desfilam, param bem no meio dos corredores e andam com a cabeça baixa enterrada no celular. É uma das coisas que mais me irritam em um shopping, especialmente em datas como a que se aproxima que é a época de final de ano.

Não vou negar que shopping é prático e razoavelmente seguro. Pelo menos comparado com as ruas é mais seguro. Mas  só vou fazer esse tour de mau gosto em casos de extrema necessidade. Pagar contas, sacar dinheiro, usar o banheiro, curtir o cinema ou praça de alimentação são coisas que geralmente eu faço em um shopping. Mas não muito, não sempre. Quase nunca aos domingos. Eu acho que só fui ao shopping aos domingos umas quatro vezes na vida. 

Eu não gosto de muita gente falando, andando e sorrindo ao mesmo tempo. Parece uma vila feliz.Vila dos mentirosos. Vila dos compradores. A vila que sustenta o capitalismo. óbvio que o capitalismo é o sistema em que todos nós vivemos e ao qual não estamos dispostos a abrir mão. Mas shopping é um dos seus símbolos e irritante. 

No shopping você pode ser observado e observar. No shopping você não está sozinho e ao mesmo tempo é tão solitário. No shopping é possível encontrar pessoas, falta de educação, ladrões (sim!), frustração por não conseguir comprar tudo o que se quer. Mas também no shopping é possível encontrar boa comida, confraternização, filmes e livros, conforto e banheiros limpos.

Mas ainda assim eu odeio shopping.


Rafaela Valverde

domingo, 23 de outubro de 2016

Desperdício no RU da UFBA


Observando os pratos recém utilizados no Restaurante Universitário da UFBA chamado carinhosamente de RU, eu percebo o quanto a gente desperdiça comida. É muita comida no lixo! Imagine que são servidas mil e duzentas refeições nos dois horários desse RU. No almoço e no jantar. E a maioria, ou uma boa parte dessas pessoas que são servidas, joguem restos fora. Pequenas porções que não seriam bem vindas no estômago, que encheriam demais a barriga.

Ninguém se importa, ninguém observa, mas de resto em resto devem ser toneladas de comida no lixo todos os dias. Comida que é demais para uns e escassa para outros. Não há, ou pelo menos eu não vejo ou sei de alguma campanha da universidade ou da escola de nutrição contra o desperdício de alimentos. Fora que se a comida fosse um pouco mais gostosinha os alunos comeriam melhor. E se os próprios alunos servissem a comida - que hoje é servida pelas atendentes -  reduziria, ao meu ver o desperdício que é bem grande.

Eu vejo muitas pessoas, muitas mesmo com restos de comidas nos pratos e isso me dá uma dor no coração. Eu não gosto de desperdiçar comida e não gosto de ver ninguém desperdiçando comida. Creio que ações simples poderiam evitar tanto desperdício. O Brasil é um dos países do mundo que mais jogam comida fora e ao mesmo tempo um dos maiores em número de fome. Há um paradoxo já conhecido, mas ninguém faz nada.

É isso, eu tenho que lidar com a minha impotência com algo que parece ser tão simples mas não é. É grave. É um problema que se minimizaria com ações simples. Mas que não interessam. Não interessam por quê? Cada um de nós pode simplesmente comer a comida toda ou pedir para as moças que servem não colocarem tanta comida, ou ainda pode colocar menos salada ou não pegar a fruta que é servida como sobremesa. Eu já vi gente jogando salada e fruta fora sendo que esses dois itens são os alunos que se servem, tendo a opção de pegar ou não. Eu acho uma falta de consciência pegar só para jogar fora. É um egoísmo, uma falta de bom senso. Se não vai comer, não sirva e não jogue comida fora!



Rafaela Valverde

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Curso de preparação de tortas - Senac

Terminei no dia 01/07 um curso de preparação de tortas no Senac. O curso teve a duração de vinte horas e em cinco dias eu pude aprender muitas técnicas sobre tortas. Aprendi novas técnicas e aprendi as que não sabia. Pretendo em breve começar a trabalhar fazendo tortas, por conta própria. Porém ainda preciso ter dinheiro para comprar uns equipamentos simples. Além disso, pretendo fazer outros cursos na área lá mesmo no Senac que é uma boa instituição. Abaixo, algumas das tortas que aprendi a preparar lá:

Torta Baba de Moça

Torta cremosa de camarão

Torta com cobertura de vidro




Rafaela Valverde

terça-feira, 28 de junho de 2016

Meu primeiro curso no Senac

Imagem da internet
Ontem comecei um curso de preparação de tortas no Senac. Como foi o primeiro dia ainda não tivemos muitos ensinamentos, apenas o básico para começar e noções de higiene. O primeiro dia foi mais uma socialização. Gostei bastante do ambiente e da professora. É claro que o nome do Senac já é bem famoso e sua qualidade realmente é condizente com a fama que tem.

