quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Cheiro de amor - Maria Bethânia

Foto: Google
De repente fico rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não
Mas o seu jeito de me olhar, a fala mansa meio rouca
Foi me deixando quase louca já não podia mais pensar
Eu me dei toda para você

De repente fico rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não
E meio louca de prazer lembro teu corpo no espelho
E vem o cheiro de amor, eu te sinto tão presente...
Volte logo meu amor




Uma das minhas preferidas!


Rafaela Valverde



terça-feira, 29 de setembro de 2015

Chupe gostoso!

Foto: Google
Um sexo oral bem feito já me faz gozar logo de cara. O que significa que uma boa chupada, uma boa linguada acompanhada de dedos nervosos, mas ao mesmo tempo delicados são bem cotados para o início e até mesmo o fim de uma relação sexual. E é isso mesmo, eu vou falar sem rodeios, não vou usar eufemismos para mascarar algo que entre quatro paredes é tão natural e sem vergonha.

Tem gente que não gosta de fazer, só de receber - o que na minha opinião é um egoísmo e um retrocesso na intimidade do casal - pô, se você não gosta de fazer, pelo menos não receba de bom grado o mimo. A não ser que x parceirx queira e goste de fazer. Aí é outra história. Tem gente que gosta de ambos, faz bem feito e exige receber bem feito e tem gente que não deve gostar, ou tem nojo, sei lá vai saber, né? Tem maluco para tudo nesse mundo. Eu adoro! Sobretudo fazer. Meu melhor lema é oferecer prazer. E consigo!

Mas e quando a gente faz uma coisa caprichada, cheia de saliva, cheia de vontade por que estamos ali fazendo por gosto e quando recebemos, é uma chupada minguada e sem vontade? Aí é foda, literalmente (hehehehe). Na verdade isso aconteceu muito pouco comigo e já tive umas paradas muito loucas e alucinógenas só com uma língua safada na minha boceta. E não só na boceta, mas também nas áreas que a circundam.

E é óbvio, nem precisa falar que deve estar tudo em ordem e limpinho, tá? Eu não aproximo minha boca de um lugar com um aspecto e cheiro ruins. E vai de pessoa para pessoa, mas tem que ver também a pessoa que estar com você ali, quais são os hábitos dela, enfim... Mas isso todo mundo já sabe, não vou ficar aqui falando por que não sou sexóloga. Sou apenas praticante de sexo. Apenas.

O sexo oral é coisa delicada dentro de qualquer tipo de transa. Primeiramente por causa de todos esses meandros e travas que a pessoa pode ter. É normal. E pode levar um tempo até se soltar totalmente, exagerar na saliva, manerar com os dentes, enfim, caprichar e aprender a fazer bem feito... Demora, mas é possível. Olhar no olho em algum momento é imprescindível, delicadeza também e vontade. Tem que demostrar vontade. Tem que fazer por que realmente está afim. Se não for dessa forma, nem faça.




Rafaela Valverde


Concepção literária e poema

Imagem: Google
Um texto é literário quando consegue produzir um efeito estético e quando provoca catarse - o efeito de definição aristotélica, no receptor. A própria natureza do caráter estético, contudo, reconduz à dificuldade de elaborar alguma definição verdadeiramente estável para o texto literário. Para simplificar, vamos opor o texto ao texto artístico: o científico emprega as palavras sem preocupação com a beleza, o efeito emocional. No texto artístico, ao contrário, essa será a preocupação maior do artista.


Curiosidade: Poema

Provavelmente a mais antiga das formas literárias, a poesia consiste no arranjo harmônico das palavras. Geralmente, um poema organiza- se em versos, caracterizados pela escolha  precisa das palavras em função de seus valores semânticos (denotativos e especialmente conotativos) e sonoros. É possível a ocorrência de rima, bem como a construção em formas determinadas como o soneto e o haikai. Segundo características formais e temáticas, classificam - se diversos gêneros adotados pelos poetas.


Fonte: Palavras Cruzadas




Rafaela Valverde

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Tabacaria - Fernando Pessoa

Imagem: Google
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.


