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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Era Uma Vez - Kell Smith





Música é poesia. Espero que não enjoem essa música que nem fizeram com Trem Bala. Oremos!


Era uma vez
O dia em que todo dia era bom
Delicioso gosto e o bom gosto das nuvens
Serem feitas de algodão
Dava pra ser herói no mesmo dia
Em que escolhia ser vilão
E acabava tudo em lanche
Um banho quente e talvez um arranhão
Dava pra ver, a ingenuidade a inocência
Cantando no tom
Milhões de mundos e os universos tão reais
Quanto a nossa imaginação
Bastava um colo, um carinho
E o remédio era beijo e proteção
Tudo voltava a ser novo no outro dia
Sem muita preocupação

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

Dá pra viver
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mau
É só não permitir que a maldade do mundo
Te pareça normal
Pra não perder a magia de acreditar na felicidade real
E entender que ela mora no caminho e não no final
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

Era uma vez

sábado, 14 de outubro de 2017

Convoque Seu Buda - Criolo





Convoque seu Buda!
O clima tá tenso
Mandaram avisar que vão torrar o centro
Já diz o ditado, apressado come cru
Aqui não é GTA, é pior, é Grajaú

Sem pedigree, bem loco
Machado de Xangô fazer honrar seu choro
De UZI na mão, soldado do morro
Sem alma, sem perdão
Sem Jão, sem apavoro

Cidade podre, solidão é um veneno
O Umbral quer mais Chandon, heróis crack no centro
Na tribo da folha favela desenvolvendo
No Jutso secreto Naruto é só um desenho
Uns cara que cola pra ver se cata mina
Umas mina que cola e atrapalha ativista
Mudar o mundo do sofá da sala, postar no Insta
E se a maconha for da boa que se foda a ideologia

Nin Jitsu, Oxalá, capoeira, jiu jitsu
Shiva, Ganesh, Zé Pilin dai equilíbrio
Ao trabalhador que corre atrás do pão
É humilhação demais que não cabe nesse refrão

Nin Jitsu, Oxalá, capoeira, jiu jitsu
Shiva, Ganesh, Zé Pilin dai equilíbrio
Ao trabalhador que corre atrás do pão
É humilhação demais que não cabe nesse refrão

E se não resistir e desocupar
Entregar tudo pra ele então, o que será?
E se não resistir e desocupar
Entregar tudo pra ele então, o que será?

Sonho em corrosão, migalhas são
Como assim bala perdida? O corpo caiu no chão!
Num trago pra morte cirrose de depressão
Se o pensamento nasce livre aqui ele não é não

Sem culpa católica, sem energia eólica
A morte rasga o véu, é o fel vem na retórica
Depressão é a peste entre os meus
Plano perfeito pra vender mais carros teus
A beleza de um povo, a favela não sucumbi
Meu lado África, aflorar, me redimir
O anjo do mal alicia o menininho
Toda noite alguém morre
Preto ou pobre por aqui

Nin Jitsu, Oxalá, capoeira, jiu jitsu
Shiva, Ganesh, Zé Pilin dai equilíbrio
Ao trabalhador que corre atras do pão
É humilhação demais que não cabe nesse refrão

Nin Jitsu, Oxalá, capoeira, jiu jitsu
Shiva, Ganesh, Zé Pilin dai equilíbrio
Ao trabalhador que corre atras do pão
É humilhação demais que não cabe nesse refrão

E se não resistir e desocupar
Entregar tudo pra ele então, o que será?
E se não resistir e desocupar
Entregar tudo pra ele então, o que será?



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A Sua - Marisa Monte




Eu sou completamente apaixonada por essa música. Até porque é Marisa, né?




Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

To com sintomas de saudade
To pensando em você
Como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

Eu só quero que você caiba
No meu colo porque
Eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás

To com sintomas de saudade
To pensando em você
Como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem
Porque eu te quero livre também

Como o tempo vai o vento vem



Rafaela Valverde

Série Grace e Frankie

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Conheci recentemente a série Grace e Frankie. Não lembro exatamente o porquê de ter adicionado a série à minha lista da Netflix, mas já estava há alguns meses. Daí comecei a assistir e gostei logo de cara. No início pensei que seria uma série chata e dramática sobre velhinhos, mas fui muito pega de surpresa, pois é uma série muito engraçada, bem feita e alto astral.

