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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Era Uma Vez - Kell Smith





Música é poesia. Espero que não enjoem essa música que nem fizeram com Trem Bala. Oremos!


Era uma vez
O dia em que todo dia era bom
Delicioso gosto e o bom gosto das nuvens
Serem feitas de algodão
Dava pra ser herói no mesmo dia
Em que escolhia ser vilão
E acabava tudo em lanche
Um banho quente e talvez um arranhão
Dava pra ver, a ingenuidade a inocência
Cantando no tom
Milhões de mundos e os universos tão reais
Quanto a nossa imaginação
Bastava um colo, um carinho
E o remédio era beijo e proteção
Tudo voltava a ser novo no outro dia
Sem muita preocupação

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

Dá pra viver
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mau
É só não permitir que a maldade do mundo
Te pareça normal
Pra não perder a magia de acreditar na felicidade real
E entender que ela mora no caminho e não no final
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

Era uma vez

Eu escrevo

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Eu escrevo porque tudo dentro de mim exige
Escrevo por ser um caminho sem volta
Escrevo por estar no meu âmago esse tal desejo
O ato de escrever é o maior que em mim existe
É o que me faz estar viva e querer continuar
A vida precisa ser registrada
E escrevendo assim a é
E aproveitando o ensejo
Vivo muito mais
Para ter o que escrever
Quem não vive não tem bagagem
Assim como quem não lê
Não sei como alguém vive sem ler
Não sei como consegue 
Ler é inspirar
Escrever é expirar
Um interna
O outro externa
Eu não sei os outros, mas eu vivo para escrever
E escrevo para viver
Coisas indissociáveis
Inseparáveis
Eu escrevo porque tudo dentro de mim exige
Escrevo por ser um caminho sem volta
Escrevo porque minha mente implora
À noite, mergulhada na ansiedade eu penso:
"Preciso escrever sobre isso amanhã..."
E às vezes
As palavras dançam em meus pensamentos
Para que eu não as esqueca
Escrevo porque assim foi determinado
Em algum momento antes de eu nascer
Ou sei lá pode ter sido depois também
Não sei
Eu sei que eu escrevo
Porque o que sinto é intenso demais para ficar apenas na minha cabeça
E a forma de saírem daqui, meus sentimentos e as loucuras que penso é através da escrita
Ainda não encontrei forma melhor
Eu escrevo porque tudo dentro de mim exige
Escrevo por ser um caminho sem volta
Eu escrevo
Eu apenas escrevo
Escritora
Narradora da vida e dos fatos cotidianos
Faço graça escrevendo
Conto coisas escrevendo
Falo de mim escrevendo 
Vivo escrevendo
Caneta, papel, lápis, tela, teclado.
Eu escrevo
E sempre vou escrever
Porque o momento pede
A vida exige
E eu preciso
Desesperadamente
Escrever
É só o que eu faço
É o que eu faço de melhor
É o que me satisfaz
É a minha cachaça
É a minha vida!
É o que eu nasci para fazer
É o que me faz tão igual a todo mundo e ao mesmo tempo tão diferente.




Rafaela Valverde


sábado, 7 de outubro de 2017

Escuta - Maria da Conceição Paranhos


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Ocorre que há uns lapsos na história,
há uns lapsos. Então vêm, videntes,
relatar histórias conhecidas
em noites longas de calor, insônia.
Ouvimos. Pacientemente.
Sob discursos jazem outras vozes.

Necessário cantar.
Animais se aninham ao nosso ânimo,
baixam seu brado à espera da canção.
E os leões de pedra dos portões
deixam rolar os globos que os sustentam.

Falamos línguas obscenas.
Não. Endureceu-se o ouvir.
Indefinidamente?
Afrontar a rija espada dos confrontos,
permitir soluções, se o peito arfa
curvado de rajadas imprudentes.
Se não se deixa a alma nesses lances
em que transidos vagamos dementes,
como afrontar as rugas, decifrar mensagens
(não correm ventos nas paisagens mortas,
largadas ao relento)?

Necessário é amar.
Primeiro e último tormento.

Xô, passado!



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Minha vida é um balde cheio de passado. Parece que coisas e pessoas do passado sempre voltam. Tive um namorado da época da escola, recentemente reencontrei na rua um ex namorado. Mesmo que seja em pequenos momentos meu passado sempre fá um jeito de me encontrar. Não sei o que acontece com minha vida. Porque sei que muita gente consegue deixar o passado para trás e lá mesmo ele fica. Mas eu não. Acho que sempre tenho algo para resolver. Dá a impressão de que nada novo vai aparecer.