Eu me inscrevi nesse curso no mês de abril e lembro que passei uma manhã inteira lá. Apesar de ser um curso pago, a procura é grande e finalmente ontem começou. Escolhi para junho já que é o mês das minhas férias. Bem, as férias já estão acabando mas os meus aprendizados com bolos e tortas apenas estão começando.

Eu pretendo fazer outros cursos na área como confeitaria e bolos artísticos. Eu sempre fiz bolos, biscoitinhos e sempre gostei. Me especializar nessa área será importante para ter um plano B, para ter novas opções, variar e ampliar os  meus conhecimentos e ganhar meu dinheiro. Algumas pessoas já me perguntaram se eu não tenho foco, já que faço faculdade de Letras. 

Eu não entendo como as pessoas ainda acham que a gente só pode ser uma coisa na vida. Não, nós podemos fazer várias coisas. A vida está aí para isso, para fazer a gente mudar, conciliar coisas e fazer o que nos dar vontade. Além disso, em tempos de crise como hoje, uma crise que não se sabe quando vai acabar eu acho extremamente importante se qualificar, ganhar dinheiro por conta própria, empreender e ser criativo. Vamos, eu e minhas colegas de turma, aprender as principais técnicas da área, vamos "pegar as manhas" como se diz por aqui.


Rafaela Valverde

sábado, 12 de março de 2016

Hidratação de aveia

Imagem da internet
Semana passada fiz uma hidratação que nunca tinha feito no meu cabelo, a hidratação de aveia. Pesquisei muito rapidamente e vi que a aveia tem diversos nutrientes que são benéficos para o cabelo, mas não me atenho muito a isso não, eu fui pesquisando e vendo os resultados de quem fez e resolvi fazer também.

Então, usei a aveia em forma de farinha, mas já vi exemplos de meninas que usaram os flocos. Então fervi duas colheres de aveia com um copo de água. Fui mexendo, como um mingau e quando ficou mais grossinha retirei e deixei esfriar. Quando estava morninha, misturei a máscara de hidratação, uma colher de bempantol e o azeite de oliva. Mexi bem e apliquei no cabelo já lavado. Depois só enxaguei.

Bom, há várias formas de fazer a hidratação e não sei se fiz a mais correta. O cabelo ficou meio grosseiro ao enxaguar e quando secou ficou hidratado, porém meio murcho assim sei lá, não sei explicar. Vou variar as formas de usar essa hidratação e venho contar para vocês depois, ok? Bem, é isso. Quem quiser fazer eu recomendo por que hidratou sim meu cabelo, senti macio e gostoso depois que secou. E vocês têm outras formas de fazer essa hidratação? Me contem!



Rafaela Valverde

domingo, 24 de janeiro de 2016

Dê me um achocolatado!

Imagem da internet
Quero apenas um achocolatado. Dê-me um achocolatado, ande! Afinal não espero nada mais que isso ultimamente. Tenho querido pouco da vida, tenho lançado menos expectativas nas coisas, nas pessoas e na conspiração do universo a meu favor. 

Tenho aprendido a esperar e a observar, mas não virar uma passiva idiota diante dos fatos. Não. Eu preparo meu achocolatado. Só eu sei como eu gosto. Pessoas podem contribuir com pitadas e pitacos, mas o toque final é meu. Eu sei a quantidade certa de tudo. Eu sei a temperatura ideal e eu sei que não pode ser muito doce, nem muito frio.

Mas quase nunca um achocolatado é igual ao outro e eu só sei qual o seu gosto quando tomo o primeiro gole. Antes, só é possível sentir o cheiro.

Quase todos os dias preparo meu achocolatado com prazer, apesar do adiantado da hora. Mas o prazer de sorvê-lo é sempre indescritível. Quando não o preparo e não o ingiro - nossa que palavra horrível!- sinto vontade, sinto o gosto, sinto falta, sinto abstinência. Eu quero, quero mais, quero tudo, quero sempre. Talvez tomá-lo com torradas? Absorvê-lo puro? Deixar que suas propriedades se apropriem de mim? Nossa, que frase estranha, hein! Sim, apesar da frase mal construída, eu acho que devo deixar ele tomar conta de mim.

