Mostrando postagens com marcador Artistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artistas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Ainda Assim Eu Me Levanto - Maya Angelou


Resultado de imagem para maya angelou

Precisamos conhecer poetas e poetisas negros!!!

Você pode me riscar da História
Com mentiras lançadas ao ar.
Pode me jogar contra o chão de terra,
Mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar.

Minha presença o incomoda?
Por que meu brilho o intimida?
Porque eu caminho como quem possui
Riquezas dignas do grego Midas.

Como a lua e como o sol no céu,
Com a certeza da onda no mar,
Como a esperança emergindo na desgraça,
Assim eu vou me levantar.

Você não queria me ver quebrada?
Cabeça curvada e olhos para o chão?
Ombros caídos como as lágrimas,
Minh’alma enfraquecida pela solidão?

Meu orgulho o ofende?
Tenho certeza que sim
Porque eu rio como quem possui
Ouros escondidos em mim.

Pode me atirar palavras afiadas,
Dilacerar-me com seu olhar,
Você pode me matar em nome do ódio,
Mas ainda assim, como o ar, eu vou me levantar.

Minha sensualidade incomoda?
Será que você se pergunta
Porquê eu danço como se tivesse
Um diamante onde as coxas se juntam?

Da favela, da humilhação imposta pela cor
Eu me levanto
De um passado enraizado na dor
Eu me levanto
Sou um oceano negro, profundo na fé,
Crescendo e expandindo-se como a maré.

Deixando para trás noites de terror e atrocidade
Eu me levanto
Em direção a um novo dia de intensa claridade
Eu me levanto
Trazendo comigo o dom de meus antepassados,
Eu carrego o sonho e a esperança do homem escravizado.
E assim, eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto.


Original em inglês: Still I Rise
Tradução de Mauro Catopodis



Rafaela Valverde

terça-feira, 12 de junho de 2018

Sou Escolhido - Priscilla Alcântara



Amo!
.
Acordar e Te ver
E não pensar como meu dia será
Te entregar toda a minha vida
Pois sei que podes cuidar

Acordar e Te ver
E não pensar como meu dia será
Te entregar toda a minha vida
Pois sei que podes cuidar

Tudo o que irei fazer, tudo o que irei viver
Decida por mim, que a todo momento eu posso errar
Tua voz obedecer, é o que devo fazer
Me ensina assim, que a todo momento irei acertar

Sou escolhido, e Te ouvirei quando chamar
Não devo falhar, sem cair, sem me arriscar
Sou escolhido, e Te ouvirei quando chamar
Viverei pra Te servir enquanto eu respirar
Enquanto eu respirar

Acordar e Te ver
E não pensar como meu dia será
Te entregar toda a minha vida
Pois sei que podes cuidar

Acordar e Te ver
E não pensar como meu dia será
Te entregar toda a minha vida
Pois sei que podes cuidar

Tudo o que irei fazer, tudo o que irei viver
Decida por mim, que a todo momento eu posso errar
Tua voz obedecer, é o que devo fazer
(Me ensina assim, que a todo momento irei acertar)

Sou escolhido, e Te ouvirei quando chamar
Não devo falhar, sem cair, sem me arriscar
Sou escolhido, e Te ouvirei quando chamar
Viverei pra Te servir enquanto eu respirar
Uoh, uoh

Sou escolhido, e Te ouvirei quando chamar
Não devo falhar, sem cair, sem me arriscar
Sou escolhido, e Te ouvirei quando chamar
Viverei pra Te servir enquanto eu respirar

Escolhido, escolhido
Eu sou! Uoh!