Lembranças das merdas que eu já fiz, sobretudo no que se refere a empregos também andam pairando em minha mente nos últimos meses, especialmente por eu estar desesperadamente procurando emprego. Parece que estou sendo castigada por esses erros do passado. Esse ano está sendo o ano de eu tomar porrada do passado.

Uma paquera do passado já apareceu e já me decepcionou como costuma fazer todos os homens. Nenhuma novidade, né? Mas o que quero dizer mesmo, é que tenho essa forte relação com o passado. Uma amiga disse que eu posso ter deixado coisas mal resolvidas e essas coisas têm que acontecer e portanto voltam para que eu "resolva." Mas eu não sei se acho isso positivo não. Parece que impede minha vida de andar pra frente. E eu fico achando que mudei e aprendi mas acabo cometendo os mesmos erros do passado. Repetindo atitudes e deixando que essas pessoas do passado retornem à minha vida.

Eu não sei exatamente o que tudo isso significa. Só estava refletindo sobre isso outro dia e estou aqui, escrevendo, contando para vocês.  É bom poder fazer essas análises e reflexões sobre a vida. E tentar fortemente, esforçosamente não cometer os mesmos erros de novo. Esquecer o passado e evitar que ele fique pairando em minha cabeça e refletindo sobre o meu presente e futuro.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Relacionamento


Relacionamento não é fácil. Mas é para ser bom, mesmo que difícil. Relacionamento é fazer concessões. É ceder umas coisas, aceitar outras. É ser aceito. É buscar - e achar - um equilíbrio. Nada pode ser radical. É um relacionamento em que duas (ou mais pessoas, né, vai saber...) estão envolvidas. Muitas vezes é melhor estar em paz com outro e dentro deste relacionamento do que simplesmente ter razão.

Estamos vivendo um momento em que ter relacionamento é muito raro. Ninguém quer mais se abrir a esse ponto. É como se fosse aquela luz no fim do túnel. Poucos conseguem vê-la. Mas também, com tantas "leis" de desapego, com tantos discursos de "não se apaixonar", as pessoas estão cada vez mais se distanciando. Viramos um bando de amargurados, sem sentimentos. Não vivemos. Não nos arriscamos. Estamos sempre sozinhos e segue o baile...

Assim, com medo de sofrer, não nos envolvemos. Não nos apaixonamos e nem nos apegamos. Nem a quem por ventura venha a merecer. Se é que existe mesmo essa pessoa que "porventura venha a merecer..." Viu? Eu já estou impregnada com essa ideia de que ninguém presta e ninguém vale meus sentimentos.

Depois de tantas decepções  talvez seja verdade. Talvez ninguém realmente preste mesmo. Acredito que hoje é mais difícil ter e manter um relacionamento porque estamos sempre com medo. E quem vai tirar nossa razão? Me parece certo às vezes querer se preservar de um sofrimento que hora ou outra vem.

E ainda tem o fato de abrir nossa vida, nossa casa,  apresentar nossa família a alguém e essa pessoa ser super escrota e sacanear com todo mundo no final. É muita coisa, poxa. Envolver a família, a rotina para nada... Sempre que há um relacionamento, mesmo que não seja longo, há o envolvimento da família, mesmo que de forma superficial. E ainda há o medo da violência contra mulher tão presente em nossa sociedade.

Não vou contar todas as decepções e perrengues que já passei com omis, até porque levaria o dia escrevendo. Mas vou dizer que foi meio barra pesada. Até mesmo com os que eu nem cogitei ter relacionamento, o contato foi ruim. Sobretudo com presença de joguinhos.

Há dois anos terminei um relacionamento de nove anos. Um casamento. O melhor relacionamento dos quatro que já tive. O relacionamento-referência da minha vida e não aceito menos que algo parecido com ele. Ainda assim, depois deste relacionamento, tive um namoro desde o ano passado que terminou por que estava muito abaixo do referencial, estava muito abaixo do que eu mereço. 

Um erro, esse namoro. Não deveria ter acontecido. Lembro disso todos os dias. Para não cometer o mesmo erro de novo. E pretendo não cometer mesmo. Para evitar erros estúpidos acabo entrando na onda do "desapego." Por mais que eu não queira sair por aí e pegar geral, como já fiz, não pretendo mais entrar em qualquer relacionamento, com qualquer pessoa. Prefiro ficar sozinha e me preservar emocional e fisicamente. Além de não envolver minha família. Relacionamento agora, só com uma pessoa muito especial, em um momento muito especial.


