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sábado, 24 de junho de 2017

Em Chamas - Suzanne Collins ♥


Reli Em chamas de Suzanne Collins. O livro foi lançado em 2011 e eu li pela primeira vez em 2015. Eu amo a trilogia Jogos Vorazes, como vocês já sabem. Em Chamas é o segundo e traz novamente Katniss Everdeen e Peeta Mellark que mudaram os Jogos Vorazes e desafiaram a Capital. Nesse livro eles retornam à Arena.

Tudo parece diferente e ao mesmo tempo o mais do mesmo, mas o casal desafortunado do Distrito 12 não sabem nada do que os esperam pela frente. Eu gosto de Em Chamas porque ele não funciona como um intermediário, apenas para encher linguiça, preparando os leitores para o último livro. Não, esse livro traz emoções diferenciadas. 

Mais uma vez sentimental e ao mesmo tempo duro. Distópico, futurista, crítico das ações humanas, politico, feminista. As aventuras dos tributos que voltam à Arena para começar o 75º Massacre Quaternário são bem diferentes, a Arena funciona com uma nova dinâmica. Mas eles não estão lá ocm objetivo de matar uns aos outros e apenas um vencedor. É muito mais que isso. Dessa vez, o inimigo é outro... Ou sempre foi? Maravilhoso, amo!


Rafaela Valverde

domingo, 18 de junho de 2017

Malemolência - Céu

Veio até mim
Quem deixou me olhar assim?
Não pediu minha permissão
Não pude evitar, tirou meu ar
Fiquei sem chão

Menino bonito, menino bonito, ai!
Ai, menino bonito menino bonito, ai!
Menino bonito, menino bonito, ai!
Ai, menino bonito menino bonito, ai!

É tudo o que eu posso lhe adiantar
O que é um beijo se eu posso ter o teu olhar?
Cai na dança, cai!
Vem pra roda da malemolência

Menino bonito, menino bonito, ai!
Ai, menino bonito menino bonito, ai!
Menino bonito, menino bonito, ai!
Ai, menino bonito menino bonito, ai!

É tudo o que eu posso lhe adiantar
O que é um beijo se eu posso ter o teu olhar?
Cai na dança, cai!
Vem pra roda da malemolência

Menino bonito, menino bonito, ai!
Ai, menino bonito menino bonito, ai!



Rafaela Valverde

Quando você voltar


Quando você voltar
Pense na possibilidade
De não me encontrar
Mesmo que eu esteja aqui
Eu posso tentar fugir
Seus beijos mostram
O que você quer ocultar
Os sentimentos furtivos que por mim tens
Não adianta negar!
Seus olhos vão além e complementam a mensagem
Sei que me amas
Sei que não vai embora
Seu corpo não sabe ser sutil
Você disfarça mas  sabe me esquecer
Tentou encobri, mas me chamou de seu bebê
Eu ouvi
Eu percebi
Eu senti
E eu vivi
Até agora sem você
Mas o amor permanece aqui
Se fazendo perceptível cada vez que amanhece
Você dissimula
Tudo bem, eu te entendo
É forte e complexo demais
Nem todo mundo consegue lidar
Mas aqui no meu peito esse amor só se acumula
E nunca deixarei de te amar!



Rafaela Valverde

Nossas escolhas são responsabilidade nossa


As pessoas estão deixando  suas vidas e decisões a cargo de Deus e da vida. A vida é imprevisível. É o que dizem. Mas e onde ficam nossas escolhas, nossas experiências, inteligência e livre arbítrio? Não acho que dá para deixar tudo a cargo da vida. Como Zeca Pagodinho que queria: "deixa a vida me levar..." Isso nos exime de responsabilidade e até mesmo de culpa quando algo não dá certo.

E quando dá certo também é possível que deixemos tudo a cargo da vida e/ou de Deus. Mas e nossos méritos? E nossa luta diária para sobreviver e para viver da melhor forma possível? E quando nos inscrevemos em determinado concurso e estudamos pacas e acabamos passando na prova, foi total responsabilidade de Deus e da vida? Foi sorte? Apenas sorte? Ou ralamos pra caramba e escolhemos estudar ao invés de ir à baladas?

