quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Breve panorama do ENEM


Desde o início da semana, estou prometendo um texto sobre o ENEM. A prova que seleciona estudantes do ensino médio para o nível superior, seja no ensino público, ou no privado através de bolsas pelo PROUNI, que aconteceu no último final de semana. Na verdade é uma prova de resistência mesmo. Ficamos quatro, cinco horas sentados, concentrados, calados, sem conhecer ninguém. Comendo e bebendo pouco, depois de sair de casa cedo, pegar ônibus, ficar no sol esperando o portão abrir... enfim. E ainda lemos todas as questões que contém textos e alternativas ambíguas que nos deixam confusos. É muito difícil a tensão pela qual passamos. Da última vez que fiz o ENEM, em 2009 não era tão rigoroso, e ainda não selecionava alunos  para universidades públicas. Nem precisava tirar a bateria do celular, tanto que o meu tocou na sala. Enfim, só queria mostrar um breve panorama sobre a prova mais importante do Brasil, hoje em dia. E que apesar dos escândalos passados, já se recuperou  (acho eu) e reconquistou sua credibilidade, principalmente depois da adesão das grandes universidades para a seleção. E acho que daqui para frente só tende a melhorar, principalmente com a ajuda da tecnologia. Tecnologia essa que também pode atrapalhar muito. levando em conta que alguns espertinhos (?) que tiraram fotos (como assim?) das provas e postaram nas redes sociais. E em consequência foram desclassificados. Gostei! É isso aí, é assim que fica sério, o negócio. Agora é só aguardar os resultados.


Rafaela Valverde 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Polêmica das biografias


Ontem vendo matéria no Fantástico junto com meu marido engatamos uma discussão sobre a polêmica das biografias autorizadas ou não autorizadas. Eu sou absolutamente contra a censura, seja ela qual for. E isso é censura sim, pelo menos em minha humilde opinião. Ele é claro, interpreta isso como invasão de privacidade. Mas eu considero uma forma de censurar. E sou contra. Acredito na importância da liberdade de expressão e o que tínhamos que viver de ditadura e censura, já vivemos e agora estamos em um estado de direito livre e laico, pelo menos é o que consta na Constituição. 

Penso que se alguém chegou ao sucesso e que tem fãs ao ponto de querer saber de tudo que se passa em sua vida e se essa pessoa se  propõe a ter uma vida pública, deve estar mais do que preparado para isso. Não estou pedindo que ele concorde, coadune ou ache bom alguém escrever algo sobre ele, mas que direito ele tem de proibir? Mesmo que seja sobre ele mesmo! As pessoas famosas, públicas não entendem que elas SÃO públicas e não tem como controlar o que vai ser escrito e dito sobre elas. É impossível! Acho que isso é demonstração exacerbada de poder. Alguém que tem poder de proibir algo que vai interferir em uma camada relativamente alta da população. E como esse poder se concretiza? Através da justiça, que só é válida em nosso país para quem tem dinheiro e quem é artista que quer demonstrar o poder e a superioridade em relação a nós reles mortais. Quais ideologias estão configuradas e escondidas em atitudes como essas?

Será que são ideologias e ideias que mantêm nossa condição como democracia e estado livre? Será que vamos reagir a isso, ou vamos continuar pensando em qual ator viverá Christian Grey no cinema? Afinal de contas, as livrarias estão vazias mesmo. Então pouco importa para a população se aquele livro foi autorizado ou não, não é mesmo? Quem está em condição de mandar? É a a velha regra "manda quem pode, obedece quem tem juízo"? Eu me recuso a me submeter a práticas tão retrógradas e insanas que nos aprisionam dia após dia em uma país de mentalidade atrasada e doente culturalmente.



Rafaela Valverde








quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Eu, escritora

Estou tentando sentar para escrever, ou reescrever uns "livros" que eu já escrevi há dez e oito anos atrás respectivamente. Mas confesso que as condições ergonômicas da casa, da mesa, da cadeira, do PC e do teclado não me animam. Mas ainda tenho que escrevê- los, melhorá-los e investir um certo tempo neles para quem sabe um dia vir até a publicar alguma coisa. Não que eu tenha exatamente essa pretensão, mas é um sonho que comecei a realizar há dez anos, escrevendo as minhas próprias histórias. E em seguida parti para esse blog que não serve propriamente dito para contar histórias fictícias, mas para contar algo em mim mesma. As minhas histórias ainda não possuem a maturidade e consistência que eu gostaria, mas saíram de uma cabeça de uma menina boba e que não possuía os recursos tecnológicos de hoje como computador, word, e-mail, Google. Tanto que são cadernos manuscritos mesmo, que agora eu senti a necessidade de recuperá-los agora e saber como eu pensava, quais eram meus pensamentos e conceitos e como eu consegui desenvolver as histórias e como posso reescrevê -las com a vida de hoje. Super ansiosa para começar.


Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Quem canta...


Me mandaram cantar, foi alguém tão maluco que não é digno de credibilidade, por isso não dei ouvidos. Onde já se viu? Mandar eu me inscrever em um concurso de talentos para cantar. Onde vamos parar meu Deus do céu? Cantar sempre foi uma coisa que espantou meus males internos  e que me servia como hobby em momentos solitários ou de faxinas, ou ainda em banhos. Lá na minha adolescência me disseram que eu cantava razoavelmente bem e isso insuflou meu ego durante um tempo, mas depois caí na real e percebi que eu canto mesmo, é muito mal. Cantar é muito mais que soltar uma bela voz, é passar emoção, arrepiar e brindar a vida com um talento sublime dado por Deus. Hoje em nossa sociedade da banalização (escreverei sobre isso depois!), tudo se banalizou, inclusive os programas de calouros onde nos vemos diante de várias belas vozes para escolhermos uma, ou algumas vozes para a satisfação dos nossos ouvidos. É tanto que em muitos casos nem sabemos diferenciar quem realmente tem talento e que sabe nos emocionar com ele. Portanto não quero mais ouvir ninguém mandando eu cantar, nem que seja debaixo do chuveiro!


Rafaela Valverde

Atividade física, preciso começar.

Tenho sentido uma grande necessidade de me movimentar, de fazer algum exercício físico e ao mesmo tempo venho sentindo uma grande necessidade de dormir, descansar, ficar na cama e dormir várias horas. A preguiça acaba ganhando a briga para dizer a verdade. Mas tenho lido em alguns sites que caminhar um ponto a mais ou deixar de lado o elevador, já ajuda no abandono do sedentarismo e isso já me satisfaz a curto prazo. Não gosto de musculação e com a minha aparência, meio-nerd-acima-do-peso, não me sinto absolutamente confortável para frequentar uma academia com mulheres malhadas e experientes no ato de se exercitar. Já tentei frequentar assiduamente a mesma academia por duas vezes e não me adaptei com o ambiente. Não gostei mesmo. Será que é um problema comigo ou com a academia? Eu sou vou saber quando mudar para outra, mas cadê a coragem de acordar mais cedo e começar a me exercitar? O que posso fazer para me motivar para malhar? Eu ainda não sei. O meu corpo não quer malhar e a minha cabeça não gosta de musculação. Não tem nada não, um dia eu me conscientizo de uma vez sobre a importância de me exercitar e todo aquele blá.blá, blá todo que já estamos acostumados a ouvir. e vou fazer algum outro tipo de exercício físico que me dê a disposição e a animação que tanto tenho precisado.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Uma pequena lição

Hoje lá no trabalho atendi a ligação de uma senhora de 64 anos. Atendi a solicitação dela, que se tratava apenas de uma informação e em seguida ofereci um produto para que ela pudesse adquirir na fatura do cartão de crédito dela. Ela me ouviu e depois que terminei de falar, ela disse que em outro momento poderia até aceitar, porém naquele momento ela estava evitando fazer compras parceladas e que no mês que vem vai cancelar o cartão pois vai morar na Espanha. 

Ganhou uma bolsa de estudos lá, sobre a qual ela não me deu detalhes e que eu nem poderia perguntar. Enfim, fique bastante surpresa na hora e animada. Me senti mas leve e ao mesmo tempo um pouco culpada por sentir tanto desgosto pela vida às vezes. Me senti revigorada por que definitivamente entendi que nunca é tarde para começar e recomeçar. Eu larguei a faculdade e pretendo iniciar outra no ano que vem e me senti tão angustiada durante tantas noites, me achando velha, achando que ia me formar velha, me sentindo diminuída... Enfim essa senhora me deu uma lição muito importante hoje, que vai me dar um gás daqui pra frente. E viva as novas vovós.


