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domingo, 26 de novembro de 2017

Abraço de amigo

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Ando pensando ultimamente no abraço. Abraço de amigo, aquele que a gente sente uma quenturinha na barriga. Quenturinha de amor verdadeiro. "Amorzade." Aquele amigo que te quer bem de verdade, sorri ao te ver e te abraça forte e quente. É aquele abraço que não quer mais soltar. Amizade é a coisa mais bonita que existe. Você escolhe alguém, inicialmente por alguma pequena afinidade e em breve ela pode se tornar uma das pessoas mais importantes da sua vida. E aqueles abraços, contatos tão breves, mas não tanto, podem se tornar tanta coisa. Desde um consolo para almas cansadas, até um sinal de apoio em momentos difíceis, ou simplesmente um contato rápido entre amigos que não se veem há um tempo.

Um abraço pode ser muito e pouco ao mesmo tempo. Um abraço pode ser banal, mas, ao mesmo tempo pode conter grandes questões afetivas, grandes encontros dentro de um pequeno encontro. Gosto de abraçar meus amigos, sobretudo os mais queridos. Tenho poucos, mas eles, em sua raridade são muitos. Às vezes demoramos de nos ver. Mas quando a gente se vê dá aquela vontade de abraçar e abraçamos, apertamos nossas barrigas, uma contra a outra e tudo recomeça de onde parou, como se nunca tivéssemos ficado dias, meses, sem nos ver.

Tenho dois amigos em especial, que quando abraço sinto boas energias saindo deles e vindo até mim. Eu não sei exatamente do que se trata e muito menos explicar, mas hei de deixar tudo isso subentendido, depois de todas essas coisas que já explicitei acima. O que sei é que gosto de encontrar esses meus dois amigos, um homem e uma mulher, eles me transmitem boas coisas, eles são boas pessoas, cheias de boas energias... Quando ele e o bom humor dele me veem e me chamam em algum lugar, especialmente na universidade, onde geralmente nos encontramos, logo meu humor melhora também, contagiado pelo dele. Gosto desses pequenos encontros de transmissão de alegria e positividade. Já ela, a mulher, é uma das minhas amigas mais chegadas ultimamente. Nossas troças já fazem parte da nossa amizade. Passamos dias sem nos ver e nos falar, mas quando nos vemos, surge uns gritos, da minha parte, mas também da dela... (Hahaaha) E além dos gritos, há os abraços fortes, apertados e demorados, daqueles que não quero mais sair de dentro. E como diz uma música: "o melhor lugar do mundo é dentro de um abraço..." E abraço de amigos queridos então, é uma inexplicável sensação.




Rafaela Valverde

domingo, 12 de novembro de 2017

A vida é tão rara...

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A vida é um sopro. Realmente. Sou obrigada a concordar. A vida é rara, frágil. A vida é a coisa mais valiosa que possuímos. Não tem riqueza, não tem saber, não tem poder. A vida com certeza é nosso maior tesouro. Não sou a pessoa mais apropriada para falar da morte. Não lido bem com ela. Fico muito chocada sempre que alguém próximo morre - ou às vezes nem tão próximo assim. Fico assim, paralisada, pensativa e calada, pensando na necessidade que temos de viver urgentemente. Ontem!

Essa semana um conhecido foi morto a tiros, em um assalto. Tínhamos pouco contato e só trocamos algumas palavras, ele trabalhou no mesmo projeto que eu, há uns anos, mas isso mexeu comigo. Sobretudo pela violência, sobretudo por saber que pode ser qualquer um de nós. Cada vez mais o medo nos atinge como uma flecha no peito e quanto mais próxima da gente a pessoa assassinada, pior a gente se sente. Mesmos trajetos, mesmos gostos, mesmas questões pessoais e sociais, mesma universidade...

Dói. É duro ver alguém tão jovem, cheio de vida e alegria de viver deixar de existir assim tão mesquinhamente em uma calçada. A troco de quê? Nada. Um mero celular, ou sei lá o quê. Perguntei a Deus o porquê de tanta injustiça e Ele me acalmou trazendo pra mim a mensagem que eu tenho direito de  me revoltar e sofrer, mas, tudo tem um propósito, afinal de contas. Não sei qual ou quais. E é certo que eu nunca vou saber exatamente, mas pelo menos me colocou para pensar na minha vida e em minhas atitudes. E olhe que eu nem era próxima, nem amiga, nem nada... Mas tenho um amigo bem próximo em comum com ele e consigo perceber sua dor, me solidarizando e aumentando mais ainda a minha.

Fiz algumas reflexões acerca da vida. Acerca da minha vida. Primeiro pensei, e é o que pensamos logo que uma coisa assim acontece, que devia viver minha vida intensamente, um dia de cada vez e todas essas coisas clichês que ficam melhores na fala. Porque na prática a gente não consegue viver um dia de cada vez, porque estamos sempre com a cabeça focada em algo "lá na frente". Um TCC, um casamento, planos de comprar um carro ou um apartamento, carreira acadêmica... Tudo isso nos impulsiona para frente e para o futuro. Claro que vivemos, aproveitamos, descansamos, tentamos não nos estressar, tudo em prol desse "viver plenamente", mas o sentido da nossa vida vem mesmo a partir das nossas lutas diárias: estudar, trabalhar, estudar para concurso, cumprir obrigações em casa, escrever teses, monografias e sei lá mais o que.

