quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Dois livros

Hoje vou escrever rapidamente. Estou numa correria danada, depois conto. Mas quero falar um pouco sobre um livro que eu peguei na biblioteca central. Era um dos livros em exposição no mês, os únicos que a gente têm acesso, me parece que o tema era sobre nutrição. Enfim, o livro é Escreva e Emagreça de Júlia Cameron. Mas eu acabei mais uma vez constatando que não quero emagrecer e não me interesso por esses assuntos de dieta, de emagrecimento, enfim. Uma atividade física é ótimo, mas me privar da minha alimentação, eu não me privo não. Me sinto satisfeita com o meu corpo, sei que isso pode até ser raro em algumas mulheres, mas eu me sinto. O que me chamou mais atenção foi a palavra 'escreva' no título. Mas junto com esse mesmo livro eu me encantei com o livro que vou começar a ler, que é o livro Nas Fronteiras do Islã do jornalista Sérgio Túlio Caldas. Também estava em uma estante a que temos acesso no setor de empréstimo na biblioteca central.





Rafaela Valverde

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Servidão Humana - W. Somerset Maugham



Na semana passada terminei de ler novamente o livro Servidão Humana de William Somerset  Maugham. Já li em 2010 quando entrei na faculdade de Pedagogia, mas foi uma leitura imposta e na ápoca não dei tanta importância ao livro e confesso que eu li sem dar muita atenção para ele. Li por obrigação. Mas tive que comprar por causa de um professor para ser mais específica, que utilizou o livro em uma de suas avaliações. Enfim, o fato é que eu reli agora, como lazer mesmo e amei o livro.



É um livro denso, de leitura difícil, mas que começa tranquilo, lento. A dificuldade e até mesmo o desinteresse em lê-lo chega no meio do livro durante algumas divagações, descobertas, e amizades de Philip, o personagem principal. Philip fica órfão com sete anos e então vai morar na casa do tio em uma pequena vila praieira na Inglaterra. Seu tio é vigário e Philip não se sente muito bem vindo naquele novo ambiente tão diferente.

Tem um defeito no pé e anda mancando na rígida escola interna onde é mandado pelo tio. Ele convive muito mal com esse defeito no pé e influenciado pelos dogmas da escola de padres, ele acha que pode por um milagre ser curado dessa moléstia que tanto o aflinge. Ele sofre bullying e odeia a escola e os colegas.  Ia se ordenar dentro da religião assim como o tio, mas foge da escola e deixa de acreditar em Deus.

Após fugir da escola  e apesar dos protestos dos tios vai para Alemanha estudar contabilidade e trabalhar em uma firma na mesma área.  Passa um ano no escritório, depois se farta e percebe que não é aquela vida chata que ele quer. Novamente em meio a protestos resolve ir para Paris para estudar arte e ser pintor. Nesse período conhece muita gente, filosofia, artes e faz amigos. Ainda em Paris presencia pela primeira vez a morte, o suicídio e sofre. Mas o sofrimento de Philip é cru, seco. Ele reflete sobre o cristianismo e suas amarrações, reflete sobre os sentimentos humanos e todas as suas vertentes.

Após dois anos de estudo de arte, o nosso personagem resolve largar a arte e percebendo que não tem talento para a pintura, decide mais uma vez abandonar um ofício. Decidido a ter logo uma profissão, para iniciar sua vida, resolve seguir a profissão do pai e entra na escola preparatória para medicina, em Londres, começando pela terceira vez a sua vida. Já em Londres conhece Mildred, garota por quem ele vai ter uma paixão platônica, vai sofrer e vai se dar mal por causa dela, que o engana durante algum tempo.

Philip em sua saga, que narra quase vinte anos da sua vida, ama, é amado, terá amante, lê muito e frequenta bibliotecas públicas (!) ajuda um amigo que morre na sua casa, passa fome, mas dá a volta por cima. Trabalha em uma loja como recepcionista, trabalho pouco conceituado na época, perde os tios e a parte que para mim é  a mais importante e genial do livro, descobre que a vida não tem nenhum sentido. Nós nascemos e morremos, e o universo nem se dá conta de nós, em nossa insignificância.