A vida é linda, meu Deus!


Rafaela Valverde

Você sabe ouvir?

Trabalhando em um call center posso perceber o quanto as pessoas não ouvem. É, as pessoas entram em contato conosco da central de atendimento e não sabem, ou não querem ouvir o que estamos dizendo. Aí me calo e aguardo o cliente terminar de falar, ou ainda pergunto se ele realmente quer me ouvir e ouvir a explicação que tenho para oferecer. 

Não temos o hábito de ouvir, de entender e prestar atenção ao que o outro está dizendo e isso se reflete todo dia no meu trabalho. O cliente liga para perguntar algo, saber de alguma informação e quando eu vou respondê-lo. Ele nega a informação, diz que estou passando a informação errada e que aquilo é, ou deveria ser de outra forma e que ele não concorda com o que estou dizendo. Sou muito taxativa e firme com o cliente e afirmo que aquele procedimento é o correto e que estou respaldada pelo sistema. 

Ou ainda há aqueles que ouvem algo completamente diferente do que o que você falou e ainda dizem: "Você disse que..." aí eu repondo: "Não, eu não disse isso..." Deixo bem claro que a pessoa é que não escutou e /ou não entendeu e não eu quem não me fiz ser entendida. Acho que as pessoas devem começar a desenvolver o mais rápido possível a arte de saber ouvir, ou então algo estará completamente destruído dentro em breve. Que é a comunicação e a convivência entre as pessoas.

 Acredito muito  no ato de ouvir, prestar atenção e entender o que o outro está dizendo para melhorar os relacionamentos em sim, mas também para que possamos aprender cada vez mais com o outro. Afinal de contas, apesar de um clichê, devo concordar que é por isso que temos dois ouvidos e uma boca.
 


Rafaela Valverde

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Creme da AVON, cachos definidos



Hoje quero falar um pouco sobre esse creme que comprei recentemente na AVON. Só usei duas vezes, sendo que somente uma vez fiz uma fitagem com e ele e não gostei não. Os cachos não ficaram tão definidos como os outros cremes que usei e a fitagem que eu fiz foi no domingo, hoje é terça e o cabelo está ressecado, sem forma e embraçado.. Deixa uma aspecto de cabelo recém lavado com xampu, sem aplicação do condicionador, sabe? O custo dele é relativamente baixo, 9,99, preço de lançamento, ainda mais caro que o creme da elseve por exemplo e mais inferior. Definitivamente, não são todas as marcas de cosméticos que sabem fazer produtos para cabelos cacheados e a AVON é uma dessas que não sabe. Vou ter que ficar usando o cabelo preso a base de reparador de pontas, até a próxima lavagem. E confesso que não estou sentindo vontade de usá- lo novamente, mas já que eu já comprei vou dar a ele uma segunda chance e em breve farei uma nova fitagem com ele, para ver se meu cabelo acostuma. Mas enquanto isso, vou comprar outro creme que meu cabelo já tenha se dado melhor, é isso. E alguém já usou? O que achou desse lançamento?


Rafaela Valverde




sábado, 12 de outubro de 2013

Auto- reflexão

Foram tantas lágrimas derramadas em uma noite que eu achei que a depressão havia chegado a minha vida. Mas alguém me falou que era apenas melancolia, ou podia ser também TPM. Não sei, nunca se sabe. O que eu sei é que não tenho andado satisfeita comigo mesma, com as minhas atitudes, reações ou falta delas. Eu sou teimosa, birrenta, cabeça dura, chata e turrona. Quando acho que estou certa, acho mesmo e ninguém pode me deter nos atos depreciativos que assumo desde então, isso é horrível eu sei, mas sou eu. Mas desde que comecei a tomar na cara, especialmente por conta de decisões mal tomadas e mal sucedidas, percebi que devo brigar comigo mesma, em prol de mim mesma. Será que dá para entender? Será que eu vou conseguir entender? Nessas horas tenho que aprender a fazer meu emocional ouvir e repeitar meu racional. Preciso ter sangue de barata, ser sangue frio, mas a vem a manteiguice e o desespero no primeiro obstáculo. Eu já quero fugir de tudo que eu não consigo suportar e sendo dessa forma como eu vou viver o resto da vida?