Criada por Marta Kauffman, Howard J. Morris, a série estreou em 2015 e tem três temporadas na Netflix. Já vi as três e estou apaixonada pelas velhinhas fofinhas cujo os nomes dão título a série. No elenco estão  Jane Fonda (Grace), Lily Tomlin (Frankie), Sam Waterston, entre outros. A série americana de comédia traz a história de Gracie e Frankie que depois de quarenta anos de casadas descobrem repentinamente que seus maridos são gays e estão tendo um caso há vinte.

A partir daí começa a série de conflitos mais engraçados que eu já vi na minha vida. Mas não são simplesmente engraçados, são diálogos bem feitos, situações tão inusitadas que a gente esquece até o drama do caso (traição) dos maridos. Até porque a série não se baseia nisso, a série funciona ao redor das duas setentonas "prafrentex."

Elas  namoram, fazem sexo, fumam maconha, tomam porres as onze da manhã e até criam um vibrador e uma empresa Sex Shop. Essa série mudou minha visão sobre a terceira idade. Mesmo que seja ficcional e Grace seja ninguém menos que Jane Fonda toda conservada e até um pouco plastificada, é impossível não mudar alguma coisa da imagem que temos da terceira idade. Até porque as imagens que tenho vêm das minhas duas avós e nem de longe se compara com as cenas que são protagonizadas por essas duas. Elas ficam muito amigas e essa amizade cheia de implicância, pois elas são tão diferentes, é que segura o enredo da série.

É claro que sempre tem alguma coisa que incomoda a gente um pouco em qualquer coisa. No caso da série o que me incomodou foi o silenciamento sobre a existência da bissexualidade. Os maridos são nomeados ou "taxados" o tempo inteiro como gays. Se assumem gays, se auto intitulam gays. Mas óbvio que eles são bissexuais não, é? E não só pelo fato de terem passado quarenta anos casados com mulheres, mas, também pelo de terem laços afetivos, filhos e vida sexual. É notório que houve paixão pelo menos em um dos casais. E esse casal  até tem uma pequena recaída sexual... e eu não vou contar mais nada. Apenas precisava problematizar isso, porque passei as três temporadas engasgada com isso. 



Rafaela Valverde

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Tá bom - Los Hermanos


Senta aqui
que hoje eu quero te falar
não tem mistério não
é só teu coração
que não te deixa amar
você precisa reagir
não se entregar assim
como quem nada quer
não há mulher irmão que goste dessa vida
ela não quer viver as coisas por você
me diz cadê você aí
e aí não há sequer um par pra dividir

senta aqui
espera que eu não terminei
pra onde é que você foi
que eu não te vejo mais
não há ninguém capaz
de ser isso que você quer
vencer a luta vã
e ser o campeão
pois se é no não que se descobre de verdade
o que te sobra além das coisas casuais
me diz se assim está em paz
achando que sofrer é amar demais



Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Série Lúcifer

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A série Lúcifer estreou na Fox em 25 de janeiro de 2016 e já está na segunda temporada, que ainda não chegou na Netflix. Criada por  Tom Kapinos em 2015, a série é ambientada em Los Angeles, e se encaixa nos gêneros Drama, Fantasia, Policial.

Cansado de ser julgado no inferno e com tédio, Lúcifer decide vir à Terra conviver com os humanos. Lúcifer Morningstar, (Tom Ellis) como se auto denominou, abre a boate Lux e passa a se divertir em companhia dos moradores da agitada Los Angeles. Ele passa a auxiliar policiais locais a capturar bandidos ao lado da bela policial Chloe Decker (Lauren German).Assim vão acontecendo as aventuras da nova vida de Lúcifer que muda cada vez mais a medida em que se aproxima das pessoas. Até faz terapia. E sempre é interpelado pelo seu irmão Amenadiel (D. B Woodside) para que retorne para casa e às graças do pai.

A série é bastante irônica. Piadas bem feitas e reflexões sobre esse misterioso mundo que se divide entre céu e inferno, bom e ruim (ou não). Eu pelo menos, pensei em muitas coisas sobre a bíblia por exemplo. Coisas que nós, criados com forte interferência cristã, somos levados a acreditar desde cedo, desde a mais tenra infância. Mas será que as coisas são dessa forma mesmo? Não cabe nenhum questionamento? A série traz esses questionamentos o tempo todo. É transgressora. Não está muito aí para as críticas. derruba conceitos pré estabelecidos e ainda vai dar muito pano pra manga. Contando a história do anjo mais bonito e iluminado que se rebelou contra Deus e foi expulso do céu, indo parar no inferno para fazer maldades... Será?