Rafaela Valverde


A você que faz joguinhos


As pessoas estão viciadas em joguinhos de desinteresse ou simplesmente joguinhos. Que não são engraçados e não fazem bem para nada. E não digo que há joguinhos somente em relacionamentos afetivos e/ ou sexuais. Acabo observando jogos em diversas relações: amizade, relação profissional, familiar, etc.

Há disputas idiotas por coisas sem sentido. Quem tem mais contatinhos. Quem faz mais ciúmes no outro. Quem se interessa e liga menos para o outro. Há também a tentativa constante de provar para o outro que é mais desejado, que fica com várias pessoas e não precisa desse outro para nada. Além disso existe joguinhos do "quem desapega mais rápido", "quem ignora mais", etc. Criou-se a cultura de visualizar e não responder. O celular está do lado, mas deixa lá. Esnoba que ele (a) se apaixona. Vou dar um vácuo porque assim a pessoa se interessa.

Na boa, a pessoa tem que ser muito desinteressante, chata e sem graça, para achar que a única coisa que faz alguém se interessar é vácuo, desinteresse e escrotidão. Não sei quem inventou esses joguinhos. Não sei quem foi a pessoa que achou que isso daria certo em algum momento.

Não interagir, não curtir, não comentar, não puxar assunto, não responder, além de dar a entender que quer a pessoa mas não fazer nada mais que confirme isso. Falar por códigos, não ser direto (a) e tantos outros sinais de demonstrar não-interesse não levam a lugar nenhum e no mínimo só vai fazer o outro se cansar e sumir. Porque realmente cansa e cansa muito. Não faça joguinhos. é chato, é feio, é ruim e só afasta as pessoas. Eu quero distância desse tipo de gente.


Rafaela Valverde




sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Uma manhã...

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Ela tinha acabado de correr, por isso estava ofegante e suada. A esteira ainda ligada na tomada. O cômodo tomado por seu cheiro. Hidratante e seu suor quente. Mistura química que me enlouquece. Andava de um lado para o outro, impaciente. Devia estar atrasada. Sempre se atrasava quando corria de manhã. Observei- a pelo que pareceu ser uma eternidade, antes de entrar no quarto. Coque no alto da cabeça, camiseta rosa bebê, calça legging estampada. O tênis já estava no canto. Seus pés à mostra. Unhas pintadas de vermelho. Os pés mais lindos e sensuais que já vi na vida.

Entrei enquanto ela estava de costas e a abracei beijando-a no pescoço. "Cheguei"- disse em seu ouvido. Mais um plantão, mais uma noite que ficara fora de casa, longe dela. Ouvi o som do seu sorriso por saber que eu estava ali. Virou e me beijou suavemente. Beijo de saudade. "Tô atrasada." Respondi que sabia e que não iria incomodá-la. Revirou os olhos dizendo muda que eu não incomodava. Sabia que era isso que queria dizer. Tirei a roupa do trabalho e entrei no banho, enquanto ela continuava sua saga matinal.

Nossa rotina estava pesada. Quase não nos encontrávamos mais. Eu chegava e ela saía. Respirei fundo sentindo a água passeando pelo meu corpo. Cheguei cansada, mas cheia de tesão. Queria-a. Mas hoje não parece ser um bom dia. De costas para a entrada, me ensaboando, ouvi o barulho do box se abrindo e me virei. Lá estava ela, nua. Me olhando daquele jeito gostoso. Me beijou com veracidade, reavivando meu corpo.  "Liguei pra lá e disse que vou me atrasar..." - disse. Agarrou meu cabelo e me empurrou até a parede, me beijando cada vez com mais força. Meu corpo ainda estava cheio de sabão e sua mão escorregava sobre ele. Me apalpava com intensidade, parecia que eu iria escapar caso não me segurasse.

De repente parou. Me enxaguou, retirando o sabão do meu corpo. Se ensaboou rapidamente, me provocando e fazendo aquela dancinha boba que eu gostava. Terminou seu banho enquanto eu fica ali parada, olhando-a. Abriu o box, saindo do banheiro sem se secar. Sorri. Vesti o roupão e fui atrás. Ela havia deitado na cama, nua, molhada e de bruços. As pernas jogadas pra cima. Pouco se importando comigo...

