terça-feira, 24 de março de 2015

Amando o amar

Entender o que passa
Em minha mente
É difícil
Eu amei ontem
Hoje eu amo mais
Tem gente que sente
Quando o amar está demais
Mas eu não
Eu não tenho noção
Não sei quando o amor
Ultrapassa
Os limites do possível
E cá estou eu
Continuo disponível
Disponível para você
Ou para vocês?
Livre para amar
Querendo me apaixonar
Amando o amar
E ao mesmo tempo
Lutando
Lutando para não pensar!



Rafaela Valverde

Somos nada

Quem somos nós?
Como ter nossas memórias?
Conhecer nossas histórias?
Entender que as trajetórias
Não são nós
São laços
Laços que unem
Laços que viram abraços
Laços que se derramam
Como um rio
Somos alguém
Somos coisas
Somos um Somos trio
Quer saber o que eu acho?
Somos nada.



Rafaela Valverde

sábado, 21 de março de 2015

Vida com alegria

Foto: Reprodução: Google
Viver com alegria
É apreciar os detalhes do dia
Um pássaro cantando
Um por do sol encantando
E colorindo o céu
O sabor do mel
Pessoas andando
Em direções opostas
Do que a gente gosta
Observar a vida
E seus detalhes
Quem sabe milagres



Rafaela Valverde

quarta-feira, 18 de março de 2015

Creme de pentear e ativador de cachos Pantene Pro V

Foto: Reprodução: Google
Agora uma pausa para feminices capilares.(rsrsrs). Então, comprei recentemente o creme para pentear e ativador de cachos Pantene Pro V e de início confesso que não gostei muito dele não. Mas como ele já estava lá mesmo, eu já tinha comprado, resolvi dar uma chance. Entendo que essa chance é importante, pois alguns produtos demonstram maior eficácia a partir do segundo uso. Pelo menos comigo é assim.

Como eu disse antes, ele é ativador de cachos e promete cachos definidos por 24 horas. Eu bato o martelo e confirmo que ele ativa bastante os cachos e dá uma excelente  definição. Consigo quatro days afters com ele! E ficam separadinhos os cachos. Uma graça! A embalagem informa que o creme tem PH balanceado, apesar de sinceramente eu não saber exatamente do que se trata isso, mas enfim...

Ele custou 11,99 nas lojas americanas e dura bastante até por que eu sempre revezo com outros. Ah uma outra coisa sobre esse creme: quando faço a primeira fitagem, assim que lavo, ele deixa o cabelo um pouco durinho tipo um gel, eu gosto desse efeito mas tem gente que não gosta, então estou avisando que é bom concentrar a fitagem a partir de dois dedos da raiz.

Mas a partir do segundo dia, é o volumão que eu adoro e a definição incrível, porém não senti nenhuma interferência no frizz. Mas como já disse aqui eu não me importo muito com o frizz não. Meninas cacheadas não esqueçam: fitagem é uma técnica importantíssima. Veja aqui: Textos sobre cabelo. A fitagem ajuda além de tudo o que eu já disse, no balanço e não deixa o cabelo pesado. O essencial não é o creme e sim a técnica em que ele é passado.

Atrás, na embalagem do creme vem a seguinte promessa: "Memória duradoura para a estrutura do cabelo cacheado, para a definição dos cachos de dia e de noite." Bem, para mim promessa cumprida!
Super recomendo!


Rafaela Valverde

Alienação e seus diversos contextos

Foto: Reprodução Google



A palavra alienação tem sido usado em diversos contextos. No contexto jurídico nomeia a transferência ou venda de um bem ou direito. A partir de Rousseau o termo passa a ter maior utilização no que diz respeito à privação, falta ou exclusão. Hegel e Feuerbach, filósofos alemães utilizaram a palavra, num sentido de desumanização e injustiça. Sentido esse que seria absorvido e amplamente utilizado por Karl Marx.


Marx, por sua vez utiliza o conceito como chave para caracterizar a exploração econômica exercida pelo capitalismo ao trabalhador. Trabalhadores, especialmente os trabalhadores das fábricas, eram alienados ou separados dos "meios de produção", pela propriedade privada e pela compra de mão de obra, força de trabalho, através dos salários.Os meios de produção eram a terra, as máquinas e os donos eram os empresários e donos de industrias. Esses meios associados à força de trabalho, geravam lucros  que era apenas do patrão.

