terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Eu, contraditória. Eu, eu mesma.


Eu vivo no mundo da lua às vezes, mas também sei ser esperta. Sou humilde mas também sei dar o fora na modéstia de vez em quando. Sou organizadinha, mas às vezes curto meu quarto bagunçado. A minha bagunça fala muito sobre mim. Não gosto de chuva, mas curto um friozinho. Sou sempre sincera, mas às vezes minto.

Sou preguiçosa, mas cumpro minhas obrigações. Umas vezes desapego, em outras grudo. Posso ser ciumenta ou nem ligar. Às vezes diminuo o passo mas sempre estou com pressa. Em alguns momentos sou corajosa, em outros me pelo de medo. Certos momentos me deixam nervosa, outros não.

Posso explodir ou ser calmaria. Posso ver um filme ou ler um livro. Têm dias que me acho feia, e têm dias que supero qualquer miss. Hoje eu simpatizo com alguém, mas se amanhã observar algum comportamento que me desagrade, posso deixar de gostar. Posso ser amiga de quem todo mundo é inimigo e posso ser inimiga das pessoas mais populares.

Sou das que rebolam e vão até o chão, mas também escuto MPB, rock pauleira e rap. Posso ser os extremos, os opostos. Podem até achar que sou inconstante, mas eu sou eu. Eu sou quem sou. Sem vergonha, sem falsidades, sem desencantamentos ou encantamentos desnecessários. Nada em mim é desnecessário. Tudo em mim compõe o que eu sou. 

Eu sou um vulcão, mas também sou um mar calmo. Paro e agito no mesmo instante. Sou voraz, mas também sei esperar. Sou a rainha das incongruências e paradoxos e ao mesmo tempo, paradoxalmente, sou eu mesma, espontânea e segura. Eu sou assim. Eu sou feliz do jeito que eu sou. Sou a reclamona, que denuncia tudo o que tiver errado. Não aguento ver uma injustiça, ou um alfinete fora do lugar. Sou luz, mas as trevas podem chegar até mim. Sou alegre e triste. E você já descobriu o que é?



Rafaela Valverde

sábado, 17 de dezembro de 2016

Música é magia!


Eu vivo música, eu faço tudo com música. Eu preciso de música. Eu amo música. Música é poesia ritmada. Quando estou estudando, escuto música, quando eu estou fazendo faxina eu escuto música. A arte é a forma mais sublime de ser humano, criar e contemplar arte nos diferencia dos outros seres vivos.

E a música é a mais marcante forma de arte para mim. A poesia está nela e isso me agrada. É claro que eu falo de boas letras, bons arranjos e intérpretes genias. Mas às vezes nem precisa tanto. ás vezes só mesmo o ritmo da música, o som, a voz do artista, ou algo na letra nos toca de uma forma tão profunda que é impossível desgrudar e a gente ouve a música toda hora.

Em alguns casos, uma música nos descreve ou contempla alguma ação nossa, ou ainda nos dá força para não desistir e continuar a lutar. A música faz meu espírito vibrar, a depender da música eu viajo para outras épocas ou prevejo o futuro. Ou ainda posso ter mais positividade ou negatividade no pensamento.

Mas também gosto de músicas tristes, elas são arte. E eu bem sei que quando estamos melancólicos, sofrendo temos um grande potencial criativo. Eu adoro música. E mesmo quando eu estiver velhinha ainda vou adorar. Gosto de vários tipos de músicas, contanto que sejam boas. Música é que nem livro, tem que me agradar logo de cara, tem que passar logo sua mensagem.

Mas a música é poderosa, ela pode fazer milagres. Ela faz dançar, pode ser romântica, pode ser funcional e ser trilha sonora... Pode fazer chorar, pode trazer lembranças e emocionar. Música é mágica. Me sinto grata por existir música no mundo.



