terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Estrela da manhã - Mário de Andrade


Eu queria a estrela da manhã
Onde está a estrela da manhã?
Meus amigos meus inimigos
Procurem a estrela da manhã

 Ela desapareceu ia nua
Desapareceu com quem?
Procurem por toda à parte

Digam que sou um homem sem orgulho
Um homem que aceita tudo
Que me importa?
Eu quero a estrela da manhã

Três dias e três noite
Fui assassino e suicida
Ladrão, pulha, falsário

Virgem mal-sexuada
Atribuladora dos aflitos
Girafa de duas cabeças
Pecai por todos pecai com todos

Pecai com malandros
Pecai com sargentos
Pecai com fuzileiros navais
Pecai de todas as maneiras
Com os gregos e com os troianos
Com o padre e o sacristão
Com o leproso de Pouso Alto
Depois comigo

Te esperarei com mafuás novenas cavalhadas
      [comerei terra e direi coisas de uma ternura tão simples
Que tu desfalecerás

Procurem por toda à parte
Pura ou degradada até a última baixeza
Eu quero a estrela da manhã.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Calor e volúpia


A pegação já havia começado no carro. Estávamos numa noite quente de janeiro, essa cidade definitivamente é um inferno. Dá vontade de tirar roupa o tempo todo, e é claro. se eu tiver oportunidade eu não vou me negar a tirar. Sentia que o carro estava quente, mesmo com o ar- condicionado ligado. é que a nossa quentura era maior que qualquer ar artificial de um carro semi -novo.

Minha calcinha estava no tornozelo, a saia na cintura. Eu não sabia onde estávamos, sei que era noite e a rua estava deserta,  Corríamos riscos de assaltos, de sequestro, de várias coisas. Mas nem sei se pensamos nisso. Estávamos ali, nos pegando.

O beijo tinha um gosto bom e eu nem lembrava seu nome. Só tínhamos nos visto duas vezes na balada. Eu precisava dar um jeito de perguntar... Nesse momento eu parei de pensar, não sei como, ele levantou minha perna e começou a me chupar de maneira voraz. Meu pé batia no teto do carro e eu nem lembro mais que sapato estava usando. Geralmente era muito apegada aos meus sapatos, mas naquele dia eu não quis saber.

Gozei em sua boca. Senti meu líquido de prazer escorrendo pela sua boca e ouvi um "vamos subir?" Surpreendentemente rápido levantei a calcinha e baixei a saia. Saí do carro e ele me pegou pela mão. Fomos de escada, era no primeiro andar.

Tive uma grande surpresa quando entrei no seu apartamento. Era arrumado, bem decorado e cheiroso. Ultimamente eu só havia entrado em muquifos bagunçados, não sei como alguns homens não têm vergonha de levar mulheres a suas casas podres... Enfim, a casa desse boy era bem bonitinha, limpinha. Isso aumentou ainda mais o meu tesão.

Tirei a blusa e o joguei sentado no sofá. Queria me esfregar muito naquele "tanque-não tão tanque-assim". E assim a pegação continuou e ele continuou de onde havia parado, a boca na minha buceta. Aquilo estava pegando fogo! Eu que ainda não havia visto ele nu me adiantei e tirei suas calças, retribuindo bem de leve a chupada. Primeiro de leve, depois mais forte e firme. Usei um dos meus truques e ele ficou enlouquecido. Me puxou para cima, enfiando os dedos nas minhas pernas e lambendo. Eu adorava quando faziam isso.

Depois de sentir meu gosto mais uma vez ele me colocou sentada no colo dele. E assim encaixamos perfeitamente bem. E dançamos. Parecia que havíamos ensaiado os passos de dança, uma dança sincronizada e quente. Sensual e gostosa. Gozei e gemi alto. Meus gritos ecoaram pelo apartamento limpo dele. E eu sabia, antes mesmo de terminar, que eu queria mais. Depois que ele saiu de dentro de mim ordenei: "liga o ar condicionado!" Sim, essa cidade é realmente muito quente.



Rafaela Valverde

sábado, 28 de janeiro de 2017

Minha paixão por música e o Kid Abelha Acústico MTV


Obviamente não sou crítica musical, mas escuto música, mas escuto mesmo. Minha vida toda. Mais de vinte anos que escuto muita música. Minha mãe ouvia de Bee Gees a Luis Caldas. Ela ouvia também muitos hits pop nacionais e internacionais dos anos 80, como a jovem mãe que era. Sempre fui muito apaixonada por música. Virei fá de Marisa Monte aos 11 anos depois de ouvir Amor I Love You senti que eu tinha que saber mais daquela mulher tão afinada. E descobri. Acompanho Marisa até hoje.