Só isso que eu quero, um simples achocolatado, qualquer pobre toma. Eu quero, sem esperar demais, sem expectativas demais, sem imaginar demais. Ele é simples, ele é barato e não custa nada! Por favor, um achocolatado. Please! Só um por dia por favor!. Só um mais um achocolatado, só mais um pouquinho de amor!



Rafaela Valverde


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Cinquenta fatos sobre mim

Bom, esses cinquenta itens estão prontos há alguns dias, mas acho que chegou o momento de divulgar, pois tem gente precisando me conhecer melhor. Pois bem, eis aí os 50 fatos sobre mim:

Imagem: internet
1 - Amo ler
2 - Amo brigadeiro de panela
3 - Tenho insônia desde a infância
4 - Sou ligada no 220 e faço várias coisas ao mesmo tempo
5 - Eu amo gatos e me derreto com bebês
6 - Amo comer e como muito
7 - Tenho uma personalidade forte
8 - Só faço o que eu quero
9 - Gosto de cozinhar e fazer bolos
10 - Aprendi a ler com cinco anos
11 - Não sei me maquiar direito (estou aprendendo)
12 - Prefiro conforto à moda
13 - Sou sincera e sempre falo o que me incomoda
14 - Não me privo de nada e sempre quero experimentar algo novo
15 - Não faço dieta e não gosto de academia
16 - Não me envolvo em confusão e fofoca
17 - Gosto de andar
18 - Sou livre e acho que as outras pessoas também são
19 - Amo praia
20 - Adoro acordar tarde, mas se necessário acordo cedo sem problemas
21 - Adoro que me chamem de Rafa
22 - Sou diferente da maioria e gosto disso
23 - Sou pontual, sempre
24 - Amo livros e sempre quero comprar mais
25 - Coleciono marcadores de páginas
26 - Sou desligadona em nomes de músicas
27 - Sou péssima com nomes, mas nunca esqueço um rosto
28 - Não julgo nada nem ninguém antes de conhecer
29 - Gosto de me cuidar, mas não sou obcecada
30 - Só durmo com ventilador ligado
31 - Venci o vício de roer unhas e agora as mantenho pintadas
32 - Não resisto a revista em quadrinhos (nenhuma)
33 - Detesto livros de auto - ajuda
34 - Odeio o politicamente correto
35 - Gosto de desenhos animados
36 - Escrevo poemas desde criança
37 - Lia livros proibidos na infância
38 - Sou muito tranquila em meus relacionamentos
39 - Não deixo o ciúme me dominar
40 - Lealdade em um relacionamento é mais importante do que a fidelidade em si
41 - Sou manteiga derretida
42 - Estudo muito e pesquiso sobre cabelos cacheados e como cuidar deles
43 - Sou muito curiosa, leio tudo e sou sedenta por conhecimento
44 - Não guardo mágoas e cultivo o bem
45 - Sou tolerante e paciente, mas não pise no meu calo, por que aí viro o contrário
46 - Amo literatura, filmes e comédias românticas
47 - Adoro esmaltes coloridos
48 - Fiz curso de datilografia na infância ( não sou velha!) rsrsrs
49 - Adoro rádio e música
50 - Sou bem humorada, faço piada e já me disseram que eu podia fazer stand up! Hahahaha


Bem, isso aí é um pouco de mim.



Rafaela Valverde


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Na lanchonete

Foto: Google
Abri os olhos e olhei para aquele teto manchado mais uma vez. E acordei odiando-o mais uma vez. Acordei odiando meu apartamento e a minha vida. Deitei em posição fetal e me aninhei mais na cama de casal, com a ilusão de que ela podia ser macia. Nada naquele apartamento poderia ser bom, ou macio. Nada em minha vida era.

Via que nada adiantaria eu ficar ali deitada naquela maldita cama e levantei. Pisei na porra de um brinquedo do meu cachorro e olhei de forma deprimente ao redor. A bagunça havia se instaurado naquele ambiente há um tempo e meu desânimo de arrumar me deixava ainda pior. Era um círculo vicioso. Minha vida era a droga de um círculo vicioso.

Após escovar os dentes percebi que os cabelos brancos continuavam a surgir no alto da minha cabeça. Suspirei, revirei os olhos e baixei para brincar com Spark, meu cachorro que não suportava mais me ver desse jeito, eu sei. Prometi que quando terminasse o banho encheria seu prato de ração. Ele assentiu e correu para fora do banheiro. Quando levantei bati a cabeça no mármore da bancada da pia e xinguei. Xinguei muito!!