Rafaela Valverde


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Crônica do tráfego livre que é a vida


Anteontem estava caminhando distraída quando de repente me dei conta da fila de carros que estavam estacionados ali na minha rua. Notei que ao longo do tempo essa fila aumentara. Todo dia está mais entulhado isso aqui. E há de intrigar saber que todos esses carros parados aqui vieram das ruas da cidade, muitas vezes nos mesmos horários, causando muitos engarrafamentos e transtornos. Esbarrei em um daqueles espelhos retrovisores e soltei um palavrão. Continuei meu trajeto, tinha que almoçar com um amigo que não via há uns meses.

Almoçamos e conversamos sobre diversos assuntos, inclusive sobre os carros, sobre os engarrafamentos, quais seriam as soluções e o porquê de as pessoas terem carros. Muitos carros ocupam as grandes cidades atualmente. Meu amigo que era tão polêmico quanto eu, disse que todo mundo tinha direito de progredir e ter seus carros, etc. Eu achei aquele pensamento meio limitado, mas nada comentei, fiquei ali parada comendo minha massa.

O restaurante já estava vazio aquela hora, já eram quase quinze horas e nosso almoço tinha se estendido além do que eu havia imaginado e eu estava um pouco alta com tanto vinho branco. Meu amigo não bebeu, tinha que dirigir. Engraçado como a vida de algumas pessoas giram em torno de um carro e dessa cultura da direção. Eu não. Ia era de metrô mesmo, eu preferia ser feliz e tomar meu vinho, do que me limitar com questões tão estúpidas como essa. A glória da vida está nos pequenos momentos de prazer.

Após um tempo saímos e fomos até o estacionamento do restaurante, meu amigo me daria uma carona até a estação do metrô. Entramos no carro e ele arrancou dirigindo por uma pequena ruazinha ao lado do restaurante. Mas essa fluidez não durou muito. Logo desembocamos em uma das avenidas principais da cidade e o trânsito estava praticamente parado. Meu amigo logo fez aquela cara de resignação que eu detesto e largou o volante.

Olhei para ele sem acreditar, respirei fundo umas três vezes, soltei o cinto de segurança, abri a porta e simplesmente saí do carro. Falando um: "valeu mesmo, mas vou de metrô, cara!" através da janela. Eu não tenho paciência com isso, eu não sei lidar com essa perda de tempo no trânsito e eu não gosto de me sentir impotente e presa.

Atravessei entre os carros, fui para o outro lado da rua e passei a andar no sentido contrário em direção à estação do metrô. Comecei a pensar no tamanho da ironia que era aquilo tudo, já que eu pensei nos carros e conversamos sobre carros. Ele defendeu essa vida movida a gasolina e eu defendi o direito de usar minhas pernas para andar e os transportes coletivos que existem na cidade. Por que ser livre não é ter carro, ser livre é ir para onde eu quiser a hora que eu quiser, sem nenhum engarrafamento no meio do caminho.




Rafaela Valverde

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Homem que é homem



Homem que é homem, heterossexual claro, gosta de mulher como ela é. Sem querer magreza artificial, ficar pedindo que a mulher malhe, isso é ridículo. Homem que é homem gosta de olheiras, de pelinhos em baixo do braço e unha descascando. São essas coisas que nos fazem humanas e imperfeitas.

Homem que é homem gosta de mulher suando, dançando de short curto. Homem que é homem gosta de mulher livre, que não abaixa a cabeça pra ele e para ninguém. Homem que homem sabe o quanto mulher tatuada é sexy, que batom vermelho é poder e cachos significam aceitação e não modinha.

Homem que é homem acha mulher sexy até com aquela roupa velha de ficar em casa, com a camiseta dele, é irresistível. Ele tem certeza que a saia curta valoriza suas pernas mas não diz quem ela é. Homem de verdade, cabra macho, sabe que mulher é gente e deve ser respeitada, mesmo que esteja nua, principalmente se estiver nua.

Homem  que é homem sabe que mulher não é Feminazi, que não existe essa expressão e que o movimento Feminista não pode jamais ser comparado ao Nazismo e que fazer isso é idiotice. Homem de verdade não acha que mulher tem que se dar ao respeito, ele simplesmente a repeita, por que ela é uma pessoa.