Mas há muitos outros artistas que eu acompanho desde a pré adolescência, um deles é a banda Kid Abelha. Estou ouvindo o disco acústico MTV exatamente agora. Esse disco foi gravado em 2002. Eu tinha treze anos. E ele para mim é muito especial. Marcou minha adolescência. O Acústico MTV do Kid Abelha é uma compilação básica dos maiores sucessos do Kid. E nesse momento em que foi lançado, eles voltam à vida da gente e as rádios com Nada Sei. Esse hit estourou na época.

Eu escutava uma vizinha ouvindo e viva pedindo a minha mãe para comprar porque eu queria conhecer mais a banda. Minha mãe um belo dia chegou com uma cópia pirata - não julguem minha mãe, era 2002, vocês sabem quanto custava cds naquela época? - além disso, não tínhamos tanto dinheiro. Até hoje não temos, hahaha. Mas, enfim. Vou contar a história desse disco.

Como eu já havia dito, minha mãe me trouxe esse disco um dia e eu fiquei enlouquecida. Mas depois de um tempo o cd se acabou, arranhou, sei lá, nem lembro direito. Só sei que se perdeu e eu não pude mais ouvi-lo. Mas uns anos depois eu consegui comprar o original, naqueles balaios das Lojas Americanas, baratinho. Comprei com meu salário do Mc Donald's no ano de 2006. Lembro bastante desse dia que tem exatamente onze anos e eu era uma menina tão inocente, cheia de sonhos. Lembro que fiquei muito feliz nesse dia e tenho meu Cd até hoje. Quando peguei para escutar, vi a data e tive a ideia de compartilhar essa história com vocês. É isso. Música é demais. Música é poesia!


Rafaela Valverde


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O sol não gosta dessa gente

.

O sol entra na minha casa pela porta da frente
Ilumina, clareia, esquenta e deixa a vida ardente
E você não tenha inveja  disso não
Eu peço pr'ele entrar na sua casa, com muita afeição:
Sol, meu querido sol
Entre na casa dela, seque seu lençol
Mas o sol não quis
Lá não tem gente feliz!
Ele enfaticamente anunciou
Essa gente já me cansou
Disse mais
Que vocês não mereciam
Seu cartaz
Disse o sol
Ele cansou de brilhar inutilmente
Pra quem não é capaz de aproveitá-lo
Levam vidas  amarguradas
E acham que o sol é quem vai resolver
Ah me desculpem, mas o sol entra pela minha porta
Pela porta daqui de casa
Se não entra na de vocês
Eu nada posso fazer!



Rafaela Valverde

Filme A Busca


Assisti novamente o filme brasileiro A busca do ano de 2013. O filme é dirigido por Luciano Moura e tem no elenco Wagner Moura, Mariana Lima, Lima Duarte, entre outros. Pode ser  caracterizado como Aventura ou Drama. É um filme bem brasileiro, pelo menos foi o que eu achei. É claro que a atuação de Wagner Moura dispensa comentários e eu adoro Mariana Lima.

O filme traz a história de Theo Gadelha (Wagner Moura) e Branca (Mariana Lima), um casal de médicos que está se divorciando e que tem um filho adolescente de 14 anos , Pedro (Brás Antunes) que desaparece deixando os pais bem preocupados. Assim, Theo sai em busca do menino, percorre várias cidades, conhece várias pessoas e passa por alguns perrengues para tentar achar o menino.

É uma boa trama, porque prende. Dá curiosidade de saber o que houve com o menino que ao que se sabe está andando num cavalo preto por aí. Theo passa inclusive por um grupo de jovens que estão acampando e nesse momento eu senti que ele passa a conhecer melhor seu filho, conhecendo outros jovens quase da idade dele.

É um filme que fala de família. A família que se separa, o pai que não vê o filho há anos. O filho que foge de casa para poder reunir os dois... É um lindo e reflexivo filme. É um típico filme brasileiro, daqueles que colocam a gente para pensar mesmo. Assistam. Valorizem o cinema nacional.



Rafaela Valverde


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Hino Nacional - Carlos Drummond de Andrade

Precisamos descobrir o Brasil!
Escondido atrás das florestas,
com a água dos rios no meio,
o Brasil está dormindo, coitado.
Precisamos colonizar o Brasil.

O que faremos importando francesas
muito louras, de pele macia,
alemãs gordas, russas nostálgicas para
garçonnettes dos restaurantes noturnos.
E virão sírias fidelíssimas.
Não convém desprezar as japonesas.

Precisamos educar o Brasil.
Compraremos professores e livros,
assimilaremos finas culturas,
abriremos dancings e subvencionaremos as elites.

Cada brasileiro terá sua casa
com fogão e aquecedor elétricos, piscina,
salão para conferências científicas.
E cuidaremos do Estado Técnico.

