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sábado, 14 de outubro de 2017

A Hora da Estrela - Clarice Lispector

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Já li A Hora da Estrela pela segunda vez esse ano. Eu já havia lido em algum momento da minha pré adolescência, mas não tinha nenhuma memória dele. Macabéa é uma personagem bastante conhecida na literatura brasileira. Clarice Lispector em seu último livro marcou a literatura brasileira com a estória da nordestina datilógrafa que mal sabia escrever. Em 1977, ano de sua morte, a escritora nos trouxe a rica estória da pobre mulher nordestina que "só sabia chover."

Além da história de Macabéa, narrada pela figura masculina de Rodrigo S.M já que mulheres narrando estórias é de uma pieguice sem tamanho, então tomem um homem! E assim o livro que tem treze títulos inicia a partir da voz deste homem, que além de contar a história de Macabéa, algo que pouco conhecia, ainda reflete sobre a função do escritor, sobre a ação de escrever e funciona (se coloca ou é colocado) como alter ego de Clarice.

Eu não estou aqui para escrever uma simples resenha do livro. Contar como se dá a história, descrever e analisar personagens, essas coisas... Não! Há muito disso por aí. Estou aqui para contar para vocês o que esse livro, essa história, esse personagem e esse narrador significam para mim. E talvez eu ainda não consiga deixar isso muito claro, mas pelo menos posso tentar.

Pois bem, no início, a presença de Rodrigo me causou certa estranheza. Mas o que esse homem pensa que está fazendo? Ele nem sabe o que quer contar e como contar. Mas confesso que fui me acostumando e reconheço que ele conseguiu cumprir bem a missão de nos trazer Macabéa, a alagoana insignificante que fora para São Paulo para 'melhorar" de vida. E "é claro que a história é verdadeira embora inventada..."

Macabéa aprendera com a tia a bater à máquina. Muito mal, poque era quase analfabeta. Macabéa era tola. "Ela como uma cadela vadia era teleguiada exclusivamente por si mesma. Pois reduzira-se a si." Ela nunca se viu, nunca se olhou no espelho por ter vergonha. Macabéa era sem atrativos. Macabéa era virgem. Sim, virgem! Ela mal vive, somente inspira, expira, inspira e expira... Macabéa é incompetente, ouve rádio-relógio com anúncios e cultura. E adora. Marias dividem o quarto com ela. Assim que vive essa nordestina: amontoada em um quartinho amorfo que pode muito bem ser igual a sua vida. Mas ela nunca perdera a fé, apesar de não saber em que deus acreditar. Era desencantadora aos olhos do mundo. Esta era Macabéa. Ou é. Porque ela ainda vive, apesar de morta. Mas ela não é só isso. Dentro de sua pequenez há algo muito maior. Quer saber? Leia as retorcidas palavras narradas por Rodrigo S.M porque eu agora hei de me calar.

Rodrigo afirma que escrever não é fácil. E não é mesmo. Ele, assim como todos os escritores, vê a escrita como uma fuga, como única alternativa para o cansaço da mente e da alma. O narrador fala de se preparar para falar sobre a nordestina. É preciso se igualar ao nível dela para que se consiga  escrever sobre a vida medíocre que ela levava. E isso não é fácil. Se abster de sua própria vida para compor ou descrever uma personagem como essa... Pobre, pobre de espírito, sem atrativos, moça infeliz...

O livro traz poucos personagens. O livro em si é pouco, mas um pouco que preenche a grandiosidade literária que se propõe. Glória, a colega de trabalho de Macabéa; o chefe, cujo nome agora eu esqueci; Olímpico, o namorado; as Marias, já citadas acima e a cartomante. Ainda há a tia de Macabéa que aparece in memorian e não deixa de ser marcante devido a seu relacionamento abusivo com a sobrinha. Havia o relacionamento abusivo também com Olímpico, o namorado. Que bom que hoje temos esse termo para nomear esse tipo de relacionamento. Até Glória maltratava a nordestina. Todo mundo a maltratava. Parece que ela atraía...

