quinta-feira, 30 de junho de 2016

Apaixonada!


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Eu estou apaixonada. Sim é verdade. Demorou mas a paixão tomou conta de mim de novo. Há anos eu não me sentia assim, tão abobalhada, tão segura e contente perto de alguém. Há um tempo eu não sentia esse friozinho na barriga típico dos apaixonados. Eu confesso que fugi disso durante um tempo, mas depois me entreguei completamente, afinal fugir dá trabalho.

Além de eu ter certeza que sou correspondida dessa vez ainda devo dizer que é muito bom sentir isso. Esse estado de enamoramento é tão gostoso que a gente fica com vontade que não passe nunca. A paixão faz bem para quem sente, é um estado de espírito. Esse estado de espírito dá uma felicidade instantânea a cada dia  que começa.

Dizem por aí - e até eu mesma dizia - que a paixão é prejudicial. Que ela só serve para iludir e para machucar. Mas não necessariamente precisa ser assim. Isso depende de como a gente conduz a coisa toda, depende se a gente faz acontecer direito e depende ainda de ser correspondida ou não. Quando é correspondida a gente nem pensa nas consequências, quer mais é se jogar.

Ouve se ainda que a paixão dura pouco tempo e que ela é apenas a projeção do que nós achamos e queremos que o outro seja. Depois que ela passa, é o que dizem, a gente enxerga os defeitos. Prega- se ainda que é necessário fugir o máximo possível dessa enrascada e está, em nossos dias,sendo proibido se apegar. Sim, hoje há essa cultura detestável do "Não se apegue." Isso chega a ser patético, não suporto mais ouvir as pessoas falando isso.

Claro que não me refiro aqui ao apego doentio, a obsessão e ao ciúme. Há diferença entre ser uma pessoa perturbada pelo ciúme exagerado e uma outra que não se entrega, não se apega, não se dá... Isso é ruim para os dois. Não se pode estar num relacionamento ou o que quer que seja sem um mínimo de apego ou apoio no outro.

Eu estou no time dos intensos, dos que vivem loucamente uma paixão. Principalmente quando há a possibilidade de vivê - la, isso é quando ela é correspondida. Nesse caso tudo fica bem e maravilhoso. A vida fica mais colorida. é melhor que pregar desapego e viver sozinho e infeliz. Experiência própria. Eu quero amar, ser amada, acarinhar, cuidar e me entregar totalmente. O que vai ser do futuro eu vejo depois.



Rafaela Valverde


terça-feira, 28 de junho de 2016

Meu primeiro curso no Senac

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Ontem comecei um curso de preparação de tortas no Senac. Como foi o primeiro dia ainda não tivemos muitos ensinamentos, apenas o básico para começar e noções de higiene. O primeiro dia foi mais uma socialização. Gostei bastante do ambiente e da professora. É claro que o nome do Senac já é bem famoso e sua qualidade realmente é condizente com a fama que tem.

Eu me inscrevi nesse curso no mês de abril e lembro que passei uma manhã inteira lá. Apesar de ser um curso pago, a procura é grande e finalmente ontem começou. Escolhi para junho já que é o mês das minhas férias. Bem, as férias já estão acabando mas os meus aprendizados com bolos e tortas apenas estão começando.

Eu pretendo fazer outros cursos na área como confeitaria e bolos artísticos. Eu sempre fiz bolos, biscoitinhos e sempre gostei. Me especializar nessa área será importante para ter um plano B, para ter novas opções, variar e ampliar os  meus conhecimentos e ganhar meu dinheiro. Algumas pessoas já me perguntaram se eu não tenho foco, já que faço faculdade de Letras. 

Eu não entendo como as pessoas ainda acham que a gente só pode ser uma coisa na vida. Não, nós podemos fazer várias coisas. A vida está aí para isso, para fazer a gente mudar, conciliar coisas e fazer o que nos dar vontade. Além disso, em tempos de crise como hoje, uma crise que não se sabe quando vai acabar eu acho extremamente importante se qualificar, ganhar dinheiro por conta própria, empreender e ser criativo. Vamos, eu e minhas colegas de turma, aprender as principais técnicas da área, vamos "pegar as manhas" como se diz por aqui.