Precisamos louvar o Brasil.
Não é só um país sem igual.
Nossas revoluções são bem maiores
do que quaisquer outras; nossos erros também.
E nossas virtudes? A terra das sublimes paixões…
os Amazonas inenarráveis… os incríveis João-Pessoas…

Precisamos adorar o Brasil.
Se bem que seja difícil caber tanto oceano e tanta solidão
no pobre coração já cheio de compromissos…
se bem que seja difícil compreender o que querem esses homens,
por que motivo eles se ajuntaram e qual a razão de seus sofrimentos.

Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!
Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,
ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.
O Brasil não nos quer! Está farto de nós!
Nosso Brasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.
Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros?

Carlos Drummond de Andrade


Rafaela Valverde

Filme Shame


Vi no final de semana o filme Shame. É um filme que sinceramente eu nunca tinha ouvido falar, mas ouvi uma indicação de alguém no Facebook e decidi vê-lo. O filme é de 2011 e conta com a participação de  Michael Fassbender, Carey Mulligan, James Badge, entre outros. Um drama do Reino Unido dirigido por  Steve McQueen tem muitas cenas intensas, não necessariamente do ponto de vista sexual, mas do ponto de vista do cinema mesmo.

Algumas cenas falam por si próprias. Em determinados momentos o filme fica paradão, parecendo filmes brasileiros que também têm essa característica de câmera parada, cheguei a olhar para a tela para ver se a internet tinha parado ou se eu tinha pausado sem querer. Mas não, eram apenas momentos de reflexão do filme, ou que exigiam mais atenção.

O personagem principal Brandon, vivido por Fassbender, sofre de compulsão sexual. O que para as outras pessoas é saudável, para ele é no mínimo constrangedor. O filme inicia com voltas de Brandon pela casa, seu nu frontal não tem nada de sensual, ao contrário, pode chegar até a ser sombria, tensa. O filme é todo marcado por cenas de alívio e não prazer. É o que o sexo traz para Brandon. Pelo menos momentaneamente. Porque logo se faz necessário procurar mais objetos para satisfazer aquele desejo. 

Ele vive em função do sexo. Seu computador do trabalho, o de casa, suas estantes, toda a sua vida é tomada pelo sexo, pela pornografia. As cenas de sexo não excitam o telespectador, quase dá angustia ao ver algumas cenas. Talvez pelo personagem ser tão bem construído pelo seu interprete. É perceptível o incômodo de Brandon ao se aliviar com prostitutas ou desconhecidas no meio da rua.

Sua irmã, inconvenientemente vai morar em sua casa e passa a prescrutar seus segredos que praticamente vão até ela. É uma relação conturbada, mais uma de Brandon. Ele vive uma vida inquietante, me deu muita agonia assistindo esse filme.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Ativador de cachos Salon Line e Máscara de Hidratação Profunda da Niely

Já tem um tempo que comprei esses produtos, mas a vida está corrida demais. Muitas coisas da faculdade para fazer e com esse calor aqui em Salvador e eu acordando às cinco da manhã, só tenho vontade de dormir. Mas hoje  vim postar produtos capilares bons e baratos para vocês. Vamos lá! O primeiro de hoje é o ativador de cachos intensos da Salon Line. Esse aí ó:



É um creme sem enxágue e promete hidratação intensa. SOS Umidificador: sem frizz, uso diário, filtro UV, reduz o volume. Essas são as promessas do creme e ele até que cumpre bem, a parte do volume até demais, meu cabelo fica meio lambido demais para o meu gosto e o frizz também não senti diminuição, mas como frizz é algo que não me incomoda muito, eu não ligo.

Ele tem  cera de abelha  e óleo de coco, o que traz hidratação e nutrição para os fios. E ele é bem oleoso, mas não fica pesado no cabelo, para mim a melhor parte. Tem um cheiro bem gostosinho, sim porque sou das que compram creme e qualquer coisa para meu cabelo pelo cheiro. O creme ativador de cachos promete ainda "cachinhos definidos" além de brilho e hidratação. Ele é grande, tem 500 ml e custou 16,99 o que é muito bom, pois dura bastante.

Não sei se comprei o creme certo para o meu cabelo, que me parece ser entre 3b e 3c e ele é mais indicado para cabelos crespissísmos e crespos, mais para os tipos a partir do 4. Mas ainda assim estou usando, claro porque não posso jogar fora, e estou gostando. Confesso que no início não gostei muito não. Não definiu como eu gosto e os days aftesr não foram bons. Ainda não tenho muitos bons days afters, porque desmantela rápido os cachos, mas a definição está boa, a hidratação e o brilho também muito bons. No geral, é um bom creme ativador de cachos. Sabendo usar, ele forma os cachos bem definidinhos mesmo. Gostei!

