domingo, 29 de novembro de 2015

Solidão

A solidão é difícil para quem não gosta dela. E eu acho quase impossível alguém gostar dela, pra falar a verdade. Não dá para estar o tempo todo sozinho. Se fosse, não teríamos construído as sociedades.

Nascemos vivendo em sociedade e com ela aprendemos a linguagem, os hábitos, os costumes, enfim, a cultura. Somos o que somos por causa do meio social em que nascemos e/ou vivemos, sim. Isso não dá para negar.

Hoje em dia há uma mania generalizada que cultiva e incentiva o estar sozinho e a solidão. É visto como admirável, alguém que brada o tempo todo que vive muito bem sozinho, o tempo todo e que não precisa de ninguém para nada. Sinto informar que essa pessoa está mentindo.

Sim, por que ainda essa semana eu mesma fiz essas afirmações. E eu estava enganada ou mentindo para mim mesma. Estar sozinha esporadicamente me proporciona um prazer absurdo, mas estar sozinha o tempo todo é deprimente, literalmente.

Hoje me dei conta que a depender de onde eu esteja, a sensação de solidão pode ficar mais evidente ou passar despercebida. Por exemplo: eu estava  em uma feira de rua, evento muito comum aqui em Salvador ultimamente, e olhava para todos os lados onde via pessoas com pessoas: duplas e grupos de amigos de várias faixas etárias, familias inteiras, cachorros e casais, muitos casais!

Tomei uma água e uma cerveja, andei, sentei e vi que só eu estava sozinha e pensei: "Nossa isso aqui está muito 'namoro'. Vou embora! E fui. Atravessei a rua, peguei um ônibus e fui para o lugar que mais odeio na vida: shopping.

Sim, por que lá a minha solidão passaria despercebida. Quem estranharia uma garota sozinha tomando um milk shake? Pois foi isso que eu fiz: comprei um maltine grande e fiquei lá curtindo meu momento deprê. E curtindo meu shake!

Fiquei observando as pessoas que ali estavam, a mesma coisa: duplas de amigos comendo pizza ou tomando cerveja, familias e casais. Mas eu não me senti tão mal por que sei que passei despercebida. Saí de lá, entrei no ônibus para vir pra casa e chorei. Chorei até descer no meu ponto.

Rafaela Valverde

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O que há de vingar

Imagem da internet
Me leva pra viver
Me leva pra ver o mar
Me leva para conhecer
O que há de vingar
Vingar em nossa vida
Vingar no tempo, no espaço e no luar
Luar esse que nos ilumina
Enquanto você segura minha mão
E me leva para conhecer
O novo,
A vida, 
O mundo cão
O que dele eu ainda não conheço
Você solta minha mão
Eu te olho e entristeço
E percebo que você não vai mais me levar
Para viver
Para ver o mar
E para conhecer
O que vai ou não vingar
E o que eu ainda não conheço
Você afirmou e jurou
Que me levaria
Que me protegeria
Mas você findou
Afundou
Tudo o que eu imaginei
O sonho acabou
Mas não chorarei!
Vou sozinha
Viver, 
Ver o mar
E conhecer o que há de vingar!




Rafaela Valverde

Música é constante na minha vida

Imagem da internet
Sou muito aberta para música. Aliás, música é uma das coisas que sou mais aberta para conhecer. Esse ano foi um ano bom e propício para isso. Ouvi muitas coisas e pretendo conhecer mais coisas novas ainda ao longo do tempo. Ouço de Anitta a Marisa Monte, de Bethânia a Banda do Mar, entre outros.

Música é poesia com ritmo. Ou simplesmente pode apenas ser uma mensagem não tão poética assim mas que toca quem ouve de alguma forma. Música emociona, encanta, toca, faz dançar etc. Música é atemporal e ao mesmo tempo pode marcar um momento da nossa vida.

Mas música pode ser chiclete e efêmera e daqui a um anos não lembraremos mais delas e daqui a dez se ela tocar, será em festas de Flash Back. Hoje em dia, o politicamente correto não deixa as pessoas admitirem que há música boa e ruim. O discurso é que gosto não se discute. Sabe, eu acho que tudo se discute. Você pode até respeitar, mas nada impede de discutir e mostrar argumentos.

Não sei em outros lugares, mas aqui em Salvador há um costume muito comum de se ouvir qualquer coisa em volume mais alto possível. Aquele cantor de bar que grava um cd de qualidade duvidosa, cai no gosto das pessoas por aqui. Mas eu falo qualidade duvidosa no sentido técnico mesmo. Qualidade duvidosa na voz, nas letras, nos arranjos (geralmente é um teclado irritante). Há também a falta de todas as técnicas que uma boa gravação exige.

Enfim, é notória a diferença de um cd masterizado, com todos os efeitos que a tecnologia oferece. É muito fácil identificar um cd mal gravado, ou gravado de forma amadora. Uma simples mídia "colada" em um objeto cd. É isso. Na minha opinião, se é que ainda é possível dar opinião, é essa; Existe sim, música boa e música ruim. E não dá para dizer que eu só ouço música boa. Não. Eu ouço várias coisas consideradas até por mim mesma, como não tão boas assim.

Enfim, esse ano eu me aprofundei em Jorge Vercilo, e inclusive tenho meu cd preferido da discografia dele que é o Como diria Blavatsky, que eu até já falei sobre ele aqui. Esse ano comecei a ouvir mais música brasileira, na rádio Nova Brasil FM, comecei a ouvir as bandas Forfun, Dona Joana, Vivendo do ócio, Thiago Iorc, Ivo Mozart, Flora Matos, entre outras. E que venha 2016! Com mais músicas!


Rafaela Valverde

domingo, 22 de novembro de 2015

Não invente

 
Querido rapaz não precisa mentir para comer uma mulher. Não precisa criar um clima de romance só para conseguir sexo. Aliás, a coisa devia estar ruim para o seu lado né? Não precisa elogiar tanto e dizer que o fato dela ser escritora te seduz.

Não precisa dizer que ela é incrível e nem dê a entender que um rolo sexual pode em algum momento virar um romance. Não finja que se interessa pela vida dela e nem diga que queria estar com ela quando ela estiver viajando.

Não dê a entender que você está achando ruim a presença do ex na vida dela. Não afirme mentirosamente que sentiu falta de conversar com ela e que conversaria a noite toda.

