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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Não te pedi opinião sobre meu corpo!


Não. Eu não te autorizo a fazer comentários sobre meu corpo. Não quero que você fale sua opinião sobre mim, sobre meu corpo, sobre meu cabelo, meu estilo de vida, tatuagens... Nada! Cale a boca e pronto. Nós, gordos, já nos cansamos de ouvir seus comentários maldosos sobre nossos corpos. Aguentamos isso durante anos, anos e anos. Mas agora temos voz, tomamos nossa voz e não permitiremos mais piadas, comentários escrotos e nem mais pio. 

Já escutei muitas coisas durante toda minha vida. Minha infância foi tomada por bullying e zoação sobre meu corpo. Minha adolescência foi um pouco melhor porque espichei um pouco e perdi peso, mas agora na minha vida adulta passo a ouvir comentários sobre meu corpo e sobre o fato de eu estar acima do peso. Sempre estive e sempre estarei. Até mesmo o homem que se diz ou se dizia meu pai fazia comentários, brincadeiras e dava gargalhadas com suas piadas infames sobre o fato de eu ser gorda. Quando decidi dar um basta nele, nós deixamos de nos falar. Graças a Deus.

Ser gordo é esquisito, é estranho. Estar acima do peso é chamariz de doenças, assim eles dizem, todos eles que são os perfeitões, os julgadores de corpo e vida alheias. Sou incapaz de fazer qualquer comentário sobre o que quer que seja  da vida dos outros. Mas existem pessoas que parecem sentir  um prazer orgástico nisso. Só se sentem realizadas se tecerem comentários desagradáveis sobre tudo e todos.

Essa coisa escrota sempre existiu. A diferença é que agora a gente expõe quem faz isso. A gente cansou de aceitar tudo calado. Eu já me cansei.  Não foi uma, nem duas, nem três vezes que encontrei pessoas na rua e elas se admiraram pelo fato de eu estar gorda. O mais engraçado é que uso o mesmo manequim há anos. Minhas roupas são grandes, ou a depender da forma, super grandes há anos. Não tem nenhuma novidade no fato de eu estar acima do peso. Mas, mesmo assim ainda é possível encontrar com pessoas admiradas, pois cada vez estou mais gorda.

Ontem foi um desses dias. Estou morando aqui no bairro novamente há mais de um ano. Não engordei mais de dois quilos desde que vim morar aqui e ainda assim consigo encontrar gente com língua ferina, para não dizer maldita, que fala algo sobre isso, como se eu tivesse triplicado o peso ou ficado grávida de repente. Falo grávida porque é uma condição em que geralmente se engorda muito...

Enfim, espero que as pessoas tomem consciência e parem de tomar conta da vida, da comida, da gordura e do corpo do outro. Porque é muito ruim pra gente escutar coisas desse tipo. Nós temos espelho em casa, nós compramos roupas, nós vivemos no nosso corpo e sabemos exatamente como ele é. Nós gostamos de comer. Nós sabemos que somos gordos. Não precisamos das opiniões de vocês. E calem a bokita, tá? Tá! Beijos de luz e paz




Rafaela Valverde


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Mulher ao espelho - Cecília Meireles


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Hoje que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.

Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz.
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.

Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?

Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.

Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.

Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.





Rafaela Valverde

Foda-pra-caralho!

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Nesses raros momentos românticos da minha vida em que fiquei por alguns momentos, poucos, em companhia de alguém que esteja amando, ouvindo alguma playlist fofa e romântica eu me senti bem. Essas coisas me deixam tão satisfeita que é como se eu tivesse nascido especialmente para isso, para viver dessa forma, em eterno clima de romance, me desculpem a redundância, eternamente. Mas, me diga quem é que não quis em algum momento da vida algum momento desse a la conto de fada daquele bem da carochinha que a gente acha que pode acabar a qualquer momento? Quem diz que não, é um puta mentiroso. Um mentiroso do caralho. E vou aqui mesmo falar meus palavrões mesmo. Se não quiser ler não leia. Tchau. Não é essa a palavra? Ciau, bye... Sim, esse é mais um dos meus textos malucos para comprovar que não existe ninguém normal no mundo e nem mesmo existe quem  não queira viver um mísero momento como esse. De romancinho-água-com-açúcar. Pois bem, é assim que me encontro nesta noite que um dia pode vir a ser famigerada e ordinária. Espero que não seja, mas não sou daquelas pessoas que costuma conseguir o que quer ou o que espera. Geralmente tudo escorre da minha mão mesmo, como uma água muito mole e escrota... Nesses raros momentos de paz e calmaria da minha vida eu não sei o que pensar, porque por mais que agradeça nunca me sinto suficientemente grata e nem acho que mereço tanta coisa boa que acontece quase sempre agora. Fico achando que a qualquer momento o jogo vai virar de novo em breve  vou  cair naquele rio solitário de amargura e depressão. Quando a gente passa anos sofrendo fica difícil acreditar que o sofrimento acabou e que agora tudo é bom, calmo e reciproco. Tem coisa mais inacreditável que a reciprocidade? Principalmente pra mim que quase nunca tive nada recíproco na minha vida. Tudo que eu vivi por um período era mentira. Mas será que agora é mesmo verdade? Aí fico confabulando todas essas coisas e pensando em tudo isso, no que é verdadeiro ou não. No que é recíproco ou não. No que é, mas de repente pode deixar de ser... Fica um pouco difícil viver assim às vezes. Se me deixar levar por esses pensamentos eu não vivo. E mesmo quando recebo um telefonema avisando que teríamos uma boa comemoração com direito a molho de tomate caseiro e tudo, eu ainda, mesmo que sorrindo, me parei pensando se mereço tudo isso mesmo e se tudo isso é verdade mesmo. Sei lá, bate uma dúvida. As pessoas dizem que a gente é nada, que a gente não merece nada e a gente acredita. A gente passa dias, meses, anos acreditando que é um lixo porque isso foi dito, mesmo que nas entrelinhas, várias vezes, por várias pessoas que a gente começa a acreditar piamente. Depois de muito tempo acreditando nessas coisas, depois de muito sofrer achando que não merece nada da vida, a gente até liga o Foda-se, porém ainda ocorrem algumas recaídas de vez em quando. E nesses raros momentos românticos e recíprocos da minha vida eu me ponho de joelhos e agradeço aos céus, aos deuses, aos orixás a todo mundo, porque isso é foda-pra-caralho. Bem, é isso... Se for um sonho não me deixem acordar.