Rafaela Valverde


Livro Machado - Silviano Santiago - Parte I

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Texto escrito para avaliação da disciplina O Cânone Literário Brasileiro do curso de Letras Vernáculas da UFBA, onde estudo.


Machado é um romance que não é romance. Uma biografia que vai além dos fatos da vida de alguém. Ensaio que já é o espetáculo. Espetáculo protagonizado pelo mímico do Cosme Velho, Machado de Assis. Retratada já em sua fase final, a vida de Machado de Assis foi bastante complexa.

Descendente de escravos, Machado sempre viveu de forma humilde. Conviveu com a escravidão durante grande parte da sua vida, até a abolição. Esta temática esteve bastante presente em sua obra. O livro retrata, porém os últimos quatro anos da sua vida. A partir de cartas escritas entre 1905 e 1908, Silviano Santiago construiu a grande obra biográfico-ensaística-romanceada-pitoresca e rica.

Além de uma grande homenagem, Machado pode ser considerado um bom almanaque de literatura. E não só brasileira. E não só de literatura. Almanaque de história, crítica literária e dos últimos momentos da vida do Bruxo do Cosme Velho.

Como o próprio Silviano Santiago declarou em uma de suas entrevistas: não era possível escrever um livro simples sobre a vida de alguém tão complexo como Machado de Assis. Por isso, o livro tão multifacetado. Não dava para ser uma simples biografia narrando fatos da sua vida e descrevendo dados e anos. Um romance simples, porém, não bastaria. Fazia-se necessário um livro grandioso, para a posteridade.

É claro que a intenção de fazer um livro como esse não é apenas homenagear um grande escritor e o fundador da Academia Brasileira de Letras. Não. Silviano quer deixar para o futuro, algo de si mesmo. O que ele próprio sabe sobre literatura. Seu mestrado na França, ilustrado pelo grande conhecimento em Flaubert não deixa mentir. Além disso, inicia- se a consagração do escritor como cânone da sua geração. Já que Machado foi e ainda é um autor legitimado no Brasil e no mundo. Há ainda de lembrar que o processo de urbanização do Rio de Janeiro, fator que incomodava muito o Bruxo do Cosme Velho, se comparava desde sua composição ao processo de urbanização de Paris. Onde quem esteve? Silviano. Eles estão ligados. Silviano Santiago se liga a Machado. Sua ligação com o escritor está também no fato de que Silviano nasceu, anos depois, na mesma data de morte do mímico: 29 de setembro. Silviano estende seu vínculo. Ele se transporta para o início do século XX e teima em conviver bem próximo ao grande escritor brasileiro.

O livro traz diversas imagens, mas nem precisava: com a confusão organizada entre narrador, autor e personagens, a trama já se estampa. Com uma bem feita metalinguagem, o livro consegue narrar, com literatura, a própria literatura. Além disso, há a descrição detalhada da urbanização do Rio de Janeiro, com seus principais meandros e consequências sociais.

Como já sabemos o cânone ou os cânones são listas de leituras escolhidas e implementadas por alguém. E que esse alguém geralmente é formado por mais de uma pessoa ou até mesmo instituições. Principalmente as universidades e seus grandes doutores críticos. Há a certeza, é claro que essas pessoas e universidades estão imbuídas de poder. A ideia de cânone foi criada e consolidada ao longo da história ocidental. Quando a igreja mandava, o cânone existia para determinar o que os fieis podiam ler ou não. E quem mais já teve poder nesse mundo que a igreja? 

Machado de Assis está no cânone. Ouso até dizer que Machado é ele mesmo, um cânone. Além de escritor, já respeitado na sua época, funcionário Público nomeado pelo imperador, Machado foi também o fundador da Academia Brasileira de Letras, como todos nós já sabemos. Antes, os encontros literários eram realizados na livraria Garnier. Os encontros cresceram tanto que nasceu a academia. A própria ABL – um siglazinha carinhosa – já estabelece um cânone. A lista de cadeiras dos imortais que ali se encontram confirmam bem isso. A rejeição do desconhecido Mário de Alencar também.


Continua...


Rafaela Valverde

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Filme A Vida Secreta das Abelhas

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O filme A Vida Secreta das Abelhas é um filme de 2008, estrelado por  Dakota Fanning, Jennifer Hudson, Queen Latifah, entre outros. É uma comédia dramática dirigida por Gina Prince-Bythewood. A história se passa nos EUA, durante os anos sessenta e traz a adolescente Lily Owens (Dakota Fanning) que vivia triste após a morte da mãe, causada por ela quando ainda era criança.

