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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Nossa dança sensual

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O quarto fica mais quente com a gente dentro. Nus. Dançando movimentos sensuais. Nenhum momento com você é igual, nenhuma de nossas transas é igual, por mais que façamos as mesmas posições, por mais que pareça aquele sexo burocrático típico de casais apaixonados, nunca são as mesmas sensações. É sempre diferente, delicioso. E quando você falou: "deixa eu te chupar um pouquinho", foi tão tesudo de ouvir. Parecia desesperado por fazê-lo. Esse cabelo roçando na minha barriga enquanto está lá embaixo é a carícia mais encantadoramente sensual que pode acontecer...

Adoro quando você tira minha calcinha dessa forma única que me deixa ainda mais te querendo. Beija e lambe partes do meu corpo que eu nem sabia  que eram beijáveis. Eu quando estou embaixo de você me sinto no céu, sufocada por uma sensação que não sei de onde vem. Ou em cima, ou do lado... Todos esses momentos e posições ritmados são incríveis, porque é com você.

Eu não consigo nem descrever como fica meu corpo quando você me toca e daí já partimos para a ação e não consigo pensar em mais nada. A partir daí entramos em um transe inefável e inimaginável. Eu meio que saio de mim e só lembro de como me sinto no final, ofegante e quase infartando depois de gozar.

Alguns desses seus detalhes que te fazem único me deixam enlouquecida de tesão e você sabe do que eu estou falando. Adoro sentar em você e observar essa sua cara safada de cima, é uma visão panorâmica melhor que da Baía de Todos os Santos. Gosto de olhar seu rosto enquanto goza e puxo seu cabelo para cima. Não é por mal, é só porque é muito lindo de ver.

Quero que me coma em todos os cômodos desse apartamento que ainda me parece incauto demais. Você sabe disso, porque eu já te disse, mas não sei qual foi sua reação, aff esses aplicativos de mensagem que não deixam a gente ver a reação do outro, mas vou falar de novo só pra ver sua reação e carinha falsa de timidez. Você vai dar uma risadinha sem graça e nem vou acreditar nisso... E essa gargalhada? E essa voz deliciosa cantando em meu ouvido... É melhor eu parar por aqui mesmo porque estou na sala e tem gente aqui...



Rafaela Valverde  

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Queria experimentar no seu corpo todos os lugares do mundo juntos - Cristiane Neder


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Queria experimentar
todas as alturas do mundo
ao seu lado,
e perder o medo
de andar pelo céu
e conversar com os anjos.
Queria voar
e cair
sem paráquedas
para te abraçar
bem apertado,
e sentir o vento denso
das cordilheiras do Himalaia
e o silêncio e o calor
do Deserto do Saara,
pois no seu corpo
há todos os lugares belos
do mundo juntos
tatuados,
há todas as maravilhas
imaginadas e sonhadas
do planeta terra
na sua mais exata perfeição,
pois por onde você passa
sua pele recebe a energia
de cada lugar especial,
e registra na tua pele
um pouco de cada cultura




Rafaela Valverde

Foda-pra-caralho!

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Nesses raros momentos românticos da minha vida em que fiquei por alguns momentos, poucos, em companhia de alguém que esteja amando, ouvindo alguma playlist fofa e romântica eu me senti bem. Essas coisas me deixam tão satisfeita que é como se eu tivesse nascido especialmente para isso, para viver dessa forma, em eterno clima de romance, me desculpem a redundância, eternamente. Mas, me diga quem é que não quis em algum momento da vida algum momento desse a la conto de fada daquele bem da carochinha que a gente acha que pode acabar a qualquer momento? Quem diz que não, é um puta mentiroso. Um mentiroso do caralho. E vou aqui mesmo falar meus palavrões mesmo. Se não quiser ler não leia. Tchau. Não é essa a palavra? Ciau, bye... Sim, esse é mais um dos meus textos malucos para comprovar que não existe ninguém normal no mundo e nem mesmo existe quem  não queira viver um mísero momento como esse. De romancinho-água-com-açúcar. Pois bem, é assim que me encontro nesta noite que um dia pode vir a ser famigerada e ordinária. Espero que não seja, mas não sou daquelas pessoas que costuma conseguir o que quer ou o que espera. Geralmente tudo escorre da minha mão mesmo, como uma água muito mole e escrota... Nesses raros momentos de paz e calmaria da minha vida eu não sei o que pensar, porque por mais que agradeça nunca me sinto suficientemente grata e nem acho que mereço tanta coisa boa que acontece quase sempre agora. Fico achando que a qualquer momento o jogo vai virar de novo em breve  vou  cair naquele rio solitário de amargura e depressão. Quando a gente passa anos sofrendo fica difícil acreditar que o sofrimento acabou e que agora tudo é bom, calmo e reciproco. Tem coisa mais inacreditável que a reciprocidade? Principalmente pra mim que quase nunca tive nada recíproco na minha vida. Tudo que eu vivi por um período era mentira. Mas será que agora é mesmo verdade? Aí fico confabulando todas essas coisas e pensando em tudo isso, no que é verdadeiro ou não. No que é recíproco ou não. No que é, mas de repente pode deixar de ser... Fica um pouco difícil viver assim às vezes. Se me deixar levar por esses pensamentos eu não vivo. E mesmo quando recebo um telefonema avisando que teríamos uma boa comemoração com direito a molho de tomate caseiro e tudo, eu ainda, mesmo que sorrindo, me parei pensando se mereço tudo isso mesmo e se tudo isso é verdade mesmo. Sei lá, bate uma dúvida. As pessoas dizem que a gente é nada, que a gente não merece nada e a gente acredita. A gente passa dias, meses, anos acreditando que é um lixo porque isso foi dito, mesmo que nas entrelinhas, várias vezes, por várias pessoas que a gente começa a acreditar piamente. Depois de muito tempo acreditando nessas coisas, depois de muito sofrer achando que não merece nada da vida, a gente até liga o Foda-se, porém ainda ocorrem algumas recaídas de vez em quando. E nesses raros momentos românticos e recíprocos da minha vida eu me ponho de joelhos e agradeço aos céus, aos deuses, aos orixás a todo mundo, porque isso é foda-pra-caralho. Bem, é isso... Se for um sonho não me deixem acordar.