Na política, o homem se torna alienado no que concerne a representatividade imparcial do Estado, onde ele, o Estado seria capaz de representar toda a sociedade. Ainda de acordo com Marx, porém o Estado Liberal representa apenas a classe dominante e age conforme as suas vontades. Pois se há a concentração dos lucros dos meios de produção aliados à mão de obra, nas mãos de poucos, então consequentemente o pensamento filosófico se fez exclusivo para um determinado grupo. E assim nasceram as escolas filosóficas, baseadas apenas nos interesses dos grupos dominantes. Os demais grupos sociais, se tornam então alienados de todo esse processo e consequentemente do saber, e do fazer, entre outros.

Para a recuperação da condição humana o homem deve criticar radicalmente os sistemas econômico, político e filosófico responsáveis por sua exclusão da possibilidade de participar ativamente da vida social. Para surgir essa crítica, no entanto se faz necessário o desenvolvimento do livre exercício da consciência, que se realiza dentro da participação política, consciente e transformadora.Ou seja, a crítica aliada à práxis política para assim buscar formas de ação e interação sobre o meio em que se vive.

Como trazer esses conceitos para a nossa realidade? Do que estamos separados ou alienados? Será que é mesmo tão simples assim como Marx afirmava? Qual o interesse do Estado em manter até hoje, o conhecimento científico e o pensamento filosófico para a classe dominante, enquanto a massa da população permanece com o que há de mais precário em estrutura e escolarização? São perguntas que não devem sair das nossas cabeças.

Muitas pessoas dizem que as ciências sociais e a filosofia são chatas e difíceis, mas é através de todo esse denso arcabouço teórico acerca das sociedades modernas é que podemos entender a nossa sociedade contemporânea, onde muitas vezes o termo alienação é utilizado de forma banal. E os que estão alienados falam do que eles acham que estão alienados e assim se constrói um círculo vicioso de acusações contra o outro.


Para refletir.



Fonte
: Livro Introdução à ciência da sociedade - Cristina Costa



Rafaela Valverde


Livro A cidade do sol

Foto: Google:Reprodução
Ontem terminei de ler o quinto livro de 2015 e na verdade eu já havia lido esse livro há uns anos. Mas dessa vez a leitura foi muito mais aprofundada, calma e reflexiva. O livro é  A cidade do Sol de Khaled Hosseini. É um livro belíssimo e emocionante que ensina muitas coisas para quem estiver atendo. 

Aprendi história, geografia, entre outras coisas. Mas o que impera mesmo é a beleza literária e a emoção. Nesse livro, assim como na vida real, podemos constatar que nem sempre há um final feliz e que nem sempre a vida é um mar de rosas. Gosto de livros que trazem isso e eu já disse várias vezes isso aqui.

A história de Mariam se intercala com a história de Laila e as duas vidas se misturam em um determinado momento. É uma história de luta, dor, mortes, sofrimento e guerra. Mas também há coisas boas, amor, amizade, lealdade, companheirismo entre outros. 

Mariam é uma barami, filha bastarda de um comerciante abastado em Herat, povoado próximo a Cabul, Afeganistão. No dia em que está completando quinze anos, decide sair da kolba (cabana) onde mora com a mãe e vai até a casa de seu pai, Kalil que mora com esposas e filhos. Kalil não a recebe e Mariam acaba passando a noite na calçada, na rua. Quando volta para a kolba, percebe que cometeu o maior erro de sua vida e daí em diante começa a vida dura de uma mulher nesse país. 

Laila, bem mais nova que Mariam tem a sua infância narrada ao longo do livro e essa parte é muito gostosa na narrativa, apesar de a guerra estar sempre pairando no ar.Um dia a vida da garota começa a ser atingida diretamente pela guerra com a morte dos irmãos. E daí em diante não para mais de atingir e marcar completamente a vida dela.

Eu não vou dar mais spoilers não. Vão ler o livro. Ele é excelente. Um dos melhores livros que eu já li e com certeza lerei de novo e de novo.


Rafaela Valverde
  

quinta-feira, 12 de março de 2015

Um olhar

Foto: Reprodução /Google
Um olhar não pode ser fingido
Falso ou mentiroso
Um olhar é natural
Vem da alma
Talvez de um sentimento real
Como olhamos e somos olhados
Pode revelar muita coisa
Ficamos lá parados
Olhando e sendo olhados
É rápido, mas profundo
E emana todas as paixões do mundo
Tudo pode ser inventado
Menos o olhar
Esse pode ser inusitado
E te fazer sonhar





Rafaela Valverde

quarta-feira, 11 de março de 2015

Amar é cuidar... e dá poesia!