Nunca, em hipótese alguma, diga a frase: "eu queria estar aí" se isso não for verdade. Nunca se mostre extremamente carinhoso e atencioso antes do sexo e depois de comer gostoso dizer que ela é chata e grudenta.

Cara, chato e grudento você foi antes dela. Nunca, mas nunca fale que quer aprender sobre os livros que ela já leu ou vai ler na  vida e nem sobre as séries de mulherzinha que ela vê, sem que realmente tenha essa intenção. Séries e livros são importantes pra caralho na vida de quem gosta deles, então não finja estar interessado sem estar.

Não finja que vai ensinar a ela sobre música. Não incentive a a comprar um chip da mesma operadora que a sua afirmando descaradamente que isso melhorará a comunicação entre vocês. Não haverá comunicação via telefone e você sabe disso.

Não faça perguntas sobre ela ter um novo relacionamento nesse momento. Ela vai achar que você está querendo se candidatar. Qualquer um acharia. Cara, não precisa simular um romance para ter sexo, você vai ter do mesmo jeito! Apenas coma ela direito e pronto.

Coma, saia de cima dela e exija que ela não fique "em cima". Mas feche a porta. Quando ela te chamar para inúmeros lugares não invente desculpas apenas diga que não quer ir. Diga NÃO! É uma palavra simples e curta.

Seja franco e direto. Não fique enrolando e dando sinais que mulher não é adivinha, apesar de ter um puta sexto sentido. Dê um fora logo, no dia seguinte do sexo e diga que foi apenas uma noite, uma vez. Ela deu e dará oportunidades de você fazer isso. É tudo muito simples.

Sabe, mulheres já frequentam a escola há algum tempo e são inteligentes. Ela vai entender um não. Não deixe nas entrelinhas. Ela vai curtir um sexo casual, se você deixar claro que é apenas isso.

Agora, se você mandar áudios carinhosos e inteligentes com essa sua voz sexy e afirmar que vai pegar na mão dela ( e realmente pegar) ela vai achar que há um clima de romance imbricado nessas atitudes, entende?

Não chegue por trás dela, abraçando-a e beijando a enquanto ela tá sentada no seu computador. Isso é romântico. Deixa sempre claro que é sexo, sexo casual e nunca conte a história da sua família.

Não crie o que não existe se não tem a intenção de continuar. Não ache que o carinho dela é controle. Deixa ela sair da sua vida e não pergunte como foi o dia dela se realmente não se importar. Atitudes como essas alimentam.

Deixa ela te excluir do Facebook, deixa ela te expulsar da vida dela. Não seja tão gentil e amoroso e não faça essa mulher se apaixonar. Isso depende de você também. Não é apenas culpa dela.

Apenas coma ela bem gostoso, sem mentir. Não invente romance. Só mais uma coisa: mulher consegue fazer sexo casual sem se envolver. Mulher gosta disso e nem sempre ela quer compromisso ou está carente, sabe? E se o sexo for ruim então, ela dá tchau e é tchau mesmo. Mulher sabe falar NÃO. Aprenda uma atitude de macho com uma mulher! E mais uma vez: Não finja, não minta e não a machuque. Isso faz piorar a péssima fama de vocês homens.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Gostar de duas ou mais pessoas ao mesmo tempo é possível

Há pessoas que acham que não é possível. Mas eu tenho certeza que é possível gostar e/ou se apaixonar por duas ou mais pessoas ao mesmo tempo. Sim, por que isso acontece comigo. Eu sou a prova viva de que é possível.

Cada um é cada um e sei que são sentimentos diferentes mas imbricados na paixão, na admiração e no desejo sexual. Mas adivinhem? Não sou correspondida. Bom isso eu já disse aqui, ontem inclusive.

Bem na verdade em um caso eu até sou correspondida, mas é impossível por que a pessoa não quer olhar na minha cara, mesmo correspondendo e mesmo eu não a tendo sacaneado. Mas enfim, as pessoas não têm culpa disso. Quem teria culpa em tudo isso seria eu.

Mas usando aquele bom e velho argumento sobre o assunto, se amamos vários animais, vários irmãos, dois pais, por que não amaríamos pessoas diferentes no caso da paixão? É um argumento batido, eu sei, mas que tem razão de ser.

O que quero dizer hoje aqui, é que gostar ou amar uma pessoa não te impede de também gostar de outra. No meu caso eu dou azar de nenhuma gostar de mim hahaha. Mas um dia eu aprendo. O que já aprendi foi: é possível e se você tiver sentindo isso não se culpe, nem ache que é errado e nem se massacre. É isso!

Obs: esse texto foi escrito do meu celular, do aplicativo, caso algo esteja fora do comum

Rafaela Valverde

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Arrebatador e não correspondido

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De repente você vê que está tudo acontecendo de novo. Você percebe que está sentindo de novo e que está sendo invadido mais uma vez por algum sentimento alienígena e arrebatador. É uma coisa que não deixa dormir, nem sossegar a mente. Você olha para uma pessoa e pensa que vai perder a sua liberdade de pensar ou não pensar em alguém ou em alguma coisa.

Você olha pra essa pessoa e sente uma paz absurda saindo dos olhos dela e invadindo você. Você olha para essa pessoa e constata que toda a arrogância, não querer e marra que saem dos olhos dela vão impedir que ela caia em seus pés. Você olha essa pessoa em uma foto, na foto do perfil. Você olha essa pessoa. Você olha. Só olha. E aquilo já se torna suficiente.

Apenas olhar se torna o suficiente. Já que não será possível fazer nada além disso, olhar já se torna o máximo. O ápice de qualquer momento. E é nesse momento que você volta a sentir a paz e desassossego. Tudo ao mesmo tempo. Você já reconhece essa sensação, ela é uma velha conhecida sua.

Não que você sentisse isso todo ano, por pessoas diferentes. Não, são poucas vezes em que essa sensação te invade, porém é um sentimento tão intenso. Tão viciante e tão intrigante. Durante essas poucas vezes em que você é surpreendido sentindo essas coisas absurdas, é achado que aquela pessoa que traz paz no olhar é suficiente para te deixar contente e satisfeito.

Ela é. Ela se torna tudo por um tempo. Ela vira seu tudo. Você se vicia no olhar que dá paz, no sorriso fascinante, na voz arrastada e sensual, enfim... em todas as coisas boas. Ela tem coisas ruins. Você sabe. Mas isso não interessa no momento. Você deixa para conhecer depois. Aquela pessoa vira o centro, vira o início, o meio e o final.