Rafaela Valverde

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Minha borboleta

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A gente corre, corre e corre atrás da borboleta, mas ela foge da gente. Um belo dia quando a gente para de procurar e se distrai, é aí que a borboleta posa em nosso ombro. Ouvi essa história há um tempinho e me encantei logo de cara. Já gostava de borboletas, mas foi aí que decidi que gostaria mais. Essa pequena história quer dizer que durante muito tempo a gente fica procurando algo que às vezes nem sabe o que é e quando a gente para de procurar ou até mesmo perde as esperanças essa coisa acontece. Sem mais nem menos. Eu, por exemplo, estava aqui de boa, na minha, sem nem pensar em nada disso, sem nem pensar em me apaixonar de novo, mas em alguns momentos é a vida quem manda na gente, sei lá. Parece que há sempre alguma coisa predestinada, apesar de eu acreditar muito mais no livre arbítrio, em livres escolhas. Mas, querendo ou não, em determinado momento alguma coisa acontece sem que você queira ou sequer se dê conta. Pois bem, eu me apaixonei. Perdidamente. Loucamente. Rapidamente. Tantos advérbios para explicar e caracterizar o que não tem explicação e nem caracterização específica. Paixão é a coisa mais maluca que alguém pode sentir.  É ao mesmo tempo doença e cura, ao mesmo tempo que dá tensão de saudade, nos deixa com sorrisos idiotas o dia todo. Paixão é um sentimento pouco inocente, pouco isento. Arrasa tudo que vê pela frente. Consome fornalhas e mais fornalhas, esquenta... Pode virar amor. E esse sim é o mais sublime encanto sentido por seres humanos. A minha borboleta chegou no momento que eu imaginava que não mais seria capaz de despertar interesse em borboleta nenhuma. Posou no meu ombros descaradamente e eu não podia deixar que ela se fosse. Tentando buscá-la, caçá-la foi que me meti em uma enrascada disfarçada de namoro no passado. Hoje, eu sei que as coisas não serão mais assim. Eu não sinto apenas. Eu tenho certeza. Eu quero ficar nessa relação, eu quero tentar. Não são expectativas, são certezas. Expectativas são coisas que já descalcei há muito tempo. Não tinha expectativas nenhuma quando encontrei essa nova paixão lá no décimo dia do último mês de 2017. Sim, como eu disse foi tudo muito rápido. Porque era pra ser. Porque estávamos sendo preparados um para o outro. Porque estou lembrando muito bem que Deus me disse para esperar, para ficar calma e não procurar. Que essa hora chegaria. Que essa pessoa chegaria. Daí eu fiquei tranquila, parada e não procurei. Eis que chegou minha borboleta, minha rechonchuda e brilhante borboleta. Suas cores me enchem de alegria, sua calmaria me enche de paz. Suas graças me enchem de gargalhadas. Meu peito está cheio de um sentimento lindo e avassalador que me pegou depois de muitos anos. Há muito tempo não sabia o que era ficar sorrindo pelos cantos, ao invés de chorando e me lamentando. A minha borboleta me alcançou, me escolheu e é perto dela que vou ficar. Não vou deixar escapar. Não dessa vez. Me faz bem. Quero ela perto de mim, como já disse não vou deixar que ela escape, mas não vou prendê-la. Comigo não existe isso. Aqui a gaiola são meus braços e pernas enroscados quando estamos nus na cama de madrugada. Aqui, ao meu lado, fica quem quer. E ele quer. Minha borboleta, o dono da minha paixão. Quer. Ele-me-quer. E olha que nem imaginava que ainda tinha pólen para atrair uma borboleta tão incrível. Mas não é que eu tenho? Sou muito privilegiada!




Rafaela Valverde

domingo, 31 de dezembro de 2017

Adeus 2017!