Fernando Pesso

Ofegantes de lascívia

Foto: Google
Estava ofegante pois havíamos terminado de gozar mas eu ainda queria mais. Eu ainda estava com fogo. Não por que não tivesse sido bom, ou por que eu não tivesse satisfeita, mas algo lá em baixo me dizia que eu ainda queria mais. Nossa sintonia foi tão intensa desde o início, os corpos se colaram e se conectaram tão bem que eu quis mais, eu quereria mais daqui pra frente.

Corpos lado a lado, por cima ou por baixo. Mãos que passeiam sentindo a pele macia, unhas que cravam, línguas que acariciam enquanto molham e sentem os gostos. Como não querer mais algo tão inesperado e desconhecido? Como não deixar o corpo pedir mais, mais e mais?  

O corpo quer, o corpo vicia. A lascívia interior exala por todos os poros e daí quero ser deliciosamente comida todo o tempo. Nossos olhares se cruzam e sei que você também quer. Você quer meu corpo e o meu corpo te quer. Olho seu membro se atirando sobre mim e você confere minha umidade com os dedos e ambos sabemos que estamos afim. Que teremos uma noite caliente e doce. Doce como seu gosto, doce como seu cheiro.

Mas seu cheiro doce me deixa com instintos animais aguçados e descontrolados. Aí me convenço de vez que duas peles, dois corpos juntos na cama, no chão ou na escada... podem fazer coisas alucinantes juntos, coisas maravilhosas que não é possível descrever em palavras. Não há palavras que consigam explicar, o que se sente quando se está aproveitando a delícia de provar o outro. De provar você, ou vocês, ou nós, ou a gente, ou todo mundo!

Saí do meu devaneio e vi que ainda estava ofegante, só de imaginar essas cenas. Olhei para o lado e você estava lá dormindo, de bruços, a bunda deliciosa à mostra. Dei um tapinha nela e me joguei nua em cima de você que acordou já entendendo tudo e pronto. Então... não deixaríamos de ficar ofegantes tão cedo!


Rafaela Valverde




Me sinto ótima - Banda do mar

Cansei de carregar milhões de medos
Das pessoas que me cercam e me pesam de agonia
Eu já tenho lá os meus anseios, os meus receios
Que eu perco com a luz do dia
Eu tenho acordado cedo e me sinto ótima

Eu gosto do gosto da coragem
A melhor viagem é seguir a trilha que eu abri
Eu me achei no colo do meu par
A melhor parte de mim eu acabei de descobrir
E se perguntarem por mim, diga que estou ótima

O que está havendo em mim
Eu já nem sei dizer
Será que a sorte foi onde eu não posso ver
Eu tenho o céu de abril
Pra desentristecer
Serei o que sobrar de mim
Sem nada a perder





Rafaela Valverde

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Literatura

Gente eu comprei uma dessas palavras cruzadas e me surpreendi quando vi nela uma série de textos sobre literatura. São textos simples e de fácil entendimento, que eu vou divulgar aqui sempre que puder. Então sempre vou colocar como fonte, 'Palavras Cruzadas' aí vocês já vão saber, tá? Os textos não são meus, ok?

LITERATURA

Pode ser definida como a arte de  criar e recriar textos, de compor ou estudar escritos artísticos; o exercício da eloquência e da poesia; o conjunto de produções literárias de um país ou de uma época; a carreira das letras. A palavra Literatura vem do latim "litteris" que significa "Letras", e possivelmente uma tradução do grego "grammatikee".

CURIOSIDADE

Em latim, literatura significa uma instrução ou um conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, e se relaciona com as artes da gramática, da retórica e da poética. Por extensão, se refere especificamente à arte ou ofício de escrever de forma  artística. O termo literatura também é usado como referência a um corpo ou a um conjunto escolhido de textos como, por exemplo, a literatura médica, a literatura inglesa, literatura portuguesa, literatura japonesa, etc.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Destruição em Taipoca, Vera Cruz


