terça-feira, 30 de agosto de 2016

E a velhice?

Imagem da internet
A gente teme ficar velho, a gente não sabe como vai ficar nossa aparência. Como vai ser nosso rosto e nosso corpo no espelho? Nossa pele vai estar flácida, o rosto com rugas, o cabelo ralo. As roupas vão mudar, tudo vai ser diferente. A mentalidade vai ser diferente , a história de vida vai ser diferente. Teremos mais experiência. Tenho observado muitos velhinhos na rua. Vai ver é por causa da proximidade dos trinta... É, o tempo passa e conforme as décadas vão passando a gente vai ficando mais preocupado com o futuro, com a idade, com a saúde, com os joelhos... etc. Tudo muda né? 

Pois bem, eu vivo observando pessoas idosas na rua. Elas são diferentes. Bastante diferentes, mas ao mesmo tempo têm coisas em comum. Pensamentos que se convergem com os seus, ou não; têm aparências variadas, experiências e conselhos a dar. Minha vó mesmo diz sempre: "não termine a vida sozinha, minha filha, arranje um marido e fique com ele, não se pare sozinha como eu..." Eu gosto de escutar conselhos dos mais velhos. Se vou segui-los já é outras história. Mas eu escuto esses conselhos tecidos por uma outra mentalidade por uma outra visão de mundo.

Hoje estava observando uma senhora no shopping. Ela estava com uma roupa laranja. Calça e blusa laranjas. O cabelo estava pintado de vermelho cereja. Ela estava com muitas bijuterias. Eu achei ela bem estilosa, bem "prafrentex". Cheguei a conclusão que quero ser uma velhinha assim. Ela estava tomando um expresso com uma amiga. Ainda por cima curte um cafezinho. Ela ainda me lembrou uma pessoa muito querida para mim que morreu há uns anos.

Eu não tenho muita ideia de como eu vou ser daqui a quarenta anos ou mais, se estiver viva mas eu posso até imaginar pelo que minha mãe e minha vó demonstram a estética é boa, a pele é boa, os peitos demoram a cair... rsrsrs. Mas é difícil se imaginar com idade, mais idade. A gente sempre acha que será um momento bem longínquo a velhice. Mas nem tanto. O tempo voa. A idade vem, as limitações físicas também.

Hoje a qualidade de vida e a expectativa de vida dos idosos aumentou, viver e ser velho é u pouco melhor do que vinte anos atrás por exemplo. Mas ainda assim sei que existem muitos desafios. Posso comprovar isso através de minhas avós. É pena que eu não tenho mais avôs. Gostava deles, mas enfim, é a vida. Vou continuar a observar os mais velhos e me imaginar assim, pretendo ainda seguir o conselho de não ficar sozinha que minha vó tanto me dá. Não gosto de solidão. E solidão na terceira idade deve ser ainda pior. Abraçar, escutar, observar, acarinhar os velhinhos é uma boa forma de tomar um pouco da maturidade deles para a gente.




Rafaela Valverde
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