sábado, 31 de agosto de 2013

Minha gata Anita morreu

Hoje eu não estou muito feliz por que a minha gata Anita morreu. Não, não era por causa da cantora por que ela já tinha um ano e oito meses e era a nossa xodó. Ela, inclusive estava prenha. Ontem à noite, ela escapou sem que eu visse de casa e não voltou mais. Quando fiquei sabendo foi a notícia, que meu marido a viu lá em baixo na rua morta. E realmente era ela. Não dava para ter dúvida. Ela era preta, muito esperta e uma ótima mãe. Para os preconceituosos que não gostam de gatos e acham que eles não são carinhosos, saibam que a filha dela que ficou conosco tem nove meses e ainda mamava. Ela deixava, não reclamava e era uma mãe sensível e protetora. Nós não sabemos o que aconteceu e sentiremos muita saudade. Ficará um vazio enorme em casa. No momento aqui eu não tenho nenhuma foto dela disponível, mas fica aqui o meu registro de um dia triste.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Eu não gosto de chuva, e você?

Eu detesto chuva e não tenho vergonha de falar isso. Não gosto e ponto. Seria hipocrisia, ficar dizendo que a chuva é de Deus, enfim. Isso é ridículo! As pessoas falam: "deixa a chuva, a chuva é de Deus", ou " é o tempo dela". Mas eu sei que eu tenho direito de não gostar, assim como tem gente que não gosta de frio, de calor, de neve, enfim. Sair na chuva é um saco, os nossos pés ficam sujos, a gente se  molha, se suja de lama, o trânsito pára, a gente se atrasa... Todo mundo sabe quais os transtornos que a chuva pode trazer. Fora,os deslizamentos, desabamentos, todo tipo de desastre. Quando estamos no ônibus, as pessoas fecham todas as janelas para não se molhar com a chuva e ficamos com calor. Ou seja, a chuva traz um caos. Esse ano, está sendo um tanto quanto atípico em Salvador, pois chove desde março e há vários anos que não víamos em nossa cidade um período tão longo de chuva, pelo menos não que eu me lembre. Os longos períodos chuvosos ainda podem atrapalhar possíveis soluções e reparos estruturais que possam vir a melhorar nossas vias e ruas que continuam esburacadas. Esse é um pequeno boletim sobre o fato de eu não gostar de chuva.


Rafaela Valverde

Só para informar

Estou passando rapidinho só para dizer que me sinto muito lisonjeada com os elogios que venho recebendo, em relação ao blog. Ontem eu ganhei mais uma fã, que leu o blog, disse que é "muito massa" e que virou minha tiete. Esse é o melhor feedback que eu posso receber e pode crer que a minha intenção é sempre melhorar, como já melhorei bastante nesses cinco anos. Estou nesse final de mês, meio adoentada. É, logo agora que comecei a trabalhar fico com febre, dor de cabeça muito forte e dores horríveis pelo corpo. Mas como hoje melhorei, vim aqui escrever um pouquinho e matar as saudades! Ainda estou com uma dor de cabeça chata e tentando melhorar, mas à noite volto aqui. Quero pedir aos novos leitores que curtam a página no Facebook, para receber atualizações das postagens.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O tempo e qualidade de vida

Os dias estão passando rápido e ao mesmo tempo, incoerentemente estão se arrastando. Hoje meu marido disse que o nosso mês tem sessenta dias,  o que me parece verdade, considerando algumas dificuldades que temos passando mês a mês, dia a dia. É viver um dia de cada vez, é arranjar dinheiro de transporte em um dia e não saber se vai arranjar para o dia seguinte e daí vamos levando, e o tempo demora cada vez mais de passar.

 E como eu já disse, ao mesmo tempo passa tudo muito rápido, já que já vamos entrar no mês de setembro, faltando três meses para acabar o ano. É tudo muito louco, muito incoerente, muito inconstante, e nessa, nós vamos vivendo, e envelhecendo. Vivemos mais e ao mesmo tempo vivemos em um ambiente tão caótico, tão bagunçado, tão egoísta e sórdido, e vamos alimentando o sistema, o Estado e sustentando os ricos e desigualdade social que está cada vez mais maquiada através de "programas sociais".

Estamos sempre em busca de mais: mais dinheiro, mais crescimento, mais tecnologia, mais conforto, mais festas, mais conhecimento, mais estudo e tudo isso ao mesmo tempo. Dormimos pouco, comemos mal e assim vamos vivendo, sem dinheiro para nada e reféns de cartões de créditos, que têm mantido os bancos mais ricos. Enfim, venho tentando procurar ao longo do tempo, mais qualidade de vida, mas moro em uma cidade que não colabora com isso e ainda por cima, nosso mundo é movido a dinheiro e por mais que as nutricionistas loiras, de óculos de grifes e com papai e mamãe para bancar digam que não, até para uma alimentação mais saudável necessitamos investir grana. Assim caminha a humanidade...


Rafaela Valverde

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Medo

O medo está presente todo o tempo. Ele fica rondando nossas atitudes, pensamentos e não nos deixa em muitos momentos agir consciente e racionalmente. Ele nos faz ficar para baixo e fica o tempo todo falando em nossos ouvidos, que não devemos confiar na vida e nas oportunidades que ela dá. Até por que já ficamos calejados por conta de alguma frustração ou insatisfação antigas, em oportunidades que achamos que poderia dar certo, mas que não deu. 