O outro produto, que comprei no mesmo dia que esse creme, é a máscara hidratante da Niely para cachos. Essa aí: 


A máscara hidratante da Niely promete um resultado imediato. Além de hidratação profunda para os cachos. Tem óleo de karité e Max Queratina, que é um exclusivo complexo de tratamento com aminoácidos que promovem sedosidade e resistência aos fios. O óleo de karité promove nutrição aos fios com resultado profissional. Tratamento intensivo, brilho, sedosidade e controle de volume.

Eu adorei essa máscara. Desde o início que usei já notei uma hidratação profunda. Já usei no banho como hidratação rápida e já usei como banho de creme, com um plástico na cabeça. As duas formas são boas de usar. No banho, mesmo rapidinho hidrata bastante. O cabelo fica mais definido, macio, com brilho. Realmente hidrata mesmo. Gostei. Eu não lembro exatamente quanto custou, mas acho que foi 19,99, realmente não tenho certeza, mas é nessa faixa. Espero que  esses produtos continuem bom assim. Gostei mais da máscara que do creme de pentear. Amei!



Rafaela Valverde



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O último encontro



Eu não costumava usar batom, nem colocar vestido, mas lembro bem que nesse dia pintei a boca de vermelho e coloquei um vestido azul estampado. O vestido que ele mais gostava porque dizia que me deixava mais feminina. Eu só me enfeitava daquele jeito boçal quando ia encontrá-lo. Acho tão ridículo isso de mulher ter que se emperequetar toda, enquanto homem mal faz a barba e passa perfume.

Naquele dia tudo estava diferente, o céu estava límpido, com um azul iluminado; os pássaros voavam alegremente. Tudo estava alegre. Se eu soubesse o que viria dali em diante, eu teria aproveitado mais aquele dia com ele.  Se eu soubesse que seria nosso último encontro, eu teria rido mais das piadas dele, mesmo sendo sem graça. Se eu soubesse que esse era nosso último encontro, teria beijado-lhe o pescoço como ele tanto gostava e se arrepiava.

Aquele fatídico dia me deixa nostálgica até hoje. Não sei porquê alguém não fica com outro alguém que ama. Ainda não entendo, cinco anos depois, como a vida pode ser tão injusta.

Lembro que tomamos vinho branco até eu altear de leve, comemos algum peixe chique e uma sobremesa maravilhosa. Sei também que ele devia ter economizado uma boa grana para pagar aquele jantar. Foi tudo tão gostoso, o clima do restaurante era mágico e estávamos em uma mesa à meia luz. Volta e meia ele pegava minha mão, me olhava com tanta ternura que eu só podia retribuir. Foi um encontro quase surreal. Por que eu não desconfiei que estava bom demais para ser verdade? Por que não passou pela minha cabeça que seria nosso último jantar?

Ele estava muito bonito naquela noite. O cabelo estava com aquele jeito almofadinha que eu não curtia muito, mas a roupa estava bonita, apesar de despretensiosa demais, se tratando dele. Provavelmente não quis parecer muito exibido. Ele adorava se arrumar, sempre vestia roubas bonitas e caras.

Seus olhos brilhavam e eu sorria o tempo todo. No final do jantar fomos para o meu apartamento. Era sempre lá. A casa dele tinha gente demais: mãe, irmãos, sobrinhos...

Estar em seus braços mais uma vez foi especial. Quem dera meu Deus se eu soubesse que seria a derradeira noite a sentir seu cheiro! Mas ainda o guardo em minha memória. Sempre vou guardar seu cheiro, sua voz...

Dois dias depois recebi a notícia que mudou a minha vida e tirou a maioria dos meus sorrisos. Ele havia sido atropelado, um acidente estúpido e rápido, que o tirou de mim. Se por um momento eu tivesse tido um lapso e soubesse que aquele dia seria o último que iria vê-lo, eu o teria amado mais, teria aproveitado mais sua presença, teria olhado mais para ele. Teria demonstrado mais o que sentia. Eu nunca falei que o amava. Que infelicidade, que desgosto! O que fica hoje é saudade, dor e um profundo arrependimento de não ter demonstrado o meu amor.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Filme Bravura Indômita


O filme Bravura Indômita de 2010 é mais uma bela obra dos irmãos Ethan Coen e Joel Coen. É um filme americano de Faroeste estrelado por Jeff Bridges, Hailee Steinfeld, Josh Brolin e Matt Damon. O filme traz a história de Mattie (Hailee Steinfeld) que com 14 anos resolve vingar a morte do pai que havia sido assassinado em uma briga num saloom.

