segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Despejo de vitupérios

Foto: Google
O que fazer quando duas pessoas não se entendem? Parece que um fala xx e o outro yy, um fica surdo para o que o outro diz. Os pontos de vista são defendidos veementemente e na maioria das vezes não é possível abrir mão dos nossos argumentos, para flexibilizar para o outro. Em alguns casos isso é até possível, a gente até repensa sobre o que o outro está dizendo, mas volta para nossos pontos de vistas e percebe que aquilo também é importante.

Discussão é só despejo de vitupérios. Não leva ninguém a lugar nenhum, não ajuda em nada, o outro não vai te escutar, não vai te entender, nem em milhões de discussões. Como eu disse, ficamos surdos para o outro e só ouvimos nossos próprios pontos e nossos próprios argumentos, que ficam martelando em nossa cabeça. É uma coisa muito egoísta, se pararmos para pensar. Mas a gente insiste em discutir, em expor nossos inúteis pontos de vista. Isso com pai, com mãe, com filho, com marido, com amigo...

E o pior é quando vêm as palavras duras, que machucam, que magoam, que ofendem. Dos dois lados é claro, pois discussão não pode ser realizada com apenas uma pessoa. Então vêm as lágrimas, os gritos, as insatisfações, a dor que chega a ser física, vem a frustração, o ressentimento. Tudo de ruim, que em tese não deveria existir entre pessoas que se amam. Mas existe e justamente por isso que nos amamos.

No dia seguinte, depois de uma noite mal dormida, os olhos amanhecem inchados e vermelhos. E a cara é cara de discussão, de briga, de tristeza. É a cara da raiva, da decepção, de cansaço. Cansaço mental, cansaço emocional. Ninguém aguenta passar por discussões recorrentes que duram dias, e que só fazem abrir portas para novas discussões, brigas e insatisfações. Quando chega- se a esse ponto, é preciso respirar fundo, dormir uma noite bem dormida, e pensar, pensar e pensar sobre os destinos dessa relação que não pode perder a consideração, o respeito, a compreensão. Senão deixa de ser uma boa relação.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Somos realmente livres quando saímos da casa dos pais?

Foto: Google
Quem é que que é livre depois que cresce? Quem não tem, mesmo depois de crescido e independente, com todas as vacinas tomadas, alguém ou algo para determinar as ações, regular os horários, decidir as amizades, etc? A gente é criança e quer crescer para ser livre, a gente é adulto e quer voltar a ser criança para ser livre.

Estamos sempre sendo vigiados, por mais que nos iludamos que não, estamos sempre sendo controlados. Nossos corpos são comandados por  demandas sociais, de trabalho, de estudo, de relacionamento, da necessidade de sermos aceitos, enfim. Existe sempre alguém na vida da gente que determina alguma coisa por menor que seja em nossa vida.

Saímos da casa dos nossos pais, acreditando com certeza que estaremos livres, que ninguém mais absolutamente ninguém mais regulará o horário e o teor do nosso café da manhã. Mas para onde vamos? Para o casamento, para um relacionamento longo, ou até mesmo os curtos, pois em nossa líquida modernidade, tudo isso ficou relativo. É para isso que vamos: a segunda casa do pai e da mãe.

Ganhamos um novo pai ou uma nova mãe que só não fará por pela gente, limpar aquilo que fazemos no banheiro, mas só não faz por nojo, senão faria. Com a desculpa de um amor protetor e benfazejo, vêm as ordens, com carinho é claro, vem a dominação, vem o querer-estar-perto, vem a desaprovação dos seus amigos, das suas roupas e das combinações que faz com ela, do jeito do cabelo, de tudo.

