sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Livros Sete Erros aos Quatro Ventos - Marcos Bagno


O livro Sete Erros aos Quatro Ventos de Marcos Bagno traz uma análise sobre alguns livros didáticos adotados pelo PNLD. Esses livros trazem estudos linguísticos pautados ou não - a às vezes mau pautados, na variação linguística e sociolinguística. Bagno critica de forma contundente certas formas de abordagens da língua portuguesa.

Há muitos exemplos dos LDs (Livros Didáticos) que são utilizados em sala de aula, exemplos de exercícios, abordagens, tirinhas, etc. O trabalho do professor de língua portuguesa também é destacado no livro, no sentido de ser bem formado e usar a sua formação para distinguir os bons LDs e as melhores formas de utilizá-los. Ou não utilizá-los quando não for necessário para a sua prática pedagógica.

Bagno também trata um pouco da formação de alguns dos escritores desses livros utilizados nas escolas brasileiras e aprovados pelo programa do governo federal e do MEC. Ele questiona como pode professores, mestres, doutores na área de letras tão bem formados - a maioria em boas universidades do Sudeste se propõem a escrever ideias tão arcaicas e ultrapassadas sobre a língua. Há muitos questionamentos ao longo de todo o livro.

Da formação dos professores ao uso da língua como mecanismo de poder diante de uma estrutura social, onde quem fala "bem" e "certo" é mais prestigiado socialmente e tem mais dinheiro e poder na sociedade. Essas pessoas ajudam a perpetuar a ideia de erro, a ideia de língua errada, desvios, língua selvagem e vários outros apelidos que dão às normas populares.

Bagno, a quem eu tive o prazer de conhecer em Brasília e que autografou esse livro para mim, traz de forma muito clara e direta informações e saberes sobre a nossa língua, sobre as variedades e sobre os principais erros cometidos pelos livros didáticos. Norma padrão não é o mesmo de norma culta! Norma padrão é um ideal de língua, ninguém fala a norma padrão. Ela é um padrão. Ela é tratada por Faraco - como bem citado por Bagno - como norma curta. Algo que querem que a gente fale e nos empurram guela baixo.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A professora e coreógrafa Lia Robatto

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Lia Robatto é coreógrafa, dançarina e professora, nasceu em São Paulo mas mora em Salvador desde os anos 1950 quando veio ser assistente da professora de dança russa Yanka Rudzka que veio fundar a escola de dança da UFBA. Continuou dançando, se aperfeiçoando e virou professora de dança, fazendo a graduação de bailarina.

Casou - se com o fotógrafo e arquiteto Sílvio Robatto e fez história na dança da Bahia. Lia criou nos anos 1960 as suas primeiras coreografias para a Companhia de dança da UFBA. Após um tempo foi para a escola de teatro, onde trabalhou por um tempo, retornou posteriormente  à escola de dança. Onde ficou e deu aulas até se aposentar em 1982.

Em 1983 tornou se diretora do departamento de dança da FUNCEB, onde criou uma escola de dança. Criou ainda  a Usina de Dança do Projeto Axé.  Trabalhou na secretaria de Cultura da Bahia e montou vários espetáculos encenados pelo Balé do TCA, Grupo Experimental de Dança e outros.

Lia publicou três livros sobre dança. Dois pela editora da UFBA  e um outro pela editora da Casa de Jorge Amado com Lúcia Mascarenhas. O trabalho de Lia é grande. Ela ainda é diretora, dramaturga, curadora, etc. Passei a conhecer um pouco seu trabalho por causa da minha pesquisa de iniciação científica. Mas como a maioria dos seus espetáculos são relacionados à dança, eu e minha orientadora resolvemos mudar.

Lia recentemente doou seu acervo para o Centro de Memória da Bahia que fica no terceiro andar da Biblioteca Pública da Bahia nos Barris. Eu tive a oportunidade  de ver algumas coisas e ter em mãos a lista de todo  acervo. É enorme. Quem tiver interesse, passa lá. O pessoal é super acessível.



