quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Filme O sorriso de Monalisa

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Vi novamente no último final de semana o filme O sorriso de Monalisa. Eu não lembrava muito desse filme, pois já o tinha visto há algum tempo. Vi novamente por que chegou recentemente na Netflix e por que é sim um bom filme e ainda por cima Julia Roberts é a protagonista, a dona do sorriso. E como vocês todos sabem, eu sou fã desta atriz incrível.

Então, o filme é americano, lançado em 2003 e tem no elenco outras atrizes famosas como Kirsten Dunst .... (Betty Warren); Julia Stiles (Joan Brandwyn); Maggie Gyllenhaal (Giselle Levy) Ginnifer Goodwin ( Connie Baker). O filme é narrado nos anos cinquenta, década em que poucas mulheres tinham acesso à educação. Poucas mulheres tinha acesso à alguma coisa. Elas eram criadas para o casamento. E só isso importava. Mas, Katherine Watson, personagem de Julia chega na Universidade de Berkeley, na Califórnia, para tentar mostrar que elas podem mais.

A universidade e suas alunas faziam parte das famílias mais tradicionalistas da região. E mesmo sendo mulheres brilhantes, elas preferiam cuidar da casa e do marido. Katherine se sente incomodada com essa ideia, assim que chega a universidade e é hostilizada. Seus métodos modernos, sua solteirice e alto conhecimento de história da arte fazem com que ela não seja bem aceita pelas alunas, pelos pais e pela direção da instituição, que dá a entender quase o tempo todo que a contratou por falta de opção. É possível inferir que a preferência deles teria sido por alguém mais tradicional.

O filme faz várias alusões à arte, mas para mim seu tema principal é a situação feminina durante aquele período. Como as mulheres eram criadas para serem subservientes a seus futuros maridos. A que fugiam disso e buscavam outros rumos para as suas vidas, eram completamente rechaçadas pela sociedade. O movimento feminista, naquela época, nos Estados Unidos, estava com a roupagem da mulher dona de casa, aquela que queria ter a opção de cuidar da casa. Acredito que esse momento tenha representado um retrocesso na luta das mulheres, logo após um grande avanço do movimento feminista.

Grandes reflexões são imputadas. Na verdade, para mim surgiram essas questões. Como por exemplo, o conceito de arte e quem determina o que é arte; houve ainda minha reflexão sobre a autonomia feminina: a de querer realmente cuidar da família sem ser recriminada, o que vem sendo bem difícil ultimamente. Enfim, esse texto é mais sobre as reflexões e impressões que o filme causou em mim. Gosto de filmes assim, que por mais que seja assistido ainda continua inédito.



Rafaela Valverde



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