quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Livro O Pequeno Príncipe


Demorei de ler O Pequeno Príncipe. Eu já devia ter lido há tempos, mas ficava com preguiça por ser um livro muito manjado. Mas minha irmã me emprestou e eu li. É um livro bem fofo, considerado infantil, mas já vi muito adulto lendo. Foi escrito pelo aviador  francês Antoine de Saint-Exupéry.

Um piloto encontra o Pequeno Príncipe num deserto após a queda do seu avião. Enquanto tenta consertar a aeronave, ele faz amizade com o Pequeno Príncipe que apareceu de um outro planeta, pedindo para que ele desenhasse algumas coisas. 

E como gente grande não entende nada, não sabe nada e ainda aceita tudo, esse livro é um convite para sair da nossa vida real, do nosso mundo adulto. O Pequeno Príncipe, viajante, explorador decide visitar vários lugares. Encontra uma raposa, um bêbado, um geógrafo e assim segue a aventura.

Leitura gostosa e rápida.  Recomendo!



Rafaela Valverde 

Depois do ménage


Transamos loucamente até o sol entrar pela janela do quarto. Daí a coisa começou a esquentar mais. Esse verão pegando fogo, assim como nossos corpos. Fomos os três tomar um banho refrescante. Apenas ficamos nos contemplando e admirando as belezas dos nossos corpos. Não que não tivéssemos mais energia, mas preferimos poupa-la.

Agora voltaríamos a ser cidadãos respeitáveis, um casal trintão sem filhos. Mas na noite anterior fomos promíscuos, fomos movidos pelo nosso prazer. Partes dos nossos corpos foram compartilhadas com outros corpos. Mão na aquilo, aquilo na mão, línguas percorriam e mergulhavam em lugares nunca antes imaginados.

Era uma dança sincrônica entre três corpos, corpos que se desejavam. Corpos que se entenderam e se encaixaram desde o primeiro momento. A estrela da nossa noite era uma deusa linda, profissional e eu fiquei toda animadinha com ela. Há quanto tempo queríamos fazer uma loucura dessa. E fizemos. Não somos menos casal por isso, não somos menos casados e não nos amamos menos.

E nem vou falar aquela coisa clichê que fazer ménage  melhora o casamento, ou apimenta a relação sei lá o que. Oras, meu casamento já é bom. Temos a nossa própria dança, nosso próprio tango. Mas às vezes precisamos de uma dança mais jovem, mais fresca e popular. Meu marido é bom de cama! Ele tem pegada, ele sabe manusear e chupar meus seios na medida certa, ele gosta do meu corpo e o explora. E ele me chupa tão gostoso que eu não aguento e às vezes peço para parar. O sonho de quase todas as mulheres eu tenho em casa, então não dá para dizer que estávamos insatisfeitos no sexo.

Sabemos que as pessoas falam demais e eu já não ligo para isso. Quero mesmo é gozar e ser feliz! Mostrei a ele o que eu gostava fazendo nela. Ela é uma delícia. Toda gostosa, me arrepio quando lembro do seu gosto. Acho que eu curti e quero repetir essa deliciosa aventura. Não tenho amarras, nem preconceitos. Sou livre! Assim a vida me fez. E assim eu serei.

Nos despedimos dela juntos. Ela estava sem maquiagem, o cabelo molhado, uma camiseta branca e um short jeans normal. Sem o salto da noite anterior, seus pés ficavam à vista e eram lindos e delicados. Ela vai embora depois de um abraço delicado. Observamos quando ela entra no elevador e a porta se fecha. Mas não para sempre. Nosso próximo encontro é daqui a duas semanas.



Rafaela Valverde



terça-feira, 29 de novembro de 2016

Eu sei (Na mira) ♥


Um dia eu vou estar à toa
E você vai estar na mira
Eu sei que você sabe
Que eu sei que você sabe
Que é difícil de dizer
O meu coração
É um músculo involuntário
E ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo
E você vai estar na minha

Enquanto eu vou andando o mundo gira
E nos espera numa boa
Eu sei, eu sei,
Eu sei




Rafaela Valverde

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Distante -Jorge Vercillo


Não tem nada,
Sei que a estrada é o seu lugar.
Não vamos nos perder,
Posso até sentir...
Minha imaginação voa longe
Para onde quer que você vá,
Meu pensamento irá.
Pois meus sonhos são os seus

Se você não está aqui,
Tampouco estou dentro de mim
Sigo ausente pela vida alheia tudo ao meu redor
Sou o vento que lhe envolve,
Sou a noite a lhe abraçar
Mas agora ao telefone, tão distante eu lhe senti
Só não quero imaginar
Você vivendo outros amores por aí...
Só não quero imaginar
Você vivendo outros amores por aí



Rafaela Valverde



A sabedoria de desistir na hora certa


Eu antes não sabia, mas agora eu já sei. Eu aprendi a viver com a frustração e o conformismo para determinados momentos. Se não há jeito, se os anos vão passar, se a vida vai durar e eu tenho que conviver com isso eu conviverei. Me resigno e aceito, já que não posso mais lutar e mudar determinada situação. A gente precisa saber quando parar.

A gente precisa desistir na hora certa, por mais que tenhamos lutado tanto. Chega uma hora que não dá mais, o esforço fica grande demais, a luta ultrapassa o que podemos suportar e simplesmente a gente desiste. Respiramos fundo e analisamos as opções, mas elas não são mais viáveis.

