segunda-feira, 30 de junho de 2014

Deixa eu dormir mais um pouco?

Foto: Google
Têm dias que a gente acha que não era para ter levantado da cama. A gente pensa que tudo está dando errado e finalmente quando chega a noite você conclui que realmente deu errado. Vêm as más notícias para tentar derrubar as boas, vêm as vicissitudes da vida que deixam aquela sensação de querer ir embora, vem o desalento, o cansaço, o desânimo e você pergunta: "Quando respirarei mais aliviada"? É uma pergunta sem resposta. 

Até por que nessa maratona que é a nossa vida, mal temos tempo para respirar. Os bebês com seu instinto respiram direito, com a barriga subindo e descendo. Mas nós não. Nós nos deixamos levar pela correria pela rudeza e dureza da vida e desses cotidianos alucinados que recebemos a cada nascer do sol. Não nos damos conta do tempo passando, correndo, voando, se esfarelando, se esvaindo.

 Mas a gente está preocupado demais vendo a vida dos outros, pagando a conta de luz, ou no supermercado. Estamos muito ocupados vivendo nossas vidas medíocres, nos resgatando da poça de inumanidade em que somos lançados diariamente. É um círculo viciosa. Acordamos para ter um dia de novas chances e dormimos com a sensação de que não tivemos nenhuma chance, que o dia foi uma droga, que outros piores virão. E assim vem a falta de vontade de levantar da cama e fazer valer a vida.


Rafaela Valverde

domingo, 29 de junho de 2014

Louro Claríssimo Koleston- Pré e pós coloração

Pintei o cabelo. Quero ficar mais loira e dessa vez, a tintura escolhida foi a da Koleston louro claríssimo. Esse aí abaixo:
Foto: Google

Sempre escolho a mais clara da prateleira, por que sei que meu cabelo nunca vai ficar muito claro. É um castanho escuro resistente e não clareia com facilidade. Enfim, depois das luzes que fiz ano passado e depois de tingir em novembro, estava diferente a cor das pontas em relação à raiz. Então resolvi pintar de novo para uniformizar a cor.

Ficou mais uniforme e mais dourado e agora está bem melhor.. Porém quero falar mesmo é da coloração. Os grandes destaques são os pré e pós coloração. Esse é o pré:

Foto: Google

Como o nome já diz ele é para ser usado antes do início da coloração e serve para proteção dos fios. Eu achei importante ter um produto para passar nas madeixas antes de colorir, porém achei a quantidade muto pouca e olhe que meu cabelo está curto ainda.

Já o pós coloração foi realmente o meu queridinho. Eu o amei. Ele vem em tubo parecido com tubo de pasta de dente e é para ser usado uma vez por semana durante seis semanas. Têm marcas ao lado da embalagem limitando a quantidade que deve ser usada a cada semana após o shampoo. Hidrata bastante o cabelo e parece que realmente reaviva a cor semana após semana. 

Foto: Google

Bem é isso. Gostei muito. Da cor, do kit e o do resultado do pós coloração. Recomendo para fazer em casa, é simples, fácil, rápido e eficiente. Depois mostro fotos.


Rafaela Valverde


Livro A revolução dos bichos de George Orwell

Foto: Google

Esse livro é intrigante. Esse autor é intrigante também. O livro narra a história de uma Granja, a Granja do Solar. Jones é o seu dono e nessa granja estão os animais donos da revolução. Tudo começa com um porco que já está velho e morrendo, Major. Ele chama os bichos e fala sobre um sonho que teve sobre uma revolução dos bichos, sobre um mundo onde não existissem seres humanos e onde tudo seria mais justo e feliz para os animais da Inglaterra.

Um dia morre o porco Major, deixando os sete mandamentos, a canção Bichos da Inglaterra e o conceito de Animalismo para que os bichos possam fazer a tão esperada revolução. Os responsáveis por ela são os também porcos Bola-de-Neve e Napoleão, que são os porcos alfabetizados. 

A revolução é concluída, com Jones e sua família expulsos da granja que passa a ser chamada Granja dos Bichos. Os bichos passam a viver e trabalhar sozinhos e para eles mesmos. Tudo o que era produzido era para a alimentação deles e não para a venda e obtenção de lucros. Muito trabalho, mas agora as coisas estão melhores, pois pelo menos Jones não está mais lá para explorá-los.