Rafaela Valverde

Orange Is the News is Black - Quarta temporada (Spoiler)

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Durante o final de semana terminei de ver a quarta temporada de Orange is the News Black, série já bastante conhecida de todos, mas que surpreendeu muito nessa última temporada que foi lançada no último dia 17/06. Assisti aos pouquinhos para não terminar tão rápido. Fui saboreando as pequenas doses da série que esteve muito mais pesada nessa temporada.

Agora sim foi possível perceber que era um série que se passava dentro de um presídio. Mais cruel, mais violenta, abuso de autoridade e outras questões estiveram presentes a cada episódio. Confesso que senti que acabou rápido, apesar de eu ter visto devagar. Na madrugada de domingo eu vi o penúltimo e o último episódio e esses dois foram emocionantes, de cortar o coração.

Chorava sem nem sentir, as lágrimas desciam enquanto eu vislumbrava o que para muitos se tratam apenas de uma obra de ficção, mas que para mim é a representação da vida real. Os diálogos estavam emocionantes e emocionados, algumas cenas passaram uma tensão incrível e como todos já sabem houve a morte de uma personagem muito querida da maioria das pessoas que acompanham a série.

O último episódio terminou com uma grande tensão em suspenso, pois só será concluída na quinta temporada que estreia no ano que vem. Fiz um pequeno relato de como estava me sentindo sobre essa quarta temporada e sobre essa morte no Facebook e para mim ficam duas lições principais: a vida é muita curta e é necessário vivê-la intensamente. Ela, a vida, pode acabar de repente. A segunda lição, é que apesar de sermos diferentes, somos também iguais, pois somos seres humanos. Que venha OITNB em 2017!



Rafaela Valverde

sábado, 25 de junho de 2016

Notícia de jornal - Fernando Sabino

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Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, trinta anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome.

Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos de comerciantes, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.

Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.

O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa – não é homem. E os outros homens cumprem deu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.

Não é de alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome.

E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.

E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, um homem morreu de fome.

Morreu de fome.


Extraído de: http://contobrasileiro.com.br/noticia-de-jornal-cronica-de-fernando-sabino/



Rafaela Valverde

Creme de pentear É Massa e Elixir Argan Keratin da Capicilin

Foto minha

Há um tempinho já que não escrevo sobre produtinhos capilares. Hoje portanto eu quero falar sobre dois produtos que comprei há um tempinho já. O creme tem 500 ml e eu o encontrei na loja Bela Mania aqui no shopping da Bahia. O que me chamou atenção nele, além da embalagem vermelha foi algumas frases que estão na embalagem como "Chega de Sofrência", "Cacho, Cachinho e Cachozão" e "Afinal de contas, você tem borogodó."

Achei tão engraçado e perguntei para a vendedora se era um creme baiano. Ela disse que sim e eu vi que a fábrica é em São Cristóvão aqui em Salvador. Até o nome do creme é engraçado e tipicamente baiano: É Massa. O creme promete cachos hidratados e definidos. Além disso, ele modela ao mesmo tempo que trata. Ele se denomina ainda como Umidificador, Creme de Pentear, Defrizante, Modelador, Ativador e Leave -in. Tudo isso em um só produto.

Usei o creme de pentear algumas vezes e ele é bom. Cumpre sua função de modelar, umidificar, ativar os cachos, etc. O cheiro é suave, a textura é um pouco rala, mas cumpre o papel, definindo bem os cachos por vários day afters. Fora que é 500 ml e dura muito e custou 10,00. Gostei muito do produto.

O óleo ou elixir concentrado Argan Keratin traz a informação de reconstituição interna e externa dos fios. Ele tem filtro solar, antioxidante e antifrizz com óleo de argan mais queratina. Além disso ele é termoprotetor. O elixir não tem água, nem álcool  e não deixa resíduos no cabelo. O óleo é dermatologicamente testado e serve para todos os  tipos de cabelo. Tem vitamina E e age contra os radicais livres, melhoram a elasticidade, diminuindo o frizz.