Depois da morte da mãe, o relacionamento com seu pai fica ainda pior. Um belo dia, depois de uma briga da babá  Rosaleen (Jennifer Hudson) com um homem branco na rua, Lily decide fugir com Rosaleen. Elas vão atrás das lembranças da mãe da menina e em uma cidade do interior encontram August (Queen Latifah), a mais velha das irmãs Boatwright, que conheceram sua mãe.

Além disso, as irmãs são donas de um apiário na cidade e produzem o melhor mel da região. Rosaleen e Lily passam um tempo com as irmãs Boatwright e aprendem como funciona o trabalho com as abelhas e com a produção de mel. Fora isso, elas passam a ter mais contato com o afeto e a união das irmãs.

Há uma certa tensão relacionada à questões raciais, já que novas leis de igualdade racial estavam sendo implementadas naquele período, especialmente a possibilidade de voto para pessoas negras. Havia uma grande luta e apesar de alguns direitos já conquistados, os negros ainda eram tratados como inferiores ou até mesmo animais.

Mas o filme não se trata somente disso. É um filme emocionante e bem feito. ótimas atuações e atrizes maravilhosas. Gostei muito e recomendo. Tem na Netflix!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Série The Blacklist

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Terminei de assistir recentemente a série Blacklist, na Netflix. Eu sou uma pessoa viciada em séries e sempre estou vendo alguma. Essa foi uma das melhores que assisti nos últimos tempos. De origem norte-americana e com os gêneros espionagem, drama policial e ação, a série estreou em 2013, originalmente na NBC. A série é criada por  Jon Bokenkamp e tem no elenco James Spader (Raymond "Red" Reddington), Megan Boone (Elizabeth Keen, agente do FBI), Diego Klattenhoff — (Donald Ressler, agente do FBI), entre outros.

Raymond Reddington é um dos criminosos mais procurados pelo FBI e resolve se entregar no primeiro dia de trabalho da agente Elizabeth Keen. Ele exige falar com ela e a partir desse encontro muita coisa muda na vida da nova agente. Ele quer fazer um acordo com o FBI e receber imunidade se revelar uma enorme lista de criminosos e desvendar seus crimes e paradeiros. Coisas que nem o FBI imagina que exista.

A partir daí, a parceria entre Keen e Red dá bons frutos junto com a Força Tarefa secreta do FBI. Vários bandidos são descobertos, presos ou mortos pelo criminoso amigo do FBI, que deseja fazer outros tipos de justiça. Assim vai seguindo a série. Cada episódio é nomeado pelo nome de um criminoso. E tome ação. A série é alucinante. Bom enredo, boas atuações. Apesar de deixar algumas pontas soltas, como mortes de personagens importantes sem solução.

Vi três temporadas e a quarta chega na Netflix no dia vinte de agosto. Já estou ansiosa esperando, porque gosto muito dessa série. A terceira temporada terminou inclusive de forma bastante surpreendente enigmática. Estou esperando. Vem Blacklist!



Rafaela Valverde







quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Filme O sorriso de Monalisa

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Vi novamente no último final de semana o filme O sorriso de Monalisa. Eu não lembrava muito desse filme, pois já o tinha visto há algum tempo. Vi novamente por que chegou recentemente na Netflix e por que é sim um bom filme e ainda por cima Julia Roberts é a protagonista, a dona do sorriso. E como vocês todos sabem, eu sou fã desta atriz incrível.

Então, o filme é americano, lançado em 2003 e tem no elenco outras atrizes famosas como Kirsten Dunst .... (Betty Warren); Julia Stiles (Joan Brandwyn); Maggie Gyllenhaal (Giselle Levy) Ginnifer Goodwin ( Connie Baker). O filme é narrado nos anos cinquenta, década em que poucas mulheres tinham acesso à educação. Poucas mulheres tinha acesso à alguma coisa. Elas eram criadas para o casamento. E só isso importava. Mas, Katherine Watson, personagem de Julia chega na Universidade de Berkeley, na Califórnia, para tentar mostrar que elas podem mais.

A universidade e suas alunas faziam parte das famílias mais tradicionalistas da região. E mesmo sendo mulheres brilhantes, elas preferiam cuidar da casa e do marido. Katherine se sente incomodada com essa ideia, assim que chega a universidade e é hostilizada. Seus métodos modernos, sua solteirice e alto conhecimento de história da arte fazem com que ela não seja bem aceita pelas alunas, pelos pais e pela direção da instituição, que dá a entender quase o tempo todo que a contratou por falta de opção. É possível inferir que a preferência deles teria sido por alguém mais tradicional.