 Bom, como vocês saem sou frequentadora da Ilha de Vera Cruz, mais especificamente em Taipoca e no passado já havia feito uma postagem sobre esse mesmo assunto. Enfim, a ilha está acabada e isso é muito, muito triste. Eu já vou lá há uns dez anos e fico muito chateada quando vejo a degradação estrutural que está passando a ilha. Fui ao site da prefeitura de Vera Cruz e não encontrei nenhuma forma mais clara de contato, apenas um telefone do gabinete. Mas tem nada não. A mesma fica em Mar Grande e eu vou lá. Tiramos algumas fotos:

A escada da praia


Isso aí é a Praça da Ilha de Taipoca e isso é um buraco enorme na praça



Essa parte é próxima da praia e as pessoas porcas ainda não ajudam e enchem de lixo. Dá dó de ver.

Essa aí é a continuação do mesmo buraco

Rachaduras e destruição





Rafaela Valverde






terça-feira, 22 de setembro de 2015

Todos os dias

Foto: Google
Todos os dias acordo jurando
Que não vou mais amar
Que não vou me deixar levar
E que vou te esquecer

Todos os dias acordo jurando
Que não vou mais chorar
Que vou voltar a lutar
Lutar pra não te querer

Todos os dias eu acordo querendo
Me livrar dessa fossa
Que é minha e não nossa.



Rafaela Valverde

Sou idiota hoje, amanhã não serei mais

Foto: Google
Eu devo ser uma idiota mesmo. Na verdade eu sou uma idiota, a maior que existe. Eu insisto, eu digo para mim mesma que sou determinada, mas eu sou é uma chata insistente. Eu ligo, peço, brigo, vou atrás, falo palavras de amor, falo palavras eróticas. Mas de volta eu só recebo palavras condescendes e frias. Indiferença e desamor. É o que eu tenho recebido em troca. Mas não só de uma pessoa, de algumas pessoas nos últimos tempos. 

Imagine a dor de se sentir assim. Imagine o baque na auto- estima que a pessoa recebe ao ser tratada com indiferença e pouco caso depois de ter ouvido durante tanto tempo o quanto que era amada. Mas é isso mesmo. Um dia eu tomo na vergonha na cara e deixo. Deixo de ir atrás, deixo de falar, deixo de me humilhar, deixo de amar e deixo de expressar sentimentos eróticos.

Digo sempre que a gente pode até demorar mas um dia a gente acorda e aprende. Um dia a gente entende que somos mais importantes que qualquer outra coisa nesse mundo. Um dia a gente cansa de ficar atrás, de demonstrar, de saber se tá bem, de se importar. Um dia  a gente deixa pra lá. Um dia a gente esquece. Um dia a gente mata. Um dia a gente deixa de amar. Um dia a gente deixa de sentir falta. Um dia a gente pára de pensar. Um dia a gente simplesmente para.

Contatos passam a ser rareados. E pouco a pouco a gente, ou eu, deixo de ser idiota e passo a esquecer você. A esquecer seu cheiro, sua presença, sua voz, seu gosto, sua pele, sua voz. Tudo. Aí você vira apenas um fantasma borrado do que um dia foi em minha vida. Não ser mais amada dói. Não ter mais minha presença desejada dói. Dói. Dói muito. Mas um dia, nem que leve anos, para de doer e para mesmo. Eu estou esperando ansiosamente esse dia chegar e peço por isso todos os dias. Eu vou lutando, eu vou ocupar minha mente e fazer de tudo para você sair da minha cabeça e dos meus pensamentos o mais rápido possível. Vou lutar muito!! E um dia vou te dar um tchauzinho de longe.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Ativador e umidificador de cachos da Salon Line

Ainda em comemoração dos três anos de cabelo natural eu vou falar hoje sobre o ativador e umidificador de cachos da Salon Line. Esse aí ó:
Foto: Rafaela Valverde

Enfim, eu comprei há um mês mais ou menos e já tinha usado umas três vezes, mas o melhor resultado foi ontem. Ontem fiz uma hidratação e fiz uma fitagem simples com esse ativador. Ele tem um ótimo cheiro, uma textura suave, porém firme e mantém os cachos bem definidos o dia todo. Hoje no day after os cachos ainda continuam bem definidos. Reduz o frizz, deixa aparência de hidratação e de brilho molhado e com brilho literalmente. 