Não posso dizer que 2017 foi um bom ano.  Terminei um namoro ruim e o que seguiu a partir daí foi bem escroto, mas já passei uma borracha nessa história que nem devia ter acontecido. Enfim, passando dessa parte que foi bem no inicio do ano, pulo para o carnaval que também foi bem no início e é um tema bem melhor. Fui depois de dois anos ao carnaval e pela primeira vez à noite, no circuito da Ondina. Fui atrás da pipoca de Armandinho e foi maravilhoso. Apesar de ter ido na última noite. Foi o melhor carnaval da minha vida.

Em abril fui para Recife e foram dias maravilhosos que passei lá. Viajar é uma das experiências mais gratificantes da vida. Mas esse ano tive poucos momentos realmente bons. Não posso mentir. Minha bolsa de iniciação científica acabou, tentei três estágios diferentes para atar em sala de aula e nenhum dos três deu certo. Isso foi muito frustrante por mim, sobretudo por eu não poder fazer nada. Me senti muito impotente. Com isso fiquei sem renda, o que me impediu de continuar saindo e fazendo minhas coisas. Deixei de ir à baladas, cinema ou qualquer outra coisa. E olhe que comecei o ano indo quase que toda semana ao cinema, o que eu amo. Enfim, tive momentos ruins financeiramente e na vida como um todo, pra falar a verdade.

Quantos dias e noites pensei em me matar. Coisa oriunda de uma grande depressão que fez ter uma recaída. Em muitos momentos acordava com vontade de morrer. A cada não que tomava em entrevistas de empregos e / ou estágios eu me sentia muito frustrada. Foi bem complicado. Tive vários momentos em que me senti inútil, com baixa auto estima e me achando a pior pessoa do mundo. Não curti São João. Não fiz quase nada que eu queria, mas consegui vencer tudo isso e estou aqui viva e bem.

Foi um ano bastante produtivo no que se refere a estudos e escrita. Comecei a escrever um livro de contos, que não sei quando vou terminar, escrevi o relatório final de pesquisa e fui destaque da Iniciação Científica do ano. Essa parte esteve tudo muito bem obrigado.  Tomei várias lições da vida. Lições de fé, de otimismo, de amor próprio, de amizade. Vi quem é realmente meu amigo e esteve sempre ao meu lado, disposto a me ajudar. Obrigada amigos. Um ano que conheci muita coisa nova na música e na literatura. Grandes descobertas e aprendizados. Agora, já no último mês, depois de tantos nãos chegou minha melhor notícia, meu emprego apareceu e é assim que vou começar o ano. Empregada. 

E ainda teve as questões políticas, sociais, os feminícidios e todas as atrocidades que aconteceram no Brasil e no mundo e que não deixam de nos marcar profundamente. É isso. Esse é, resumidamente, meu 2017. Que venha 2018. Muito melhor, fluindo, ano par... Coisa boa! Feliz ano novo para todos.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Cuidados com o cabelo e plano para 2018

Há um tempo decidi deixar meu cabelo sempre médio. Não sei se tenho paciência com cabelo muito comprido não. Nunca tive cabelo compridão nem quando eu dava química. E acredito que deve dar muito mais trabalho e não sei se terei tempo. Já preciso lavar o cabelo de três em três dias, já que ele embola e embaraça bastante na parte de baixo, onde tem partes mais lisas.

Há dois anos mantenho ele médio, passando um pouco do ombro, mas sempre corto, renovando as camadas. E olhe que meu cabelo cresce muito rápido mesmo. Eu cuido muito então acho que ele é sim um cabelo saudável, na medida do possível e das minhas condições financeiras. Pois bem, o que quero dizer aqui é que agora, a partir desse final de 2017 decidi que quero deixar o cabelo crescer e ficar comprido, o mais comprido possível. Vou "criar o cabelo", como se diz aqui na Bahia. Não pretendo mais cortar e vou ver como me saio com um cabelão. Cortei em maio, com retoques de camadas em outubro mas sem mexer no comprimento.

Acho que vou me dar bem e vou continuar mantendo a saúde dos fios, já que estou tão acostumada a cuidar. Não consigo lavar o cabelo sem hidratar. É muito raro. Outra coisa que quero dizer aqui é que voltei a fazer fitagem, não daquelas muito caprichadas, mas ainda assim fitagem. Capricho mais no meio e na frente, fazendo uma fitagem mais estruturada ou dedo lis. É a mesma coisa. Dessa forma, fica mais definido nessa área, ficando com cachos mais firmes e menos frizz.

É isso. Um pequeno relatório sobre meus cuidados capilares, já que sei que tem muita gente que lê o blog e gosta muito dessa parte. Hoje lavei na lavanderia, com a cabeça pra baixo, massageando o couro cabeludo com as pontas dos dedos em movimentos circulares - o que ajuda a estimular o crescimento. Passei xampu duas vezes e depois passei essa máscara de hidratação abaixo, com uma sacola plástica, deixei agir por cerca de quarenta minutos.

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Essa máscara é muito boa. Se quiser, intensifique-a com algum óleo ou Bempantol.


Depois passei meu condicionar, um pouquinho só nas pontas, durante o banho e finalizei com esse creme de pentear que é bom, tem filtro solar mas não segura muito meus cachos, é muito leve. Mas ainda assim gosto dele.

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Esse creme custou apenas 7,00 aqui no meu bairro


Bom, é isso. Em breve volto com mais novidades sobre meus cachos e como estou cuidando deles.