Entrei no chuveiro gelado, massageando o local da pancada. Saí do banho enchi o prato de Spark que já está me cobrando com sua literal cara de cachorro pidão. Vesti uma calça jeans e uma camiseta qualquer, com a mesma sandália de todo dia. Fiz um coque no cabelo e saí. O elevador estava quebrado, desci as escadas correndo por que ainda teria que tomar café na lanchonete.

Cheguei na portaria e estava vazia como sempre. Saí e atravessei a rua correndo. Entrei na lanchonete e vi que nada tinha mudado desde ontem. Está tudo igual até a manchinha no chão embaixo da minha mesa. Sento na mesma mesa todo dia e todos lá já me conhecem. Levanto para pegar meu café bem gorduroso e cheio de açúcar e começo a comer devagar.

De repente sinto um olhar em mim do outro lado da lanchonete e busco. Quando vejo um cara lindo olhando para mim. Encaro-o rapidamente. Ele levanta e vem em minha direção. Pensei se poderia ter cometido algum crime, ou sei lá o que. Algo sobre o que pudesse estar sendo procurada. Nada me ocorreu. Ele parou na minha frente, sorriu um riso cafajeste, deu bom dia e  perguntou: "Cê vem todo dia aqui, né?"


Balancei a cabeça atônita e ele se sentou ao meu lado.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Ócio positivo

Foto: Google
Incrível como estar sozinha, sem pensar em nada, em um ambiente tranquilo -mesmo que seja um shopping. O shopping estava ainda vazio e calmo. Sentei sozinha em uma das mesas da praça de alimentação e tomei um sorvete. Que prazer isso dá. Que momento incrível de ócio e solidão.

Depois de curtir meu sorvete, deu vontade de comer uma batata e fui na Bobs comprar. De novo sentei sozinha, mas dessa vez onde não havia ninguém por perto. E aí fiquei lá parada distraidamente comendo a batata, sem pensar em nada.

Depois disso andei ociosamente pelo shopping e isso me fez bem. Parece que limpou a mente. Poucas vezes me sinto assim dentro de um shopping. Mas hoje foi diferente, uma sensação diferente. Um ócio positivo, gostoso. Acho que foi uma hora mais ou menos, mas uma hora sozinha, em silêncio, sozinha comigo mesma, ouvindo apenas meus pensamentos.

Essas pequenas coisas que nos proporcionamos muitas poucas vezes são ótimas para a saúde mental. Só podem ser. Me senti mais leve, mais calma, mais satisfeita em estar só, usufruindo de um momento particular, raro e solitário. Uma solidão saudável e necessária, um luxo escasso e nada habitual em nosso dia a dia corrido, mas eu consegui hoje. Espero que tenha ainda mais oportunidades de ter momentos como esses.


Rafaela Valverde


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Somos realmente livres quando saímos da casa dos pais?

Foto: Google
Quem é que que é livre depois que cresce? Quem não tem, mesmo depois de crescido e independente, com todas as vacinas tomadas, alguém ou algo para determinar as ações, regular os horários, decidir as amizades, etc? A gente é criança e quer crescer para ser livre, a gente é adulto e quer voltar a ser criança para ser livre.

Estamos sempre sendo vigiados, por mais que nos iludamos que não, estamos sempre sendo controlados. Nossos corpos são comandados por  demandas sociais, de trabalho, de estudo, de relacionamento, da necessidade de sermos aceitos, enfim. Existe sempre alguém na vida da gente que determina alguma coisa por menor que seja em nossa vida.

Saímos da casa dos nossos pais, acreditando com certeza que estaremos livres, que ninguém mais absolutamente ninguém mais regulará o horário e o teor do nosso café da manhã. Mas para onde vamos? Para o casamento, para um relacionamento longo, ou até mesmo os curtos, pois em nossa líquida modernidade, tudo isso ficou relativo. É para isso que vamos: a segunda casa do pai e da mãe.

Ganhamos um novo pai ou uma nova mãe que só não fará por pela gente, limpar aquilo que fazemos no banheiro, mas só não faz por nojo, senão faria. Com a desculpa de um amor protetor e benfazejo, vêm as ordens, com carinho é claro, vem a dominação, vem o querer-estar-perto, vem a desaprovação dos seus amigos, das suas roupas e das combinações que faz com ela, do jeito do cabelo, de tudo.

Tudo tem que passar pelo crivo de alguém. Permissão, autorização, mesmo que de forma velada e amorosa, tem que ser pedidas. Nos livramos dos nossos pais, mas tudo continua igual. O horário de dormir é programado e regulado, o horário e o conteúdo da comida que vai ser comida, o conteúdo e a frequência  do que vai ser assistido e lido... Tudo, completamente tudo é vigiado e regulado quando se divide a vida.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Obsessão moderna?