Ele promete ser ativador e umidificador de cachos, promete reduzir o volume (mas não é isso que eu quero, então tenho minhas técnicas). Ele promete zero frizz e tem filtro UV. Contém queratina e doze óleos nutritivos. Tem efeito brilho máximo, hidrata e protege.

O que posso dizer é que ele cumpre o que promete. Brilho, diminuição de frizz e hidratação são os principais requisitos que verifiquei e comprovei nesse creme. Ele é um ótimo produto para nós cacheadas e crespas. E custou apenas  $10.50, um pote comprido de  300 ml. Vale muito a pena! Recomendo.



Rafaela Valverde

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Três anos de big chop. Três anos de cabelos naturais. Amo meus cachos!

Foto: Arquivo pessoal
Enfim chegou o dia. O dia em que meus cachinhos completam três anos de existência. Três anos que eu convivo com meus cachos e eu estou muito feliz com eles. Até parece que foi ontem, eu me lembro do dia. No momento em que estava no salão, depois que eu saí do salão. A reação das pessoas, enfim... Era tudo muito novo. Fiquei bem "carequinha" então muitas pessoas estranharam. E as pessoas que não me reconheciam, quando o cabelo começou a crescer... Foi uma fase muito boa na minha vida, prática. Gastava pouco creme, pouco shampoo, não passava calor... Mas eu gosto muito mais de mim hoje. Eu amo meu cabelo e adoro mexer ele de um lado para o outro. Aprendi muito ao longo desses três anos. Aprendi técnicas, experimentei produtos, muitos deles compartilhei aqui com vocês. Já fui loira, ruiva e hoje estou morena. Mas sempre com meus cachos.  Essa foto foi tirada no dia que corte, dia 18/09/12. Um dos dias que mudou a minha vida.  Claro que me meu cabelo hoje está abaixo do pescoço e isso eu conquistei com muito esforço e cuidado. Eu me orgulho disso. Hoje eu sou mais livre, mais feliz. É muito amor envolvido. E que venham mais anos!

Enquanto caminho

Foto: Google
Caminhava meio cabisbaixa, com lágrimas rolando no rosto escondidas pelos óculos escuros e pensando em como eu pude ser tão idiota, pensando em como eu posso ser tão descartável assim. Tão absolutamente miserável e cretina que as pessoas me pisam, me humilham e eu continuo atrás, que nem um cachorrinho sem vergonha.

Mas um dia até o cachorrinho mais dócil se cansa, pensei enquanto atravesso a rua. O vento está forte e meu cabelo voa batendo no meu rosto. Sinto a brisa me tocar e me arrepio. Aí percebo o quanto estou carente, o quanto eu quero e preciso que alguém me dê um abraço e me toque. Ultimamente não tenho recebido muito carinho de ninguém.

Entro no supermercado e me distraio um pouco dos meus pensamentos. Mas no entanto percebo que o atendente que flerta comigo todo dia não está em seu posto de trabalho. Deve estar doente, será? Geralmente não dou muita atenção para ele, mas a minha carência é tanta, o meu sofrimento e o baque em minha auto estima são tão grandes nesse momento que eu até queria que ele estivesse ali em seu posto "mexendo" comigo.

Saio do supermercado e as lágrimas continuam a cair. Que saco, meus olhos vão ficar inchados e vermelhos. Vou chegar no trabalho parecendo uma bruxa. Maquiagem eu não sei o que é há dias. Não tenho ânimo para me maquiar. Não tenho ânimo para comer. Não tenho ânimo para nada. Apenas levanto da cama, tomo meia xícara de café preto e espero a hora de ir para o trabalho.

Também com uma vida vazia e desinteressante como essa, quem que quereria ficar comigo. Ficar ao meu lado e decrescer comigo? Ninguém, né? Claro que não. Mas o que mais me dói não é a rejeição. O que mais faz minhas lágrimas caírem não é apenas a rejeição e a separação. O que mais me machuca é a forma como tudo foi feito. A falta de respeito. A falta de amor. Me sinto um lixo até hoje. me sinto usada e a auto estima que eu levei anos para construir ruiu em poucos dias, como em um deslizamento de terra. Mas assim como no caminho que ando para chegar ao trabalho, sei que não posso caminhar para trás. O meu caminho é a frente. Sempre a frente.