Há muito o que se pensar sobre isso, especialmente quando dizemos que o futuro a Deus pertence e que não sabemos o que acontecerá daqui há dez anos, tirando nosso corpo fora de determinadas situações e decisões que devem ser tomadas. É claro que não sabemos mesmo. Isso eu não posso negar. Ninguém sabe o que será da sua vida daqui há dez anos, mas é possível que se tenha certa noção de como será nossa vida a depender de nossas atitudes hoje.

Nossa, daqui a dez anos eu não sei como será minha vida mesmo, então não vou aproveitá-la, não vou estudar, nem trabalhar, nem juntar dinheiro, nem construir uma carreira, nem fazer amigos, nem construir uma relação, ou amar e me envolver com alguém, porque o futuro a Deus pertence. Ah, me poupe! Você é uma pessoa covarde que tem medo de dar dois passos sozinha para depois não se sentir culpada e joga a responsabilidade de suas escolhas para Deus, ou para a vida, ou para o universo. 

Primeiro seria bom começar a crescer primeiro e assumir as consequências de nossos atos. Acho de uma covardia e infantilidade sem tamanho dizer que a vida é imprevisível, só por que não tem coragem de tomar decisões próprias. Eu posso não estar no controle total e absoluto da minha vida, já que não faço ideia quando vou morrer, por exemplo, mas ainda assim sei que sou totalmente responsável pela minha vida, pelas minhas decisões e escolhas e não Deus. Deus nos deu livre arbítrio e tem  gente que ainda continua jogando as coisas para que Ele resolva. Isso, para mim, é fraqueza, é covardia.  É falta de firmeza e falta de conhecimento de si próprio, de suas capacidades. É isso que eu penso sobre esse assunto e vocês, o que acham? Contem para mim.




Rafaela Valverde


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Diva


Quero sentir sua boca roçando em minha pele
Quero sentir seu hálito cálido
E seu cheiro de frescor
Que me deixa louca

Quando o vento brincar com meu cabelo quero que você esteja lá
Quero que você esteja em todos os momentos
Eu não sei mais disfarçar

Quero acordar ao seu lado todo dia
Olhar seu rosto relaxado
Te observar enquanto dorme
Escutar seus barulhos noturnos
Era só isso que eu queria

Mas não tenho mais expectativa
Sei que não mais me amarás
Sei que não estarei mais ao seu lado
E você não vai estar lá
Roçando sua boca em mim
E me tratando como diva



Rafaela Valverde

A vida

Vou pensar
Vou penar
Vou chorar
Vou beijar
Vou sorrir
Vou sair
Vou cair
Vou levantar
Vou suar
Vou jogar
Vou cantar
Vou dançar
Vou trepar
Vou gemer
Vou viver
Mas nunca vou te esquecer.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Sintonia Transcendental


Sabe aquela conexão em que apenas com um olhar já se consegue entender o outro? Sabe aquela sensação que se conhece tanto o outro que é capaz de adivinhar o que ele está pensando e/ou sentindo?

Sabe aquela pessoa com quem você pode falar de tudo? Tem assunto para toda hora e a madrugada não é suficiente para tanto bate papo?
. Noites e noites são viradas conversando. Ligação mágica. Não dá para descrever nessas poucas linhas o que significa. A outra pessoa conhece cada olhar meu, cada momento em que queria falar e me calei; daí se ouve: "fala, você ia dizer alguma coisa..." Mas como assim, você sabia? É uma intimidade tão grande que é possível saber do que se trada a respirada que o outro dá em determinado momento.

Compartilham os mesmos gostos esquisitos: aquele disco de rock melancólico que ninguém conhece, aquele filme "cabeça"... Quantas horas noturnas foram gastas falando besteiras que ninguém mais entenderia. Só aquele par entende do que se trata. O par se entende. É uma sintonia transcendental. É algo que dá inveja, mas não nasceu com essa intenção. Nasceu do amor, para o amor e é sobre o amor. É a sintonia! É a transmissão de pensamentos, é a adivinhação de sensações. É tudo muito único, momentos que não se repetem.