Rafaela Valverde


sábado, 9 de dezembro de 2017

Para Educar Crianças Feministas - um manifesto e Sejamos Todos Feministas de Chimamanda Ngozi Adichie

Os livros Para Educar Crianças Feministas - um manifesto  e Sejamos Todos Feministas de Chimamanda Ngozi Adichie são livros reveladores, especialmente para quem não conhece nada de feminismo e anda falando besteira por aí. É muito importante para conhecer algumas pequenas questões - ou talvez não tão pequenas assim - que ela aborda de maneira tão bem feita que não dá para desgrudar do livro e ainda ficar concordando que nem uma doida, balançando a cabeça na rua.

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Chimamanda é Nigeriana, nascida em 1977. É uma das mais conhecidas e bem sucedidas escritoras de literatura africana em língua inglesa. Só a conheci no ano passado na faculdade de Letras, assistindo uma de suas palestras em uma aula de literatura. Como tive facilidade de ler seus livros, aproveitei logo a oportunidade e li. São livros bem fáceis de ler. Terminei em um dia. Pois bem, Para Educar Crianças Feministas - um manifesto é uma carta/manifesto escrito para sua amiga que lhe perguntara como educar a filha de maneira feminista e para ser feminista A partir dessa resposta, ela cria inúmeras respostas e uma lista com coisas a serem feitas e coisas para nunca serem feitas. É bem didático, sobretudo para quem critica tanto o movimento feminista que busca igualdade entre homens e mulheres, nada mais. Trarei duas frases do livro:

Seja uma pessoa completa. A maternidade é uma dádiva maravilhosa, mas não seja definida apenas pela maternidade. Seja uma pessoa completa. (p. 14)

Ensine-a a ler. […] Os livros vão ajudá-la a entender e questionar o mundo, vão ajudá-la a se expressar, vão ajudá-la em tudo o que ela quiser ser. (p. 34)

Então, né gente? O livro é maravilhoso e traz algumas coisas que já pensava há anos. Reflexões sobre a mudança do sobrenome da mulher ao se casar, reflexões sobre o rosa e o azul - definições de gêneros impostas pela sociedade e muitas outras... É um livro que nos coloca para pensar.

Já Sejamos Todos Feministas é uma de suas palestras adaptadas para livro e vem para reforçar as ideias do feminismo mesmo. Como se fosse a repetição para a confirmação de determinada ideia. Desconstrução de conceitos fortemente arraigados já há muito tempo em nossas sociedades.

Trechos destacados:

"Perdemos muito tempo ensinando as meninas a se preocupar com o que os meninos pensam delas. Mas o oposto não acontece."


"E se criássemos nossas crianças ressaltando seus talentos, e não seu gênero? E se focássemos em seus interesses, sem considerar gênero?"


É também um excelente livro, que aborda várias questões que precisam ser abordadas e discutidas. Gostei bastante dessas leituras. Todo mundo deveria ler!



Rafaela Valverde


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Eu tenho uma pessoa e sou eu!

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Eu já sofri muito. Já sofri muito nessa vida. E já tinha sofrido muito desde que você me deixou. Passeis uns seis meses sem saber de mim. Fora de mim pra falar a verdade. Eu estava com você, em você. Só tinha um pensamento: queria você de volta. Mas hoje isso é tão ridículo. E em tempos de empoderamento feminino, elevação de auto estimas, essas coisas, não cabe bem eu preferir você em detrimento de mim mesma. Sabe dizem que isso não é amor. Eu acho que é amor sim. Porém é mais amor pelo outro, nesse caso por você, do que por mim mesma.  A questão toda, é que graças a Deus isso mudou. Eu amo mais a mim hoje do que a você. Eu encontrei uma pessoa e ela sou eu mesma. Hoje só sofro por mim mesma. Hoje não admito ser maltratada por ninguém. Hoje só consigo ser capaz de ficar fora de mim por mim mesma.

Não sei dizer exatamente por quanto tempo fiquei no limbo. Às vezes o limbo ainda vem. É escuro, vazio e pegajoso. Mas não é por você, nem por ninguém. É simplesmente pelo fato de minha vida ser uma bosta mesmo. Em alguns momentos, ou quase todos os momentos em que estive com você foi menos bosta do que é agora. Confesso que fui feliz ao seu lado. Isso eu nunca escondi de ninguém, nem de você. Confesso que ainda existe algum resquício desse amor aqui por dentro de mim. Ele nunca vai morrer. Amor não morre, eu sei. O que apaga é o fogo da paixão, mas o incêndio do amor, só pode ser escondido e não finalizado. Jamais.

Ainda assim meu amor por mim mesma, graças a Deus, hoje, se sobrepõe ao amor que sinto por qualquer outro ser na terra.  Eu escolho a mim e sempre escolherei. Não creio que você volte a me fazer mal de novo algum dia, até porque eu não deixarei que isso aconteça. Até porque não sofro mais como antes e até porque não existe tanta proximidade assim entre nós, como eu penso. Estamos acabados, não existimos mais como casal e nosso Facebook não nos deixa mentir com as palavras "solteiro" e "solteira." Queria te tratar com um pouco mais de frieza do que o necessário. Queria tratá-lo com mais frieza do que trato usualmente. Queria, mas não trato, não consigo e não vou conseguir nunca. Quando penso ou falo com você sempre sinto afeto e vontade de fazer cafuné em você e tocar sua pele macia. 