O elixir tem um cheirinho gostoso e pode ser usado de várias formas. Usei bastante nas pontas, para diminuir o ressecamento nos day afters. Ele pode ser usado antes da escova, já que é protetor térmico. Claro que essa função eu ainda não usei, já que há quase quatro anos não escovo o cabelo, mas quem sabe um dia, né? O elixir da Capicilim é uma mão na roda e custou 19,99. Achei meio carinho já que só tem 55 ml, mas ainda assim dura bastante, está quase cheio ainda.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Filme A Dama Dourada

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O drama A dama dourada foi lançado em 2015, foi dirigido por Simon Curtis e tem no elenco atores como  Helen Mirren, Ryan Reynolds e Daniel Brühl. É um filme americano mas com uma história passada na Áustria já que é a biografia de Maria Altmann (Helen Mirren) que depois de mais de cinquenta anos vivendo nos EUA decide retornar ao seu país de origem, Áustria para recuperar um quadro de sua tia que foi roubado pelos nazistas durante a guerra e a perseguição aos judeus.

O quadro “Woman in Gold”, de Gustav Klimt é muito famoso no país e ao longo dos anos se torna um símbolo artístico da Áustria e a missão portanto não será tão fácil assim. Mas para Maria o quadro é antes de tudo, o retrato da sua tia, lhe traz boas recordações e ela não está afim de abri mão dele. Para a missão ela contrata o advogado inexperiente Randol Schoenberg (Ryan Reynolds). Eles retornam à Áustria e daí se inicia uma corrida jamais vista antes na história dos dois países.

O filme se passa em 1998 e algumas cenas do passado de Maria na Áustria vão sendo mostradas paralelamente à sua vida atual durante a sua briga judicial pelo quadro. Imagens belas, boas interpretações e uma bela história a ser contada. Esses são alguns dos bons aspectos do filme que fizeram eu gostar bastante dele.  E Mirren para mim é maravilhosa e o tema me interessa bastante. Recomendo o filme. É muito bom.



Rafaela Valverde

Mais beleza e alegria do que podemos supor

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Tenho andando mais feliz do que triste ultimamente e ironicamente isso me deixa ainda mais feliz. É claro que a vida tem suas tribulações próprias e a gente tem várias preocupações mas no geral estou mais feliz, estou muito bem. Como há muitos meses não ficava. O meu peito está aquecido, eu não sinto mais dor, nem solidão. Eu não sinto mais vontade de chorar e de morrer.

De jeito nenhum. Eu quero mais é viver! A vida é uma coisa linda e como ela se mostra para a gente, depende de como a gente conduz ela. Os nossos pensamentos e atitudes determinam várias coisas. Antes eu era muito mais cética e tinha grandes dificuldades de acreditar nisso, mas hoje eu acredito porque eu comprovei. Parece que os bons pensamentos, as boas atitudes e as boas palavras recaem sobre o universo, se transformam em energias boas e voltam ainda melhores para a gente, para a vida da gente.

É uma coisa tão mágica! Essas energias fazem parte daquela máxima de que "existe entre os céus e a terra muito mais do que a nossa vã filosofia pode supor." É isso, a gente mão consegue explicar, mas a gente sente e como sente. A vontade de viver intensamente vem de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído. A gente dança, ri à toa, faz piada, se emociona com filmes da sessão da tarde...

A gente volta a ver beleza nas pessoas, nos sentimentos, nos objetos, na natureza, num poema. Tudo passa a ter mais sentido. Mas até chegar a esse ponto saindo de uma tristeza profunda de muitos meses, é necessário muita força, muita cabeça, amigos, força e família. Ah, a família é o que mais impulsiona a gente a querer viver. Afinal, quem mais vai sofrer com a nossa ida?

Um sorriso nasce a todo instante e as energias que depositamos no universo estão vindo e nos forçando a ficar bem, nos forçando a sorrir e a sentir prazer. Elas nos fazem sentir prazer com coisas pequenas da vida como um brigadeiro de panela. Essas boas energias, danadas que são, nos dão um novo horizonte, novas perspectivas, ações, planos e sonhos. Portanto, não mais deixarei de atrair e lançar boas energias para que elas me ajudem a não pestanejar e me façam enxergar dia após dia o quão grandiosa e bela é a vida.



Rafaela Valverde

terça-feira, 21 de junho de 2016

Dicas para melhorar a escrita

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Para melhorar a escrita há duas coisas essenciais: a leitura, muita leitura mesmo e a prática, o exercício da escrita. Uma pessoa que lê muito e exercita quase diariamente a escrita consegue ver claramente a sua evolução e melhoria no desempenho. Ao longo de anos, a melhora na escrita pode ser gritante.