Um belo dia depois de discordar várias vezes um do outro, Bola de Neve e Napoleão brigam, o segundo trai o primeiro que antes era seu amigo e diz para todos os demais animais que Bola de Neve é quem o traiu. Causando ira nos animais que acreditavam em tudo o que era dito por quem estava no poder. Não contestavam nada e se o fizessem poderiam morrer. 

Foi o que passou a acontecer depois de uns anos. Quem falava o que pensava ou desobedecia as ordens morria. A comida foi ficando escassa, o trabalho aumentou. Napoleão, Garganta ( seu assistente), seus cachorros e os demais porcos que viviam na antiga casa de Jones junto com ele, passaram a se comportar como humanos. Vendiam o que era produzido na Granja e ficavam com o dinheiro para sim.

Eles agora bebiam bebidas alcoólicas, desrespeitavam os sete mandamentos e animalismo, proibiram a canção Bichos da  Inglaterra e eram tão ou mais autoritários como os humanos. Claro que o livro é uma sátira, uma paródia de algo que era e é muito comum em alguns lugares do mundo. Um bom livro para refletir. 

No final não é possível distinguir quem  está no poder, se é humano ou se é bicho.


Rafaela Valverde

Livro Um corpo na biblioteca- Agatha Christie

Foto: Google
Li o livro Um corpo na biblioteca de Agatha Christie. Gosto do livro dessa autora que já vendeu milhões de lvros em todo o mundo e que já foi traduzida para muitos países. Para mim, é a campeã desse gênero. Quantas vezes na minha infância eu devorei os livros dela um atrás do outro?

Esse livro é solucionado pela boa e velha Miss Marple que é realmente uma velhinha. E que desbanca sempre a Scotland Yard, a polícia inglesa. Dessa vez não foi diferente e quem desvendou o assassinato que tanto intrigava a polícia e a pequena vila onde aconteceu. 

Pois bem, o corpo de uma jovem foi encontrado na biblioteca do coronel Bantry. Sua esposa é amiga de Miss Marple e logo a chama para tentar desvendar o mistério, pois acredita que não foi o seu marido como tudo passa a indicar. As pessoas começam a suspeitar do coronel e a sua esposa junto com a grande detetive vão se hospedar no hotel Majestic, onde  trabalhava como dançarina a moça assassinada.

Com unhas, um vestido velho e informações sobre casamento e possíveis motivos, Miss Marple descobre antes de todos, inclusive da polícia quem é o assassino. Livro com final surpreendente. Por enquanto só vou escrever isso, para não mandar spoilers para vocês, mas está super recomendado.

Rafaela Valverde

domingo, 22 de junho de 2014

Produtos acessíveis para cabelo

Foto: Google
Usar produtos mais acessíveis em meu cabelo não é uma opção, na verdade é mesmo uma obrigação. Mas costumo usar uns produtos mais acessíveis, porém com qualidade. Procuro pesquisar sobre eles, ver a marca, o que promete, etc. Não tenho um grande blog comercial que recebe produtos para divulgá-los. Estou longe disso e nem me interessa fazê-lo. Não é o meu foco.

Geralmente uso marcas como Seda, AVON, Elséve, Wella, Kanechom, etc. Já usei também a linha para cachos da Tresemmé, mas não gostei muito. Comprei um creme em um supermercado aqui no meu bairro. O nome é Maxi Cachos. Ele contém ceramidas e silicone e foi bem baratinho, menos de cinco reais. O cheiro foi o que na verdade me fez comprá-lo, é um cheiro muito bom.

Mas o creme não me satisfez. Usei ele umas três vezes e não gostei do resultado de forma nenhuma. Ele embola meu cabelo quando seca, não segura os cachos, não amansou o frizz, e aumenta muito o fator encolhimento. Ficou parecendo que eu tinha cortado o cabelo. Detestei.

O que quero dizer com isso é que existem muitas marcas baratas e boas, mas também existem produtos que eu não sei para que existem. Quem é que deixa esses produtos surgirem e serem vendidos? Mas enfim, o que quero dizer que é possível sim usar marcas acessíveis e que ofereçam um  resultado bom, nem sempre o barato será ruim. E que sempre passaremos por isso em algum momento. Comprar algum produto inútil. Não tem jeito. Mas é bom perguntar, pesquisar e testar. 