Rafaela Valverde

Julia


A minha Julia voltou. Sim, ela havia sumido no início do mês causando em mim uma profunda angústia por não saber como ela havia saído e onde estava. Ela nunca vai para a rua e isso me deixou extremamente preocupada pois ela não saberia - a meu ver - como andar e se comportar na rua. Eu e minha mãe perguntamos a algumas pessoas na rua e no final de semana passado uma vizinha disse que a tinha visto, fomos procurar e nada.

Mas ontem à noite eis que eu estava na pia lavando os pratos e ouvi um miado alto e forte. O miado dela. Sim eu conheço o miado dela e reconheci. Achei que estava muito próximo e levantei a cortina da janelinha da pia e lá estava minha filha branquela pendurada, olhando para mim. Puxei-a e chorando sentada no chão que nem uma idiota.

Minha mãe mandou eu justamente deixar de ser idiota e dar comida a bichinha que está super magrinha. Comeu muito. Uns quatro pratos de ração e peixe. Mas não importa. Eu estou muito feliz com a volta dela, com o retorno do meu "grudinho", do único ser do universo que manda em mim hahaha.

Já comecei as providências para castrá-la o mais rápido possível e as outras duas também. Meus outros dois "grudinhos" que eu tanto amo. É isso. Esse mês de outubro foi uma loucura, está sendo uma loucura. Mas vai passar, já está passando. Minha filha voltou e é o que mais importa.

Julia já está comigo há quase dois anos. Eu salvei ela de atropelamento quando ela ainda era um bebezinho inocente e foi abandonada. Ela era suja, magra e feia. Passei umas três vezes por ela de manhã cedo indo para a faculdade. Uma das vezes ela brincava inocentemente, na outra cochilava e em outra ocasião retirei a praticamente debaixo de um pneu que dava ré. Cheguei em casa e falei que da próxima vez que eu a visse ali correndo perigo eu a levaria para casa. Estava sofrendo, havia poucos meses que havia perdido meu casal de gatinhos envenenados e eu dizia que não queria mais. Mas não podia deixá la ali. Passei mais uma vez, ela ali estava no mesmo local. Peguei rapidamente aquele saquinho de pelos e joguei dentro da mochila. Deixei aberta e fui falando com ela até chegar em casa. E assim começou nosso amor.

Julia chegou em minha vida em um momento difícil. Eu estava me separando e fui morar sozinha. Fomos só nós duas durante vários meses, eu acompanhei seu crescimento enquanto fiquei sem trabalhar no início do ano passado. Seu nome é em homenagem a minha diva Julia Roberts. Enfim, eu me derreto por Julia. E ela simplesmente voltou!


Rafaela Valverde

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Agradecer!!!


Eu não tenho do que me queixar. Estou na UFBA, onde sempre quis estar, apesar dos pesares. Sou bolsista de iniciação científica. Isso não foi possível para mim nos dois anos em que estive na UNEB. Lá não houve tantas oportunidades desse tipo. Eu acredito na pesquisa. É um dos pilares da universidade e conta pontos para seleção no mestrado, um dos meus maiores sonhos.

Com essa bolsa eu posso me dedicar um pouco mais aos estudos e à pesquisa ao invés de apenas estudar para me formar e trabalhar para manter a graduação e conciliar tudo. Além disso, eu tenho poucos e bons amigos ao meu lado, tenho uma família incrível que me ama e me ajuda. Tenho uma coisa que eu acho que pode ser um dom, que é o dom da escrita e sei que escrevo bem.

Posso, apesar da crise, pagar e comprar algumas coisas como por exemplo a Netflix que me proporciona tantas séries e filmes bons, como Grey's Anatomy, House of Cards e outras que eu amo e me emociono. Me ajudam a escapar da minha rotina louca. Enfim, tenho auto estima e tenho algumas coisas que sempre quis. Inclusive paz.