Então, o que passei a me questionar essa semana foi: "pra que tanta luta? pra que trabalhar e estudar, dormir pouco, se acabar, brigar por um lugar na academia e na sociedade, pra que tudo isso se podemos deixar de existir em uma calçada qualquer de forma prematura e estúpida?" Tanto sacrifício para nada? É isso? Quem me garante que vou vou conseguir efetivar todos os meus planos e realizar meus sonhos? É muito frustrante e triste pensar nessas coisas, especialmente quando temos certeza que a resposta nunca vem e somos obrigados a viver, a lutar, batalhar e nos impulsionar para o futuro, mesmo que ele venha a não existir.  Não tem jeito, precisamos viver o mais plenamente possível. A dor é grande e não passa. A revolta e indignação são impulsionadoras também. Quem sabe elas possam  nos dar mais forças? Então, é isso.





Rafaela Valverde

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Como Eu era Antes de Você - Jojo Moyes

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O livro Como Eu era Antes de Você da escritora inglesa Jojo Moyes é de 2013 traz a história de Louisa Clark e Will Traynor, os protagonistas mais autênticos dos últimos tempos. Lou é uma jovem de 26 anos sem perspectiva, sem sonhos e ambição. Ainda mora - em uma pequena cidade, rodeada por um antigo castelo - com os pais e dorme em um minúsculo quartinho.

Um dia, o café em que ela trabalhava há anos fecha, o que faz Lou perder o emprego e se ver ainda mais perspectivas. Até que, decidida a não ficar desempregada, Lou resolve ir, a contragosto, à uma entrevista para a vaga de cuidadora. Lou finalmente conheceu a bela mansão dos Traynor. E após uma entrevista, mesmo sem acreditar, conseguiu o emprego.

Will não recebe muito bem a nova cuidadora, mas aos poucos uma amizade vai sendo construída, com muito esforço por parte de Lou. Ao mesmo tempo, senti um pouco de egoísmo por parte dela em achar que ele teria que estar feliz e satisfeito, mesmo de ser paraplégico. Mas entendo que fazia parte do trabalho dela colocá-lo para cima, deixá-lo feliz e ela tentou muito até conseguir. Além disso tem a questão da composição de personagens. Nenhum personagem é uma coisa só. Aliás nenhuma pessoa é uma coisa só. Louisa se mostrou muito dedicada, sobretudo com a amizade  e afeto que surge entre eles.

Com o tempo os personagens vão se construindo e a gente percebe o quanto eles são complexos, especialmente os principais. Eu me apaixonei por Will e Lou. Eram engraçados e possuíam química, sintonia... Enfim, foram escritos para isso. Aliás, é um livro muito bem escrito, com boas tiradas, conflitos de gente como a gente, como desemprego, problemas familiares, financeiros, etc... Em muitas coisas me senti muito parecida com Louisa: a irmã mais velha que não sabia muito bem o que queria, sem emprego e preocupada com o bem estar da família.

Em vários momentos do livro eu ri alto. Há muitas coisas engraçadas. Mas também há muitas questões importantes a serem tratadas, além de emocionantes, como os momentos em que Will ficava doente. Chorei muito no final do livro, mas durante a leitura eu me diverti muito. Em alguns momentos a narrativa mudava um pouco e a história passa a ser contada a partir do ponto de vista da mãe, do pai e do enfermeiro de Will, além da irmã de Louisa. Dá nos visões diferentes da mesma história. Pontos de vista diversos sobre um mesmo ponto da história. Isso deu ainda mais dinamismo à estória.

Confesso que tive um pouco de preconceito com o livro no início. Por ser um livro bem popular, bastante falado e que virou até filme, fiquei meio receosa de ter um novo Cinquenta Tons de Cinza nas mãos. Mas o livro me surpreendeu muito. Gostei bastante e com certeza é um dos melhores livros que li ultimamente. Com certeza vou comprá-lo um dia, já que o exemplar que eu li é da minha irmã.

Para finalizar esse pequeno texto de impressões, gostaria de ressaltar que é um livro triste e diferente dos clichês que vemos por aí. Não há "final feliz." O feliz é todo o decorrer do livro, a alegria e os desafios de viver, apesar de tudo. É essa a principal mensagem que o livro passa: "viva a vida, porque ela vai acabar." Outro ponto que quero ressaltar é que ficaria ainda menos clichê se não houvesse o romance, o amor romântico entre os dois.  Achei desnecessário. A grande amizade que se desenvolveu entre eles já seria suficiente, mas acredito que o romance surja mais por uma questão comercial mesmo. Atrair mais leitores com paixão. Mas, ainda assim, não são dois jovens desmiolados, são duas pessoas maduras, que já passaram muitas coisas e se encontraram no momento certo de suas vidas. Aprenderam um com o outro e nos deram uma linda e triste estória.




Rafaela Valverde

domingo, 1 de outubro de 2017

Redes "solitariais"

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Cercados por todos os lados de redes sociais, parece que estamos sempre muito bem. Constantemente cercados de "amigos." Felizes, com saúde e dinheiro. Tudo aparência. Criamos uma névoa imaginária que nos protege da vida real e  de nós mesmos. Muitos amigos, seguidores, curtidas, visualizações, respostas... Ufa! Somos escravos de quantidades. Quantidade de amigos, curtidas e todas essas coisas trazidas pelas redes sociais. Até parceiros sexuais e em alguns casos, relacionamentos podem ser encontrados e começar nas chamadas redes sociais. E quando dá match aumenta mais nossa vaidade.