O medo nos impede de dar uma passo para frente com segurança. Sempre estaremos com uma pulga enorme atrás da orelha e com as pernas trêmulas, na expectativa de algum acontecimento que ameace o nosso sucesso. Nunca daremos um passo firme se o medo tiver acompanhando. Só chegaremos a metade do caminho de forma tranquila, o resto da viagem será de amargura e apreensão. E quando finalmente conseguimos alcançar o final do trajeto, não ficaremos tranquilos e sem ficar  tempo todo se perguntando o que vai acontecer, se você vai conseguir, se as coisas vão dar certo e todo tipo de pergunta que possa surgir. 

Ao mesmo tempo em que nos causa uma dor lancinante de angústia, o medo nos protege de atitudes intemperadas e desesperada, pois ele nos faz ficar tão covardes que acabamos não realizando, não indo, não falando o que não deve. Porém, ao mesmo tempo que pode nos proteger, pode nos "livrar" de alguma oportunidade que se não vier a ser totalmente boa e satisfatória, pelo menos servirá como aprendizado e experiência.


Rafaela Valverde

O que faremos com o senso comum?

Ouvi hoje uma conversa de dois homens cada um em sua porta. Uma casa em frente a outra e eles conversavam sobre um bueiro que temos aqui na rua, no pé da ladeira e que está quase sem as grades de proteção, causando sustos em motoristas e pedestres. Pelo menos o trecho da conversa que ouvi, era sobre isso e no final um deles reivindicou que aquilo ia causar um acidente e que ninguém fazia nada, nenhum político fazia nada e que os vereadores não faziam e nem servia para nada só para roubar. Essas palavras são dele.

Pensei na hora que as pessoas insistem em ficar burras, em permanecerem na ignorância, não leem, não desenvolvem um senso crítico, não estudam, não se informam, não sabem, simplesmente não raciocinam e não fazem questão de aprender as coisas que interessa a elas, por mais que se neguem a falar, ouvir e entender sobre política, todos nós somos seres políticos e já estamos inseridos na política desde o momento em que nascemos. Eu não sei não, eu acho que é gosto pela ignorância mesmo, afinal de contas é mais cômodo não saber, não ter noção da realidade que nos cerca e viver em um mundo paralelo, ignorando todo o conhecimento acumulado ao longo do desenvolvimento da humanidade.

Digo isso por que as pessoas são sabem uma simples informação de quais são as funções de um vereador. Eu já escrevi sobre isso aqui em épocas de eleições anteriores e vereador não é eleito para fazer obras, essa é uma das obrigações da prefeitura ou governo do estado (a depender da obra), através das suas secretarias. O vereador nos dá tantos custos para legislar e fiscalizar o prefeito. Pronto, simples assim. Eles devem desenvolver projetos de lei e sim, podem pensar na estrutura física da cidade, mas não são diretamente responsáveis por obras estruturais da cidade.

O pior é que essas falsas informações, baseadas em um senso comum manipulado pela mídia e pelo consumo, vão passando como uma herança, de geração em geração, de pai para filho e a preguiça de estudar, de ler, de se especializar, de crescer, de produzir e consumir cultura também vai se perpetuando. Hoje mesmo ouvi uma outra conversa que me fez pensar também que não temos mais jeito, não adianta lutar. Às vezes a gente se cansa, sabe?

Então, havia uma adolescente no mesmo ponto de ônibus que eu estava e ela avistou duas colegas que a questionaram sobre onde ela estava estudando, o que ela respondeu que estava estudando à noite e que a escola era tranquila e cada aula tinha dez minutos a menos que pela manhã. E ainda finalizou a frase: "Pra quem não está afim de estudar como eu, tá bom demais!" Tudo bem que a pessoa pense assim, realmente a escola não é atrativa para os jovens como deveria ser, mas não precisa deixar isso tão explícito. Fiquei com vergonha...



Rafaela Valverde






quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Cidade sem estrutura, olha o que uma chuva curta faz

Hoje fui ao bairro da Calçada. Minha passagem por lá foi muito rápida, cerca de uma hora. Entrei estava tudo seco e não estava chovendo, quando saí tomei um verdadeiro susto: tinha água até quase a altura do meu joelho. Era muita água, parecia um rio, muito poluído. Entrei em pânico, por me ver ilhada, sem poder voltar para casa. Era muita gente que estava junto comigo e uns rapazes que estavam lá fizeram um sinal sonoro, para um veículo que passava, que era um mini caminhão baú. Entramos, olha que situação inusitada! Todos nós juntos, dentro de um caminhão baú, fomos levados a um ponto mais seco e enfim eu pude caminhar um longo trajeto (também quase todo alagado), até conseguir pegar um ônibus. Me senti muito mal, é uma situação degradante que nenhuma pessoa merece passar. Mas isso já é tão comum nessa região da cidade, que as pessoas já acham normal e conformadas correm para salvar eletrodomésticos em lojas e tiram água das casas e estabelecimentos com rodo e panos de chão, com semblantes resignados e confusos com a rapidez de um alagamento horrível como aquele. Foi muito rápido e isso prova o quanto a nossa cidade está fragilizada, sem estrutura e precisando de obras e pessoas mais educadas que não joguem lixo nas ruas.  Assim, talvez não fiquemos tão expostos a doenças, como a leptospirose, por exemplo. Algumas fotos que eu tirei:

Na porta da Estácio- FIB

Estácio-FIB

Só carros passavam 

Entrada da faculdade FIB
Não sei exatamente que lugar é esse, mas é próximo à praça de São Joaquim

Nesse ponto já estava menor o volume de água

Olha por onde estávamos andando





Rafaela Valverde

Meus cachos depois da fitagem.