A morte, a aflição, a culpa, a crítica, a angústia e a briga com si mesmo - o auto-embate - como eu carinhosamente chamei, são temas que permeiam todo o livro. Por mais que não estejam explícitos, estão ali. O tempo todo. É só prestar atenção. A crítica literária e o preconceito sofrido por Clarice, por ser mulher também estão presentes. Há ainda de se ressaltar referências ao Nordeste e a Recife, terra onde viveu nossa autora. Eu vejo esse livro de muitas formas diferentes. A Hora da estrela é somente uma: a derradeira. Só se é estrela uma vez. Só se tem hora uma vez. Nada mais que isso... Eu vejo, entre outras coisas, a grande despedida de Clarice através deste livro, através de Macabéa, sua insignificante e grandiosa personagem. A personagem com nome esquisito que foi apresentada e narrada por um homem, fato que simbolizou, talvez, a voz feminina que tentaram calar.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O dia em que me dei conta

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Eis que atingi a minha liberdade
Posso ver o crepúsculo e o amanhecer
Sem ter que explicar o que meus olhos contemplam
A desejei desde a tenra idade
Sempre que o instante se desfaz
Sempre quis crescer
Quando ia dormir
Queria ser adulta
É o que as pessoas inventam
Que podemos sair
E fazer o que quiser
Mas hoje ando mergulhada num tantofaz
Uma cansada vadia
Mergulhada em golfos de solidão
Curtindo azia 
Dor e desalento
Agora pouco importa a liberdade
Não posso usufruir
Mundo capitalista ingrato
Me fez desatento
Tenho várias idades
E sei quem posso atrair
Ora, eu não atraio mais ninguém!
Eu sou um peso morto
Que nem aguenta claridade
Precisando de um trato
Mais um vintém
Terá troco
Toda essa maldade
Que tenho vivido
Mas tenho liberdade
Isso é sabido
Por alguém
Em algum momento
Que amanhece preso, sufocado
Eu não
Acordo bem
Sou livre, não sou covarde.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Tá bom - Los Hermanos


Senta aqui
que hoje eu quero te falar
não tem mistério não
é só teu coração
que não te deixa amar
você precisa reagir
não se entregar assim
como quem nada quer
não há mulher irmão que goste dessa vida
ela não quer viver as coisas por você
me diz cadê você aí
e aí não há sequer um par pra dividir

senta aqui
espera que eu não terminei
pra onde é que você foi
que eu não te vejo mais
não há ninguém capaz
de ser isso que você quer
vencer a luta vã
e ser o campeão
pois se é no não que se descobre de verdade
o que te sobra além das coisas casuais
me diz se assim está em paz
achando que sofrer é amar demais



Rafaela Valverde

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Mini resenha creme para pentear Niely Gold Mega Brilho

Comprei dia desse o creme para pentear da Niely Gold Mega Brilho. Nunca tinha usado creme para pentear dessa marca, mas resolvi comprar para experimentar. Ele custou 7.99 e tem Max Queratina e promete brilho diamante (3 vezes mais brilho) e alinhamento das cutículas, com ação anti-opacidade. E é principalmente indicado para cabelo opacos e sem brilho, obviamente.


O creme possui filtro UV e a fórmula MaxQueratina contém 13 aminoácidos similares a queratina da fibra capilar, entre eles a Arginina, que age reestruturando os fios. Essa é a descrição que está atrás do produto. E agora o que eu achei: primeiro o cheiro é muito bom e fica um bom tempo no cabelo.Além disso, deixa os cachos macios e definidos e sim, o brilho fica muito bom. Creme aprovado!



Rafaela Valverde



sábado, 26 de agosto de 2017

Hidratação de amido de milho

Fiz uma mega hidratação hoje. Com amido de milho, máscara e uma ampola de vitaminas.  Vou explicar direitinho: Dissolvi uma colher de amido em meio copo de água, depois fervi mexendo sempre como se fosse um mingau até chegar nesse ponto aí. A dica para não embolar é justamente dissolver antes e mexer bem em fogo médio/baixo.


Em seguida deixei esfriar. Coloquei na geladeira uns minutinhos para esfriar mais rápido. Em seguida, misturei uma colher dessa máscara abaixo, que é muito boa (e barata!) da marca Monange. Já fiz resenha sobre ela aqui no blog. Esta resenha aqui ó: Resenha Monange.


Misturei com essa ampolinha que custou 1,50  com as vitaminas  A, E e B5. promete devolver a maciez e a força, regenerando e hidratando os fios.