Tudo tem que passar pelo crivo de alguém. Permissão, autorização, mesmo que de forma velada e amorosa, tem que ser pedidas. Nos livramos dos nossos pais, mas tudo continua igual. O horário de dormir é programado e regulado, o horário e o conteúdo da comida que vai ser comida, o conteúdo e a frequência  do que vai ser assistido e lido... Tudo, completamente tudo é vigiado e regulado quando se divide a vida.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Um dia

Foto: Google
Um dia termino o que comecei
Um dia quem sabe
Ei de deixar
Um legado
Para alguém que queira
De bom grado
Coisas boas apreciar
Não sei se o que faço é bom
Porém tento sempre me aperfeiçoar
Essa é a minha maior lei
Fazer sempre o melhor
Alcançar o mais leve tom
Um dia termino o que comecei
Um dia saberei
Um dia não estarei mais aqui
Porém, melhores hão de vir
E outros "alguéns" poderão aproveitar
Um legado ainda maior.



Rafaela Valverde

Geometria

Foto: Google
O seu triângulo tem segredos
Segredos infindáveis,
Segredos que eu nem imaginava querer saber
Mas quero
Quero saber, quero conhecer, quero revelar
Quero amar
Desejos intermináveis
Rondam meu coração
E não quero abrir mão
Do triângulo
Das suas formas
Da sua geometria
Que todo dia
Insiste em me perseguir
Em lembrança
Em pensamento
É  quase um tormento
Ver você surgir
E analisar seu corpo
Seu triângulo
Seu segredo
Isso me dá medo.


Poema escrito em 02/06/2014

Rafaela Valverde

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Freud - o pai da psicanálise, 75 anos de sua morte.

Foto: Google
Há 75 anos morria o Pai da Psicanálise Sigmund Freud em 23 de setembro de 1939 em Londres. O austríaco que utilizou a hipnose no para o tratamento inicial de histerias e neuroses e foi o precursor junto com Charcot e Breuer do tratamento psicológico para essas doenças, morreu com uma dose de morfina aplicada por sua filha Anna, solicitada pelo próprio.

Descobriu que a causa para a hipnose era psicológica e não orgânica como se acreditava na época e a hipnose veio inicialmente como única forma de acessar a mente do paciente que estava sendo tratado, antes com tratamentos orgânicos e pouco ortodoxos, digamos assim. 

Criou  o conceito de inconsciente e trouxe a psicanálise como tratamento, onde era possível tratar o paciente conversando. Freud acreditava que o desejo sexual era o que impulsionava e motivava a vida humana, a libido como ele denominou estava fortemente ligada a essas doenças e também à cura delas. 

Após um tempo, Freud deixou a hipnose de lado e passou a se dedicar mais a psicanálise, seu novo método do diálogo com o paciente, onde utilizava a Associação Livre e a Interpretação dos Sonhos como um dos recursos de cura e análise do paciente e para ter acesso ao inconsciente. 

Sua obra como um todo, trouxe um grande conhecimento para a humanidade e assim uma nova compreensão do homem, como um animal, com razão, porém fortemente influenciado por seus desejos, impulsos e sentimentos íntimos e internos do inconsciente, que entram constantemente em contradição com a vida social que o novo homem era obrigado a levar.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Obsessão moderna?

Foto: Google
Hoje em dia está todo mundo conectado o tempo inteiro, então a gente às vezes, do alto da nossa empáfia não consegue entender aquelas pessoas que não estão e que ainda nos criticam por isso e vice versa. Como assim, você não tem Smartphone e seus aplicativos super, ultra, mega  úteis? São perguntas como essas que ouvimos e fazemos todos os dias.

Cheguei em um restaurante dia desses e havia um casal, cada um segurando seu Smartphone em sua cadeira. Digitavam desesperadamente, sozinhos é claro, em seu mundo próprio, com as cabeças baixas. De repente começaram a mostrar algo que estava no celular um ao outro e a gente da nossa mesa observando. Tiraram foto e é bem provável que tenham postado no mesmo minuto em que esta foi tirada. Os celulares ficaram ali mesmo na mesa, ao lado dos pratos como uma obsessão moderna, como se fosse acontecer algo que não pudesse esperar enquanto eles estavam juntos, confraternizando, ou simplesmente estando juntos.

Não é proibido desconectar, ao contrário. Na verdade não considero possível estar o tempo todo conectado, digitando, com a cabeça baixa e o corpo curvado. Afinal, um dia as dores vão chegar. Nosso corpo envelhece! É claro que também tiramos fotos nesse mesmo restaurante, mas elas foram para registrar um momento de comemoração de um aniversário e foram postadas posteriormente. 