Mas, não confunda as coisas, eu demorei, mas, hoje não me confundo mais! Isso não significa que eu pense em você como meu de novo, que eu tenha sonhos de Cinderela donzela e apaixonada de novo. Não significa que eu sonhe com você me dizendo que me ama e me pedindo para voltar. Você já fez isso uma vez e nem sei se era verdade.  Já consegui te conquistar uma vez e tenho plena consciência que não o farei de novo. Não possuo tanta capacidade apaixonativa assim, mas, o que eu sei é que sou maravilhosa. E que cada dia seu distante de mim é um desperdício e uma privação dessa mulher incrível e maravilhosa que eu me tornei e você nem conhece.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Livro Uma Vida Inventada - Maitê Proença


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Terminei  de ler essa semana o livro da atriz Maitê Proença, de quem eu gostava desde a infância, acompanhando pelas novelas da globo. Troquei o livro em um projeto de troca de livros e não sabia muito bem o que esperar dele. Confesso que o que me chamou atenção foi o nome da autora. Provavelmente se não fosse Maitê Proença eu nunca pegaria o livro.

Gostei bastante do livro que intercala memórias com estória. Uma está dentro da outra, não se separam e é justamente esse um dos diferenciais do livro que traz de maneira suave suas impressões sobre a vida, sobre as pessoas e narra de forma suave todas as tragédias que fazem parte da sua vida. Sim, para quem não sabe a atriz passou por grandes tragédias em sua vida. Quando ela tinha doze anos o pai matou a mãe e se matou anos depois, quando ela já trabalhava na Globo. Mas, a forma com que ela narra é muito bem feita. Pelo menos eu gostei bastante. Me fez refletir em alguns fatos da minha vida, especialmente a mágoa e a liberdade.

A atriz contou em uma entrevista que eu pude ler, que sentiu vontade de escrever sobre suas tragédias, depois que elas foram expostas em rede nacional no ano de 2005 no programa de Faustão. Então não tinha mais como não contar.

Ela vai trazendo memórias, relatos de viagens e conta casos divertidos sobre a vida; além da relação com a filha Maria, sua relação com a família e com as religiões. Além do começo difícil da carreira. No primeiro trabalho na TV, antes de começar, Maitê sofreu um acidente que a deixou de moletas por cerca de um ano. Além disso teve o aborto que ela fez aos dezesseis anos. Ela conta tudo de maneira muito leve e eu não consegui desgrudar do livro. É isso.


Autor: Maitê Proença
Ano: 2008
Páginas: 224
Editora: Agir





Rafaela Valverde

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Livro Antes Feliz do que Mal Acompanhada - Emanuela Carvalho


Terminei de ler o livro Antes Feliz do que Mal Acompanhada de Emanuela Carvalho. O livro foi lançado no ano passado aqui em Salvador. Emanuela é baiana. Encontrei- o por acaso nas estantes de sugestões de leitura da Biblioteca Central dos Barris. Me interessei pelo título e texto da contracapa e trouxe. 

O livro traz histórias anônimas de 25 mulheres sobre relacionamentos abusivos, violências física, psicológica e sexual e todo o sofrimento vindo desses relacionamentos. Dá uma dor no coração ler algumas dessas histórias. A gente que é mulher sempre se vê em situações como essas, em que nosso amor próprio vai embora, expulso por nós mesmas. 

Muitas vezes, amamos mais o outro do que a nós mesmas e quase sempre a vida mostra nosso erro. Há no livro histórias de relacionamentos abusivos entre mulheres também, há filhos envolvidos, dor, lágrimas, tristeza, falta de amor próprio, juventudes destruídas... Há coisas demais. E quando a gente para e pensa que são casos reais (a autora se inspirou em casos reais para escrever as histórias) misturados a um pouco de ficção, claro. Mas quando a gente percebe quantas mulheres estão envolvidas nesse tipo de relação, mesmo que tentem esconder e mostrar para o mundo o quanto são felizes, a gente pensa: "poderia ser eu..." ou "antigamente eu também agiria assim, hoje mais não..." 

Querendo ou não a gente se vê ali. Quantas mulheres não foram e são enganadas até hoje por homens e mulheres também, que acham que são seus donos? Que são possessivos, controladores e mau caráter... São esses alguns dos pensamentos que vêm à mente enquanto lia esse livro. É triste e dói saber que ainda somos tratadas como as culpadas por esses abusos. Muitas vezes recriminadas e julgadas... Bom, é isso. O livro é bastante interessante, por trazer casos próximos da gente, são histórias daqui de Salvador e nos faz refletir...




Rafaela Valverde












sábado, 14 de outubro de 2017

A Hora da Estrela - Clarice Lispector

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Já li A Hora da Estrela pela segunda vez esse ano. Eu já havia lido em algum momento da minha pré adolescência, mas não tinha nenhuma memória dele. Macabéa é uma personagem bastante conhecida na literatura brasileira. Clarice Lispector em seu último livro marcou a literatura brasileira com a estória da nordestina datilógrafa que mal sabia escrever. Em 1977, ano de sua morte, a escritora nos trouxe a rica estória da pobre mulher nordestina que "só sabia chover."