Rafaela Valverde

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Mais um poema

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Tenho andado distraída, cansada, irritadiça
Na aula de sintaxe escrevo poema
Não me concentro mais em nada que não seja meu sono
Não me concentro em mais nada que não seja você
Ou a gente
Nós dois
Lutando contra o cansaço
Matando toda a selva africana por dia
Tenho andado me arrastando
Coordenando e subordinando orações
Conjunções, pronomes relativos
Relações
Sei-lá-mais-o-quê!
Que aula é essa?
Não suporto mais a voz dessa professora cansada
Só lembro da SUA  voz viva em meu ouvido
Afinada, mas que voz!
Em clima de carnaval, você canta
Me derreto todinha
Aff, mas que clichê dizer isso
Formas nominais do verbo
Formas reais de te ver, de te ter
Todos os tempos que durarem esses dias
Todos os minutos que durarem essa aula nojenta
Que só me traz poemas
Haja café para me drogar
Deixar acordada
Amortecer
Não preciso de nada disso quando estou com você
Você me deixa alerta
Sem sono
Ou sem querer perder tempo dormindo
A hora não passa aqui nessa tortura disfarçada de aula
Eu só quero fazer poesia
E amar você
Complementos sei-lá-das-quantas
Mas você não precisa de complemento
Só esses verbos e substantivos idiotas
Analisando funções sintáticas
Assim estou
E a sua função em minha vida?
Mudar tudo! Para melhor
Trouxe positividade e reciprocidade
Novas formas de pensar
Coisas inteligentes para conversar
Ilumina e ao mesmo tempo tempo tapa minha visão para todo o resto
Me faz querer escrever poema na disciplina mais difícil do meu curso
Vale a pena!
E haja poema
Para conseguir expressar todo esse arrebatamento
É incendiário
Fogo que insiste em se manter
E olhe que achei, erradamente, que tinha encontrado meu sol
Oh se eu tivesse sabido antes
Que me sol chegaria e não mais se esconderia por trás de nuvens, se mostraria para mim
Hoje eu sei porque não consigo suportar essa aula
Nem a semana de chuva
Quero o final de semana
É o sol em meio ao temporal
Porque é quando vou te ver, meu sol
Só (L) meu em meio a tantas (e passadas) trevas
Quero sair correndo dessa sala de aula, sem sol, sem luz, sem calor
Só orações
E nem são aquelas que fazemos aos nossos deuses
São umas orações impostas pelas gramáticas da nossa língua
Regras separam nosso dia a dia
Mas não nosso pensamento
Eu acho
O meu não
Espero que saiba disso, assim como eu sei todas essas "coisas" da língua portuguesa...



