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sábado, 14 de julho de 2018

Filme Tungstênio

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Essa semana assisti o filme Tungstênio. Foi lançado no dia 21 de junho, está em cartaz no Espaço Itau de Cinema e é um filme gravado aqui mesmo em Salvador, na praia da Boa Viagem, no Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat, Ponta de Humaitá, Ribeira, Massaranduba e Gamboa de Baixo. Nem preciso falar sobre a fotografia, tendo em vista essas belezuras de paisagem. O filme é baseado na obra homônima de HQ de Marcelo Quintanilha (2014). Dirigido por Heitor Dhalia, o filme cujo o nome faz referência ao metal mais pesado da tabela periódica, o que já dá a entender quantas tensões podem ser trabalhadas e são, traz o excelente Fabrício Boliveira, a maravilhosa Samira Carvalho, José Dumont, Wesley Guimarães entre outros. Existe ainda a narração onisciente do excelente ator Milhem Cortaz, o que é um dos recursos mais importantes e diferenciais do filme. Pois não é uma narração comum, na minha opinião. O uso ilegal de explosivos para pesca é o estopim para a tensa trama bem atuada e bem dirigida. Seu Nei, vivido por José Dumont  é um sargento aposentado ainda um tanto obcecado pelo poder e é ele quem vê os pescadores. Fica muito nervoso e exige que se repeite a lei e afirma o tempo todo que "no tempo dele as coisas não eram assim." Os diálogos são bem marcados acerca de determinado tema e as cenas de brigas, violência e amor se intercalam. Com câmeras localizadas em locais diferenciados, o diretor tenta mostrar os mesmos ângulos da HQ. Ele afirmou que foi o mais fiel possível à premiada HQ (Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême na França, na categoria Thriller). Marçal Aquino e Fernando Bonassi são os roteiristas e o produtor associado foi Guel Arraes. O filme gravado em 2016 é muito bom e vale a pena assistir. Ainda está em cartaz, mas não sei até quando. Então corram!



Rafaela Valverde

domingo, 8 de julho de 2018

O musical Mamonas

A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Rafaela Valverde, carro, céu e atividades ao ar livre
Eu mesma dentro da "Brasília"



"A banda Mamonas Assassinas entrou para a história como o maior fenômeno da indústria fonográfica brasileira, tendo vendido mais de três milhões de cópias no primeiro e único disco." (Fonte: G1)


Ontem fui ver o musical "Mamonas" gratuitamente no parque da cidade. O espetáculo estreou em 2016 e já passou por mais de trinta cidades. Aqui em Salvador foi apresentado pela primeira vez ao ar livre. O formato do evento foi bastante agradável, com espaço de food trucks, [duas mil] cadeiras (sim, assistimos sentados, oh glória!), cabine para fotos e uma Brasília Amarela em papelão (sei lá se é papelão mesmo, rsrs) que eu obviamente usei para exibir minha figura. Achei a estrutura muito boa, principalmente por ser de graça. Nunca imaginei que fosse ver algo tão bem feito e bem produzido gratuitamente. O evento foi patrocinado pelo BB Seguros, demorou pra fazer algo que preste, hein Banco do Brasil? 

O espetáculo é dirigido por José Possi Neto e o texto escrito Walter Daguerre, com direção de musical de Miguel Briamonte e coreografia de Vanessa Guillen. A classificação é livre e o musical traz a historia dos cinco rapazes que fizeram história e morreram em um desastre aéreo no ano de 1996. Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio formaram inicialmente "a banda de rock progressivo" Utopia e tentaram por anos fazer sucesso sem conseguir, mas em 1995 após conhecerem o produtor musical Rick Bonadio e mudarem o nome e estilo da banda. Um ano estrondoso de sucesso. Com letras bem humoradas, de cunho sexual e marcadas pela irreverência.


O espetáculo é muito bom, com piadas divertidas e boas brincadeiras metalinguísticas, temporais e locais, já que a peça brinca o tempo todo com o fato de ser peça e musical, faz boas amarrações entre os anos noventa e aos tempos atuais; ainda teve boa adaptação local do texto já que traz elementos como acarajé e Baixa dos Sapateiros. Amei! Divertida, emocionante, artística. Bons cantores e dançarinos. 