 Misturei tudo e depois de lavar o cabelo separei em mechas pequenas e fui aplicando a hidratação, enluvando bem e desembaraçando com o pente. Quanto mais finas forem as mechas e quanto mais produto for aplicado nelas melhor o resultado. Isso é comprovado por mim. Hahaha Nada de pão durice, taca lhe hidratação e enluva bem. Mas depois enxágua bem também. Depois passei um condicionador que veio com a minha tintura. Depois falo sobre ela aqui.



Rafaela Valverde

Como cuido do meu cabelo

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Hoje tirei o dia para falar de cabelo e esse primeiro texto é sobre como eu cuido do meu. Já fiz esse texto aqui anteriormente mas agora quero repetir porque mudei algumas coisas. Então, a primeira coisa é lavar o cabelo a cada três ou quatro dias. Eu faço isso por que sei que mantendo meu cabelo limpo evito problemas no couro cabeludo, além disso, manter o cabelo sempre limpo e lavar a cabeça massageando com as pontas dos dedos fazendo movimentos circulares estimula o crescimento.

O segundo cuidado que tenho com meu cabelo é sempre que lavo, hidrato. é muito raro eu lavar o cabelo e não usar pelo menos aquelas máscaras de ação rápida, de três minutos. Hidratação sempre. Além disso, às vezes faço umectações  com óleos e uso vinagre de maça no couro cabeludo para evitar fungos e também pelo cumprimento. O vinagre de maçã dá brilho e ajuda a fechar as cutículas.

Sempre invento alguma hidratação mais caprichada nos finais de semana que é quando eu posso ficar mais tempo com elas na cabeça. Geralmente fico 40 minutos com essas hidratações mais encorpadas. Enxáguo bem, mas bem mesmo e depois passo condicionador. Sim, condicionador depois da hidratação, ele encerra o processo e fechas as cutículas que foram abertas pelo xampu e tratadas pela máscara. E por falar em xampu: pouca quantidade, hein! E só na raiz. Nada de shampoo nas pontas, já que ressecam. No momento do enxague, que o shampoo descer, ele lava o comprimento. Ah, ao menos uma vez a cada quinze dias, lavo o cabelo com a cabeça pra baixo, no tanque. Dizem que também estimula o crescimento.

Ás vezes, quando faço umectação ou quando percebo que o cabelo está mais sujo, faço duas aplicações de shampoo, mas enxáguo bem e como já disse, quase todas as vezes eu hidrato. Por último: quase sempre que vou tomar banho e não vou molhar o cabelo, eu uso um saco plástico para que a umidade não enfraqueça os fios e nem destrua minha definição, hahaha. E quase sempre durmo com uma camisola velha de cetim enrolada no travesseiro. Esse é o cuidado que eu menos tenho porque não sofro muito com frizz não. É isso. Esses são os principais cuidados que tenho com meus amados cachos.

Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Quero pedir desculpas a todas as mulheres - Rupi Kaur

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quero pedir desculpas a todas as mulheres

que descrevi como bonitas

antes de dizer inteligentes ou corajosas

fico triste por ter falado como se

algo tão simples como aquilo que nasceu com você

fosse seu maior orgulho quando seu

espírito já despedaçou montanhas

de agora em diante vou dizer coisas como

você é forte ou você é incrível

não porque eu não te ache bonita

mas porque você é muito mais do que isso


Que coisa linda!


Rafaela Valverde

Uma lista de tarefas para o amor próprio - Key Ballah

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- Lave sua pele com água morna.
- Use o dedo indicador de sua mão direita para comer mel direto do pote.
- Escreva uma carta de amor para si mesma.
- Peça para sua mãe dizer o quanto ela te ama. Ouça com cuidado a verdade em sua voz.
- Diga ao seu pai que você o perdoa.
(Tente perdoá-lo, por mais clichê que isso soe, o perdão é na verdade para você).
- Leia o primeiro capítulo do seu livro favorito, se você não conseguir parar, leia o quanto conseguir.
- Saia de casa. Não importa o clima, mesmo que você só fique em uma varanda, mesmo que seja apenas por alguns segundos. O ar fresco queima a tristeza.
- Se alongue…
- Toque todas as suas cicatrizes e relembre seus aniversários, lembre-se de quão longe você veio.