Mas ela quer ser logo o final. Ela quer distância de você. Aí você se pergunta: "de novo?" Sim de novo. Sim, mais uma vez você sente tudo isso e não é capaz de fazer a outra pessoa sentir o mesmo. Sim, até por que não é responsabilidade sua na verdade. Você pensa que é e fica procurando algo de errado em você. Não sei por que você tem uma queda por amores platônicos e quase sempre foi assim na sua vida.

Em 99% dos casos, você teve sentimentos platônicos e até já se conformou em não ser correspondidx. Mas ainda assim causa uma aflição e uma sensação de estar fazendo tudo errado. A sensação de não ser interessante e nunca ser capaz de despertar um sentimento em alguém. Na verdade o que te chateia nem é o fato de não ser correspondidx e sim a sequência de não correspondência ao longo do tempo. Você pensa: "será que eu sou tão miserável assim que não consigo fazer quem eu gosto, gostar de mim? E quem gosta de mim, eu não consigo fazer estar comigo!" É duro, é triste, é foda. Mas ainda assim você continua seguindo sua vida, por que afinal de contas isso nunca te matou, não é agora que vai.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Meu corpo, meus padrões!

Imagem da internet
Meu corpo é meu. Com suas imperfeições, pneus, estrias, cicatrizes, tatuagens e celulites normais, fruto do que eu como. E eu como muito. Ele é meu e eu aprendi a amá -lo. Eu com meu feminismo intrínseco sei que preciso me amar e não posso mais me deixar levar por padrões de beleza impossíveis de serem alcançados por alguém com a minha conta bancária.

Hoje uso biquíni numa boa e não tenho mais vergonha de levantar, antes só queria ficar sentada. Na praia ou na piscina. Eu tinha vergonha dos pneus que tenho nas costas. Três de cada lado. Brinco que são um de cada veículo: carro, bicicleta e caminhão. (Rsrsrs) Mas agora estou melhor. Antes tinha mais pneus, na barriga inclusive.

Mas até esses pneuzinhos eu aprendi a respeitar como parte da minha genética e constituição física. Já me disseram que é meu charme e que avião tem pneu. Mas na verdade, pouco importa o que dizem por aí. Importa mesmo é o que eu acho hoje sobre o meu corpo. Minha pele é boa e macia. Tenho uma boa genética e se tirar por minha mãe, vou amadurecer bem. Tenho belos seios e pernas. Ah adoro minhas pernas! E faço questão de exibi -las.

Estou falando todas essas coisas positivas por que foi o que aconteceu comigo. Eu aprendi a ver o que é positivo e aprendi a destacar essas partes bonitas e que eu gosto. E estou falando também para mostrar que não me encuco mais com padrões impostos pela sociedade. Eu não tenho que ser magra. Eu não tenho que malhar. Eu não tenho que ser lisinha e posso ter meus pelos se eu quiser tê-los! Eu posso tudo com meu corpo, por que é meu corpo.

Nenhum corpo é perfeito, todo mundo tem marcas e cicatrizes da infância. Cicatrizes da vida. Não tenho obrigação de ser perfeita e nem estou disposta a fazer sacrifícios absurdos de ficar sem comer, carregar pesos idiotas e comer batata doce e clara de ovo. Não gosto. Gosto mesmo é de pizza, cerveja e brigadeiro. Eu sou livre e não me canso de repetir. O meu corpo é meu e eu não me canso de repetir. Meu "biquinininho"  novo de oncinha está para ser estreado no final de semana e quem viver verá. Eu me amo, eu amo meu corpo e não tenho mais vergonha dele ou vontade de mudar.



Rafaela Valverde

Resenha Creme de Tratamento Ultra Profundo Meus Cachos da Novex

Hoje vou falar sobre o creme de tratamento ultraprofundo Novex. Comprei há um tempo e já usei algumas vezes. Estou gostando bastante. Já usei com leite de coco, com azeite de oliva, com yamasterol e puro. Dá para usar no banho já que ele promete ação em 3 minutos. Ele promete ainsa hidratação e definição dos cachos com controle de volume e redução de frizz. O creme é esse aí ó

Foto minha

Ele é memorizador de cachos  e se apresenta como sendo livre de parabenos. Tem Cranberry (uma pequena e poderosa fruta que dá o efeito memorizador dos cachos) e azeites nutrifuncionais que são: Oliva, Argan, Ojon, Monoi, Karité e Moringa. Esses óleos prometem trazer mais  hidrtação, nutrição, uma poderosa ação antifrizz e um brilho espetacular.

Foto e unha minhas (hahaha)

A embalagem afirma ainda que o produto pode durar até 42 aplicações e que tem alta consistência, é rico em vitaminas, possui alta concentração e ótimo rendimento, O pote é de um quilo. Eu concordo com tudo isso. É um excelente produto, pelo menos dessa vez funcionou por que eu já tinha usado outros cremes de hidratação dessa marca há um tempo atrás e não tinha gostado nada. Resolvi dá uma chance, por que sou dessas e comprei novamente. Ele custou 19,90 e já está durando bastante.

Como eu disse eu usei ele com outros ingredientes, mas percebi que seu melhor efeito foi ele sozinho. Deixei cerca de 40 minutos em uma touca de alumínio. Brilho, definição, maciez e balanço. Realmente me surpreendi e gostei muito. Não tenho muito problema com frizz e ele não reduziu meu volume, o que para mim é bom. Bom, é isso. Recomendo o produto.

Descrição dos óleos nutrifuncionais




Rafaela Valverde


domingo, 15 de novembro de 2015

Entre iguais

Imagem da intermet
Você sempre começa chupando meu dedão do pé. Percorre a língua pelas pernas pela minha perna, parte interna da coxa... volta e faz tudo de novo na outra perna. Ao final das pernas me chupa bem gostoso, com uma vontade absurda que me faz gozar. Me olha de forma safada e eu sinto seus seios se contraindo e querendo pular fora da blusa.

Sua língua sobre para minha barriga, mordisca meu piercing no umbigo. Eu adoro essa sua língua, esse seu jeito gostoso de percorrer meu corpo e me matar de prazer apenas com a língua. Já estou com excitação no ápice e você sabe. Mas dessa vez eu resolvo assumir o controle. Te viro e fico por cima, começando a mordiscar sua orelha. Você geme e eu puxo seu cabelo.