Eu já passei algumas vezes por situações que exigiram muito de mim. Algumas eu desisti, outras lutei até o fim. Hoje porém, me deparo com uma luta que sei que não vou conseguir ganhar. Eu já consigo me enxergar vivendo daqui a vinte anos frustrada e sem ter tido o que eu realmente quis na vida.

Mas não desisti por causa de preguiça ou covardia. Desisti porque era demais, porque não adiantaria. Desisti porque não há mais sintonia entre mim e a luta, essa luta. Eu me sinto cansada para lidar com ela. Eu estou fraca e por isso vou ter que conviver com isso, com a frustração e talvez, quem sabe, o arrependimento. Mas no momento não há nada que eu possa fazer.

Não sei quantas pessoas se sentem assim diante de coisas difíceis, mas é complicado olhar para trás e prever o futuro e estar entre um e outro. Só esperando o tempo passar para ver se alguma coisa muda. Mas não vai mudar. Se eu tiver que virar uma mulher frustrada quando tiver na meia idade eu vou virar. Porque a gente tem que saber a hora de parar. A hora de desistir de lutar por algo que nunca mais vai acontecer. Isso é ter sabedoria.



Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Não sei quantas almas tenho - Fernando Pessoa



Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.



Rafaela Valverde

Aquele pôr do sol


Eu estava naquele fim de tarde sentada num banco de uma praça qualquer tomando água de coco, uma das vantagens de morar em cidade praieira é que o que as pessoas normais fazem só nas férias a gente pode fazer o ano todo. Um simples passeio pode se transformar numa tarde reflexiva de pôr do sol com uma fresca água de coco ajudando a processar as coisas.

Então, eu estava sentada naquele dia e pensava em coisas banais, nada de mais. Mas eu precisava daquele momento de calmaria em uma semana que estava sendo desastrosa. O fim de um relacionamento, a morte do meu cachorro, TCC para entregar, gastrite atacada. Um inferno! Eu só estava lá tentando entender porque algumas coisas acontecem comigo. No mesmo momento. Eu fico atolada, cheia de coisas para pensar. Uma falta de paz!

Por isso aprendi a tirar do meu dia um momentinho de paz. Um pequeno momento que limpa a minha mente de todos os estresses do dia a dia. Eu estava triste naquele dia. Eu estava mais triste pela morte do meu cachorro do que pelo atraso do meu TCC. Aquele cachorro sim me amava. Ele ficava ao meu lado mesmo quando eu era chata. O que significa quase sempre. Moro sozinha naquele apartamento odioso e agora estou sem meu cachorro!

Até hoje eu ainda penso nesse dia, até hoje penso no meu cachorro e em como ele foi importante para mim quando me mudei para cá. Mas é o ciclo da vida, todos nós vamos passar pela morte. Por mais clichê que possa parecer essa frase, e é, ela é a mais pura verdade. Foi naquele dia que eu tomei a decisão de mudar.

Sentada ali naquele banquinho em uma praça qualquer. Bem, era qualquer mas dava para ver um lindo pôr do sol, o que já é uma grande vantagem. E foi ali, naquele pôr do sol, eu até me lembro a data quer que eu diga? Foi nesse dia que eu decidi pelo menos tentar não me oprimir com tantas coisas que vinham ao mesmo tempo, afinal, elas não iriam deixar de acontecer. Eu teria que aprender a ser forte o suficiente para lidar com tudo.

Nossa, ser adulto é um porre. Eu odeio ser adulta. Quando eu era criança, minha mãe resolvia tudo e eu só ficava lá perguntando por que ela se estressava tanto. Eu era igual ao Pequeno Príncipe, que não entendia as pessoas grandes. Gente grande é mesmo muito bizarra, e eu sou gente grande agora. Eu sou bizarra, minha vida é um circo de horrores e eu ainda tinha que saber lidar. Quanta audácia da vida!

Sim, naquele dia eu cresci uns poucos anos sentada naquele banco. Quando o sol se pôs, levantei e andei com meu coco ainda uns cinco metros até encontrar uma lixeira e saí, saí daquela praça de cabeça erguida, me senti um pouco melhor comigo mesma.


Rafaela Valverde

Ela só quer paz - Projota ♥

 Quando ouvi essa música pela primeira vez, já senti que amaria ela. Essa música me descreve! ♪♫♥♥





Ela é um filme de ação com vários finais
Ela é política aplicada em conversas banais
Se ela tiver muito a fim, seja perspicaz
Ela nunca vai deixar claro, então entenda sinais

É o paraíso, suas curvas são cartões postais
Não tem juízo, ou se já teve, hoje não tem mais
Ela é o barco mais bolado que aportou no seu cais
As outras falam, falam, ela chega e faz

Ela não cansa, não cansa, não cansa jamais
Ela dança, dança, dança demais
Ela já acreditou no amor, mas não sabe mais
Ela é um disco do Nirvana de 20 anos atrás

Não quer cinco minutos no seu banco de trás
Só quer um jeans rasgado e uns quarenta reais
Ela é uma letra do Caetano com "flow" do Racionais
Hoje pode até chover, porque ela só quer paz

Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer

Notícias boas pra se ler nos jornais
Amores reais, amizades leais
Ela entende de flores, ama os animais
Coisas simples pra ela são as coisas principais

Sem cantada, ela prefere os originais
Conheceu caras legais, mas nunca sensacionais
Ela não é as suas nega rapaz
Pagar bebida é fácil, difícil é apresentar pros pais

Ela vai te enlouquecer pra ver do que é capaz
Vai fazer você sentir inveja de outros casais
E você vai ver que as outras eram todas iguais
Vai querer comprar um sítio lá em Minas Gerais

Essa mina é uma daquelas fenomenais
Vitamina, é proteína e sais minerais
Ela é a vida, após a vida
Despedida pros seus dias mais normais
Pra que mais?