Sabe aquele dia que você não pensa na pessoa? Não existe! O pensamento é diário, o sentimento é constante. Minuto após minuto, hora após hora, dia após dia. A gente se importa um com o outro, a gente é maravilhoso sozinho, mas, se é que isso é possível, ao mesmo tempo se completa.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Eu

Eu te amo
Eu me odeio porque te amo
Eu não consigo te odiar por um minuto sequer
Eu brinco de te esquecer
Eu finjo que hoje não vou pensar em você
Eu minto dizendo que não me importo
Eu fico imaginando como seria ter você aqui, ao meu lado
Eu tenho certeza que aqui é o seu lugar
Eu te amo
Eu sei que a minha vida seria melhor com você
Eu odeio a minha vida por isso
Eu sei que não será possível, não mais!
Eu perdi você
Eu me odeio por isso
Eu acordo pensando em você
Eu relembro nossos momentos juntos e penso como eu já fui feliz ao seu lado
Eu amo você
Eu sempre vou amar você
Eu me odeio por ter perdido você
Eu sempre vou achar que vou estar melhor do seu lado
Eu sei que não adianta você estar ao meu lado se não quiser e se não estiver feliz
Eu sei de tudo isso!
Eu me importo com sua felicidade, acredite
Eu
Amo
Você.
Eu.
E você? Me fala de você.
Qual seu ponto de vista nessa historia?


Rafaela Valverde

terça-feira, 6 de junho de 2017

Crianças sabem mais que poeta


Eu não sei o que quer dizer isso
Mas sei que não tem nada de enguiço
Como costumavam me dizer na infância
Tramam contra as crianças, porquê?
Inventam respostas ininteligíveis

Vocês que são bestas
Achando que criança não entende
Criança tem sabedoria
Mas às vezes ficam invisíveis
Aos olhos do mundo

Crianças sabem mais que poeta
Que como dizem por aí,
Nada mais é que um fingidor
Criança finge que não vê e que não escuta
Criança sabe mais do que a gente imagina

Criança sabe mais que a gente adulta
Que se acha melhor e mais culta
Mais livre e mais esperta
Mas não sabe de bulhufas
Especialmente quando se apaixona

Gente adulta fica cega
Cega de amor
Criança, não!
Criança ainda não tem burrice para passar por isso
Sim, a gente cresce e emburrece.
Quero voltar a ser criança!




Rafaela Valverde

Tristeza indicativa


A dor que eu sinto não tem nome. A psicanálise fala da dor de existir, e acho que a minha dor se aproxima um pouco disso. Não é uma dor de perder um filho, nem os pais, nem o cônjuge... Todas essas dores podem ser nomeadas.  Mas essa que eu sinto é dor de quê?  Eu não sei. Na verdade eu até sei e não suporto mais. E também não é uma dor particularmente física. Mas é física também. 

É física, é emocional, é psíquica. Invisível, mas tão presente que eu não consigo mais ignorá-la. Tem dias que já acordo com ela, presente. Em outros dias acordo bem, só com raiva por ter acordado cedo demais. Mas ao longo do dia a dor chega. Mas há dias, raros, em que ela não vem. E nesses dias me sinto um pouco mais em paz comigo mesma.

Eu não sei dizer que dor é essa. Eu não sei explicar. Não é dor de amor, talvez seja dor de falta dele; não é angústia, não é solidão. É tudo junto e mais um pouco. É tão intenso, é tão triste que só o que me vejo fazendo do nada, é chorar. Lágrimas jorram dos meus olhos, eles só vivem inchados e reclamões, não suportam mais produzir tantas lágrimas.

E assim vou vivendo, carregando essa dor sem nome. Essa dor que pode considerada descabida para muitos, mas para mim não é porque ela está aqui dentro de mim. É uma tristeza que vai e vem, muitas vezes incontrolável. Que me avisa que estou sentindo falta de algo ou de vários algos. É uma tristeza indicativa e insistente.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Livro O leitor


Terminei de ler o livro O leitor. Esse livro originou o filme que deu o Oscar de melhor atriz a Kate Winslet. Inclusive, assisti o filme antes e nem sabia que existia o livro. Descobri há bem pouco tempo. Comprei o livro por dez reais com uma menina que conheci no Facebook em grupos de vendas de livros.