Ontem, depois de uma tarde de aprendizado sobre como pentear e aplicar leave - in (creme de pentear) em cabelos cacheados, eu resolvi testar uma técnica que achei incrível e que dá resultado: a fitagem. São tantos nomes diferentes que eu aprendi para denominar as técnicas e procedimentos para tratar os meus cachinhos, mas esse eu tentei e A-M-E-I!

Bem, hoje de manhã, eu acordei cedo, pois tinha que sair. Lavei o cabelo normalmente, e na frente do espelho, separei o cabelo em mechas não muito certinhas e passei o  creme da AVON, com óleo de argan que já tinha falado aqui antes. Em cada mecha, não muito grande e não muito certinha, espalhava uma certa quantidade de creme e penteava com as mãos em forma de garra, puxando e massageando a mecha delicadamente, amassava um pouco com as mãos em forma de concha.

Depois, em algumas partes do cabelo, principalmente no meio ia separando os cachos, como se fosse uma fitinha de embrulho de presente. Por isso o nome: fitagem. O resultado ficou sensacional. Nada daquele black power feio, sem vida e ressecado que eu estava presenciando nos últimos dias. Hoje saí com cachos modelados, definidos e hidratados. Não ficou pesado, meu cabelo está com balanço e continua arrumado. Várias pessoas comentaram sobre ele hoje. Achava que era prejudicial pôr tanto creme no cabelo, mas não é.E outra coisa, acho que só é necessário fazer isso uma ou duas vezes na semana, então não precisa de preocupação com o excesso de cremes. 

Como lavo ele, três vezes na semana e uma com hidratação, talvez faça isso sempre no dia da hidratação, mas isso não é regra. Como a quantidade de creme, é maior do que a que estuo acostumada, o cheiro me incomodou um pouco, fica forte no início, mas depois quando seca diminui. Acho que é por causa do cheiro desse creme, que não é lá muito bom, pelo menos eu não gostei.  Vou postar aqui algumas fotos do resultado.
A intenção é reparar nos cachos, tá? 




De costas



Gente, eu amei!!!!!






Rafaela Valverde


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Aprendendo a passar creme nos cabelos cacheados




Tenho lido muita coisa, visto muitos videos e testando alguns produtos para esse meu cabelo novo. Cabelo que vai fazer um ano agora em setembro. Todo dia é um novo aprendizado e hoje foi esse. Meu cabelo anda muito feio, ressecado, e confesso que tenho me estressado um pouco de manhã, para penteá-lo, mas agora eu já sei que não vai ficar pesado se eu passar uma boa quantidade de creme. Eu posso sim fazer isso! Já comprei vários cremes e por incrível que pareça, aqueles umidificadores de supermercado, daqueles baratinhos me deram um ótimo resultado. Pelo menos no momento é o que eu posso comprar. No máximo AVON.  Na AVON eu comprei um  com filtro solar e óleo de argan, mas eu como eu já disse, ultimamente não estou tendo um resultado tão bom, como quando o cabelo era menor e está ficando constantemente ressecado, feio mesmo. Mas essas dicas dadas pela Amanda, são ótimas e vou seguir tudo direitinho. Ou pelo menos tentar.


Rafaela Valverde








segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Vegetariana, eu?

Vegetarianismo para Iniciantes

Estou pensando em virar vegetariana. Claro que por enquanto estou pesquisando, lendo artigos, vendo as vantagens. Não encontrei desvantagens, pelo menos não ao meu ver. Só a desvantagem da tentação, da gula, ainda mais para mim que gosto tanto de comer. Mas dá para substituir carne por soja (que eu gosto), ovos, legumes e verduras, cozidos, fritos ou refogados. Enfim,ainda tem os grãos como lentilha e grão de bico que eu também gosto, cereais. fibras, existe uma gama de alimentos que nutrem e saciam tanto quanto a carne. 

Na verdade eu já venho pensando disso há muito tempo, mas agora essa vontade se tornou mais forte, inclusive por uma questão de emagrecimento, saúde e até mesmo economia de dinheiro. E além disso, andei lendo alguns artigos na internet sobre como vivem e como morrem os animais em certas fazendas de criação de gado. Vi também como é feita a salsicha, e essa eu já vou abolir desde agora.

É claro que isso deve ser feito de forma progressiva. A carne vermelha deve ser eliminada logo do meu cardápio. A pós aproximadamente três meses, retiro o frango e após mais seis meses o peixe. Há também a possibilidade de eu ser semi vegetariana, pois amo peixe e estou pensando em não tirá-lo da minha alimentação. Além de que é saudável também, né?

Essa dieta dos peixes, que exclui as demais carnes é chamada de pescetarianismo. Como é uma decisão muito difícil, eu ainda estou pensando como eu já disse. Mas é bem provável que isso ocorra. É claro que depois que eu começar a trabalhar para que possa investir na qualidade da minha dieta. Enquanto isso vou estudando, lendo livros, blogs, artigos sobre o assunto para enfim me decidir e se possível adaptar a dieta vegetariana ao meu dia a dia.


Rafaela Valverde

O Sine Bahia vazio (?)

Hoje presenciei um fenômeno. Sabe quando a gente vê algo que não acredita, até por que a realidade é bem diferente da visualizada? Pois é, o Sine Bahia Central, do Iguatemi estava às moscas. Brincadeiras à parte, o lugar é muito cheio e todo mundo já deve saber do que se trata, é onde fazemos pesquisas de vagas de emprego e, principalmente nas segundas - feiras é lotado.