Tudo é feito virtualmente. Não há presença, olho no olho, calor humano, voz, cheiro, aperto de mão, abraço, parabéns de aniversário ou alguma outra realização. Para isso existem o Facebook, Instagram, Whatsapp, Tinder e outros... Mas na vida real vem a solidão. Ela não é virtual, nem fictícia. Ela é constante e bem presente. E não diga que estar consigo mesmo é solitário porque não é. Falo da solidão profunda, de não ter ninguém para contar, conversar ou sair. Solidão de verdade é a compulsória. Não se escolhe estar só, mas sempre se está.

Essa solidão não é fácil e em muitos casos está paralela à redes sociais lotadas, muitas curtidas, comentários e matchs. Redes sociais agitadas. Redes pessoais vazias. Ninguém para conversar, nenhuma notificação que não seja as do celular. Nada.

A sensação que dá é que quanto mais agitada a vida virtual, mais solitária e vazia a vida real. Ou seja, redes sociais vêm para consolidar o processo de solidão, porque quanto mais interação com o celular e com o computador, menos interação com pessoas - e também  vêm para demonstrar para todas as outras  que "não estou tão solitária assim..." "Vejam como minha vida é maravilhosa, como eu tenho amigos..."

Mentiras virtuais, mentiras online. Felicidade forçada, fingida mesmo. Ninguém nunca vai saber onde se esconde a solidão. Por trás de belos sorrisos, mesas de bar lotadas de amigos e fotos "photoshopadas", pode haver pessoas mais solitárias emocionalmente, perdidas tentando se encontrar ou caminhando cada vez mais para a perdição nas teias da solidão e as garras das redes "solitariais."


Rafaela Valverde

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Tinder

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Sempre tive uma relação meio conturbada com o Tinder e já devo ter escrito sobre isso aqui. Mais uma vez, pela milésima vez eu apaguei minha conta ontem e excluí o aplicativo. Claro que eu acho que todo mundo sabe o que é o Tinder, mas eu vou aqui defini-lo como um aplicativo para procurar pessoas para transar.

Foi só o que encontrei nesses dois anos que utilizei o aplicativo. Pessoas para transar. E mal. E olhe lá. Porque eu não sei o que esse povo acha que é transar, mas isso é assunto para outro texto. Enfim, eu não quero mais conhecer ninguém através do Tinder e nem de nenhum outro aplicativo do tipo. Eu não tenho mais paciência pra ficar falando com estranhos: "oi, tudo bem?" E ir conhecendo a pessoa, destrinchando sua vida e me aproximando. Já fiz isso muitas vezes e até conheci pessoas legais. A última pessoa que conheci e comecei a conversar pelo Tinder nem em Salvador mora, mas o papo fluiu, foi além do raso cumprimento e conversamos desde cabelo até questões mais picantes e secretas de nossas vidas.

Quando chega assim é muito bom. Costuma ser menos vazio. Mas é muito raro e essa é a graça. Pois bem, continuando a falar sobre o aplicativo e minha relação com ele, o que eu quero dizer é que ultimamente tenho andado mais retraída em relação a sair com pessoas desconhecidas. Além disso, só estava usando o Tinder para me divertir. Como? Rindo da cara dos omi. São muitas coisas bizarras, fotos ridículas. Perfis com  cachorros, gatinhos e até bebês. É muita gente esquisita. Já vi até fake com foto de um modelo que já tinha visto no Google antes. AFFF omis!

Fora os malhados ou pseudo-malhados, os que tiram foto no carro ou do carro. Eu queria muito poder expressar a minha cara aqui nesse texto em relação a isso. Mas, seguindo... Então, eu perdi minha paciência com papos vazios e pessoas idem. É tudo meio bizarro. Já usei e não vou ficar aqui cuspindo no prato que comi, só não quero mais. Quem continua usando, massa. Liberdade! E também, como já disse, minha relação com o aplicativo é bem confusa. Pode ser que daqui a uns meses eu decida baixar de novo e usar. Liberdade!

Enfim, só quero dizer mais uma coisa sobre as pessoas que utilizam o Tinder. Na verdade sobre os homens que utilizam. Se vocês são casados não usem o Tinder. Tá feião ver tanto homem casado e próximo num aplicativo pra pegar pessoas. Se quer ter vida de solteiro não case. E se casou exclua o tinder. Porque eu tô com muita vergonha alheia de vocês.

É claro que a vida amorosa-sexual não depende só do curtir, descurtir, matchs e bate papo do Tinder. Há muito mais que isso aqui fora e é nisso que vou tentar me agarrar por que eu nem sei como trocar olhares com alguém. Mas preciso aprender! Já! Fora Tinder!




Rafaela Valverde

terça-feira, 26 de setembro de 2017

A você que faz joguinhos


As pessoas estão viciadas em joguinhos de desinteresse ou simplesmente joguinhos. Que não são engraçados e não fazem bem para nada. E não digo que há joguinhos somente em relacionamentos afetivos e/ ou sexuais. Acabo observando jogos em diversas relações: amizade, relação profissional, familiar, etc.