Homem de verdade gosta mais de uma mulher feliz se empaturrando de pizza, do que uma magrela chorosa comendo alface. Homem que é homem é carinhoso, mesmo no sexo casual. Ele não vive achando que toda mulher vai grudar e se apaixonar se ele for atencioso e der carinho. Um homem de verdade beija testa, a mão, o pescoço, o corpo todo...

Homem que é homem gosta de pepeka, ele chupa e não só quer ser chupado. Ele sabe que sexo não é  só penetração e não é uma britadeira. Ele não se ilude achando que mulher não solta pum, nem arrota. Se liga, cara! Mulher é gente e mulher é igual a você. Um homem que se preze  sabe e tem certeza que a mulher é livre, mas livre mesmo, assim como ele é. Esse homem sabe que a mulher é dona do próprio corpo e não acha que ela é seu objeto ou pedaços de carne ambulantes.  Homem que é homem, é homem que respeita o outro ser humano que por caso é uma mulher. Ah, homem que é homem, não bate. Nunca!




Rafaela Valverde


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Coisas que odeio



Coisas que eu odeio:
Esperar;
Que me toquem sem  que tenham autorização ou intimidade;
Incompetência;
Pegar ônibus cheio  (ninguém gosta!)
Que me empurrem ou pisem no meu pé (e ainda nem peçam desculpas!)
Shopping;
Andar em shopping;
Quem anda devagar na minha frente;
Passarelas;
Altura;
Indiferença;
Fofoquinha e Disse me disse;
Quem fala o tempo inteiro;
Quem é feliz o tempo inteiro;
Animação e felicidade de manhã cedo;
Que me digam o que fazer;
Que discutam comigo quando eu afirmo que estou certa de tal coisa (quando eu digo que tenho certeza de algo é por que realmente tenho);
Gente mole;
Quem conversa pegando;
Que me ignore;
Quem me compare com alguém;
Que não esteja escutando atentamente quando eu falo;
Que não lembre do que eu disse;
Quem grita;
Gente mal educada;
Picles...


Deve ter mais coisas!




Rafaela Valverde

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Garimpo otimista


As guinadas não existem
Nossa vida é o que é
Dois braços, duas pernas
Vou lutando, vou com fé

Viver o agora
Encontrar o belo na rotina
Negatividade está por fora
Já vou começar a faxina

Faxina na alma
Eita, conversa manjada!
Minha alma já é limpa

A gente garimpa
Um tantão de coisas boas
Que a vida pode dar


E encontra nas pequenas coisas!



Rafaela Valverde




domingo, 11 de dezembro de 2016

Filme Preciosa - Uma história de esperança

Assisti o filme Preciosa - Uma história de esperança de 2009. Desde o ano passado já haviam me indicado esse filme, mas só agora pude assistir. O filme  dirigido por Lee Daniels é estrelado por  Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Paula Patton e ainda tem Mariah Carey no elenco.

A história de Preciosa se passa em 1987, no bairro do Harlem, em Nova York e Claireece "Preciosa" Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente 16 anos que vive condições precárias, sendo estuprada pelo pai e espancada pela mãe. Preciosa já tinha uma filha, chamada de "Mongo" por ter Síndrome de Down, fruto dos abusos sexuais aos quais é submetida. E agora espera um outro bebê.

Um dia, recebe a orientação de ir para uma escola diferente, uma escola "onde um aprende com o outro" e nessa escola  encontra amigas verdadeiras e é durante esse período que tem seu segundo filho. A história de Preciosa é forte. Ela sofria bullying na escola anterior, é preta e gorda, além de todo o sofrimento que passa em casa.

A mãe depende dela para continuar ganhando dinheiro sem trabalhar, os abusos sexuais do pai continuam e todos os problemas que decorrem disso também. Até que um dia Preciosa recebe uma notícia que vai mudar sua vida para sempre.



Rafaela Valverde 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Intimidade


Relacionamento bom é aquele que tem intimidade. E aqui não falo apenas sobre relacionamentos amorosos e nem sobre intimidade artificial. Falo sobre todo e qualquer tipo de relacionamento.  E falo sobre aquela intimidade que é tão, mas tão forte que só de olhar para o outro já se sabe o que ele está pensando.