Além da história de Macabéa, narrada pela figura masculina de Rodrigo S.M já que mulheres narrando estórias é de uma pieguice sem tamanho, então tomem um homem! E assim o livro que tem treze títulos inicia a partir da voz deste homem, que além de contar a história de Macabéa, algo que pouco conhecia, ainda reflete sobre a função do escritor, sobre a ação de escrever e funciona (se coloca ou é colocado) como alter ego de Clarice.

Eu não estou aqui para escrever uma simples resenha do livro. Contar como se dá a história, descrever e analisar personagens, essas coisas... Não! Há muito disso por aí. Estou aqui para contar para vocês o que esse livro, essa história, esse personagem e esse narrador significam para mim. E talvez eu ainda não consiga deixar isso muito claro, mas pelo menos posso tentar.

Pois bem, no início, a presença de Rodrigo me causou certa estranheza. Mas o que esse homem pensa que está fazendo? Ele nem sabe o que quer contar e como contar. Mas confesso que fui me acostumando e reconheço que ele conseguiu cumprir bem a missão de nos trazer Macabéa, a alagoana insignificante que fora para São Paulo para 'melhorar" de vida. E "é claro que a história é verdadeira embora inventada..."

Macabéa aprendera com a tia a bater à máquina. Muito mal, poque era quase analfabeta. Macabéa era tola. "Ela como uma cadela vadia era teleguiada exclusivamente por si mesma. Pois reduzira-se a si." Ela nunca se viu, nunca se olhou no espelho por ter vergonha. Macabéa era sem atrativos. Macabéa era virgem. Sim, virgem! Ela mal vive, somente inspira, expira, inspira e expira... Macabéa é incompetente, ouve rádio-relógio com anúncios e cultura. E adora. Marias dividem o quarto com ela. Assim que vive essa nordestina: amontoada em um quartinho amorfo que pode muito bem ser igual a sua vida. Mas ela nunca perdera a fé, apesar de não saber em que deus acreditar. Era desencantadora aos olhos do mundo. Esta era Macabéa. Ou é. Porque ela ainda vive, apesar de morta. Mas ela não é só isso. Dentro de sua pequenez há algo muito maior. Quer saber? Leia as retorcidas palavras narradas por Rodrigo S.M porque eu agora hei de me calar.

Rodrigo afirma que escrever não é fácil. E não é mesmo. Ele, assim como todos os escritores, vê a escrita como uma fuga, como única alternativa para o cansaço da mente e da alma. O narrador fala de se preparar para falar sobre a nordestina. É preciso se igualar ao nível dela para que se consiga  escrever sobre a vida medíocre que ela levava. E isso não é fácil. Se abster de sua própria vida para compor ou descrever uma personagem como essa... Pobre, pobre de espírito, sem atrativos, moça infeliz...

O livro traz poucos personagens. O livro em si é pouco, mas um pouco que preenche a grandiosidade literária que se propõe. Glória, a colega de trabalho de Macabéa; o chefe, cujo nome agora eu esqueci; Olímpico, o namorado; as Marias, já citadas acima e a cartomante. Ainda há a tia de Macabéa que aparece in memorian e não deixa de ser marcante devido a seu relacionamento abusivo com a sobrinha. Havia o relacionamento abusivo também com Olímpico, o namorado. Que bom que hoje temos esse termo para nomear esse tipo de relacionamento. Até Glória maltratava a nordestina. Todo mundo a maltratava. Parece que ela atraía...

A morte, a aflição, a culpa, a crítica, a angústia e a briga com si mesmo - o auto-embate - como eu carinhosamente chamei, são temas que permeiam todo o livro. Por mais que não estejam explícitos, estão ali. O tempo todo. É só prestar atenção. A crítica literária e o preconceito sofrido por Clarice, por ser mulher também estão presentes. Há ainda de se ressaltar referências ao Nordeste e a Recife, terra onde viveu nossa autora. Eu vejo esse livro de muitas formas diferentes. A Hora da estrela é somente uma: a derradeira. Só se é estrela uma vez. Só se tem hora uma vez. Nada mais que isso... Eu vejo, entre outras coisas, a grande despedida de Clarice através deste livro, através de Macabéa, sua insignificante e grandiosa personagem. A personagem com nome esquisito que foi apresentada e narrada por um homem, fato que simbolizou, talvez, a voz feminina que tentaram calar.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Ela é força

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Ela é tão forte que nada é capaz de destruir
Pensa em desmoronar, em ruir
Mas ela parece inquebrantável
Aço reforçado, energia inesgotável

Não que ela não tenha se sentido fraca
Sim, isso já aconteceu
Manhãs de ressaca
Em raros momentos a enfraqueceu

Nada que um banho e uma xícara de café não curasse
Momentos de catarse!
Daqueles que renovam; fortalecem mais
Estar consigo mesma, sem olhar para trás.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Foi assim a gente na cama

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Foi doce e ao mesmo tempo ardente. Isso é possível quando nós dois estamos no mesmo recinto, no mesmo colchão. Chocolate e Pimenta. Vinho seco e vinho tinto daqueles bem vagabundos e doces. Os opostos. Que se conectam não apenas com o corpo numa linda dança, uma coreografia bem ensaiada. 