Foto: Google
Hoje em dia está todo mundo conectado o tempo inteiro, então a gente às vezes, do alto da nossa empáfia não consegue entender aquelas pessoas que não estão e que ainda nos criticam por isso e vice versa. Como assim, você não tem Smartphone e seus aplicativos super, ultra, mega  úteis? São perguntas como essas que ouvimos e fazemos todos os dias.

Cheguei em um restaurante dia desses e havia um casal, cada um segurando seu Smartphone em sua cadeira. Digitavam desesperadamente, sozinhos é claro, em seu mundo próprio, com as cabeças baixas. De repente começaram a mostrar algo que estava no celular um ao outro e a gente da nossa mesa observando. Tiraram foto e é bem provável que tenham postado no mesmo minuto em que esta foi tirada. Os celulares ficaram ali mesmo na mesa, ao lado dos pratos como uma obsessão moderna, como se fosse acontecer algo que não pudesse esperar enquanto eles estavam juntos, confraternizando, ou simplesmente estando juntos.

Não é proibido desconectar, ao contrário. Na verdade não considero possível estar o tempo todo conectado, digitando, com a cabeça baixa e o corpo curvado. Afinal, um dia as dores vão chegar. Nosso corpo envelhece! É claro que também tiramos fotos nesse mesmo restaurante, mas elas foram para registrar um momento de comemoração de um aniversário e foram postadas posteriormente. 

Quando eu estou com alguém, ou vários "alguéns" em uma mesa, em um restaurante, um bar, ou seja lá onde for, meu celular raramente sai da minha bolsa, pois afinal de contas aquele momento é muito mais importante, e aquelas pessoas são muito mais importantes do que qualquer outro tipo de contato virtual. Bem, essa é a minha opinião, é a forma que eu penso. Cada pessoa é diferente não, é? Para outras pessoas pode ser que isso seja normal e que ambas as coisas sejam importantes, ou ainda que uma coisa não invalide a outra. 

Mas acredito que para tudo deve haver um limite, uma tolerância, um bom senso. E ultimamente temos exagerado em muitas coisas, sobretudo em atitudes como essa, que além de fazer mal para as amizades, os relacionamentos interpessoais, para a mente, faz mal para o corpo, afinal como eu já disse, a gente envelhece!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Eu gosto é de comer!

Foto: Google
Como as pessoas se privam de viver! Não aguento ouvir diariamente algumas pessoas dizerem que não comem determinada coisa ou determinada quantidade de comida para não engordar. Pura e simplesmente para não engordar. Geralmente ouço isso da boca de mulheres. Mulheres que se privam de sua vontade, do prazer de comer e de viver _comer é um dos maiores prazeres da vida _ passam fome mesmo e acham normal. Não podem engordar. Aquela calça nova tem que caber nela e o marido precisa continuar achando- a atraente.

Será que essas mulheres que vivem de dieta _dietas inúteis por sinal_não param para pensar que o problema pode estar nesse marido? Será que ele não deveria amá-la e achá-la linda e se não achasse mais, não deviam se separar? Será que ele não poderia achá-la atraente com pneuzinhos?

Não deixo de comer ou fazer quaisquer coisas para satisfazer a sociedade ou a um homem, mesmo que seja meu marido. Isso é injusto. Isso está errado, afinal alguns homens conservam por anos e anos suas barriguinhas inconvenientes de chope e não precisam prestar satisfação alguma para quem quer que seja.

Eu gosto de comer. Como de tudo. Desde um bom ensopado com bastante verdura, até pizza, coxinhas e todas as besteiras que existem no mundo. Doces então, nem se fala. Adoro!

Olhe quer saber: Viva a fome! Viva a gula! Viva a não privação! Viva a liberdade!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Seu número

Foto: Google

_Qual seu número? _ Ele me perguntou. De repente me dei conta que não sabia meu telefone de cor.
_ Serve o celular? _ Perguntei para ganhar tempo, ignorando o fato que quase ninguém hoje em dia tem telefone fixo.
_Quero o celular. Pra ter contato diretamente com você.
_Ok.Deixa eu olhar na agenda. Ainda não memorizei.
Peguei o celular na bolsa, da forma mais natural possível e achei o contato estúpido na agenda: "Meu número". Comecei a falar o número sem aviso e ele correu para gravar no seu celular.
Não dava para esconder o constrangimento de não saber o próprio número e estar ali no meio da rua falando o número da agenda do celular.
_ Tô atrasada. Preciso ir trabalhar.
_ Quer uma carona? Estou de moto.
_ Não, obrigada. Vou pegar um táxi _ Me surpreendi com o quanto posso ser mentirosa. Eu iria era de ônibus mesmo.
_Ok então.
Nos despedimos com um beijo na bochecha e um aperto de mão. Ele apertou meus dedos com firmeza, mas puxei a mão delicadamente e pude sentir seu perfume nela.
Continuei andando até chegar ao ponto de ônibus. E após alguns minutos senti o celular vibrar dentro da bolsa. Abri a bolsa, peguei o celular e vi que havia um SMS.

