quinta-feira, 31 de julho de 2014

Livro Doidas e santas - Martha Medeiros

Foto: Google
Esse livro é bem interessante. Lúcido, leve e bem escrito, traz crônicas de Martha Medeiros que foram publicadas nos jornais Zero hora e Folha de São Paulo entre os anos de 2005 e 2008. Martha discute em seus belos textos diversos assuntos, entre eles, livros músicas, filmes, atualidades, mídia e política. Além disso com uma boa dose de humor, ela fala sobre relacionamentos interpessoais, amorosos, atitudes femininas e a falta delas.

São crônicas rápidas e divertidas. Crônicas que homenageiam os pais e as mães em seus respectivos dias e ainda crônicas que enaltecem a beleza da vida. A vida que vale a pena ser vivida apesar de tudo. Eu recomendo a leitura de Doidas e Santas. Para quem é doida, para quem é santa e para quem tem um pouco das duas, afinal todas nós somos um pouco de cada uma.


Rafaela Valverde


Livro Ensaio sobre a cegueira

Foto: Google
Li recentemente o livro Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago. Um livro intrigante, para entrar na minha lista de livros intrigantes. Já tinha assistido o filme e gostei bastante, apesar de achar forte. O livro ultrapassa o forte. A riqueza de detalhes compõe um nicho de escrita inteligente e cheia de experiência de vida, sabedoria como bem diz a sinopse do livro.

Um motorista de repente fica cego e em meio a um sinal verde e protestos de outros motoristas não cegos, ele se vê transtornado, sem compreender o mar de leite tapando sua visão. Consegue chegar em casa com a ajuda de um homem que se aproveita de sua cegueira e rouba-lhe o carro. O ladrão também cega depois.

Após ocorrer a primeira cegueira, sucessivas cegueiras ocorrem também, sobretudo com o oftalmologista que atendeu ao primeiro cego. O governo sem saber o que fazer diante de uma situação no mínimo inusitada como essa resolve alocar os cegos (todos que estiveram no consultório do oftalmologista) e os pretensos à cegueira (os que tiveram contato com eles) em um prédio de um antigo manicômio.

Daí inicia-se o inferno. Condições subumanas nas questões sanitárias e higiênicas e também na distribuição dos alimentos tornam -se condições normais e viáveis, apesar de parece absurdas para nós. A dignidade humana vira algo quase inexistente, apenas a mulher do médico não cegara  e todos ali dependiam dela. Porém nesse caso quem têm olhos em terra de cegos não é rei. Ela inclusive pensa muito sobre isso e em tudo o que ela vê durante esse período de confinamento.

Um livro confrontante e arrebatador, que emociona, instiga e nos faz refletir sobre o que e quem somos. "Uma coisa sem nome, essa coisa é o que somos." Essa frase é dita do livro pela "rapariga de óculos escuros" e nos faz entender alguns pontos cruciais de nossas vidas. Como nossa convivência com as outras pessoas, nossa higiene pessoal, nossa capacidade de ver além do olhar, andar e fazer coisas simples em nosso cotidiano.

Não vou mais falar o que acontece. O livro é genial, por si só e mesmo que eu lance spoilers vale a pena ler. Por mais que você leia, muitas resenhas sobre  esse livro, não será igual à experiência de ler o livro. Experiência enriquecedora tanto culturalmente, quanto para a vida. Crescimento como pessoa, é o que Saramago nos proporciona nessa obra prima.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pequenos luxos

Imagem: Google
Poucas vezes me dou a um luxo. Nos últimos tempos então, isso havia virado raridade. Mas de uns dois meses para cá tenho achado que mereço pelo menos um pouco, uns pequenos luxos de vez em quando. É claro que a gente ganha pouco, a batalha é grande e toda aquela história.

O mês é longo, o dinheiro é curto, mas a gente tem que aprender a se dá um luxo, curtir a vida, aproveitar o momento. às vezes um pequeno momento em que você sai sozinho e vai tomar um expresso ou almoçar na rua, vira um grande momento e aquilo vira o danado do luxo.