Seguro suas mãos acima da cabeça, mostrando todo o meu domínio. O que me excita. Me excita muito. Somos as amantes mais sedentas e intensas. O que se diz por aí é que é preciso um pau. Sim aquele órgão masculino que os homens usam para "brincar" mas eu não ando sentindo falta dele não. Dizem ainda que não dá para ter prazer entre iguais. Mas o meu corpo está provando que sim.

Meu corpo acende com um olhar safado seu. Meu corpo acende apenas com a sua voz grave em meu ouvido. Meu corpo entra em colapso quando você se esfrega em mim e enfia delicadamente seu dedo dentro de mim me massageando e me matando de prazer. Te adoro, te venero, te devoro e você me mata. Me mata de prazer, me mata de paixão.



Rafaela Valverde

Tristeza e consternação com tanta tragédia!

 Criança morta (Candido Portinari, 1944)
O ano de 2015 em sua reta final está me entristecendo. Muitas tragédias vem ocorrendo nesses últimos dias. No Brasil e no mundo. Ando estarrecida com os altos índices de violência em nosso país que já impera há anos sem controle. O que em minha opinião é fruto de uma dívida social e de uma desigualdade sem tamanho construída gradativamente em nosso país, por diversos motivos.

Enfim, esse é o primeiro problema que me entristece e me indigna dia após dia. Mas esse já virou um problema banal. Ninguém mais se revolta e faz campanhas sobre isso. Mas isso vitima dezenas de pessoas por dia. Números altíssimos de mortes relacionados à violência me chocam diretamente. Mas não vemos campanhas contra nossas mazelas sociais.

Mas esse é um outro assunto. Então, há uns dias um avião russo caiu no Egito matando 224 pessoas. O avião foi derrubado por um grupo terrorista ligado ao Estado Islâmico. Em seguida já no início do mês de novembro, aconteceu o rompimento das barragens em uma pequena cidade de Minas Gerais. Vários lugares foram atingidos inclusive algumas cidades do estado do Espírito Santo mais próximas do estado mineiro. As localidades atingidas estão soterradas de lama, há muita destruição e muitas pessoas ainda estão desaparecidas, além dos mortos é claro.

Há ainda o prejuízo material e ambiental. Esse último irreversível. Em mim causa uma tristeza arrebatadora ver um rio como o rio doce, cuja as dimensões eu só vim conhecer agora e que abastecia toda uma região morrer assim. A contaminação com minério é alta. A fauna e flora dessas localidades estão mortas. Não há mais remédio. Apenas dor e indignação, por que pelo que estou conseguindo acompanhar, foram falhas técnicas que causaram o "acidente" e as falhas técnicas já eram conhecidas pelas empresas responsáveis.

É triste saber que sustentável é apenas uma palavra bonita que usamos com banalidade, mas que não levamos em prática. É triste saber que as futuras gerações não encontrarão o mesmo planeta que encontramos, o que já não era bom. É lamentável perceber que recebemos recursos naturais tão maravilhosos e nem ao menos nos demos ao trabalho de mantê-los. As pessoas não estão com água para beber! Água é básico, água é vida!

E na sexta feira 13 tivemos o desprazer de ouvir noticiar atentados na cidade de Paris, na França. Atentados que mataram mais de cem pessoas e que mais uma vez foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Muitos tiros e explosões em uma casa de shows. Pânico, reféns e mais ataques nas ruas e em um estádio de futebol, onde pessoas horrorizadas pararam um jogo de futebol. Reféns e desespero. Triste. é só o que posso dizer nesse texto. Triste.

E para finalizar, mas nem por isso menos importante falo sobre a consternação que me causa os incêndios na região da Chapada Diamantina. Sim aqui mesmo em nosso estado. Bem perto de nós. Eu nunca fui mas é um lugar lindo e que quem vai fica apaixonado. Mas estamos também destruindo pois os incêndios são criminosos. Afinal fogo não surge do nada não é mesmo? O que estamos fazendo com a nossa natureza? O que estamos fazendo uns com os outros? O que estamos fazendo com a gente? Entendam, está difícil viver e testemunhar tantas atrocidades cometidas por seres humanos.

Percebam que nada disso é um acontecimento sobrenatural, uma fatalidade. Não. São horrores causados por nós mesmos. Humanos? Somos? Com tanta estupidez seria até blasfêmia nos comparar com animais. Eles não são tão sórdidos! Não faço campanhas de modinhas. A minha campanha é essa. A minha campanha são a tristeza e a indignação que estou sentindo nesse momento.


Rafaela Valverde

Não quero mais sexo casual

Imagem da internet
"Cansei de sexo casual." Estava sentada com a Duda no sofá da sala do conturbado apartamento dela e falava de forma descontraída comendo amendoim e tomando Whisky, uma combinação um tanto esdrúxula e que eu não costumava fazer mas estava ali mesmo... Ela me olhou com aquele olhar matreiro e eu já sabia que mais uma vez ela estava duvidando de mim.

Afinal eu já havia dito aquela mesma frase diversas vezes ao longo dos meses e não tinha cumprido. O meu fogo era maior que eu. Eu tinha um apetite sexual incrível e enquanto não achasse alguém legal que gostasse de mim e com quem valesse a pena estar num lance mais sério, eu continuava me divertindo com os diversos errados que surgiam pelo caminho,

Mas dessa vez eu estava disposta a acabar com aquela vida vazia. Olhando para aquele copo de Whisky eu tive certeza de que o que eu sentia quando terminava de transar com todo aquele povo não poderia ser em vão. Eu me sentia transgressora, mas ao mesmo tempo vazia e estúpida, Além de tudo usada. Não. Por mais que eu quisesse e tentasse, aquilo não era para mim. Não mais.

"Tô falando sério, Duda. Isso não é pra mim..." Ela assentiu e acendeu um cigarro. "O que você vai fazer então?" perguntou ela com o cigarro entre os dentes. "Vai virar freira? Você não aguenta ficar sem dar..." Revirei os olho e pensei que ela estava errada. Eu não aguento é mais é esse vazio que eu sinto, essa sensação de usar e ser usada, essa falta de brilho no olho e esse desamor. Quero mudar. Olhei para a minha amiga e acendi um cigarro também.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Mulheres são criadas para serem mortas pelos homens (?)