Há disputas idiotas por coisas sem sentido. Quem tem mais contatinhos. Quem faz mais ciúmes no outro. Quem se interessa e liga menos para o outro. Há também a tentativa constante de provar para o outro que é mais desejado, que fica com várias pessoas e não precisa desse outro para nada. Além disso existe joguinhos do "quem desapega mais rápido", "quem ignora mais", etc. Criou-se a cultura de visualizar e não responder. O celular está do lado, mas deixa lá. Esnoba que ele (a) se apaixona. Vou dar um vácuo porque assim a pessoa se interessa.

Na boa, a pessoa tem que ser muito desinteressante, chata e sem graça, para achar que a única coisa que faz alguém se interessar é vácuo, desinteresse e escrotidão. Não sei quem inventou esses joguinhos. Não sei quem foi a pessoa que achou que isso daria certo em algum momento.

Não interagir, não curtir, não comentar, não puxar assunto, não responder, além de dar a entender que quer a pessoa mas não fazer nada mais que confirme isso. Falar por códigos, não ser direto (a) e tantos outros sinais de demonstrar não-interesse não levam a lugar nenhum e no mínimo só vai fazer o outro se cansar e sumir. Porque realmente cansa e cansa muito. Não faça joguinhos. é chato, é feio, é ruim e só afasta as pessoas. Eu quero distância desse tipo de gente.


Rafaela Valverde




quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Série Grace e Frankie

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Conheci recentemente a série Grace e Frankie. Não lembro exatamente o porquê de ter adicionado a série à minha lista da Netflix, mas já estava há alguns meses. Daí comecei a assistir e gostei logo de cara. No início pensei que seria uma série chata e dramática sobre velhinhos, mas fui muito pega de surpresa, pois é uma série muito engraçada, bem feita e alto astral.

Criada por Marta Kauffman, Howard J. Morris, a série estreou em 2015 e tem três temporadas na Netflix. Já vi as três e estou apaixonada pelas velhinhas fofinhas cujo os nomes dão título a série. No elenco estão  Jane Fonda (Grace), Lily Tomlin (Frankie), Sam Waterston, entre outros. A série americana de comédia traz a história de Gracie e Frankie que depois de quarenta anos de casadas descobrem repentinamente que seus maridos são gays e estão tendo um caso há vinte.

A partir daí começa a série de conflitos mais engraçados que eu já vi na minha vida. Mas não são simplesmente engraçados, são diálogos bem feitos, situações tão inusitadas que a gente esquece até o drama do caso (traição) dos maridos. Até porque a série não se baseia nisso, a série funciona ao redor das duas setentonas "prafrentex."

Elas  namoram, fazem sexo, fumam maconha, tomam porres as onze da manhã e até criam um vibrador e uma empresa Sex Shop. Essa série mudou minha visão sobre a terceira idade. Mesmo que seja ficcional e Grace seja ninguém menos que Jane Fonda toda conservada e até um pouco plastificada, é impossível não mudar alguma coisa da imagem que temos da terceira idade. Até porque as imagens que tenho vêm das minhas duas avós e nem de longe se compara com as cenas que são protagonizadas por essas duas. Elas ficam muito amigas e essa amizade cheia de implicância, pois elas são tão diferentes, é que segura o enredo da série.

É claro que sempre tem alguma coisa que incomoda a gente um pouco em qualquer coisa. No caso da série o que me incomodou foi o silenciamento sobre a existência da bissexualidade. Os maridos são nomeados ou "taxados" o tempo inteiro como gays. Se assumem gays, se auto intitulam gays. Mas óbvio que eles são bissexuais não, é? E não só pelo fato de terem passado quarenta anos casados com mulheres, mas, também pelo de terem laços afetivos, filhos e vida sexual. É notório que houve paixão pelo menos em um dos casais. E esse casal  até tem uma pequena recaída sexual... e eu não vou contar mais nada. Apenas precisava problematizar isso, porque passei as três temporadas engasgada com isso. 



Rafaela Valverde

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Aquele bom e velho medo de se apegar

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O que venho observando é que as pessoas estão meio perdidas. Elas não sabem exatamente o que querem. Claro, que em "as pessoas" eu me incluo porque não gosto disso de falar pelo outro ou sobre o outro me excluindo do problema. Entenderam? Quando eu digo as pessoas, são todos nós. Ok? Pronto, agora posso continuar. Pois bem, não temos em nossa cultura atual ideias bem definidas de relacionamentos. Às vezes nem amizade hoje em dia, é apenas amizade. Claro, que tudo é relativo, mas apenas tentem entender o que estou querendo dizer.

Antes, pelo menos na época de minha mãe e minha avó, existiam namorados, noivos, casados, amantes e outros nomes que queiram dar. Mas havia definição. Quando se fazia sexo sem ter "compromisso" havia recriminação, claro que com as mulheres né? Aff Mas se sabia o que queria ou em que estava metido. Não estou dizendo que era melhor, mas também não vou dizer que é pior. Eu não sei. Não estava lá. Não vivi essas épocas. Nasci no final dos anos oitenta...

O que quero dizer é queque existia um certo conservadorismo. Hipócrita e machista, claro. Eu acho que minha vó nem sabe o que sexo casual. Hoje temos essa liberdade. Temos a possibilidade de ter sexo casual, temos a possibilidade de não ter "compromisso" de não nos relacionarmos com ninguém. Isso foi muito bom, eu acho. Para nós mulheres, foi um ganho absoluto sobre nossos corpos e sobre nossa sexualidade.