Confesso que demorei de ler o livro, achei ele meio paradão. Meu ritmo de leitura de livros está bem lento, sobretudo por causa da faculdade e por casa das séries hehehe. O livro foi escrito pelo escritor alemão Bernhard Schlink e publicado em 1995. A adaptação para o cinema só foi feita em 2008.

O filme é bastante fiel ao livro. Há muitos detalhes, claro, que no filme não são contados. Essa parte gostei bastante. Alguns detalhes foram esclarecidos com a leitura. A história contada é a de Michael Berg, menino de 15 anos que ao ficar doente conhece a cobradora de bondes Hanna Schmitz, que tinha 36 anos. Eles vivem um caso tórrido de paixão e Hanna pede que o "menino", como ela o chama, leia para ela em voz alta. Muitos livros são lidos, entre uma transa e outra. E assim, o menino vai se descobrindo e amadurecendo.

Alguns anos depois, quando ele já havia se afastado de Hanna e estudante de direito, encontra a mulher que outrora amou, no banco dos réus. Ela havia sido guarda nos campos de concentração do nazismo, vitimando diversas mulheres em um incêndio. Hanna tem um grande segredo e pretende abrir mão de muita coisa para preservá-lo, inclusive da sua liberdade,

Michael narra o livro. E o quadro com que nos deparamos é ele narrando sua própria culpa e tristeza durante toda a sua vida, até o instante em que finaliza o relato. Culpa, saudade, dor, tristeza, saudade. A vida dele inteira girou em torno desse amor de adolescência. Amor por uma mulher incrivelmente misteriosa e fascinante. Leiam!



Rafaela Valverde

Eu não sei mais lidar com tudo o que sinto


Acordo todas as manhãs sentindo falta de algo, sentindo falta do que tive, do que não tive e do que ainda vou ter. E o que eu não vou ter nunca, fica pairando acima da minha cabeça. Todos os dias. Como uma nuvem, opaca e sem vida. A nuvem joga sua chuva sobre minha cabeça e explode um turbilhão de pensamentos sufocantes, aterrorizantes. Mas que eu não consigo evitar.

Como assim? Você diz que quer algo que nem sabe o que é. Mas, é mentira! Você sabe, sim! Sempre soube. Mas, parece que como tudo em sua vida, o fato de você querer muito algo, afasta decisivamente o algo da sua vida. Você é uma azarada de merda. Você afasta tudo o que quer. E você nunca quer o que tem. Você é idiota, porra!

E esse vazio? Cura como? Isso que te faz chorar escondido à noite. Como resolve? Com baladinhas, cheias de gente tombadora com maquiagem "cheguei" e beck na mão? Com sexos casuais, frios e mal feitos? Com revolta e melancolia? Como resolve?

Se eu soubesse não estava passando por isso. Eu queria simplesmente não passar por nada. Eu abriria mão de viver só para não sentir. Eu preciso de um entorpecimento constante. Por isso, o sono excessivo, por isso as leituras e as séries, por isso a escrita compulsiva, por isso as garrafas de catuaba e vinho barato pela mesa de centro. Por isso, as noites em claro chorando e fumando cigarro após cigarro.

É por isso, tudo isso. Porque eu não sei lidar com a dor de sentir, com a dor de existir e ser eu mesma. Eu não sei mais encarar uma baladinha e descontrair com ela. Ao contrário, fico tão tensa e mal humorada nas festas, que sento em um canto, falando mal de todo mundo, sozinha. Sofá de boate tem sido meu lugar preferido ultimamente. Destilo veneno e ironia. E as lágrimas de tristeza ficam caindo naquele escuro, é onde melhor posso chorar. Choro enquanto danço também! Sim, sociedade, é só isso mesmo o que eu posso te oferecer!



Rafaela Valverde

quinta-feira, 25 de maio de 2017

O mundo do menino impossível - Jorge de Lima


Fim da tarde, boquinha da noite
com as primeiras estrelas
e os derradeiros sinos.