Rafaela Valverde

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Minha borboleta

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A gente corre, corre e corre atrás da borboleta, mas ela foge da gente. Um belo dia quando a gente para de procurar e se distrai, é aí que a borboleta posa em nosso ombro. Ouvi essa história há um tempinho e me encantei logo de cara. Já gostava de borboletas, mas foi aí que decidi que gostaria mais. Essa pequena história quer dizer que durante muito tempo a gente fica procurando algo que às vezes nem sabe o que é e quando a gente para de procurar ou até mesmo perde as esperanças essa coisa acontece. Sem mais nem menos. Eu, por exemplo, estava aqui de boa, na minha, sem nem pensar em nada disso, sem nem pensar em me apaixonar de novo, mas em alguns momentos é a vida quem manda na gente, sei lá. Parece que há sempre alguma coisa predestinada, apesar de eu acreditar muito mais no livre arbítrio, em livres escolhas. Mas, querendo ou não, em determinado momento alguma coisa acontece sem que você queira ou sequer se dê conta. Pois bem, eu me apaixonei. Perdidamente. Loucamente. Rapidamente. Tantos advérbios para explicar e caracterizar o que não tem explicação e nem caracterização específica. Paixão é a coisa mais maluca que alguém pode sentir.  É ao mesmo tempo doença e cura, ao mesmo tempo que dá tensão de saudade, nos deixa com sorrisos idiotas o dia todo. Paixão é um sentimento pouco inocente, pouco isento. Arrasa tudo que vê pela frente. Consome fornalhas e mais fornalhas, esquenta... Pode virar amor. E esse sim é o mais sublime encanto sentido por seres humanos. A minha borboleta chegou no momento que eu imaginava que não mais seria capaz de despertar interesse em borboleta nenhuma. Posou no meu ombros descaradamente e eu não podia deixar que ela se fosse. Tentando buscá-la, caçá-la foi que me meti em uma enrascada disfarçada de namoro no passado. Hoje, eu sei que as coisas não serão mais assim. Eu não sinto apenas. Eu tenho certeza. Eu quero ficar nessa relação, eu quero tentar. Não são expectativas, são certezas. Expectativas são coisas que já descalcei há muito tempo. Não tinha expectativas nenhuma quando encontrei essa nova paixão lá no décimo dia do último mês de 2017. Sim, como eu disse foi tudo muito rápido. Porque era pra ser. Porque estávamos sendo preparados um para o outro. Porque estou lembrando muito bem que Deus me disse para esperar, para ficar calma e não procurar. Que essa hora chegaria. Que essa pessoa chegaria. Daí eu fiquei tranquila, parada e não procurei. Eis que chegou minha borboleta, minha rechonchuda e brilhante borboleta. Suas cores me enchem de alegria, sua calmaria me enche de paz. Suas graças me enchem de gargalhadas. Meu peito está cheio de um sentimento lindo e avassalador que me pegou depois de muitos anos. Há muito tempo não sabia o que era ficar sorrindo pelos cantos, ao invés de chorando e me lamentando. A minha borboleta me alcançou, me escolheu e é perto dela que vou ficar. Não vou deixar escapar. Não dessa vez. Me faz bem. Quero ela perto de mim, como já disse não vou deixar que ela escape, mas não vou prendê-la. Comigo não existe isso. Aqui a gaiola são meus braços e pernas enroscados quando estamos nus na cama de madrugada. Aqui, ao meu lado, fica quem quer. E ele quer. Minha borboleta, o dono da minha paixão. Quer. Ele-me-quer. E olha que nem imaginava que ainda tinha pólen para atrair uma borboleta tão incrível. Mas não é que eu tenho? Sou muito privilegiada!




Rafaela Valverde

sábado, 20 de janeiro de 2018

Se eu te faço bem...

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Se eu te faço bem você me faz o quê?
Cobre minha vida de sorrisos e bem-me-queres
Perco a mão dos meus afazeres
Te vejo sem idealizar
Algo que era raro para mim
Tudo foi tão rápido
Tenho medo de chorar
Sentimento tão macio
Mora no meu peito assim
O que sinto exatamente
Ainda mal sei o que
Mas é por você
Me desconcerta
Paixão que não esperava
Mas quem espera?
Me deixa alerta!
Só consigo pensar naquela foto
Você com cara de deleite
Para ela me transporto
Aquele momento
Para que você me aceite
Se eu te faço bem o que é que acontece comigo quando olho aquela foto?
Me sinto sortuda!






Rafaela Valverde

sábado, 13 de janeiro de 2018

Regina

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Quando fecho os olhos vejo um casarão
Um monstruoso, como um castelo
Típico da realeza
Mas, ora, não é o que sou?
E essa rainha, regina?
O casarão é dos suntuosos
Que tem uns dezoito quartos
Um luxo pra mim
E ainda assim é como meu coração...
Já me mudei tantas vezes
Minha casa tem outras em cima
Não tenho riquezas, ao contrário
Sou digna de recursos
Por isso o trabalho constante
De ser rainha
E minha própria dona
Ainda assim continuo precisando de investimentos
Invista
Serei sua rainha
A regina!





Rafaela Valverde

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Fragmentos soltos de saudade

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Meu olhar fotografa o vento brincando com seu cabelo.
Essa brisa leve de início de trade faz a vida valer a pena.
Ouço, apesar disso, as pessoas reclamando. As pessoas reclamam de tudo.
Eu só reclamo por você não estar aqui.
Sinto sua falta, imensamente, muito mais que aquela fome da madrugada...
Não sei o que você fez comigo mas eu só ando atarantada.
Não sei se você sabe que eu te quero
Mas, do jeito que tu anda, eu só posso mesmo te querer...
Encerro-me em congratulações por você gostar de mim.
Senti um leve comichão na nuca. Era você chegando...
Sinto que pode vir um tsunami. Eu não me importo. Seus braços grandes vão me proteger.
Não consigo escrever mais nada. Só é possível sentir.
Sinto saudades todos os dias.
Sinto que os dias estão passando mais devagar. Não há horário de verão que resolva...