Por outro lado, no entanto, viramos um bando de perdidos. Atarantados em nós mesmos, com medo de se abrir, com medo de qualquer contato mais próximo, com medo de se importar, de se apegar, de se importar. Vivemos com medo de tudo. Da violência urbana e de se relacionar. E não falo só de relação amorosa, falo de amizade e falo de ter consideração com o outro, mesmo que estejam em algo casual, mesmo que estejam ficando. Porque com nossos egos inflados, não querendo nos envolver para não sofrer acabamos sendo muito escrotos com as outras pessoas.

Medo. Tudo isso vem do medo. Medo de amar e de sofrer. Medo de abrir nossas casas e convívio familiar com quem quer que seja, medo de relacionamentos abusivos, medo de sermos enganadas. Medo. Nossas vidas foram invadidas pelo medo. Mesmo que nem todas as pessoas sejam assim, medrosas, sempre há algum, em maior ou menor proporção. Algum trauma do passado, em muitos casos vai determinar esses medos e nossas atitudes diante dele e sobre ele.

Eu tenho esse medo também. Sim, fui atingida. Tantas decepções dão nisso não, é? Mas eu não quero falar de mim. Estou tentando falar sobre a tendência que temos, em geral, em nossos dias, de não se envolver, não se relacionar, não se apaixonar. Queremos mesmo o casual, o raso. Mas tenho cá minhas dúvidas se estamos realmente felizes com isso. Já estou começando a sentir uma quebra de todo esse discurso bem elaborado e construído em nossas mentes.  Porque não é possível que se viva assim o tempo todo, a vida inteira. Em algum momento esse gelo tem que ser quebrado e o medo enfrentado. Em algum momento a gente vai se apaixonar, querer dividir o edredom,o brigadeiro e o filme em uma tarde de domingo. Mesmo que já tenha feito isso em determinado momento e quebrado a cara. Coloquemos a cara pra bater. E pra quebrar também. Porque a vida é se arriscar... Bom, é o que dizem, porque por enquanto eu prefiro é não dividir nada. Ficar só comigo mesma. É o melhor que posso fazer por mim nesse momento. Sem medo de ter medo.


Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Saber viver - Cora Coralina

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Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar


Rafaela Valverde

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sem contatinhos

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Não, eu não estou mais afim de ser contatinho. Eu não quero mais ser um dos contatinhos de alguém. Eu não mereço ser só isso. Eu agora estou querendo muito mais que isso. Quando terminei meu último relacionamento, depois de termos reatado há menos de dois meses, eu até fiquei feliz com a solteirice que surgia naquele momento. Mas é claro que tinha que comemorar. Eu não ia ficar por baixo e choramingar o fim de um namoro falido. Tinha mesmo que comemorar minha solteirice e fazer postagens dizendo que ia pegar todo mundo e encher o celular de contatinhos. 

É claro que isso não aconteceu. Desde que terminei meu namoro, em fevereiro, eu só fiquei com uma pessoa e é com quem eu tenho estado, de vez em quando, até então. Porque descobri que não tenho mais interesse em ser e em ter contatinhos. Essa minha fase já passou há um tempo e é algo muito pequeno para mim. 

Eu quero mais, muito mais. Eu sou mais. Eu preciso de mais. Eu quero alguém que eu possa ligar quando algo me acontecer, mesmo que seja uma coisa idiota, apenas algo engraçado, como um tropeço no meio da rua; eu quero alguém que pegue na minha mão quando eu estiver mal e beije minha nuca só pelo ato de me acarinhar. 

Eu quero alguém que cozinhe pra mim, compre vinho e me faça sentir importante. Eu quero acordar com alguém me olhando. Eu quero edredom e brigadeiro em dias frios. Eu quero preparar jantares desastradamente românticos como só eu sei fazer. E quando a comida queimar ou passar do ponto eu quero simplesmente pedir uma pizza e que a pessoa me olhe compreensivamente e diga que essas coisas acontecem e não ajude a me sentir ainda mais culpada.

Eu quero sair para comprar roupas e trazer roupas masculinas junto com as minhas, eu quero escrever poemas e cartas, eu quero me sentir tão especial, mas tão especial, que ninguém  vai ter a capacidade de me colocar para baixo. Eu quero que o assunto flua entre mim e essa pessoa e não apenas ter que ficar inventando assunto e falar do tempo chuvoso.

Eu preciso de algo que meros contatinhos nunca vão me proporcionar. Eu quero uma coisa que saídas casuais, amizades coloridas ou sei lá mais o quê, não vão conseguir dar conta. Eu quero ter com quem compartilhar minha vida, alguém que realmente se interesse por ela. Alguém que me escute, mas também que eu possa escutar. Porque eu amo escutar. Eu quero alguém que só de me olhar já me dispa e me deixe afim de qualquer coisa.

Contatinhos, por melhores que sejam, por darem a ilusão de liberdade, por mais fofas que sejam as pessoas envolvidas ou ainda por mais tempo que dure a amizade colorida, não dá tempo para desenvolver todas essas coisas que eu quero, todas essas coisas que minha alma quer e todas essas coisas que fazem os olhos brilhar as mãos tremer e surgir um envolvimento emocional, real, daqueles que todo mundo pretende ter um dia.