Ela contrata um homem para matar o assassino do seu pai. Depois de recusar a oferta, Reuben J. Cogburn, o assassino acaba aceitando. Mattie exige acompanhá-lo. Vão os três, já que La Boeuf (Matt Damon) também está atrás do assassino. Vão em busca dele em terras indígenas. O que se passa daí em diante é uma aventura que a menina jamais sonhara em participar.

As atuações são firmes, com bons diálogos e com aquele clima de Velho Oeste já familiar a quem já acompanha o trabalho dos irmãos Coen. Eu particularmente gosto bastante desse tipo de filme e esse eu gosto de ver a atuação de Hailee e o tamanho da coragem da sua personagem, uma menina de tão pouca idade demonstrando tanta força diante das adversidades da via.

É um filme bastante poético apesar da dureza dos cenários, dos diálogos rápidos e agressivos e dos tiros. Eu já tinha assistido na época em que foi lançado, acho que em 2011 e lembro que na época houve muita falação sobre esse filme, em relação à indicações do Oscar etc. Quem gostar do gênero Faroeste pesado e tenso, com personagens sedentos por vingança e dinheiro pode assistir. Agora, quem não gostar desse tipo de filme pode achar chato. Mas para mim é um excelente filme.



Rafaela Valverde

sábado, 14 de janeiro de 2017

Poema idiota que fiz ontem


Subi na vida
Ganhei dinheiro
Fiquei mais atrevida
Mais braba que um toureiro

Deixei de me importar
Com as outras pessoas
Tive que voltar a falar
E rir de coisas à toa

Fiquei mais velha
Amadureci
Faço o que me dá na telha
Nunca mais esmoreci

Mas já fui diferente
Taurina gaiata
Nem sei meu ascendente
Adoro literatura barata!

Eu adoro muitas coisas
Coisas que me dão prazer
Séries, livros, comidas e louças
Ah, como adoro ler!

Sou uma pessoa simples
Que mudou, subiu, se atreveu
Não perdeu sua essência,
Apenas viveu.



Rafaela Valverde


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Série 3%


Terminei de ver a série brasileira 3%. É uma série exclusiva da Netflix com produção e atores brasileiros. Foi lançada no ano passado e a primeira temporada tem 8 episódios. Criada por Cesar Charlone e Pedro Aguilera, a série tem excelentes atores como João Miguel, Bianca Comparato, Michel Gomes.

João Miguel está maravilhoso com sempre. Que ator. Eu nem vou falar dele, vou falar só da série pois João Miguel daria um texto só pra ele. Enfim, 3% é uma série de Drama, Ficção científica, Suspense que foi bastante falada no final do ano passado quando estreou.  Ouvi falarem bem e mal também. Eu gostei bastante, especialmente por ser completamente diferente de tudo que eu já assisti produzido no Brasil. Particularmente, eu curto bastante a dramaturgia e o cinema brasileiros, então para mim foi mais fácil. Apenas não julguei.

Um ambiente futurista é o cenário da série, onde há a separação do mundo em um lugar devastado, o Continente e Maralto, um lugar extremamente moderno e bom de se viver. Todo jovem de vinte anos passa por uma seleção para ir para um bom lugar para "melhorar de vida". Eles passam por duras provas físicas e psicológicas, mas só três por cento desses jovens serão selecionados e poderão sair daquela vida miserável.

A trama que se segue a partir daí é tensa e cheia de suspense. A cada hora você é surpreendido, não se sabe o que vai acontecer no próximo minuto, e  novas histórias sobre os personagens são contadas ao longo dos episódios. Com uma fotografia sóbria e cinza e diálogos bem feitos a série para mim dá conta do recado. Devorei em poucos dias. Recomendo!



Rafaela Valverde

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Que burra, dá zero pra ela!


Eu hoje estou ouvindo Los Hermanos, minha banda preferida. Eu cheguei e decidi que ouviria a sofrência deles, a poesia deles. Eu cheguei da faculdade depois de uma prova desastrosa, da matéria que está me acabando esse semestre: morfologia. Eu pela primeira vez na minha vida universitária chorei fazendo uma prova, no meio de uma prova.

Chorei e não tenho vergonha de falar. Essa situação toda, a universidade e alguns professores é que deviam se envergonhar de fazerem isso com a gente. Porque sei que não sou só eu sofrendo. Não dá para dizer que não me interessei, que faltei aulas, que não fiz os exercícios, que não li os textos, que não estudei. Não. É impossível dizer isso.

Eu fiz tudo isso. Desde que o semestre começou eu só faltei dois dias de aula e mesmo assim um foi no dia 21/12! Eu estudei esses dias como uma louca. Mas não caiu o que eu estudei, da forma que eu estudei. Os exercícios feitos em sala de aula tinham um nível e a prova teve outro nível completamente diferente. Eu fiquei muito frustrada, me achando incapaz, burra. Fiz até um desabafo no Facebook lamentando essa sensação de fracasso que a gente suporta dia após dia na universidade. O problema  está cada vez maior e mais sério e ninguém se importa.