Rafaela Valverde

sábado, 9 de junho de 2018

Filme Uma Questão de Fé

Resultado de imagem para filme uma questÃO DE FÉ

O filme Uma Questão de Fé, originalmente  A matter of faith, é um filme cristão lançado em 2014 no Brasil. Tem duração de 128 minutos, é dirigido por Rich Christiano e tem na Netflix. Enfim, gostei bastante do filme por ele ser bastante esclarecedor em alguns conceitos e questões relacionadas ao Criacionismo X Evolucionismo. Questões como: "como uma natureza tão sábia e inteligência pode ter surgido de uma explosão de algo qualquer?" Essa foi uma frase que me marcou muito no filme e  há discussões interessantes ao longo do filme.

A matter of faith traz a história de Rachel Whitaker, uma menina cristã que vai para a universidade e se depara com aulas de biologia que deixam sua fé um pouco abalada. O professor é defensor ferrenho da teoria da evolução e pauta suas aulas sempre relacionadas à essas questões. O pai de Rachel percebe a mudança da filha e decide fazer alguma coisa sobre isso. A partir daí o filme vai se desenrolando até o dia da decisão de Rachel sobre a sua fé.

A temática do filme é boa, porém questões como atuações e produção deixam a desejar um pouco.  Mas penso que vale a pena, pois me fez pensar em várias ideias que ainda não havia pensado, especialmente sobre a criação do homem.




Rafaela Valverde

domingo, 27 de maio de 2018

Filme Pregando o Amor

Resultado de imagem para filme pregando o amor

Quero escrever um pouco sobre o filme gospel que acabei de assistir na Netflix: Pregando o Amor, com o o ex rapper americano Ja Rule. O filme foi lançado no ano de 2013 direto para a televisão, tem a direção de Steve Race e no elenco: Ja Rule, Adrienne Bailon, Michael Madsen, etc. O gênero é Drama. 

Miles Montego (Ja Rule) é um ex traficante e vive uma vida desregrada até encontrar Vanessa (Adrienne Bailon) e recebe convites para ir à igreja com ela e sua família. Eles começam a namorar mesmo com um pouco de resistência da família dela. Miles também se sente resistente para com a igreja e com a bíblia. Ele não acredita e não entende muitas coisas, mas a convivência com Vanessa pode fazer ele entender algumas questões que vêm de Deus. A partir de perdas e dificuldades, Miles passa a buscar a Deus. É um filme bonito e forte. Gostei bastante. Vale a pena.





Rafaela Valverde

sábado, 5 de maio de 2018

Atitude - Cecília Meireles

Resultado de imagem para cecilia meireles


Minha esperança perdeu seu nome...
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.

O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.

Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.

E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes



Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Eu te amo - Chico Buarque de Hollanda

Resultado de imagem para Chico Buarque de Hollanda

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás se fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir



Rafaela Valverde

terça-feira, 24 de abril de 2018

Vídeo Cabra da Peste - Patativa do Assaré

Na escola em que estou estagiando vamos iniciar um projeto em Língua Portuguesa sobre a Literatura de Cordel e procurando alguns vídeos hoje de manhã, encontrei esse, entre outros, e fiquei encantada. Na verdade, achar vídeos na internet é bem mais fácil do que encontrar os textos de cordel ou poema de cordel em si. Há vários no Youtube para quem tiver interesse. Pesquisamos Bule-Bule e Patativa do Assaré principalmente. E é deste último esse texto que estou compartilhando com vocês. Espero que gostem. Viva a cultura do nosso Nordeste que é tão bonita, rica, mas pouco conhecida e valorizada.






Rafaela Valverde

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Todo Mundo Odeia o Chris

Resultado de imagem para todo mundo odeia o chris

O seriado protagonizado por pessoas negras mais marcante e que mais gosto com certeza é Todo Mundo Odeia o Chris. Além de ser bem divertido e engraçado, o seriado aborda diversas questões raciais presentes nos Estados Unidos na década de oitenta, época em que o seriado se passa. O seriado, criado pelo humorista Chris Rock é baseado em sua infância e adolescência. Claro que há dados reais, mas há também certa ficção em torno de sua vida.