Quando os Mamonas Assassinas morreram daquela forma horrível eu tinha sete anos e lembro do dia. Estávamos brincando em um domingo cinza de março quando deu a notícia na televisão. Na minha cabeça era mentira, já que pra mim não morriam pessoas jovens e no auge do sucesso. Aquele acidente abalou o Brasil e tomou o que mais de politicamente incorreto tivemos. Olha, Mamonas, fiquem em paz porque vocês não só não teriam sucesso como seriam bastante criticados nessa patrulha politicamente correta de hoje em que crianças não podem ouvir as palavras comer, corno e saco, mas jogam vídeo games super violentos e são expostas a todo tipo de conteúdo erótico possível. Saudades! É o que emana do peito. Foi lindo. Foi mágico, voltei à minha infância.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Breaking Bad

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Para alguns, a melhor série de todos os tempos. Para mim, a melhor série que assisti. Breaking Bad já ganhou muitos prêmios e é considerada uma das maiores séries de todos os tempos sim, pela revista Rolling Stone. Criada por Vince Gillian, a série que estreou em 2008, traz a história de Walter White (Bryan Cranston), um químico frustrado que dá aulas para o ensino médio e trabalha em um lava-rápido para complementar a já limitada renda familiar. Para piorar a situação, Walter descobre que está com um avançado câncer de pulmão e a partir daí, é claro, sua vida e sua percepção sobre ela mudam.

Preciso agora abrir um pequeno parêntese para informar que escreverei com muita paixão. Não tenho a intenção de escrever uma mera resenha descritiva, fria e isenta. Preciso mesmo, pelo menos tentar demonstrar através deste texto, o quanto gostei da série e o quanto me emocionei, me surpreendi e achei-a brilhante. Preciso escrever com paixão sobre Breaking Bad porque queria que todo mundo assistisse.

Pois bem, com incentivo do cunhado, que é policial de combate ao tráfico de drogas, Walter participa de uma batida policial e esse é seu primeiro contato com o famigerado ambiente do tráfico. A partir desse momento, Walter vê a possibilidade de deixar sua família bem financeiramente depois que ele morrer. Ele reencontra seu ex aluno Jesse Pinkman (Aaron Paul) e começa a "cozinhar" cristal ou metanfetamina em um trailer. Walter, com sua genialidade e seu conhecimento sobre química, aliado à Pinkman, que já conhece bem o mercado passa a experimentar uma nova sensação de poder e a ganhar dinheiro.

Sua esposa Skyler (Anna Gunn) fica sem saber durante um tempo sobre a doença e sobre a nova profissão do marido. Mas quando ela descobre sobre a doença, insiste que o marido faça o tratamento, mesmo sem saber de onde vinha o dinheiro. Skyler é uma grande personagem na série. Ela é o ponto principal de alguns conflitos e problemas enfrentados pelo marido. Sim, algumas das tensões e planos que davam errado para Walter se safar, eram causados por ela. Skyler começou como uma personagem pequena que foi crescendo ao longo do tempo. Uma dona de casa fútil, grávida,  que escrevia (até achei que a carreira dela de escritora seria mais desenvolvida na série, mas não foi, que pena!)

Assim como os outros personagens também cresceram. Parece que eles iam crescendo na medida em que a série ia avançando e tendo sucesso. Até li em uma das minhas pesquisas que Jesse seria um personagem pequeno que logo morreria, porém devido a química com o Sr. White, como ele o chamava, o personagem não só não morreu como cresceu e virou um dos personagens chave para para o andamento da série.

Com cinco temporadas, Breaking Bad, mostra o ser humano da forma mais humana e real possível, tendo em vista que afasta visões maniqueístas dos personagens. Ninguém nessa série é somente bom ou somente mau. São pessoas, corruptíveis e cheias de defeitos. Algumas pessoas afirmam que acabam gostando muito de Walter mesmo ele sendo criminoso. Eu não. Admirava-o por sua inteligência, mas não tinha ilusões, sabia que ele era bandido sim e que deveria pagar pelos seus crimes. E, na minha opinião, essa é uma das qualidades de um bom ator: ele é tão bom que se faz ser odiado. E Bryan prova ser um excelente ator. A maior desculpa de Walter é que entrara no crime pela família e essa seria sua maior motivação, mas em determinado momento da série ele admite que é por ele. Pelo poder, pelo prestígio de ser o Heisemberg, o cozinheiro do cristal azul, o melhor da região.