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Sim, somos criadas sendo inferiores sim. Somos criadas tendo que "nos dar" o respeito. Somos criadas com alguém sempre nos mandando fechar as pernas, nos sentar e nos comportar como "mocinhas". Sim, eu fui criada assim e é por isso que faço questão de escrever esse texto em primeira pessoa. Depois do resultado de um estudo que saiu essa semana sobre violência contra mulheres, eu faço questão de escrever.

E de escrever como eu mesma. Eu que sempre achei um absurdo ter que usar "bustiê" com sete anos, que foi a idade em que comecei a ter peitos, por que a camisa da escola era branca e transparente, enquanto meus colegas homens não precisam esconder nenhum mamilo sobressalente. E escutava: "Ah você tá ficando mocinha..." Aí pensava, mocinha uma ova. Eu odeio essa merda e não vou usar..

Mas eu apanhei. Apanhei para usar a porra do "bustiê". Eu que quando me mandavam fechar as pernas, mesmo eu estando de short (?) eu dizia: "tô de short e as minhas pernas vão ficar como eu quiser..." Eu que sempre desobedeci essas regras idiotas. Nunca entrou na minha cabeça, por que eu não podia nada e os meninos podiam tudo. Nunca fui de me conformar.

Assim cresci e assim me tornei uma mulher empoderada. Sim, eu não me encaixo em estereótipos, não me limito a atividades femininas, não deixo de pagar a conta, se necessário entre outras coisas... Hoje tenho certeza que conceitos como esses de criação de meninas é um dos motivos que levam as mulheres a serem subjugadas pelos seus parceiros e pelos homens em geral.

É claro que nem todos os homens são violentos. Não sou dessas que generalizam e afirmam que todo homem é igual, etc. Generalizações são perigosas. Mas o mapa da violência foi divulgado essa semana e daí podemos ver o quanto a nossa educação pode ser maléfica para toda uma sociedade. Pois bem, entre os anos de 2003 e 2013 o número de homicídios de mulheres aumentou em 21% no Brasil e 55,3% aconteceram dentro de casa e 33,2% foram cometidos pelos parceiros ou ex parceiros.

E ainda os homicídios das mulheres negras aumentaram 54% em nosso país durante esses dez anos. No ano de 2013, 13 mulheres foram mortas por dia em nosso país e a maior incidência é entre mulheres jovens. Esses são apenas alguns dos números que retratam uma das nossas feridas sociais. Quantos casos de assassinatos de mulheres por parceiros ou ex parceiros que não aceitam o fim do relacionamento, ou acham que estão sendo traídos, ou simplesmente por ciúme não vemos na televisão todos os dias?

Já são casos banalizados e ninguém mais fica tão indignado. Já é normal e isso é doloroso e desesperador. Eu como mulher me sinto assustada. Eu como ser humano me sinto desolada. Tenho medo e durante algum tempo depois que meu relacionamento acabou eu ficava me perguntando se não arranjaria um namorado violento que faria as mesmas coisas que vejo na TV. 

Eu trabalho com Clipping de rádio e TV e passei três meses monitorando o programa Cidade Alerta da Rede Record. Todos os dias tinha notícias como essas. Todos os dias mesmo! Crimes super violentos, de homens matando a mulher e o filho que achava que não era dele, ex namorado jogando a ex da laje depois de espancá-la simplesmente por que não aceitava o fim do relacionamento. Isso me causou pesadelos e pensamentos terríveis. Eu ficava muito chocada com tudo aquilo. 

Isso não é amor, é possessividade, é doença. É sintoma da superioridade masculina com a qual o homem é criado e acredita que realmente tem. É ainda o que eles acham que pode ser o fortalecimento da masculinidade. É ainda um ranço do patriarcado, é um fruto de uma educação diferenciada de gêneros. É uma sensação de que somos pedaços de carnes e que pertencemos aos homens por direito. É falta de caráter e valores. É falta de humanidade. Não sei onde vamos parar. A lei Maria da Penha não está sendo suficiente para humanizar quem já deveria ter nascido humano.



Rafaela Valverde





Fonte: http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/11/mapa-da-violencia-homicidios-de-mulheres-negras-crescem-54-em-dez-anos-no-brasil/

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Logo eu que emano amor!

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Logo eu que sempre fui tão amorosa: ajudei a criar uma irmã, escrevia cartas para a madrinha e as professoras, dava nomes carinhosos aos bichos de pelúcia e as bonecas e sempre fui apaixonada por animais e bebês. Logo eu que emano sensibilidade e amor pelos poros. Logo eu que gosto de fazer cafuné e massagem. E que considero carinho bom para quem faz também.

Eu que choro com livros e filmes, eu que só desejo ser cheirada, desejada e olhada com carinho. Eu que apenas desejo ser acariciada no rosto enquanto durmo e acordar vendo um olhar atencioso voltado para mim. Eu, logo eu, que passei por tanta coisa na vida, consegui superar sozinha e hoje tenho uma alegria de viver enorme, apesar de às vezes ainda ser pega pela tristeza.

Eu que sei sorrir nos momentos de lágrimas e que sou uma pessoa livre, sem papas na língua, sincera, autêntica e honesta. Eu que só quero que se importem comigo, que queiram estar em minha companhia e que riam das minhas piadas infames. Eu que tenho uma "aura sexual" como já me foi dito.

Eu. Logo eu que sou como sou. Desenvolvi valores através de uma educação rígida, sou bonita, bastante paquerada, inteligente, gentil, grata e "gente boa" só consigo receber desprezo, frustração, desamor, indiferença, mentiras, deslealdade de quem conviveu comigo durante anos e que várias vezes me senti usada. Mal recebo respostas secas no WhatsApp, de bons dias que não serão bons dias. Eu que há um ano era tão agraciada com boas conversas nesse aplicativo, mas que hoje no lugar dessas conversas só há bloqueio.

Eu que sou constantemente ignorada e que aos poucos tenho aprendido a ser sozinha. Essa foi uma coisa positiva de tudo isso. Pelo menos isso. Uma coisa boa. Mas fora isso, todo o resto tem sido uma merda total. Ao longo de anos tive decepções na vida com amizades, relacionamentos (que terminaram todos de forma ruim) e com pessoas que passam pela minha vida e que eu acabo fazendo a burrada de me apegar. Isso aconteceu poucas vezes felizmente, mas duas vezes de um ano para cá. Isso me deixa muito chateada, por que sei que eu não mereço essas decepções que são constantes.