Cheguei lá eram mais de onze horas, pedi uma senha de verificação de perfil que é a senha para pegar a carta, como no meu caso que já havia me candidatado à vaga pela internet em casa. E a senhora da recepção me ofereceu uma senha de pesquisa mesmo, já que estava vazio. Caiu meu queixo, entrei e só havia duas pessoas para serem atendidas e uma delas tinha a senha de número 300 e a minha era 301. Não fiquei lá nem vinte minutos.

Perguntei a menina que me atendeu e ela disse que eles, os funcionários, também estavam estranhando a ausência de pessoas, onde normalmente é bem cheio. Será que não tem mais gente desempregada? Seria bom que não, né? Mas sabemos que ainda estamos longe disso, infelizmente. Mas esse fenômeno de hoje, vai ficar registrado na minha memória.


Rafaela Valverde

domingo, 18 de agosto de 2013

Triste é não ter ideia para mudar!

Como dizem por aí: "não é triste mudar de ideia, triste é não ter ideia pra mudar." E eu concordo muito com essa frase, apesar de ela já estar banalizada nas redes sociais. E ainda utilizo a canção de Raul Seixas: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada dobre tudo." Então, eu não tenho vergonha de mudar de ideia, de mudar de opinião, de mudar um pensamento que possa estar equivocado.

 Acho que todo ser humano deve desenvolver essa característica, para não transformar a própria vida numa eterna sisudez. Até por que, se não nos abrirmos algumas portas, elas nunca vão se abrir por si próprias. Quantas vezes, perdemos alguma oportunidade por estarmos engessados numa ideia só, num pensamento único e não nos abrimos para outras possibilidades, mesmo que as possibilidades sejam as mesmas, ou seja uma possibilidade repetida. 

Dizem também, hoje eu estou inspirada nas frases populares, que figura repetida não completa álbum. Tá, pode até ser que não complete, mas te deixa em vantagem. Quem tem uma só não tem nenhuma e quem tem duas tem uma, e pode trocar a que tem a mais. Bem, não sei se deu para entender, mas o quero dizer é que eu acho que não devemos nos sentir mal e envergonhados em termos que recuar em algum ponto de vista, quando tivermos que voltar a atrás, ou mudar de ideia. Isso é corajoso, e se não tivermos realmente nada do que nos envergonhar, podemos voltar com a cabeça erguida e dizer para os outros que eles não tem nada a ver com a nossa vida e nem pagam as nossas contas.


Rafaela Valverde

sábado, 17 de agosto de 2013

Importação de médicos

As faculdades de medicina ainda são poucas e os ingressantes nos cursos de medicina também são poucos para dar conta de um contingente populacional como o nosso. O próprio ministério da saúde admite isso e traz como propostas o aumento das vagas nas universidades e a importação de médicos de outros países. Mas será que somente ações paliativas como essas, vão bastar para suprir a necessidade do nosso povo?

Não adianta formar mais médicos e/ou trazê-los de fora, se não houver hospitais, clínicas de prevenção e postos de emergências. Muitos médicos, tampouco vão resolver a falta de estrutura física, materiais médicos básicos e dinheiro. O que pode acontecer em meio a tudo isso é ter muitos médicos parados ou atendendo precariamente, sem poder ao menos fazer uma prescrição, ou aferir a pressão de um paciente. Além disso, os demais profissionais que acompanham os médicos devem também ser bem capacitados para lhes dar um bom suporte nos atendimentos. Ainda há o obstáculo da língua, pois um país com uma variação linguística como o nosso, com tantos sotaques e dialetos diferentes, é preciso pensar como vai se dar a comunicação com médicos estrangeiros.

Por outro lado porém, há a dificuldade dos jovens brasileiros de entrar nos cursos e se formar em medicina. Muitos anos de teoria e prática, residência médica, plantões cansativos, enfim. Por conta dessas dificuldades,o ministério da saúde poderia sim de forma temporária, trazer alguns bons profissionais médicos de países de línguas próximas a nossa e passando, é claro, pelo revalida que é o exame exigido pelos médicos nas ruas em todo o país. Não dá para confiar em diplomas, só por serem diplomas e por serem de fora. Deve haver uma adaptação para a nossa medicina que é tão boa quanto a de qualquer país do mundo.

Por fim, trago os dois lados da questão para mostrar que ainda deve haver muito debate, muita discussão, para que cheguemos a uma melhor solução para um problema tão grande e para que possamos resolver os problemas de saúde do nosso país.


Rafaela Valverde



Millennium - Os homens que não amavam as mulheres

Como vocês sabem, eu li recentemente o primeiro livro da saga Millennium. O autor é Stieg Larsson, jornalista, sueco, já falecido depois de um infarte ao subir alguns lances de escada do seu apartamento. Já tinha visto os três filmes  suecos e bem recentemente eu vi o americano, que se trata do primeiro livro. O filme americano é melhor que o sueco, por que é um pouco mais fiel ao livro. Mas gosto mais da Lisbeth Salander do filme sueco.

Então, o livro é muito bom e eu não queria parar de ler. Me prendeu muito e é bem escrito. Mescla os acontecimentos da vida dos dois personagens, e com isso dinamiza a leitura. Antes de eles se encontrarem, Lisbeth e Mikael, os personagens principais, o autor traz detalhadamente os fatos de suas vidas atuais e pregressas, com seus pontos de vistas e ainda por cima, trata brilhantemente do mistério principal do livro, que é o desaparecimento de Harriet Vanger, cujo desfecho nomeia o livro.