Rafaela Valverde

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Atrações químicas

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Apática e melancólica
Eu era
Mas surgiu essa Química
Como uma Quimera
Para me desarmar
Como uma reza católica
Virou constante por aqui
Coberta por uma túnica
Me protegi
Por poucos cinco minutos
Nessas substâncias caí
Mergulhei a fundo
Muitos atributos
Além do estudo da matéria
Quero conhecer tudo
Quem dera!
Começo o estudo
De suas faces e manias
Acho que a paixão já me dominou
Com sua soberania
Me iluminou
Trouxe as propriedades
De uma matéria única
Exclusiva e excepcional
Sem piedade
Me tirou da dor e da apatia
Me tornou mais passional
Cada molécula
Cada átomo meu
Se movimenta
Em uma nova e cíclica alegria.





Rafaela Valverde

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Eu, cuidadora

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Sempre fui a pessoa que cuidava dos outros, cuidei de minha irmã, cuidei de uma prima, achava que cuidava de minha mãe quando ela ficava doente, cuido de minha vó quando posso, cuidei de meu ex marido durante o tempo em que estivemos juntos; cuido de minhas gatas. Mesmo com esse meu jeitão doido e desbocado de ser eu consigo ser  suficientemente amorosa para cuidar de quem eu me importo.

Não vou dizer a idiotice que nasci com o dom de cuidar. Não sei se alguém realmente nasce com algum dom. Principalmente esse. O que se chama de dons são coisas que a gente precisa desenvolver por alguma necessidade ou por que gosta ou quer. Precisei desde cedo cuidar das pessoas, precisei ser responsável por minha irmã, casei cedo e precisei cuidar do marido. Simplesmente precisei e desenvolvi isso muito bem.

Me preocupo, cuido, insisto que a pessoa procure um médico, se tiver abertura vou, cozinho, cuido. Faço o que é preciso para o bem estar de quem eu gosto. Faço o que é necessário. Faço o que não é mais que minha obrigação. E nem gosto de ficar falando sobre isso. Eu apenas sou isso. Prefiro mostrar ao invés de ficar falando. Quem fala muito não é de muita coisa não...

Só queria utilizar esse singelo espaço para falar um pouco sobre isso. Estava conversando ontem com uma pessoa e usei essa palavra: cuidadora. É uma das coisas que me identifica. E quem me conhece sabe que mesmo eu sendo largadona, ter essa cara de bunda às vezes e parecer que não me importo. Eu me importo sim. E cuido. Eu adoro cuidar. Eu gosto de ver as pessoas bem. Eu sou isso, mesmo que em muitos casos não haja recíproca.



Rafaela Valverde

domingo, 17 de dezembro de 2017

Cansada e com medo

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Cansada e com medo
Guardo um segredo
Corpo fechado
Nó atado
Mente também
Pra os que não são do bem
Me fizeram sucumbir
Meu "não-amor-próprio" quase me fez desistir

Cansada e com medo
Corpo fechado
Ferido com um machado
Não o de Assis
Deixou cicatriz
Gosto azedo
De amarga rejeição
Que decepção!

Cansada e com medo
Mente também
Mente como todos eles
Aprendeu a ser reles
Mas com um porém
Quem aprende não tem males
Como quem nasceu assim
É apenas um arremedo

Cansada e com medo
Me fizeram sucumbir
Pensei em partir
Cortar os pulsos, nem sei...
Na hora paralisei
Mas, peraê!
Não vou me desesperar por isso
Não vou dar gosto a quem foi omisso

Cansada e com medo
Guardo um segredo
Fui tratada como brinquedo
Daqueles que a criança enjoa
E larga à toa
Mas sou boa
Não mereço, sei lá?
A pergunta que não vai calar!

Cansada e com medo
Nó atado
Por que será que a gente sempre acha que merece?
E se tivesse se matado?
A dor transparece
Mas ainda tem força
Desamarra logo!
E sai cedo

Cansada e com medo
Pra os que não são do bem
Saibam que vocês estão aquém
Saiu sem demora daquele atoledo
Vocês são uma corja
Que amor finge e forja
Para enganar
Quem tem pouco amor por si

Cansada e com medo
Meu "não-amor-próprio" quase me fez desistir
Mas consegui a poeira sacudir
Espanei vocês para fora da minha vida
Esse foi o ponto de partida
Me apaixonei por mim mesma
Por vocês só sinto indiferença, nem me apiedo
Afinal, não olho para pantesmas!