Um momento que você não espera, vira luxo. Uma pequena coisa que te dá prazer, um pequeno prazer ao longo do dia, vira o seu luxo. O seu luxo diário, mensal ou seja lá qual for a frequência desse ou desses luxos. Em alguns casos, poder estar parada observando um pássaro voando, ou uma borboleta pousando em uma flor, já é um luxo.

 Gosto desse tipo de luxo. Gosto de desfrutar um pequeno almoço sozinho e silencioso. Gosto de apreciar o luxo do silêncio, de não ter que ouvir tantas abobrinhas de tanta gente "abrobótica". Essa palavra eu acabei de inventar e significa quem fala abobrinha.

Esses são alguns dos meus luxos.

Quais são os seus?


Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de julho de 2014

Poliamor - Documentário




Olha o que eu descobri no Youtube. Se quiser, se se interessar pelo assunto, veja.


Rafaela Valverde

Filme A culpa é das estrelas

Foto: Google
Vi o filme A culpa é das estrelas no cinema. Já tem umas duas semanas mais ou menos. Eu achei o filme bem feito, uma boa trilha sonora, os atores principais têm química e são lindos. Eu gostei muito do filme, principalmente pelo fato dele ser muito fiel ao livro. Os diálogos são iguais. As sequencias também. Eu amei estar lá, sentir aquela história, ver a história ao invés de apenas imaginar e ler. Foi ótimo estar lá e ver Hazel e Gus. Seus pais, Isaac, Amsterdã, etc.

Foi muito bom ver a carinha deles personificadas. Hazel Grace Lancaster tem 16 anos e sofre com um câncer de tireoide há alguns anos e é convencida pela mãe a frequentar um grupo de apoio que ela não curte muito. Lá ela conhece Augustus Waters, ou simplesmente Gus. Eles viram amigos e dessa amizade nasce uma paixão arrebatadora. Hazel tem como principal companhia um cilindro de oxigênio.

Não vou contar mais nada, por que já fiz uma resenha do livro quando eu li, há não muito tempo. Procure a resenha e leia aqui mesmo. O que que eu queria era registrar que fui no cinema chorar e ver o filme, é isso. Recomendo. Acho que ainda está em cartaz. Se puder e tiver um par, leve-o.

Rafaela Valverde

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Morreu João Ubaldo Ribeiro

Morre o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro. Dá uma tristeza grande quando percebemos o quanto de gente boa, representantes da nossa cultura nos deixaram esse ano já.

Foto:  http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/07/morre-o-escritor-joao-ubaldo-ribeiro-4554362.html
Nessa madrugada morreu o escritor, nascido em Itaparica, jornalista, membro da Academia Brasileira de Letras. Ele teve uma embolia pulmonar  em sua casa no Rio de Janeiro. Tinha 73 anos e era autor de livros como "O sorriso dos lagartos", " A casa dos budas ditosos" e "Viva o povo brasileiro." Ganhou em 2008, o prêmio mais importante da literatura de língua portuguesa, o prêmio Camões. Ele lutava muito pela melhoria de sua cidade natal, Itaparica e em diversas ocasiões, pude ter notícias dele, protestando em prol da mesma. Um dos autores mais importantes do Brasil, orgulho da nossa Bahia e sétimo ocupante da cadeira 34 da ABL. Será velado na sede da Academia no Rio. É isso, mas um se foi.


Rafaela Valverde

O estranho

Foto: Google
Vou andando para o trabalho todos os dias, afinal fica a duas quadras da minha casa e eu preciso fazer algum tipo de exercício. Estava andando sem olhar para frente, olhando para o Smartphone ultra moderno que eu era obrigada a ter. Precisava ficar sempre ligada em tudo, pelo menos quando estava acordada. Estava trabalhando como assessora de imprensa de um órgão da prefeitura da cidade, apesar de odiar ser assessora de imprensa.

Continuava andando, até que de repente me esbarrei em um homem. Ele praguejou e continuei andando sem dar muita importância a nada. Não estava atrasada, mas queria chegar logo. Aquele dia seria agitado. Havia muitas coisas acontecendo na cidade e um escândalo político rolava na prefeitura. Tinha que correr.