Essas são as dicas principais para quem quer começar ou melhorar o que já começou. A prática da leitura e a prática da escrita. Outras dicas também podem, ao longo do tempo formar ótimos escritores.

O uso de frases curtas, com pontos parágrafos ao invés de períodos longos são fundamentais para uma escrita dinâmica, objetiva e concisa. Com certeza vai facilitar a vida do leitor. O leitor, esse o personagem principal. É com ele que a escrita do texto deve se preocupar. O leitor deve querer ler o texto até o fim. Portanto o texto deve ser o mais objetivo possível. Períodos muito longos, não dão pausas para a leitura, confundem o leitor e retira-lhe a atenção, fazendo com que ele não se lembre mais o que estava lendo lá no início.

Além disso as frases curtas auxilia na diminuição de erros com vírgulas, concordância, entre outros. A técnica ainda garante a clareza do texto. Clareza é fundamental. O texto deve dizer para que veio! E para que a clareza seja efetiva se faz necessário evitar palavras no gerúndio. Melhor escrever o verbo no infinitivo e colocar um ponto.

É necessário ainda se livrar de palavras que estão demais no texto e estão apenas ocupando a função de "encher linguiça". Optar por palavras mais simples, que o significado seja sabido pelo leitor ajuda na melhor leitura. A voz ativa ao invés da passiva também garante mais objetividade ao texto. Deve se também evitar o uso de artigos indefinidos, pronomes possessivos, demonstrativos e outras expressões e palavras que pesem, que sejam acessórios. Quanto menos acessórios melhor! 

Clareza, objetividade, concisão, dinâmica, coerência e coesão são básicos para a construção de um bom texto. Sem alguns desses aspectos talvez um texto nem possa ser considerado um texto. Coesão e coerência serão temas de um outro texto. Mas a mensagem que fica mesmo é: leia, treine e você escreverá bem a cada dia e a cada ano, afinal ninguém nasceu escritor.


Fonte de estudo: Livro A arte de escrever bem de Dad Squarisi e Arlete Salvador


Rafaela Valverde

Livros Para Não Suicidar - Nívia Maria Vasconcellos e A civilização do espetáculo - Mario Vargas Llosa

Li os livros Para não suicidar de minha ex professora Nívia Maria Vasconcellos e o livro A civilização do Espetáculo de Mario Vargas Llosa. O primeiro eu comprei na mão da própria autora e o segundo consegui baixar e li no tablet. O primeiro livro é um livro de contos. Contos tristes, reflexivos e até mesmo cruéis. Mas densos.

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Contos fortes e ao mesmo tempo tão cotidianos e banais. Essa para mim foi a riqueza maior do livro que pode ser considerado um livro bem feminista a depender de quem leia ou como leia. Bem, eu decidi fazer um texto sobre os dois livros porque são livros simples, de contos ou ensaios. Não têm muitos detalhes para ser contados.

O livro de Llosa como já era de se esperar faz uma crítica à nossa sociedade atual. Crítica a educação. a política, a cultura a religião. Há críticas ferrenhas aos nossos tempos. Os tempos da pouca cultura, da pouca leitura, os tempos das Redes Sociais e da religião. Os tempos. Os maus tempos. É um livro filosófico, denso e difícil de ler, sobretudo para quem não tem costume.

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Rafaela Valverde

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Biblioteca Pública dos Barris está fechada: a quem interessa?

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Em um estado e em um país em que a leitura não é valorizada e quase ninguém lê, a maior biblioteca do estado encontra se fechada ao público há vários dias. No dia 10/06, uma sexta feira ainda pudemos adentrar no prédio para estudar, porém antes de 17h havia um rapaz nas portas de vidro fechando-as e controlando para que ninguém entrasse, só saísse. Ele me informou que era devido a uma greve dos seguranças que estavam sem receber e resolveram paralisar por tempo indeterminado. Só voltariam quando recebessem os salários atrasados. Justo.