Quando eu estou com alguém, ou vários "alguéns" em uma mesa, em um restaurante, um bar, ou seja lá onde for, meu celular raramente sai da minha bolsa, pois afinal de contas aquele momento é muito mais importante, e aquelas pessoas são muito mais importantes do que qualquer outro tipo de contato virtual. Bem, essa é a minha opinião, é a forma que eu penso. Cada pessoa é diferente não, é? Para outras pessoas pode ser que isso seja normal e que ambas as coisas sejam importantes, ou ainda que uma coisa não invalide a outra. 

Mas acredito que para tudo deve haver um limite, uma tolerância, um bom senso. E ultimamente temos exagerado em muitas coisas, sobretudo em atitudes como essa, que além de fazer mal para as amizades, os relacionamentos interpessoais, para a mente, faz mal para o corpo, afinal como eu já disse, a gente envelhece!



Rafaela Valverde

O mês das flores- início de um período mágico

Foto: Google
Hoje começa a primavera em nosso país. É claro que aqui em Salvador essa ideia de estações do ano não é uma coisa bem definida, mas em outras regiões do Brasil, como o Sul por exemplo, as flores "pipocam". Mas aqui em nossa cidade o que vem com força nesse período é o calor e lindos dias de sol. Isso é um dos fatores que mais gosto em nossa cidade, o clima, a beleza dos dias e assim vamos nos aproximando do verão onde isso se consagra.

O clima fica mais quente, os dias ainda mais bonitos, as praias lotam (pelo menos as que ainda dão para frequentar) as roupas diminuem, etc. Sempre digo que o verão é mágico e o verão aqui em Salvador mais ainda. Pensamos logo nas festas, no carnaval, na sensualidade, na pegação, na cerveja, enfim. 

Essa áurea de diversão que vai tomando conta de nossa cidade a partir de setembro, indo até março é um chamariz para novos relacionamentos, reavivamento de relacionamentos antigos com amigos que não vemos há algum tempo, épocas de curtir, de beber, de se apaixonar, de viver e curtir a vida no seu menor detalhe e aproveitar tudo o que nosso clima e nossa cultura tem para nos oferecer.

Portanto, vamos aproveitar a vida no que ela tem de melhor. Deixar de ficar em casa por preguiça (eu preciso me lembrar disso!) e sair aproveitar as coisas boas que vão acontecer na cidade a partir de agora. Disse que ia fazer mais isso em 2014, sair, me divertir, mas eu sou uma preguiçosa e com a vida correndo, o único dia que tenho (o domingo) é pra ficar sem fazer nada mesmo. Mas isso vai mudar!


Rafaela Valverde


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Dois anos de big chop!!

Ontem fez dois anos que eu fiz meu big chop. A cada dia constato o quanto o tempo passa rápido. Em dezoito de setembro de 2012, depois de alguns poucos meses sem química e cortando aos poucos (já estava na navalha) eu resolvi fazer o "grande corte" e retirei toda a parte com química. Já após o corte, já me senti melhor e já gostei do que havia feito. Nunca me arrependi, em nenhum momento. Essa foto é clássica e eu já até postei ela algumas vezes aqui.

Costumo dizer que sou mulher de muitas fases e já fui de todo o jeito, mas como estou hoje, me sinto muito mais feliz e mais livre. A gente não pode ter noção de como vai amar esses cachos até eles começarem a surgir. Tenho muitas fotos, em fases diferentes de crescimento. E isso é possível constatar em meu Facebook. Podem me procurar lá, como Rafaela Valverde. A cada mês era um aprendizado, um acessório ou um penteado novo.


Quando esses cachinhos aí da testa começaram a descer (sinal de que estavam crescendo!) eu me sentia a mulher mais feliz do mundo. Eles caíam na testa e eu fazia charme, jogando a cabeça para trás para retirá-los. (rsrs). Depois abri luzes (foto abaixo) e passei a tingir mesmo de loiro, em casa, como quem acompanha o blog já sabe. Só é ver no marcador 'cabelo' logo aqui ao lado -> e acompanhar tudo o que eu já fiz e usei nesses cachos ao longo desses felizes dois anos!