Rafaela Valverde














terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Dicas básicas para cuidar melhor do cabelo

Hoje quero falar rapidamente sobre algumas dicas básicas para o cuidado com os cabelos. Especialmente os cabelos cacheados. A primeira dica é sobre o dia de lavagem do cabelo. Ela deve ser feita com água fria, de fria para gelada. Com esse calor é uma delícia, não é mesmo? A explicação mais plausível que encontrei é que a água quente fecha os poros capilares e detona mesmo o cabelo, ok? Ou seja, é ruim. E para secar: camisa de algodão, não toalha felpuda. E os movimentos devem ser delicados e iniciar nas pontas, não deve ser um movimento de esfregar o couro cabeludo, isso aumenta o frizz.

A segunda coisa é sobre o dia que você não vai lavar o cabelo. É isso mesmo, sobre o dia que você não vai lavar o cabelo. Nesses dias  você deve usar uma toca plástica protetora, para que a umidade não alcance os fios, principalmente aquelas partes  das pontas que sempre estarão expostas. Eu por exemplo, prendo o cabelo e ponho a touca. É um acessório super útil e baratinho. Recomendo bastante, tá? Afinal já temos que recorrer à água em alguns momentos para pentear, então quanto mais podermos evitar o contato com a umidade melhor. 

A outra dica é sobre o reparador de pontas. Temos que ter um! Nem que seja aquele baratinho, ok? Além do reparador, ainda devo falar de uma coisa que pouca gente liga, mas é muito importante: prender o cabelo. Não aperte o cabelo no momento de prender. Isso vai enfraquecer os fios, marcá-los e quebrá-los. Para não marcar não prenda com os elásticos habituais (aqui na Bahia a gente chama de Xuxa!). Use uma meia. A última dica é uma dica que já falei aqui no blog. A "fronha" de cetim. Eu havia largado a minha mas voltei a usá-la de novo e amo, o que é na verdade uma camisola, que improvisei e que deixa os cachos mais controlados, com menos frizz. Bem, essas são as regrinhas básicas de hoje.


Rafaela Valverde

sábado, 25 de janeiro de 2014

Música Dillemma- Lembrança da minha adolescência

Agora estou em casa ouvindo Dillema. A música que eu amei a minha adolescência inteira e ainda amo. Não com a mesma intensidade, é claro, por que quando somos adolescentes tudo é mais forte, mais intenso, mais passional, enfim. Quando ouço essa música não ouço apenas uma vez, não dá. Sou tomada por uma emoção descontrolada. A nostalgia e a saudade da vida de outrora vêm com força e eu fico com uma cara de manteiga derretida que é o que eu sou. Na verdade, o que me fez gostar da música, não foi a letra (que tratei logo de saber do que se tratava assim que pude!), nem somente a harmonia dos sons, as belas vozes de Nely e Kelly Rowland (exDestiny Child) acho que é assim que escreve, sei lá! Mas me lembro da primeira vez em que vi o clipe na MTV, onde estava, com quem estava e o que estava fazendo, ou pelo menos pensar em fazer. Lembro disso claramente, apesar de ter sido há mais de dez anos e foi um momento especial para mim. Em seguida, a música entrou na trilha sonora de Malhação e a minha felicidade se fez completa. Pois é, eu comprei o CD de Malhação, única e exclusivamente por causa dessa música. É em 2003 as coisas não eram fáceis. Não tinha como baixar! Então como eu estudava à tarde e gostava muito de rádio, só saia de casa depois que tocava a música, e sempre tocava na mesma hora. No dia que atrasava três ou quatro minutos, eu NÃO saía. Hoje tenho a música gravada em uma mídia e ouço sempre que quero lembrar dessa época que não volta mais.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A fitagem de hoje- produtos que eu usei

Hoje eu quero falar sobre o meu cabelo. Tinha que sair hoje de manhã e acordei bem cedinho, lavei o cabelo com o shampoo e condicionado da Seda Cachos comportados. Os da foto abaixo:



Bem eu acho que já havia falado sobre essa dupla aqui e ela é realmente muito boa. Depois sequei delicadamente com uma camisa. Com toalha não! Em seguida fiz uma fitagem. Sabe, é uma delícia fazer fitagem. Pelo menos por enquanto que meu cabelo está curto ainda, eu adoro. O que vai a ser fitagem? Fitagem é um dos métodos de finalização dos cachos que a gente divide o cabelo em mechas e depois com os próprios dedos, separamos os cachos como se fossem aquelas fitas de embalagem de presente. Esse processo já pode começar no banho, no momento do condicionador, com os dedos. Eu deixei de usar pente, só de vez em nunca uso!
Elséve Hidramax Colágeno