Tirei o roupão e me joguei de leve por cima dela. Beijando suas costas molhadas até quase o bumbum. Massageei suas pernas e pés. Ah, aquelas unhas vermelhas... Virei-a beijando sua boca suavemente, acariciando seu cabelo. Passeei a língua pelos seus seios e ela gemia baixinho. Aréolas, bicos... Mordicadas de leve e ela ficava cada vez mais enlouquecida. Seu olhar pegava fogo. Intercalava beijos, mordidas e lambidas em sua barriga, me concentrando no umbigo. Nessa hora, ela já puxava meu cabelo e gritava.

Sentir seu gosto era o momento mais esperado. Foi o que eu fiz. Mergulhei em seu universo enquanto a chupava. Ela estava deliciosamente excitada, molhada. Fazia movimentos diversos com a língua. Sentia prazer com seu prazer. Ela gemia e apertava minha cabeça e ali eu permanecia obedientemente. Passeando minha língua, matando meu tesão. Satisfazendo-a. Língua, dedos, saliva, suor, água... Nós duas ali, esquecendo horários, obrigações e tudo que não fosse nós mesmas e nossos corpos...

Gozamos. Arfantes, deitadas lado a lado olhávamos para o teto. Mãos dadas. Não falamos nada. Não precisava. Eu sabia o que ela pensava e vice-versa. Depois de vários dias, tivemos uma transa deliciosa. Nossa sintonia aumentava, nossos corpos se entrelaçavam e crescia o tesão. Ela virou de lado, olhando diretamente para mim. O sorriso safado ainda estava ali. Se jogou em cima de mim, me beijando. Recomeçamos...


Rafaela Valverde





quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A Sua - Marisa Monte




Eu sou completamente apaixonada por essa música. Até porque é Marisa, né?




Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

To com sintomas de saudade
To pensando em você
Como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

Eu só quero que você caiba
No meu colo porque
Eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás

To com sintomas de saudade
To pensando em você
Como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem
Porque eu te quero livre também

Como o tempo vai o vento vem



Rafaela Valverde

Série Grace e Frankie

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Conheci recentemente a série Grace e Frankie. Não lembro exatamente o porquê de ter adicionado a série à minha lista da Netflix, mas já estava há alguns meses. Daí comecei a assistir e gostei logo de cara. No início pensei que seria uma série chata e dramática sobre velhinhos, mas fui muito pega de surpresa, pois é uma série muito engraçada, bem feita e alto astral.

Criada por Marta Kauffman, Howard J. Morris, a série estreou em 2015 e tem três temporadas na Netflix. Já vi as três e estou apaixonada pelas velhinhas fofinhas cujo os nomes dão título a série. No elenco estão  Jane Fonda (Grace), Lily Tomlin (Frankie), Sam Waterston, entre outros. A série americana de comédia traz a história de Gracie e Frankie que depois de quarenta anos de casadas descobrem repentinamente que seus maridos são gays e estão tendo um caso há vinte.

A partir daí começa a série de conflitos mais engraçados que eu já vi na minha vida. Mas não são simplesmente engraçados, são diálogos bem feitos, situações tão inusitadas que a gente esquece até o drama do caso (traição) dos maridos. Até porque a série não se baseia nisso, a série funciona ao redor das duas setentonas "prafrentex."

Elas  namoram, fazem sexo, fumam maconha, tomam porres as onze da manhã e até criam um vibrador e uma empresa Sex Shop. Essa série mudou minha visão sobre a terceira idade. Mesmo que seja ficcional e Grace seja ninguém menos que Jane Fonda toda conservada e até um pouco plastificada, é impossível não mudar alguma coisa da imagem que temos da terceira idade. Até porque as imagens que tenho vêm das minhas duas avós e nem de longe se compara com as cenas que são protagonizadas por essas duas. Elas ficam muito amigas e essa amizade cheia de implicância, pois elas são tão diferentes, é que segura o enredo da série.

É claro que sempre tem alguma coisa que incomoda a gente um pouco em qualquer coisa. No caso da série o que me incomodou foi o silenciamento sobre a existência da bissexualidade. Os maridos são nomeados ou "taxados" o tempo inteiro como gays. Se assumem gays, se auto intitulam gays. Mas óbvio que eles são bissexuais não, é? E não só pelo fato de terem passado quarenta anos casados com mulheres, mas, também pelo de terem laços afetivos, filhos e vida sexual. É notório que houve paixão pelo menos em um dos casais. E esse casal  até tem uma pequena recaída sexual... e eu não vou contar mais nada. Apenas precisava problematizar isso, porque passei as três temporadas engasgada com isso. 