E de pensar que há poucos meses eu queria morrer todo dia. Não tinha vontade e alegria de nada. Mas hoje eu estou bem e preciso muito agradecer. Por mais que eu agradeça todo dia ainda não é suficiente. E ainda há meu querido Cássio, meu namorado. Uma surpresa que apareceu esse ano e uma das quais eu me sinto mais grata. Uma nova paixão, mas uma amizade das antigas. Sim, eu conheço Cássio desde 2004 quando começamos o ensino médio. Meio que éramos amigos, e meio que rolou uns beijos não muito legais, mas não havíamos nos visto ou nos falado nos últimos anos. A não ser por uns contatos esporádicos pelo Facebook e num grupo da turma no WhatsApp. Mas um belo dia nos reencontramos...O beijo melhorou! rsrsrs Essa história eu conto depois. O que quero dizer é que depois de tanta dor hoje eu sou feliz e sou muito grata!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Calem a boca!


Não sou das que vivem tagarelando. Não sou das que falam e conversam o tempo todo e com várias pessoas. Ao contrário, eu valorizo muito meu silêncio. Eu não suporto ambientes onde todo mundo fala ao mesmo tempo e vira uma balbúrdia pior que uma feira livre. Eu não tenho paciência com os tagarelas.

Chego até a ser intolerante às vezes. Sei que pode parecer uma atitude cruel e egoísta, mas a minha paz e silêncio são muito importantes para mim. Eu gosto de silêncio. Eu gosto de almoçar em paz. Parece que as pessoas têm necessidade de sempre estarem falando e nunca calam a boca. Muitas vezes falando coisas desnecessárias e sem lógica.

Não sei se é uma característica dos dias de hoje ou se sempre foi assim, mas eu percebo - e eu observo muito as pessoas - que há uma necessidade de falar, uma necessidade forte de não ficar calado. As pessoas acham que têm que se explicar e se expressar o tempo todo. Pior, acham que as outras pessoas escutam e se interessam.

Eu geralmente fico quieta lá no meu canto, só escutando. Escutando quando não tenho a opção de colocar um fone de ouvido ou ler um livro ou qualquer coisa... Mas às vezes eu só queria dar um grito :"calem a boca!" Eu acho que as pessoas falam muito. E dessa vez eu não me incluo, eu só falo o necessário. Ouvir mais seria um bom exercício sabe? Dizem que nós temos dois ouvidos e uma boca só por um motivo. Seria bom dar um pouquinho de paz às outras pessoas em ambientes obrigatoriamente coletivos, por que eu não aguento mais.



Rafaela Valverde

Filme Orgulho e Preconceito


O filme Orgulho e Preconceito estreou em 2006 é baseado no livro homônimo de Jane Austen e  foi dirigido por  Joe Wright. Tem ainda atuações de Keira Knightley, Matthew MacFadyen, Talulah Riley. Um drama britânico que traz de maneira divertida a narrativa da história da escritora inglesa.

O filme retrata a história das irmãs Bennet que  moram no interior da Inglaterra e precisam lidar com várias questões da época. A época é  século dezenove e as moças precisam se casar. Precisam sair da casa dos pais e ter seus próprios maridos. As jovens moças precisam deixar de ser fardos para os pais e para isso elas fraquentam a sociedade, festas e bailes.A mãe das cinco Bennet precisa arrumar casamento para as filhas e assim, junto com o pai ela inicia uma corrida para ver qual casará primeiro.

Logo um homem solteiro vira o alvo dessa mãe e as investidas começam. A partir daí inicia - se uma série de acontecimentos e romances. O desenrolar da história é surpreendente e gostoso de assistir. Sim, o filme é gostoso de ver. Divertido e eu recomendo. Eu comecei a ler o livro de Jane Austen e não continuei mas depois que vi o filme, senti uma necessidade maior de ler o livo clássico e feminista.

Recomendo!


Rafaela Valverde

domingo, 23 de outubro de 2016

Desperdício no RU da UFBA


Observando os pratos recém utilizados no Restaurante Universitário da UFBA chamado carinhosamente de RU, eu percebo o quanto a gente desperdiça comida. É muita comida no lixo! Imagine que são servidas mil e duzentas refeições nos dois horários desse RU. No almoço e no jantar. E a maioria, ou uma boa parte dessas pessoas que são servidas, joguem restos fora. Pequenas porções que não seriam bem vindas no estômago, que encheriam demais a barriga.