Eu risquei a prova com força, eu não consegui me controlar, eu chorei e eu saí com os olhos inchados. Eu nunca me senti tão burra como me sinto nesse um ano que estou na UFBA. Um ano que se completa hoje inclusive. E assim que eu estou comemorando. Com um gosto amargo na boca, com essa sensação terrível de ser burra, cada vez mais burra. É uma disciplina pesada, com muitos conteúdos, muitos nomezinhos e conceitos confusos, muitas vezes até bem parecidos. É mais um desafio que perco, mas no entanto sei que justamente pela matéria ser assim, um exercício poderia ter sido feito antes para ajudar, mas enfim, não vou ficar culpando ninguém, nem mesmo a mim.



Rafaela Valverde

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Desígnios de Deus


Ontem eu vi o seguinte comentário em uma postagem na internet sobre homossexualidade, não lembro exatamente qual: "não são os desígnios de Deus". Alguém prontamente respondeu que roubar e matar é que não eram os desígnios de Deus e ainda assim as pessoas fazem. O mais engraçado é saber que assassinos e estupradores são acolhidos por diversas religiões. Enquanto gays, só por serem gays são tratados como pecadores, como pessoas erradas, que são julgadas e humilhadas apenas por serem o que são.

Isso quando não são mortos de forma violenta. Simplesmente porque uma sociedade doente não aceita suas orientações. Dá um desgosto ouvir uma pessoa dizer que ser gay é opção sexual. Não. Pelo amor de Deus, ninguém escolhe ser gay, ninguém escolhe viver assim a vida inteira. Ser humilhado, viver escondido e ser agredido a vida toda. Ninguém merece isso. O que não são desígnios de Deus são as coisas absurdas que certas pessoas e instituições fazem aos homossexuais. Especialmente no Brasil que é um dos países que mais mata homossexuais no mundo. Eu já escrevi sobre isso nesse artigo Debates sobre a homofobia. Para quem quiser saber mais.

Mas, voltando ao que algumas pessoas dizem ser desígnios de Deus. Eu não sei o que certas pessoas pensam que são ao falarem em nome de Deus. Uns merdas que aprontaram a vida toda e depois botam a bíblia embaixo do braço e se dizem melhores que os outros. Eu não consigo aceitar certas coisas ditas por essa gente. Gente essa que faz fofoca, intriga, picuinha, pirraça, é porca, preguiçosa e têm todos os defeitos imagináveis. São o que criticam na gente que "é do mundo" e mesmo estando vivendo nesse mundo, usufruindo das coisas boas desse mundo afirmam que "esse mundo não tem nada a oferecer."

São essas pessoas que vomitam merdas desnecessárias na internet e falam que dois homens se beijando (lembrei, era sobre o ator Leonardo Vieira) não é o desígnio de Deus. Quem é que sabe o que essas pessoas fazem nas suas vidas pessoais? Não é desígnio de Deus ficar falando merda e julgando os outros na internet também não, e mesmo assim vocês fazem, seu chatos.



Rafaela Valverde 

sábado, 7 de janeiro de 2017

Do outro lado


Era uma manhã fresca, eu me lembro bem, na cidade onde nasci não temos climas definidos e fica até difícil ter dias frescos, mas aquela manhã estava fresca. Havia chovido durante a madrugada, mas eu só me dei conta de manhã. Lembro que acordei com o toque do telefone, a sala estava escura, por causa das nuvens que encobriam o sol.

Atendi e não era ninguém. Fiquei com o telefone na mão, esperando não sei o quê. Aquela manhã fria se transformaria num dia sombrio, o dia em que a morte veio me buscar. O dia em que eu descobri como era o lado de cá. Quer dizer, mais ou menos, porque eu ainda não sei exatamente como é isso aqui.

Ainda não tive oportunidade de ver tudo. Na verdade eu nem sei ainda se eu posso ver ou andar aqui. Eu nem sei onde estou exatamente, mas espero que não seja no céu. Mas voltando à manhã que fui resgatada pela morte, aquela senhorinha de capuz preto que vocês acham que conhecem por aí. Nessa manhã, senti uma paz que nunca havia sentido na vida, especialmente nos últimos meses,  que eu estive com um tumor no cérebro. Esse tumor se proliferou pelo meu corpo e cá estou eu, no umbral de não sei das quantas.

Eu só tinha 33 anos, a idade de Cristo, que balela! Vocês sabem a porra da idade de Cristo quando morreu? Vocês não sabem nada! Vocês não sabem nem curar um tumor no cérebro. A porra de um tumor no cérebro. Vocês vão saber com quantos anos, Cristo morreu. Me poupe.