Rafaela Valverde

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Aquele bom e velho medo de se apegar

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O que venho observando é que as pessoas estão meio perdidas. Elas não sabem exatamente o que querem. Claro, que em "as pessoas" eu me incluo porque não gosto disso de falar pelo outro ou sobre o outro me excluindo do problema. Entenderam? Quando eu digo as pessoas, são todos nós. Ok? Pronto, agora posso continuar. Pois bem, não temos em nossa cultura atual ideias bem definidas de relacionamentos. Às vezes nem amizade hoje em dia, é apenas amizade. Claro, que tudo é relativo, mas apenas tentem entender o que estou querendo dizer.

Antes, pelo menos na época de minha mãe e minha avó, existiam namorados, noivos, casados, amantes e outros nomes que queiram dar. Mas havia definição. Quando se fazia sexo sem ter "compromisso" havia recriminação, claro que com as mulheres né? Aff Mas se sabia o que queria ou em que estava metido. Não estou dizendo que era melhor, mas também não vou dizer que é pior. Eu não sei. Não estava lá. Não vivi essas épocas. Nasci no final dos anos oitenta...

O que quero dizer é queque existia um certo conservadorismo. Hipócrita e machista, claro. Eu acho que minha vó nem sabe o que sexo casual. Hoje temos essa liberdade. Temos a possibilidade de ter sexo casual, temos a possibilidade de não ter "compromisso" de não nos relacionarmos com ninguém. Isso foi muito bom, eu acho. Para nós mulheres, foi um ganho absoluto sobre nossos corpos e sobre nossa sexualidade.

Por outro lado, no entanto, viramos um bando de perdidos. Atarantados em nós mesmos, com medo de se abrir, com medo de qualquer contato mais próximo, com medo de se importar, de se apegar, de se importar. Vivemos com medo de tudo. Da violência urbana e de se relacionar. E não falo só de relação amorosa, falo de amizade e falo de ter consideração com o outro, mesmo que estejam em algo casual, mesmo que estejam ficando. Porque com nossos egos inflados, não querendo nos envolver para não sofrer acabamos sendo muito escrotos com as outras pessoas.

Medo. Tudo isso vem do medo. Medo de amar e de sofrer. Medo de abrir nossas casas e convívio familiar com quem quer que seja, medo de relacionamentos abusivos, medo de sermos enganadas. Medo. Nossas vidas foram invadidas pelo medo. Mesmo que nem todas as pessoas sejam assim, medrosas, sempre há algum, em maior ou menor proporção. Algum trauma do passado, em muitos casos vai determinar esses medos e nossas atitudes diante dele e sobre ele.

Eu tenho esse medo também. Sim, fui atingida. Tantas decepções dão nisso não, é? Mas eu não quero falar de mim. Estou tentando falar sobre a tendência que temos, em geral, em nossos dias, de não se envolver, não se relacionar, não se apaixonar. Queremos mesmo o casual, o raso. Mas tenho cá minhas dúvidas se estamos realmente felizes com isso. Já estou começando a sentir uma quebra de todo esse discurso bem elaborado e construído em nossas mentes.  Porque não é possível que se viva assim o tempo todo, a vida inteira. Em algum momento esse gelo tem que ser quebrado e o medo enfrentado. Em algum momento a gente vai se apaixonar, querer dividir o edredom,o brigadeiro e o filme em uma tarde de domingo. Mesmo que já tenha feito isso em determinado momento e quebrado a cara. Coloquemos a cara pra bater. E pra quebrar também. Porque a vida é se arriscar... Bom, é o que dizem, porque por enquanto eu prefiro é não dividir nada. Ficar só comigo mesma. É o melhor que posso fazer por mim nesse momento. Sem medo de ter medo.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Tá bom - Los Hermanos


Senta aqui
que hoje eu quero te falar
não tem mistério não
é só teu coração
que não te deixa amar
você precisa reagir
não se entregar assim
como quem nada quer
não há mulher irmão que goste dessa vida
ela não quer viver as coisas por você
me diz cadê você aí
e aí não há sequer um par pra dividir

senta aqui
espera que eu não terminei
pra onde é que você foi
que eu não te vejo mais
não há ninguém capaz
de ser isso que você quer
vencer a luta vã
e ser o campeão
pois se é no não que se descobre de verdade
o que te sobra além das coisas casuais
me diz se assim está em paz
achando que sofrer é amar demais