Com um filho adolescente e deficiente, Walt Junior (RJ Mitte) e um bebê a caminho, Walter sabe que não poderá estar presente na vida deles dali a um tempo, portanto, apesar do tratamento contra o câncer que o deixa debilitado, ele continua cozinhando e "aprontando" bastante na companhia de Jesse. E em determinados momentos a capa do "pela minha família" cai e a gente passa a perceber que Walter faz o que faz porque quer. Ele tem várias oportunidades de parar, ele não escolhe não matar ou não deixar morrer (quem assistiu vai entender!) pelo contrário, sempre que surge uma oportunidade ele avança ainda mais em sua vida criminosa. E para mim é essa é uma das genialidades da série e do personagem Sr White como eu gosto de chamá-lo.

Roteiro bem feito, bem organizado, com cenas mais antigas intercaladas e uma boa sequência. Além de uma excelente produção. Enfim, como eu disse: cheia de paixão! Não tem como ser diferente. Estou até com vontade de ver de novo, inclusive já revi o primeiro e segundo episódios com uma pessoa que indiquei. Podem me chamar de louca, mas gosto de qualidade, sei reconhecer minimamente algo bom quando vejo.

Além de tudo a série passa em Albuquerque, Novo México, local incomum para mim. Nunca vi produção feita nesse local. O que ajuda um pouco o roteiro devido a proximidade com o México, o cartel e todas as vertentes criminosas ligadas ao tráfico de drogas que todos nós já sabemos. Enfim, posso falar que amo essa série mais uma vez? Comprovadamente fenômeno mundial, Breaking Bad já ganhou inúmeros prêmios incluindo dezesseis Primetime Emmy Awards, oito Satellite Awards, dois Globos de Ouro e um Prêmio Escolha Popular. Em 2014, entrou para o Livro dos Recordes como o seriado mais bem avaliado de todos os tempos pela crítica. (Fonte: Wikipédia)

A série está na Netflix e eu assisti em um tempo recorde. Menos de dois meses. Agora, vou falar sobre algumas curiosidades que pesquisei e observei na série ao longo desse tempo. Claro que faltou falar sobre muitas coisas aqui. E óbvio que passaria o dia escrevendo sobre essa série. E não vou falar mais sobre detalhes do enredo ou do roteiro, porque seria spoiler para os desafortunados que ainda não assistiram ou que ainda estão assistindo. Rsrs Assistam e tirem suas próprias conclusões  e vejam o que acontece ao longo das cinco temporadas.

Pois bem, o nono episódio da última temporada foi dedicado ao fã adolescente Kevin Cordasco que morreu de câncer. Na época houve uma forte comoção do elenco e produção da série com esse fã. Até o visitaram. Achei bem legal a homenagem. "O ator principal, Bryan Cranston, declarou numa entrevista que "o termo 'breaking bad' é uma gíria do Sul que significa que alguém desviou-se do caminho correto e passou a fazer coisas erradas. E isto aplica-se tanto a um dado momento quanto a uma vida inteira." (Wikipédia)

Com tiradas engraçadas e cenas bastante violentas - a série arrancou gargalhadas e nervosismo de minha pessoa - Breaking Bad encerrou no ano de 2013. Em seguida, Vince Gillian começou a escrever e produzir a série Better Call Saul que é um um spin-off de Breaking Bad.  Better Call Saul trata da vida do advogado Saul Godman que foi advogado de Sr White. É isso. Amor eterno a Breaking Bad!



Rafaela Valverde




segunda-feira, 18 de junho de 2018

Ainda Assim Eu Me Levanto - Maya Angelou


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Precisamos conhecer poetas e poetisas negros!!!

Você pode me riscar da História
Com mentiras lançadas ao ar.
Pode me jogar contra o chão de terra,
Mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar.

Minha presença o incomoda?
Por que meu brilho o intimida?
Porque eu caminho como quem possui
Riquezas dignas do grego Midas.

Como a lua e como o sol no céu,
Com a certeza da onda no mar,
Como a esperança emergindo na desgraça,
Assim eu vou me levantar.

Você não queria me ver quebrada?
Cabeça curvada e olhos para o chão?
Ombros caídos como as lágrimas,
Minh’alma enfraquecida pela solidão?

Meu orgulho o ofende?
Tenho certeza que sim
Porque eu rio como quem possui
Ouros escondidos em mim.

Pode me atirar palavras afiadas,
Dilacerar-me com seu olhar,
Você pode me matar em nome do ódio,
Mas ainda assim, como o ar, eu vou me levantar.