O filme faz várias alusões à arte, mas para mim seu tema principal é a situação feminina durante aquele período. Como as mulheres eram criadas para serem subservientes a seus futuros maridos. A que fugiam disso e buscavam outros rumos para as suas vidas, eram completamente rechaçadas pela sociedade. O movimento feminista, naquela época, nos Estados Unidos, estava com a roupagem da mulher dona de casa, aquela que queria ter a opção de cuidar da casa. Acredito que esse momento tenha representado um retrocesso na luta das mulheres, logo após um grande avanço do movimento feminista.

Grandes reflexões são imputadas. Na verdade, para mim surgiram essas questões. Como por exemplo, o conceito de arte e quem determina o que é arte; houve ainda minha reflexão sobre a autonomia feminina: a de querer realmente cuidar da família sem ser recriminada, o que vem sendo bem difícil ultimamente. Enfim, esse texto é mais sobre as reflexões e impressões que o filme causou em mim. Gosto de filmes assim, que por mais que seja assistido ainda continua inédito.



Rafaela Valverde



sábado, 22 de julho de 2017

Só posso dizer - Nando Reis




Tenho pensado muito nessa música. E escutado. E refletido  sobre minha vida, através dela. Linda música. Amo Nando Reis. Vejam o clipe e acompanhem com a letra. 

Cada um de nós tem o seu próprio jeito de ser
Mas tudo que foi feito
Só fizemos juntos
Porque você ouviu a minha, e eu, a sua voz
Tudo que dissemos sempre teve efeito mas sobra
Um ou outro aspecto
E o inverso do direito é a busca do desejo sem culpa

Protegem as flores
Seus espinhos
Preferem os cactos
Que a solidão da noite assista a flor
Quando se abre

Mas eu só posso dizer
Que eu só fico bem ao seu lado
Eu já tentei com outro alguém
Mas não consigo dormir sem seus braços

Vou dizer
Que eu só fico bem ao seu lado
Eu já tentei com outro alguém
Mas não consigo dormir sem seus braços

Cada um de nós tem um enorme respeito e após
Todo esse tempo
Que estivemos juntos
Você lutou por mim, e eu por você
Tudo que enfrentamos sempre demos um jeito tão nosso
É isso que eu adoro
O inverno é o silêncio
É quando a terra aguarda

Protegem as flores
Seus espinhos
Preferem os cactos
Que a solidão da noite assista a flor
Quando se abre

Mas eu só posso dizer
Que eu só fico bem ao seu lado
Eu já tentei com outro alguém
Mas não consigo dormir



Rafaela Valverde

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Filmes Corra e Mulher Maravilha

Ha alguns dias fui assistir no cinema dois filmes, o primeiro 'Corra' na Sala de Arte da UFBA, que fica no Vale do Canela e o outro foi Mulher Maravilha, no cinema do shopping da Bahia. Como vocês sabem, ir ao cinema é uma das coisas que mais gosto de fazer. Geralmente vou sozinha, que é outra coisa que gosto bastante.

Não vou falar muito sobre os filmes não, mas sobre os cinemas e sobre as experiências. Primeiro, o cinema da UFBA é bem tranquilo, vazio (só tem uma sala). Tem café e salgados gostosos. Eu gosto muito daquele lugar e como sou aluna da UFBA pago 7,00 ou 4,00 a depender do horário e amo mais ainda.. Fora que sentei ao lado de um boy lindo quando fui ver Corra, mas isso não vem exatamente ao caso.

 O suspense Corra foi lançado no dia 18/05 desse ano. Dirigido por Jordan Peele e com atuações de Daniel Kaluuya, Allison Williams, Catherine Keener, entre outras, traz a história do jovem negro Chris (Daniel Kaluuya) que vai conhecer a família da namorada branca e lá encontra muitas surpresas



.Já Mulher Maravilha nem é o estilo de filme que eu costumo ver. É mais um filme de Super Herói da DC, ou seria apenas mais um filme. Mas houve tanto burburinho logo nos primeiros dias de estreia, que indicava que era um filme que podia valer a pena ser visto. Daí eu fui ver e gostei. Não é um filme extraordinário, é apenas um filme de aventura, de heróis ou heroínas. Muita ação e luta, com grande protagonismo para a atriz  Gal Gadot, intérprete da mulher maravilha. Ela é linda e segurou bem o filme. O filme conta ainda com atuações de Chris Pine, Connie Nielsen e foi dirigido por Patty Jenkins. Não vou falar muito sobre o filme, porque ele é bem parecido com a maioria de filmes que existem por aí, mas para mim o grande destaque feminista dele é que a "mocinha", apesar de exageradamente ingênua, não depende do galã (galã feio, por sinal) para nada e o final feliz é bem diferente. Gostei especialmente disso. Ainda estão em cartaz. Vão ver!