Rafaela Valverde

Não faça mais ninguém sofrer do jeito que me fez

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Cansei de impor minha presença onde não sou bem vinda e para quem não me quer por perto. Cansei de ser segunda, terceira, quarta opção. Fantoche, apenas para nego se divertir. Quando você se ama tanto e se descobre tão incrivelmente maravilhosa, não sobra espaço para se permitir ser tratada de forma escrota. Às vezes, na verdade, quase sempre a gente se deixa levar, no meu caso por amor e pela "trouxice" e sou tratada como lixo. De forma que nenhum ser humano merece ser tratado. O outro lado sequer pede desculpas, acha que está certo, "só porque aquilo já aconteceu e não tem como mudar." Ah, vai te catar! Não foi obra do acaso, aconteceu porque você quis que acontecesse. Você, conscientemente agiu como um porco com a última pessoa que deveria sacanear no mundo: eu. Não vou ficar aqui dizendo todas as vezes em que te apoiei, estive do seu lado e cuidei de você, por que você sabe e nesse momento vai passar um filme na sua cabeça. Mas, olha quer saber? Eu sou uma retardada mesmo. Quantas vezes eu vim aqui neste mesmo blog escrever coisas assim? Quantas vezes eu me despedi, eu briguei, eu lutei contra o que eu sinto, eu escrevi com lágrimas nos olhos e os dedos tremendo? Muitas! Você, nem leu, cara! E nem vai ler. Você nunca saberá da metade das coisas que eu penso e sinto porque você não me ouve, você nunca me ouviu. Na verdade, você pode até ouvir a minha voz, o eco dessa voz irritante chegando no seu ouvido, mas você não me escuta e nunca vai escutar. E quer saber? Quer saber mesmo? Eu tô cansada de ser a otária dessa história, poque definitivamente quem é otário aqui é você. E não só por me abandonar no momento em que eu mais precisava de você. Mas também por me tratar como um lixo. Um lixo bem descartável. Que não era bem vindo em seus eventos sociais, mas na cama era quem te satisfazia, porque nenhuma dessas mulheres que você insiste em querer pegar "tem o beijo como o meu." Não era isso que você costumava dizer? Não era isso que você dizia sempre? Que eu era a melhor mulher e que você nunca encontraria nenhuma outra como eu. Ora, disso eu sei. Agora fique aí vivendo essa vidinha medíocre que você escolheu ao invés de estar ao lado da pessoa mais maravilhosa que você conheceu. A minha burrice tem limite, sabe? Você achou que eu ia ficar servindo de suporte pra você? Você achou que eu ia continuar a vida toda sendo seu " socorro sexual? " Você realmente achou que isso ia durar? Eu sou maravilhosa demais e transo bem demais para ser apenas seu brinquedinho sexual, diga se de passagem o melhor brinquedo sexual que você já teve na vida. Mas, que pena que acabou né? Porque eu deixei de ser otária. Pelo menos sou menos otária do que há alguns meses quando você se aproveitou do fim traumático do meu namoro e como um abutre, começou a dizer que me amava, só para transar comigo. Só para eu te mimar, cuidar e acarinhar como só eu faço. E você sabe disso. O mais engraçado nisso tudo é que você decidiu abrir mão do melhor, para ter o pior, simplesmente pelo prazer de ser muito escroto. Caralho! Será que ensinam isso aos homens desde o ventre? Não é possível! Não entendo e nunca vou entender. Pra que causar tanta dor? Se não quer ficar não fica. Mas sai de vez! Como diria Carpinejar, você é o homem que não vai nem tampouco fica. Decide. Tantas vezes eu te pedi para decidir e você nunca teve coragem. Você é a pessoa mais covarde que eu conheço. Realmente não combina comigo que sou tão corajosa. Todas as coisas que eu fiz na vida, foram atos de coragem, que me fizeram estar realmente viva hoje. Eu já sei. Você se sente pequeno e tacanho diante de mim. E talvez seja mesmo. Talvez você seja toda a escória que sempre disse que é e eu nunca quis acreditar. Precisou eu, logo eu, tomar a decisão de me afastar de você, porque você nunca o faria. Eu tenho muita raiva da pessoa que você se tornou. Sem coragem, sem escrúpulos. Eu não vou ficar aqui apontando seus erros. Você é virginiano, conhece detalhadamente cada um deles. Eu espero, não que você sofra ou que seja infeliz. Não. Isso seria muito pouco pra você. E eu não sou assim. Eu sou a mulher que te perdoa há onze anos. Todas as suas cagadas. Olha, é triste saber que uma história tão linda se transformou nisso, nessa bosta. Saiba que por culpa sua. Vou jogar na sua cara um pouco de culpa pra ver se você passa sentir alguma!  Na boa, eu espero que você não cause mais sofrimento e infelicidade em mais ninguém. Pois tenho sofrido e sido infeliz desde que você começou a agir assim. Não sei como é, porque eu nunca causei tanta dor a ninguém, mas qualquer pessoa que tenha o mínimo de valores sabe que deve ser muito foda fazer alguém sofrer tanto. Mas, não sei. Você talvez não tenha tantos valores assim, já que não demonstra culpa, ao contrário, é frio e se diverte depois de fazer merda atrás de merda. Eu não tenho raiva de você. Eu tenho pena. Eu tenho medo que você cause essa dor que eu venho sentindo a alguma outra pobre coitada que apareça na sua frente. Portanto, por favor não faça mais ninguém sofrer. Para de ser escroto. Para de ser idiota. Para de falar uma coisa e fazer outra. Para de dizer que ama para conseguir sexo. Para, para, para. Para logo!