Ela não cansa, não cansa, não cansa jamais
Ela dança, dança, dança demais
Ela já acreditou no amor, mas não sabe mais
Ela é um disco do Nirvana de 20 anos atrás

Não quer cinco minutos no seu banco de trás
Só quer um jeans rasgado e uns quarenta reais
Ela é uma letra do Caetano com "flow" do Racionais
Hoje pode até chover, porque ela só quer paz

Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz
Hoje ela só quer paz



Rafaela Valverde

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Ménage


Estávamos nós dois nus na cama esperando por ela. Na noite de hoje ela seria a estrela. E brilharia. Faríamos ela brilhar de qualquer jeito e em qualquer posição. Era nosso projeto. Estávamos nos preparando para esse ménage há meses. Escolhemos a garota certa, vimos se ela era gostosa o suficiente e  a treinamos. Claro que tinha que ser bonita e inteligente. Claro, não vamos apenas transar.

Vamos tomar champanhe e conversar depois do sexo. Se der tempo. Se já não for dia claro e a vida não nos permitir mais tamanha ousadia. Afinal, a gente é considerada gente normal, vive e trabalha. Não podemos simplesmente passar um final de semana inteiro na cama, trepando. Mesmo quando temos uma novidade dessas!

Não tocamos nela ainda. Tivemos alguns encontros para conversar e beber, para implementar regras de convivência antes, durante e depois do ménage, do sexo a três, da suruba. Ménage, que palavra bonita, estrangeira. Suruba, que palavra vulgar! Mas é isso que somos. Os três: sofisticados e vulgares ao mesmo tempo. Ela também. Ela é uma safada. Uma piranha fina, das boas, de luxo. E é ao mesmo tempo ordinária, suja e vadia.

Foi isso o que deu para perceber nesse tempo de conversa. Que ela era a gata perfeita para a nossa aventura. Nossa primeira aventura. Somos um casal antigo, convicto. Mas que não perdeu o interesse pelos prazeres da luxúria. E não perdemos o interesse um no outro, mas é sempre bom inovar, trazer essa estrela sexual para a nossa cama. 

Ela é profissional, sabe o momento certo para tudo. Não chega logo tirando a calcinha como essas putas  baratas que têm por aí. Ela tem classe, charme e não entedia a gente, mesmo que esteja parada. Mesmo que esteja só sorrindo ou vestida. Ela não precisa estar nua para ser sexy. Ah, parece que escolhemos bem!

Ela aparece de repente na porta do quarto, só de calcinha. Uma calcinha rendada preta, transparente. Seus seios pequenos cabiam na minha mão e eu já os adorei assim que bati os olhos neles. Ela estava com uma taça grande cheia de uvas, ou eram cerejas, nem sei. A forma que a sua boca fazia ao enfiar as pequenas frutas na boca me excitavam totalmente.

Comecei a me tocar e já estava bem molhada. Cinco segundos se passaram e ela já estava na cama, em cima de nós dois, como se fôssemos um só. Sentia o cetim dos lençóis em baixo do meu corpo e sentia a maciez da pele dela em cima de mim. Que pele! Que cheiro. Um cheiro de sexo intrínseco. Ai meu Deus, isso é de enlouquecer. Somos um trio bem formado, feito para gozar, construído durante meses para que esse dia seja inesquecível e o primeiro de muitos outros.

Minha língua começou a percorrer aqueles dois corpos deliciosos que estavam ali na minha frente e eu mergulhei nesse extasy, nessa magia ensandecida até o dia amanhecer, ou até o final de semana acabar.  Nem sei. Quero mesmo é perder a noção do tempo.


Rafaela Valverde

domingo, 20 de novembro de 2016

Eu desisto!


Sim, eu já devia ter desistido há um tempo. Comecei a namorar aos 13 anos, ainda era muito nova, havia acabado de dar meu primeiro beijo. Ele tinha 15. Éramos duas crianças. Mas quem disse que criança não se machuca? O namoro sei lá durou o que, uns dois meses.  O garoto simplesmente sumiu. Levei um certo tempo para me recuperar, eu nem entendia o que tinha acontecido direito. Aquele namoro havia sido um erro.

O segundo, afff, como eu tenho dedo podre! O segundo foi o maior escroto até agora, o campeão mundial da escrotidão. Namoramos cinco meses e foi um desastre que eu não vou descrever aqui. O meu terceiro relacionamento começou quando eu tinha 17 anos e foi o mais bem sucedido até hoje. Durou nove anos, mas acabou mal. E esse ano, no início, eu inventei de me apaixonar de novo e é claro que não podia durar né? Nem dar certo. Claro que deu errado. Outro namoro que foi um erro. Todos são, sempre são!

Eu preciso limpar esses meus dedos podres. Urgentemente. Ou então desistir de vez dos relacionamentos que foi o que eu disse que iria fazer quando meu outro relacionamento terminou e não fiz. Mas dessa vez é diferente, eu vou cumprir. Para meu próprio bem. Eu sou muito mais que isso, apenas uma namorada idiota e abandonada.