Rafaela Valverde

sábado, 24 de junho de 2017

Em Chamas - Suzanne Collins ♥


Reli Em chamas de Suzanne Collins. O livro foi lançado em 2011 e eu li pela primeira vez em 2015. Eu amo a trilogia Jogos Vorazes, como vocês já sabem. Em Chamas é o segundo e traz novamente Katniss Everdeen e Peeta Mellark que mudaram os Jogos Vorazes e desafiaram a Capital. Nesse livro eles retornam à Arena.

Tudo parece diferente e ao mesmo tempo o mais do mesmo, mas o casal desafortunado do Distrito 12 não sabem nada do que os esperam pela frente. Eu gosto de Em Chamas porque ele não funciona como um intermediário, apenas para encher linguiça, preparando os leitores para o último livro. Não, esse livro traz emoções diferenciadas. 

Mais uma vez sentimental e ao mesmo tempo duro. Distópico, futurista, crítico das ações humanas, politico, feminista. As aventuras dos tributos que voltam à Arena para começar o 75º Massacre Quaternário são bem diferentes, a Arena funciona com uma nova dinâmica. Mas eles não estão lá ocm objetivo de matar uns aos outros e apenas um vencedor. É muito mais que isso. Dessa vez, o inimigo é outro... Ou sempre foi? Maravilhoso, amo!


Rafaela Valverde

sábado, 13 de maio de 2017

Eu ouvindo Marília Mendonça


Eu já devo ter contado aqui que gosto de vários tipos de música. Ouço de Marisa Monte até funk mas torcia o nariz para sertanejo. Bem, ainda torço um pouco, mas estou ouvindo muito Marília Mendonça, uma das representantes do chamado feminejo.  Desde a minha viagem para Recife voltei com essa mania de ouvir Marília. E gosto bastante. Ela fala algumas coisas que os homens precisam ouvir e sofre bastante também.

Quem não tem essas sofrências? Quem nunca sofreu dor de corno mesmo? Eu nem vou falar sobre isso na minha vida hahaha. Mas o fato é que eu gosto de música, independente de qual rótulo. Um amigo me disse justamente isso: para eu ouvir música independente de rótulos, se eu gostar ótimo, se não, bola pra frente.

E fiz isso. Cá estou eu, nesse exato momento ouvindo a maravilhosa da Marília. A mulher canta muito mesmo. E graças a todos os deuses que tenho a capacidade de mudar de ideia, de gostos, de conceitos. Prefiro sim ser uma metamorfose ambulante e é isso que eu sou.



Rafaela Valverde

terça-feira, 2 de maio de 2017

Trem - Bala - Ana Vilela


Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar, alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós

É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar
Então fazer valer a pena
Cada verso daquele poema sobre acreditar

Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações

A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe para perto de mim

Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera, a vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir

Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir




Rafaela Valverde

terça-feira, 25 de abril de 2017

Texto que minha amiga Fernanda fez para mim ♥

Recebi esse maravilhoso texto da minha amiga Fernanda no domingo, meu aniversário. Eu amei! Me emocionei demais com essa genial definição de mim. Só quem é muito boa com as palavras e me conhece bem demais é capaz de me descrever tão bem. Obrigada, miga. Te amo, também, amei a homenagem.
A referida foto é essa abaixo:





Você pra mim é como uma rosa. Flor que sabe ser aroma e espinho. Amor e dor. Pode perfumar e também perfurar. Pode estar tanto no início quanto no fim. Pode vir em variações dependendo de quem observar. As vezes num vermelho intenso e esplêndido, outras num branco poético e de paz. Pode refletir o romantismo dos que te querem como presente ou a brutalidade de quem tenta do seu jardim te arrancar. 
Escrevo isso na tentativa de eternizar-te em mim como és na sua mais pura essência: Flor! 
Gosto muito dessa foto e mais ainda de você. E enquanto pudermos e quisermos, serei apreciadora da tua beleza e felicidade. Feliz vida, flor da minha!♥♥





Rafaela Valverde

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Recife - Erel 2017


Estive esse mês pela primeira vez em Recife Pernambuco. Fui ao Erel - Encontro Regional dos Estudantes de Letras. Fui apresentar pela primeira vez meu trabalho de pesquisa. Tivemos alguns perrengues, eu e meus amigos, em relação ao acampamento e à organização do evento realizado pela UFPE, mas fora isso amamos Recife.

Eu pelo menos gostei bastante. Visitamos Olinda e Porto de Galinhas que são municípios próximos da capital. Essa foto acima é de Recife antiga, Marco Zero. Primeiro lugar que fui. Além de atividades acadêmicas na universidade, turistamos bastante na cidade e região. Tenho que dizer que sempre rola alguma comparação e eu senti inveja de Recife por dois motivos principais, claro que foram só cinco dias que estive lá, então minha análise é superficial. Então, os pontos que tive inveja da cidade foi que Recife conserva seus prédios históricos e consequentemente sua história. Pode ter problemas do tipo mas meus olhos encantados de turista viu poucos prédios mal conservados e nenhum em ruínas e perto de cair.