E foi assim que foi. Sem nenhum ensaio prévio. E quando me dei conta estava em cima de você. Foi tudo muito louco. Ainda de roupa, já estava molhada. Os flashs que vêm à minha cabeça por si só já são deliciosos. Você me chupava com uma voracidade, uma sede. De uma forma que eu nunca havia sido chupada. Tanto desespero, tanto destempero e agonia se tornaram um boom estonteante de prazer do início ao fim.

Mordia sua orelha e passava minha língua nela só pra ver você se derretendo. Nossa dança continuava, sincrônica e suave, selvagem e desajustada. Brincávamos de explorar nossos corpos em plena luz do dia. Luz que entrava pela janela transformando a penumbra do quarto em mais lascívia. Cada vez mais. Gemia de prazer com cada gesto seu, que me movia como se soubesse todos meus pontos erógenos  e sabia. Todos meus pontos de prazer. 

Ás vezes gritava porque não conseguia mais ficar calada porque você é demais. Faz tudo bem. Bem até demais. Como eu não imaginava muito, confesso. Há tempos que não tinha um sexo tão incrível. Uma outra pessoa não me dava tanto prazer há um tempo relativamente bom. E nem só por isso, mas pelo fato de me sentir desejada. Me senti uma deusa exclusiva e maravilhosa.

Entre um rolar na cama e outro, beijos quentes e carinhos fofos que me deram gosto de ter usado meu hidratante caro. Deixei minha pele mais macia e parece que você adivinhara, porque me acariciava de uma forma tão doce e ao mesmo tempo libertina que eu lembro desses toques até hoje. E assim é que foi: carinhoso e sensual. Indomável e dócil. É assim que foi. Deitamos de conchinha e o que você falou em meu ouvido com essa voz gostosa está ecoando até agora... Gozamos juntos e ficamos ali abraçados, de conchinha, sentindo o calor do corpo do outro e esperando a próxima vez.



Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Uma lista de tarefas para o amor próprio - Key Ballah

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- Lave sua pele com água morna.
- Use o dedo indicador de sua mão direita para comer mel direto do pote.
- Escreva uma carta de amor para si mesma.
- Peça para sua mãe dizer o quanto ela te ama. Ouça com cuidado a verdade em sua voz.
- Diga ao seu pai que você o perdoa.
(Tente perdoá-lo, por mais clichê que isso soe, o perdão é na verdade para você).
- Leia o primeiro capítulo do seu livro favorito, se você não conseguir parar, leia o quanto conseguir.
- Saia de casa. Não importa o clima, mesmo que você só fique em uma varanda, mesmo que seja apenas por alguns segundos. O ar fresco queima a tristeza.
- Se alongue…
- Toque todas as suas cicatrizes e relembre seus aniversários, lembre-se de quão longe você veio.


Eu amei esse texto!


Rafaela Valverde

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Entorpecimento mortífero

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A frustração, o medo e desesperança dão bons temas para escrever. Aliás, eles já são o próprio assunto. Eu, quando recebo noticias ou baques na minha vida - o que acontece quase o tempo todo, diga se de passagem - tendo a escrever melhor. Com mais tristeza, consequentemente com mais literatura.

Refletir sobre minha escrita faz parte de uma tomada de consciência sobre mim mesma e meus sentimentos. Quais os momentos em que escrevo? E como escrevo nesses momentos? Qual a época em que mais escrevo contos eróticos, por exemplo? Cabe a reflexão.

Sei que isso pode não interessar as pessoas, mas analisar isso, para mim, me faz entender a mim mesma ou pelo menos ajuda. Meu psiquismo, meus processos cognitivos e de assimilação de coisas ruins que acontecem em minha vida. Só na semana passada tive duas notícias ruins, duas preocupações sobre o futuro. Dois pequenos problemas que não me definem, mas me incomodam. Com essas coisas eu só sinto vontade de escrever. Escrever, chorar e morrer. O fardo de viver, às vezes, me deixa muito deprimida e muito desgostosa com a vida.

Às vezes, nem a literatura consegue me tirar desse entorpecimento mortífero. Deve existir uma força sobrenatural dentro do meu ser, porque mesmo com tudo desmoronando eu ainda consigo cumprir minhas obrigações diárias, os trabalhos da faculdade, etc. A demanda de estudos pelo menos mantém minha mente ocupada e eu deixo de sentir ímpetos de me jogar debaixo de algum carro em uma avenida movimentada.

Tudo é pesadelo, tudo é tempestade. E eu não acordo nunca desse sono que não oferece descanso, nem alento. Só dor, angústia e pesadelos. Eu não sei até quando eu vou conseguir me manter ocupada o suficiente para não desistir e não mergulhar de vez nesse entorpecimento.


Rafaela Valverde

Você vai se arrepender

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Você vai pagar muito caro pelas coisas que me fez e ainda faz. Não porque eu tô te desejando mal, mas porque quem planta colhe e as suas maldades, sua falta de remorso por me machucar vão voltar para você. Não porque eu estou morrendo de raiva neste exato momento e porque gostaria que você sofresse pelo menos 0000,1% do que eu venho passando nesses últimos tempos.