Sei que mesmo com toda essa tristeza, dor física e sentimento de rejeição, eu preciso seguir em frente. Ou então eu me mato. Só tenho essas duas opções. Aí vou sobrevivendo e depois vejo qual opção vou seguir. Estou na frente da empresa. Respiro fundo, observo a fachada e seco as lágrimas mais uma vez, mesmo sabendo que elas vão cair de novo, de novo e de novo.



Rafaela Valverde


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Livro Um dia - David Nicholls

:
Foto: google
O livro Um dia é um livro mágico e triste. Mas ao mesmo tempo consegue ser divertido e gostoso de ler. Nem sabia que havia um filme e várias pessoas iam me falando sobre o filme quando eu estava lendo. Enfim, o livro traz a história de Emma e Dexter, um casal de amigos que se conhecem desde a faculdade e no dia seguinte à formatura se tornam amigos, mas amigos com uma paixão por trás de tudo.

O anos passam e sempre há narrativas do dia 15 de julho para ambos, que foi o dia em que se conheceram e viram amigos. O mesmo quinze de julho é narrado ao longo de vinte anos para ambos e nesse período várias coisas acontecem, a vida muda, chega a idade, eles rompem e reatam a amizade algumas vezes.

Outras pessoas  passam por suas vidas, experimentam o fracasso e o sucesso. Fazem coisas certas e erradas e o autor David Nicholls discorre muito bem a história ao longo do tempo. Sim, é um livro muito bom. E sim é um livro triste, mas que não nos deixa com ilusão de que a vida seja um conto de fadas. Mostra a vida real, como ela é. Seca e dura!

Cada parte da história é iniciada com um trecho de um outro livro ou um poema e que sempre se relaciona com a história a ser contada. Gostei bastante e há uma coincidência por que eu comprei o livro no dia quinze de julho também. Achei isso incrível. Eu sempre escrevo a data em que comprei no livro e quando descobri isso fiquei super intrigada com a coincidência.

Enfim, a história dos dois amigos é excelente. É um livro muito bem escrito. Já li dois livros desse autor e ele é ótimo. Recomendo!



Rafaela Valverde

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Palavras da gentileza

Bom dia
Boa tarde
Boa noite
Esqueceram da existência
Dessas palavras
Licença
Obrigada
Por favor
São palavras que perderam
O valor
Não sei onde foi parar a
Educação
Passo horas procurando
Mas não encontro não
Meu pai me ensinou
Minha mãe também
Mas ainda falta alguém
Que passe para seus filhos
As palavras mágicas
As palavras básicas
As palavras que devem
Ser usadas
Usadas sempre
Usadas independente
Do momento
E seu intento
Deve não ser apenas
De demonstrar
Educação
Mas com o intuito
De demonstrar
Gentileza
Não precisa ser realeza
Basta as palavras mágicas
Usar.



Rafaela Valverde

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Passeio por minha cidade

Bem, como já disse aqui no meu último texto, no final de semana eu fiz um passeio cultural pelo Centro da cidade, com direto a exposições, por do sol e sandália de couro. Enfim, foi excelente minha tarde de sábado. Hoje eu quero aqui falar sobre o que aconteceu no centro da nossa cidade. Uma revitalização, com melhorias estruturais, de segurança e de movimento de pessoas nas ruas. Por que aquela região da Avenida Sete de Setembro, Praça Castro Alves, Barroquinha e rua Chile andava abandonada e deserta.