Eu amei esse texto!


Rafaela Valverde

Metonímia - Angélica Freitas

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alguém quer saber o que é metonímia
abre uma página da wikipédia
depara com um trecho de borges
em que a proa representa o navio

a parte pelo todo se chama sinédoque

a parte pelo todo em minha vida
este pedaço de tapeçaria
é representativo? não é representativo?

eu não queria saber o que era
metonímia, entrei na página errada
eu queria saber como se chegava
perguntei a um guarda

não queria fazer uma leitura
equivocada
mas todas as leituras de poesia
são equivocadas

queria escrever um poema
bem contemporâneo
sem ter que trocar fluídos
com o contemporâneo

como roland barthes na cama
só os clássicos


Rafaela Valverde

Livro Machado - Silviano Santiago - Parte I

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Texto escrito para avaliação da disciplina O Cânone Literário Brasileiro do curso de Letras Vernáculas da UFBA, onde estudo.


Machado é um romance que não é romance. Uma biografia que vai além dos fatos da vida de alguém. Ensaio que já é o espetáculo. Espetáculo protagonizado pelo mímico do Cosme Velho, Machado de Assis. Retratada já em sua fase final, a vida de Machado de Assis foi bastante complexa.

Descendente de escravos, Machado sempre viveu de forma humilde. Conviveu com a escravidão durante grande parte da sua vida, até a abolição. Esta temática esteve bastante presente em sua obra. O livro retrata, porém os últimos quatro anos da sua vida. A partir de cartas escritas entre 1905 e 1908, Silviano Santiago construiu a grande obra biográfico-ensaística-romanceada-pitoresca e rica.

Além de uma grande homenagem, Machado pode ser considerado um bom almanaque de literatura. E não só brasileira. E não só de literatura. Almanaque de história, crítica literária e dos últimos momentos da vida do Bruxo do Cosme Velho.

Como o próprio Silviano Santiago declarou em uma de suas entrevistas: não era possível escrever um livro simples sobre a vida de alguém tão complexo como Machado de Assis. Por isso, o livro tão multifacetado. Não dava para ser uma simples biografia narrando fatos da sua vida e descrevendo dados e anos. Um romance simples, porém, não bastaria. Fazia-se necessário um livro grandioso, para a posteridade.

É claro que a intenção de fazer um livro como esse não é apenas homenagear um grande escritor e o fundador da Academia Brasileira de Letras. Não. Silviano quer deixar para o futuro, algo de si mesmo. O que ele próprio sabe sobre literatura. Seu mestrado na França, ilustrado pelo grande conhecimento em Flaubert não deixa mentir. Além disso, inicia- se a consagração do escritor como cânone da sua geração. Já que Machado foi e ainda é um autor legitimado no Brasil e no mundo. Há ainda de lembrar que o processo de urbanização do Rio de Janeiro, fator que incomodava muito o Bruxo do Cosme Velho, se comparava desde sua composição ao processo de urbanização de Paris. Onde quem esteve? Silviano. Eles estão ligados. Silviano Santiago se liga a Machado. Sua ligação com o escritor está também no fato de que Silviano nasceu, anos depois, na mesma data de morte do mímico: 29 de setembro. Silviano estende seu vínculo. Ele se transporta para o início do século XX e teima em conviver bem próximo ao grande escritor brasileiro.

O livro traz diversas imagens, mas nem precisava: com a confusão organizada entre narrador, autor e personagens, a trama já se estampa. Com uma bem feita metalinguagem, o livro consegue narrar, com literatura, a própria literatura. Além disso, há a descrição detalhada da urbanização do Rio de Janeiro, com seus principais meandros e consequências sociais.

Como já sabemos o cânone ou os cânones são listas de leituras escolhidas e implementadas por alguém. E que esse alguém geralmente é formado por mais de uma pessoa ou até mesmo instituições. Principalmente as universidades e seus grandes doutores críticos. Há a certeza, é claro que essas pessoas e universidades estão imbuídas de poder. A ideia de cânone foi criada e consolidada ao longo da história ocidental. Quando a igreja mandava, o cânone existia para determinar o que os fieis podiam ler ou não. E quem mais já teve poder nesse mundo que a igreja? 