Com os indícios que a minha vida amorosa deu desde o início eu devia ter adivinhado que ela seria péssima, minha vida amorosa. E é. Ela é inexistente. E é assim que ela vai ser tratada agora. Como inexistente. Ela não vai existir. Não quero mais saber de dividir a minha vida com ninguém, ninguém tem mais o direito de saber e entrar na minha vida. É  abertura demais e eu não estou mais disposta a passar por isso de novo. Um constrangimento, um sentimento de rejeição. É péssimo. 

Agora eu já entendi. Eu obtive o aprendizado depois de tantos anos e depois de tantos fracassos. Já entendi a mensagem. Eu não vou mais cair nessa arapuca de novo, eu não vou mair derramar lágrimas, eu não vou mais me importar e nem me preocupar. Eu preciso deixar de ser idiota! Eu desisto!


Rafaela Valverde


Filme Thelma & Louise - A liberdade e a força feminina


Ontem vi o maravilhoso Thelma & Louise, filme americano de 1991 dirigido por Ridley Scott e estrelado por  Susan Sarandon, Geena Davis e Brad Pitt bem novinho. É uma comédia dramática, aventura que eu considerei bem feminista. O filme foi vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original e do Globo de Ouro de Melhor Roteiro.

As protagonistas Louise Sawyer (Susan Sarandon) e Thelma (Geena Davis) são amigas e enquanto a primeira trabalha em uma lanchonete, a segunda é uma dona de casa entendiada que vive um relacionamento abusivo com o marido. Entediadas, as duas amigas resolvem viajar num final de semana sem que seus parceiros saibam. 

Durante a viagem, que começou bem, elas se envolvem em um crime e a partir daí passam a fugir da polícia. A trama que segue a partir daí é cheia de confusões. As personagens são ricas, interessantes. Os diálogos são firmes, bem colocados. As viajantes percorrem muitos locais o que torna a fotografia do filme bonita e bem feita. Trazendo muitas vezes, ambientes áridos assim como as cenas e as vidas das fugitivas.

Há muitas questões feministas mostradas no filme. Cenas de misoginia que são combatidas pelas protagonistas, algumas vezes até de forma engraçada. Algumas cenas me chamaram mais atenção. Inclusive o primeiro crime é cometido depois de um estupro, é defesa mas elas dizem: "Quem vai acreditar na gente? Viram você estava dançando de rosto colado com ele." É o que a gente ouve e passa nos dias de hoje.

Há, entre outras, uma cena específica, que me fez gargalhar. Não vou dar detalhes da cena, mas é hilária, nos leva à forra. Nós que somos assediadas diariamente. A dupla cansou de ser assediada e se vinga de maneira graciosa, arrancando muitas risadas. É um filme de liberdade de mulheres e para mulheres. Mulheres fortes, personagens fortes que não baixam a cabeça para o masculino mundo em que vivemos. Os personagens homens as afrontam, as desestabilizam mas elas continuam seguindo em frente. Assim é o personagem J.D vivido magnificamente por Brad Pitt ainda no início da carreira. Um personagem pequeno que entra e sai de cena, não imperceptivelmente. Importante para o clímax da história. 

Thelma e Louise é um filme gostoso de se ver. Serve para reafirmar a força feminina. A mulher que não esmorece e que mesmo quando impedida, procura uma oportunidade de se aventurar. E como somos lutadoras! Queremos nossa liberdade e lutamos por ela. E esse filme é uma ilustração lúdica e aventureira das nossas lutas diárias. 

O final mesmo não sendo convencionalmente feliz ainda assim é feliz. É um dos melhores finais que eu já vi. Selado com um beijo entre essas duas icônicas mulheres nesse clássico e maravilhoso filme. Sim, maravilhoso. Esse entrou na lista dos meus filmes. Mulheres assistam, o que  esse diretor fez por nós há 25 anos!



Rafaela Valverde

sábado, 19 de novembro de 2016

"Porque eu sou feita pro amor da cabeça aos pés" - Textinho inspirado em Rosas de Ana Carolina



Ana Carolina diz "eu sou feita pro amor da cabeça aos pés" em sua música Rosas.  E minhas ideias  coadunam com essa frase, eu penso nessa frase o tempo todo. Eu não sou só feita pro amor eu sou amor. Eu tenho muito amor dentro de mim. E não só amor romântico. Amor, simplesmente amor. Amor ao próximo,  aos amigos, aos animais, à natureza...

Eu sinto meu amor pulsando cada vez mais em meu peito e eu vejo meu amor cada vez mais ser rejeitado, às vezes até por mim mesma. Que não aceito amar, não aceito a bondade que o amor traz, bondade essa que pode nos deixar bestas, bestas até demais. Especialmente eu que amo, que sempre amo, que sou uma cuidadosa inata, que criei uma irmã.

Não sei o que devo fazer com tanto amor daqui pra frente. Talvez dar continuidade à escrita do meu livro, dedicar às minhas gatas e daqui a mais uns anos talvez, adotar uma criança. Eu preciso investir amor em alguma outra coisa, em uma criança, em animais, em quem realmente queira. Ele só não pode ficar todinho aqui dentro de mim, só para mim mesma, sendo desperdiçado. Eu me amo, eu já me amo o suficiente e mais que isso seria exagero. Enfim, "não faço outra coisa do que me doar..." como diria mais uma vez Rosas e Ana Carolina.