No seriado, Chris era o único menino negro na escola e sofria preconceito. Apanhava e era constantemente tratado com ironia e estereotipado pela professora. Comecei a ver o seriado na TV aberta na minha adolescência - ele foi transmitido entre 2005 e 2009 - mas, recentemente, através de um aplicativo pude assistir todas as temporadas - quatro. Em ordem cronológica. Já que na TV os episódios passavam aleatoriamente.

Enfim, eu adoro esse seriado. Acho muito bem feito, bem escrito. Boas piadas e tiradas. Excelentes interpretações e personagens muito bem construídos. A melhor, na minha opinião é a mãe de Chris, Rochelle, interpretado pela maravilhosa Tichina Arnold. Costumo dizer que Rochelle é a melhor personagem de todos os tempos. Com sua célebre frase: "Eu não preciso disso aqui, meu marido tem dois empregos..." Rochelle me conquistou totalmente. Dei muitas risadas durante todo o seriado. Nesse período vemos Tyler James Williams, que interpreta Chris crescer e amadurecer como ator e personagem. Não posso esquecer também dos irmãos de Chris, interpretados por Tequan Richmond e
Imani Hakim. Ótimos personagens também.

O melhor é que há pouquíssimas pessoas brancas no seriado, geralmente personagens pequenos. O protagonismo era dos personagens negros, sobretudo no bairro, na música, na cultura. E isso era uma das melhores coisas no seriado.  O personagem branco mais próximo de Chris era Greg, seu melhor amigo, interpretado por Vincent Martella. Juntos, Chris e Greg eram centro de muitas cenas engraçadas.

Mas não só de humor vive Todo Mundo Odeia o Chirs. Algumas questões raciais são mostradas e retratadas com detalhes. Os Estados Unidos é uma nação assumidamente racista, lá as coisas são muito menos veladas que aqui, imaginem, então, nessa época, anos oitenta, noventa. A coisa era muito mais polarizada. Não vou entrar mais nessa questão pois não me sinto suficientemente conhecedora. Mas, o que posso dizer é que o seriado é muito bem feito e completo.

O seriado termina no final dos anos oitenta, quando Chris perde de ano na escola  e faz um exame supletivo para conseguir diploma de ensino médio. No último episódio, a família está reunida em uma lanchonete para saber o resultado do supletivo, mas exatamente no resultado o episódio é interrompido subitamente e a série termina. Dá para entender que Chris não passa. Ele, nesse mesmo período, em sua vida real, abandona a escola e começa sua carreira como humorista. Inclusive para ajudar a família, já que seu pai morre, nesse período. A partir daí, é possível entender que o seriado não mais seria engraçado, então pode ser esse o motivo de terminar tão de repente e sem final. Vale muito a pena assistir e com certeza ainda muitas pessoas vão ter acesso, já que de vez em quando passa na Rede Record. Tomara!



Rafaela Valverde

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Série Stranger Things


Hoje quero falar sobre Stranger Things, a série que carinhosamente intitulei: "a série cheia de crianças" ou "a série dos meninos melequentos." Tive realmente um pequeno preconceito no início, mais porque tinha gente demais falando e  como sabia que era de terror só podia ser alguma aberração que nem as séries dos zumbis e a do trono, que é outra aberração. Vocês devem saber quais são.

Não é uma aberração propriamente dita, mas é uma séria bizarra, no sentido mais literal da palavra - algo assustador, incomum, diferente, espalhafatoso - mas não necessariamente ruim. Pois bem, é uma série de ficção científica e terror. Foi Lançada no ano passado e pode ser encontrada na Netflix. A trama se passa nos anos oitenta e está toda caracterizada como uma produção do período mesmo. É bem marcada a questão do tempo e as músicas, figurinos e cabelos não deixam mentir.