Entre as estrelas e lá detrás da igreja
surge a lua cheia
para chorar com os poetas.

E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:
o sol e os meninos.

Mas ainda vela
o menino impossível
aí do lado
enquanto todas as crianças mansas
dormem
acalentadas
por Mãe-negra Noite.
O menino impossível
que destruiu
os brinquedos perfeitos
que os vovós lhe deram:
o urso de Nürnberg,
o velho barbado jagoeslavo,
as poupées de Paris aux
cheveux crêpes,
o carrinho português
feito de folha-de-flandres,
a caixa de música checoeslovaca,
o polichinelo italiano
made in England,
o trem de ferro de U. S. A.
e o macaco brasileiro
de Buenos Aires
moviendo da cola y la cabeza.

O menino impossível
que destruiu até
os soldados de chumbo de Moscou
e furou os olhos de um Papai Noel,
brinca com sabugos de milho,
caixas vazias,
tacos de pau,
pedrinhas brancas do rio...

“Faz de conta que os sabugos
são bois...”
“Faz de conta...”
“Faz de conta...”
E os sabugos de milho
mugem como bois de verdade...

e os tacos que deveriam ser
soldadinhos de chumbo são
cangaceiros de chapéus de couro...

E as pedrinhas balem!
Coitadinhas das ovelhas mansas
longe das mães
presas nos currais de papelão!

É boquinha da noite
no mundo que o menino impossível
povoou sozinho!

A mamãe cochila.
O papai cabeceia.
O relógio badala.

E vem descendo
uma noite encantada
da lâmpada que expira
lentamente
na parede da sala...

O menino pousa a testa
e sonha dentro da noite quieta
da lâmpada apagada
com o mundo maravilhoso
que ele tirou do nada...

Chô! Chô! Pavão!
Sai de cima do telhado
Deixa o menino dormir
Seu soninho sossegado!





Rafaela Valverde

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Transbordante


O que buscar lá fora se tudo que me faz bem está aqui dentro?
Por que buscar coisas lá fora se tudo está aqui?
Pra que procurar qualidades em outras pessoas se você já as tem?
Tudo que me satisfaz está aqui, em você
Tudo que eu gosto você faz
O que eu preciso você tem
Eu não preciso de mais ninguém
Quando eu te falo você não acredita
Mas não há ninguém como você
Estar com você me faz tão bem
Há anos que sua presença me faz ótima, que é melhor que bem
Eu realmente não preciso de ninguém
Mas você não é ninguém
E eu preciso de você
Não para viver
Não para ser feliz, afinal eu já sou feliz!
Mas preciso de você para tornar minha vida melhor
Também para me transformar nesse poço de sorrisos
Sim, quando estou perto de você, eu transbordo de alegria
A felicidade me toma por completo
Eu me fecho nesse mundinho em que você está
E esqueço do que se passa no mundo lá fora
Nada lá fora importa!
Aí no outro dia tenho que voltar ao tempo presente, à vida real
É duro demais não ter você
É injusto ter que procurar lá fora o que eu tenho aqui dentro
É injusto, principalmente, porque eu nunca vou achar
O poço da felicidade de estar com você esvazia um pouco quando vou embora
Mas o meu amor é um poço muito maior
Não enche, não transborda e nunca vai acabar
Agora, me diga, você que tem resposta para tudo:
O que eu faço com esse amor?



Rafaela Valverde

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Passional


Você diz que sabe quem é
Você diz que se conhece
Você diz que me conhece
Mas, ora bolas, quem é que sabe mesmo de si?
Eu não sei, você não sabe, o mundo não sabe
O mundo nem sabe que fim terá!
O mundo não sabe nada
Agora, imagine você!
Você não sabe de nada
Eu vejo que estou em seu olhar
Mas você nega
Você é engraçado
Não se entrega
Não se apoia
É orgulhoso
Tem medo
Você diz que sabe de si
Você diz que se conhece
Você diz que me conhece
E que eu sou a mesma
Você se auto - engradece
Não que esteja errado
Se engrandeça mesmo
Brilhe mesmo
Pense em você mesmo
Mas não minimize nosso amor
Seja quem e o que você quiser
Só não ache que tudo isso é menor
Você pode não amar
Mas não desame quem ama
Você pode não se dedicar ao amor
Mas deixa minha dedicação
Você pode se conhecer
Pode me conhecer
Só não mate minha presença em seus olhos
Não esnobe meu amor
Ele, meu bem, ainda vai te salvar de você mesmo.