Mikael desvenda um mistério de quase quarenta anos, com a ajuda da hacker Lisbeth que odeia os homens que odeiam as mulheres. Ela tem uma história traumática na infância e cresce com uma personalidade incomum e tem tutores. Um desses tutores vai se dar mal nas mãos dessa heroína calada e tatuada jovem, pois apronta com ela. E quem mexe com Lisbeth, sofre com as consequências dos seus atos. Leiam o livro, é muito bom, por que eu não escrevo mais nada.


Rafaela Valverde 

Letras com habilitação em inglês?

Me apaixonei pelo curso de Letras com habilitação em inglês da UNEB. Pelo menos a grade de disciplinas me atraiu muito e dá para aprender muito de inglês fazendo essa graduação. Além disso quero me especializar e me preparar para futuramente escrever um livro, quem sabe? Sonhar não custa nada. O fato é que esse curso, especificamente esse com inglês, me atrai muito e apesar de querer muito fazer jornalismo e de amar a área, estou pensando seriamente em optar ou no PROUNI, ou no SISU, ou nos dois, para depois do jornalismo, pôr a opção de letras. Sempre quis fazer e sempre tive interesse e quando fiz vestibular para Pedagogia em 2009, a minha segunda opção foi letras. Seja o que Deus quiser, e apesar de estar me sentindo velha eu pretendo fazer duas graduações. Talvez seja besteira minha, mas o importante para mim, é saber o que eu quero. Quero fazer faculdade para saber, para aprender e não somente para ter uma profissão. O curso é à noite e o curso com habilitação em português é à tarde. Horário horrível, por sinal, para quem precisa trabalhar.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Reduzir a maioridade penal é a melhor solução?

 Não dá mais para achar que vamos resolver um problema tão complexo, como o da violência urbana, apenas com ações pontuais e que visam remediar a situação. Utilizando o antigo ditado, deve- se prevenir primeiro para depois remediar. Essa prevenção funciona a médio e longo prazo e não pode ser feita sem investimento e educação, cultura, lazer e ações que nem sempre são tangíveis, mas quando bem trabalhadas e desenvolvidas produzem um efeito bastante positivo, principalmente em assuntos concernentes  à violência. 

Pois bem, a redução da maioridade penal só serviria como um remédio paliativo e não como prevenção eficaz dessa chaga social que vitima milhares de pessoas todos os meses. Como já foi dito, o problema da violência é muito grande e tem suas raízes fincadas, há muito em nosso cotidiano. Dessa forma, a resolução há de ser difícil de ser encontrada e provavelmente ainda demore.

Reduzir a maioridade para dezesseis, quatorze anos, só vai fazer com que crianças que já nasceram vítimas de um sistema cruel de desigualdade, vão parar em um ambiente ainda mais cruel, que é um ambiente carcerário. Uma criança exposta a um ambiente como esse, mesmo que diferenciado e específico para essa faixa etária, pode fazer com que esse menor infrator saia ainda pior, perdendo talvez uma chance de se recuperar se estivesse em uma escola de tempo integral por exemplo.

Além disso, ao diminuir a idade para ir para um presídio, corre-se o risco de diminuir cada vez mais e o que teremos então? Crianças de seis, sete, dez anos presas?  Essas crianças na maioria das vezes são usadas por traficantes, alguém com mais poder e força que elas e suas famílias. e que provêm suas comunidades com as necessidades básicas que as autoridades deveriam suprir.

Enfim, não se pode solucionar ou apaziguar um problema tão amplo, começando por cima da pirâmide e sim através da base dela, que é onde se encontram suas origens que vão além da criminalidade juvenil.


Rafaela Valverde

Uma redação por dia

Deu na telha agora, que eu vou escrever uma redação por dia. Mesmo que não esteja muito boa e mesmo que não esteja dentro do formato exato que deve ser uma dissertação, que é o tipo de texto mais solicitado no ENEM. Para mim é importante, pelo menos eu me atento a algumas normas de escrita que eu não sigo aqui por exemplo e já me forço a refletir e escrever sobre possíveis temas que podem vir a cair. Então, pesquisei alguns temas e nesses dias que estiver em casa, escreverei um texto dissertativo -argumentativo sobre temas atuais e posto aqui. O primeiro é sobre a redução da maioridade penal. Confesso que eu ainda estou em cima do muro em relação a esse assunto, mas no texto tomei o partido do contra a redução,por achar que teria mais argumentos. É isso.



O texto vem daqui a pouco.


Rafaela Valverde

Me dá um tempo

Quando as pessoas vão entender que dizer determinadas coisas, só faz a gente se sentir pior. Você está pra baixo, angustiado, arrependido, sem uma moeda no bolso, devendo e só encontra pessoas para te criticar, para te aconselhar, enfim. Só gente com o intuito de te colocar para baixo, mesmo que não seja de forma intencional, mas põe para baixo. A gente não quer ouvir palavras que nos coloque ainda mais para baixo. Se não falar nada de bom, não sugerir, ou não ajudar de alguma maneira, pelo menos não atrapalhe mais ainda fazendo a pessoa desanimar. Não fale nada. Deixe a vida da gente, que a gente aprende nossas lições, vamos aprendendo, amadurecendo e a vida ensina, não precisa que ninguém ensine, até por que todo mundo comete erros, não é mesmo? Não estou querendo ser arrogante, aliás eu não sou arrogante, mas peço que deem um tempo, tá? Eu agradeço.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ineficiência da Oi

Gostaria de pedir desculpas por não ter feito a postagem sobre o Pelourinho que eu prometi. A segunda parte. É culpa da OI. Que empresa ordinária, viu? Na terça feira eu saí para tentar resolver os processos de castração dos meus gatos, o que aliás não deu certo, quando vi um funcionário da empresa dependurado no poste. Quando voltei, já estava sem internet e o meu cunhado que me fornece a internet estava sem telefone. O reparo nada a tinha a ver com a gente e fomos prejudicados por dois dias, já que a mesma só foi regularizada hoje. Que feio, heim Oi? Depois de uma insistência em ligações para a sua central de atendimento, tudo ficou normalizado agora de tarde. Sem mais comentários em relação à empresa Oi que há muito tempo deixa a desejar e ninguém faz nada. Só quero deixar registrado que ela me gerou transtornos, como perder em uma etapa de seleção de emprego, por não poder enviar o currículo que me foi solicitado. OBRIGADA, OI!