Aos poucos porém, vou expulsando essas coisas e esses sentimentos da minha vida. Não culpo as pessoas e sim a mim mesma. Eu que sou tão amorosa com a vida, eu que gosto do sentimento de apaixonamento não me avexo não e isso um dia acaba saindo da minha  cabeça e da minha vida. E aí eu vou voltar a dar amor às bonecas, aos bichos de pelúcia, aos animais e aos bebês alheios.



Rafaela Valverde

Nova forma de fazer hidratação de maisena

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Fiz uma hidratação de maisena e leite de coco no final de semana. Foi uma receita diferente da que eu já tinha feito. Descobri na internet e fiz da seguinte forma, Misturei uma colher do leite de coco, duas de maisena e um copo de água fria. Mexi bem e depois levei ao fogo mexendo como um mingau. Quando ficou com uma consistência de um creme e homogêneo eu misturei com Yamasterol amarelo. Amo. Vocês perceberam, né? Misturei bem e passei no cabelo depois de lavar e ao aplicar já é possível sentir a maciez no cabelo. A hidratação é muito gostosa, pela hidratação que dá no cabelo. Deixei uns quarenta minutos no saco plástico e enxaguei. O resultado foi brilho, hidratação e definição. Amei. É uma forma diferente de fazer a hidratação que sempre faço.


Rafaela Valverde

sábado, 7 de novembro de 2015

As comadres evangélicas mandam no país dos absurdos?

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Que o Brasil é no mínimo o país dos absurdos, isso já  é sabido, Mas ultimamente tem havido coisas nesse país que dão vergonha. Gostaria de enfiar minha cara em algum outro lugar nesse momento. O país da piada pronta; o país da pizza; o país que via o mundo se apertando todo em uma crise e se "fiava" em uma "marola"; o país do futebol; o país que se diz laico e democrático e que se vê agora vítima das comadres desocupadas que habitam o Congresso e Câmara que tentam decidir sobre nossas vidas baseando - se unicamente no que está escrito na bíblia, que eles consideram a palavra soberana de Deus. 

Um Deus aliás que eles mostram ser vingativo, discriminador e cruel. Mas não vou entrar nesse mérito agora. Já que as comadres desocupadas acham que tudo é desrespeito, menos o que eles fazem. Vou deixar o assunto religioso para ser discutido em outro momento, ok? Quero falar hoje sobre a avacalhação que essas pessoas estão submetendo nosso país. Essas pessoas promovem a destruição de direitos adquiridos por grupos tidos como "minorias" e que tanto lutaram para consegui-los.

Essas pessoas fingem que defendem a democracia, a vida, o direito de viver, a família, a moral (?) Mas o que seria tudo isso na visão dessas pessoas? O que seria moral para elas? Será que viver em uma relação heterossexual, casar no papel e ter um casalsinho de filhos seria moral? O comercial da margarina? A coisa mais escrota e hipócrita que existe é esse ideal de família hétero, branca, de classe média alta. Os normais. O que é certo. O que Deus manda! Ah façam me um favor!  

A realidade é muito mais tangível que isso, afinal. Há muitos conceitos e construções familiares. Diversos nas formas e tamanhos.Diferentes. E assim vão vivendo. Não se faz necessário que ninguém venha interferir e dizer qual é a configuração "correta" de família. O Congresso, a Câmara, as bancadas evangélicas e as comadres carolas e desocupadas que nelas estão, insistem em dizer para um país democrático, um estado de direito, como a sua gente deve viver. Não aceitamos isso!

Esses homens honestos, cheios de virtudes e tementes (?) a Deus são as pessoas mais apropriadas para estarem no poder? Eu não vou responder diretamente dessa vez. Vou deixar conclusões livres, afinal esse texto é apenas um estopim pra reflexão. Enfim, hoje temos uma aprovação de um estatuto da família (na Câmara dos deputados) que basicamente se trata de uma afirmação do estereótipo familiar héteronormativo e só; há também o projeto de lei que criminaliza a heterofobia (oi?) e temos também o famigerado projeto que retira direitos de mulheres estupradas que terão que comprovar o estupro antes de recebem atendimento médico, coquetéis para DSTs e pílula do dia seguinte. Profissionais não poderão facilitar a pílula que seria abortiva e a mulher fica ao deus dará.

Por que a vida dela não importa, né? Ela é apenas um lixo que se foi estuprada, mereceu, não é? Ah e essa mulher também não poderá, caso esse esplêndido projeto venha a ser algum dia aprovado e sancionado, realizar a prática de aborto em casos de estupro. Isso apenas por que estupro é um fato isolado no Brasil, não é mesmo? Bom, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil (Consulte a fonte aqui: Super Interessante  Coisa pouca, não? Está tudo realmente maravilhoso no Brasil, né?  As comadres evangélicas realmente seguem a Deus e ajudam as mulheres brasileiras que muitas vezes criam filhos sozinhas, são assediadas desde sempre em qualquer lugar e ainda têm que viver lutando contra a heterofobia que sofrem todos os dias. E quem não sofre não é mesmo?



Rafaela Valverde










quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Introspectiva, impaciente e calada

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Me sinto cada vez mais introspectiva, mais calada e mais dentro de mim mesma. Não sinto vontade de conversar com ninguém. Conversas fúteis e vazias que não me levarão a lugar nenhum. Falem e pensem o que quiser de mim. Prefiro ficar calada, quieta no meu canto, pensando na vida. Pensando em soluções, em melhorias. Mas também não importa. Soluções e melhorias nunca chegam mesmo.

É sempre a mesma mesmice. E sim é redundância, sim. Licença poética para a redundância! Sim estou de mau humor e impaciente. Uso a redundância que eu quiser e fico calada o tanto que eu quero. Não tenho obrigação de ficar jogando conversa fora e ficar em papos inúteis. Não sei por que as pessoas falam tanto. Calem a boca um pouco! 

Reflitam, escutem e observem mais. Eu já era assim. Eu estou pior agora e nem com as pessoas que eu conversava antes eu não converso mais. Eu até acho que a troca entre as pessoas é importante e que a gente sempre aprende com o outro, mas ultimamente as pessoas só falam besteiras como separação de sub artistas, filmes de quinta categoria e coisas tão vazias que não são capazes de colaborar em nada com ninguém.