Rafaela Valverde




sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Sensações


Sinto nada
Sinto tudo
Ando braba
Choro agudo
Finjo que não ligo
Mas ainda assim brigo
Finjo que não amo
Ainda assim me esparramo
E depois me arrependo
Ainda me desprendo
Do que penso não sentir
Mas preciso agir
E sair daqui
Sair desse torpor
Que causa horror
E ainda assim gosto da sensação
De tudo sentir e de sentir nada!



Rafaela Valverde

Não saio mais de casa sem batom


Eu tomei uma decisão. Sabe aquela decisão mais simples possível, mas que pode mudar a rotina e a vida da gente? Pois é, a minha decisão é simples: eu não vou sair mais de casa sem estar brilhando e me achando bonita. Eu decidi que eu não vou sair de casa sem passar pelo menos um batom. Não que eu ache que eu não seja bonita naturalmente, mas é que afinal de contas eu tenho mais de vinte batons e eles dão um tchan a mais no visual.

É claro que têm dias e dias. Nem todos os dias a gente está a fim ou com tempo de se pintar. Mas que ajuda a gente se sentir mais bela, ajuda. Eu amo batom, eu adoro chamar atenção onde eu chego e eu adoro me sentir bonita. Eu me acho linda e é claro que preciso de coisas que incrementem minha beleza.

Se sentir bem com a gente mesmo é o primeiro passo para ser feliz e é a melhor coisa que pode acontecer. A gente sai de casa, com a boca pintada, os cílios levantados e os cabelos esvoaçantes. Não tem quem derrube a gente dessa forma. A gente se sente poderosa. A boca vermelha, rosa, marrom, roxa, azul, mate ou brilhosa. Não importa! Não há quem nos faça titubear. É o poder. É nossa auto estima, nosso amor próprio e é nossa feminilidade, nossa boca pintada. É nossa capacidade de ser melhor e tentar fazer o melhor. É viver e curtir a vida.

Sim, não saio mais sem pintar minha boca. Vou evidenciar meu poder pelas ruas dessa cidade.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Me deixe em paz - Teresa Cristina

Se você não me queria
Não devia me procurar
Não devia me iludir
Nem deixar eu me apaixonar

Se você não me queria
Não devia me procurar
Não devia me iludir
Nem deixar eu me apaixonar

Evitar essa dor é impossível
Evitar esse amor é muito mais
Você arruinou a minha vida
Me deixa em paz

Se você não me queria
Não devia me procurar
Não devia me iludir
Nem deixar eu me apaixonar

Se você não me queria
Não devia me procurar
Não devia me iludir
Nem deixar eu me apaixonar

Evitar essa dor é impossível
Evitar esse amor é muito mais
Você arruinou a minha vida
Me deixa em paz

Você arruinou a minha vida
Me deixa em paz

Me deixa em paz
Me deixa em paz
Me deixa em paz




Rafaela Valverde

Filme Olho por Olho


Estou aproveitando esses poucos dias de férias que eu tive, já que segunda feira já começa o semestre 2016.2 por isso estou assistindo muitas coisas. Comecei a assistir a antiga e clássica Friends, indicada por amigos e já bastante conhecida por mim. Estou devorando Grey's Anatomy e estou assistindo alguns filmes.

Ontem vi um filme de 1996, ou seja de vinte anos atrás. Sei lá, tava passeando aleatoriamente no netflix e me deparei com esse filme, gostei da sinopse e decidi assistir. O filme é Olho por Olho. Dirigido por John Schlesinger, o filme  é um suspense, um bom suspense integrado por  Sally Field, Ed Harris, Olivia Burnette entre outros.

Uma família é abalada pelo estupro e morte violenta da filha mais velha. A mãe ouve toda a cena do ataque pelo celular, já que estava falando com a filha. Ela entra em desespero e em meio ao engarrafamento se vê impotente para ajudar a filha. A constatação da morte violenta da menina vem com a chegada em casa.

Daí em diante iniciam - se as investigações e as buscas pelo bandido. Logo um suspeito é pego e vai a julgamento, sendo solto por inconsistências de provas. O que se segue daí em diante é uma trama bem feita mas com o final meio previsível, apesar de  alguns detalhes surpreendentes. Eu gostei bastante desse filme e eu adoro suspenses. Recomendo.



Rafaela Valverde

Coisas que eu sei - Dani Carlos


Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o play

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das ideias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô afim

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia

Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei
Ah! Ah! Agora eu sei
Ah! Ah! Agora eu sei
Ah! Ah! Agora eu sei
Ah! Ah! Eu sei!

Filme Bem vindo a Marly-Gomont


O filme Bem Vindo a Marly-Gomont é um país francês lançado agora mesmo em 2016 e recentemente chegado ao Netflix. Eu assisti por que foi indicação de uma amiga que me explicou um pouco do filme e fez uma pequena comparação entre o nosso comportamento, baianos, com os africanos.

Daí achei interessante a narrativa que ela fez da história do filme e fui assistir no mesmo dia. A direção é de Julien Rambaldi e o elenco conta com Marc Zinga, Médina Diarra, Aïssa Maïga, Bayron Lebli, entre outros. Confesso que eu não conheço nenhum ator do filme, mas eu gostei do filme e estou aqui indicando para vocês.