                "Vc mentiu. Vai é de ônibus. Estou vendo você no ponto. Vc nem pediu meu número de                                 volta, né? Nem por educação."

Olhei ao redor, dei três passo para frente, olhei atrás da cobertura do ponto, mas não o vi em lugar nenhum. Ainda estava com o celular na mão quando recebi outro SMS:

                            "Esse é meu número, se te interessar e hj é sexta, vou na sua ksa. Vamo com a gente hj?"

Respirei fundo. "Ele é amigo do meu irmão. Que clichê."
                                
                                 "Vou pensar _ respondi ao SMS.

Lembrei que ele, meu irmão e turma deles iam para a farra toda sexta feira, impreterivelmente. Mas eu sempre tinha o que fazer. Minha semana era cheia e reservava as noites de sexta para estudar um pouco. Minhas aulas da pós eram aos sábados e reservava a noite de sexta para repassar alguns conteúdos. Por isso sempre estava no meu quarto quando ele ia lá em casa. Estava há algum tempo me dedicando somente ao trabalho e aos estudos e só havia visto ele poucas vezes, mas gostei dele mesmo assim. Ele é bonito. Além de bonito, malhava e era bem sucedido. O celular vibrou outra vez:

                                 "É sua aula de amanhã, né? Juro que levo você cedo pra ksa."

"Como assim? Ele sabe da minha aula da pós?
Percebi que sabia muito pouco sobre ele. Só tinha informações superficiais. Só sabia seu nome, claro, que era bonito, malhado e bem sucedido. Essa última informação sabia através do meu irmão, Bruno.
Veio meu ônibus e entrei, depois que cheguei no trabalho não pensei mais nisso. Sou jornalista e trabalho em um jornal da minha cidade. Meu trabalho me consome muito tempo, mas eu adoro.No horário de almoço, porém quando peguei a bolsa para sair para almoçar, percebi que havia três SMS em meu celular.
Imaginei logo que seriam dele, pois ninguém me mandava SMS. Nem minha operadora!
 
                                "Vc ñ me respondeu."

A primeira. Comecei a me sentir incomodada com tanta marcação. A segunda dizia:

                                "Deixe de ser bicho do mato, Brenda. Vamo sair."

O terceiro SMS me deixou intrigada e ao mesmo tempo derretida:
 
                                "Gosto de você, só nos vimos umas duas vezes, mas não sei explicar. Estarei na sua                                       casa hoje á noite como sempre. Bjo."

Coloquei a mão na testa e suspirei. Olhei para dentro dos meus olhos no espelho do elevador e decidi me permitir. O máximo que podia acontecer era eu me arrepender e me decepcionar de novo. "Mas isso é inevitável. Todo ser humano sofre, afinal." Pensei ainda olhando no espelho.
O elevador chegou ao andar do refeitório e antes de entrar respondi ao SMS:

                                   "Não estarei trancada no meu quarto hj de noite. A gente se fala lá em ksa, bjo.                                              Brenda."






Rafaela Valverde

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

14 metas para 2014

Hoje ainda é o oitavo dia de 2014, portanto dá sim tempo de estabelecer metas para o ano que se inicia, eis as minhas:

1- Entrar na faculdade (de novo);

2- Voltar para a academia;

3- Ler ainda mais;

4- Começar algum curso (inglês, web designer...)

5- Juntar dinheiro;

6- Sair mais ( Festas, viagens...)

7- Fazer uma tatuagem;

8- Ir mais a eventos culturais;

9- Sair mais com os amigos;

10- Ficar menos no Facebook;

11- Falar mais o que eu penso;

12- Me cuidar mais;

13- Comer mais frutas, legumes e verduras;

14- Comprar mais livros.