Parei em um cruzamento para atravessar uma rua na faixa de pedestres. Um homem alto se aproximou e ficou ao meu lado para atravessar também. Olhei de relance para ele, afinal podia ser uma ladrão, sei lá. Tive a impressão de que era o mesmo homem que havia me esbarrado há pouco. Ele deu um sorriso amarelo e atravessou a rua, no sinal vermelho. 

Tive certeza, era o mesmo homem. Ele sumiu da minha vista e levantei uma sobrancelha, achando aquilo estranho, mas continuei meu caminho. Faltava pouco para chegar e os alertas no meu celular não paravam. A coisa estava piorando. "Meu dia vai ser uma merda." Pensei.

Faltava apenas mais uma esquina para chegar ao trabalho, quando o mesmo homem apareceu na minha frente, com um chapéu Panamá. "Ele já estava de chapéu?" Não pude resistir e perguntei se ele estava me seguindo. Avisei que ia chamar o guarda que estava na praça logo a frente. Ele soltou uma gargalhada e seus olhos verdes brilharam. Aí ele disse:  "Sim. Você passa todo dia lá na frente da minha loja e não presta atenção em nada e ninguém. Só com os olhos nesse celular. Resolvi agir e te seguir pra ver se você me enxerga.

Arregalei os olhos e ele tomou meu celular. "Vou jogar isso fora." No lugar do celular colocou uma rosa vermelha na minha mão. Sorri. "Eu não conheço você", disse. Mas eu te conheço, ele respondeu. Me devolveu meu celular e se ofereceu para me acompanhar ao trabalho. 

"
Você é um estranho." "Pois então deixe que eu me apresente". Disse seu nome e começou a andar, eu o segui, perguntando se ele sabia o meu. Ele balançou a cabeça afirmativamente e me levou até a porta do trabalho. Entrei no prédio sem olhar para trás. Tinha um papel dentro da rosa, com o telefone desse charmoso estranho. "Meu dia começou bem. Muito bem."


Rafaela Valverde

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Pequena reflexão sobre os engarrafamentos

Foto: Google
Ando sem ânimo. Sem ânimo para escrever, para pensar. Sem paciência, com certos tipos de pessoas e com coisas que não tem explicação. Os gigantescos engarrafamentos de Salvador, por exemplo. Tenho vivido eles muito na pele ultimamente e sei hoje o quanto é estressante. Antes chegava tarde do trabalho e justamente no horário do engarrafamento estava trabalhando.

 Hoje porém saio do trabalho em horário de pico para ir ao curso no Senai. E tem sido duro. Uma hora, às vezes mais de pé em um engarrafamento que não tem motivo e parece que não vai acabar nunca. Isso me deixa cansada, desanimada e com vontade de desistir só de pensar em enfrentar aquele trânsito. Quando me lembro, dá vontade de voltar para casa. Mas é isso mesmo. Muitas pessoas passam por isso todos os dias e dizem que já estão acostumadas.

Como se acostumar com isso? É péssimo, é torturante. Estamos travados, impedidos de ir e vir, sem qualidade de vida. Mas sinceramente não consigo pensar em uma solução para esses engarrafamentos caóticos. Afinal esse não é um privilégio de Salvador. As maiores cidades do mundo têm situações parecidas diariamente. 

Ao meu ver, apenas ações paliativas são possíveis, tendo em vista que a produção capitalista depende dos consumidores de carros para se manter. E algumas pessoas tem certeza que vencer e crescer na vida, significa necessariamente ter um carro. É um caso a ser pensado, repensado, discutido, debatido. Quem sabe um rodízio? Quem sabe companhas de educação no trânsito para educar alguns motoristas que insistem em ser mal educados? Que tal fiscalização séria? Multas? Passarelas no lugar de sinaleiras? Regulação do tempo dos sinais verde e vermelho nas sinaleiras que não podem sair?

Todo mundo tem alguma sugestão. Todo mundo sabe alguma coisa. Mas os governantes não ouvem a população e fingem que não sabem como resolver o problema. Pelo menos tentar. Tentar e não consegui não é nenhum demérito, mas deve haver ações para isso. O povo não aguenta mais.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Máscara hidratante condicionante Kanechom Argan

Vou falar agora sobre uma hidratação que usei em meu cabelo. Aliás que venho usando. Há algum tempo não falo nada sobre os produtinhos que estou usando e hoje eu resolvi falar um pouco sobre a hidratação Kanechom Argan de 1kg.
Foto: Google

A frente do produto informa que ele tem queratina e argan e que é de uso profissional. Além disso promete Reparação profunda, brilho e maciez. Além disso há a indicação para cabelos danificados. Ainda na "capa" do produto, o mesmo informa que se trata de máscara hidratante, condicionante.