A fitagem foi esse lindo acima (AMO). Ele é umidificante e junto com o creme de pentear da seda, é o que mais segura meus cachos.Inclusive ele acabou (SNIF). Não sei quando vou comprar outro desse, mas ainda tenho outros, enfim. Hoje eu não usei ele apenas. Tcharam! Hoje eu usei junto  com creme um óleo, na verdade não é óleo, é um fluído reparador de pontas da AVON. Próprio para cabelo cacheado. Esse aqui que vou colocar em baixo:



Ele promete cachos comportados e na verdade eu comprei , mas não uso muito. Só uso acompanhado de outro creme ou nas pontas no day after e acho que dá um efeito mais macio nos cachos. Fica gostoso de pegar. E mais definidos, realmente. Gostei muito do efeito e recomendo.
Fitagem/ Foto: Google





Rafaela Valverde











quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Filme Amor



Hoje depois de uma longa espera consegui ver o filme francês Amor. O filme é dirigido pelo diretor até então desconhecido por mim: Michael Haneke. É um filme que pode ser considerado duro, frio e me fez pensar mais no futuro. O que posso fazer para ter uma velhice saudável? Isso é tão utópico, isso é possível? Não sei, mas é inevitável não pensar nisso. Sempre vai haver em nossas mentes, nem que seja lá no fundo, uma ponta de preocupação com o futuro e com a velhice. Estaremos sozinhos? Com alguém? Alguém vai fazer isso por mim?



Mas voltando ao filme: ele começa de uma forma surpreendente, pois alguns policiais adentram a casa do casal principal e encontram o corpo já fedido de uma senhora. O corpo está vestido de preto (como não poderia deixar de ser!) e a cabeça pousada tranquilamente no travesseiro está rodeada de flores. Ah, a porta do quarto estava "lacrada" com fitas adesivas e toda aquela cena me deixou super confusa.

Em seguida somos brindados com uma cena inesperada, onde Haneke traz dezenas de rostos de uma platéia. E nós espectadores, ficamos em lugar do espetáculo. Somos obrigados a tentar identificar alguém, algo que possa nos dar uma ideia, mesmo que remota do que nos espera ao longo das próximas duas horas. Tudo é uma pista, um dado importante para formar em nossos inconscientes o perfil e a personalidade dos nossos personagens. A cena do espetáculo é um concerto de um ex aluno de Anne que logo aparecerá em cena e ficará surpreso com o seu estado de saúde.

Anne (Emmanuelle Riva) e Georges (Jean-Louis Trintignant) é um velho casal que mora sozinho e a solidão fica menos evidente ao constatarmos que eles têm um ao outro. Apesar de sozinhos, são felizes e ativos. O filme é genial por passar uma dose enorme de realismo, a ponto de ser paradão mesmo, com cenas rotineiras, banais. Que realmente fazem parte de nossas vidas.Um belo dia, após uma refeição, de repente vem a doença e com ela todos os seus percalços, que o casal, a meu ver enfrenta com toda a coragem possível. Principalmente Georges que toma conta da esposa, de todas as formas possíveis. Inclusive carregando-a de um lado para o outro, já que Anne teve um derrame e após isso fica com um lado do corpo paralisado.

O filme é seco, não tem muitas cenas com trilhas sonoras, assim como a vida em muitos casos, não é mesmo? O relacionamento do velho casal com a filha não é lá muito bom e ela se mantém sobremaneira afastada dos pais, apesar de ter a música como ligação, já que Anne foi professora de música e a filha junto com o marido vivem de música. Pouco a pouco Anne vai piorando e Georges apesar de enfrentar toda a situação com uma vitalidade sequer imaginada, começa a dar sinais de fracasso e desalento diante da impossibilidade de consertar as coisas. Não há mais jeito e a própria esposa diz isso para ele que diz que ela também faria a mesma coisa em seu lugar.

Aí vêm as enfermeiras, a senilidade e debilidade de um corpo e uma mente que jaz diariamente e se recusa a se alimentar e beber água. Vêm as fraldas, diante da dificuldade de Anne de segurar seu próprio corpo. Isso faz com que ela fique ainda mais dependente e pior da cabeça. Vêm as frases sem sentido e o coração partido de Georges, junto com o sofrimento e preocupação de Eva, sua filha.O que acontece em seguida são meras consequências e nós meio que já esperávamos, mas eu não vou contar é claro. O filme é árido, forte e não tem o mimimimi que as pessoas acham que vem do amor. Enfim, esse é amor.Real, rotineiro, banal, e bonito.