Mas agora felizmente a gente consegue ver obras, a gente consegue ver vida e movimento naquela região, além de saúde. Eu gostei muito da experiência de caminhar pela região em pleno o final de semana, coisa que há muito tempo eu não fazia. E nem sei se já havia caminhado por ali durante um sábado a tarde. O que eu penso é que devemos tomar nossa cidade de volta e caminhar por ela. Se tiver gente andando pelas ruas, consequentemente não estarão desertas nem à mercê de bandidos. Vamos frequentar e encher nossas ruas e praças. Vamos sair de ambientes fechados e com ar condicionado! E ainda entrei pela primeira vez no Espaço de Cinema Glauber Rocha. Agora vou publicar algumas fotos do passeio:

Vista do Terraço do Espaço Glauber Rocha





Olha a loja de couro lá, onde comprei minha sandália!!!

Um pouco do por do sol



Rafaela Valverde

sábado, 5 de setembro de 2015

Os cem anos da Avenida Sete de Setembro - Exposição Caixa Cultural - Parte II

Início do grande comércio que vemos hoje no local
Olha que acontecimento em Salvador!!!
O anúncio da inauguração foi tão bombástico que não coube no papel

O carnaval sai da rua Chile e da Baixa dos Sapateiros e vai para a nova avenida




Como já disse fui hoje, ou ontem sei lá, à Caixa Cultural para a exposição em homenagem aos cem anos da Avenida Sete de Setembro. No ano de 1915 a Avenida foi inaugurada e sem esquecer da ligação com a Barra, se tornou um marco e uma importante avenida na cidade. Em seguida, o carnaval foi levado para lá e aos poucos o comércio de rua foi se estabelecendo.





Rafaela Valverde










Os cem anos da Avenida Sete de Setembro - Exposição Caixa Cultural

Hoje eu tive uma tarde ótima. Eu fui conhecer a Exposição dos 100 anos da Avenida Sete de Setembro aqui no centro de Salvador. A exposição está na Caixa Cultural na Rua Carlos Gomes e a avenida completa na segunda feira dia 07/09, exatos cem anos. 

Foto: Rafaela Valverde (Únicos registros fotográficos da inauguração)

Então, o governador da época JJ Seabra foi criticado, inclusive pelo Jornal A Tarde pela suntuosa avenida que se exibia no Centro de Salvador e que deu ares parisienses à nossa cidade, inaugurou sua avenida que abrigou três residências de governadores. Inclusive um dos prédios onde hoje abriga o Sebrae na Carlos Gomes,
Desenho da Praça Castro Alves onde hoje é o monumento do poeta

Esse desenho me impressionou bastante por que descobri que havia um chafariz, onde hoje é a estátua do poeta.


A rua Carlos Gomes deveria ser a Avenida Dois de Julho para homenagear as duas datas

Daí já é possível visualizar um pouco do que a região é hoje com o edifício Sulacap, hoje prédio comercial, no passado era um hotel.

E olha ele aí de novo, o Sulacap em três momentos diferentes



Rafaela Valverde

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Lágrimas de tristeza, lágrimas de fracasso!

Foto: Google
Bom, eu sou uma manteiga derretida. Então quem me conhece já vai saber disso e nem vai se importar mais se me vir chorando. Nem eu me importo mais, às vezes. Sai automaticamente a lágrima. Aí puxa outra e outra e outra. E aí eu tento me esconder das pessoas e seco as lágrimas rapidamente mas não consigo esconder por que meus olhos ficam pequenos e vermelhos. Aí todo mundo sabe que eu estava chorando.

Chorar tem sido uma ação tão natural do meu corpo ultimamente, que eu acho que se não bebesse tanta água como eu bebo ao longo do dia eu já estaria desidratada! (piadinha) Mas enfim, Eu tenho sentido uma tristeza tão profunda nesses últimos meses que eu nem lembro mais quais são os precedentes dessa tristeza, qual foi a última vez que me senti assim de verdade. Acho que para falar a verdade, eu tenho uma certa noção sim e esse blog começou desse vazio que eu sentia em 2008.

Sentia minha vida inútil e vazia. Sem um rumo, sem uma direção. Hoje pelo menos eu sou mais madura, eu me divirto mais eu conheço mais coisas, eu trabalho. Mas ainda assim, penso que poderia ser melhor que eu poderia dar mais sentido a minha vida, ter momentos mais produtivos, fazer o que gosto de verdade, trabalhar fazendo o que eu gosto e me realizando.