Primeiramente foi esse clima de anos oitenta que me seduziu e depois a personagem de Millie Bobby Brown, Eleven. Os meninos também são super engraçados, bons atores e funcionam muito bem juntos. Meus preferidos, fora Eleven são Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin). Para mim eles são as estrelas da série. A série foi criada por  Matt Duffer e Ross Duffer. E vale destacar ainda o retorno de Winona Ryder ao auge, de onde ela não deveria ter saído, na minha singela opinião. 

A série começa tratando do desaparecimento de um dos meninos da pequena cidade de Hawkins, cidade onde nada acontece. Até aquele momento. Will (Noah Schnapp) desaparece e a partir desse fato, muitas coisas estranhas e inimagináveis vão acontecendo. Toda a cidade é mobilizada para procurá-lo e aí começam as aventuras desse divertida série. Eu ri, eu fiquei nervosa com o suspense, eu me indignei, fiquei surpresa e curiosa... Enfim... Que bom que posso mudar de ideia, porque hoje não vejo mais como "a série dos meninos melequentos." Gostei. Deixei de achar que é só modinha, apesar de ser. Hahahaha



Rafaela Valverde




sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Série The Bletchley Circle

Resultado de imagem para the bletchley circle

Terminei de ver recentemente a segunda temporada da série  The Bletchley Circle. É excelente e bastante curtinha. As duas temporadas contam apenas com sete episódios, mas já soube que não haverá renovação para uma terceira temporada. Tem na Netflix e vale a pena assistir, a meu ver. A série começa nos anos 1940 durante a segunda guerra mundial. Nesse momento quaro grande mulheres trabalham em Bletchley Park, a serviço do governo, descifrando códigos criptografados dos inimigos. 

Susan, Millie, Jean e Lucy  são mulheres diferentes, com personalidades marcantes e cada uma tem um  talento peculiar. Assim, nove anos depois, elas se reencontram, incentivadas por Susan que as reúnem,  para tentar desvendar um crime que ainda não tinha solução. Um assassino de mulheres estava à solta e precisava ser contido.

Susan é boa com códigos e equações matemáticas, Millie é a mais inteirada dos meandros sociais e conhece muita gente, além de falar várias línguas; Jean ainda trabalha em um órgão público e conhece bastante gente influente e Lucy tem memória fotográfica, sendo capaz de memorizar qualquer coisa em qualquer tempo.

Quatro amigas. Quatro mulheres fortes que precisam lidar com seu próprio dia a dia - Susan é casada e tem dois filhos; Lucy também é casada - e ainda enfrentar preconceitos por serem mulheres. Nesse período havia poucas coisas que mulheres podiam fazer a não ser casar e ter filhos e ser realmente bem sucedida. Mas elas enfrentam os obstáculos com bravura, provando que mulheres podem fazer qualquer coisa que quiserem. Mesmo não sendo tão ouvidas assim pela polícia, elas continuam a investigar o crime e seguem com seu propósito até o final.

É fantástica, recheada de suspense, mistério, cenas bem feitas e fortes, além das atuações bem s guras das personagens. Praticamente em todos os episódios, as aparições dessas quatro mulheres muito capazes e maravilhosas. Assim como todas nós, que podemos tudo, inclusive desvendar crimes! A segunda temporada achei mais chatinha, sei lá, mais parada. Susan, minha personagem preferida, meio que sai um pouco de cena dando lugar a outra personagem que agora não lembro o nome.

O plano de fundo da série com certeza é a situação em que vivia a mulher naquele momento da história da humanidade. Traz em detalhes e /ou referências diversas questões que estavam lá no século vinte, mas que ainda estão, até hoje no século XXI, infelizmente. Vão lá e assistam. Pode começar um pouco chatinha, mas deem uma chance porque vale a pena.