Não é só por isso. Eu não te desejo mal, pelo contrário, espero que você seja até mais feliz do que foi comigo. Pelo menos vai valer a pena todo meu sofrimento. Mas, mesmo não desejando mal, sei que uma hora a conta vem e você vai ter que lidar com isso. Já não estou mais em sua vida, porque eu fiz questão de me afastar. Se fosse por você até hoje estaríamos naquela amizade colorida e superficial idiota. Aliás, é só disso que você gosta agora: relações idiotas e superficiais. E de pensar que já te achei a melhor pessoa do mundo...

Eu sei que sempre voltava atrás, sempre ia falar com você. De novo, de novo e de novo. Mas dessa vez eu não suporto mais manter você por perto. Eu tenho nojo de você. Das coisas que você tem me dito ultimamente. Me tratando como se eu fosse um produto descartável. Eu sou uma pessoa, tenho sentimentos. E parte deles são para você. Mas você só sabe desprezar e jogar fora tudo de bom que alguém possa te oferecer.

Você não serve pra mim. Eu acho até que nunca serviu. O que tivemos foi um mero acaso. Pra você, falta de coisa melhor e pra mim, a maior ilusão da minha vida. Eu não quero mais correr atrás, eu não quero mais desistir de ficar zangada com você "em nome dos nossos bons momentos juntos." Eu quero que você se exploda, quero distância de você. Assim como você quer que eu me exploda. Vou passar a ser com você como você é comigo: nada, indiferente, vácuo... Vou inexistir na sua vida. Eu juro que é definitivo.

Estou me afastando e quando essa decisão parte de mim, você sabe que é realmente definitivo. Você me conhece muito bem. Sou das que demoram para dar adeus, mas quando dou eu dou. Pra mim é melhor. Minha saúde mental agradece por eu me afastar de você. Mas você vai se arrepender e essa sua voz escrota, sem culpa, sem um pingo de empatia vai mudar. Ah, vai! E eu vou saber.




Rafaela Valverde


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Dias tristes

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Eu só sinto vontade de três coisas: chorar, escrever e morrer. Eu ontem disse que nasci pra sofrer. Eu tomei um baque na quinta, na sexta e outro no sábado. Ontem passei o dia quase todo deitada vendo série e estudando, enquanto quase todas as pessoas do planeta estavam se divertindo. Eu não sei qual rumo minha vida vai tomar. Eu não sei se existe algum rumo. Especialmente quando se trata de mim.

Fui feliz em poucos momentos da minha vida. E agora, sou menos ainda. Minha vida ão entra nos eixos e eu não sei mais o que fazer para que as coisas se encaixem. A minha parte eu faço. Estudo muito, procuro emprego e ou estágio, mas não flui. Talvez a parte que esteja me faltando fazer seja ter fé. Sim, eu acho que eu preciso de mais fé. Eu tenho inveja das pessoas que têm fé. Através da fé é possível aceitar certas coisas.

Minha fé até existe, mas é um pouco volúvel. Eu não consigo me manter com fé. Não sei como realizar manutenção. Eu não sei como continuar levando minha vida. Tomo surras da ia o tempo todo e não me sinto mais forte para lutar.

Mas, talvez, não seja só a falta de fé. Talvez eu tenha nascido pra me estrepar mesmo, como já tinha imaginado antes. Já penso nisso há anos.  Eu sinto uma tristeza tão profunda às vezes que chega a doer. Não sei como afastá-la. Na verdade eu até já soube, hoje não sei mais. Meus artifícios não funcionam mais. Ler um livro, ouvir música, focar nos estudos não têm adiantado mais. 

A tristeza até vai, mas volta. E volta intensa. Não sei de onde tiro forças para levantar da cama. Tem dias que nem tiro e nem levanto. Mas, não posso me dar a esse luxo, já que preciso me formar e ganhar dinheiro. Minhas oscilações entre triste e não triste estão cada vez mais presentes na minha vida. E não sei mais como pará-las. 



Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Eu e os óculos


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Voltei a usar óculos depois de quase três anos de lentes de contato. Eu escolhi um modelo de óculos bem estiloso e diferente de tudo que já usei antes, mas pelo meu grau ser muito alto e a grana ser pouca acabei ficando com uma lente grossa. Eu odeio óculos. Sempre odiei e desde ontem estou me sentindo um pouco angustiada em ter que usar esse troço no meio da minha cara.

Sinto que muda muito minha fisionomia e me deixa menos bonita. Nunca me senti bonita de óculos. Até compartilhei um texto no Facebook sobre minhas angústias, mas aqui que é o espaço adequado para isso. Eu estava pensando ontem, o dia todo, que ninguém vai me olhar mais. Ninguém vai se sentir atraído por mim mais. Por causa dos óculos... Bom se já não olhavam antes... Pode parecer besteira, mas não é. Não para mim.

Tenho uma necessidade de me sentir bem. De me sentir bonita pois passei minha infância e minha adolescência sofrendo de baixa auto-estima. Baixíssima auto estima. E os óculos, além do meu peso, cabelo e aparência como um todo, eram responsáveis por isso. Me sinto meio triste, mas vai passar. Eu sei. Mas é assim que estou me sentindo no momento. Querendo fazer cirurgia de redução de miopia, querendo nascer de novo, sem isso. Pedindo para não ser tão cega... Tudo meio idiota, mas eu sou assim.


Rafaela Valverde
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