Rafaela Valverde



domingo, 18 de junho de 2017

Série Blindspot


Terminei ontem a primeira temporada da série Blindspot. E gostei muito. A série é americana, estreou em 2015 e foi criada por Martin Gero. O elenco conta com  Jaimie Alexander, Sullivan Stapleton, Rob Brown, entre outros. É uma produção de drama, suspense e ação que ainda está em andamento.

A série traz a história de agentes do FBI que se veem envolvidos em vários casos criminais e de corrupção, a partir de uma mulher, Jane Doe (Jaimie Alexander). com o corpo todo tatuado deixada em uma mala, sem roupas e desmemoriada, em uma das ruas de Nova York. Em uma das tatuagens há o nome do agente Kurt Weller  (Sullivan Stapleton), que logo se sente responsável por proteger a mulher misteriosa.

Assim, diversos casos se desenrolam a partir das tatuagens de Jane. Alguns casos estão em andamento, outros ainda vão acontecer enquanto cada tatuagem é decifrada. A identidade da mulher é revelada, mas nada é o que parece. Até mesmo os flashes de sua memória que vai voltando aos poucos podem não ser exatamente o que todos pensam.

A série é cheia de mistérios e conspirações. Muita ação, drama e suspense compõem os roteiros e as cenas, que são bem construídas e montadas, com boas interpretações. Percebi que algumas peças foram deixadas soltas, o que acredito que serão resolvidas ao longo das próximas temporadas. Uma série bem feita, com boas fotografias da cidade de Nova York e das outras locações. Cenas arrebatadoras, que prendem e deixam a gente com os nervos a flor da pele. Eu gostei bastante da série e recomendo!



Rafaela Valverde

sábado, 10 de junho de 2017

Filme Lion - Uma Jornada Para Casa


Assisti no final de semana passado o filme Lion - Uma jornada para casa que foi lançado no Brasil em fevereiro desse ano e já está na netflix. Nossa, como eu amo a netflix. O filme tem no elenco, nomes como  Dev Patel, Rooney Mara, Nicole Kidman, entre outros. O filme passei entre os gêneros drama, biografia e aventura e foi gravado em parcerias com os EUA, Austrália e  Reino Unido.

Dirigido por  Garth Davis, o filme, que é baseado em fatos reais, traz a história de Saroo, um menino de cinco anos que se perdeu do irmão durante uma viagem em Calcutá. O menino passou por coisas muito difíceis até ser adotado por uma família australiana que o amou e mudou sua vida.  Passou a vida inteira sem superar o que tinha lhe acontecido e já adulto, 25 anos depois reslveu procurar sua família através da internet.

Esses momentos em quem as lembranças de Saroo se misturam com a vida atual são muito bem construídos. É um drama psicológico, a gente sente a angústia dele. Ele fica anos sem saber nenhuma notícia da mãe biológica e dos irmãos. E apesar de aproveitar as oportunidades de estudo e trabalho na Austrália,  sonha sempre em reencontrar sua outra família. 

Eu achei o filme muito bom. Foi indicado a vários prêmios, inclusive Globo de Ouro e Oscar de melhor filme. Gostei bastante do filme, me emocionei e chorei. Sim, manteiga derretida. Há tempos não chorava vendo um filme. Recomendo. As atuações são excelentes e a fotografia é incrível.


Rafaela Valverde

sábado, 13 de maio de 2017

Eu ouvindo Marília Mendonça


Eu já devo ter contado aqui que gosto de vários tipos de música. Ouço de Marisa Monte até funk mas torcia o nariz para sertanejo. Bem, ainda torço um pouco, mas estou ouvindo muito Marília Mendonça, uma das representantes do chamado feminejo.  Desde a minha viagem para Recife voltei com essa mania de ouvir Marília. E gosto bastante. Ela fala algumas coisas que os homens precisam ouvir e sofre bastante também.