Como eu disse, pode ser que meus olhos tenham se enganado, mas foi essa a impressão que tive. A segunda inveja de Recife é relacionada à limpeza urbana. Sinceramente, alguém dizer que Salvador é uma cidade limpa deve ser cego. Soteropolitanos são muito mal educados e em a cada canteiro, bueiro e canto da nossa cidade é possível encontrar alguma embalagem de picolé ou garrafa de água. É só sair olhando atentamente os cantos da cidade, que vê fácil, fácil a sujeira de Salvador.

Eu observei os cantos de Recife também. Pouco, pelos poucos dias que passei lá, não é suficiente, mas ainda assim, notei que os cantos entre a rua e meio fio não têm garrafas de água, nem palitos de picolé como aqui na minha amada cidade. Perto da UFPE tem várias barracas de lanches e ponto de ônibus, por ali dá até para ver talvez um papel de bala ou outro que o vento leva, mas é diferente da sujeira que parece que brota do solo de Salvador. Enfim, eu acho que é mais uma questão de educação mesmo, já que o cidadão soteropolitano atira quantidades enormes de lixo pelas janelas dos ônibus e carros. É isso, é só minha impressão sobre alguns fatos que observei na cidade. E fora que Recife já tem BRT que é um tipo de ônibus mais rápido, com pontos específicos e que dizem que há anos que terá em Salvador também. Enfim, amei Recife, Ipojuca que é onde Porto de Galinhas e Olinda.




Rafaela Valverde

sábado, 18 de fevereiro de 2017

La la land - Cantando Estações


Assisti La la land. O filme dirigido por Damien Chazelle é uma comédia musical romântica com atuações de  Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend, etc., foi lançado em janeiro desse ano. Vou logo soltar o spoiler que o filme é maravilhoso, o melhor musical que eu já vi na vida. Logo, na primeira cena já fiquei empolgada. E sabia que havia ali um potencial. Ainda é dividido em estações, por isso  La la land - Cantando Estações.

O pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz Mia (Emma Stone). Eles estão tentando a sorte: ele recomeçando com o jazz e ela realizando testes para atuar em filmes. Sebastian tem o sonho de abrir um clube de jazz em Los Angeles e assim seguem tentando a sorte. Um belo dia se descobrem apaixonados e resolvem ficar juntos.E assim vão tentando permanecer juntos enquanto lutam para realizar seus sonhos de carreira.

Eu não vou contar mais sobre o enredo. O filme é lindo, mas não é a beleza somente na história que está sendo contada e sim na maneira que está sendo contada. A história poderia ser narrada de várias outras formas, mas a que foi escolhida com certeza foi a melhor e mais inovadora. Os diálogos são bem articulados com as músicas e eu gostei bastante. Não vou ficar aqui falando mais nada não. Ainda está em cartaz e provavelmente deve ficar até depois do Oscar. E deve levar algumas estatuetas sim. Saí do cinema com lágrimas nos olhos e extasiada. Recomendo!




Rafaela Valverde

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Filme Bravura Indômita


O filme Bravura Indômita de 2010 é mais uma bela obra dos irmãos Ethan Coen e Joel Coen. É um filme americano de Faroeste estrelado por Jeff Bridges, Hailee Steinfeld, Josh Brolin e Matt Damon. O filme traz a história de Mattie (Hailee Steinfeld) que com 14 anos resolve vingar a morte do pai que havia sido assassinado em uma briga num saloom.

Ela contrata um homem para matar o assassino do seu pai. Depois de recusar a oferta, Reuben J. Cogburn, o assassino acaba aceitando. Mattie exige acompanhá-lo. Vão os três, já que La Boeuf (Matt Damon) também está atrás do assassino. Vão em busca dele em terras indígenas. O que se passa daí em diante é uma aventura que a menina jamais sonhara em participar.

As atuações são firmes, com bons diálogos e com aquele clima de Velho Oeste já familiar a quem já acompanha o trabalho dos irmãos Coen. Eu particularmente gosto bastante desse tipo de filme e esse eu gosto de ver a atuação de Hailee e o tamanho da coragem da sua personagem, uma menina de tão pouca idade demonstrando tanta força diante das adversidades da via.

É um filme bastante poético apesar da dureza dos cenários, dos diálogos rápidos e agressivos e dos tiros. Eu já tinha assistido na época em que foi lançado, acho que em 2011 e lembro que na época houve muita falação sobre esse filme, em relação à indicações do Oscar etc. Quem gostar do gênero Faroeste pesado e tenso, com personagens sedentos por vingança e dinheiro pode assistir. Agora, quem não gostar desse tipo de filme pode achar chato. Mas para mim é um excelente filme.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Crônica do tráfego livre que é a vida


Anteontem estava caminhando distraída quando de repente me dei conta da fila de carros que estavam estacionados ali na minha rua. Notei que ao longo do tempo essa fila aumentara. Todo dia está mais entulhado isso aqui. E há de intrigar saber que todos esses carros parados aqui vieram das ruas da cidade, muitas vezes nos mesmos horários, causando muitos engarrafamentos e transtornos. Esbarrei em um daqueles espelhos retrovisores e soltei um palavrão. Continuei meu trajeto, tinha que almoçar com um amigo que não via há uns meses.

Almoçamos e conversamos sobre diversos assuntos, inclusive sobre os carros, sobre os engarrafamentos, quais seriam as soluções e o porquê de as pessoas terem carros. Muitos carros ocupam as grandes cidades atualmente. Meu amigo que era tão polêmico quanto eu, disse que todo mundo tinha direito de progredir e ter seus carros, etc. Eu achei aquele pensamento meio limitado, mas nada comentei, fiquei ali parada comendo minha massa.