Rafaela Valverde


sábado, 13 de maio de 2017

A lua no cinema - Paulo Leminski


A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
   a história de uma estrela
que não tinha namorado.

   Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
   dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

   Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
   e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

   A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
   que até hoje a lua insiste:
- Amanheça, por favor!



Rafaela Valverde

Eu ouvindo Marília Mendonça


Eu já devo ter contado aqui que gosto de vários tipos de música. Ouço de Marisa Monte até funk mas torcia o nariz para sertanejo. Bem, ainda torço um pouco, mas estou ouvindo muito Marília Mendonça, uma das representantes do chamado feminejo.  Desde a minha viagem para Recife voltei com essa mania de ouvir Marília. E gosto bastante. Ela fala algumas coisas que os homens precisam ouvir e sofre bastante também.

Quem não tem essas sofrências? Quem nunca sofreu dor de corno mesmo? Eu nem vou falar sobre isso na minha vida hahaha. Mas o fato é que eu gosto de música, independente de qual rótulo. Um amigo me disse justamente isso: para eu ouvir música independente de rótulos, se eu gostar ótimo, se não, bola pra frente.

E fiz isso. Cá estou eu, nesse exato momento ouvindo a maravilhosa da Marília. A mulher canta muito mesmo. E graças a todos os deuses que tenho a capacidade de mudar de ideia, de gostos, de conceitos. Prefiro sim ser uma metamorfose ambulante e é isso que eu sou.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O que eu sei


Eu sei que trocamos juras de amor. Estávamos deitados de conchinha. Eram 4:26 de uma madrugada qualquer. Fazia frio. Quem raciocina no frio? E de madrugada? Ninguém. Eu sei também que aquelas juras podem não ter sido verdadeiras, a promessa de que estaríamos sempre juntos não vingou. Seguimos separados e eu sei que é assim que vamos ficar.

Eu sei que você não levou nada daquilo a sério. Depois daquelas madrugadas vieram outras, outras que ficávamos acordados fazendo planos para um futuro. Esse futuro hoje é tão distante e inexistente que eu nem sei porque perdemos tanto tempo assim falando nele. Talvez porque nos amássemos. Naquela época era tudo mais fácil, éramos muito jovens e ainda não tínhamos descoberto as maldades da vida adulta. Sabe, gente adulta estraga tudo. Complica tudo. Não gosto muito da adulta sem sonhos que me tornei hoje.

Não tenho sonhos, nem expectativas. Não imagino nós dois juntos. Eu apenas me aproveito de você para ter inspiração para escrever, porque meus leitores gostam. Por incrível que pareça, há pessoas que gostam das minha ladainhas. Mas eu não penso em nós dois tendo futuro. Eu só vejo nós dois separados mesmo, mas eu finjo que acredito pois isso rende textos, afinal de contas isso que eu sinto por você tem que servir para alguma coisa, não é?

Eu sei. Eu sei muitas coisas. Mas o que eu sei mesmo é que foi tudo da boca para fora. O que eu disse e o que você disse. Pois, afinal de contas, quando jurei te esperar até oitenta anos eu não imaginava que ia demorar tanto. E quando você disse que eu nunca mais iria chorar e que você estaria cuidando de mim para sempre era mentira. Não sei muito bem se uma mentira deliberada ou se você se enganou e se atrapalhou todo no meio do caminho.