Minha sensualidade incomoda?
Será que você se pergunta
Porquê eu danço como se tivesse
Um diamante onde as coxas se juntam?

Da favela, da humilhação imposta pela cor
Eu me levanto
De um passado enraizado na dor
Eu me levanto
Sou um oceano negro, profundo na fé,
Crescendo e expandindo-se como a maré.

Deixando para trás noites de terror e atrocidade
Eu me levanto
Em direção a um novo dia de intensa claridade
Eu me levanto
Trazendo comigo o dom de meus antepassados,
Eu carrego o sonho e a esperança do homem escravizado.
E assim, eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto.


Original em inglês: Still I Rise
Tradução de Mauro Catopodis



Rafaela Valverde

terça-feira, 12 de junho de 2018

Sou Escolhido - Priscilla Alcântara



Amo!
.
Acordar e Te ver
E não pensar como meu dia será
Te entregar toda a minha vida
Pois sei que podes cuidar

Acordar e Te ver
E não pensar como meu dia será
Te entregar toda a minha vida
Pois sei que podes cuidar

Tudo o que irei fazer, tudo o que irei viver
Decida por mim, que a todo momento eu posso errar
Tua voz obedecer, é o que devo fazer
Me ensina assim, que a todo momento irei acertar

Sou escolhido, e Te ouvirei quando chamar
Não devo falhar, sem cair, sem me arriscar
Sou escolhido, e Te ouvirei quando chamar
Viverei pra Te servir enquanto eu respirar
Enquanto eu respirar

Acordar e Te ver
E não pensar como meu dia será
Te entregar toda a minha vida
Pois sei que podes cuidar

Acordar e Te ver
E não pensar como meu dia será
Te entregar toda a minha vida
Pois sei que podes cuidar

Tudo o que irei fazer, tudo o que irei viver
Decida por mim, que a todo momento eu posso errar
Tua voz obedecer, é o que devo fazer
(Me ensina assim, que a todo momento irei acertar)

Sou escolhido, e Te ouvirei quando chamar
Não devo falhar, sem cair, sem me arriscar
Sou escolhido, e Te ouvirei quando chamar
Viverei pra Te servir enquanto eu respirar
Uoh, uoh

Sou escolhido, e Te ouvirei quando chamar
Não devo falhar, sem cair, sem me arriscar
Sou escolhido, e Te ouvirei quando chamar
Viverei pra Te servir enquanto eu respirar

Escolhido, escolhido
Eu sou! Uoh!



Rafaela Valverde

sábado, 9 de junho de 2018

Filme Uma Questão de Fé

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O filme Uma Questão de Fé, originalmente  A matter of faith, é um filme cristão lançado em 2014 no Brasil. Tem duração de 128 minutos, é dirigido por Rich Christiano e tem na Netflix. Enfim, gostei bastante do filme por ele ser bastante esclarecedor em alguns conceitos e questões relacionadas ao Criacionismo X Evolucionismo. Questões como: "como uma natureza tão sábia e inteligência pode ter surgido de uma explosão de algo qualquer?" Essa foi uma frase que me marcou muito no filme e  há discussões interessantes ao longo do filme.

A matter of faith traz a história de Rachel Whitaker, uma menina cristã que vai para a universidade e se depara com aulas de biologia que deixam sua fé um pouco abalada. O professor é defensor ferrenho da teoria da evolução e pauta suas aulas sempre relacionadas à essas questões. O pai de Rachel percebe a mudança da filha e decide fazer alguma coisa sobre isso. A partir daí o filme vai se desenrolando até o dia da decisão de Rachel sobre a sua fé.

A temática do filme é boa, porém questões como atuações e produção deixam a desejar um pouco.  Mas penso que vale a pena, pois me fez pensar em várias ideias que ainda não havia pensado, especialmente sobre a criação do homem.




Rafaela Valverde

domingo, 27 de maio de 2018

Filme Pregando o Amor

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Quero escrever um pouco sobre o filme gospel que acabei de assistir na Netflix: Pregando o Amor, com o o ex rapper americano Ja Rule. O filme foi lançado no ano de 2013 direto para a televisão, tem a direção de Steve Race e no elenco: Ja Rule, Adrienne Bailon, Michael Madsen, etc. O gênero é Drama. 