Rafaela Valverde

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Pausa para a copa

Foto: Google
Em tempos de copa do mundo no Brasil, podemos ver vários espetáculos em campo e podemos constatar também que toda a programação nacional e local das Tvs, rádios, jornais, etc., está tomada pelos assuntos relacionados ao evento esportivo. Isso é bom.Ter o nosso país tomado por esse clima de festa, essa alegria, essa animação em uma época do ano já tão animada é bom. 

Porém é necessário também que saiamos desse torpor. Será que acabaram ois assassinatos, os estupros, as mortes, as drogas? Acabaram as mortes nos hospitais? Acabaram todas as desgraças que existem em nosso país? Não, não acabaram. Nada mudou no mundo, nada mudou em nosso país, mas parece que demos uma pausa em tudo isso. Pausa de um mês para ver a copa. 

O país para, as cidades param, as empresas (algumas) se adaptam para que seus funcionários vejam os jogos da nossa seleção, etc. É emocionante ver toda essa união em prol de algo e é pena que não vejo mais a mesma união para outras coisas, outras  lutas, outras demandas sociais, enfim. No mais eu vejo como algo positivo e mudei muito a minha visão em relação a esse evento esportivo. E é bom lembrar que a copa é aqui e a última foi em 1950. Nem eu, nem a maioria das pessoas que eu conheço havia nascido nessa época, então pode ser daí essa comoção geral.

É claro que eu não entendo nada ou quase nada de futebol e  às vezes perco alguma coisa. O importante para mim na verdade é o gol. Como diz O Rappa: "Eu quero ver gol, eu quero ver gol, não precisa ser de placa eu quero ver gol..."

Agora vejo os jogos, pelos menos os que eu posso ou os mais importantes. Tento entender as regras, as gírias, pergunto, olho atentamente e percebo o tamanho dos espetáculos que temos a oportunidade de ver em campo. São verdadeiros shows! Com homens lindos, por sinal! Essa copa realmente está sendo muito boa para mim. Estou de casa nova, uma casa muito mais espaçosa e melhor, é a minha primeira copa depois de casada, e diferente das últimas duas copas, a minha vida está tranquila e nada de ruim aconteceu.

Vamos celebrar a vida, celebrar a copa, celebrar os países que se unem. Mas também vamos manter os pés firmes no chão, a cabeça aberta e ligada em todos os outros acontecimentos que continuam atingindo nossas vidas e nosso mundo, mesmo que estejamos de pausa para a copa.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O amor é tão atemorizante quanto a morte

Foto: Google
Bauman diz em seu livro Amor líquido que "o amor pode ser e frequentemente é, tão atemorizante quanto a morte." Concordo em parte por que não vejo esse temor todo em quem quer amar, em quem acha que sentir amor por alguém é uma maravilha, ou só tem lado positivo. As pessoas continuam querendo amar alguém, continuam buscando alguém e continuam dependendo disso, achando que sua felicidade depende apenas de amar e ser amado.

Por outro lado percebo  o que ele quer dizer quando vejo alguém que já ama, não querendo amar e alguém que já amou e já sofreu, se decepcionou e agora não quer amar ninguém tão cedo. É compreensível. Quem é que nunca amou demais e se decepcionou? Se arrependeu? Acho que todo mundo.

O que o amor traz junto com ele é que pode ser e geralmente é atemorizante. O amor traz consigo a paixão e a paixão quando acaba sai corroendo tudo o que vê na frente. O amor traz ainda a convivência, o estar perto, o conversar, o ato de fazer concessões e se sacrificar entre outras coisas que podem ser consideradas boas ou ruins a depender das pessoas do tamanho do amor e do tempo do relacionamento em algum momento.

Nós gostamos de sofrer, pois se não vira relacionamento a gente sofre, corre atrás, briga, chora, luta, esperneia até virar, ou até infernizar pra valer valer a vida do outro, até ele ceder. Viu, como é atemorizante? Gostamos ou não de sofrer? Tire suas próprias conclusões.

Rafaela Valverde

sábado, 14 de junho de 2014

Livro Diário de uma paixão

Foto: Google
Acabei de ler o livro Diário de uma paixão de Nicholas Sparks. Esse livro foi best- seller há alguns anos e como eu tinha um certo preconceito com best sellers e ainda tenho um pouco de lê-los logo de primeira, eu não li na época em que foi lançado. Li agora depois de ver o filme e gostei bastante, apesar de achar um pouco melodramático demais. Não sei se hoje em dia é possível haver realmente um amor lindo como esse e eterno.