Rafaela valverde



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Não sou vegetariana. Apenas deixei de comer carne vermelha

Deixei de comer carne há quatro meses. Mas falo da carne vermelha. A carne de boi e de porco. Essas eu não como mais, aboli de vez. Não consegui ainda tirar as aves, peixes e frutos do mar. Esses últimos eu não vou deixar de comer. Por isso é que sempre me recusei e sempre me recusarei a ser chamada de vegetariana. Não sou vegetariana e nem serei pois não tirarei peixe e camarão, por exemplo do meu cardápio. A decisão que eu tomei de não comer carne veio do nada e nem eu sentia firmeza. Achei que não duraria um mês, mas vem durando. 

Essa história de pobreza de nutrientes e que uma alimentação só será completa de tiver carne, não passa de mito. Invenção pura. Aliás em algumas pesquisas, descobri e constatei que o homem não é necessariamente carnívoro e que nosso organismo não é um organismo preparado para receber e processar carne. Mas essa é uma questão muito sensível de se tratar, pois é uma questão de opinião, de hábito, de estilo e filosofia de vida e saúde. É uma decisão muito particular.

Eu me sinto bem melhor agora. Mais leve e não quero voltar a comer carne não. É claro que sofri um pouco no início e é também é bem difícil ir a um rodízio misto de pizza e carne. Mas vontade, vontade mesmo, não sinto mais. É claro que o cheiro de carne, sendo cozida ou assada em churrasco, chama atenção. Principalmente para uma pessoa que se lambuzou de carne a vida toda.

Venho substituindo por soja, frango, peixe, bifes de soja. Esse último encontrei em um mercadinho aqui, da marca sora e é feito da própria soja texturizada. Gostei, tem um gosto um tanto agridoce. Sou louca por peixes, e frutos do mar, por isso desses eu não abro mão. Não mesmo. Por isso é que não sou vegetariana, eu apenas não como carne vermelha e derivados e procuro substituí-la por vegetais, legumes e verduras, além de soja e peixes. 

A próxima luta  vai ser em relação ao frango e demais aves. Não sei quando vou deixar de comê-las, e se isso vai acontecer.Ultimamente tenho tido minhas dúvidas, pois ainda sou pobre infelizmente e isso restringiria ainda mais minha alimentação e eu não posso fazer (por questões financeiras) substituições ainda mais pesadas, então deixo isso por enquanto para mais tarde. 


Rafaela Valverde







segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A minha vida é diferente da sua. Respeite!


O simples fato de eu dizer que não como mais carne e nem seus derivados como presunto por exemplo, causa um alvoroço. As pessoas sempre vêem quem não come carne, lê muito, ouve músicas diferentes e tem uma aparência de nerd, com uma incômoda visão reparadora. Mas reparadora no sentido de consertar o que a pessoa é. As pessoas nunca vão aceitar o diferente, o outro. Sempre vão querer argumentar a favor do que ela pensa, sem respeitar a pessoa, sem ao menos perguntar para a pessoa por que ela tomou essa decisão, por que ela pensa assim e conhecer a pessoa, a sua filosofia de vida, enfim.

Hoje ao informar que não comia carne e nem presunto, o que aliás eu evito fazer, fui questionada por que eu não como carne, já que carne tem muitos nutrientes que não podiam ser substituídos por nada nesse mundo. Gente, existe isso? É claro que não! Isso é ignorância. Temos muitas fontes de proteína e de todos os nutrientes presentes na carne na natureza. Foi o que eu respondi e a pessoa me perguntou se eu ia tomar remédio como fonte de reposição de nutrientes. Como assim? 

Trouxe esse acontecimento de hoje para mostrar o quanto estamos o tempo inteiro sendo bombardeados com a ignorância alheia e desnecessária. Sim, por que certo tipo de ignorância é desnecessária. Hoje em dia não tem como não saber coisas básicas como essa. As informações estão aí, mas tem gente que não estão ligando para elas e preferem viver na escuridão da ignorância, sem aceitar as diferenças, sem aceitar e acolher o outro, por achar que aquela atitude ou pensamento da pessoa é esdrúxulo e absurdo, só por que ela pensa diferente. Vamos começar a nossa mudança, e vamos respeitar as diferenças? Esse pode ser um pequeno passo para uma grande mudança!


Rafaela Valverde

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O tempo e qualidade de vida

Os dias estão passando rápido e ao mesmo tempo, incoerentemente estão se arrastando. Hoje meu marido disse que o nosso mês tem sessenta dias,  o que me parece verdade, considerando algumas dificuldades que temos passando mês a mês, dia a dia. É viver um dia de cada vez, é arranjar dinheiro de transporte em um dia e não saber se vai arranjar para o dia seguinte e daí vamos levando, e o tempo demora cada vez mais de passar.