Mas a vida não é perfeita. A vida não é um mar de rosas. E isso eu aprendi desde cedo. Está mais para mar de lágrimas, isso sim. É isso. Eu tenho a sensação que nunca fiz e nem faço nada direito e nem faço o correto, eu tenho a sensação de que a minha vida não anda para frente e que eu sou uma fracassada vivendo em um círculo vicioso. Eu não me formei. Eu não tenho uma carreira, eu não tenho grana, eu não li todos os livros e assisti todos os filmes que eu queria. Eu não tive todas as experiências que gostaria de ter. E eu já tenho 26!

Eu não obtive sucesso em nenhum empreendimento em que tentei levar para a frente, por que sempre, por covardia, largava tudo pela metade. A minha vida a dois falhou por que o meu relacionamento fracassou e findou de vez, eu não me formei em pedagogia, nem em jornalismo, nem em psicologia. Eu não tenho filho ainda, eu não plantei uma árvore ainda, eu não escrevi um livro... ainda! Ah tá bom, eu consegui entrar na UFBA depois de tanto tentar e querer. Mas uma greve de quase cem dias atrasa mais ainda o meu sonho!

Bom, eu tenho ou não tenho motivos para chorar? Não sei o que vai ser daqui para frente mas eu preciso de um rumo na vida para não estar daqui a um ano escrevendo outro texto desse. Eu preciso de uma vida de verdade! Filhos eu não quero, plantar uma árvore talvez, mas um livro... ah num livro eu acredito. Esse eu ainda vou escrever!



Rafaela Valverde

O amor não é para os fracos - Fabrício Carpinejar

Foto: Google
O amor é o que fica depois do desespero
O amor é o que fica depois da vingança
O amor é o que fica depois da solidão
O amor é o que fica depois das brigas
O amor é o que fica depois da bebedeira
O amor é o que fica depois da fofoca
O amor é o que fica depois das dúvidas
O amor é o que fica depois do orgulho
O amor é o que fica depois dos gritos
O amor é o que fica depois da raiva
O amor é o que fica  depois dos erros
O amor é o que fica depois das cobranças
O amor é o que fica depois do cansaço
O amor é o que fica depois de ir embora
Se o amor ficou depois de tudo,
Não finja que ele é nada.

                                    Carpinejar





Rafaela Valverde


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Biblioteca e metrô

Foto: Google
Hoje fiz duas coisas diferentes. Uma que eu não fazia há mais de um ano e uma outra que eu não tinha feito ainda. A primeira foi ir em uma biblioteca e passear pelos livros. Há um tempão que eu não me dava esse prazer e esse luxo. Fui à biblioteca do Sesc em Nazaré e me deliciei um pouco, por que não pude me demorar por causa do trabalho.Peguei três livros que em breve começarei a ler, então vocês saberão e saí de lá satisfeita. Adoro bibliotecas que nos permitem passear pelos livros.

Pois bem. A segunda coisa que fiz pela primeira vez foi andar de metrô. Enfim, todos sabem que o metrô de Salvador levou anos para ser construído e que só no ano passado é que pudemos vislumbrá-lo devido a copa do mundo. Enfim , todo mundo já sabe da história. O metrô curto me proporcionou hoje uma viagem também curta,de menos de dois minutos, eu nem contei. (rsrsrs) Fui da Lapa até o Campo da Pólvora.

Mas apesar de curta já deu para perceber que viajar de metrô e andar em suas estações nem de longe se parece com andar de ônibus e caminhar pelos terminais de ônibus, especialmente os de Salvador. Eu me senti em outro lugar. Eu não estava em Salvador por alguns minutos. As estações são limpas, organizadas,sem vendedores ambulantes, sem bagunça. A empresa que administra o metrô de Salvador é a CCR Metrô que já possui ampla experiência no negócio e faz direito. Só quis dividir minhas experiências de hoje com vocês.

Gostei bastante e vou repetir a dose.