Ninguém se importa, ninguém observa, mas de resto em resto devem ser toneladas de comida no lixo todos os dias. Comida que é demais para uns e escassa para outros. Não há, ou pelo menos eu não vejo ou sei de alguma campanha da universidade ou da escola de nutrição contra o desperdício de alimentos. Fora que se a comida fosse um pouco mais gostosinha os alunos comeriam melhor. E se os próprios alunos servissem a comida - que hoje é servida pelas atendentes -  reduziria, ao meu ver o desperdício que é bem grande.

Eu vejo muitas pessoas, muitas mesmo com restos de comidas nos pratos e isso me dá uma dor no coração. Eu não gosto de desperdiçar comida e não gosto de ver ninguém desperdiçando comida. Creio que ações simples poderiam evitar tanto desperdício. O Brasil é um dos países do mundo que mais jogam comida fora e ao mesmo tempo um dos maiores em número de fome. Há um paradoxo já conhecido, mas ninguém faz nada.

É isso, eu tenho que lidar com a minha impotência com algo que parece ser tão simples mas não é. É grave. É um problema que se minimizaria com ações simples. Mas que não interessam. Não interessam por quê? Cada um de nós pode simplesmente comer a comida toda ou pedir para as moças que servem não colocarem tanta comida, ou ainda pode colocar menos salada ou não pegar a fruta que é servida como sobremesa. Eu já vi gente jogando salada e fruta fora sendo que esses dois itens são os alunos que se servem, tendo a opção de pegar ou não. Eu acho uma falta de consciência pegar só para jogar fora. É um egoísmo, uma falta de bom senso. Se não vai comer, não sirva e não jogue comida fora!



Rafaela Valverde

As sem- razões do amor - Carlos Drummond de Andrade


Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.





Rafaela Valverde

Não é correspondido, não é nada!


Quando um sentimento não é correspondido ele é um nada. Quando deixa de ser correspondido ele deixa de ser importante e vira um nada. Não tem importância. Amores platônicos não são importantes. Se um sentimento vale a pena, se é verdadeiro e se não é  apenas nada, ele quase automaticamente passa a ser correspondido.

O outro percebe o sentimento e se esse sentimento é real, é forte e vale a pena, alguma coisa  se ilumina, o outro sente e de repente passa a corresponder. É uma sintonia, é algo que o que sente desperta no que vai passar a sentir. Quando o outro não corresponde, não vale a pena. É preciso apenas parar de lutar por ele. Esqueça, desista. Não vale a pena. É nada. Não é sentimento que vale a pena ser alimentado.

Isso pode acontecer também quando o sentimento de um dos lados acaba depois de muito tempo existindo. O outro, o rejeitado, o que deixou de ser amado, não desiste e luta. Luta até o fim das suas forças. Mas isso é uma perda de tempo. O que morreu não ressuscita, não volta mais. A sintonia que havia nascido morreu, a luz se apagou.

O que quero dizer aqui é algo que eu consegui aprender: somos responsáveis pelo que sentimos. Tentamos nos eximir culpando o coração, culpando a vida, culpando o outro. Mas não é bem assim. Se e quando queremos esquecer, a gente consegue esquecer. Claro que não é fácil, ninguém está dizendo isso aqui. Porque não é. Mas é possível e só depende de nós mesmos nos libertar de algo que não faz bem. De um sentimento que só existe de um lado, de um sentimento que é inválido e não é nada, já que não foi capaz de chamar atenção do outro.

Parta para outra. Corra, fuja! Se salve antes que vire tudo uma enorme cagada. Imponha ao seu cérebro que a partir de tal dia, a partir de tal marco você não vai mais pensar na pessoa e nem alimentar esse "mero nada". Marque no calendário. Essa decisão é sua. Ninguém pode se libertar por você. Deixe a teimosia de lado e simplesmente esqueça. Exatamente como o outro esqueceu de você, exatamente como o outro nunca prestou atenção em você.

Há um magnetismo tão grande nessa coisa toda que é pode ser provável que quando você expulsar tudo isso da sua vida. ela sinta a sintonia do vazio, da rejeição - o mesmo que você sentiu durante tanto tempo - e de repente passe a prestar atenção naquele que lhe enaltecia e agora não liga mais. Não é esperança que eu estou te dando. É só a ideia de uma coisa que realmente pode acontecer. A vida realiza malabarismos incríveis e você está nela. Aprenda a viver com isso!