O setor de empréstimo estava fechado. Grades com cadeado. Isso é uma falta de respeito com os frequentadores. Que são poucos, mas geralmente jovens que não têm condições de comprar livros e que realmente se importam com a leitura. Já vi também muitos idosos lá no setor de empréstimo. São essas pessoas que ficam prejudicadas, pois para quem frequenta e gosta de ir às bibliotecas faz muita falta.

Eu acho isso uma total e completa falta de respeito e já registrei uma reclamação na Ouvidoria do estado. Porque é isso que nós cidadãos devemos fazer. Devemos reivindicar nossos direitos e reclamar de algo que esteja nos prejudicando. Nesse caso, eu estou precisando de meus livros para incrementar minhas leituras tanto para fruição quanto para adquirir conhecimento e não posso tê- los. 

Realmente gosto de bibliotecas, sempre gostei e frequento a biblioteca central há uns dez anos e exijo que o funcionamento seja restabelecido. Vou ficar batendo nessa tecla e vocês não sabem o que é mexer com os livros e com a biblioteca de alguém. Se não tem dinheiro para pagar os funcionários da segurança, diminua os gastos do nosso dinheiro para benefícios e salários altíssimos dos políticos, inclusive o governador que deveria cuidar muito mais da parte educacional e cultural do estado já que afirma o tempo todo que se importa tanto com a educação. 




Rafaela Valverde

domingo, 19 de junho de 2016

Filme Cartas para Julieta

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No final de semana do dia dos namorados, ou final de semana passado eu estava procurando filmes românticos para assistir e acabei vendo um filme ao qual eu fugia há anos: Cartas para Julieta. E porque eu fugia? Por puro preconceito, eu achava que seria um filme chatinho, água com açúcar, romântico e previsível.

Realmente ele é água com açúcar e previsível, mas eu me surpreendi com a estória do filme. O filme foi lançado em 2010 e tem no elenco atores como Amanda Seyfried, Marcia Debonis, Gael García Bernal. O filme se passa na Itália e é um dos motivos que me fez amá-lo. Várias cidades e vilarejos italianos são mostrados, inclusive Verona, palco da história de amor de Romeu e Julieta.  

Em Verona, Sophie (Amanda Seyfried), que é escritora, descobre uma carta de cinquenta anos antes, onde uma mulher resolve deixar seu amor verdadeiro na Itália para viver uma outra vida na Inglaterra. Sophie responde a carta e o que se segue em diante é uma procura pelo amor. Ou pelos amores. O amor verdadeiro é a pauta principal do filme, claro. E até o noivado de Sophie, passa a ser repensado. Apesar de água com açúcar, é um bom filme. Com uma linda fotografia e imagens incríveis da Itália. 



Rafaela Valverde

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Medo

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Sabia que isso ia acontecer, mas eu não sabia que iria ter tanto medo assim. Na verdade o medo é inevitável, mas tanto medo assim é fruto de uma cabeça que já sofreu bastante em outros momentos e agora preza por evitar quaisquer tipos de sofrimento, lágrimas, dores, vazio, depressão, etc. Um mecanismo de defesa que é ativado automaticamente sempre que ouço palavras como envolvimento, paixão, relacionamento, e outras palavras relacionadas.

Eu até sei que novos sentimentos e novas pessoas não têm culpa e não devem ser confundidas com os anteriores, mas em alguns momentos de pânico meu cérebro esquece. Vem tudo à tona. Vem tudo e tudo se torna presente como se nunca tivesse virado passado. Todo o desalento e dor anteriores retornam com força e do medo vem o pânico, a angústia e fica um filme passando na cabeça em câmera acelerada.

A cabeça gira e fica inventando hipóteses. Várias hipóteses. "E se..." , "E se acontecer de novo..." São tantos "e se..." que até dá tique nervoso. Aí vem a ansiedade, a vontade de dizer várias coisas. Coisas ruins, daquelas que machucam. Vem também a vontade de "parar por aqui" e terminar o que ainda nem começou. Vem cada vontade louca que eu nem sei mais nada. Cabeça confusa, corpo decidido.

Porque a atração, o magnetismo, a vontade de beijar e abraçar; a vontade de botar no colo e fazer cafuné e até mesmo a louca vontade de dançar em público continuam bem vivas. Ah essas me traem! O corpo trai a mente às vezes. O meu principalmente. Ele não faz nada do que eu gostaria que fizesse e mesmo quando a mente está dura e rígida buscando se afastar do que dá medo, do que apavora, o corpo quer justamente se jogar no que mais amedronta, no que mais desespera e angustia.