Intimidade é uma coisa difícil de ser conquistada, especialmente hoje, nesses tempos de relacionamentos efêmeros. Não é de um dia para o outro que se se consegue intimidade. Dois amigos que são íntimos quase não se chamam pelo nome. Geralmente se chamam por palavras que seriam xingamentos para as outras pessoas ou ainda nomes engraçados. Eu chamo minha amiga Fernanda de viada, jumenta, etc. E a gente fica numa boa, a gente se entende, ninguém se desentende por isso. Ela também me xinga de idiota e outros nomes lindos... E é uma relação de amizade que sinceramente eu não nunca tive.

Um casal que tem intimidade solta pum na frente do outro sim. Não têm reservas, nem constrangimento. Eles até riem dos puns. Não precisam pedir desculpas ao soltar pum ou arrotar. Essas são coisas que todos, TODOS os seres humanos fazem e por estamos muito próximos daquela pessoa, por sermos tão íntimos porque não fazer perto dela? Eu acho isso uma puta besteira. Alguns homens acham que mulher não peidam nem arrotam. Más notícias para vocês queridos!

Tomar banho junto, para casais, compartilhar banheiro, comentar e rir sobre puns são sinais de grande intimidade. E é disso que se trata um bom relacionamento, na minha opinião, é assim que se constrói um relacionamento daqueles que realmente valem a pena. Relacionamento bom é relacionamento com intimidade. Intimidade não se conquista de um dia para o outro, ela é construída ao longo do tempo e é preciso querer construí -la. Intimidade se constrói com amor.




Rafaela Valverde

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Grey's Anatomy ♥


Terminei de ver as doze temporadas de Greys Anatomy disponíveis no Netflix. Há muito tempo que ouvia falar dessa série e quando tinha TV por assinatura até dei umas olhadas nela algumas vezes, \ mas alguém me disse: " essa será a melhor série da sua vida." Então fui, relutante, assistir e ver se era isso mesmo.

No início, nos primeiros capítulos da primeira temporada, eu ainda estava meio em dúvida se realmente gostava daquela série alucinante, cheia de casos loucos de medicina. Eu comecei bem devagar inclusive, ainda estava conhecendo os personagens e acabei parando no meio da segunda devido aos tantos afazeres da faculdade.

Mas um belo dia resolvi voltar a ver e fui me encantando aos poucos. Gostei logo de uns personagens de outros não. A série estreou em 2005 e é escrita por Shonda Rhimes, a mesma autora de séries como Scandal e How to Get Away with Murder, ambas que eu adoro. A minha relação hoje com Greys Anatomy é a mesma relação dos outros fãs. Eu adoro essa série. Me emocionei, ri, mas ri muito. Me indignei com algumas atitudes e mortes de alguns personagens.

E tem Cristina Yang. É um caso à parte. Eu e todos que eu conheço amam Yang. Ela é sem dúvida, a melhor personagem da série. A amizade dela com Meredith, a protagonista chatinha e metida a suicida é marcante e o bordão: "você é a minha pessoa" entrou para a minha história e para uma amizade que eu tenho hoje.

Foram casos estranhos, cenas bizarras e ficcionais. Teve gente envolvida com pedra, teve gente atravessa com um ferro no meio do corpo, explosão, afogamento, acidentes de carro, quedas de avião, transplantes, sexo... Muito sexo. Como as pessoas se pegavam dentro do hospital. Um outro destaque que eu quero dar para Grey's é em relação ao destaque que é dado aos personagens negros, que geralmente são médicos respeitados e chefes.  Enfim, cada  personagem é fofo e bem feito. Eu amo essa série.




Rafaela Valverde

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Um sonho


Tomei um banho, lavei o cabelo, vesti uma camisa qualquer de time e uma bermuda jeans surrada que era masculina e não era minha, mas estava aqui no meu apartamento. Alguém deve ter deixado ela aí. Não sei, esse apartamento é mesmo uma bagunça. Assim como a dona dele. Não tem como ser mais distraída, bagunceira e preguiçosa do que eu. 