Eu ando de saco cheio das pessoas, sabe? Eu passei a minha adolescência assim. Introspectiva e calada, apesar de nunca ter sido tímida. Depois que cresci deixei um pouco de ser assim e passei a ser mais falastrona, brincalhona e passei a conversar mais. Mas agora eu ando com preguiça de gente. Preguiça de retrucar ideias, preguiça de discordar e às vezes apenas balanço a cabeça e finjo que concordo com as merdas que alguém está falando só por preguiça, só por falta de vontade de falar com pessoas estúpidas.

Ando impaciente, ríspida, calada e em geral sem interesse para conversar e só quero ouvir o som dos meus próprios pensamentos e sentimentos. Que gritam. Que berram! E eles já são suficientes. Eles já bastam. Não preciso e não quero ouvir besteiróis alheios. E com isso, todo mundo vai notando que estou calada, calada e cada vez mais calada.


Rafaela Valverde

Livro Muito mais que 5inco minutos - Kéfera Buchmann

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Ontem terminei de ler o livro Muito mais que cinco minutos da Youtuber Kéfera Buchmann. Gostei do livro e ele, assim como a sua escritora, me fez rir muito. É claro que o livro não é uma obra literária estupenda, mas é um livro auto biográfico, divertido e que conversa diretamente com os adolescentes. É uma literatura efêmera, mas que atinge os jovens e os fazem ler. E é claro que toda leitura é válida.

Até por que, quem começa a ler livros de youtubers, de literatura efêmera, uma hora vai passar a ler livros mais complexos. Sim, por que eu ainda criança, comecei a ler livros muito bestas e gibis. Enfim, gosto de Kéfera. Acho a uma pessoa inteligente que soube superar coisas como o bullying e o insucesso escolar, fazendo algo relacionado às artes que foi o que ela sempre curtiu desde a infância.

No livro ela conta algumas das histórias da infância, da adolescência, da transformação de um patinho feio  em uma menina bonita que quem a  havia desprezado antes, depois de um tempo ficou afim e ela desprezou. Hahaha. Me identifico muito com isso, por que foi exatamente o que aconteceu comigo. Deixei de ser a gorda, feia e quatro olhos. Me tornei mais bonita e depois os otários vinha atrás... hahaha. Me identifiquei com isso e com o bullying. Bom, sem mais spoilers. Entre outros motivos, li o livro para estar atualizada e poder falar sobre  o mesmo.



Rafaela Valverde



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Só dependo de mim para ser feliz... e do mar!

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Tinha mandado meu chefe se foder na noite de ontem depois de mais um pedido de hora extra, enquanto meus amigos iam  para o bar da esquina para mais um Happy hour. Por isso fui demitida. E na boa, fiquei muito feliz em sair daquela bosta de emprego que não me levaria a lugar nenhum. Mandei um ex namorado otário ir para o inferno depois de alguns meses perdendo tempo com ele.

Agora estou aqui na praia, curtindo um sol maravilhoso. Relaxando. Me livrei de tudo que estava ruim. Estou vendo o quanto emagreci e fico bem no meu biquíni novo e curtindo meu novo piercing. Por que sim, eu sou gostosa! O meu amor por mim e pela minha liberdade é maior do que um emprego e um namorado bostético. 

Estou curtindo a praia sozinha, sem barulho na minha cabeça. Apesar de estar longe do mar, ainda assim ele me acalma e sou apaixonada por ele. A brisa está fresca e como ainda é cedo, o sol não está forte. O mar está translúcido e calmo. Olho para ele ele e me sinto satisfeita, mesmo com tantos fins. Mesmo com tantos ciclos sendo finalizados.

Por isso mesmo me sinto bem. Me sinto melhor. Tudo está novo. Parece que o ano novo chegou mais cedo para mim. Sim por que enquanto as pessoas esperam o réveillon para se renovar, eu já me renovei. Eu me renovo em qualquer época do ano. Eu não tenho mais medo de mandar o que me incomoda ir à merda. E fodam-se os outros!

Quero mais bar, quero mais praias sozinha, quero mais Happy Hours, quero mais ludicidade em minha vida, quero mais 'carpe diem'. Quero mais é viver! E não mais permitirei que quem ou que quer que seja me impeça de viver. Nem emprego, nem relacionamento, nem medo, nem receio, nem nada e nem ninguém. Levanto e vou para o meu mar. Minha paixão que é o mar. Mergulho e sinto que tudo o que eu quiser pode se realizar a partir de agora, só depende de mim. Eu só dependo de mim para ser feliz!



Rafaela Valverde

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Depressão que me consome

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Tenho traços de depressão. E tenho momentos bem depressivos desde criança. E quando ainda era uma menina, imaginava que era coisa de menina, que todas as crianças se sentiam daquele jeito, mas que quando eu crescesse ia passar e eu ia conseguir fazer tudo que eu quisesse, o que me deixaria mais feliz. Mas isso não aconteceu. E essa coisa no peito continua aqui. E grita!

Gente, esse é um assunto muito delicado para mim, uma caixa preta e acho que nunca cheguei a falar diretamente sobre minha depressão aqui. Eu sei que tenho, mas sempre consegui me "tratar" sozinha, mas só que os anos vão passando e a coisa vai ficando complicada. Eu tenho grandes picos de tristeza e é tristeza mesmo, não é só uma tristeza por que perdi o ônibus ou por que meu sanduíche caiu. É tão profundo que dói, mas dói fisicamente. Me dá insônia. Mita insônia, minha garganta inflama e minha boca estoura com aftas e feridinhas, Quem está me vendo esses dias sabe que estou com uma feridinha nos lábios devido a baixa imunológica de ficar acordada igual a um zumbi.

Eu tenho um pânico às vezes em ficar sozinha e eu começo a chorar copiosamente. Solidão e pânico são troços graves para quem têm momentos tão intensamente depressivos como eu. Eu posso às vezes me comportar de maneira bastante abusiva só para não me sentir nesses dois estados que agravam a minha situação. Nos casos da solidão, eu quase imploro para não ficar sozinha e chego a ser bem chatinha. Nesse final de semana prolongado, todo mundo viajou  e eu só chorava. Não sei como eu consegui morar sozinha nove meses!

