Mostrando postagens com marcador Bibliotecas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bibliotecas. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de maio de 2017

Pausa nos estudos


Estávamos sentados estudando para as provas finais. Geralmente a universidade ficava bastante agitada nesse período de provas, mas naquele horário a biblioteca estava calma, com poucas pessoas circulando. A sala em que estudávamos estava mais escura que o normal e passou pela minha cabeça que talvez uma das lâmpadas tivesse queimado.

Realmente queria estudar, pois não tinha ido muito bem esse semestre. Ele porém, não parecia muito interessado nos textos. Foi enfiando a mão embaixo da minha saia, o que eu prontamente reivindiquei. Estávamos em um lugar público. E daí, ele disse. Ninguém tá vendo, disse em seguida. Realmente sua mão estava por debaixo da mesa e não dava para quem tivesse de longe ver nada.

Deixei sua mão ali. Ela era macia, firme e delicada ao mesmo tempo. Não sei como isso era possível mas era. Ele sabia me masturbar deliciosamente bem. Ia massageando meu clitóris e eu ia ficando cada vez mais molhada com aquela mão familiar em mim. Nunca tínhamos feito nada assim em público e eu percebia em seu rosto que ele estava se divertindo.

Ele me lançava olhares safados e passava a língua ao redor dos lábios. A essa altura apenas fingíamos que estudávamos. Ninguém estava mais interessado em teoria linguística quando havia um pequeno incêndio acontecendo por ali. Eu sorria e ao mesmo tempo olhava disfarçadamente para os lados. Me surpreendi com minha desfaçatez, não me imaginava sendo assim.

Em um determinado momento da nossa aventura bibliotecária, suspirei alto e recostei na cadeira, desistindo de vez dos textos. Eu já estava perto de gozar e precisava me concentrar. Ele passeava com mais força por dentro de mim, mas uma força precisa que sabia do que eu gostava. Gozei soltando alguns pequenos gemidos e relaxei totalmente. Ele tirou a mão debaixo da minha saia e lambeu os dois dedos que antes estavam dentro de mim.

Arrumamos os materiais impacientemente e corremos para a residência universitária, onde ele morava. Ficava bem perto dali e fomos rápido para manter a chama. Os amassos começaram na porta mesmo, já fui tirando a camisa dele e quando já estávamos na cama, ele levantou minha saia, que era comprida, arrancou minha calcinha e começou a me chupar bem devagar. Uma delícia. Gozamos juntos, com a sensação  de que tínhamos estudado bastante e que criaríamos nossas próprias teorias.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Na biblioteca


Estávamos ali de novo, nus, no chão da biblioteca da faculdade. Era um setor com poucos livros. Ninguém ia muito para aquele lado, por isso sempre o aproveitávamos. Eram uns livros clássicos e até raros, dicionários de Latim e Grego e até bíblias. Que pecado! Estávamos começando o rala e rola, a coisa ainda estava esquentando. Estava me esfregando nele, num conjunto de sacanagens que é chamado de preliminares, não à toa.

O carpete estava me pinicando, coisa mais estúpida do mundo é carpete. Assim, decidi ficar por cima. Nesse momento vi dois olhos pretos e brilhantes me olhando por detrás dos livros. Me assustei e me desequilibrei, caindo e tombando em uma das estantes que estavam atrás de nós. Por alguns segundos ficamos ali apenas nos olhando, os três. Era uma menina que eu nunca tinha visto na faculdade. Parecia ser caloura. Ela começou a tirar a blusa. Queria entrar na brincadeira. Olhei pra ela com os olhos arregalados, mas não disse nada.

Fiquei parada, mas eles não. Começaram a se beijar e eu ali parada com a cara de tacho olhando. Nunca tinha transado com uma mulher antes, apesar de ter curiosidade. Ela puxou meu braço e me beijou. Bem, não foi tão difícil, nem ruim. Ficava imaginando o resto. Como seria o resto. Nem sabia como funcionava.

O beijo dela era voraz. Ela era bastante fogosa. Que mina estranha, querer transar com um casal desconhecido na biblioteca. Me deixei levar. Acho que a mais estranha era eu. Sua pele era macia,  o hálito refrescante e seu cheiro me deixava louca. Era uma experiência nova. Nós três ali, no escuro, em silêncio. Tateando os corpos que estavam em nossa frente. Tentava  explorar ao máximo aquele momento. E até mesmo o momento que mais temia, o de sentir seu gosto, foi uma delícia.

Nos revesávamos nos momentos de prazer. Que surpresa! Quanta sacanagem ainda era possível naquela faculdade? Aquela dança de corpos continuou por um tempo indefinível. E depois que terminamos, ainda aproveitando o gozo, começamos a rir baixinho, porém em sintonia. Uma sintonia que acabávamos de descobrir.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A professora e coreógrafa Lia Robatto

Resultado de imagem para lia robatto

Lia Robatto é coreógrafa, dançarina e professora, nasceu em São Paulo mas mora em Salvador desde os anos 1950 quando veio ser assistente da professora de dança russa Yanka Rudzka que veio fundar a escola de dança da UFBA. Continuou dançando, se aperfeiçoando e virou professora de dança, fazendo a graduação de bailarina.