E essa foto que vou postar agora é a mais recente de todas, pois tirei ela hoje, dia 19/09/2014. E mais uma vez repito: como estou feliz com  meus cachos e esse post é para homenageá-los.



É isso, agradeço a todos que me acompanham.


Rafaela Valverde




terça-feira, 16 de setembro de 2014

Livro O que é feminismo

Foto: Google
Li o livro O que é Feminismo da Coleção Pequenos Passos. Esse livro mostra a trajetória do feminismo, de todas as lutas e batalhas das mulheres para alcançarem seus direitos. Nossos direitos. Os direitos que temos hoje, Graças a elas, a essas mulheres que não aceitavam o domínio masculino e se rebelaram, sendo queimadas em fogueiras como bruxas, queimadas em fábricas, trabalhando 12, 16 horas por dia.  Enfim. No livro é mostrado o domínio sexual que foi implantado pela sociedade patriarcal e que perdura até hoje. Afinal para que o homem soubesse que o filho era realmente dele, era necessário controlar a sexualidade da mulher. O livro ainda mostra que nós mesmas continuamos perpetuando essas ideias machistas através da educação que damos aos nossos filhos. O livro ainda cita Betty Friedan, com seu livro A mística feminina e claro sua antecessora Simone de Beavouir, com o livro O segundo Sexo. Bem, para entender um pouco sobre esse movimento e as lutas que o iniciaram, recomendo a leitura do livro que é pequeno e dá para ler em dois, três dias no máximo.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Sem amor não adianta nada

Foto:Google
Você andava meio inconstante ultimamente e eu não queria mais me machucar com tanta falta de tato, de bom senso e cuidado comigo. Resolvi te deixar em paz e fiquei aqui no meu canto, sem esperar nada. Já tinha cansado também de esperar o que quer que fosse de você. Não é que você não goste de mim, acho que até gosta, mas acho que não tanto quanto me faz acreditar, não tanto quanto eu achava que era.

Isso me deixa triste na verdade, eu não consigo dormir de noite, mas eu entendo. Ninguém é obrigado a amar ninguém, não é? Há três dias eu só como barra de cereal iogurte e café, há três dias eu não saio de casa e só fico aqui na cama de forma idiota, esperando que algum milagre aconteça e o supermercado venha até mim, que você venha até mim. Que você bata nessa maldita porta. Não diga nada, apenas venha. 

Deite-se ao meu lado, dormiremos de conchinha, iremos ao supermercado e minha dieta será balanceada de novo. De repente percebi que era tolice, é tolice. Isso nunca vai acontecer. Você demonstrara falta de interesse havia tempo. Todo mundo percebia, menos eu. Eu só via você, você era meu mundo e acho que te exaltei demais.

Toda nossa roda de amigos, já havia notado que você estava diferente, que não conversava mais como antes  e que não passava mais aquele batom vermelho que eu adorava. Você mudou. Por que? Eu nunca cobrei exclusividade, nunca pedi que fosse somente minha, só pedia telefonemas, amor, carinho, cuidado... Tudo o que eu te dava tão despretensiosamente. Mas você deixou de se interessar e por mais incrível que possa parecer, eu entendo. Eu te entendo. Eu te amo, mas não vou mais pedir que você volte. É inútil. Voltar sem amor não adianta nada.

Enterro a cara no travesseiro, não quero mais saber de nada. Sei que estou mergulhando em uma terrível depressão, mas depois eu me livro dela. Agora eu quero viver essa dor, viver esse momento estúpido de depressão e solidão. Tenho consciência que vai passar. Posso ter todos os defeitos, mas burrice não é um deles! De repente decido me levantar, sair dessa clausura. Já estou melhor. Desenterro a cabeça do travesseiro e levanto com as pernas trêmulas, sem forças.