Rafaela Valverde












Palavras não bastam!

Palavras pouco importam. São apenas palavras e podem ser esquecidas. Geralmente são mesmo. O que se disse ontem, não é lembrado hoje e assim sucessivamente. Palavras não servem de nada, a não ser aquelas que são escritas, publicadas, guardadas e catalogadas em bibliotecas. Essas sim são dignas de serem seguidas!

 Porém as palavras  faladas, ditas, oralizadas ou seja aquelas pronunciadas pela boca, para mim não têm serventia. Já escrevi sobre isso aqui no blog em diversas ocasiões, mas isso vem ficando cada vez mais forte em minha vida. O fato de eu odiar cada vez mais falatórios inúteis, vem me deixando angustiada dia após dia.

 Eu não sei mais como expressar que isso me desagrada. Incoerentemente, já tentei me expressar falando, com atitudes, ou falta delas e não sei mais o que fazer para dar um empurrão na situação ou na pessoa para que ela perceba que não se trata somente de palavras. Palavras não bastam! Eu quero muito mais que isso, quero ações, atitudes, quero vontade de mudar e de continuar a construir a vida.



Rafaela avalverde

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Li o livro Preconceito Linguístico - Marcos Bagno

Li recentemente o livro Preconceito Linguístico de Marcos Bagno. Esse livro pode ser considerado um livro técnico da área de Letras e/ou Pedagogia, mas para os meros curiosos também é excelente por ser de fácil leitura e entendimento.



Marcos já é um conhecido meu, pois há um tempo atrás li outro livro dele sobre pesquisa na escola e fiquei maravilhada com a sua  clareza de ideias, lucidez e como ele dispõe de forma tão elucidativa e coerente as suas ideias acerca da educação em si. Marcos critica duramente os professores de português que se utilizam de métodos obsoletos para o ensino da Língua Portuguesa e nós acreditamos que existe o certo o errado, o falar bonito e o falar feio, a norma culta e norma não culta...

Bagno, assim como os linguistas em geral defendem a forma como é falada a nossa língua em nosso país e desmistifica através de fundamentos teóricos e bons argumentos, a ideia de que o português é difícil e que o português de Portugal é bem melhor falado que o nosso. Ele, assim como eu discorda disso e defende claramente o direito que nós, falantes da língua portuguesa, temos de falar, adaptar e readaptar a nossa língua conforme for necessário.

Ele critica dura e diretamente alguns escritores, jornalistas e professores de português que insistem em pregar a cultura da norma culta e da obrigatoriedade de saber gramática, a gramática antiga e engessada como já conhecemos. Como eu já achava isso e pensava que não é tão necessário assim saber os pormenores da gramática para falar e escrever bem. Ele cita inclusive exemplos como Machado de Assis que confessou que não era lá muito bem em gramática, imagine o grande Machado de Assis! E  essa é uma tendência bastante aclamada nos meios acadêmicos. Na faculdade de Pedagogia da UNEB, onde eu estive por dois anos, há uma discussão bastante consolidada a favor da reconstrução do ensino da língua portuguesa em nosso país.

Os professores devem ser pesquisadores dentro da área da linguagem e fazer com seus alunos se apaixonem por sua língua mãe e não que a odeiem. O livro ainda cita alguns trechos da obra do grandioso Monteiro Lobato, Emília no país da Gramática, onde o autor na década de 30 já inciava as discussões acerca do assunto tratado por Bagno. Imaginem, década de 30? E até hoje as escolas continuam formando analfabetos funcionais que odeiam a sua língua materna, fazem questão de se menosprezar, enfim. Uma revolução no ensino da língua se faz necessário para que possamos um dia, quem sabe, avançar em indicadores educacionais, sociais e econômicos.


Rafaela Valverde








Confusão

A minha cabeça está quase dando um nó. Estou confusa, muito confusa. A confusão é um estado de espírito que eu acho que pode mexer até com nosso sistema nervoso. E além da confusão, vem o medo de alguma coisa não dar certo, medo de nadar, nadar e morrer na praia como o povo costuma dizer. Os prazos e tempos não se encaixam  e eu com a minha mania de sofrer por antecipação que não vai acabar nunca, sofro até perceber que tudo se encaixou. Esses últimos dias tenho escritos coisas sem nexo, sem propósito e quem nem eu mesma entendo às vezes. Mas é pura e simplesmente para expor minhas incertezas, meus medos, minhas angústias... Oh e são tantas! Me sinto feia, chata, gorda, burra... Acho que para mim nada vai dar certo... enfim. E é assim que eu finalizo o meu texto, é assim que estou me sentindo, cheia de reticências...