O restaurante já estava vazio aquela hora, já eram quase quinze horas e nosso almoço tinha se estendido além do que eu havia imaginado e eu estava um pouco alta com tanto vinho branco. Meu amigo não bebeu, tinha que dirigir. Engraçado como a vida de algumas pessoas giram em torno de um carro e dessa cultura da direção. Eu não. Ia era de metrô mesmo, eu preferia ser feliz e tomar meu vinho, do que me limitar com questões tão estúpidas como essa. A glória da vida está nos pequenos momentos de prazer.

Após um tempo saímos e fomos até o estacionamento do restaurante, meu amigo me daria uma carona até a estação do metrô. Entramos no carro e ele arrancou dirigindo por uma pequena ruazinha ao lado do restaurante. Mas essa fluidez não durou muito. Logo desembocamos em uma das avenidas principais da cidade e o trânsito estava praticamente parado. Meu amigo logo fez aquela cara de resignação que eu detesto e largou o volante.

Olhei para ele sem acreditar, respirei fundo umas três vezes, soltei o cinto de segurança, abri a porta e simplesmente saí do carro. Falando um: "valeu mesmo, mas vou de metrô, cara!" através da janela. Eu não tenho paciência com isso, eu não sei lidar com essa perda de tempo no trânsito e eu não gosto de me sentir impotente e presa.

Atravessei entre os carros, fui para o outro lado da rua e passei a andar no sentido contrário em direção à estação do metrô. Comecei a pensar no tamanho da ironia que era aquilo tudo, já que eu pensei nos carros e conversamos sobre carros. Ele defendeu essa vida movida a gasolina e eu defendi o direito de usar minhas pernas para andar e os transportes coletivos que existem na cidade. Por que ser livre não é ter carro, ser livre é ir para onde eu quiser a hora que eu quiser, sem nenhum engarrafamento no meio do caminho.




Rafaela Valverde

domingo, 11 de dezembro de 2016

Filme Preciosa - Uma história de esperança

Assisti o filme Preciosa - Uma história de esperança de 2009. Desde o ano passado já haviam me indicado esse filme, mas só agora pude assistir. O filme  dirigido por Lee Daniels é estrelado por  Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Paula Patton e ainda tem Mariah Carey no elenco.

A história de Preciosa se passa em 1987, no bairro do Harlem, em Nova York e Claireece "Preciosa" Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente 16 anos que vive condições precárias, sendo estuprada pelo pai e espancada pela mãe. Preciosa já tinha uma filha, chamada de "Mongo" por ter Síndrome de Down, fruto dos abusos sexuais aos quais é submetida. E agora espera um outro bebê.

Um dia, recebe a orientação de ir para uma escola diferente, uma escola "onde um aprende com o outro" e nessa escola  encontra amigas verdadeiras e é durante esse período que tem seu segundo filho. A história de Preciosa é forte. Ela sofria bullying na escola anterior, é preta e gorda, além de todo o sofrimento que passa em casa.

A mãe depende dela para continuar ganhando dinheiro sem trabalhar, os abusos sexuais do pai continuam e todos os problemas que decorrem disso também. Até que um dia Preciosa recebe uma notícia que vai mudar sua vida para sempre.



Rafaela Valverde 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Intimidade


Relacionamento bom é aquele que tem intimidade. E aqui não falo apenas sobre relacionamentos amorosos e nem sobre intimidade artificial. Falo sobre todo e qualquer tipo de relacionamento.  E falo sobre aquela intimidade que é tão, mas tão forte que só de olhar para o outro já se sabe o que ele está pensando.

Intimidade é uma coisa difícil de ser conquistada, especialmente hoje, nesses tempos de relacionamentos efêmeros. Não é de um dia para o outro que se se consegue intimidade. Dois amigos que são íntimos quase não se chamam pelo nome. Geralmente se chamam por palavras que seriam xingamentos para as outras pessoas ou ainda nomes engraçados. Eu chamo minha amiga Fernanda de viada, jumenta, etc. E a gente fica numa boa, a gente se entende, ninguém se desentende por isso. Ela também me xinga de idiota e outros nomes lindos... E é uma relação de amizade que sinceramente eu não nunca tive.

Um casal que tem intimidade solta pum na frente do outro sim. Não têm reservas, nem constrangimento. Eles até riem dos puns. Não precisam pedir desculpas ao soltar pum ou arrotar. Essas são coisas que todos, TODOS os seres humanos fazem e por estamos muito próximos daquela pessoa, por sermos tão íntimos porque não fazer perto dela? Eu acho isso uma puta besteira. Alguns homens acham que mulher não peidam nem arrotam. Más notícias para vocês queridos!

Tomar banho junto, para casais, compartilhar banheiro, comentar e rir sobre puns são sinais de grande intimidade. E é disso que se trata um bom relacionamento, na minha opinião, é assim que se constrói um relacionamento daqueles que realmente valem a pena. Relacionamento bom é relacionamento com intimidade. Intimidade não se conquista de um dia para o outro, ela é construída ao longo do tempo e é preciso querer construí -la. Intimidade se constrói com amor.




Rafaela Valverde
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