E foi aí que as cores fugiram da minha face e eu empalideci totalmente quando te vi ali sentada na minha poltrona xadrez que você adora, com as pernas compridas cruzadas, com a frente única branca e o batom que eu adoro! Nem falei nada. Só me aproximei a tempo de ver seu sorriso e te beijei. Depois fomos para o banheiro celebrar com um banho quente e demorado.




Rafaela Valverde

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Livro O que é psicologia



Terminei de ler esse livro em três dias. É um livro pequeno, curto da coleção primeiros passos, que é uma coleção bastante conhecida por quem está no meio acadêmico e é bem simples e mostra vários assuntos de forma introdutória e sucinta. E eu gosto muito desse livrinho que é útil e utilizável. O tema da psicologia me trouxe alguns conceitos novos, como os conceitos das frustrações e ansiedade, mais conhecimento sobre Freud e a Psicanálise e sobre o papel do psicólogo e o mercado de trabalho nessa sociedade moderna. A autora que é bem objetiva em sua fala, faz ainda uma crítica ao psicologo e sugere direções para a prática profissional. Traz alguma coisa sobre a história da psicologia e o método cartesiano, para a construção de conhecimento e o tratamento da psicologia como ciência, uma nova ciência.


Rafaela Valverde

Placas e cavaletes de candidatos enfeiando a cidade

A cidade está imunda. Horrenda. Não sei se só eu estou achando isso. Não é possível. De dois em dois anos temos eleições, e com elas vem a sujeira dos candidatos, nas campanhas e nas pessoas deles também. Mas isso é assunto para outro texto. O que eu quero falar hoje é sobre as placas e cavaletes de candidatos que estão espalhadas pelas ruas de Salvador. Estão enfeiando a cidade, eu não aguento mais. 
Av. Tancredo Neves

O Grupo Metrópole já fez matéria, ouvintes ligam toda hora para reclamar, mas não adianta. Parece que a prefeitura e o TRE não estão morando na mesma cidade em que eu estou morando, para ver o tamanho da feiura das nossas praças, canteiros e passeios que são públicos e não deviam ser utilizados dessa forma. Por isso resolvi hoje no caminho para o trabalho tirar algumas fotos com o meu celular para demonstrar aqui no meu blog, no meu espaço, minha indignação contra esses políticos e contra a falta de ordem e lei que continua imperando em nossa cidade.

Av Tancredo Neves, próximo ao TCU
Dia desses, nesse mesmo canteiro que separa a Avenida Tancredo Neves da Alameda Salvador, próximo ao comitê do candidato Rui Costa e tropecei em uma desses cavaletes idiotas e saí "catando ficha", quase caí no chão e quase bati minha cabeça em uma pedra. Mas consegui me reequilibrar. Era de noite e eu não enxergo bem. Mas imagina se eu caio e morro ou tenho algo mais grave? Ia ficar por isso mesmo, afinal para eles eu não sou ninguém mesmo. né?
Comitê do candidato Rui Costa

Lembro que há alguns anos, os outdoors foram proibidos, por demarcar os candidatos que possuíam mais dinheiro para a campanha. Assim a campanha poderia ficar desigual. Mas será que essas placas também não demarcam quem tem mais dinheiro também? Será que elas não demonstram também a desigualdade da campanha, além de enfeiar a cidade?
O vento acaba destruindo as placas e a situação fica ainda pior

Gostaria de deixar claro que não tenho nada contra nenhum candidato, nem contra Rui Costa, mas como o comitê dele fica quase ao lado do prédio que trabalho, foi inevitável tirar a foto. Ainda tem também essa questão acima, onde o vento ou até mesmo vândalos, destroem e/ou picham as placas e a coisa entra num nível de bagunça sem precedentes.