Rafaela Valverde

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Suits


Terminei a quinta temporada da série Suits. É uma série americana criada e escrita por Aaron Korsh. Estreou em 2011 trazendo a história de uma grande empresa de advocacia em Nova Iorque, chefiada por Jessica Pearson (Gina Torres). A série começa com a narrativa da vida de Mike Ross (Patrick J. Adams) que vive uma vida errante e já foi expulso da faculdade de direito.

Ainda assim, Harvey Specter (Gabriel Macht) o contrata para a firma, depois e Mike ter ido parar por engano na entrevista. E daí a trama passa a desenrolar, a partir da contratação de Mike. A firma só contrata jovens de Harvard mas nem todos os jovens associados tem os requisitos de Mike que conta com uma memória fotográfica e sabe muito da profissão.

É uma trama interessante. Com doses de humor e drama. Estreou esse ano a sexta temporada, mas na netflix só tem até a quinta. E já há confirmação para a sétima em 2017. A série faz um enorme sucesso e os atores já ganharam prêmios. Quem me indicou inclusive foi uma estudante de direito. O povo de direito curte bastante e eu adoro essa série. E ainda tem o o gostosão do  Gabriel Macht  e a maravilhosa Sarah Rafferty que interpreta a secretária incrível Donna Paulsen.

Que essa série tenha ainda muitas temporadass, porque eu com certeza vou assistir. Recomendo!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Scandal


Terminei a quinta temporada da  série Scandal. É uma série dramática norte-americana. Passada em Washington, D.C, com grande foco na Casa Branca e na vida do presidente mais poderoso do mundo. Os bastidores da política americana são retratados com muita emoção e para quem não conhece os pormenores da política americana pode ser bastante útil. 

A série é de Shonda Rhimes a mesma criadora de Greys Anatomy, série de grande sucesso. E a primeira temporada foi lançada no país em 2012. Estrelada por Kerry Washington no papel de Olívia Pope, a série é inspirada na ex assessora de imprensa da Casa Branca durante o governo de George Bush: Judy Smith.

Olívia Pope agora trabalha na OPA. Olívia Pope Associados que é uma empresa que resolve problemas. Como a própria Olívia afirma é a melhor coisa que ela sabe fazer. É o que ela faz melhor: resolver problemas e "limpar a barra" de clientes que nem sempre são tão inocentes assim.

Vi algumas críticas à série na internet e em algumas coisas eu concordo. Há uma série de incoerências e histórias mal contadas na série. Um jogo perigoso é jogado o tempo todo, b613, Comando, espionagem, terrorismo, assassinatos, suspense... Mas a protagonista tem muitas oportunidades de resolver coisas e não resolve. Ela é meio inútil em alguns momentos.

Ela é egoísta e chata. Aquelas caras e bocas junto com os suspiros pelo presidente são irritantes. Eu acho maravilhoso uma mulher negra protagonista, mas a personagem não ajuda. Ela é arrogante e só pensa nela. Quase tudo o que ela faz é por ela mesma e não para ajudar as pessoas como ela mesmo fala. Mas apesar de Olívia, eu adoro essa série. Ela é alucinante, não dá para parar de assistir.

Agora é esperar o ano que vem para chegar a sexta temporada na netflix. Sem falar que há outros personagens memoráveis como Cyrus, Mellie, Abby, Huck, Rowan... Os outros personagens e/ ou as tramas paralelas ajudam a prender a gente na frente da tela e não desgrudar nem um minuto. É muito boa e quem gostar de suspense e tramas alucinantes assista! Recomendo.


Rafaela Valverde 

Terapia


Comecei a fazer terapia. Finalmente. Sabia que precisava há muito tempo. Após uma série de desabafos de alunos da UFBA veiculados na mídia, falando sobre o mal estar que vivemos hoje na universidade, onde vivemos atolados e infelizes; surgiram várias iniciativas para terapias para nós alunos. Uma delas foi lá mesmo, na UFBA.