Rafaela Valverde

sábado, 16 de dezembro de 2017

Banho quente

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Estávamos no banho. Eu a-observava. Oh Deus, como pode haver coisa tão linda? Se há no mundo algo mais repleto de perfeição que o corpo feminino deve estar bem escondido, não sei onde... Nesse momento ela esfregava delicadamente os pés, passou  um hidratante de banho neles e esfregou com a bucha delicadamente. Ah então é daí que sai esse cheiro de frutas vermelhas...

Recostei no box e até esqueci do meu próprio banho. Pra quê tomar banho em um momento como esse? Sua distração durou pouco. Me olhou rindo e eu ri de volta. Ora o que eu poderia fazer? A vergonha do flagrante tomou conta de mim e me virei para pegar meu xampu. Ela me abraçou por traz, beijando meu pescoço. Ai foi que me derreti... 

Seus seios médios e perfeitos contra minhas costas era a coisa mais excitante do século. Beijei- a, descendo em seguida para abocanhá-los. Ela gemia em meu ouvido enquanto lambia seus mamilos. Sem controle eu ia de um a outro com desespero. Ela puxou meu rosto e me beijou de volta. Derrubamos os xampus, sabonetes e todos os produtos que estavam pendurados. E ali mesmo começou a nossa manhã.

Seu gosto é delicioso. Claro que a gente acha tudo maravilhoso quando está apaixonado, mas era o melhor gosto, era o sexo mais delicioso que eu já experimentara. O chuveiro continuava aberto, a água quente  e o vapor embaçavam o vidro e deixava tudo ainda mais quente. A intensidade daquele momento não sairia mais da minha cabeça. No entanto, o gozo foi calmo e tranquilo. Pleno. Típico dos casais apaixonados, que fazem sexo para consagrar a paixão e não apenas por um pequeno/longo prazer momentâneo. Aquilo era lindo. Em suas minúcias mais doces e ardentes... Nesse dia nos amamos as vinte e quatro horas... Em outros cômodos da casa e na varanda...



Rafaela Valverde 


Casamento - Adélia Prado


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Olha que lindeza de poema!

Há mulheres que dizem:

Meu marido, se quiser pescar, pesque,

mas que limpe os peixes.

Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,

ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.

É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,

de vez em quando os cotovelos se esbarram,

ele fala coisas como "este foi difícil"

"prateou no ar dando rabanadas"

e faz o gesto com a mão.

O silêncio de quando nos vimos a primeira vez

atravessa a cozinha como um rio profundo.

Por fim, os peixes na travessa,

vamos dormir.

Coisas prateadas espocam:

somos noivo e noiva.





Rafaela Valverde

sábado, 9 de dezembro de 2017

Livros Outros Jeitos de Usar a Boca de Rupi Kaur e Um Útero é do Tamanho de um Punho de Angélica Freitas

Queria bater vinte livros lidos no ano e consegui. Quero falar aqui sobre quatro deles, que li recentemente e que foram livros bastante comentados e lidos ao longo de 2017. São ele: Outros Jeitos de Usar a Boca Rupi Kaur; Um Útero é do Tamanho de um Punho de Angélica Freitas; Para Educar Crianças Feministas e Sejamos Todos Feministas de Chimamanda Ngozi Adichie.

Resultado de imagem para outros jeitos de usar a boca resenhaDevo dizer que são bons livros, pequenos livros, livros para serem lidos rapidamente. Mas não significa que esses livros não tenham o que dizer. Eles têm e muito. O primeiro é de uma autora indiana, hoje residente no Canadá. O livro desde o início me chamou atenção pelo nome e por uma indicação feita em um quadro de livros na Rádio Metrópole. Daí a curiosidade foi aumentando cada vez mais e um belo dia consegui ler. Os textos foram escritos em formato de poema e são maravilhosos. Chorei um pouco lendo alguns, pois falavam de mim mesma. O sofrimento por amor, pela perda, a dor pelo outro que  foi embora... A cura (que inclusive é um dos capítulos do livro...)Ainda traz questões sobre violência contra mulher, questões de aceitação e amor pórprio. É um livro muito tocante.

quando você estiver machucada
e ele estiver bem longe
não se pergunte
se você foi o bastante
o problema é que
você foi mais que o bastante
e ele não conseguiu carregar 


Esse é um dos poemas ou trechos que mais me marcou, por razões muito óbvias, é só ler o poema e saber que tive uma ou talvez duas estórias assim.  Quem é que não teve? Pois bem, como eu já disse o livro aborda temas muito sérios. Assim, trago mais um trechinho:

sexo exige o consentimento dos dois
se uma pessoa está ali deitada sem fazer nada
porque não está pronta
ou não está no clima
ou simplesmente não quer
e mesmo assim a outra está fazendo sexo
com o seu corpo isso não é amor
isso é estupro 