Rafaela Valverde

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Centro Histórico com meus próprios olhos - Fotos


Há muito tempo que eu queria e finalmente no sábado nós, eu e meu marido, fomos dar um passeio no centro da cidade, Pelourinho, Praça Municipal, Comércio, enfim. Fomos andar, tomamos sorvete, assistimos rodas de capoeira e admiramos a beleza dessa região da cidade, tiramos muitas fotos e pude constatar que não é nada do que as pessoas dizem. Na boa, eu não vi pedintes, eu não vi mau elementos. Pelo menos passando nas ruas principais e não nos becos, como nos disse uma vendedora ambulante de lá, não passamos por nenhum problema. Inclusive verificamos presença constante de policiais ao longo do nosso trajeto e como estamos sempre atentos, andando com passos rápidos e cuidadosos com bolsas e pertences, não ficamos muito à mercê de malandro, não é?

Mercado Modelo/ Comércio


Essa foto tiramos já na Praça Municipal, que o próprio nome já diz. Abriga a Câmara dos vereadores e a prefeitura, que aliás está com os degraus acabados. Desculpem pela foto, mas foi tirada do meu celular, que não é lá essas coisas. O dia estava nublado, mas mesmo assim a vista é muito linda. Eu particularmente amo esse lugar e apesar de tudo aprendi a dar valor aos pontos fortes da cidade. Não sei se vai dar para ver, mas o prédio baixo, azul e branco ao fundo da imagem é o terminal de lanchas para ilha de Mar Grande e ao lado, está sendo revitalizado o nosso porto, que foi demolido e agora está gradativamente sendo recuperado e modernizado. De onde estávamos, apesar dos tapumes, pudemos ver árvores no novo porto que ainda está em fase de construção. Espero que como várias obras que vemos por aqui, não demore muito e que fique bonito e funcional, nos dando de presente mais um ponto de beleza nessa vista.

                                 
Bandeirolas de São João ainda estão enfeitando o Pelourinho.

Ao adentrar a primeira rua do Pelô, logo percebi que havia alguma coisa estranha. Mas aí percebi que era a decoração de São João que ainda está lá. Pois é, eu acho que São João foi no mês de junho. Dias 23 e 24 para ser mais exata. Hoje é dia 12/08 e fomos lá no sábado, dia 10/08. Não tem sentido nenhum que toda a decoração, com bandeirolas e balões ainda esta lá. Será que a secretaria de cultura do estado, ou seja lá quem for, não tem alguém que tire em tempo hábil uma decoração temática, para que os turistas não achem que estão na época errada. Não só os turistas, mas nós também que moramos aqui. Isso não faz sentido. Pelo menos não para mim. Passa a sensação de desleixo, desorganização e pouco caso.

Decoração de São João. Ainda?

Tudo bem que a decoração é linda e deixa o Pelourinho bonito, colorido e quando o vento bate, as bandeirolas fazem um barulhinho gostoso que só, mas com todos os argumentos que eu disse acima, acho que deveriam arrumar outra decoração, para manter esse efeito. Nesse mesmo lugar, ao fundo têm uma enorme roda de capoeira que assistimos por um momento. Em alguns momentos, há essas manifestações culturais em determinados pontos, mas para mim ainda faltou mais coisa. Ouvíamos silêncio e vozes. Faltou ouvir música. Música de diferentes ritmos, ao longo dos largos, praças e ruas. Mas devo ressaltar que próximo à casa de Jorge Amado estava rolando uma feirinha com comidas típicas dos personagens do escritor. Mas fora essas duas manifestações culturais, eu não vi mais nada.

Capoeira


Tiramos algumas fotos da roda, mas ficaram ruins por causa da posição que a gente estava. Mas era muita gente aglomerada ao redor, inclusive fotógrafos e turistas. Vou postar essas fotos da capoeira abaixo e amanhã continuo com as resenhas e fotos do Pelourinho, Praça Municipal e as belezas dessa região, como a baía de todos os santos e a praça da Cruz Caída.


Havia váriass mulheres, inclusive tocando na roda.




Capoeira: Manifestação cultural

Não sabia que tinha um banco lá.


Rafaela Valverde











A era da indignação forçada

Foto: Reprodução/ Google
Vivemos na sociedade da indignação. O problema é que a indignação vem sozinha. Não vem acompanhada de nada além de uma simples postagem no Facebook e nada mais. Sem nenhuma outra reação ou atitude que demonstre essa indignação forçada. É, forçada sim. Por que quem emite uma opinião rasa no Facebook sobre algo que está acontecendo, para que todo mundo veja, sempre com a palavra "absurdo" no meio, está tendo uma reação forçada.