A diarista estava doente essa semana e eu não estava com vontade de arrumar nada e assim a coisa toda foi se acumulando. A louça está na pia há dois dias e eu não tenho vontade de limpar nada. Saí com a minha camisa de time e bermuda masculina, desci para o estacionamento bocejando. Lembrei que passei quase a noite toda na frente do computador trabalhando em um projeto. Cliente exigente e muito dinheiro na parada. A única forma de me fazer deixar de dormir.

Entrei no carro já ajustando a cadeira. Quando emprestava o carro ao George, meu irmão, ele devolvia essa porra assim. O carro todo sujo, ai ai. Eu não gosto do meu carro bagunçado não. Enquanto meu apartamento é aquele nojo. Dizem que isso é uma coisa de homem, então eu devo ser homem. Meu carro tem que estar em ordem. Limpei a bagunça e levei o pequeno saco de lixo até uma lixeira que havia ali.

Entrei no carro e liguei a ignição. Saindo do estacionamento percebi que estava tudo meio diferente. Estava tudo vazio demais e minha rua é bastante movimentada. Havia grama bem verde por todos os lados. Verde abacate, eu odeio essa cor. Mas enfim, fazer o que? Tive que continuar meu trajeto. De repente vi algumas pessoas. Elas andavam bem devagar, sem pressa. Se vestiam de um jeito engraçado. Com uma espécie de capa de pelo animal. As cores mudavam de uma pessoa para outra.

Algumas daquelas pessoas carregavam um ou dois livros e sorriam enquanto caminhavam calmamente. Elas não tinham pressa. Parece que eu estava num lugar onde não existia pressa. Comecei a sentir uma curiosidade, uma euforia. Eram sentimentos bastante diferentes do que eu estava acostumada e eu continuava dirigindo para chegar não sei onde. 

De repente comecei a sentir carícias invisíveis pelo corpo, pelas pernas principalmente. Era bom, não queria que parasse. Tirei as mãos do volante, mesmo sabendo que aquilo era perigoso. Abri o zíper e comecei a me tocar de leve. Há um tempo que não fazia isso. Eu nem achava que ainda tinha algo parecido com tesão em mim. As carícias continuavam e eu também.  Aumentei o ritimo. As pessoas esquisitas sorriam para mim e eu também era uma esquisita agora. Ouvi um grito alto saindo da minha garganta. E gemia. Gemia alto mesmo sem perceber e sem controlar.

Me assustei e acordei sobressaltada dentro do carro parado no estacionamento do prédio. Estava molhada de suor. Não sabia quanto tempo havia se passado. Só sei que eu havia gozado, sonhando, dentro de um carro, no estacionamento do meu prédio. Eu flutuei, eu estive fora de mim. E isso foi maravilhoso. Perder o controle às vezes é bom. Ainda estava excitada e toda molhada. Nem lembrava que era possível fazer isso sozinha. Pelo menos não desse jeito. Uau que delícia.  Tranquei o carro e subi para tomar banho de novo.



Rafaela Valverde

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Aloha - Legião urbana



Será que ninguém vê
O caos em que vivemos ?
Os jovens são tão jovens
E fica tudo por isso mesmo
A juventude é rica, a juventude é pobre
A juventude sofre e ninguém parece perceber
Eu tenho um coração
Eu tenho ideais

Eu gosto de cinema
E de coisas naturais
E penso sempre em sexo, oh yeah!
Todo adulto tem inveja dos mais jovens
A juventude está sozinha
Não há ninguém para ajudar
A explicar por que é que o mundo
É este desastre que aí está
Eu não sei, eu não sei

Dizem que eu não sei nada
Dizem que eu não tenho opinião
Me compram, me vendem, me estragam
E é tudo mentira, me deixam na mão
Não me deixam fazer nada
E a culpa é sempre minha, oh yeah!
E meus amigos parecem ter medo

De quem fala o que sentiu
De quem pensa diferente
Nos querem todos iguais
Assim é bem mais fácil nos controlar
E mentir, mentir, mentir
E matar, matar, matar
O que eu tenho de melhor: minha esperança
Que se faça o sacrifício
E cresçam logo as crianças