Nem preciso dizer que amei esse livro não é? O próximo da minha listinha é o ó útero é do Tamanho de Um Punho de Angélica Freitas que tem o mesmo sobrenome que eu e de quem eu nunca tinha ouvido falar. É um livro que aborda questões feministas também e eu nem preciso dizer mais nada, não é mesmo? Sobretudo pelo nome do livro já é possível compreender do que se trata. É uma boa seleção de textos, eu também gostei, apesar de ter me tocado e me identificado menos que o anterior. Esse é o meu trecho selecionado do livro:

a mulher é uma construção
deve ser
a mulher basicamente é pra ser
um conjunto habitacional
tudo igual
tudo rebocado
só muda a cor
particularmente sou uma mulher
de tijolos à vista
nas reuniões sociais tendo a ser
a mais mal vestida
digo que sou jornalista

A postagem ficou muito grande, portanto vou falar um pouco dos livros de Chimananda em uma próxima postagem. Não tenho intenção que isto seja uma resenha, apenas quero registrar e compartilhar com vocês as minhas leituras. São livros tão subjetivos, leiam por vocês mesmos e criem suas próprias opiniões.




Rafaela Valverde




terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Eu tenho uma pessoa e sou eu!

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Eu já sofri muito. Já sofri muito nessa vida. E já tinha sofrido muito desde que você me deixou. Passeis uns seis meses sem saber de mim. Fora de mim pra falar a verdade. Eu estava com você, em você. Só tinha um pensamento: queria você de volta. Mas hoje isso é tão ridículo. E em tempos de empoderamento feminino, elevação de auto estimas, essas coisas, não cabe bem eu preferir você em detrimento de mim mesma. Sabe dizem que isso não é amor. Eu acho que é amor sim. Porém é mais amor pelo outro, nesse caso por você, do que por mim mesma.  A questão toda, é que graças a Deus isso mudou. Eu amo mais a mim hoje do que a você. Eu encontrei uma pessoa e ela sou eu mesma. Hoje só sofro por mim mesma. Hoje não admito ser maltratada por ninguém. Hoje só consigo ser capaz de ficar fora de mim por mim mesma.

Não sei dizer exatamente por quanto tempo fiquei no limbo. Às vezes o limbo ainda vem. É escuro, vazio e pegajoso. Mas não é por você, nem por ninguém. É simplesmente pelo fato de minha vida ser uma bosta mesmo. Em alguns momentos, ou quase todos os momentos em que estive com você foi menos bosta do que é agora. Confesso que fui feliz ao seu lado. Isso eu nunca escondi de ninguém, nem de você. Confesso que ainda existe algum resquício desse amor aqui por dentro de mim. Ele nunca vai morrer. Amor não morre, eu sei. O que apaga é o fogo da paixão, mas o incêndio do amor, só pode ser escondido e não finalizado. Jamais.

Ainda assim meu amor por mim mesma, graças a Deus, hoje, se sobrepõe ao amor que sinto por qualquer outro ser na terra.  Eu escolho a mim e sempre escolherei. Não creio que você volte a me fazer mal de novo algum dia, até porque eu não deixarei que isso aconteça. Até porque não sofro mais como antes e até porque não existe tanta proximidade assim entre nós, como eu penso. Estamos acabados, não existimos mais como casal e nosso Facebook não nos deixa mentir com as palavras "solteiro" e "solteira." Queria te tratar com um pouco mais de frieza do que o necessário. Queria tratá-lo com mais frieza do que trato usualmente. Queria, mas não trato, não consigo e não vou conseguir nunca. Quando penso ou falo com você sempre sinto afeto e vontade de fazer cafuné em você e tocar sua pele macia. 

Mas, não confunda as coisas, eu demorei, mas, hoje não me confundo mais! Isso não significa que eu pense em você como meu de novo, que eu tenha sonhos de Cinderela donzela e apaixonada de novo. Não significa que eu sonhe com você me dizendo que me ama e me pedindo para voltar. Você já fez isso uma vez e nem sei se era verdade.  Já consegui te conquistar uma vez e tenho plena consciência que não o farei de novo. Não possuo tanta capacidade apaixonativa assim, mas, o que eu sei é que sou maravilhosa. E que cada dia seu distante de mim é um desperdício e uma privação dessa mulher incrível e maravilhosa que eu me tornei e você nem conhece.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Livro Uma Vida Inventada - Maitê Proença


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Terminei  de ler essa semana o livro da atriz Maitê Proença, de quem eu gostava desde a infância, acompanhando pelas novelas da globo. Troquei o livro em um projeto de troca de livros e não sabia muito bem o que esperar dele. Confesso que o que me chamou atenção foi o nome da autora. Provavelmente se não fosse Maitê Proença eu nunca pegaria o livro.

Gostei bastante do livro que intercala memórias com estória. Uma está dentro da outra, não se separam e é justamente esse um dos diferenciais do livro que traz de maneira suave suas impressões sobre a vida, sobre as pessoas e narra de forma suave todas as tragédias que fazem parte da sua vida. Sim, para quem não sabe a atriz passou por grandes tragédias em sua vida. Quando ela tinha doze anos o pai matou a mãe e se matou anos depois, quando ela já trabalhava na Globo. Mas, a forma com que ela narra é muito bem feita. Pelo menos eu gostei bastante. Me fez refletir em alguns fatos da minha vida, especialmente a mágoa e a liberdade.