A forma de usar é a mesma que já conhecemos. Eu usei como condicionador, de forma rápida no banho e como banho de creme, com a ajuda de uma touca de alumínio. Gostei mais do efeito dele como condicionado. Parece que ele funciona melhor assim.

Gostei bastante do resultado. Ele controla o friz, pelo menos durante o primeiro dia do uso, deixa bem hidratado e mantêm o volume. Mas nada durante um tempo muito longo, não. O ideal para mim, é usar sempre e das duas maneiras como eu expliquei acima, apesar de que  como eu já disse, gostei mais de usar como condicionador. O cheiro é delicioso e a consistência razoável.  E assim que o a máscara é aplicada, já deixa os fios com um aspecto diferente.

Recomendo.


Rafaela Valverde

Livro Ai meu Deus, Ai meu Jesus - Fabrício Carpinejar

Foto: Google
Acabei de ler o livro de crônicas de amor e sexo de Carpinejar.  Ai meu Deus, Ai meu Jesus. São ótimas crônicas, Carpinejar é ótimo. Fala de relacionamentos, amor, sexo, rotina, entre outros temas como ninguém. A gente ri, emociona, reflete, fica romântico. Enfim, eu gostei muito de ler esse livro e recomendo para os casais, pois ele faz a gente refletir sobre algumas coisas que fazemos ou deixamos de fazem em nosso relacionamento, ou para os nossos parceiros e muitas vezes nem nos damos conta. O livro traz muito sobre intimidade, relações longas, ciúmes, amor, sexo, sensualidade, etc. Não tenho mais o que dizer sobre o livro. Só que a escrita de Carpinejar é muito boa e flui e também que  gostei muito e que recomendo para casais ler. Algumas coisas eu concordo, outras não. Algumas coisas sobre as mulheres ele está certo e em outras não.



Rafaela Valverde


sábado, 12 de julho de 2014

Filme Ninfomaníaca

Foto: Google
Vi recentemente o filme ninfomaníaca do diretor Lars Von Trier. O filme nos choca, principalmente na segunda parte, onde mostra um close da vagina de Joe (Charlotte Gainsbourg), dois pênis de dois homens negros, com quem Joe tenta transar e não dá certo, pois eles não falam a sua língua. Ela tem uma compulsão sexual, mas nunca consegue se satisfazer e obter prazer pleno em qualquer que seja o contato sexual.

Eu chego a sentir pena dela em alguns momentos do filme, sobretudo nos momentos em que ela é humilhada por causa do seu "problema", que no início ela não ver como tal. Gosta de ser assim se aceita e vai vivendo a vida. Até abre mão do seu filho. Depois é que começam a surgir as consequências e Joe precisa lidar com todas elas.

É claro que na minha opinião, o filme possui algumas cenas desnecessárias e para mim não traz nenhuma reflexão acerca da sexualidade ou de qualquer outro tema. Não se aprofunda em nenhum subtema e fica muito solto em determinados momentos. Achei interessante a constante ligação da fase adulta de Joe, com a infância, com o momento em que ela descobre seu corpo, etc, mas não vi nada mais marcante no filme, não.

A primeira parte até que tem algum sentido, mas a segunda se perde quase totalmente e chega em um ponto que eu acho que ela vai se matar e pronto, apesar de o final não ter sido tão diferente. Não gostei das cenas de S&M, onde ela é amarrada e surrada até se ferir. Não gosto desse tipo de prática sexual, mas acho que a genialidade de Von Trier se encerra nela mesma e pronto. O filme trouxe polêmica e serve para chocar, apenas isso.