Quem não tem essas sofrências? Quem nunca sofreu dor de corno mesmo? Eu nem vou falar sobre isso na minha vida hahaha. Mas o fato é que eu gosto de música, independente de qual rótulo. Um amigo me disse justamente isso: para eu ouvir música independente de rótulos, se eu gostar ótimo, se não, bola pra frente.

E fiz isso. Cá estou eu, nesse exato momento ouvindo a maravilhosa da Marília. A mulher canta muito mesmo. E graças a todos os deuses que tenho a capacidade de mudar de ideia, de gostos, de conceitos. Prefiro sim ser uma metamorfose ambulante e é isso que eu sou.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Série Gilmore Girls


Terminei de ver no final de semana a antiga série Gilmore Girls e em seguida assisti os quatro episódios do especial lançado pela Netflix no final do ano passado. Já tinha ouvido falar da série há alguns anos, mas a curiosidade veio mesmo  a partir do Gilmore Girls - Um ano pra recordar. No início do ano comecei a ver os episódios e de cara já gostei do bom humor de Lorerai e da amizade com a filha Rory.

Tal Mãe, Tal Filha como foi traduzida é uma série criada por  Amy Sherman-Palladino que estreou no ano 2000. Estrelada por Lauren Graham e Alexis Bledel, como Lorerai e Rory, teve seu final no ano de 2007. Com sete temporadas, a série teve um grande sucesso, inclusive aqui no Brasil. 

A história de mãe e filha é contada. Lorelai engravidou aos 16 anos e decidiu sair de casa para criar sua filha longe de todos. Mãe solteira, chegou na  pequena cidade fictícia Stars Hollow e  com ajuda de amigos e bastante trabalho começou a criar sua filha. Como são apenas as duas, elas desenvolvem uma parceria e cumplicidade. E foi essa parceria que me chamou atenção na série. E o bom humor de ambas? A piada de uma complementa a da outra. Achei sensacional a química das duas atrizes.

Lorelai não tem um bom relacionamento com seus pais Emily e Richard Gilmore por sempre contestar suas ideias e modo de vida. Os pais são envolvidos em eventos sociais que Lorelai acha fúteis, por isso sempre critica os pais e com isso traz certas alfinetadas ao modo de vida dessas pessoas.

Mas a série é muito mais que isso. Ri horrores durante esses meses que a vi. São ótimas piadas, histórias e personagens bem construídos. Stars Hollow é a comédia em si. Claro que também há drama e especialmente na última temporada e no especial chorei bastante e com certeza entrou no rol de uma das minhas séries preferidas. Amo Gilmore Girls. E essa é minha pequena homenagem.



Rafaela Valverde


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Vai e volta - Anitta


Por que será que eu insisto em insistir em você?
Por que será que nesse tempo todo eu ainda te espero?
Não foi legal, mas não foi mal
Nem decidi, tá tudo certo
Eu já nem sei, não lembro mais
É que eu só lembro do que eu quero

Sei lá, eu não queria mais sofrer
Não sei se é com ou sem você
Eu já tentei de tudo, mas
Acho que eu não sou capaz

De dizer
Que eu não quero mais você
Que eu não quero mais te ver
O meu pensamento vai e volta
Vai e volta

Dizer
Que eu queria era te ver
Te abraçar e não perder
O meu pensamento vai e volta



Rafaela Valverde

Série Orphan Black


Terminei a quarta temporada da série Orphan Black. Já estou esperando a quinta e li em algum lugar que será a última temporada. Sabe, eu até prefiro séries que sejam assim, do que aquelas que ficam enchendo linguiça como Grey's Anatomy já durando mais de dez anos. Enfim, mas essa é outra história. O fato é que Orphan Black vai durar cinco temporadas e já estou na expectativa da quinta.

Mas vamos ao que interessa. Orphan Black foi criada por Graeme Manson, John Fawcett  e estreou em 2013, sendo produzida no EUA e Canadá. É uma fantástica série de Ficção Científica e Suspense. Eu comecei sem muito interesse, só porque ouvia falar muito dela, mas depois foi engrenando e eu amei. Entrou no rol das minhas séries preferidas. Com Tatiana Maslany, Jordan Gavaris, Kevin Hanchard e outros no elenco, a série dá show de interpretação.