 E como eu já disse, ao mesmo tempo passa tudo muito rápido, já que já vamos entrar no mês de setembro, faltando três meses para acabar o ano. É tudo muito louco, muito incoerente, muito inconstante, e nessa, nós vamos vivendo, e envelhecendo. Vivemos mais e ao mesmo tempo vivemos em um ambiente tão caótico, tão bagunçado, tão egoísta e sórdido, e vamos alimentando o sistema, o Estado e sustentando os ricos e desigualdade social que está cada vez mais maquiada através de "programas sociais".

Estamos sempre em busca de mais: mais dinheiro, mais crescimento, mais tecnologia, mais conforto, mais festas, mais conhecimento, mais estudo e tudo isso ao mesmo tempo. Dormimos pouco, comemos mal e assim vamos vivendo, sem dinheiro para nada e reféns de cartões de créditos, que têm mantido os bancos mais ricos. Enfim, venho tentando procurar ao longo do tempo, mais qualidade de vida, mas moro em uma cidade que não colabora com isso e ainda por cima, nosso mundo é movido a dinheiro e por mais que as nutricionistas loiras, de óculos de grifes e com papai e mamãe para bancar digam que não, até para uma alimentação mais saudável necessitamos investir grana. Assim caminha a humanidade...


Rafaela Valverde

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Vegetariana, eu?

Vegetarianismo para Iniciantes

Estou pensando em virar vegetariana. Claro que por enquanto estou pesquisando, lendo artigos, vendo as vantagens. Não encontrei desvantagens, pelo menos não ao meu ver. Só a desvantagem da tentação, da gula, ainda mais para mim que gosto tanto de comer. Mas dá para substituir carne por soja (que eu gosto), ovos, legumes e verduras, cozidos, fritos ou refogados. Enfim,ainda tem os grãos como lentilha e grão de bico que eu também gosto, cereais. fibras, existe uma gama de alimentos que nutrem e saciam tanto quanto a carne. 

Na verdade eu já venho pensando disso há muito tempo, mas agora essa vontade se tornou mais forte, inclusive por uma questão de emagrecimento, saúde e até mesmo economia de dinheiro. E além disso, andei lendo alguns artigos na internet sobre como vivem e como morrem os animais em certas fazendas de criação de gado. Vi também como é feita a salsicha, e essa eu já vou abolir desde agora.

É claro que isso deve ser feito de forma progressiva. A carne vermelha deve ser eliminada logo do meu cardápio. A pós aproximadamente três meses, retiro o frango e após mais seis meses o peixe. Há também a possibilidade de eu ser semi vegetariana, pois amo peixe e estou pensando em não tirá-lo da minha alimentação. Além de que é saudável também, né?

Essa dieta dos peixes, que exclui as demais carnes é chamada de pescetarianismo. Como é uma decisão muito difícil, eu ainda estou pensando como eu já disse. Mas é bem provável que isso ocorra. É claro que depois que eu começar a trabalhar para que possa investir na qualidade da minha dieta. Enquanto isso vou estudando, lendo livros, blogs, artigos sobre o assunto para enfim me decidir e se possível adaptar a dieta vegetariana ao meu dia a dia.


Rafaela Valverde

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O que sabemos? Nada.

Ás vezes fico pensando no que escrever aqui, penso em escrever sobre o trabalho, penso em escrever sobre o comportamento das pessoas, penso em escrever sobre comida, ou sobre algo que sei um pouco mais e na verdade na maioria da vezes, começo a escrever do nada. Escrevo uma frase e dela nasce a ideia, não venho previamente com o texto pronto, talvez até com o assunto, mas com o texto não. E por mais que viesse com ele pronto, sempre mudo alguma coisa de tudo que escrevo. E trazendo essa ideia é que digo que a cada dia que passa eu me convenço de que não sei nada. Não sou especialista em nada, por isso não posso falar sobre nada, então vou futricar sobre tudo mesmo, essa é a graça e a essência do blog. Então, existem blogs de tudo, blogs de moda, de esmalte, de notícias e blogs pessoais como o meu. Geralmente é assim mesmo que funciona, eu não sei sobre o que vou escrever até sentar aqui e começar e essa é a parte mais gostosa. Imagine que chatice escrever sobre somente sobre uma coisa, saber muito de uma coisa só. Não, eu quero é ser especialista da vida, aquele tipo de especialista que busca sempre saber e aprender algo novo,alguém que sempre sabe que não sabe nada e alguém que cada vez que senta na frente do computador para escrever em um pequeno e simplório blog, aprende mais sobre ser esse ser humildemente desinteligente.




Rafaela Valverde
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