Rafaela Valverde

Nova faculdade

Foto: Google
Mudei de faculdade. De novo. Primeiro semestre. De novo. Gente nova. De novo. Tudo novo de novo. Eu não tenho medo, na verdade adoro o novo, apesar da ansiedade e expectativa que fico nos dias que antecedem o novo. Foi uma bolsa que consegui. O mesmo curso, outra faculdade. Uma faculdade melhor, que eu "namorava" desde o início do ano.

Tentei entrar lá no primeiro Prouni e não consegui. Mas agora no segundo semestre as portas de lá se abriram para mim e lá fui eu me inscrever. Me quiseram dessa vez e eu fui com tudo, sem medo de ter de começar de novo. É uma boa faculdade, com uma ótima nota no Enade em meu curso e uma ótima nota nos conceitos do MEC.

Além de ser uma faculdade realmente interessada no ensino, na formação e não no lucro. Não em se transformar em um shopping, com praças de alimentação e lojas diversas. Isso oprime alunos "carentes" que precisam de Prouni e Fies. Lá por ser uma faculdade católica, é mais voltada para o social, para os alunos que realmente precisam estudar e realmente focam nisso e não nos carros do ano, nas lanchonetes que vendem lanches mais caros que o normal e em futilidades sem precedentes.

Agora estarei na Faculdade Social da Bahia, a Faculdade do Isba. Em frente a praia da Ondina e mais focada no jornalismo. Como tem que ser. Muda a faculdade, mas a vontade de estudar e o amor pela área continuam. Dia onze de agosto, estarei lá. É isso, mais uma etapa. E sem modéstia, me considero uma pessoa corajosa, por não ter medo de mudar. O importante é minha bolsa! 

Rafaela Valverde

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Amontoados todo dia


                                        



Pessoas se amontoam dentro de um ônibus, pessoas dentro de carros se amontoam lá em baixo no asfalto formando engarrafamentos colossais. É tudo quase igual, a diferença é que quem está dentro do ônibus está pior, pois está em pé, desconfortável e mal consegue se mexer. A coisa mais horrível do fato de ser pobre é pegar ônibus. É humilhante e nesses momentos a gente pensa: "como a vida é dura."

Em horário de pico a coisa piora, nos empurramos, pisamos um no outro, não temos paciência e achamos que a culpa  é do outro. Não. Estamos todos no mesmo barco e precisamos compreender isso. Não querer que o ônibus pare nos pontos seguintes, é muito egoísmo. Por que ao invés de dizer para o motorista: "leva direto, motô", no nosso bom baianês, não reivindicamos pelo aumento da frota em horários de pico. Há também a necessidade de melhorar as disposições das linhas e horários dos ônibus.

Não adianta oprimir ainda mais quem já se sente oprimido pelo sistema diariamente e que além de tudo é igual a gente. Ninguém está pegando ônibus por que é bonito, é bacana e por que gosta. Todos temos necessidades de ir e vir e dependemos totalmente desse serviço que se fosse de graça ainda estava caro.

O que falta além da educação, é consideração, cuidado e amor ao próximo. Uma pessoa apenas em um carro que tem a metade do tamanho de um ônibus. Isso multiplicado muitas vezes. O número de automóveis nas ruas aumenta todos os anos. Isso é bom realmente? A quem está beneficiando? As pessoas que compram seus carros, depois de muita batalha ficam presas em engarrafamentos, juntamente com toda uma cidade, atrapalhando a vida de todos. Ambulâncias, viaturas e demais carros indispensáveis não conseguem passar e esse inferno é diário.

Quem está satisfeito com isso? Está difícil de aguentar. A gente leva uma hora e meia duas horas para chegar em casa na mesma cidade. Nesse tempo dá para ir com trânsito livre em outra cidade e voltar, mas atualmente não. As grandes cidades, sobretudo Salvador têm se tornado ambientes desagradáveis de viver. Têm se tornado ainda maiores devido ao grande tempo percorrido para chegar a qualquer lugar. Vivemos sem nenhuma qualidade de vida. Lamentável.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cena inusitada

Foto: Google
Essa semana estava no supermercado fazendo minhas compras da semana. Estava um pouco impaciente como sempre e andava muito rápido pelos corredores, pegando os produtos sem dar muita atenção ao que estava fazendo e às vezes até mesmo sem olhar os preços.