Claro que a campeã do show é  a canadense Tatiana Maslany. Eu já havia assistido um filme com ela e já sabia do seu potencial, mas nessa série ela se superou. São 22 clones, cerca de nove personagens que ela encarna ao longo de toda a trama. Todas com olhares, trejeitos, vozes e sotaques diferentes. E mesmo quando duas personagens estão juntas, dá facilmente para imaginar que são duas pessoas diferentes, irmãs gêmeas juntas. Ela é genial e já ganhou diversos prêmios por essas interpretações. 

Eu sinceramente fico fascinada por cada personagem e suas diferenças: Cosima, Sarah, Alison, Katja, Rachel, Helena, Mika, Kristal, Beth. Todas elas são bastante diferentes. Até a forma de andar muda e confesso que essa é uma das coisas que mais me atrai na série. E mesmo em alguns momentos em que alguma clone se passa por outra é genial, pois conserva- se traços da original misturando aos traços da clone imitada. AMEI! 

As questões de ficção científica podem parecer confusas no final da primeira temporada e na segunda, mas a partir da terceira e quarta já ficou mais amarrradinho e próximo do real. É isso. Há mais questões sobre a série que eu gostaria de abordar, mas vou deixar para a quinta e última temporada. Vai ter textão. Se vocês ainda não viram Orphan Black, corram para ver!


Rafaela Valverde

quarta-feira, 29 de março de 2017

Filme Cães de Aluguel


No final de semana assisti finalmente o filme Cães de Aluguel. Filme de 1993, o suspense/policial norte- americano conta com Harvey Keitel, Tim Roth, Michael Madsen no elenco. Além do próprio Tarantino atuando. Eu não lembro de ter visto nenhum filme com ele atuando. E esse é um filme do diretor que eu não curti muito não. Achei chato. E olhe que gosto de filmes paradões, mas esse se superou. Há quem me diga sempre que Os Oito Odiados seja o mais chato, mas não curti muito Cães de Aluguel não.

O filme traz a história de seis bandidos que após uma tentativa fracassada de roubo de diamantes, se confrontam em um armazém. Tudo gira em torno desse conflito. Cada um deles tem um codinome com cores, Sr White, Sr Pink, Sr Brown, etc. Há uma tensão entre esses diálogos, pois busca- se quem é o traidor do grupo, já que a polícia ficou sabendo que o assalto aconteceria e estava no local. 

Todos são suspeitos, até que se prove o contrário. Todos são policiais infiltrados. O filme carrega aquela presença já conhecida de Tarantino, com muito sangue e mortes. Eu gosto desse estilo e ele é um dos meus diretores preferidos. Mas enfim, não curti Cães de Aluguel. Pelo menos nesse momento. Pode ser que eu assista novamente em outro momento e curta mais. Mas por enquanto é isso.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 24 de março de 2017

Livro O lado bom da vida - Matthew Quick


Tenho O lado Bom da Vida desde 2014. O que motivou a compra foi o filme, que assisti antes e o Oscar de Jennifer Lawrence por interpretar Tiffany. Comprei e li uma vez de forma rasteira, sem prestar muita atenção. Li só por ler e não gostei. Até tentei vender esse livro no ano passado, mas ainda bem que não vendi porque eu o reli e amei. Achei um bom livro, leitura agradável, apesar  de muito futebol americano, personagens bastante humanos, reais. Pelo menos em relação a certas mudanças de comportamento e problemas  que todo mundo tem, sabe? Bem, vou parar de divagar sobre o livro e vou ao que realmente interessa.

Esse livro foi escrito por Matthew Quick e lançado em 2008 virando logo um best seller nos EUA e em seguida sendo traduzido para outros países e obtendo o mesmo sucesso. Enfim, o livro traz a história de Pat Peoples, um professor de história que se vê numa clínica psiquiátrica, tendo que lidar com uma nova vida e com o "tempo separados" que é o que ele chama  a separação da esposa Nikki. Alguns anos passam enquanto ele está internado na clínica e quando ele sai algumas coisas estão bastante mudadas.

Ele conhece Tiffany e iniciam uma amizade. Pat aguarda obedientemente o que ele pensa que é apenas um período separado, mas sua esposa Nikki já se divorciou dele, não existe mais possibilidade de volta. Mas Pat acredita tão ingenuamente no restabelecimento do seu casamento que chega emociona, sabe? Ele luta para mudar e se transforma numa pessoa melhor, já que não havia sido um bom marido, ele passa a malhar e ler os livros que sua esposa tanto queria que ele lesse. Enfim, Pat passa por um longo processo de sofrimento e mudança. É quase catártico observar essa mudança. É uma história de superação muito gostosa de ler. Eu recomendo!



Rafaela Valverde
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