Daí o medo se transforma em dilema. Ficam um anjinho e um diabinho  ditando regras. Regras de coragem e regras de medo. Regras do que fazer e do que não fazer. Mas a mente é um campo livre. Ela não obedece. Quase sempre ela está ali para desobedecer. Ou seria o corpo o descumpridor oficial de regras? Nem sei mais... Mas o medo? Ah esse continua por aqui, pairando minha vida.

Rafaela Valverde


terça-feira, 14 de junho de 2016

Champanhe, sais e gozo

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Estamos numa banheira de hidromassagem com aquela água morna esquentando nossos corpos. Eu por cima, rebolando em cima de você que me olha com uma cara safada e um sorrisinho de canto de boca. Te beijo com força e continuo rebolando. Você solta um gemido em meu ouvido e eu me vingo mordendo as suas orelhas de forma provocante.

Estivemos tomando champanhe o dia todo e fizemos amor em todas as últimas horas desse dia então, não estamos com o juízo muito perfeito. Mas o tesão, esse continua aflorado. Temos uma ligação, um magnetismo que nem mesmo sabemos de onde vem. Você me puxa e me tira de cima de você. Me coloca de joelhos, com uma das pernas apoiada na borda da banheira. Eu deixo você me dominar, Nesse momento fico bem molinha.

Quando você me chupa é sempre um momento indescritível, mas quando coloca a sua língua em mim nessa posição na banheira, eu me contorço. Eu não consigo resistir e em poucos minutos gozo. Gozo e grito alto. Porque é assim que eu gosto de demonstrar para você o quanto você manda bem. Grito seu nome na mesma hora em que você mete ali mesmo, naquela posição. Nossos corpos ainda estão molhados, com cheiro de sais de banho e champanhe.

Você rebola gostoso, enquanto massageia minhas costas. Massageia e sussurra obscenidades em meu ouvido. Isso me enlouquece, você me enlouquece. Ainda dentro de mim puxa meu cabelo e minhas costas ficam coladas em seu peito. Mas você não sai de mim. Me segura com seus braços fortes. O mais incrível é que você consegue ser forte e carinhoso, nem quando puxa meus cabelos eu sinto dor. Não há dor. Só prazer. Só eu e você. Aqui nessa banheira a gente se esbalda no corpo um do outro.

A gente se lambe, se chupa, se curte e o corpo um do outro vira uma fonte inesgotável de prazer. De onde tiramos prazer e para onde levamos prazer. Nós gozamos juntos, você continua me segurando enquanto deslizamos devagar e continuamos ali na banheira, apenas nos olhando e rindo.



Rafaela Valverde

Para sempre - Carlos Drummond de Andrade

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Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.





Rafaela Valverde

Filme O lobo de Wall Street

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O filme O lobo de Wall Street foi lançado em 2014 e é dirigido por Martin Scorsese. É um filme biográfico, um bom drama com Leonardo de Caprio que rouba o filme todo para si. Léo já merecia o Oscar nesse filme. O filme  veio de um livro autobiográfico do próprio Jordan Belfort. Ele é um corretor de títulos de Nova York e começa a ganhar muito dinheiro.

Paralelamente Jordan passa a se envolver com drogas e se torna um rico viciado. Ele começa de baixo em uma corretora grande, mas em um dia de grande baixas nas ações ele acaba sendo demitido. Vai para uma corretora bem menor e após um tempo abre a sua própria empresa junto com o seu melhor amigo. Jordan é ambicioso, sem escrúpulos e viciado em sexo.

Ele troca de esposa e se envolve em várias orgias ao longo do filme que é uma das parcerias de Scorcese e Dicaprio. É um filme muito bom, com cenas e diálogos bem feitos. Só achei um pouco longo demais. O filme têm três horas e eu tive que assistir aos poucos. Assisti em três momentos diferentes. Por que já estava tarde eu precisava dormir, né? Algumas pessoas me disseram que gostaram muito e outras que não gostaram. Mas é um bom filme sim.



Rafaela Valverde
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