Rafaela Valverde

Livro A desumanização de Valter Hugo Mãe

Foto: Google
O livro A desumanização de Valter Hugo Mãe é o primeiro que eu li do autor. E é um dos livros mais diferentes e geniais que eu já li na vida. O livro traz a história de Halla, que após a morte de sua irmã gêmea Sigridur, entra junto com os pais numa tristeza profunda, mas que se vê tendo que enfrentar a vida e suas agruras como qualquer outra menina de doze, treze anos.

A poesia presente no livro é encantadora apesar da tristeza e traz belas frases que nos faz refletir sobre a vida e sobre a morte. A Islândia é cenário do crescimento e amadurecimento dessa menina de treze anos que perde a irmã, mas não o encantamento, não a fé e não os sentimentos humanos que nos faz tão humanos.

Halla é castigada pela mãe, é mimada pelo pai que é poeta. E Halla se apaixona. Conhece o amor,o sexo, analisa as pessoas mas continua falando com Sigridur, sua irmã morta, sua irmã debaixo da terra, a criança plantada. É um livro lindo, com frases encantadoras e melancólicas. Eu gostei bastante e apesar da tristeza, o livro me tocou bastante. E o final é surpreendente

É isso. Super recomendo!



Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Você está livre... pois é, tudo acaba!

Foto: Google
Você agora está livre.
Você agora está vivendo a vida que sempre quis viver e por algum motivo não vivia e me culpava por isso. Sempre me culpou e ao mesmo tempo sempre achou que era obediente e fazia a minha vontade, enquanto sempre teve liberdade para fazer o que bem entendesse. E era isso que você fazia algumas vezes. Poucas, admito, mas não por minha causa. Não por minha culpa meu caro. Não tenho culpa alguma se eu aproveitava mais a minha independência como a adulta que era e a minha liberdade mais do que você. Eu não tenho culpa de sempre ter sido eu mesma e sempre ter feito o que dava na telha. O que você não pode fazer é me crucificar por isso. Não mesmo!

Nesse exato momento você sabe onde eu estou, onde mais eu poderia estar num final de semana? Enquanto eu, não faço a menor ideia de onde você está nessa tarde de sábado. Viu? Você agora está vivendo a sua vida! Você agora está livre de mim. Eu agora não tenho nenhuma interferência na sua vida, se é que algum dia eu tive.

Eu não sei. Eu não sei de nada. Eu não sei da sua vida. Eu não sei de você. Eu não sei se você está no estádio de futebol, na praia, em casa ou na casa de alguém, comendo um belo almoço. Eu não sei. Eu não sei se você está em um desses lugares tentando se auto - afirmar, tentando preencher o vazio que eu sei que você sente e tentando por fim encontrar algo melhor do que a penúria que eu lhe ofereci durante tanto tempo. Sim, penúria, por que do jeito que você fala parece que viveu os piores anos da sua vida ao meu lado. Parece que toda a felicidade que eu achava que existia e o que Facebook hoje me lembrou, não existia para você. Nunca existiu. Você hoje minimiza o que vivemos de bom e coloca os últimos momentos negativos como maiores. Maiores que o nosso amor. Maiores que nós dois. Maiores que a nossa vida juntos. Maiores!

Você fala: 'Vivi momentos maravilhosos ao seu lado mas...' e quando fala esse 'mas' sei que vai anular todo o resto. Sei que o que passou de ruim vai tomar uma proporção maior do que o que foi bom. E isso me dá medo. Isso me apavora e me revolta. Saber que apesar de tudo eu ainda amo você, me deixa irritadiça e triste. Saber que você ainda me ama mas prefere viver sem mim é ainda pior. É devastador. Mas não vai durar para sempre. A maturidade me mostrou que essa coisa não vai durar eternamente e um dia você vai sair do meu coração.

E me desculpe por tantos textos chatos e repetitivos. Mas eu preciso escrever. Eu preciso exorcizar. Eu preciso escrever até que acabe, acabe e acabe! Você não precisa ler se não quiser. Até por que tantas palavras e discussões são inúteis e você já provou isso. Mas eu prometo que esse será o último. os textos acabarão, assim como o amor, assim como tudo na vida acaba! 


Rafaela Valverde
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