A cidade está tomada por essas placas e cavaletes

Saída do comitê de Rui

Em frente ao TCU


Rafaela Valverde

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Gente Frívola

Quanta futilidade, meu Deus!
Verificamos ao nosso redor
Tanta desimportância que
Dá dó
Gente que não liga pra gente
Gente que não se importa
com nada
Gente que se preocupa com o
que não é relevante
O que é relevante porém,
É relativo
Mas ainda assim
Se torna um perigo
Ser fútil ao extremo
Ignorar, ignorar, ignorar
Fingir que não vê
Tanta miséria em nosso
ambiente
Tanta tristeza machucando
 nossa gente!
Quanta futilidade, meu Deus!



Rafaela Valverde

Perdi meu filho Boris

Há um mês exatamente perdi minha gatinha Nina,que estava em nossa casa desde fevereiro. Ela adoeceu de uma hora pra outra e sofreu muito. Tentamos levar no veterinário, mas era um sábado de noite e não conseguimos achar nenhum. Bem, essa madrugada aconteceu a mesma coisa com meu filho-gato Boris, que estava com a gente há quase quatro anos. Ele tava fora,voltou de madrugada. Meu marido ouviu o barulho dele se batendo e levantou, me acordando em seguida pra dizer. Foi horrível vê- lo assim. Entendemos logo que tinha sido veneno e não havia nada que poderíamos fazer, principalmente pelo horário que era. Choramos muito e ficamos desesperados,afinal era como se fosse mesmo um filho. É muito duro e estamos sofrendo muito, é uma dor física até. Ele tava tão bem era tão apegado com a gente e tão carinhoso, estou arrasada e não tenho mais palavras. Depois posto fotos dele. Rafaela Valverde

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Nossa responsabilidade

Viver um dia de cada vez é uma coisa que aprendi muito cedo. Uma outra coisa que aprendi cedo demais é que o mundo dá voltas, e como dá. Em um dia estamos de um jeito, no outro o sol aparece e tudo muda, um giro de 360° acontece  e de repente puf !!  você muda e sua vida passa a ser outra. E aí você se pergunta, como eu vim parar aqui? Como isso aconteceu? Ontem não estava tudo diferente? Aí você se dá conta de que é tudo realizado de acordo com o que você mesmo projeta para si próprio e as mudanças no fundo no fundo já são esperadas e predestinadas. Não predestinadas  totalmente, mas de alguma forma, pelo menos um pouco, mas isso não nos exime de culpa, em nenhum momentos deixamos de ter responsabilidade em nossa vida. Somos responsáveis por tido o que acontece com a gente.


Rafaela Valverde

Cálculo do amor

Foto: Google
O amor não passou
Não findou
Ele só somou

Nem ao menos diminuiu
Pelo menos encontrou
Alguém para dividir

Depois de se multiplicar
Muitas vezes idealizar
Um cálculo perfeito

Que não se pode esquecer
Nem passar
Nem findar

Isto é amor
Isto é amar!


Rafaela Valverde

sábado, 6 de setembro de 2014

Resenha dois cremes de pentear

Há algum tempo eu não escrevo nada sobre cabelo, não é? Depois de passar um mês sem internet e com a vida corrida que eu estou levando, acabo ficando mesmo sem tempo. Mas hoje quero falar sobre dois cremes para pentear baratinhos como sempre. O primeiro, por ordem de compra é o Kolene Manteiga de Karité + Controle de volume. Ele tem a embalagem marrom, ou talvez um amarelo mais escuro que o Kolene tradicional. E custou apenas 3,20 no mercadinho aqui na minha rua. É esse aí:

Como a embalagem diz, ele tem manteiga de Karité como principal componente e promete hidratação e controle. Promete ainda suavizar, amaciar e nutrir os cabelos crespos e super crespos, controlando o volume e o frizz. 


Bem eu usei esse creme para pentear algumas vezes e eu gostei sim. Ele não segura o day after como o Cachos comportados da Seda, por exemplo, mas dá para usar sim, principalmente para retoques. Aqueles que nós cacheadas usamos como truque para sair de casa de manhã. Com umas borrifadas de água junto com ele, fica bom sim. O cheiro é razoável e ele segura o volume até o segundo dia somente, depois fiquei que nem o rei leão. Hahaha... Não segura o frizz não. Como eu disse, ele é melhor para retoques em cabelos que estejam fitados com outro creme por exemplo.