 Até por que, quando você vai perguntar a essa pessoa se ela tem alguma sugestão para melhorar aquilo, você percebe que ela sequer sabe pensar, sabe refletir sobre os acontecimentos ao redor e ainda acha que política é besteira, ela não gosta de política (?). Então como eu posso achar que essa pessoa realmente se importa com o fato que ela postou, que se importa com o outro, com a sociedade, enfim. Dá nojo da falsa revolta vista apenas no Facebook, Twitter e demais redes sociais, vindas de uma pessoa que não lê nada, não se interessa por nada e quando sai do computador vai assistir tevê ou ouvir músicas eróticas de qualidade duvidosa.

Essa gente se indigna por que é politicamente correto se indignar com algo. Todos vão achar que você é uma pessoa destemida e militante em prol de alguma causa do bem, e ainda por cima, hoje em dia, na época onde todos tem alguma besteira para falar, é bonitinho que você se expresse como um manifestante que discorda totalmente do sistema que está mergulhado até o pescoço.



Rafaela Valverde

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Três anos de casada






Foto de 2011, adoro essa foto
Hoje estou completando três anos de casada. Ou seja, há três anos fomos morar juntos com quase nada e tivemos ajuda das pessoas da família de meu marido. Cada um comprou uma coisa. Tipo geladeira, guarda-roupas, armário de cozinha, liquidificador. De coisa grande, só compramos mesmo a cama e o fogão. O resto ou nos foi doado, já usado, ou foi comprado por parentes. E ao longo dos anos fomos renovando algumas coisas que precisavam ser renovadas e outras eu confesso que não, pois o sofá está todo destruído por conta das unhas dos meus gatos. Enfim, mas o que importa nisso tudo é a nossa convivência que até hoje tem sido boa. Apesar dos altos e baixos, como o fato de eu querer ir embora em determinados momentos, ou ele querer me mandar embora, acontecem com todos os casais, mas eu pude constatar que não vivo nesse momento sem a presença, a companhia, o apoio e amor incondicional desse ser que Deus colocou na minha vida e eu nem sei se mereço. Estamos casados há três anos, mas a relação já dura mais tempo e agora no dia vinte e nove completaremos sete anos ininterruptos juntos. Meu amor eu te amo e me desculpe pelas grosserias às vezes.



Rafaela Valverde



Teste Palográfico - Você sabe o que é e quando pode fazê- lo?

Exemplo de teste/ Foto: Google
Eu não sou maluca. E isso venho constatando nesses últimos dois meses. Isso por que de junho para cá eu fiz nada mais nada menos que três testes psicológicos. É isso mesmo. Foram testes para três empresas diferentes e o último foi feito hoje. Hoje porém além do chamado teste palográfico tive que fazer também um teste de atenção concentrada e ainda um outro de lógica com um caderninho com várias figuras. Daqui a pouco vou estar dando consultoria, pelo tanto de entrevistas, seleções, dinâmicas e testes psicológicos e redações que eu já fiz. 

Voltando ao teste palográfico, ele é aquele dos tracinhos. É, os malditos tracinhos. Nesse teste devemos fazer vários tracinhos na vertical seguindo o mesmo modelo e tamanho dos modelos impressos na folha de teste. A cada comando da avaliadora, que dirá a palavra 'sinal' devemos parar e fazer um traço na horizontal para separar as sequências. Depois devemos contar os tracinhos verticais e anotar os valores em cima do traço horizontal. Deu para entender? Talvez não, mas como a minha avaliadora de hoje disse, todo mundo que fez ou vai fazer habilitação para dirigir, faz esse teste. O que entendi é que deve haver um equilíbrio entre qualidade e quantidade dos tracinhos. Não adianta fazer muitos, de uma forma feia, ou fora do padrão e também não adianta fazer palitinhos bonitinhos e iguais se a quantidade não for razoável.

Costumamos dizer no popular, que esse teste comprova ou não a nossa maluquice inata ou não, mas acredito que isso não passe de conceitos pré concebidos por pessoas que não conhecem os mecanismos de avaliação, que aliás deve ser bem conduzida e corrigida por que conheço uma psicóloga que na época da graduação estagiava em agência de empregos e pagava para outra pessoa corrigir os testes dela. Anti-ético, não? Mas essa é questão para um outro texto, em outro momento. Só queria trazer a minha experiência e uma pequena luz sobre esse teste tão requisitado.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Uma entrevista inusitada

Reprodução: Google
Fui fazer mais uma entrevista hoje em um restaurante aqui em Salvador, que eu até já ouvira falar, porém ainda não tinha ido. Cheguei lá uns minutos atrasada, o que eu não costumo fazer, mas acabei me atrapalhando com o ônibus e com o local. Fico muito incomodada quando chego em qualquer lugar atrasada, imagina em uma entrevista. Mas eu expliquei e aparentemente ficou tudo bem. A senhora que me recebeu foi a mesma que me entrevistou e quando cheguei, ela pediu que eu sentasse pois ela iria arrumar a sala. Alguns minutos depois ela apareceu e me chamou para a tal sala. 

Primeiramente eu não sei o que ela arrumou, pois a sala que consistia em uma sala pequena com várias mesas de escritório equipadas, ainda estava muito bagunçada, com vários papéis em cima das mesas, a impressora jogada em um canto e uma embalagem de desodorante Dove aerosol ao lado da máquina de café expresso. E esses só são alguns detalhes da enorme bagunça em que se encontrava o escritório do restaurante e bar. Nem vou entrar no mérito das demais dependências do mesmo, até por que eu não as adentrei e seria leviandade minha falar delas.