Rafaela Vaverde

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Livro Uma Vida Inventada - Maitê Proença


Resultado de imagem para livro vidas inventadas maitê proença


Terminei  de ler essa semana o livro da atriz Maitê Proença, de quem eu gostava desde a infância, acompanhando pelas novelas da globo. Troquei o livro em um projeto de troca de livros e não sabia muito bem o que esperar dele. Confesso que o que me chamou atenção foi o nome da autora. Provavelmente se não fosse Maitê Proença eu nunca pegaria o livro.

Gostei bastante do livro que intercala memórias com estória. Uma está dentro da outra, não se separam e é justamente esse um dos diferenciais do livro que traz de maneira suave suas impressões sobre a vida, sobre as pessoas e narra de forma suave todas as tragédias que fazem parte da sua vida. Sim, para quem não sabe a atriz passou por grandes tragédias em sua vida. Quando ela tinha doze anos o pai matou a mãe e se matou anos depois, quando ela já trabalhava na Globo. Mas, a forma com que ela narra é muito bem feita. Pelo menos eu gostei bastante. Me fez refletir em alguns fatos da minha vida, especialmente a mágoa e a liberdade.

A atriz contou em uma entrevista que eu pude ler, que sentiu vontade de escrever sobre suas tragédias, depois que elas foram expostas em rede nacional no ano de 2005 no programa de Faustão. Então não tinha mais como não contar.

Ela vai trazendo memórias, relatos de viagens e conta casos divertidos sobre a vida; além da relação com a filha Maria, sua relação com a família e com as religiões. Além do começo difícil da carreira. No primeiro trabalho na TV, antes de começar, Maitê sofreu um acidente que a deixou de moletas por cerca de um ano. Além disso teve o aborto que ela fez aos dezesseis anos. Ela conta tudo de maneira muito leve e eu não consegui desgrudar do livro. É isso.


Autor: Maitê Proença
Ano: 2008
Páginas: 224
Editora: Agir





Rafaela Valverde

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Filme Elefante Branco

Resultado de imagem para filme elefante branco

Assisti no final de semana o drama argentino Elefante Branco, do ano de  2012. Com direção de  Pablo Trapero, o filme conta com : Ricardo Darín, Jérémie Renier, Martina Gusman. Mas claro que Darín está no filme... Gracinhas à parte, sério, às vezes tenho a sensação que ele está em todo filme argentino... Mas ele é um grande ídolo por lá e realmente é bom ator, então, vou ao que interessa...

O filme traz os padres Julián (Ricardo Darín) e o padre Nicolás (Jérémie Renier) inseridos em um bairro pobre de Buenos Aires, a  favela de Villa Virgen. A região periferia é bastante violenta e os padre Julián, com intenção de ajudar as famílias que ali vivem, mora em uma construção abandonada. O prédio gigante que seria um hospital para os mais pobres está abandonado há anos e ali o padre vê possibilidades de melhorar a vida das pessoas que compartilham do mesmo endereço.

Todas as histórias secundárias vão acontecer a partir desse local tomado pelo tráfico de drogas e pela pobreza. Com negações advindas da igreja de continuar ajudando aquelas pessoas, os dois padres se unem e vão sozinhos enfrentar o que tiver de acontecer. E olhe que acontece muita coisa... O filme é bastante interessante, sobretudo no que diz respeito à vida dos religiosos, que querem ajudar pessoas, mas também seus próprios conflitos.

Com boas cenas de ação, atores convincentes e uma bela fotografia mostrando o verde e o dia a dia de uma grande cidade como Buenos Aires, o filme é mais uma obra prima argentina. Pelo menos a meu ver. Não especialmente no que se refere a roteiro propriamente dito. Mas o filme me ganhou muito mais pelas interpretações e fotografia. Fascinante. Não dá mais vontade de parar de ver.