Estou aqui me lembrando daquela manhã fria e feia em que morri. E acabo me lembrando de todo o resto da minha vida. Eu passei a adolescência presa em casa, meus pais não me deixavam sair e viver como uma adolescente normal; depois de adulta passei a me acostumar com aquela vida e não queria fazer nada para me divertir. Faculdade, trabalho, casa, um namorico aqui e ali. Nada de mais. Não fiz nada, não tive nada, nenhuma conquista, nenhum amor. Que vida mais vazia! Morri e não valeu a pena ter vivido. E agora de nada adianta ficar aqui me lamentando. 

Só quero mesmo passar essa mensagem para as pessoas que ainda estão na terra. Vivam o mais intensamente que puderem. porque aqui é cinza, gélido e vazio. Aproveitem o calor humano e o calor dos animais também, pois não há isso por aqui. Mas eu estou aqui conformada já, tentando lembrar  a voz da minha mãe. Tchau para vocês.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Dona de casa? Eu?


Fui uma esposa agoniada que queria tudo arrumado limpo e tudo pra já! Eu tinha mania de limpeza, na verdade eu tinha mesmo era mania de controle. Eu queria controlar a organização da casa, eu queria que tudo estivesse do meu jeito. Eu era muito nova, casei com 21 anos e hoje eu vejo minhas atitudes como idiotices. 

Quantas coisas eu deixei de aproveitar para ficar limpando a casa? Quantos filmes eu deixei de assistir com meu ex marido, mesmo ele me pedindo tanto para largar tudo e ir deitar para assistir com ele? Quantos livros e textos da faculdade eu deixei de ler por que queria que tudo estivesse perfeito. 

Eu queria ser uma boa esposa e acho que até fui, mas em muitos momentos eu não achei aquilo divertido. Eu não achava engraçado brincar de casinha naqueles momentos, mas ao mesmo tempo eu não entendia que aquela sensação era causada por mim mesma. Eu era insuportável e sinceramente não sei como ele, meu ex marido me suportou durante quatro longos anos.

Mas hoje tudo mudou. Eu sou uma mulher mais madura, que já passou por muita coisa e que sabe que sofrimento ajuda a crescer. Hoje eu faria muita coisa diferente. Hoje eu sou uma pessoa mais relaxada, que ao mesmo tempo em que faz faxina na casa, está com o celular na mão e performando, fazendo a vassoura de microfone. Eu  aprendi a ser uma pessoa mais leve e o que menos importa para mim hoje é se a pia está limpa.

Pouco me importa se o banheiro não pôde ser lavado hoje. Eu posso lavá-lo amanhã, ou semana que vem. Sei lá, o dia que der. O meu bem estar importa mais do que a  higiene da casa. A casa vai sobreviver mesmo que tenha poeira nos móveis, mas eu posso não sobreviver com uma carga muito alta de estresse... Enfim, eu não sei se vou me casar de novo um dia, mas eu sei que não sou mais a louca do controle. Sei que posso até ser considerada, hoje, preguiçosa e relaxada. Eu não ligo. Eu quero é paz. Eu quero é viver bem comigo mesma e os pratos na pia que fiquem lá até quando eu quiser lavar!




Rafaela Valverde

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Seus braços


Seus braços me envolvem, me protegem
Me aninham, recarregam minhas energias
Braços grandes e fortes
Que meu querer subvertem
Me aninho, me aqueço
E vou vivendo meus dias
Ai meu Deus, que sorte!
Em você desapareço
Não sei de vergonha
Não sei os motivos
A vida fica enfadonha
Se você não está por perto
É uma sensação idiota
Não tenho outro adjetivo
E não sei mais o que é certo
Mas sei que você não faz chacota
Mas era isso que queria dizer
Que em seus braços me acho
Relaxo
E não me importo com mais nada
Em seus braços eu me perco
E tenho cada vez mais certeza que você foi um acerto!




Rafaela Valverde


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Livro A Garota na Teia de Aranha - David Lagergrantz


O último livro que li em 2016 foi A Garota na Teia de Aranha de David Lagergrantz. Ele é a continuação da trilogia Millenium, trilogia sueca cujo o autor, Stieg Larsson, faleceu em 2004. Ele nem viu seus três livros serem lançados e o sucesso que fizeram. Eu adoro essa trilogia  e descobri por acaso quando tinha TV por assinatura, o filme Sueco Os homens que não amavam as mulheres. A partir daí comecei a pesquisar, vi todos os filmes, inclusive o americano e li os três livros.