Casou - se com o fotógrafo e arquiteto Sílvio Robatto e fez história na dança da Bahia. Lia criou nos anos 1960 as suas primeiras coreografias para a Companhia de dança da UFBA. Após um tempo foi para a escola de teatro, onde trabalhou por um tempo, retornou posteriormente  à escola de dança. Onde ficou e deu aulas até se aposentar em 1982.

Em 1983 tornou se diretora do departamento de dança da FUNCEB, onde criou uma escola de dança. Criou ainda  a Usina de Dança do Projeto Axé.  Trabalhou na secretaria de Cultura da Bahia e montou vários espetáculos encenados pelo Balé do TCA, Grupo Experimental de Dança e outros.

Lia publicou três livros sobre dança. Dois pela editora da UFBA  e um outro pela editora da Casa de Jorge Amado com Lúcia Mascarenhas. O trabalho de Lia é grande. Ela ainda é diretora, dramaturga, curadora, etc. Passei a conhecer um pouco seu trabalho por causa da minha pesquisa de iniciação científica. Mas como a maioria dos seus espetáculos são relacionados à dança, eu e minha orientadora resolvemos mudar.

Lia recentemente doou seu acervo para o Centro de Memória da Bahia que fica no terceiro andar da Biblioteca Pública da Bahia nos Barris. Eu tive a oportunidade  de ver algumas coisas e ter em mãos a lista de todo  acervo. É enorme. Quem tiver interesse, passa lá. O pessoal é super acessível.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Me desprendendo ao som dos pássaros

Biblioteca Central da UFBA - Ondina
Quando eu saio dos prendedores de concreto da UFBA e ando ao ar livre fico cega com a claridade natural, a luz do dia - e não a luz seca das lâmpadas fluorescentes. Fico meio surda com o canto dos pássaros. Sim, lá tem pássaros. E sim, é possível sentir paz na UFBA. Me desprendo quando vou ao ar livre. Saio da dureza do prédio com ar condicionado e cores cinzas.

Mesmo cega, consigo dançar ao som dos pássaros. Não estou tão surda assim, consigo enxergar a beleza da cena e escuto muito bem a melodia. É um momento curto até o novo concreto: a biblioteca. Assim, preciso aproveitar a música. São cantos diferentes, de pássaros diferentes. Mas os cantos combinam, as músicas se casam. Assim como eu e esse ar livre. Um ar não viciado pelo mofo e pelo condicionamento artificial.

Me sinto mais relaxada e até levanto o rosto para sentir o calor do mormaço e a luz na cara, mas ainda assim, não tem jeito, acontece o que eu temia, acabou minha alegria. Cheguei na biblioteca, outro prendedor, mais concreto, mais cinza, mais artificialidade. Estamos fadados a viver em prendedores. A viver em prédios sufocantes. Estamos condenados a perder o canto dos pássaros.

Mas eu, faço questão de aproveitar esses pequenos momentos de transição entre um prédio e outro. Isso é felicidade, isso relaxa. Esses são os momentos de banho de sol em plena cadeia de detenção média em que vivemos.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Biblioteca Pública dos Barris está fechada: a quem interessa?

Imagem da internet
Em um estado e em um país em que a leitura não é valorizada e quase ninguém lê, a maior biblioteca do estado encontra se fechada ao público há vários dias. No dia 10/06, uma sexta feira ainda pudemos adentrar no prédio para estudar, porém antes de 17h havia um rapaz nas portas de vidro fechando-as e controlando para que ninguém entrasse, só saísse. Ele me informou que era devido a uma greve dos seguranças que estavam sem receber e resolveram paralisar por tempo indeterminado. Só voltariam quando recebessem os salários atrasados. Justo.

O setor de empréstimo estava fechado. Grades com cadeado. Isso é uma falta de respeito com os frequentadores. Que são poucos, mas geralmente jovens que não têm condições de comprar livros e que realmente se importam com a leitura. Já vi também muitos idosos lá no setor de empréstimo. São essas pessoas que ficam prejudicadas, pois para quem frequenta e gosta de ir às bibliotecas faz muita falta.

Eu acho isso uma total e completa falta de respeito e já registrei uma reclamação na Ouvidoria do estado. Porque é isso que nós cidadãos devemos fazer. Devemos reivindicar nossos direitos e reclamar de algo que esteja nos prejudicando. Nesse caso, eu estou precisando de meus livros para incrementar minhas leituras tanto para fruição quanto para adquirir conhecimento e não posso tê- los. 

Realmente gosto de bibliotecas, sempre gostei e frequento a biblioteca central há uns dez anos e exijo que o funcionamento seja restabelecido. Vou ficar batendo nessa tecla e vocês não sabem o que é mexer com os livros e com a biblioteca de alguém. Se não tem dinheiro para pagar os funcionários da segurança, diminua os gastos do nosso dinheiro para benefícios e salários altíssimos dos políticos, inclusive o governador que deveria cuidar muito mais da parte educacional e cultural do estado já que afirma o tempo todo que se importa tanto com a educação. 




Rafaela Valverde
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...