Rafaela Valverde

Fronha de cetim para cabelos cacheados

Há algum tempo queria escrever sobre a fronha de cetim, mas acabei adiando, adiando e agora chegou o momento. Eu já venho desde que fiz meu BC ouvindo falar sobre a fronha de cetim, mas achava frescura, exagero, enfim. Em um vídeo que vi recentemente que não vou me lembrar agora de quem ou onde, foi dada a dica de que se não houvesse a fronha de cetim poderia ser usada por exemplo uma camisola velha que não estivesse mais sendo usada como camisola. Fiz isso e dá resultado. Como? O cabelo bagunça menos durante a noite, os cachos amanhecem mais arrumados e modelados. A diferença é tanta que quando tiro para lavar a camisola e durmo com a fronha normal de algodão, acordo bem descabelada e com os cachinhos desfeitos, tendo que arrumar mais ainda para sair de casa, mesmo no day after. Bem, recomendo para quem tem cabelos cacheados usar uma camisola, ou fronhas de cetim para acordar menos descabelada. 


Rafaela Valverde

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Ganhei um livro

Ontem ganhei do marido o livro 1822, no mesmo dia em que terminei de ler 1808. O primeiro livro da trilogia do jornalista Laurentino Gomes e é muito bom. Aprendi muita coisa lendo o livro. Uma aula de história divertida, prática e bem escrita.  O último livro lançado recentemente 1889 ainda está um pouco caro para meu orçamento nas  livrarias, mas em breve pretendo adquirir os dois que faltam, já que  1808 eu peguei emprestado da biblioteca Central da Bahia. Eu amo comprar livros e a minha mini biblioteca um dia vai virar uma biblioteca.


Agora vou ler o último livro da Trilogia Millennium , a  Rainha do Castelo de Ar e em seguida é claro que vou mergulhar novamente de cabeça na história do país que tinha tudo para dar errado...

Mas, e deu certo...?



Rafaela Valverde





quarta-feira, 9 de outubro de 2013

E quando vai ser?

Já tive um sonho de ser escritora, de ser veterinária. Já quis retirar todos os animais das ruas e abrigá-los em uma chácara. Já quis domar feras em um zoológico, já quis fazer parte do imaginário das pessoas com as minhas  histórias.

Ah, já quis estar em uma sala de aula ensinando a crianças ou adultos algo que nem eu sei ainda. Já quis muita coisa e ainda hoje não sei o que vou fazer profissionalmente. Descobri o que quero estudar, mas daí a saber em que e onde vou trabalhar já é outra história. Não tenho projetos como tinha quando era criança. Quer dizer, eu penso em me formar, fazer mestrado, quem sabe um doutorado e quem sabe ainda escrever um livro.

Mas  é tudo muito abstrato em minha cabeça. Não consigo enxergar algo mais concreto, mais tangível. Espero que esse ano acabe logo, para que possa começar a acreditar nesse projeto, por que ultimamente tenho andado um tanto desacreditada de mim mesma. Que 2014 chegue cheio de surpresas em relação aos meus estudos. 

Faltam  mais de dois meses para o final deste ano ímpar , mas já começo desde agora a desejar e aspirar que o meu sonho comece a se concretizar a partir do ano que vem. Não sei se é correto ou justo condicionar meu sucesso ou alguma coisa boa a uma passagem de tempo, mas é isso mesmo que eu vou fazer, aliás já estou fazendo. Afinal de contas nesse ano não tem mais o que fazer e relação a isso. E FIM!


Rafaela Valverde

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Escrevi

Subi,
amei, desci,
dancei, pulei,
escrevi,
vivi, dividi,
lancei, joguei, atuei,
menti,
fale, descrevi e
escrevi.




Rafaela Valverde

Como eu sou

Não consigo me entender na maioria das vezes. A minha inconstância parece que não acaba nunca. Não dá para acreditar que em um dia eu quero uma coisa e no outro dia mudo completamente de ideia e já quero uma outra coisa completamente diferente. O fato é que me pego pensando em desejos absolutamente diferentes a cada dia que passa. Tenho medo do futuro, tenho medo de arriscar e não quero me  jogar de cabeça em ideias mirabolantes que tenho no meio da noite. É claro, ninguém é maluco a esse ponto. Mas eu seria maluca. Aliás eu sou maluca e acho que cheguei a essa conclusão tarde demais. Eu não consigo ficar totalmente parada, acomodada, esperando a vida me levar e ao mesmo tempo não consigo tomar atitude de mudança. Aliás tenho medo de mudança e ao mesmo tempo só quero mudar! Isso faz sentido? Não, nenhum. O que faz sentido? Ainda não descobri, mas sei que quando descobrir e se descobrir não seguirei o que faz sentido e sim o jeito torto, que não faz nenhum sentido.