Rafaela Valverde

domingo, 19 de janeiro de 2014

A arte de deixar as coisas para depois


Vivo sempre com a sensação e com a certeza de que estou deixando as coisas para trás e para fazer depois. Parece que para mim nunca é o momento certo para nada. Isso é bem sofrível. É incoerente é cruel. Vou vivendo em um estado permanente de procrastinação e deixando pra depois, depois e depois. Já deixei coisas demais para depois e agora prestes a completar vinte e cinco anos, quero voltar aos dezoito.

Mas quem me garante que não agiria da mesma forma? Como é que eu vou saber se não continuaria agindo assim? Nada. E ninguém. Aí vem aquela velha ideia na cabeça, que têm coisas que você não consegue mudar, por mais que queira e tente. O fato é que eu fico agoniada para fazer algo, fico ansiosa, sofro, choro e depois acabo adiando o que tinha que fazer. Nunca junto dinheiro, nunca começo a malhar, nunca faço cirurgia nos olhos, nunca compro aquele sapato maravilhoso... 

E as coisas vão ficando para trás, vêm outras e outras e eu acabo me perdendo em tudo isso. Aí vem outra pergunta: será que esses itens listados acima são realmente importantes e necessários? Será que não é por isso que eu não as faço? Poxa, é verdade! Oh, acabei de descobrir algo muito revelador sobre mim mesma. E as coisas vão continuar do jeito que estão e vão ficar por isso mesmo.



Rafaela Valverde

sábado, 18 de janeiro de 2014

Dica caseira anti frizz by Luana Pape

Em minhas buscas e pesquisas sobre cabelo cacheado e em busca de uma solução para o odiado frizz, que tem aparecido constantemente em minha vida, tenho descoberto boas dicas na internet, através de blogs e vídeos do youtube. Já me inscrevi em alguns canais e sempre que posso, ou que estou muito precisada de alguma dica, eu assisto algum vídeo. Quero deixar registrado um que acabei de ver, com uma dica para acabar com o frizz. Para não esquecer dessa dica eu postarei aqui o vídeo, que é de Luana Pape. Passa lá.




Recomendo a dica, apesar de ainda não ter feito. Mas em breve farei e contarei aqui. Estou angustiada com o frizz.


Rafaela Valverde



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Concursos públicos



Esse ano eu já tenho dois concursos programados. Uma que eu não pago concurso, então sempre que consigo pegar os prazos eu sempre me inscrevo. Outra é que quem não tenta não consegue nada, não é? E eu já fui fruto de cadastro de reserva, por exemplo. Uma prova para seleção de aprendizes do governo do estado da Bahia que havia feito no final de 2008, fui chamada em agosto de 2010.

Então eu continuo fazendo concursos, até por que eles me darão experiência e oportunidades de saber como funcionam em sua forma mais prática. Cada  concurso tem suas peculiaridades, sobretudo por conta da empresa que realizam os processos seletivos. Então fazer cada vez mais processos, vai me deixar menos nervosa e mais acostumada com os procedimentos. Assim como ocorreu com as inúmeras entrevistas e seleções  de emprego que já fui, desde 2008, que foi o ano que passei propriamente a procurar emprego.

Farei a prova do IBGE e do Banco do Brasil, ambas em fevereiro e estou pensando em me inscrever no concurso do Ministério Público da Bahia, sempre para cargos administrativos de ensino médio, que é o que possuo no momento. Ano passado, em dezembro, fiz o da UFBA (sempre que abre eu faço) mas não passei, mas como estou dizendo aqui, a experiência é muito importante. Enquanto isso continuo tentando e que meu "PIS de pobre", me ajude a continuar conseguindo isenções e quem sabe um dia, né?


Rafaela Valverde

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Fracasso X Sucesso

Sensação de fracasso. É como estou me sentindo hoje. Sentindo como há muito tempo não sentia. O gosto é muito amargo. É um gosto que meu paladar  não sabia que era tão forte e tão amargo. Não tenho mais 18 anos e isso vem me angustiando ainda mais. Cada vez que uma derrota, uma frustração, por menor que seja é esfregada na minha cara pela vida, eu me sinto ainda pior. Lágrimas eu nem tenho mais. Lamentos orais eu não tenho mais, só mentais. 