O outro creme que eu vou falar é o Seda óleo hidratação que custou 4,99 e é o da embalagem amarela, essa aqui ó;


A embalagem informa que ele tem uma textura leve, que contém óleos também leves de argan e amêndoa e como todos dessa linha da seda, promete nutrição. Gente, desculpem as fotos, é do meu celular, mas o que ficou desfocado aí eu escrevi acima.


O que eu achei dele? Ele no início da fitagem, quando o cabelo está começando a secar, fica muito parecido, a textura, com o cachos comportados, porém ele não modela e não segura os cachos como o meu querido verdinho, que eu já citei tantas vezes aqui. A textura do creme realmente é leve, mas eu achei mais oleoso mesmo, o cheiro bem, mas para mim não deu o efeito que eu gosto de cachos definidos e modelados. Mas como cada cabelo é único, tentem, usem várias coisas e venham me contar, ok?


Rafaela Valverde



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Livro Cinquenta Tons de Liberdade

Foto; Google
Terminei de ler recentemente o livro Cinquenta Tons de Liberdade. Era o último, eu tinha que ler
era questão de honra terminar esse ciclo. O ciclo da imbecilidade de uma personagem fraca. Anastasia Steel. Cheguei a conclusão que a odeio! Ela é vazia, mas vazia no sentido mais honesto da palavra, é chata, ciumenta compulsiva, tem falsa modéstia (não é possível que tanta modéstia seja autentica), não admite que nenhuma mulher chegue perto do seu marido 'cinquenta tons' e acha mesmo que todas as mulheres do universo o querem. Além disso ela não consegue se acostumar com a riqueza do marido que passa a ser dela, depois do casamento, já que não houve acordo pré-nupcial.

Enfim. Na verdade eu acho que a culpa é da autora e da obra em si. O texto é mal escrito, há muita repetição das mesmas palavras - palavras bestas por sinal, como aquiesço por exemplo. É uma narração cansativa, repetitiva e vazia. Os problemas deles, dentro de seu relacionamento conjugal são criados por eles mesmos. Brigam por qualquer besteira e logo na lua de mel, brigam por causa de um top less que ela fez. Na verdade ele também é ciumento, sufocante, mandão e autoritário. Quem suporta nos dias de hoje, somente por amor, uma relação dessa? Não dá. Só essa chata da Anastasia que virou Grey. Até confusão com o uso do nome de solteira dela, o homem arrumou. Gente, isso é doença. Estava sem paciência e queria que acabasse logo, assim como foi com os outros dois livros da trilogia.

Mas as cenas de sexo entre os dois foram as melhores do que as cenas dos outros dois livros. São cenas muito picantes, no melhor sentido da palavra, é claro. Eu gostei das algemas, do plug anal, da transa no banheiro e na banheira, da calcinha rasgada, entre outras coisas. Só lendo para saber, não vou ficar aqui descrevendo cenas sexuais alheias. O livro, assim como a trilogia nada tem de especial. Terminam da forma tradicional; o felizes para sempre. Cheios de filhos e uma vida toda pela frente. Blá, blá blá.



Rafaela Valverde

Lamento incompleto

Foto; Google
Sei que não devo chorar mas também não tenho motivo para sorrir. Em quem me apoio em momentos ruins? Quem eu vejo em momentos bons? Não vejo ninguém do meu lado, estou só e desamparada. Me sinto deprimida e inconstante. Não me sinto bem e toda hora tenho vontade de comer. Comer para compensar algo, compensar um vazio que nunca será preenchido.  Na verdade eu nem sei por que me sinto assim, não tenho motivos para sofrer, para chorar, mas eu procuro, encontro, choro e sofro. Constantemente me pego triste e depressiva. Ando rápido na rua  e olhando para trás, imaginando que o pior pode acontecer, que um ladrão pode me alcançar, que a vida pode findar. Ando fechada, sorrio para poucos. As lágrimas saem aos poucos e ás vezes não consigo controla-las. Elas caem mesmo e meu olho fica vermelho facilmente.



Rafaela Valverde
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