Miles Montego (Ja Rule) é um ex traficante e vive uma vida desregrada até encontrar Vanessa (Adrienne Bailon) e recebe convites para ir à igreja com ela e sua família. Eles começam a namorar mesmo com um pouco de resistência da família dela. Miles também se sente resistente para com a igreja e com a bíblia. Ele não acredita e não entende muitas coisas, mas a convivência com Vanessa pode fazer ele entender algumas questões que vêm de Deus. A partir de perdas e dificuldades, Miles passa a buscar a Deus. É um filme bonito e forte. Gostei bastante. Vale a pena.





Rafaela Valverde

sábado, 5 de maio de 2018

Atitude - Cecília Meireles

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Minha esperança perdeu seu nome...
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.

O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.

Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.

E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes



Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Eu te amo - Chico Buarque de Hollanda

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Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás se fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir



Rafaela Valverde

terça-feira, 24 de abril de 2018

Vídeo Cabra da Peste - Patativa do Assaré

Na escola em que estou estagiando vamos iniciar um projeto em Língua Portuguesa sobre a Literatura de Cordel e procurando alguns vídeos hoje de manhã, encontrei esse, entre outros, e fiquei encantada. Na verdade, achar vídeos na internet é bem mais fácil do que encontrar os textos de cordel ou poema de cordel em si. Há vários no Youtube para quem tiver interesse. Pesquisamos Bule-Bule e Patativa do Assaré principalmente. E é deste último esse texto que estou compartilhando com vocês. Espero que gostem. Viva a cultura do nosso Nordeste que é tão bonita, rica, mas pouco conhecida e valorizada.






Rafaela Valverde

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Todo Mundo Odeia o Chris

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O seriado protagonizado por pessoas negras mais marcante e que mais gosto com certeza é Todo Mundo Odeia o Chris. Além de ser bem divertido e engraçado, o seriado aborda diversas questões raciais presentes nos Estados Unidos na década de oitenta, época em que o seriado se passa. O seriado, criado pelo humorista Chris Rock é baseado em sua infância e adolescência. Claro que há dados reais, mas há também certa ficção em torno de sua vida.

No seriado, Chris era o único menino negro na escola e sofria preconceito. Apanhava e era constantemente tratado com ironia e estereotipado pela professora. Comecei a ver o seriado na TV aberta na minha adolescência - ele foi transmitido entre 2005 e 2009 - mas, recentemente, através de um aplicativo pude assistir todas as temporadas - quatro. Em ordem cronológica. Já que na TV os episódios passavam aleatoriamente.

Enfim, eu adoro esse seriado. Acho muito bem feito, bem escrito. Boas piadas e tiradas. Excelentes interpretações e personagens muito bem construídos. A melhor, na minha opinião é a mãe de Chris, Rochelle, interpretado pela maravilhosa Tichina Arnold. Costumo dizer que Rochelle é a melhor personagem de todos os tempos. Com sua célebre frase: "Eu não preciso disso aqui, meu marido tem dois empregos..." Rochelle me conquistou totalmente. Dei muitas risadas durante todo o seriado. Nesse período vemos Tyler James Williams, que interpreta Chris crescer e amadurecer como ator e personagem. Não posso esquecer também dos irmãos de Chris, interpretados por Tequan Richmond e
Imani Hakim. Ótimos personagens também.

O melhor é que há pouquíssimas pessoas brancas no seriado, geralmente personagens pequenos. O protagonismo era dos personagens negros, sobretudo no bairro, na música, na cultura. E isso era uma das melhores coisas no seriado.  O personagem branco mais próximo de Chris era Greg, seu melhor amigo, interpretado por Vincent Martella. Juntos, Chris e Greg eram centro de muitas cenas engraçadas.

Mas não só de humor vive Todo Mundo Odeia o Chirs. Algumas questões raciais são mostradas e retratadas com detalhes. Os Estados Unidos é uma nação assumidamente racista, lá as coisas são muito menos veladas que aqui, imaginem, então, nessa época, anos oitenta, noventa. A coisa era muito mais polarizada. Não vou entrar mais nessa questão pois não me sinto suficientemente conhecedora. Mas, o que posso dizer é que o seriado é muito bem feito e completo.