A minha mente xinga, esbraveja, se aporrinha, blasfema e tudo mais de ruim que se possa fazer, mas a minha boca não ousa falar nada. Me resigno e vou me conformando com o "que tem pra hoje". Aí vou ficando com as sobras, os restos, as raspas do tacho. E ainda me dê por satisfeita, é claro. Afinal de contas não posso ficar me queixando. Hoje em dia é proibido se queixar, não é mesmo? Então, continuarei me calando e sentindo o gosto ruim do fracasso. 

 E quem sabe seja até pessimismo exagerado meu e o gosto amargo seja momentâneo e eu esteja realmente fadada ao sucesso? Nunca se sabe. O fato é que pequenas derrotas inevitavelmente me deixam arrasadas, eu sofro por antecipação, eu choro, eu me atormento, eu me angustio e é assim que sempre será. Nunca se sabe, na verdade.

 Mas ao mesmo tempo, alimento a ideia de que se não fossem as derrotas, sejam elas grandes ou pequenas, eu não conseguiria sentir o gosto bom e doce da vitória. Das vitórias. Elas demoram mas vem. Têm que vir! E virão. Pelo menos eu preciso acreditar nisso, não é? Um fiozinho de esperança devo alimentar.

É isso.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Sofrendo por antecipação

Por que eu sempre sofro por antecipação? Será que eu vou ser sempre assim? Será que eu nunca vou mudar? Por que for para viver a vida toda assim, já começa a bater um desespero, uma angústia... Viu? Já estou sofrendo por antecipação de novo. Eu fico sem dormir direito, fico ansiosa, eu fico sem paciência, eu choro, eu grito... E mesmo sabendo que há duas possibilidades: dar certo ou errado, eu sempre sofro achando que vai dar sempre errado. A falta de autoconfiança também atrapalha muito nesse sentido e ultimamente eu não tenho tido muitos motivos para ser autoconfiante, mas vou manter aquela fé e início de ano, já que acabamos de ganhar esse tempo em branco de presente, para escrever tudo novo. Vou tentar reinventar e tirar não sei de onde uma autoconfiança e esperar. Esperar é o que mais tenho feito esses últimos dias. Pacientemente! Sou perseverante e vou continuar esperando. Segunda feira terei o primeiro resultado e já nesse mesmo dia terei o início de outra espera. E assim sucessivamente. As esperas virão e eu continuarei a sofrer por antecedência. É a vida.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Chaves, o bullying e o politicamente correto

A turma do Chaves - tipos físicos diferentes
Conceitos como o bullying parecem ter surgido com o advento do politicamente correto, essa mania que eu tanto detesto. Vendo os episódios inéditos de Chaves, seriado que adoro e que voltou a passar no SBT, verifico que o humor está isento da "praga PC, como diz o filósofo Luis Felipe Pondé. Ou pelo menos estava na época do Chaves. Digo que está isento por que vemos o tempo todo piadas e brincadeiras com os defeitos físicos das pessoas: como o gordo, o alto demais, o bochechudo, o velho, a sardenta baixinha, etc. Esses são alguns tipos de pessoas que são zoadas no Chaves.

Além dos defeitos físicos, ficam evidenciados também no seriado, defeitos como "burrice", "lerdeza", etc. O fato de uma velha constantemente ser chamada de bruxa pelas crianças demonstra o quanto o programa está livre das amarras do politicamente correto, que é, em minha opinião, o pai do que hoje chamamos de bullying.

Hoje em dia, um programa como esse não poderia existir. Pelo menos não com tanta ênfase nos defeitos físicos alheios. Pois logo, os militantes da "praga PC" inventariam que o programa estaria incitando o bullying. Coisas como essas, de zoar as diferenças dos outros, sempre existiram e sempre existirão.Quem é diferente chama atenção mesmo. O gordinho é realmente engraçado, o mais lerdinho da turma pode vir a ser rechaçado por isso. É normal. São crianças, são adolescentes! O que não pode acontecer  é a transformação dessas  brincadeiras em atos violentos. Aí a coisa muda de figura. Mas enquanto crianças e adolescentes, forem crianças e adolescentes, as piadinhas, os trotes enre eles acontecerão e Chaves está aí no ar há mais de 30 anos, só aqui no Brasil, para mostrar o quanto isso é real.


Rafaela Valverde
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