A atriz contou em uma entrevista que eu pude ler, que sentiu vontade de escrever sobre suas tragédias, depois que elas foram expostas em rede nacional no ano de 2005 no programa de Faustão. Então não tinha mais como não contar.

Ela vai trazendo memórias, relatos de viagens e conta casos divertidos sobre a vida; além da relação com a filha Maria, sua relação com a família e com as religiões. Além do começo difícil da carreira. No primeiro trabalho na TV, antes de começar, Maitê sofreu um acidente que a deixou de moletas por cerca de um ano. Além disso teve o aborto que ela fez aos dezesseis anos. Ela conta tudo de maneira muito leve e eu não consegui desgrudar do livro. É isso.


Autor: Maitê Proença
Ano: 2008
Páginas: 224
Editora: Agir





Rafaela Valverde

Com licença poética - Adélia Prado


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Eu amo esse poema!

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
-- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.





Rafaela Valverde

domingo, 26 de novembro de 2017

É triste crescer sem conhecer música

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Percebo que as novas gerações, os adolescentes de hoje, 2017, estão pobres no que diz respeito a  um mínimo conhecimento musical. E não falo isso com preconceito. Longe de mim. Amo os pré-adolescentes e adolescentes. Mas parece que há um vácuo no que se refere à boa música brasileira, por exemplo. Não estou aqui - e já venho me defender de antemão - dizendo que os meninos ouvem música ruim, até porque não acho isso. Sempre ouvi as músicas "para adolescente" da minha época, mas influenciada por minha mãe, sempre gostei de vários tipos de música, especialmente MPB, samba e tudo mais... Minha mãe sempre foi eclética e sua maternidade na juventude me ajudou muito nesse sentido.

Sou apaixonada por música a ponto de ouvir música o dia todo, todos os dias. Não existe um dia na minha vida que pelo menos eu não cantarole alguma canção, de qualquer ritmo. Cresci ouvindo muitos ritmos diferentes e não posso deixar de falar também de algumas tias, que me influenciaram com contundentes participações durante toda minha vida. Cresci ouvindo Marisa Monte, Kid Abelha, Marina Lima, Caetano Veloso, Elba Ramalho, Sandra de Sá, Fagner, Simone, Cássia Eller, Zélia Duncan, Renato Russo e sua genial Legião; Arlindo Cruz, Benito de Paula. Luis Melodia, Emílio Santiago, Gilberto Gil, Djavan, Ana Carolina, grandes nomes do Axé como Luis Caldas e outros... Nossa, a lista é muito grande e  impossível de ser toda descrita aqui.

O que quero dizer com isso - não é ser saudosista, nem afirmar a "superioridade" da minha geração - não é nada disso... Quero aqui apresentar algumas coisas que tenho pensado ultimamente, sobretudo a partir de contatos que tenho tido com crianças e adolescentes. Dou aula particular e um dos meus ex alunos tem dez anos. Tivemos juntos esse ano e em uma das provas que respondemos trazia a música Homem Aranha de Jorge Vercilo. Conheço essa música há quase quinze anos, já que ela foi lançada em 2003 e conheço e gosto desde seu lançamento. É uma música bastante tocada e difundida em todos esses anos, chega até a enjoar e ele me disse que não conhecia, nunca tinha ouvido e nem quando eu cantei ele reconheceu. Achei aquilo inacreditável. Como é possível alguém, mesmo que seja criança, não conhecer essa música? Fiquei estupefata, não vou mentir! Mas não foi julgamento, foi só susto mesmo. Outro caso foi de minha ex cunhada, de dezesseis anos que não conhecia e nem sei se ainda conhece a música Pais e Filhos de Legião Urbana. Também não acreditei. Uma prima, da mesma idade, não acredita até hoje eu saber cantar, segundo ela, "quase todas" as músicas da Nova Brasil FM...

Posso observar que os pais, nesses casos especificamente, não ouvem muito música, não são apaixonados por música como eu observava minha mãe ser. Essa tradição não está mais sendo passada de pais para filhos. Entendo que as gerações são diferentes, não estou falando sobre isso.  Mas acho muito triste que os  novos jovens não conheçam a riqueza e beleza musical do nosso país... Temos tanta coisa boa, tanto repertório bom, temos música para praticamente tudo. Temos belas poesias sendo interpretadas por cantores geniais... Compositores que musicam poesia. Há um amor nisso tudo que deve ser despertado, cultivado e mantido. A meu ver, está sendo criada uma geração pobre, com pouco conhecimento das mais belas canções do mundo. Isso me deixa muito triste mesmo. Nós, adultos mais velhos temos obrigação de apresentar grandes nomes e grandes letras da MPB para nossas novas gerações. Gosto de Funk, adoro Rap, Pop, sertanejo me conquistou, mas gosto também dos ritmos, vozes, sons e letras de outrora e isso me foi dado, como um grande presente, durante minha infância e adolescência e graças a minha mãe e a algumas dessas tias...