O filme traz a história de uma família da região do Congo, cujo o pai é recém formado em medicina. Ele decide então ir para o interior da França para começar a atuar na medicina. Eles já moravam na França e foi nesse país que ele estudou medicina. Um belo dia, em uma breve seleção, o prefeito de um remoto povoado no interior decide contratar o médico negro.

Ele vai com a sua família e são tratados com estranheza ou até com rispidez pelos moradores brancos da localidade. Eles nunca tiveram um morador negro, africano na cidade. Eles nunca tiveram um médico negro. E aí se inicia uma série de  acontecimentos de rejeição e preconceito contra a família. Muita resistência é encontrada pelo médico que tem que se esforçar muito mais para conseguir ganhar a confiança das pessoas e  passar a exercer a medicina. É uma história baseada em fatos reais e vale a pena ver. Recomendo.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Odeio shopping!


Eu odeio shoppings. Aqueles corredores labirintosos intermináveis. Não sei quem inventou que shopping é coisa de mulher, ou que mulher adora ir ao shopping. Eu tenho mais o que fazer do que ficar andando para lá e para cá dentro de shopping. Dia desse me perdi naqueles corredores para depois descobrir que eu estava bem perto de onde queria ir e andando só fiz me afastar ao invés de chegar.

É claro que eu vou ao shopping. Eu não posso ser hipócrita e dizer que: "nossa, eu sou uma natureba reclusa que se recusa a ir ao shopping." Não, não é a  minha pretensão. E não, eu não sou natureba e nem reclusa. O que quero dizer é que eu e os shoppings não combinamos muito bem. As pessoas ultimamente parecem que andam em um transe, um tipo de "zumibilização" retardante e andam devagar. Muito devagar.  Especialmente dentro do shopping, até porque eles foram construídos para isso mesmo, para que as pessoas pudessem andar devagar e ver as vitrines. As pessoas desfilam, param bem no meio dos corredores e andam com a cabeça baixa enterrada no celular. É uma das coisas que mais me irritam em um shopping, especialmente em datas como a que se aproxima que é a época de final de ano.

Não vou negar que shopping é prático e razoavelmente seguro. Pelo menos comparado com as ruas é mais seguro. Mas  só vou fazer esse tour de mau gosto em casos de extrema necessidade. Pagar contas, sacar dinheiro, usar o banheiro, curtir o cinema ou praça de alimentação são coisas que geralmente eu faço em um shopping. Mas não muito, não sempre. Quase nunca aos domingos. Eu acho que só fui ao shopping aos domingos umas quatro vezes na vida. 

Eu não gosto de muita gente falando, andando e sorrindo ao mesmo tempo. Parece uma vila feliz.Vila dos mentirosos. Vila dos compradores. A vila que sustenta o capitalismo. óbvio que o capitalismo é o sistema em que todos nós vivemos e ao qual não estamos dispostos a abrir mão. Mas shopping é um dos seus símbolos e irritante. 

No shopping você pode ser observado e observar. No shopping você não está sozinho e ao mesmo tempo é tão solitário. No shopping é possível encontrar pessoas, falta de educação, ladrões (sim!), frustração por não conseguir comprar tudo o que se quer. Mas também no shopping é possível encontrar boa comida, confraternização, filmes e livros, conforto e banheiros limpos.

Mas ainda assim eu odeio shopping.


Rafaela Valverde

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Easy


Assisti nesse final de semana a primeira temporada da série Easy, série original da Netflix. Composta de oito episódios, a série estreou em setembro e traz de forma antológica, personagens e episódios diferenciados e nem sempre conectados. Exceto por um detalhe ou outro, um personagem ou outro. A cidade em comum é Chicago. É lá que as câmeras livres e meio caseiras registram histórias divertidas e reflexivas.

Mas também há cenas e episódios meio maçantes. Apesar de eles durarem apenas cerca de 30 minutos, não dando muito tempo para se sentir entediado. Em alguns momentos eu senti uma identificação da série com uma outra que eu estou assistindo que é Black Mirror, uma série inglesa também com personagens e episódios diferentes. Vamos dizer que Easy seja uma Black Mirror dos pobres... rsrsrs

Mas Easy, que é dirigida por Joe Swanberg trata mais de relacionamentos interpessoais, apesar de haver algo  de relacionamento com a tecnologia e Black Mirror também tratar, além da tecnologia, das relações entre as pessoas. Mas sobre a série inglesa eu falo depois. O texto aqui é para Easy que traz temas modernos e polêmicos como exposição na mídia, diferença entre gêneros, aplicativos para transar, veganismo, homossexualidade etc.

Eu gostei da série. É bem feita e tem bons atores. Em um dos episódios há a presença de Orlando Bloom, famoso ator de Hollywood. E antes que eu esqueça de falar, há em Easy, um tratamento especial ao sexo. Cenas diferentes de sexo. Casais héteros, um casal de mulheres, mulher com o amigo do marido... É tudo bem quente. Que fique claro que foi o que eu mais gostei. Hahaha


Rafaela Valverde

domingo, 6 de novembro de 2016

O homem trocado - Luis Fernando Veríssimo


O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de
recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.
- Eu estava com medo desta operação...
- Por quê? Não havia risco nenhum.
- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...
E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca
de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de
orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos
redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou
com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não
soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
- E o meu nome? Outro engano.
- Seu nome não é Lírio?
- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...
Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não
fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na
universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês
passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
- O senhor não faz chamadas interurbanas?
- Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram
felizes.
- Por quê?
- Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas
que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico
dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma
simples apendicite.
- Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? - perguntou, hesitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.
- Não era para trocar de sexo?