É uma terapia em grupo, com um psicólogo formado pela UFBA. O grupo inicialmente seria de dez pessoas mas estamos em seis. Já no primeiro dia, me fez muito bem ver aquelas pessoas passando por quase as mesmas coisas que eu venho passando. Sabe, de repente a gente deixa de achar que a culpa é nossa por não estar suportando e percebe que há uma instância maior, que atinge muitos alunos.

A gente não tem tempo para fazer quase nada do que a gente gosta no decorrer do semestre. A gente não conta com compreensão e flexibilização por parte de alguns professores. A gente tem que lidar com prepotência e desorganização. A gente praticamente não têm férias. A gente acaba odiando tudo isso. A gente odeia a área que a gente ama, a gente odeia ir às aulas, a gente odeia as pessoas. Tudo.

A gente só quer se formar logo. E assim tem gente lá do grupo que pega nove, sim eu disse nove disciplinas para poder terminar e se livrar logo. Isso é um sofrimento, é opressor. A gente passa até 12 horas dentro da universidade, a gente perde o prazer de fazer outras coisas, de fazer coisas que a gente gosta. A gente não têm mais tempo, na verdade. A gente pensa: "com tantas coisas para fazer, eu tô aqui vendo série, ou aqui vendo o pôr do sol."

É triste, é tenso. Mas estou conseguindo me libertar um pouco disso. Decidi que enquanto eu estiver sem trabalhar eu não vou estudar aos finais de semana e feriados, eu vou me organizando durante a semana e por enquanto está dando certo. Fico a semana toda atolada, mas consigo. Uma outra atitude que estou tomando para descansar a minha mente de toda essa agonia é ver um episódio da série que estou assistindo por dia. Ler outros assuntos, escrever, ouvir música, mesmo que seja no ônibus ajuda bastante. A nossa mente merece, o nosso corpo merece. Não dá para trabalhar o tempo todo, cumprir prazos o tempo todo e viver no standy by, no automático, sempre cansada, só sobrevivendo ao invés de viver plenamente.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Não contem com mais uma desistência minha

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Não. Eu não vou enlouquecer. Por mais que às vezes um desânimo tome conta de mim eu não vou desistir. Eu não quero nem pensar em desistir mais uma vez. Mas ontem eu pensei em desistir de tudo. Apenas não posso mais desistir, eu sei disso. Mas a coisa toda está muito pesada. E tudo isso me deixa aflita, me angustia. Principalmente por que eu sei que só vai piorar. Se eu for realmente em busca da realização dos meus sonhos, vai ser penoso. E o número de obrigações vai aumentar. É um fato.

Eu sempre quero fazer tudo, cumprir meus prazos. Quero fazer tudo certinho mas confesso que não dá. Nem sempre leio todos os textos e faço tudo o que tem para fazer. Simplesmente por que não dá. Os professores devem com certeza saber que nós, os alunos, não fazemos todas as atividades que eles mandam e não lemos todos os textos por que não dá. Então eles que engulam os seus egos, seu prazos e esperem.

Já que não podem ouvir os alunos, não podem ser mais flexíveis, nem avaliar gradualmente e muito menos trabalhar de forma interdisciplinar, então que tenham um pouquinho, mas só um pouquinho mesmo de humanidade e bom coração. É simples, é só ter empatia. Mas não. Parece que há uma cultura de vingança dentro da universidade, a UFBA especificamente. Os professores, cabe ressaltar que não são todos, parecem que querem se vingar dos seus tempos de graduação e não estão muito se importando com o lado de cá, de nós, alunos. O que é uma pena pois não somos gente também, né?


Rafaela Valverde

domingo, 9 de outubro de 2016

Literatura é sempre literatura


A literatura sempre e sempre fará parte da minha vida. Eu quando criança lendo Agatha Chistie entre outros não me importava se era literatura boa ou ruim. Eu não me importava e nem sabia que existia classificação literária ou cânone literário. Só fui conhecer a palavra cânone quando entrei na faculdade de letras no início desse ano.