Rafaela Valverde


Ela é força

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Ela é tão forte que nada é capaz de destruir
Pensa em desmoronar, em ruir
Mas ela parece inquebrantável
Aço reforçado, energia inesgotável

Não que ela não tenha se sentido fraca
Sim, isso já aconteceu
Manhãs de ressaca
Em raros momentos a enfraqueceu

Nada que um banho e uma xícara de café não curasse
Momentos de catarse!
Daqueles que renovam; fortalecem mais
Estar consigo mesma, sem olhar para trás.



Rafaela Valverde

sábado, 26 de agosto de 2017

O Sol

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Tomei um susto
Quando você se foi
Achei que era pra sempre
Afinal eu já tinha ido também
Voltei há pouco tempo
E já te perdi?
Como assim?
Mas você não vai
É persistente como eu
Insiste que nem o sol nascendo todas as manhãs
E mesmo em dias nublados o sol está lá em algum lugar
Assim é você
Está em algum lugar
Circundando minhas áreas
Observando minha vida
Ameaçou que ia
Mas voltou
Que pirraça!
Sei que você sempre volta
Exatamente como o sol
Ei, você tem sido um tipo de sol
Nesses meus dias escuros
Em que nem a chuva aparece



Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Uma lista de tarefas para o amor próprio - Key Ballah

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- Lave sua pele com água morna.
- Use o dedo indicador de sua mão direita para comer mel direto do pote.
- Escreva uma carta de amor para si mesma.
- Peça para sua mãe dizer o quanto ela te ama. Ouça com cuidado a verdade em sua voz.
- Diga ao seu pai que você o perdoa.
(Tente perdoá-lo, por mais clichê que isso soe, o perdão é na verdade para você).
- Leia o primeiro capítulo do seu livro favorito, se você não conseguir parar, leia o quanto conseguir.
- Saia de casa. Não importa o clima, mesmo que você só fique em uma varanda, mesmo que seja apenas por alguns segundos. O ar fresco queima a tristeza.
- Se alongue…
- Toque todas as suas cicatrizes e relembre seus aniversários, lembre-se de quão longe você veio.


Eu amei esse texto!


Rafaela Valverde

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Crepúsculo e alvorecer

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Do meu olhar para o crepúsculo
A noite se vai, levando minha mensagem
Para algum lugar
Para alguém
Que eu nem sei se vai receber
Que talvez nem vá ligar
Na manhã seguinte o pensamento volta
Como se o destinatário tivesse virado remetente
Já nem sei o que quero dizer
Penso em uma coisa
Falo outra
Mais uma vez chega o anoitecer
E com ele eu penso em você
Isso é tudo tão estúpido
Você nem estar mais lá
Para se importar
Para receber o que eu digo
Mais uma madrugada
Um alvorecer
Momentos de transição que me angustiam
Mudam de cor
Mas não mudam minha situação
De sempre te querer.