Em relação ao pânico, eu fico sempre tentando evitar tê-lo.  Por que isso agrava mais ainda minha melancolia. Eu tenho fobia de passarelas, eu ando com o celular enrolado em panos dentro da bolsa e com dinheiro dentro do sutiã e qualquer pessoa vai me roubar e me sequestrar na rua. Ando ligeiro, quase correndo e se ouço alguém gritar na rua eu já fico me tremendo. Eu tento o máximo evitar isso com alguns cuidados. Tento sempre ser mais esperta, mudar rotas, andar ligeiro, muito ligeiro, principalmente em passarelas. Ô coisinha horrível! Ainda fica aquele povo andando super devagar eu olho para baixo e me imagino caindo e sinto uma aflição, fico ofegante, tremendo.

Se eu puder evitar a solidão e o pânico eu vou fazer de tudo. Eu nem gosto de cabine de banheiro público. Eu nunca tranco aquela cabine. Olha, meus queridos desculpem eu estar aqui contando todas essas coisas que eu quase nunca contei para ninguém na vida, mas é que eu preciso aceitar isso para continuar combatendo, por que ao que parece está aumentando. Mas eu sou forte e eu vou continuar sendo alegre, me amando e vivendo, independente do que isso queira fazer comigo.

Em um dia eu acordo amando a vida e no outro quero tomar chumbinho e isso não é nada legal. Mas graças a Deus (a minha fé tem aumentado) e eu estou conseguindo estar bem melhor comigo mesma e ter mais momentos bons do que ruins. Esse final de semana foi apenas um lapso. Que eu espero que demore muito para voltar.



Rafaela Valverde

Intensa, triste e rejeitada

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Eu estava deitada na cama há um tempo. Já estava acordada mas não tinha ânimo de levantar. Eu não ando animada para nada ultimamente. Na verdade nada me motiva. O que eu faria num feriado de sol? Iria trabalhar, enquanto todo mundo estaria se divertindo e curtindo suas maravilhosas vidas. Por que é isso que todos têm, pelo menos é o que demonstram, uma vida maravilhosa.

Sim, eu acordei triste e daí? Não tenho uma razão específica para isso. Há razões. Várias. Não é preciso motivo para se estar triste. A tristeza vem e pronto. Há anos que é assim. No sábado de manhã, ao escutar uma música que me lembrou coisas, me lembrou minha vida há alguns anos, eu chorei. Chorei muito. E estava dentro do ônibus. Mas eu não me importei. Chorei. Choro mesmo. Não tenho vergonha.

Estar triste é além de outra coisa, se perceber sozinha. Saber que ninguém liga para você e nem te ama, quando o que mais se quer é ser amada. Rejeição. Rejeição do que sinto e de como sinto. Ontem me disseram que eu sou intensa e eu sou mesmo. Consequentemente sou intensa ao gostar de alguém, e com isso sou acusada de sufocar e controlar. Eu sufoco por que eu demonstro e gosto? Como é isso?

Não consigo entender. Ah quer saber vão se foder! Todos. Eu não vejo nada negativo em me preocupar com as pessoas que eu gosto. Inclusive queria que alguém fosse assim comigo ao menos um pouquinho e de vez em quando.  Mas, como sempre é ao contrário. Eu me importo e ninguém se importa. Ninguém está nem aí para mim, enquanto a bundona se preocupa. Sempre.

Isso é ou não é motivo para tristeza, para choro e para desgosto? Mas tem nada não, um dia eu aprendo. Um dia a idiota aqui aprende a ser menos "sufocadora" e tem gente que vai sentir falta. Muita falta. Na verdade eu já vou começar essa semana, isso de não dar "ligança" para quem não se importa comigo. Chupem a nova eu! Hahahaha pode ser chupar literalmente também. Não me importo.


Rafaela Valverde                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             

domingo, 1 de novembro de 2015

Campeã mundial do dedo podre. Qual o meu problema?

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Eu sou mesmo uma anta estúpida que sempre gosto de quem não é para gostar. Desde que me entendo por gente que é assim que eu sou. E por mais que toda essa carapuça maravilhosa de auto estima esteja sobre o meu corpo, eu sempre vou ser aquela menina que vive sentimentos platônicos e que não consigo "conquistar" ninguém. Sim, passei a minha pré adolescência e adolescência gostando daquele menino lindo e maravilhoso. Que eu achava que era maravilhoso na verdade, mas era um sapo. Todos são.

Eu sou uma pessoa tão inteligente e ao mesmo tempo tão idiota por que eu sempre me envolvo por pessoas mais débeis mentais que podem existir no mundo. Meu dedo está fedendo de tão podre. E eu sou tão carinhosa, cuidadosa e atenciosa, por que eu sempre escolho quem é justamente o contrário disso? Por que eu sempre acho que tenho que dar meu carinho para seres escrotos?

Enquanto quem me quer fica a ver navios. Parece aquele poema de Drummond (Por falar nisso, viva Drummond, que aniversariaria ontem ) Quadrilha, o nome do poema... Fulano amava sicrano que amava fulaninho... Isso é muito foda, por que é o que realmente acontece na porra da vida real. Eu ando com muita raiva disso.

E eu sou a pessoa campeã mundial em fazer isso. Se houvesse um prêmio, eu com certeza levaria o prêmio de babaca do ano todos os anos. Mas o engraçado, é que não em todas as vezes, mas em algumas essas pessoas débeis mentais, grosseiras e escrotas vieram atrás de mim e eu estava muito bem obrigada. Em companhia melhor e ainda fazia questão de falar isso. Assim, de forma bem clara. Portanto se não me quer, não volta depois querendo não. Por que será tarde. Sempre vai ser tarde. O momento é sempre agora, para mim não existe depois. 

Não sei exatamente o como funciona minha cabeça, mas há algo no meu cérebro muito escroto que me faz escolher pessoas também escrotas como alvo do meu carinho, da importância que eu dou (o que é muita coisa, já que dou importância para poucas pessoas na vida), da minha atenção, dos meus sentimentos, do meu desejo sexual. Sou uma mulher bonita, atraente, gostosa, carinhosa, inteligente, atenciosa, que quando gosta gosta mesmo e se importa demais. Sou sincera, franca, sem papas na língua, rodeios ou frescuras e ainda assim sempre gosto dos idiotas, que nem ao menos se dão ao trabalho de me conhecer e ver todas as minhas qualidades e já me rechaçam. Ninguém é capaz de me corresponder não? Qual o meu problema? Além do dedo podre, será que tenho mais alguma coisa podre? Bafo? Chulé? Sou chata? Falo alto? Sou desagradável? Fedida? Mesquinha? O que? Qual o meu problema?



Rafaela Valverde




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