Machado de Assis está no cânone. Ouso até dizer que Machado é ele mesmo, um cânone. Além de escritor, já respeitado na sua época, funcionário Público nomeado pelo imperador, Machado foi também o fundador da Academia Brasileira de Letras, como todos nós já sabemos. Antes, os encontros literários eram realizados na livraria Garnier. Os encontros cresceram tanto que nasceu a academia. A própria ABL – um siglazinha carinhosa – já estabelece um cânone. A lista de cadeiras dos imortais que ali se encontram confirmam bem isso. A rejeição do desconhecido Mário de Alencar também.


Continua...


Rafaela Valverde

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Crepúsculo e alvorecer

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Do meu olhar para o crepúsculo
A noite se vai, levando minha mensagem
Para algum lugar
Para alguém
Que eu nem sei se vai receber
Que talvez nem vá ligar
Na manhã seguinte o pensamento volta
Como se o destinatário tivesse virado remetente
Já nem sei o que quero dizer
Penso em uma coisa
Falo outra
Mais uma vez chega o anoitecer
E com ele eu penso em você
Isso é tudo tão estúpido
Você nem estar mais lá
Para se importar
Para receber o que eu digo
Mais uma madrugada
Um alvorecer
Momentos de transição que me angustiam
Mudam de cor
Mas não mudam minha situação
De sempre te querer.



Rafaela Valverde


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Minha poesia

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Ainda tenho um poema
Desde aquela manhã
Sem fórmula, sem teorema
Só o que chegar na mente
Sobre o que eu senti quando
o sol daquele dia nasceu.
Meu peito ainda sente
O ardor daquele momento
Em que minha resistência morreu
Ainda tenho algumas rimas
Mesmo que não sejam boas
Dessa coisa que me alucina
E me faz rir à toa
Rimas sem harmonia
Versos desarrumados
É essa minha poesia
Apenas regular
Não sou nenhuma gênia
do poema.
Sei que muitas vezes vou falhar.
Mas eu só quero dizer o que sinto
Lançar para os quatro cantos do mundo
Para que eles vejam o quanto é bonito.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Hidratação de café

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Fiz no último final de semana a hidratação de café que já tinha ouvido falar há um tempo. Gostei do resultado e vou contar aqui para vocês como fiz, como apliquei e o resultado. Vamos lá!

Peguei duas colheres de máscara que eu tinha aqui. Ou seja, pode ser a máscara hidratante que você já usa. Depois, duas colheres de pós de café normal, sem  ser solúvel, uma colher de mel e duas de azeite de oliva extra virgem. Misturei bem e apliquei no cabelo. Dividi em pequenas mechas e fui enluvando. Fiz uma sujeira danada. Quando terminei estava toda suja de café. Os braços, o pescoço... Mas vale a pena!

Deixei cerca de quarenta minutos e enxaguei bem. Precisa de um tempinho, paciência e muita água para tirar todo o produto da cabeça. Depois de enxaguar, passei condicionador nas pontas e deixei cerca de dois minutos, penteando com os dedos. Enxaguei bem e depois finalizei normalmente.

O resultado que eu tive com essa hidratação maravilhosa foi brilho, definição, maciez. O cabelo ficou muito bom, como já há algum tempo eu não via. Amei o resultado e mesmo hoje, depois de já ter lavado de novo o cabelo ainda continua macio e com um brilho incrível. E creio que a hidratação deve nutrir o cabelo também, já que o café tem muitos minerais, além dos nutrientes do mel e do azeite. Fica um pouco de cheiro de café, mas não muito forte. Pelo resultado que dá, vale muito a pensa. Recomendo essa hidratação.


Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Saber viver - Cora Coralina

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Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar


Rafaela Valverde

Eu e os óculos


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Voltei a usar óculos depois de quase três anos de lentes de contato. Eu escolhi um modelo de óculos bem estiloso e diferente de tudo que já usei antes, mas pelo meu grau ser muito alto e a grana ser pouca acabei ficando com uma lente grossa. Eu odeio óculos. Sempre odiei e desde ontem estou me sentindo um pouco angustiada em ter que usar esse troço no meio da minha cara.