Rafaela Valverde

Mulheres no buzu


Hoje eu peguei um ônibus para ir à faculdade. Quanto a isso, nada atípico. Atípico mesmo foi me deparar com a gritaria que havia ali. Na frente do ônibus, perto do motorista, havia umas mulheres adultas gritando e gargalhando de manhã cedo. Primeiro: eu não sei por que algumas pessoas são tão felizes, especialmente em dias de semana, às seis da manhã. O povo de Salvador é muito feliz, feliz de mais, feliz à toa, feliz sem motivo. A gente só vive com os dentes abertos e olhe que a cidade fede a mijo e esgoto, imagine se vivêssemos numa cidade com bom aroma!

Em segundo lugar, essa imagem, das moças rindo, nos deixa evidente o quanto somos intolerantes com o o outro. Eu fui intolerante com elas. Eu e as algumas outras pessoas do ônibus. É possível perceber também o quanto somos intolerantes com os mais jovens: se fosse um grupo de estudantes com o mesmo comportamento, todo mundo "cairia matando". Sei disso porque já fui estudante e porque já fiz esse tipo de algazarra dentro do ônibus e fui constantemente rechaçada, junto com os colegas que faziam isso comigo.

A maioria das pessoas não suporta esse tipo de comportamento de adolescentes. Adolescentes fazendo essas coisas é ruim para a imagem, são baderneiros, etc. Mas um monte de "muié véia" pode! Eu acho isso uma vergonha alheia, seja lá quem for. É chato, é feio e incomoda as pessoas. É falta de educação. Mas em Salvador falta de educação é normal, os ônibus dessa cidade além de serem barulhentos, quentes, sujos, ainda são pontos das maiores faltas de educação que eu já vi na minha vida. Sim, por que ainda tem os bonitos, geralmente jovens e estudantes, que não tiram a mochila das costas mesmo o ônibus estando socado.

Nós, baianos somos muito mal educados. Chego, infelizmente a essa conclusão. Mas voltando aos jovens, eu acho que nós jovens adultos e adultos na meia idade somos muito intolerante com os adolescentes. Os meninos são discriminados o tempo todo pela gente. E não podem fazer o que a gente cansava de fazer quando tinha a mesma idade deles. Parece um círculo vicioso, vamos crescendo e ficando ranzinzas, por isso eu repito que se fossem jovens protagonizando uma cena como a de hoje, os adultos do "buzu" ficariam indignados. Por que é um absurdo que esses jovens se comportem dessa forma! Acho até que os meninos estão contidos. Estão tolhendo nossos meninos. Enquanto os adultos viram um monte de retardados.



Rafaela Valverde

sábado, 3 de dezembro de 2016

Eu tô dando risada - Tati Zaqui

Acha que pode brincar do jeito que já brincou
Fez as minas de boneca
Sai dessa, não sou assim, por favor, me escuta
Tu teve a chance
E transformou meu romance num lance
Chega de se rebaixar, levanta a cabeça
E aceita a revanche


Porque acha que pode brincar do jeito que já brincou
Fez as minas de boneca
Sai dessa, não sou assim, por favor, me escuta
Tu teve a chance e transformou meu romance num lance
Chega de se rebaixar, levanta a cabeça
E aceita a revanche

Porque
Ahhhhhh, eu tô dando risada
Palhaço igual você tá cheio na quebrada
Foi bom, vacilou me perdeu
Ta querendo voltar, desculpa, mas se fu

Ahhhhhh, eu tô dando risada
Palhaço igual você tá cheio na quebrada
Tu ficou parado na introdução
No final da história eu quero homem, lek não

Acha que pode brincar do jeito que já brincou
Fez as minas de boneca
Sai dessa, não sou assim
Por favor me escuta, tu teve a chance
E transformou meu romance num lance
Chega de se rebaixar, levanta a cabeça
E aceita a revanche

Porque
Acha que pode brincar do jeito que já brincou
Fez as minas de boneca
Sai dessa, não sou assim
Por favor me escuta, tu teve a chance
E transformou meu romance num lance
Chega de se rebaixar, levanta a cabeça
E aceita a revanche

Porque
Ahhhhhh, eu tô dando risada
Palhaço igual você tá cheio na quebrada
Foi bom, vacilou me perdeu
Ta querendo voltar desculpa mas se fu...




