terça-feira, 7 de março de 2017

Quanto menos sabem, mais falam!


Existem muitas pessoas vazias. A maioria das pessoas não têm nada a oferecer. Só tiram, só sugam. Então, quando a gente é cheia, transbordante, e diferente passa a ser tratada com desdém e indiferença. Digo isso porque passo por isso constantemente. Portanto quem vai desdenhar hoje sou eu.

Gosto de pessoas interessantes. Gosto de conteúdo. Gosto de quem sabe vários assuntos e sabe falar sobre eles. Gosto de pessoas completas, como eu.  Há pessoas, homens e mulheres, que buscam em outras pessoas somente o que eles mesmo podem oferecer: nada. Ou apenas uma aparência vazia, só preenchida com beleza física e olhe lá. 

Essas pessoas não apreciam pessoas e sim aparência; não apreciam a letra, apenas a música; não apreciam a poesia, apenas a prosa barata e ordinária. Algumas mulheres que eu conheço, por exemplo, não se importam se os caras que estão ao lado dela, ou que elas estão querendo "pegar" têm caráter ou conteúdo, não se importam se eles prestam ou não. Contato que sejam gostosinhos, malhados, com barbinhas bem feitas... De preferência devem ter carro e pau grande, mesmo que não saibam usar.

Eu observo muito as pessoas e escuto mulheres valorizando muito tamanho de pau em detrimento de cérebro, conteúdo, bom papo, etc... Poucas pessoas conseguem valorizar gente complexa, que assiste filme de verdade, que  ouve músicas não somente para dançar  e que bate papo sobre política, social, literatura e outros assuntos considerados cabeça.

As pessoas gostam de coisas rasas, porque é mais fácil. É muito mais difícil estudar, ler e ter conteúdo. É muito mais fácil falar de BBB ou se algum novo casal famoso se separou ou vai casar. Ouvir Marília Mendonça num bar, se divertindo dançando é muito mais fácil que ouvir Crioulo e outros raps de protesto, por exemplo. 

É muito mais fácil ser ignorante, não ler nada, não reclamar de nada, ter conversas fúteis. Dá menos trabalho trabalhar o dia todo, a semana toda, sem questionar, pegar engarrafamento e demorar horas para chegar em casa. Tem nada não, no final de semana tem cervejinha e paredão e uma vez ao ano tem carnaval. 

Bem, é esse o meu pequeno desabafo . Eu não estou mais sabendo lidar com esse tipo de gente vazia, que só quer luxo, carro, shows de banda sertaneja e só sabe falar abobrinha. E o pior é que quanto menos sabem, mais falam. Socorro!



Rafaela Valverde
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