Rafaela Valverde

Abraço de amigo

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Ando pensando ultimamente no abraço. Abraço de amigo, aquele que a gente sente uma quenturinha na barriga. Quenturinha de amor verdadeiro. "Amorzade." Aquele amigo que te quer bem de verdade, sorri ao te ver e te abraça forte e quente. É aquele abraço que não quer mais soltar. Amizade é a coisa mais bonita que existe. Você escolhe alguém, inicialmente por alguma pequena afinidade e em breve ela pode se tornar uma das pessoas mais importantes da sua vida. E aqueles abraços, contatos tão breves, mas não tanto, podem se tornar tanta coisa. Desde um consolo para almas cansadas, até um sinal de apoio em momentos difíceis, ou simplesmente um contato rápido entre amigos que não se veem há um tempo.

Um abraço pode ser muito e pouco ao mesmo tempo. Um abraço pode ser banal, mas, ao mesmo tempo pode conter grandes questões afetivas, grandes encontros dentro de um pequeno encontro. Gosto de abraçar meus amigos, sobretudo os mais queridos. Tenho poucos, mas eles, em sua raridade são muitos. Às vezes demoramos de nos ver. Mas quando a gente se vê dá aquela vontade de abraçar e abraçamos, apertamos nossas barrigas, uma contra a outra e tudo recomeça de onde parou, como se nunca tivéssemos ficado dias, meses, sem nos ver.

Tenho dois amigos em especial, que quando abraço sinto boas energias saindo deles e vindo até mim. Eu não sei exatamente do que se trata e muito menos explicar, mas hei de deixar tudo isso subentendido, depois de todas essas coisas que já explicitei acima. O que sei é que gosto de encontrar esses meus dois amigos, um homem e uma mulher, eles me transmitem boas coisas, eles são boas pessoas, cheias de boas energias... Quando ele e o bom humor dele me veem e me chamam em algum lugar, especialmente na universidade, onde geralmente nos encontramos, logo meu humor melhora também, contagiado pelo dele. Gosto desses pequenos encontros de transmissão de alegria e positividade. Já ela, a mulher, é uma das minhas amigas mais chegadas ultimamente. Nossas troças já fazem parte da nossa amizade. Passamos dias sem nos ver e nos falar, mas quando nos vemos, surge uns gritos, da minha parte, mas também da dela... (Hahaaha) E além dos gritos, há os abraços fortes, apertados e demorados, daqueles que não quero mais sair de dentro. E como diz uma música: "o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço..." E abraço de amigos queridos então, é uma inexplicável sensação.




Rafaela Valverde

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Livro Antes Feliz do que Mal Acompanhada - Emanuela Carvalho


Terminei de ler o livro Antes Feliz do que Mal Acompanhada de Emanuela Carvalho. O livro foi lançado no ano passado aqui em Salvador. Emanuela é baiana. Encontrei- o por acaso nas estantes de sugestões de leitura da Biblioteca Central dos Barris. Me interessei pelo título e texto da contracapa e trouxe. 

O livro traz histórias anônimas de 25 mulheres sobre relacionamentos abusivos, violências física, psicológica e sexual e todo o sofrimento vindo desses relacionamentos. Dá uma dor no coração ler algumas dessas histórias. A gente que é mulher sempre se vê em situações como essas, em que nosso amor próprio vai embora, expulso por nós mesmas. 

Muitas vezes, amamos mais o outro do que a nós mesmas e quase sempre a vida mostra nosso erro. Há no livro histórias de relacionamentos abusivos entre mulheres também, há filhos envolvidos, dor, lágrimas, tristeza, falta de amor próprio, juventudes destruídas... Há coisas demais. E quando a gente para e pensa que são casos reais (a autora se inspirou em casos reais para escrever as histórias) misturados a um pouco de ficção, claro. Mas quando a gente percebe quantas mulheres estão envolvidas nesse tipo de relação, mesmo que tentem esconder e mostrar para o mundo o quanto são felizes, a gente pensa: "poderia ser eu..." ou "antigamente eu também agiria assim, hoje mais não..." 

Querendo ou não a gente se vê ali. Quantas mulheres não foram e são enganadas até hoje por homens e mulheres também, que acham que são seus donos? Que são possessivos, controladores e mau caráter... São esses alguns dos pensamentos que vêm à mente enquanto lia esse livro. É triste e dói saber que ainda somos tratadas como as culpadas por esses abusos. Muitas vezes recriminadas e julgadas... Bom, é isso. O livro é bastante interessante, por trazer casos próximos da gente, são histórias daqui de Salvador e nos faz refletir...




Rafaela Valverde












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