Rafaela Valverde


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Minha poesia

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Ainda tenho um poema
Desde aquela manhã
Sem fórmula, sem teorema
Só o que chegar na mente
Sobre o que eu senti quando
o sol daquele dia nasceu.
Meu peito ainda sente
O ardor daquele momento
Em que minha resistência morreu
Ainda tenho algumas rimas
Mesmo que não sejam boas
Dessa coisa que me alucina
E me faz rir à toa
Rimas sem harmonia
Versos desarrumados
É essa minha poesia
Apenas regular
Não sou nenhuma gênia
do poema.
Sei que muitas vezes vou falhar.
Mas eu só quero dizer o que sinto
Lançar para os quatro cantos do mundo
Para que eles vejam o quanto é bonito.




Rafaela Valverde

O beijo


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Foi um beijo rápido e simples
Daquele que ninguém dá nada
Esperado por anos
Uma longa jornada

Já o tinha imaginado
Pensei em como seria
Me derreti toda
E enfim chegou esse dia

O dia mágico
Em que se realizou
O beijo tão esperado
O seu beijo

Que agora é nosso
E ninguém pode tomar
A cabeça ainda está girando
Parece que vou ter um troço

Foi só o primeiro
Espero que hajam mais
Daqueles tais...
Que pegam fogo

Que iluminam noites
Que causam terremotos
Invadem meu corpo
E enchem de energia o que estava sem vida, oco e vazio.




Rafaela Valverde



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Discurso - Cecília Meireles

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E aqui estou, cantando.
Um poeta é sempre irmão do vento e da água:
deixa seu ritmo por onde passa.

Venho de longe e vou para longe:
mas procurei pelo chão os sinais do meu caminho
e não vi nada, porque as ervas cresceram e as serpentes
andaram.

Também procurei no céu a indicação de uma trajetória,
mas houve sempre muitas nuvens.
E suicidaram-se os operários de Babel.

Pois aqui estou, cantando.

Se eu nem sei onde estou,
como posso esperar que algum ouvido me escute?

Ah! Se eu nem sei quem sou,
como posso esperar que venha alguém gostar de mim?



Rafaela Valverde

Você vai se arrepender

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Você vai pagar muito caro pelas coisas que me fez e ainda faz. Não porque eu tô te desejando mal, mas porque quem planta colhe e as suas maldades, sua falta de remorso por me machucar vão voltar para você. Não porque eu estou morrendo de raiva neste exato momento e porque gostaria que você sofresse pelo menos 0000,1% do que eu venho passando nesses últimos tempos.

Não é só por isso. Eu não te desejo mal, pelo contrário, espero que você seja até mais feliz do que foi comigo. Pelo menos vai valer a pena todo meu sofrimento. Mas, mesmo não desejando mal, sei que uma hora a conta vem e você vai ter que lidar com isso. Já não estou mais em sua vida, porque eu fiz questão de me afastar. Se fosse por você até hoje estaríamos naquela amizade colorida e superficial idiota. Aliás, é só disso que você gosta agora: relações idiotas e superficiais. E de pensar que já te achei a melhor pessoa do mundo...

Eu sei que sempre voltava atrás, sempre ia falar com você. De novo, de novo e de novo. Mas dessa vez eu não suporto mais manter você por perto. Eu tenho nojo de você. Das coisas que você tem me dito ultimamente. Me tratando como se eu fosse um produto descartável. Eu sou uma pessoa, tenho sentimentos. E parte deles são para você. Mas você só sabe desprezar e jogar fora tudo de bom que alguém possa te oferecer.

Você não serve pra mim. Eu acho até que nunca serviu. O que tivemos foi um mero acaso. Pra você, falta de coisa melhor e pra mim, a maior ilusão da minha vida. Eu não quero mais correr atrás, eu não quero mais desistir de ficar zangada com você "em nome dos nossos bons momentos juntos." Eu quero que você se exploda, quero distância de você. Assim como você quer que eu me exploda. Vou passar a ser com você como você é comigo: nada, indiferente, vácuo... Vou inexistir na sua vida. Eu juro que é definitivo.

Estou me afastando e quando essa decisão parte de mim, você sabe que é realmente definitivo. Você me conhece muito bem. Sou das que demoram para dar adeus, mas quando dou eu dou. Pra mim é melhor. Minha saúde mental agradece por eu me afastar de você. Mas você vai se arrepender e essa sua voz escrota, sem culpa, sem um pingo de empatia vai mudar. Ah, vai! E eu vou saber.




Rafaela Valverde


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