Sinto que muda muito minha fisionomia e me deixa menos bonita. Nunca me senti bonita de óculos. Até compartilhei um texto no Facebook sobre minhas angústias, mas aqui que é o espaço adequado para isso. Eu estava pensando ontem, o dia todo, que ninguém vai me olhar mais. Ninguém vai se sentir atraído por mim mais. Por causa dos óculos... Bom se já não olhavam antes... Pode parecer besteira, mas não é. Não para mim.

Tenho uma necessidade de me sentir bem. De me sentir bonita pois passei minha infância e minha adolescência sofrendo de baixa auto-estima. Baixíssima auto estima. E os óculos, além do meu peso, cabelo e aparência como um todo, eram responsáveis por isso. Me sinto meio triste, mas vai passar. Eu sei. Mas é assim que estou me sentindo no momento. Querendo fazer cirurgia de redução de miopia, querendo nascer de novo, sem isso. Pedindo para não ser tão cega... Tudo meio idiota, mas eu sou assim.


Rafaela Valverde

sábado, 24 de junho de 2017

Creme de tratamento Monange - Hidratação Intensiva

O creme de tratamento que usei na minha hidratação recente foi o da Monange, da embalagem rosa. Ele promete hidratação intensiva, mais nutrição. a embalagem informa que ele é condicionador e sem sal, além de conter o "inovador ingrediente Bio Form e extrato de oliva, que aliados à formulação, combatem os quatro sinais de ressecamento dos fios".

O produto promete mais hidratação e selar profundamente a estrutura do fio, melhorando aparência e textura. E tudo isso e três minutos. Que é o tempo de ação indicado na embalagem. Fora que a textura é ótima, viro o creme e ele não cai. O cheiro é normal, não é ruim, enjoativo nada. E promete o que cumpre, preciso dizer!

Eu não sei exatamente qual o valor unitário, mas sei que é bem baratinho. Uns seis golpinhos. Eu não sei porque comprei numa promoção incrível: dois shampoos, um condicionador e esse creme por 22,00. Hahahaha amo promoção assim! 

O que eu quero dizer desse creme é que ele virou meu novo queridinho. Ele é muito bom. Não vou mais deixar de comprar, funcionou bem no meu cabelo e hidratando direitinho, com as técnicas certas, o resultado é visível. E a partir da aplicação, já se nota. Dá para ter cabelo bonito e bem tratado com pouco dinheiro.


Rafaela Valverde

História da flor - Carlos Drummond de Andrade


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.

Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.

– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!




Rafaela Valverde

Estava hidratando meu cabelo errado!


Eu estava hidratando meu cabelo errado. Eu estava fazendo tudo muito errado com meu cabelo. Estava sentindo que ele estava constantemente ressecado por mais que eu hidratasse. Vendo um vídeo da Mari Morena sobre os erros cometidos durante a aplicação da máscara no cabelo e descobri ou percebi que eu estava cometendo muitos daqueles erros.

O principal erro foi não separar o cabelo em mechas menores para aplicar o creme, Eu estava basicamente separando o cabelo em duas ou três partes e jogando o creme, enluvando mentirosamente. Rsrsrs Então, já sabe que o resultado não estava sendo nada satisfatório, não é mesmo? Então, eu também estava aplicando a máscara hidratante  com o cabelo encharcado, estava passando do tempo indicado na embalagem e não estava passando condicionador depois de enxaguar.

Pois bem, decidi fazer isso diferente. Sequei um pouco o cabelo antes de aplicar e depois de lavar. Tirei o excesso de água com minha camisa de algodão, aí depois separei mechas bem finas e enluvei bastante. Segui o tempo indicado na embalagem que eram três minutos e enxaguei bem, aplicando depois o condicionador nas pontas e penteando com os dedos por mais ou menos um minuto.

Então, é outro cabelo. Só com essas pequenas mudanças na aplicação das máscara. O cabelo está definido, macio, com aquele aspecto de hidratado que há algum tempo não conseguia. Além do brilho, claro. Gostei bastante disso e não vou deixar mais de fazer essas pequenas coisas. Pequenas, mas que dão muita diferença. Vou deixar de ser relapsa com meu cabelo. Daqui a pouco posto sobre a hidratação que usei. Fiquem ligados!



Rafaela Valverde

terça-feira, 6 de junho de 2017

As pessoas...