Mas eu gostei do livro sim. É bem escrito, a história é boa e bem contada contada. Além disso a forte presença da poesia contou muitos pontos para mim. O livro é muito poético e as declarações de amor existentes nele são realmente românticas e belas.

O livro conta a história de Noah e Allie, um casal de idosos que se conheceram na adolescência, se amaram  a vida toda e foram impedidos de se ver por catorze anos pelos pais de Allie que não concordavam com o romance. Após esses anos de separação Allie mesmo noiva vai até Nova Berna, cidade onde conheceu Noah, para reencontrá-lo. Jantam, se apaixonam  novamente, fazem amor e decidem que não conseguem mais viver um sem o outro.

O estopim desse encontro vem com a presença do noivo e da mãe de Allie e o que parecia ser mais uma despedida entre os dois. Nesse momento, a narrativa é interrompida e a história vem para o presente, onde Noah conta a história das suas vidas para a esposa Allie. A vida que viveram juntos. Eles vivem em um asilo e ele ainda nutre por ela o mesmo amor do início e a doença não o desanima em nenhum momento. 

Temas como mal de Alzheimer, câncer, família, status social, amor, desejo, etc., fazem parte do enredo do livro. Há ainda troca de cartas entre eles e tudo é emocionante. Além disso o tema da doença é tratado de maneira tranquila e respeitosa sem ser piegas e exagerada.

Bem essa é a minha opinião sobre o livro. O filme foge bastante da história original, mas é legal imaginá-los com a cara de Rachel McAdams e Ryan Gosling que são os atores que fizeram eles no cinema
. Gostei bastante. Recomendo.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Livro A casa dos Budas ditosos- João Ubaldo Ribeiro

Foto: Google
O livro A casa dos Budas Ditosos de João Ubaldo Ribeiro me surpreendeu um pouco, confesso. Havia percebido que ele era sobre luxúria, mas não tanta luxúria assim e pela forma que foi escrito. Diferente de tudo o que eu já li. O autor recebeu  alguns manuscritos e fitas de áudio na portaria de seu prédio no Rio de Janeiro.

 A autora era desconhecida e nem se sabe se real. Ele resolveu juntar e adaptar as histórias, inclusive as dela própria. A narradora já era uma senhora na casa dos sessenta e tantos, que teve uma vida intensa, cheia de volúpia e luxúria. Um noivo que logo se tornou ex, um marido, muitos parceiros e parceiras na cama.

Ela é o que é. Não precisa mais de nada. Liberal, liberada e autêntica. Teve o irmão, o tio e desejou o pai. Forte? Pois é, se achou forte não leia o livro. Agora se você tiver a mente aberta, mas aberta de verdade e não para quem pesa que é aberto mas no fundo apenas é um "pau mandado da sociedade."

E por falar em sociedade, algo que fica bem claro ao longo do texto da narradora e do livro todo é que a narradora e maioria das pessoas envolvidas, querem ser livres e libertinos, querem quebrar preconceitos e paradigmas, querem ser felizes, plenamente felizes e não está nem aí para o que a sociedade pensa ou dita.

Temos o tempo alguém ou alguéns determinando nossas ações e vontades em prol de uma sociedade feliz e igualitária ou homogênea, como queiram. Devemos ter religião, ser temerosos a Deus, casar (de preferência com o sexo oposto!), ter filhos, ser eternamente monogâmicos, amar apenas uma pessoa a vida toda,ser heterossexual, ter ciúmes para provar que ama, etc. Quem é diferente disso e foge dos padrões, acaba sendo rechaçado dia após dia.

O livro na minha opinião vem para quebrar esses paradigmas na medida em que traz uma personagem como essa. Eu me identifiquei com ela em alguns pontos. Ela não é religiosa, nem quer ser santa, não acredita em monogamia e ciúme. Sabe que é possível amar duas, três ou mais pessoas ao mesmo tempo. Ela apenas é livre. Permanentemente livre e feliz.

"A vida é foder" - ela constata em determinado momento do livro e diz que as mulheres devem se libertar de todas as amarras que as impedem de gozar e consequentemente de ser feliz. Liberdade é tudo. Liberdade é felicidade!


Rafaela Valverde
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