No ano passado, houve o lançamento desse quarto livro, escrito pelo jornalista e escritor Davi, citado acima. Eu torci a boca para esse livro, pois só o via como um livro mercadológico lançado pela família de Larsson para ganhar dinheiro. Eu ainda acho isso, com a diferença de que agora eu li e devo admitir que é um bom livro. Apesar de meio repetitivo, David conseguiu captar as áureas dos personagens, especialmente os principais: Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

O livro traz uma trama, literalmente. Uma trama, uma teia, como o próprio nome já diz, onde os personagens se ligam de alguma forma. O passado de Lisbeth vem mais uma vez à tona com a revelação de novos detalhes que ainda não eram conhecidos pelos leitores dos livros anteriores.

Agora, a história está fortemente ligada à tecnologia e à matemática. O autismo também tratado, com um pouco de fantasia, eu achei. Há algumas outras coisas que são fantasiosas demais, mas vocês terão que ler para saber. Mas o livro é bom, eu gostei bastante e praticamente o devorei. Recomendo a leitura!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Sai pra lá com sua gordofobia!!


Ouvi no final do ano passado duas frases gordofóbicas que me deixaram pensando em algumas coisas: as pessoas odeiam os gordos, as pessoas odeiam corpos gordos. Corpos gordos incomodam de uma forma tão absurda. Será que é por que comemos e somos felizes? Eu pelo menos sou feliz comendo tudo o que eu quero e sendo gorda.

Hoje tenho 91 quilos e não me privo de nada. Como normalmente, de tudo. Eu adoro comer, como boa taurina que sou. E é assim que vai ser sempre. Amo meu corpo e hoje consigo me aceitar como eu sou. Uso roupas curtas, cropped mostrando as banhas (rsrsrs) e ando até pensando em colocar um piercing no umbigo. Isso é se aceitar, se amar. Amar o corpo que Deus nos deu. 

Demorei mas aprendi a mar meu corpo. Antigamente fazia dietas e me incomodava com algumas roupas que vestia, mas hoje em dia eu decidi que prefiro ser feliz ao invés de ser magra! E se for para comer e engordar, eu não ligo não. Mas voltando às frases que eu ouvi, elas reforçam estereótipos e comprovam a existência da gordofobia. E isso já está bastante entranhado em nossa sociedade.

"Cropped é para gente magra." e "Como uma mulher com um rosto bonito desse fica com esse corpo?" Essa última frase se refere à cantora Marília Mendonça. Eu fico indignada com essas coisas que escuto muitas vezes dentro de minha própria casa. Eu não me ofendo, claro, mas tem gente que pode se ofender ou pior, ficar triste e deprimido. Isso pode destruir a vida de alguém.

Mas as pessoas não se importam com as outras, não respeitam e só julgam. Julgam as outras pessoas a partir da sua própria visão sem se importar e sem deixar o outro viver em paz e feliz. Ou seja, as pessoas são podres. Mas eu já deixei de me importar com o que falam. Projeto para 2017: comer muita pizza, sorvete, chocolate, etc. E me deixem!



Rafaela Valverde

Vem ni mim 2017!

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Eis que o ano maluco de instabilidades chegou ao fim. Teve  muita bagunça no Brasil em 2016. Aliás, o Brasil é o país da bagunça, e como se já não bastasse todos os problemas que temos, em 2016 tivemos instabilidade econômica e política.

O ano passado foi melhor que 2015 para mim, mas ainda foi um ano difícil. Um ano cansativo e com pouco dinheiro. Foram muitas tretas, noites em dormir, assuntos para conversar e textos para ler. Sorrisos, festas e paixão, Paixão pela vida, paixão por mim mesma, paixão por outra pessoa.

Um ano cheio de fatos marcantes, imprevisíveis e com coisas boas também. Um período que não volta mais, um ano findado é um livro todo preenchido. O outro que começa é um livro em branco que podemos escrever tudo de novo. É uma metáfora manjada, mas bem ilustrativa.

Engraçado como o tempo passa e como a gente acha estranho um ano que estava logo ali, mas que já tem quatro anos. Acabei de compartilhar uma foto minha de 2013 e apareceu no Facebook, há quatro anos. Como assim? 2013 foi ontem.

Mas enfim, esse é o tempo. Essa é a nossa vida. Essa é a graça da vida: saber que vamos envelhecer e morrer. Sem isso a vida não teria sentido. Agora é foco total em 2017. Foco total em ser feliz. Em continuar sendo feliz! Tenho mais um ano novinho em folha para sorrir, para viver, para sair, para amar, para ler, etc. 

Eu só tenho o que agradecer pelo ano que passou. Aprendi muito, tive saúde, estudei bastante, fui para outro estado, arranjei um ótimo namorado, entrei num curso de inglês, fiz um curso de preparação de tortas no Senac. Enfim, fiz muitas coisas que tive vontade e esse ano farei muito mais. Eu sou muito grata! Vem ni mim 2017!



Rafaela Valverde
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