Foto: Reprodução: Google
Pelo fato de ter "tomado conta" de minha irmã quando éramos pequenas, mesmo com uma diferença de apenas dois anos, me tornei uma pessoa muito cuidadosa com quem eu amo, sou uma mãezona no sentido de me preocupar e de tentar entender o que está se passando com o outro. Claro se a pessoa quiser e aceitar o que eu falo, se não quiser também eu deixo de me importar.

 Eu e ela ficávamos muito tempo sozinhas em casa e aprendi a ter responsabilidades cedo. Atribuo a isso muitas características que possuo hoje. Ela era dengosa e às vezes fazia coisas inacreditáveis, mas ainda assim eu aprendi lidar com ela. Com isso consigo lidar em muitos sentidos com qualquer tipo de gente.

Acredito que ouvir é a parte principal de qualquer relacionamento, mas não só ouvir fisicamente, escutar, entender o outro. Amar é cuidar, é desejar boa aula, bom trabalho, boa noite, bom tudo. É emanar tudo de bom que for possível para aquela pessoa. Saber onde estar não deve ser um forma de controle e sim de buscar o bem estar da pessoa.

Amar é cativar todos os dias e cultivar o que for bom em todas as oportunidades. Ontem assistindo a novela Império vi uma cena da atriz Zezé Polessa dizendo que não era muito de demonstrar o amor pelo marido. Paralelamente, mostrava a cena do marido, Tato Gabus Mendes, tendo um surto, algo que segundo a trama pode ser um indício de mal de Alzheimer. Em seguida, ele é levado ao hospital e aparece Zezé novamente dizendo:"Como eu gostaria de ter dito mais vezes, eu te amo. De demonstrar meu amor." E a cena segue com a expectativa se ele esquecerá de todo mundo ou não.

Por que é necessário acontecer uma tragédia, algo grave para fazer com que a gente se dê conta que amamos? Por que o que sentimos não pode ser cultivado todo dia? Com uma simples atitude, um simples bom dia, uma gentileza, uma coisa surpreendente, lembrar de algum detalhe, enfim... Detalhes para mim são muito importantes e faz o outro se sentir importante também, além de sentir acolhido e bem tratado. 

Afinal todo mundo gosta de saber que a pessoa amada sabe de algum detalhe que foi dito e nem era imaginado que essa pessoa lembrava. Não dá uma satisfação? Então... trate como quer ser tratado, dê mais atenção aos detalhes e a vida fica mais bonita, mais poética e menos sem graça. Bom, pelo menos alguns problemas serão evitados.



Rafaela Valverde

Eu não quero ter filhos! E não me venha com cara feia.

Foto: reprodução: Google
As pessoas não entendem que eu não quero e não sou obrigada a ter filhos. O mundo já está lotado. Há mais de sete bilhões de pessoas no mundo e já não está dando para escapar da escassez de recursos naturais. Além disso já existem muitas pessoas no mundo dispostas a encher o mundo de gente. O que mais tem é gente fazendo gente. Então eu deixo essa tarefa a cargo delas, pois isso não me apetece.

Essas cobranças são pré-estabelecidas socialmente e todo mundo acha natural que eu e todas as mulheres queiramos ter filhos. E quando eu digo que não quero e que não vou ter filhos, sou olhada com surpresa ou desaprovação. Me sinto apenas um ser biológico, que para evitar o fim, precisa se reproduzir descontroladamente afim de perpetuar a espécie. Mas eu não sou apenas um ser biológico. Ninguém é! Sou um ser pensante, que se relaciona social e culturalmente, e que tenho livre-arbítrio apesar das imposições sociais.

Quando, em épocas remotas, as mulheres engravidavam sucessivas vezes por não haver métodos contraceptivos eficazes, havia uma necessidade de ampliação de populações. Hoje não, a coisa mudou. E ainda nessas épocas a vida era muito precária e morria muita criança, então até se fazia necessário reproduzir indiscriminadamente. Hoje não. A sociedade tem uma melhor qualidade de vida, vive se mais e foram inventados muitos métodos contraceptivos eficazes. Tudo isso ao meu favor. É claro que nenhum método atinge o número de 100%, mas chega muito perto disso e sendo usado corretamente, funciona e funciona bem.