Rafaela Valverde

domingo, 26 de novembro de 2017

É triste crescer sem conhecer música

Resultado de imagem para música
,
Percebo que as novas gerações, os adolescentes de hoje, 2017, estão pobres no que diz respeito a  um mínimo conhecimento musical. E não falo isso com preconceito. Longe de mim. Amo os pré-adolescentes e adolescentes. Mas parece que há um vácuo no que se refere à boa música brasileira, por exemplo. Não estou aqui - e já venho me defender de antemão - dizendo que os meninos ouvem música ruim, até porque não acho isso. Sempre ouvi as músicas "para adolescente" da minha época, mas influenciada por minha mãe, sempre gostei de vários tipos de música, especialmente MPB, samba e tudo mais... Minha mãe sempre foi eclética e sua maternidade na juventude me ajudou muito nesse sentido.

Sou apaixonada por música a ponto de ouvir música o dia todo, todos os dias. Não existe um dia na minha vida que pelo menos eu não cantarole alguma canção, de qualquer ritmo. Cresci ouvindo muitos ritmos diferentes e não posso deixar de falar também de algumas tias, que me influenciaram com contundentes participações durante toda minha vida. Cresci ouvindo Marisa Monte, Kid Abelha, Marina Lima, Caetano Veloso, Elba Ramalho, Sandra de Sá, Fagner, Simone, Cássia Eller, Zélia Duncan, Renato Russo e sua genial Legião; Arlindo Cruz, Benito de Paula. Luis Melodia, Emílio Santiago, Gilberto Gil, Djavan, Ana Carolina, grandes nomes do Axé como Luis Caldas e outros... Nossa, a lista é muito grande e  impossível de ser toda descrita aqui.

O que quero dizer com isso - não é ser saudosista, nem afirmar a "superioridade" da minha geração - não é nada disso... Quero aqui apresentar algumas coisas que tenho pensado ultimamente, sobretudo a partir de contatos que tenho tido com crianças e adolescentes. Dou aula particular e um dos meus ex alunos tem dez anos. Tivemos juntos esse ano e em uma das provas que respondemos trazia a música Homem Aranha de Jorge Vercilo. Conheço essa música há quase quinze anos, já que ela foi lançada em 2003 e conheço e gosto desde seu lançamento. É uma música bastante tocada e difundida em todos esses anos, chega até a enjoar e ele me disse que não conhecia, nunca tinha ouvido e nem quando eu cantei ele reconheceu. Achei aquilo inacreditável. Como é possível alguém, mesmo que seja criança, não conhecer essa música? Fiquei estupefata, não vou mentir! Mas não foi julgamento, foi só susto mesmo. Outro caso foi de minha ex cunhada, de dezesseis anos que não conhecia e nem sei se ainda conhece a música Pais e Filhos de Legião Urbana. Também não acreditei. Uma prima, da mesma idade, não acredita até hoje eu saber cantar, segundo ela, "quase todas" as músicas da Nova Brasil FM...

Posso observar que os pais, nesses casos especificamente, não ouvem muito música, não são apaixonados por música como eu observava minha mãe ser. Essa tradição não está mais sendo passada de pais para filhos. Entendo que as gerações são diferentes, não estou falando sobre isso.  Mas acho muito triste que os  novos jovens não conheçam a riqueza e beleza musical do nosso país... Temos tanta coisa boa, tanto repertório bom, temos música para praticamente tudo. Temos belas poesias sendo interpretadas por cantores geniais... Compositores que musicam poesia. Há um amor nisso tudo que deve ser despertado, cultivado e mantido. A meu ver, está sendo criada uma geração pobre, com pouco conhecimento das mais belas canções do mundo. Isso me deixa muito triste mesmo. Nós, adultos mais velhos temos obrigação de apresentar grandes nomes e grandes letras da MPB para nossas novas gerações. Gosto de Funk, adoro Rap, Pop, sertanejo me conquistou, mas gosto também dos ritmos, vozes, sons e letras de outrora e isso me foi dado, como um grande presente, durante minha infância e adolescência e graças a minha mãe e a algumas dessas tias...




Rafaela Valverde
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...