terça-feira, 5 de maio de 2015

Mágoa, raiva e um terrível dilema...

Foto: Google
Mesmo que uma pessoa não guarde mágoa, raiva e não seja rancorosa, quando se trata de amor não correspondido em algum momento esses sentimentos vão surgir. Você se sente bem por não ter esses sentimentos na sua vida e no seu coração, mas no momento em que eles surgem por causa de um sentimento não correspondido, por causa de maus tratos e indiferença que te achincalham e te despedaçam, você acha isso super natural e nem quer deixar de sentir. Parece que quer se vingar e passa a alimentar isso. Procura motivos para deixar bem gordo. Mas, como uma famosa personagem de novela do globo, isso um dia explode.

E quando explode alguém sofre, e em 99% dos casos é você. É a gente, sou eu, somos eus! De qualquer forma, sempre é quem sente quem se dá mal, quem se estrepa como eu diria com a minha boca porca. Mas é isso, é verdade. A gente se dá mal sempre. E quando esses sentimentos ruins passam a machucar, passam a ficar tão evidentes que você não consegue mais viver sem conviver com eles de uma forma muito próxima.

Na cama, na hora de dormir eles vêm à tona, no trabalho eles vêm à tona e a todo momento você se pergunta se estava sofrendo menos quando vivia o amor platônico, ou agora com todos esses sentimentos ruins e conflitantes te atormentando de manhã, de tarde e de noite. Amor platônico ou raiva e mágoa? Nossa que grande escolha será feita, hein! Será que dá para ficar pior? 

Quando uma das saídas que são buscadas para se livrar desse famigerado sentimento de apaixonamento falha, o que pode ser feito? Existe outra saída? Eu não sei. Acho que ninguém sabe, acho que não há solução. Apenas o que se pode fazer no momento é parar de se gabar que não há mágoas no coração. Isso não mais é possível. Elas existem e são sentidas lá. Bem lá no fundo da sua alma e do seu inconsciente. E você fica na dúvida se ama mais ou se odeia mais. Que terrível dilema!



Rafaela Valverde
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