Eu não queria saber disso. Eu não estava e acho que ainda não estou afim de classificar. Não tem que ter classe, nem função e serventia. Literatura é literatura. Eu só queria devorar todos os livros que eu pudesse, eu queria ler, mas ler mesmo. Ler sempre. Por que eu amo ler e ler é muito gostoso. Ler traz vários benefícios para a vida da gente. É isso que digo a todo mundo que quer escrever melhor. É isso que digo a meus alunos e sempre direi.

A literatura abarca muitos conceitos e muita abstração. Conheço algumas pessoas, inclusive professores que desistiram da literatura por que ela tem muita "abstração" e que é "demais" para a cabeça. Mas eu não desisto da literatura, apesar de às vezes a universidade meio que fazer a gente detestar um pouco suas teorias e conceitos. A gente sai um pouco da ilusão de que literatura é apenas um hobby, é apenas fruição. Literatura vira realmente coisa séria. E é.

Mas eu não me importo, eu quero é ler. Eu tenho a capacidade de saber se aquela literatura é boa ou não para mim. Eu não tenho obrigação de classificar nada e até os próprios teóricos não sabem classificar, identificar ou até mesmo entender a função da literatura direito e sou eu que vou me preocupar com isso? Eu não. Deixa isso para a hora certa. Talvez a hora em que eu  vá fazer mestrado de literatura quem sabe. Mas enquanto não chega esse momento eu fico mesmo com Compagnon quando ele diz: "[...] para aquele que lê, o que ele lê é sempre literatura [...]"



Rafaela Valverde


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O "amarelo"


No último domingo estive na escola que estudei a minha infância inteira até os 14 anos. Há cada dois anos eu vou a essa escola que fez parte da minha vida. Vou lá votar. No último domingo após o fim das eleições eu esperava numa cadeira  e comecei a observar o pátio da entrada do colégio. Ainda há um telefone público na entrada. Lembro das ligações que já fiz naquele telefone público.

Olho para o chão, ainda é o mesmo. A estrutura é basicamente a mesma, mas há mais um portão e câmeras. Ao mesmo tempo em que a escola é a mesma, ela mudou muito. Saí de lá há treze anos e ainda nem tinha ensino médio quando saí. Era só até o ensino fundamental II. Lá fiz muitas travessuras, lá fiz amigos e inimigos que duram até hoje. Lá eu vivi coisas boas e ruins. Mais ruins, para falar a verdade.

Sofri bulliyng, sensação de fracasso escolar, "amores" não correspondidos e sofri a precariedade da escola pública. Eu vi aquela escola nascer e antes ela ainda era mais precária. Há vinte anos, eu tinha sete anos e estava na segunda série do ensino fundamental I. Havia saído da escola particular, onde estudei na pré escola e fui estudar nessa escola que era pequena, com apenas sete salas de aulas, quatro de madeira. Sim, a escola era um amontoado de compensado.

No ano seguinte começou uma reforma que durou mais de um ano, ficamos sem escola nesse ano. Minha mão não podia pagar particular e a outra pública era ainda pior, mas ainda assim era melhor que nada, até hoje não entendo isso, mas enfim... Quando finalmente a reforma foi concluída e a escola foi entregue com a estrutura que ela tem hoje todos nós ficamos maravilhados e achamos aquilo tudo a última e mais moderna revolução educacional. Até passamos a chamar carinhosamente o colégio de "amarelo" devido a cor do seu prédio. E é assim até hoje. Simplesmente amarelo e pronto.

Sim, então enquanto estava sentada lá esperando meu trabalho como presidente de mesa terminar eu vi num grande mural que tem logo na entrada um aviso informando que devido à morte da professora Graça as provas seriam canceladas e adiadas para a semana seguinte. Ela morreu no dia 27/09 e era uma professora que eu gostava muito, fiquei arrasada quando soube da notícia. Aquilo me encheu de tristeza e ao mesmo tempo saudade dos anos em que estive ali. Só queria prestar mais essa pequena homenagem a minha professora de português/ inglês de quase toda minha vida escolar e a escola que eu estudei que apesar de sofrer com a precariedade foi onde eu estudei.




Rafaela Valverde

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Mais uma noite...