Rafaela Valverde

sábado, 5 de outubro de 2013

Qual o sentido da vida?




Às vezes acordo e me levanto da cama me perguntando qual o sentido da vida. Assim como o personagem principal do livro Servidão Humana de Somerset Maugman, livro que li há uns três anos e que narra a história de Phillip que demora um certo tempo para descobrir e entender o sentido da vida. Mas antes disso, toma muito na cara. Na verdade, eu nem sei realmente se ele descobre o sentido da vida e encontra razão de viver, ou se se trata apenas de uma ilusão fantasiada por uma aceleração de fatos e pela aceleração da vida como um todo. 

Ainda não descobri, ainda não percebi e nem tive a comprovação sobre o porquê da minha vida existir. Ainda mais nesse lugar, com essas pessoas, com essa aparência e dessa forma tão difícil. Ainda não entendo e talvez demore para entender. O que me faz querer levantar da cama, hoje? E amanhã? Eu não sei. Não consigo perceber, e não consigo ver graça em quase nada. Durmo mal, durmo pouco e a vontade que tenho é de permanecer deitada, dormindo. Abrir os olhos tem sido de uma dificuldade incrível e o cansaço toma conta de mim, sia após dia.

 Sou eu mesma, sim, sou eu mesma e no entanto isso não me satisfaz. Tento ser outra coisa e acabo fazendo cagada atrás de cagada. Eu não me entendo, não sei bem o quero e venho dia após dia, ano após ano me tornando inconstante, infeliz e inconsistente com as minhas próprias escolhas. O que dizer de alguém assim? Dá para afirmar que uma pessoa dessa é normal?

Ontem passei pela porta da escola onde estudei e fiz os últimos anos do ensino médio e onde vivi os melhores momentos da minha adolescência e me deu uma saudade, uma vontade de reviver aquela vida, que já não era boa, mas que ainda sim me isentava de responsabilidades e de ações sobre mim mesma. Isso é covardia, eu sei, querer fugir dos obstáculos e até mesmo da própria vida, é covardia mas é isso que sinto e não posso mentir mais ainda para mim mesma. Sim, quero fugir e assumo. Quero outra vida e assumo, quero sumir e assumo. Não sei mais até onde consigo aguentar e até quando posso continuar a viver sem reagir e sem explodir! 

O que acontece em uma fração de segundos, que seja algo bom, não compensa em nada as coisas negativas que ocorrem quase que sucessivamente e eu definitivamente já cansei de esperar esse jogo mudar e as coisas boas de repente se tornarem maiores que as ruins. O meu cansaço já chegou a um limite, que vou assistindo tudo de longe e me esquivo de esperar coisas e boas e me recuso a pensar novamente em positividade. Isso é babaquice!



Rafaela Valverde








terça-feira, 1 de outubro de 2013

Eu nasci para ser feliz!

As coisas mudam muito rápido na vida. Ontem estávamos de um jeito e hoje o dia já amanhece trazendo novidades. Em minuto estamos preocupados. No minuto seguinte tudo se desanuvia e respiramos aliviados agradecidos e admirados de como as coisas melhoraram ou de como poderiam ser piores. Nesse momento mais uma vez estou com uma sensação de que as coisas vão começar a decolar de novo, ou de vez. As coisas quando começam a melhorar puxam outras coisas melhores e mais, mais e mais e que assim seja. O período de tempestades já passou e agora que venha apenas a calmaria e mesmo com tropeços ela vai permanecer por que nisso é que eu acredito, é nisso que eu devo acreditar. Só tenho o que agradecer, agradecer sempre e viver, dar risada e amar cada vez  mais a vida, o fato de estar viva. Por mais que as coisas sejam muito difíceis às vezes, sempre vale a pena ser feliz. E o mês de outubro já começou assim para mim, com essa sensação de plenitude de positividade e paixão pela vida. Cada dia que passa tenho a certeza de que nasci para ser feliz!



Rafaela Valverde
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