O seriado termina no final dos anos oitenta, quando Chris perde de ano na escola  e faz um exame supletivo para conseguir diploma de ensino médio. No último episódio, a família está reunida em uma lanchonete para saber o resultado do supletivo, mas exatamente no resultado o episódio é interrompido subitamente e a série termina. Dá para entender que Chris não passa. Ele, nesse mesmo período, em sua vida real, abandona a escola e começa sua carreira como humorista. Inclusive para ajudar a família, já que seu pai morre, nesse período. A partir daí, é possível entender que o seriado não mais seria engraçado, então pode ser esse o motivo de terminar tão de repente e sem final. Vale muito a pena assistir e com certeza ainda muitas pessoas vão ter acesso, já que de vez em quando passa na Rede Record. Tomara!



Rafaela Valverde

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Série Stranger Things


Hoje quero falar sobre Stranger Things, a série que carinhosamente intitulei: "a série cheia de crianças" ou "a série dos meninos melequentos." Tive realmente um pequeno preconceito no início, mais porque tinha gente demais falando e  como sabia que era de terror só podia ser alguma aberração que nem as séries dos zumbis e a do trono, que é outra aberração. Vocês devem saber quais são.

Não é uma aberração propriamente dita, mas é uma séria bizarra, no sentido mais literal da palavra - algo assustador, incomum, diferente, espalhafatoso - mas não necessariamente ruim. Pois bem, é uma série de ficção científica e terror. Foi Lançada no ano passado e pode ser encontrada na Netflix. A trama se passa nos anos oitenta e está toda caracterizada como uma produção do período mesmo. É bem marcada a questão do tempo e as músicas, figurinos e cabelos não deixam mentir.

Primeiramente foi esse clima de anos oitenta que me seduziu e depois a personagem de Millie Bobby Brown, Eleven. Os meninos também são super engraçados, bons atores e funcionam muito bem juntos. Meus preferidos, fora Eleven são Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin). Para mim eles são as estrelas da série. A série foi criada por  Matt Duffer e Ross Duffer. E vale destacar ainda o retorno de Winona Ryder ao auge, de onde ela não deveria ter saído, na minha singela opinião. 

A série começa tratando do desaparecimento de um dos meninos da pequena cidade de Hawkins, cidade onde nada acontece. Até aquele momento. Will (Noah Schnapp) desaparece e a partir desse fato, muitas coisas estranhas e inimagináveis vão acontecendo. Toda a cidade é mobilizada para procurá-lo e aí começam as aventuras desse divertida série. Eu ri, eu fiquei nervosa com o suspense, eu me indignei, fiquei surpresa e curiosa... Enfim... Que bom que posso mudar de ideia, porque hoje não vejo mais como "a série dos meninos melequentos." Gostei. Deixei de achar que é só modinha, apesar de ser. Hahahaha



Rafaela Valverde




sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Série The Bletchley Circle

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Terminei de ver recentemente a segunda temporada da série  The Bletchley Circle. É excelente e bastante curtinha. As duas temporadas contam apenas com sete episódios, mas já soube que não haverá renovação para uma terceira temporada. Tem na Netflix e vale a pena assistir, a meu ver. A série começa nos anos 1940 durante a segunda guerra mundial. Nesse momento quaro grande mulheres trabalham em Bletchley Park, a serviço do governo, descifrando códigos criptografados dos inimigos. 

Susan, Millie, Jean e Lucy  são mulheres diferentes, com personalidades marcantes e cada uma tem um  talento peculiar. Assim, nove anos depois, elas se reencontram, incentivadas por Susan que as reúnem,  para tentar desvendar um crime que ainda não tinha solução. Um assassino de mulheres estava à solta e precisava ser contido.

Susan é boa com códigos e equações matemáticas, Millie é a mais inteirada dos meandros sociais e conhece muita gente, além de falar várias línguas; Jean ainda trabalha em um órgão público e conhece bastante gente influente e Lucy tem memória fotográfica, sendo capaz de memorizar qualquer coisa em qualquer tempo.

Quatro amigas. Quatro mulheres fortes que precisam lidar com seu próprio dia a dia - Susan é casada e tem dois filhos; Lucy também é casada - e ainda enfrentar preconceitos por serem mulheres. Nesse período havia poucas coisas que mulheres podiam fazer a não ser casar e ter filhos e ser realmente bem sucedida. Mas elas enfrentam os obstáculos com bravura, provando que mulheres podem fazer qualquer coisa que quiserem. Mesmo não sendo tão ouvidas assim pela polícia, elas continuam a investigar o crime e seguem com seu propósito até o final.