Eu lambia os lábios de prazer enquanto você estava com a cabeça entre as minhas pernas. Às vezes eu mordia os lábios porque isso é bem gostoso. Você conhece bem cada ponto erógeno do meu corpo e trabalha bem em cada um deles. De repente sinto um aumento  no movimento da chupada, me contorço e solto um gritinho de prazer.

A velocidade se mantém e aquilo fica cada vez mais delicioso. Você me leva à loucura e sabe disso. Gozo e solto uma gargalhada, você não para. Me conhece, sabe que preciso de mais. Eu quero mais. Não que a coisa toda já não esteja muito quente por aqui. Você continua em movimentos circulares e devagar, empurro delicadamente sua cabeça e meus dedos enroscam em seu cabelo macio.

Você para de repente quando percebe que estou chegando ao clímax. Distribui beijos carinhosos pela região e deita apoiando a cabeça no pé da minha barriga. Te olho e acho essa atitude muito fofa, mas quero mais. Quero você dentro de mim, quero ouvir você gozando bem pertinho do meu ouvido e depois afagar seu cabelo enquanto você descansa em meu peito.

Te faço cafuné e você já entende o sinal sobe e me beija vorazmente. E assim o nosso tesão é extravasado, fazemos um amor louco. Um sexo delicioso. Seja lá como se decida chamar, é sempre maravilhoso. é maravilhosa a nossa química. Gritamos alto e juntos. Depois nos jogamos na cama, extasiados, amortecidos, cansados e ofegantes.

Depois de um cochilo ou outro, piadas idiotas e até cócegas, levantamos da cama e a noite vai terminar no chuveiro. Ou recomeçou? O fato é que a putaria melhora debaixo do chuveiro, aquela água quente escorrendo pelo corpo nessa noite fria...  Só sei que dessa vez eu sou a primeira a me abaixar... Mas antes é claro que sussurro " delícia" no seu ouvido...




Rafaela Valverde

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O jardim e o quintal - Fabrício Carpinejar


Não basta ser fiel, tem que ser leal para dar certo.

Foi o que a minha namorada me disse.

A lealdade é tão importante quanto à fidelidade.

A lealdade é o pensamento da fidelidade. A fidelidade é a ação da lealdade.

A lealdade é a amizade do amor. A fidelidade é o respeito do amor.

Há casais que são fieis entre si, mas não são leais, e se distanciam um do outro.

Há casais que nunca se traem, mas tampouco se apresentam: vivem pulando a cerca nos gestos.

Podem, aparentemente, conviver em harmonia, só que não expressam o que sentem, não descrevem suas frustrações, conservam uma fachada até a relação estourar. Cuidam do jardim da residência, descuidam do quintal.

Não cooperam com o entendimento, não são didáticos, colocam a sujeira debaixo da cama, deixam os atritos passar sem mediação.

Parece que estão alinhados, porém apenas não estão conversando.

Não respondem onde andam com a cabeça, o que querem de verdade.

Na separação, descobrirão que não se conhecem, pois jamais descreveram suas emoções mais básicas, sequer revelaram o ciúme e o descontentamento no momento da eclosão.

Lealdade é esclarecer as dificuldades e as rusgas. É uma exposição gradual das diferenças que geram as semelhanças.

Fidelidade é uma vontade do casal diante dos demais, lealdade é mostrar a vontade de cada um no decorrer do tempo.

Fidelidade é cumplicidade, lealdade é intimidade.

Fidelidade é um posicionamento público, lealdade é a vida privada.

Fidelidade é projeção, lealdade reflete aquilo que você é para si. Se contraria seu sonho com o casamento ou o namoro, está sendo desleal, mesmo que seja fiel.

Fidelidade é um passo externo, lealdade é um passo interno.

Fidelidade é honrar o compromisso perante o trabalho e os amigos, lealdade é honrar o compromisso em casa.

Lealdade é expor o que se está pensando, o que se procura, não omitir suas intenções, manter sua companhia atualizada de seus problemas e de suas soluções.

Fidelidade é proteger o relacionamento, lealdade é não esconder o que está acontecendo dentro do relacionamento.

Sem lealdade, o amor cansa, o amor estanca, o amor não cresce.

A deslealdade separa mais do que a infidelidade.

A deslealdade é se trair por dentro.




Rafaela Valverde


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