Rafaela Valverde

Umectação capilar com aveia e banana

.
Ontem fiz uma umectação de aveia e banana. Eu queria fazer alguma coisa no cabelo, mas não sabia exatamente o que. Daí inventei. Tinha um pouco de aveia em farelo e com ela fiz um mingau simples. Fui mexendo até engrossar. Usei cerca de duas colheres de aveia (era o que tinha) e um copo de água mais ou menos. Dissolvi antes de levar ao fogo para não embolar. 

Depois que engrossou desliguei o fogo e coloquei o mingau em uma vasilha plástica. Confesso que não deixei esfriar muito pois estava com pressa. Mas o ideal é que esfrie todo antes de colocar qualquer outra coisa para que não perca tanto as propriedades. 

Então eu amassei uma banana bem amassadinha com o garfo e misturei ao mingau de aveia. Mexi bastante até ficar mais branquinho e o cheiro de banana ficar forte. Em seguida coloquei uma tampinha de Bempantol líquido que também é um produto maravilhoso para o cabelo. Mas pode colocar mel, azeite de oliva, ou óleo de coco.

Eu às vezes invento umas hidratações caseiras e dão certo. Ficam bem bacanas. Ontem, nesse caso eu fiz como uma umectação e fui passando em mechas com o cabelo seco. Depois envolvi a cabeça em um plástico e fiquei cerca de 40 minutos. Depois lavei duas vezes com xampu para tirar o excesso de farelo e  passei condicionador normalmente.



Quis mesmo nutrir o cabelo, mas percebi uma hidratação também. O cabelo tem brilho e maciez. Gostei bastante do resultado. E pesquisando encontrei alguns benefícios da banana: ela é rica em potássio, repara e hidrata o cabelo devido à água  e os óleos contidos nela e tem muitas vitaminas além de zinco e ferro. 

A aveia, por sua vez, é rica em cálcio, ferro, magnésio e muitas outras vitaminas. Além de proteínas. Essas substâncias no cabelo ajudam a nutrir, hidratar  e fortalecer os fios. O bempantol, todas ou quase todas as cacheadas conhecem, tem vitamina B5 e antes era utilizado apenas para tratar assaduras de neném e outros problemas de pele, mas pode ser utilizado também nos fios agindo contra o ressecamento  e tratando possíveis danos, além de fortalecer os cabelos. O bempantol pode ser aplicado diretamente nos fios ou como eu fiz, na máscara hidratante ou umectante. É isso! Receitinha boa e barata para cuidar dos nossos cachos!


E aí? Gostaram? Façam essa e outras receitinhas capilares que eu já fiz e me contem. Elas estão todas aqui no blog na categoria cabelos. É possível cuidar bem dos nossos cabelos e ter cabelos bonitos gastando pouco.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

No espelho


Eu não era como as outras meninas. Eu acho que nunca fui. Eu me olhava no espelho e via uma menina de óculos e espinhas, uma cicatriz ao lado do olho. Tomei dois pontos. Uma queda na escola. Além de ser a esquisita, eu era a esquisita que vivia correndo e batendo em todo mundo. Eu ficava olhando enquanto minhas amigas adolescentes namoravam.

Eu não beijei ninguém até os treze anos, e olhe que isso era bem tarde, já naquela época. Eu não sabia de muita coisa da vida e até hoje eu não sei. E esse espelho não me diz nada, não esclarece nada. Há uma névoa pairando sobre a minha cabeça. Eu sou uma mulher sombria, eu fui uma adolescente sombria.

Há coisas que eu guardei só para mim e só pouquíssimas pessoas sabem. Eu gosto do que vejo hoje no espelho. É melhor do que o que eu via há alguns anos. Minha aparência havia melhorado, mas eu estava ainda ferida pelo tempo, pela vida, por tudo. Eu sabia que precisava cicatrizar. Mas bem lá no fundo  havia ainda em mim marcas da passado que não se tratariam. Não sarariam jamais.

Bem, eu continuo esquisita, é o que eu quero dizer. A minha esquisitice nada tem a ver com a a aparência. É a conclusão que chego. Escuto vozes que vem de mim mesma e não as compreendo. Eu sou a mocinha mais vilã, eu sou a mulher com cara de bruxa, eu sou a ovelha negra, eu sou a caladona com um livro na mão. É o que eu sou, é quem eu sou. Ambígua, paradoxal, complexa, inquieta. Sim, eu não sou como as outras meninas.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Casamento é legal!


Não sei como pessoas que nunca foram casadas podem saber tanto sobre casamentos a ponto de odiá-los. Algumas pessoas que eu conheço falam com uma terrível certeza que casamento é ruim. Em primeiro lugar: eu não tenho certeza de nada e em segundo lugar eu discordo. E eu posso discordar, já  que fui casada e não tive uma boa experiência enquanto filha de pais casados.

No início da minha vida eu até pensava que casamento era como o dos meus pais e cresci achando que não iria casar para ser infeliz. Eu não queria isso. Mas um dia algo mudou e eu vi que tinha a oportunidade de viver isso. Eu era uma pessoa diferente de minha mãe e meu ex marido totalmente diferente de meu pai. Não era possível que fosse ser igual.