É fantástica, recheada de suspense, mistério, cenas bem feitas e fortes, além das atuações bem s guras das personagens. Praticamente em todos os episódios, as aparições dessas quatro mulheres muito capazes e maravilhosas. Assim como todas nós, que podemos tudo, inclusive desvendar crimes! A segunda temporada achei mais chatinha, sei lá, mais parada. Susan, minha personagem preferida, meio que sai um pouco de cena dando lugar a outra personagem que agora não lembro o nome.

O plano de fundo da série com certeza é a situação em que vivia a mulher naquele momento da história da humanidade. Traz em detalhes e /ou referências diversas questões que estavam lá no século vinte, mas que ainda estão, até hoje no século XXI, infelizmente. Vão lá e assistam. Pode começar um pouco chatinha, mas deem uma chance porque vale a pena.



Rafaela Vaverde

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Livro Uma Vida Inventada - Maitê Proença


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Terminei  de ler essa semana o livro da atriz Maitê Proença, de quem eu gostava desde a infância, acompanhando pelas novelas da globo. Troquei o livro em um projeto de troca de livros e não sabia muito bem o que esperar dele. Confesso que o que me chamou atenção foi o nome da autora. Provavelmente se não fosse Maitê Proença eu nunca pegaria o livro.

Gostei bastante do livro que intercala memórias com estória. Uma está dentro da outra, não se separam e é justamente esse um dos diferenciais do livro que traz de maneira suave suas impressões sobre a vida, sobre as pessoas e narra de forma suave todas as tragédias que fazem parte da sua vida. Sim, para quem não sabe a atriz passou por grandes tragédias em sua vida. Quando ela tinha doze anos o pai matou a mãe e se matou anos depois, quando ela já trabalhava na Globo. Mas, a forma com que ela narra é muito bem feita. Pelo menos eu gostei bastante. Me fez refletir em alguns fatos da minha vida, especialmente a mágoa e a liberdade.

A atriz contou em uma entrevista que eu pude ler, que sentiu vontade de escrever sobre suas tragédias, depois que elas foram expostas em rede nacional no ano de 2005 no programa de Faustão. Então não tinha mais como não contar.

Ela vai trazendo memórias, relatos de viagens e conta casos divertidos sobre a vida; além da relação com a filha Maria, sua relação com a família e com as religiões. Além do começo difícil da carreira. No primeiro trabalho na TV, antes de começar, Maitê sofreu um acidente que a deixou de moletas por cerca de um ano. Além disso teve o aborto que ela fez aos dezesseis anos. Ela conta tudo de maneira muito leve e eu não consegui desgrudar do livro. É isso.


Autor: Maitê Proença
Ano: 2008
Páginas: 224
Editora: Agir





Rafaela Valverde

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Filme Elefante Branco

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Assisti no final de semana o drama argentino Elefante Branco, do ano de  2012. Com direção de  Pablo Trapero, o filme conta com : Ricardo Darín, Jérémie Renier, Martina Gusman. Mas claro que Darín está no filme... Gracinhas à parte, sério, às vezes tenho a sensação que ele está em todo filme argentino... Mas ele é um grande ídolo por lá e realmente é bom ator, então, vou ao que interessa...

O filme traz os padres Julián (Ricardo Darín) e o padre Nicolás (Jérémie Renier) inseridos em um bairro pobre de Buenos Aires, a  favela de Villa Virgen. A região periferia é bastante violenta e os padre Julián, com intenção de ajudar as famílias que ali vivem, mora em uma construção abandonada. O prédio gigante que seria um hospital para os mais pobres está abandonado há anos e ali o padre vê possibilidades de melhorar a vida das pessoas que compartilham do mesmo endereço.

Todas as histórias secundárias vão acontecer a partir desse local tomado pelo tráfico de drogas e pela pobreza. Com negações advindas da igreja de continuar ajudando aquelas pessoas, os dois padres se unem e vão sozinhos enfrentar o que tiver de acontecer. E olhe que acontece muita coisa... O filme é bastante interessante, sobretudo no que diz respeito à vida dos religiosos, que querem ajudar pessoas, mas também seus próprios conflitos.

Com boas cenas de ação, atores convincentes e uma bela fotografia mostrando o verde e o dia a dia de uma grande cidade como Buenos Aires, o filme é mais uma obra prima argentina. Pelo menos a meu ver. Não especialmente no que se refere a roteiro propriamente dito. Mas o filme me ganhou muito mais pelas interpretações e fotografia. Fascinante. Não dá mais vontade de parar de ver.




Rafaela Valverde

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