E que se dane a dieta, que se dane meu cabelo feio e a espinha cravada na minha testa. Hoje eu não estou interessada no que o espelho tem a me dizer. Não me importo mais se estou gorda, não me importo mais se meu cabelo precisa de hidratação e minha pele se comporta como se eu tivesse doze anos.

Hoje eu não quero mais me importar com o que as pessoas pensam e dizem sobre mim e sobre minha aparência. Eu gosto de ter cabelo curto, essa juba cresce demais e me transforma em escrava dele. Eu gosto de ser gorda, porque eu gosto de comer, beber e fumar. E que se danem minhas veias, meu fígado e meu pulmão. Eles não são meus, porra?

Então, quem vai morrer cedo, de câncer de pulmão e feia? Eu. Então vão procurar lavar umas panelas ao invés de me atazanar. Peguei a tesoura no armário do banheiro e comecei a cortar o cabelo. Sempre o cortei, sozinha em casa. Sempre fui muito independente em relação a mim mesma. O que me fez ficar tão abobalhada me importando com as opiniões alheias?

Talvez tenha sido uma forma de me enturmar, de me encaixar em um determinado grupo. Sabe, as pessoas impõem qualquer ideia idiota sobre nossos corpos e a gente acredita. Que coisa, mulher não pode viver em paz! As pessoas sempre me disseram que eu ficava mais bonita de cabelo comprido, as pessoas sempre me disseram que eu seria mais saudável se fosse magra; as pessoas sempre me disseram que eu seria mais feliz se gastasse rios de dinheiro com depilação e tratamentos de beleza.

As pessoas... Que se danem o que elas acham ou dizem. Eu sou preguiçosa, não gosto de cuidar do cabelo, eu gosto é de comer e por isso sou gorda. Eu gosto de ser eu mesma e por isso eu sou feliz. Pelo fato de me permitir ser eu mesma. Com minhas comidas, meu cabelo curto, meu cigarro e meus pelos.

Então, hoje eu digo, com toda convicção: que se danem as pessoas, que se dane essa porra dessa dieta e que se dane esse cabelo ridículo e mal tratado. Vou continuar sendo eu mesma, com meus noventa quilos e meu cabelo de "machão".



Rafaela Valverde

quinta-feira, 25 de maio de 2017

O mundo do menino impossível - Jorge de Lima


Fim da tarde, boquinha da noite
com as primeiras estrelas
e os derradeiros sinos.

Entre as estrelas e lá detrás da igreja
surge a lua cheia
para chorar com os poetas.

E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:
o sol e os meninos.

Mas ainda vela
o menino impossível
aí do lado
enquanto todas as crianças mansas
dormem
acalentadas
por Mãe-negra Noite.
O menino impossível
que destruiu
os brinquedos perfeitos
que os vovós lhe deram:
o urso de Nürnberg,
o velho barbado jagoeslavo,
as poupées de Paris aux
cheveux crêpes,
o carrinho português
feito de folha-de-flandres,
a caixa de música checoeslovaca,
o polichinelo italiano
made in England,
o trem de ferro de U. S. A.
e o macaco brasileiro
de Buenos Aires
moviendo da cola y la cabeza.

O menino impossível
que destruiu até
os soldados de chumbo de Moscou
e furou os olhos de um Papai Noel,
brinca com sabugos de milho,
caixas vazias,
tacos de pau,
pedrinhas brancas do rio...

“Faz de conta que os sabugos
são bois...”
“Faz de conta...”
“Faz de conta...”
E os sabugos de milho
mugem como bois de verdade...

e os tacos que deveriam ser
soldadinhos de chumbo são
cangaceiros de chapéus de couro...

E as pedrinhas balem!
Coitadinhas das ovelhas mansas
longe das mães
presas nos currais de papelão!

É boquinha da noite
no mundo que o menino impossível
povoou sozinho!

A mamãe cochila.
O papai cabeceia.
O relógio badala.

E vem descendo
uma noite encantada
da lâmpada que expira
lentamente
na parede da sala...

O menino pousa a testa
e sonha dentro da noite quieta
da lâmpada apagada
com o mundo maravilhoso
que ele tirou do nada...

Chô! Chô! Pavão!
Sai de cima do telhado
Deixa o menino dormir
Seu soninho sossegado!





Rafaela Valverde
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