Vai demorar. Está demorando. Isso eu já constatei há tempos. O que você acha? Que eu vou te esperar aqui mais dez, vinte, trinta anos?  Você acha mesmo que eu vou te esperar até quando não tiver mais nenhuma melanina em meu cabelo e quando meus ossos forem tomados pela osteoporose? Se você acha isso mesmo saiba que você está certo. Estou aqui esperando, o tempo que for necessário, no meu canto, sem expectativas e calada, só esperando minha hora, se ela chegar. Se não, paciência, mas eu estarei com meu dever cumprido. Estarei aqui, sempre aqui, incondicionalmente. Indo a festas, viajando, estudando, conhecendo outras pessoas de vez em quando; bebendo e fumando um cigarro, esperando o tempo passar lentamente.  Eu posso não saber tudo, mas sei que é o que eu quero e devo fazer, é esperar por você e cumprir aquelas promessas das 4:26 de uma madrugada qualquer.



Rafaela Valverde


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quando você está aqui


De repente tudo vira coisa de casal. De repente não quero mais ir ao cinema sozinha e percebo que você é aquela pessoa que  eu procurava para conversar sobre os filmes cabeça que eu tanto assisto. Um belo dia acordo sozinha na cama e te procuro do lado, deve ter sido reflexo do final de semana em que dormi com você.

As coisas que eu fazia sozinha antes, hoje ficam muito mais divertidas com você. Mesmo aquele disco triste do Legião Urbana que escuto quando estou triste para ficar mais triste ainda, fica melhor quando escuto com você. Porque você entende a minha necessidade de ouvir músicas tristes e também você é umas das poucas pessoas que conhece o disco e se deixou influenciar pelo meu gosto musical e hoje gosta tanto dele quanto eu.

Sobre cozinhar sozinha ouvindo uma música e bebendo vinho? Isso perdeu a graça também. Eu sempre quero ter você por perto. é incrível como preciso sempre compartilhar algo com você. Óbvio que tenho  meus momentos de estar sozinha. Quem não precisa ficar consigo mesmo às vezes? Mas a primeira pessoa que penso quando quero companhia é você.

Nos momentos em que preciso comemorar alguma nota boa, alguma pequena conquista é em você que eu penso. Ultimamente tudo virou coisa de casal: pretextos para te ver. Jantar à luz de velas, aquela música mais sensual. Imagino logo a gente na cama, se enroscando. Ah, seu beijo! Eu não preciso de mais nada, eu não preciso de mais ninguém. Minha felicidade se resume a minha plenitude como pessoa e se resume a você na minha vida. Se você estiver aqui tudo fica mais completo, a minha felicidade se torna mais realista.

Você e sua racionalidade trazem mais equilíbrio para minha loucura, especialmente para aquelas loucuras noturnas que impedem meu sono profundo de acontecer. Sou notívaga, você também é. Dormimos ao raiar do dia conversando, ouvindo aquelas músicas loucas do Youtube ou fazendo amor. E que amor! Que delícia de amor, o que a gente faz. Seu cheiro me enlouquece e sei que o meu também, meu cheiro fica no seu travesseiro de manhã, quando vou embora. 

Enfiados no edredom, nossa vida rende. Rende histórias, rende tudo que passamos e tudo o que ainda queremos passar e viver juntos. Nossa vida fica mais larga quando estamos juntos, mais forte. Somos bons em tudo. Tudo o que fazemos juntos dá certo, nossa parceria dá certo, sempre deu. Eu e você somos um. Não precisamos nos completar, mas nos suplementamos, somos melhores um com o outro. É assim que enxergo a gente. Quando estou sem sono observo as estrelas da minha sacada e imagino que estar ao seu lado é o que eu mais quero. A minha vida toda, até  envelhecer.

Saindo da varanda, olho para minha maior estrela dormindo em minha cama. Você respira calmamente e quase sorri. Sei que também está feliz. Sei que se sente todo bobo em relação a mim. Sei que me ama. E de repente sinto uma paz. Me enfio debaixo das cobertas e me enrosco em você. De repente tudo vira coisa de casal. De novo. E eu gosto disso.



Rafaela Valverde


terça-feira, 2 de maio de 2017

Trem - Bala - Ana Vilela


Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar, alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós

É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar
Então fazer valer a pena
Cada verso daquele poema sobre acreditar

Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações

A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe para perto de mim

Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera, a vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir

Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir




Rafaela Valverde
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