Rafaela Valverde

Mulheres devem segurar suas sacolas sim!!!


Ontem estava no shopping esperando uma amiga e ouvi a seguinte frase de uma mãe falando para o filho: "Você tem que carregar as sacolas porque você é homem. Mulheres não devem carregar nada!" Eu fiquei uns segundo encarando aquela mulher, tentando entendê-la, tentando entender seu argumento. Sem lógica, aliás, já que ela era uma mulher adulta e ele uma criança. Mas o gênero fica acima de ser adulto e criança? Gostaria que alguém me explicasse essa lógica!

Homens não têm que carregar todas as sacolas enquanto as mulheres não carregam nada. Isso é ridículo. Primeiro, homens não são super homens, fortes e poderosos, eles são seres humanos. Seria bom parar de colocar essa imagem para o sexo masculino. É ruim para a gente e ruim para eles, que se vêem obrigados a corresponder a esse estereótipo. E é ruim para a gente porque eles sempre vão ver as mulheres como frágeis e inúteis, que não conseguem nem carregar a sacola das suas compras.

Em segundo lugar, nós mulheres conseguimos e temos plena capacidade de carregar o que for. Temos dois braços, igual aos homens. Somos seres humanos, todos os seres humanos têm braços e eles, os braços, são feitos para isso. Afinal de contas, mulheres que são mães vivem com os meninos para cima e para baixo. Então, apenas parem, mães, de deseducar seus filhos. Eles não merecem isso. As mulheres não merecem isso.

É bem melhor dizer que os homens podem pegar sacolas das mulheres por simples gentileza e educação. E não porque as mulheres não são competentes para carregar, ou não conseguem, não aguentam peso. Eu sempre odiei a frase: "onde tem homem, mulher não trabalha". Passa a imagem que somos seres inúteis diante dos homens. São eles que devem usar força física e precisão. Mulher não, mulher deve ficar sentada esperando que o serviço seja feito. Mulher deve ser delicada. Ah me poupem!

Enquanto esses forem os discursos de mãe de meninos, nada vai mudar. Porém, eu não sei como deter essa reprodução de machismo irrefreado realizado por essas mães. Mas dá uma aflição quando vejo cenas dessas.  E sei que ainda temos muita luta pela frente.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A sua - Marisa Monte



Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

To com sintomas de saudade
To pensando em você
Como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

Eu só quero que você caiba
No meu colo porque
Eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás

To com sintomas de saudade
To pensando em você
Como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem

Eu só quero que você saiba
Que eu estou pensando em você
Pois te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem
Porque eu te quero livre também
Como o tempo vai o vento vem




Rafaela Valverde

Filme Infidelidade


Vi no final de semana o filme Infidelidade com Richard Gere. é um filme antigo e eu nunca tinha tido tanta vontade assim de assistir por achar meio clichê.  É de 2002 e realmente  minhas suspeitas são fundadas já que não é um filme sensacional e é meio previsível, sei lá eu não senti muita afinidade por esse filme não. Acho que ele poderia dar mais, ser mais.

O filme é dirigido Adrian Lyne e traz a história de um casal do Subúrbio de Nova York que vive de forma pacata até que um ventania traz coisas inesperadas para suas vidas.  Connie Sumner (Diane Lane) e Edward (Richard Gere) vivem juntos há onze anos e têm um filho.

Um belo dia, porém, um jovem e belo francês aparece na vida de Connie e eles passam a se ver regularmente, como amantes. Uma louca paixão vai tomando conta desse casal proibido, mas um dia Edward passa a desconfiar da mudança de comportamento de sua esposa e decide  vigiá-la. O que se segue daí em diante é uma trama que envolve suspense, medo e morte. O amor desse casal é colocado à prova. E decisões devem ser tomadas.



Rafaela Valverde
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