De repente em um dos corredores, vi uma mulher loira com o cabelo preso em coque no alto da cabeça. Ela parecia bem tranquila e olhava atentamente cada produto que pegava antes de colocar no carrinho. Parecia estar analisando os produtos, pois dava um passo para trás olhando a disposição dos produtos em cada prateleira. Observava bem o produto escolhido antes de pôr no carro. Ela parecia não estar com nenhuma pressa e me perguntei como aquilo era possível.

Imaginei que ela estava bem preocupada com o preço ou alguma informação nutricional que porventura viesse a ter na embalagem. Esqueci minhas compras e passei a acompanhar obsessivamente a mulher por todos os corredores do supermercado. Ela fazia sua observação minuciosa com todos os produtos que tocava. 

Eu que já não prestava atenção no que fazia, pegava produtos aleatoriamente e jogava no carrinho de forma distraída. Continuei observando-a até chegar no caixa. Quando lá estava, percebi que ela falava ao celular impaciente. Gesticulava e tinha uma ruga de preocupação na testa.

Pela primeira vez, vi ela perder seu olhar tranquilo. Fui para o caixa ao lado para ver se conseguia ouvir algum pedaço do diálogo. Ouvi apenas que ela estava levando sim os produtos com embalagens coloridas e bonitas e "você não precisa se preocupar".

Entendi que a pessoa do outro lado da linha queria os produtos bonitos, coloridos, com embalagens chamativas. Fiquei um pouco surpresa  ao saber isso e saber que não era o preço e nem os valores nutricionais que importava e sim as cores e a beleza dos produtos. Vai ver era alguma criança, vai saber. Baixei a cabeça e voltei com meu carrinho para terminar minhas compras.


Rafaela Valverde

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ainda não foi dessa vez

Foto: Google
Em meio a camisas verdes, amarelas e azuis. Em meio a acessórios e enfeites das mesmas cores, em meio ainda a toda a animação e empenho para ver os jogos do mundial em nossa terra, vem a decepção, a tristeza e a frustração. Não sei qual é o sentimento das outras pessoas, mas o meu é: "Achei que podíamos ser bons em alguma coisa, mas nem no esporte conseguimos.

 Somos ruins no social, temos uma das piores educações do mundo entre muitos outros defeitos graves e ainda por cima não somos mais bons nos esportes." Foi esse o pensamento que pairou na minha cabeça durante o longo primeiro tempo, hora em que eu estava chegando em casa do trabalho. 

Começam as brincadeiras no Facebook, todo mundo se diverte (ou quase todo mundo), mas no fundo mesmo o que estamos carregando é a tristeza e a decepção. Queríamos sim estar nos divertindo agora, comemorando a passagem para a final, queríamos estar em plena a terça feira, brincando, comemorando, vestindo verde e amarelo para saudar nosso esporte, nosso suor, nossa força em equipe. Queríamos, mas não deu. Agora é bola pra frente, deixa rolar e vamos esperar até 2018. Em casa não tivemos tanta sorte, mas quem sabe, não é? 

Para mim foi um tanto quanto inacreditável, ainda mais um resultado como esse, mas valeu. Agora é olhar para o futuro, para os próximos meses. Temos eleições esse ano e a campanha já começou formalmente. Agora a festa é nas urnas. Vamos lutar para melhorar nosso país de verdade, nossos índices não são os melhores e será que os esportes no geral, não refletem isso? É um caso a se pensar.


Rafaela Valverde


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Livro Se houver amanhã- Sidney Sheldon

Foto: Google
Li novamente o livro Se houver amanhã do meu grande ídolo Sidney Sheldon. Sabe,eu adoro esse cara. Desde a minha adolescência que leio seus livros e agora resolvi que vou ler todos novamente. Já reli manhã, tarde e noite e agora estou vindo falar um pouco sobre esse livro.

Se houver amanhã traz a história de Tracy Whitney, uma jovem ingênua que de repente se vê envolvida em um crime de roubo. É acusada de roubar um quadro muito valioso e tentar matar seu dono. Perde a mãe, é abandonada por todos que achava que eram seus amigos e vai inocentemente parar na prisão.