Embarcamos nessa aventura e deu certo por quatro anos. Será que dá para as pessoas terem ideia do que são quatro anos? Quantos dias e quantas horas dormindo numa mesma cama, compartilhando gostos e atividades, vivendo em comum... É difícil claro. Nada é fácil na vida. Mas, casamento é gratificante ao mesmo tempo que é difícil. Você consegue dividir o máximo da sua intimidade com outro alguém, com alguém que geralmente é muito especial, que você gosta e quer estar perto.

É como a extensão de um namoro, só que nesse caso você vai dividir a sua vida como um todo com aquela pessoa e não só alguns momentos na semana, não apenas os bons momentos, mas os perrengues também. É preciso haver amor em primeiro lugar, mas amor de verdade. Paciência, admiração e companheirismo, entre outras características para que dê certo enquanto dure.

São desafios diários. O casamento é construído todos os dias. Um bloco por dia e o muro vai subindo. Eu acho que casamento não é ruim. Não quando se ama, conhece suficientemente, quando se divide as mesmas expectativas e sonhos. Quando há uma sintonia entre o casal. Sintonia de ideias, de ideais e de sentimentos, dá certo. 

Eu não estou aqui para mudar opiniões de ninguém mas eu estou aqui para falar a minha opinião e é isso que eu acho acerca do casamento. Instituição que pode até ser considerada falida por algumas esferas da sociedade, mas que para as pessoas que têm vontade e maturidade para levar adiante pode ser uma boa experiência de amor e companheirismo para muitos anos ou para a vida.

Portanto se você nunca casou, ou não casou ainda, não fale mal do casamento. Não diga que estar casado é ruim, que você perde a liberdade e privacidade. Isso não é verdade! Vá falar do que você viveu e beijos de luz! Rsrsrs


Rafaela Valverde


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Transição - Maria da Conceição Paranhos

Expressar.
Esquecer os atalhos, os desvios, a fuga.
Este é o lugar : fincar raízes
em solos aéreos, improváveis.
Decifrar imagens no espelho
esmerilhado por desastrado gesto.


Cirandas na ausência,
mãos tateando o escuro,
o turvo elemento, o verbo,
que depende.


Como depende.
Essa linguagem perseguindo
a atenção do silêncio.
Signos anunciam, seio conhecido, Vita nuova:
"Amar-te-ei em excesso após a morte.
Ninguém cantará teu amor como eu".


Cantor de improviso,
de onde vens e de onde extrais
essa sabedoria imprudente?


Começa agora outro dia.
O poeta canta.
O poeta canta.
Por males que não espanta.



Rafaela Valverde

How to Get Away with Murder


Terminei de ver a segunda temporada de How to Get Away with Murder que é a que está no Netflix. Mas já está na terceira temporada. É uma série de drama e suspense e tem nada menos que Shonda Rhimes como produtora executiva. A mesma criadora de Scandal e Grey's Anatomy.

É uma série boa e meio sem pé nem cabeça assim como Scandal. Não vou dizer porque eu acho sem pé nem cabeça, mas é uma série que têm muitos crimes e advogados, assim como Scandal. Salvaguardadas as semelhanças, as séries são diferentes no final das contas.

A protagonista, assim como em Scandal é uma mulher negra e forte.  Isso para mim conta pontos para a série. Gosto de mulheres protagonistas. Gosto de mulheres negras  fortes protagonistas.  Viola Davis é brilhante. Seus pupilos idolatram a personagem Annalize. 

A série começou em 2014 e tem alcançado bons números e bons seguidores e fãs. Eu gosto. Acho Viola uma atriz maravilhosa e gosto de olhar para ela. Ela poderia estar calada durante toda a série, só precisava olhar e manter sua expressão corporal e facial, já seria boa atriz!

Recomendo!


Rafaela Valverde

Pensamento positivo


A gente vive torcendo para que as coisas deem certo. E no final elas sempre dão. Tudo vai aos poucos se encaixando. Por mais que seja difícil, que a gente tenha que apertar ali ou aqui, adequar dar uma ajeitadinha nas coisas para que funcionem. Elas obedecem e acaba quase tudo em ordem.

Eu digo isso porque sou daquelas pessoas que sempre teve dificuldades na vida. Financeiras principalmente. Mas, mais do que nunca eu sei que tudo se resolve. As contas não batem esse mês mas no mês que vem hão de bater.

É só esperar e ao mesmo tempo agir. Não ficar parado esperando que tudo dê certo.é preciso direcionar o pensamento para que dê certo antes de tudo. Pensar que o pior vai passar e que as coisas vão melhorar. Torcer e trabalhar em prol da melhora sempre. Pensar positivo não é fácil, principalmente na atual situação em que vive o nosso país, mas a gente precisa exercitar.

Hoje se inicia um novo mês e com ele a perspectiva de mudanças e coisas boas. Se aproxima o final do ano e vem aquela época de reflexão de sempre. Mas será que a reflexão é verdadeira? Será que as atitudes e erros do ano que está findando são realmente repensados? O que estou querendo dizer aqui é que não adianta deixar para consertar erros e repensar atitudes no final do ano. É necessário fazer isso o tempo todo e fazer com que tudo dê realmente certo e não ficar se sabotando. A gente não merece isso!



Rafaela Valverde
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