Portanto se eu tenho avanços como esses eu vou aproveitar e se eu não quero ter filhos, eu não vou ter e ninguém tem nada a ver com isso. Ponto final. A vida é minha e faço dela o que achar melhor. Faço o que quero, quando quero, na hora que quero e se quero!Pode parecer um pensamento radical, mas eu não vou parir filhos para daqui a cinquenta, cem anos, as suas futuras gerações morrerem de fome, de sede e enfrentarem terríveis guerras.

Grandes catástrofes mundiais sempre existiram, o que faz aumentar suas dimensões é que hoje há mais pessoas na terra e além disso mais gente no mundo para destruí-lo não é interessante, não é?

Bem, é o que eu penso no momento, porém eu já tive provas que a vida muda a cada minuto e como eu prefiro ser uma metamorfose ambulante, pode ser que eu mude de ideia lá na frente, mas por enquanto eu não quero ter filhos e pronto! Vá mostrar sua cara feia para outro! 



Rafaela Valverde

terça-feira, 10 de março de 2015

Crise, mostra a sua cara!

Em meio a crise em que vive nosso pais, é, por que estamos em crise e se você ainda não percebeu a coisa é ainda pior. Como eu ia dizendo em meio a crise em que vive nosso país, ainda tenho que ouvir pessoas falarem em terceiro turno, impeachment e o concorrente das eleições assumir a presidência no lugar da atual presidente. Ah e ainda tem a famigerada ideia do golpe militar e ditadura. 

Ouvir baboseiras como essas é uma tortura e a gente se põe a refletir. Essas baboseiras refletem a ignorância e a falta de informação e conhecimento em plena a era da informação e do conhecimento. Que ironia, não? Quanta civilidade nós alcançamos. Quanta evolução tivemos ao longo de bilhões de anos. 

Se tratando dessa evolução em quanto seres humanos, ontem fui obrigada a mudar de canal quando o jornal do SBT noticiou e mostrou o vídeo de uma idiota espancando um cachorro até a morte. Eu não vi a cena, mas soube que repercutiu e a ameba está presa. Eu tenho me privado de ver cenas como essas, que evidenciam nosso lado mais selvagem, desumano, intolerante e sádico.

Foto: Reprodução/ Google
Não sei como alguém consegue ver as cenas das decapitações no Oriente Médio por exemplo. Na verdade nós ocidentais, vemos tudo isso de uma ótica generalizada, sem conseguir entender os pormenores desses conflitos intermináveis para o lado de lá, mas de uma maneira grosseira, em uma interpretação chula, todos nós sabemos que aquelas cenas por si só já são cruéis.

E passam a ser ainda mais cruéis, em minha opinião, no momento em que mais pessoas vêem e repercutem. Isso prova para nós, enquanto seres "humanos", o quanto nos distanciamos dia após dia da palavra humano.

Voltando então para o cenário político atual e a crise em que estamos tendo que segurar já no início desse ano, a pátria educadora (ô nomezinho cafona)composta por todo tipo de pessoas, que deseduca mais a cada dia está agora fazendo panelaços na falta de coisa melhor para fazer e achando que isso vai de alguma forma abalar a estrutura de tudo que é torpe que está ai. 

Cuidado com o que a mídia diz, pois com ela afirmando diariamente em suas capas e manchetes que está realmente abalando, a gente sente que está abafando, quando na verdade estamos sendo abafados em uma névoa quente e infecta. E mais, depois do pronunciamento da Sra presidente (que eu também não vi mas que me disseram que foi sem noção) cuidado ao achar que está indo tudo as mil maravilhas! Não estamos,
e precisamos ver a cara da crise.



Rafaela Valverde




segunda-feira, 2 de março de 2015

Consequências

Foto: Google
Dor
É angustiante e não deixa dormir
A dor tira nossa paz
Quando sem explicação ainda mais
Mas quando sabemos a causa
Logo vem a causa
Mas não pelo fim da dor
E sim pelo remédio que alguém passou
A medicina evoluiu
Por consequência a nossa a nossa  dor diminuiu
Mas não o nervosismo de sentir dor
Dor paralisa e dá agonia
A tememos todo dia
Tememos e gritamos e aos olhos vem o pranto
Consequências da dor
Consequências do amor?
Dos dois?
Mas o amor a gente pode deixar para depois.





Rafaela Valverde
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