Na prisão Tracy passa por maus bocados, aprende muitas coisas ruins, faz amigas e inimigas, trabalha, tenta fugir até ser libertada. Quando sai procura de vingar de todos que a fizeram mal. Com a ajuda de amigos, ela consegue se vingar e consegue muito mais que isso. Junto com Jeff Stevens passa a fazer coisas surpreendentes e vira realmente a ladra que disseram que ela era.

Surpreende a todos, ao FBI, a Interpol e com seus golpes fica milionária e se divertee prova que há sim o amanhã. Leia e se divirta também. É um ótimo livro, assim como todos os se S. Sheldon na minha opinião. Um ótimo suspense!


Rafaela Valverde

Livro A escolha - Nicholas Sparks

O livro A escolha de Nicholas Sparks é um dos livros mais bonitos e bem escritos que eu já li. O livro é uma história de amor, esperança, fé e aventura. Traz a história de Gabby e Travis um casal nada convencional que se conheceu de uma maneira inusitada e apesar de ela namorar Kevin há quatro anos, não conseguem se desgrudar.

Um final de semana de aventuras muda a vida deles para sempre. Travis é aventureiro e livre, gosta de sua liberdade apesar de apreciar e querer um dia formar uma família. Tem vários amigos e estes sempre se reúnem com esposas e filhos na casa de Travis. As esposas de seus amigos bem que tentam arrumar uma namorada para ele, mas ele mesmo decide arrumar uma.

Gabby, a pretendente, é a vizinha que trabalha no hospital da pequena cidade como assistente médica pediátrica e assim como Travis vive sozinha e tem um cachorro, no caso dela Molly uma cadela. Os cachorros são importantes na história por que a primeira conversa é por causa deles. Não vou contar mais nada.

O final é surpreendente. Uma bonita história de amor e cheia de aventura. Cito a aventura pois Travis é um personagem viajado e gosta de fazer esportes radicais. É muito bom, eu realmente estou me surpreendendo com esse tipo de livro. É aquela velha história: "não julgue o livro pela capa". Aliás não julgue o livro por nada. Recomendo.


Até onde devemos ir em nome do amor?

Rafaela Valverde

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A morte

Foto: Google
A vida é repentina a morte também pode ser. A morte em alguns momentos pode ser bem estúpida. Mas cuidado por que a vida também pode ser estúpida, bem estúpida. Estou pensando muito nesse assunto ultimamente e entendo cada dia mais que a morte é que dá sentido a vida. Nós sabemos que vamos morrer. Nós vamos morrer e isso causa medo em alguns, alívio em outros. 

Não saber como, nem o dia, o ano, o mês angustia a gente. Mas será que saber tudo isso também não angustiaria e causaria dor? Muita gente pen
sa em vida eterna como algo bom. Será mesmo? Eu não acredito que viver eternamente seria agradável, principalmente com todas as limitações que temos como seres humanos. Nosso corpo, apesar da sabedoria é humano e se desgasta, vai morrendo aos poucos.

E ainda tem aquela máxima de pessoas que acham que certas outras pessoas vem para a terra cumprir uma missão e depois vai embora de repente, sem dar adeus. Será que é isso? Será que é por esse motivo que algumas pessoas morrem tão "de uma hora para outra". E morrer aos poucos, ficar penando também não é brincadeira. De qualquer forma as pessoas que ficam vão sofrer. Nós vamos sofrer, sempre. E nos perguntar o porquê.

Com o tempo a gente vai assimilando a dor. O tempo, ah o tempo... Curador de todas as feridas, da mente e do corpo também. Quem é que nunca foi beneficiado pelo tempo? Pelo esquecimento? O rosto daquela pessoa morta vai saindo aos poucos da nossa mente e a partir de um ponto é preciso fotografias para relembrá-la. Isso é verdade e todos nós sabemos disso, não podemos deixar a hipocrisia nos dominar e devemos sempre lembrar que o tempo cura tudo até o sofrimento causado pela morte. Esse é o consolo que temos. Que eu tenho.

Rafaela Valverde

terça-feira, 1 de julho de 2014

A hierarquia dos armários

Foto: Google
Não sei até que ponto consigo suportar e superar a arrogância da hierarquia. É, a hierarquia mesmo. Principalmente aquela que se comporta de maneira tirana onde o seu superior se comporta e age, autorizado pela empresa, como se fosse melhor que você. Todo mundo é gente. Todo mundo tem necessidades.  Todo mundo é igual. Não somos robôs e estamos no mesmo barco, pelo menos no que diz respeito ao serviço realizado.

 Até por que não existiria muito a necessidade de agir dessa forma já que em alguns casos alguém de cargo mais baixo sabe muito mais do que quem está lá em cima apenas "vigiando". Nós, os meros serviçais somos privados em tese de ter em mãos (os bolsos das caças jeans estão livres!) e manter qualquer objeto que não sejam os pertinentes ao trabalho em nossa sala. Não podemos ter aparelhos eletrônicos. Nossas bolsas, nossos lanches ficam em armários (com cadeados, é claro) em uma outra sala, onde qualquer pessoa pode ter acesso, mesmo que não trabalhe na empresa. Pois é, mesmo que não trabalhe na empresa. 

Não vejo problemas nisso, afinal regras são regras. Somos funcionários, precisamos trabalhar e aceitamos essas regras antes de entrar. Tudo bem. Obedeço sem reclamar. Não veria problemas se os nossos superiores imediatos também tivessem seus direitos privados. Eles podem acessar a internet (qualquer conteúdo) nos computadores da empresa, podem passear tranquilamente com celular nas mãos, fones de ouvido e Whatsap a todo vapor. Eles podem estar com as suas bolsas, sacolas de compras, almoço, lanches, balas e sabe lá mais o que nas suas mesas e nós não. Esse é o problema.

Mais de vinte pessoas não podem e duas podem. Como assim? Não consigo entender em que ofenderia nossos queridos superiores, guardarem seus pertences nos armários também, exatamente como a gente. O que tem de errado em fazer isso? Por que a gente é obrigado e eles não? Quebraria a mão se fizesse isso? Qual a necessidade de esfregar a bolsa em nossa cara? Para provar mesmo que são superiores, mesmo não sendo tão grande coisa assim, em alguns casos? Por quê? Era o que eu queria entender. Só isso.

Por que eles não precisam e a gente sim?

Rafaela Valverde

A cadeira do medo

Foto: Google
Eu não aguento mais sofrer com dor de dente. Dor de dente é um castigo e ir ao dentista é como uma tortura para mim. Chego lá e só de ouvir aquele barulhinho irritante eu me pelo de medo. Sei que é clichê ter medo do barulhinho do dentista, mas eu tenho de verdade. Frio na barriga é o maior indício disso. É aterrorizante, é apavorante pensar, imaginar que vou lá ficar com a boca aberta durante sei lá quanto tempo.

Venho sofrendo há mais de seis meses, mas o sofrimento ainda estava brando se é que posso dizer assim. Mas de uns dois ou três meses pra cá a coisa apertou e as dores e dificuldades para comer estão me acompanhando diariamente. Ainda bem que agora eu tenho um bom plano odontológico. Por que se não tivesse ele, não sei como eu estaria passando por esses maus bocados agora. SUS? Nem sei o que é isso. Nem sei onde posso encontrar dentista pelo SUS  e na verdade nem quero procurar.

Esse mês que passou, foi o mês de eu estar no dentista quase toda semana. Logo no primeiro dia útil tive uma emergência odontológica e adivinhem? Atestado. Canal, limpeza, emergência odontológica, madrugadas acordadas, etc. Tomei tanta radiação de Raio X na cara que a minha futura geração ainda vai ter sequelas. Tá bom, é exagero, mas foi muito Raio X mesmo. Saco!

O sofrimento ainda continua, mesmo depois de alguns procedimentos, acompanhamento e cuidado redobrado. Mas o mês de julho começou bem e ele, o sofrimento está prestes a acabar. O incômodo é indescritível, a dor é lancinante e perco até o prazer de comer. Acabei de soltar a pérola: "Estou virando um vegetal." Nem uma goiaba eu posso comer mais! Mas sexta feira isso acaba e estarei aqui contando a vocês a minha próxima experiência na cadeira mais aterrorizante que existe.

Saudando o mês de julho



Primeiro de Julho -Música de Renato Russo, CD A tempestade



Rafaela Valverde
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