No segundo momento, foram explicados os detalhes da vaga e eu fui sendo entrevistada pouco a pouco e enquanto eu ia respondendo as perguntas, a entrevistadora ia rabiscando meus dados no meu currículo. Até aí tudo bem, o pior foi quando uma cliente entrou em contato para fazer um pedido e ela anotou os dados do mesmo também nele. É, no meu currículo! Podem acreditar. Eu mesma demorei para acreditar, e acho que até devo ter arregalado os olhos nesse momento, mas cada um define como conduzir seu trabalho, suas seleções, sua vida, enfim. Mas achei feio ela fazer isso na minha frente, sem vergonha, sem pudor. Deselegante. E ainda passou para mim a impressão de descuido e menosprezo aos candidatos.

E por fim acabei não ficando lá por causa do horário de trabalho que era até meia noite, não havia condução da própria empresa para me trazer em casa, e não há em meu bairro, apesar de ser perto do restaurante, ônibus nesse horário. Se aceitasse ficar, provavelmente já ia começar. A vaga é para operador de telemarketing para anotar e encaminhar pedidos. O dinheiro era bom, contando com o adicional noturno, as comissões e a alimentação que eu faria lá, mas não sei como eu me sairia em meio a tanta desorganização. Desculpe, mas a primeira impressão é a que fica e a minha foi essa. Desorganização total.


Rafaela Valverde




quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Voto aberto na Câmara Municipal de Salvador - Mas só no caso de contas de prefeitos.

Reprodução: Google
Hoje li no jornal que  conseguimos o fim do voto secreto quando se tratar das contas do prefeito. Pois bem, então quando houver votação de contas dos prefeitos já passadas pelo TCM (Tribunal de Contas dos Municípios), na câmara dos vereadores, para serem ou não aprovadas garantindo a inelegibilidade de prefeitos e ex-prefeitos. O projeto é do presidente Paulo Câmara e pelo menos é uma conquista em relação a obscuridade de antigamente. Mas ainda se faz necessário a derrubada do voto secreto nos demais assuntos da câmara que está ali justamente para legislar e fiscalizar em prol do povo, portanto tudo deve ser feito de forma mais transparente e igualitária possível. Ainda assim recebo com louvores essa decisão, vejo como um progresso político conquistado também pelo povo e já prevejo um futuro não muito longe, onde poderemos saber quais vereadores votaram em quais projetos ou em que pessoas para que cargos, garantindo assim um melhor exemplo para o nosso povo e credibilidade em relação  à câmara.


Rafaela Valverde

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Facebook: facetas e funções

Foto: Reprodução/Google Imagens
O Facebook hoje faz parte da vida de todo mundo. Não é mais proibido seu uso em faculdades e órgãos públicos e já é cena comum, chegar em algumas organizações públicas e ver funcionários e usuários utilizando essa que já é considerada uma ferramenta de trabalho. Pois é, já vi por exemplo, funcionários da Biblioteca Central dos Barris aqui em Salvador, acessando abertamente e interagindo através do Facebook. O Facebook virou ambiente e instrumento corporativo?

 Talvez não, e com tanta baboseira que algumas pessoas postam acho difícil que venha se tornar um dia, porém quero destacar que a sua presença é cada vez mais predominante nos ambientes em que eu tenho estado, pelo menos. O Facebook também auxilia a todos nós no que diz respeito as relações interpessoais, pois como todos os recursos tecnológicos nesse mundo globalizado, diminui distâncias e traz quem mora longe mais para perto. Além disso nos traz a possibilidade de encontrar pessoas que há muito não vemos. Através dele, marcamos encontros, organizamos eventos, nos reconhecemos, ou não e por fim temos a possibilidade de finalmente nos rever e voltar a ter interações perdidas.

 Esses dias eu encontrei algumas pessoas que estudaram comigo há oito, nove anos e que eu não via desde então. A minha turma do primeiro e segundo anos do Ensino Médio se encontrou no último sábado e tudo foi arranjado através da Rede Social que já virou uma Rede múltipla, que vem fazendo cada vez mais parte das nossas vidas. Eu fui resistente ao Facebook e só vim mesmo dar atenção a ele no ano passado, antes disso eu nem queria conta. E conheço gente que até hoje não se rendeu aos seus encantos. Mas enquanto não surge a nova onda para substituir o Facebook, nós vamos na maioria das vezes usando com inteligência, essa ferramenta em quaisquer âmbitos das nossas vidas.


Rafaela Valverde

Hospital das clínicas no Canela - em Reforma

Hospital Das clínicas - Canela/ Ssa
Ontem eu fiz um passeio pelo Hospital das Clínicas, hospital universitário, federal. Fui levar minha avó de 81 anos para marcar um cirurgia ginecológica. Bem, o hospital mudou um pouco desde a última vez que eu fui lá, em 2007 também para um procedimento ginecológico. Vale lembrar que é um bom hospital, provido com recursos financeiros do governo federal e "alimentado" por profissionais de saúde da UFBA, portanto, acredito, eu excelentes profissionais, mesmo que em alguns casos ainda em período de formação. O hospital está em reforma há algum tempo e essa reforma que parece que nunca vai acabar atrapalha algumas dependências do mesmo. Um barulho terrível, uma falta de estrutura e uma poeirada. O hospital é bem antigo, então se faz mais que necessário essa reforma, mas considerando o que vi ontem, essa reforma ainda vai demorar e outros pontos também vão precisar ser reformados. A minha velha não usa elevadores então descemos e subimos algumas vezes, escadas com degraus destruídos, quebrados e com corrimãos escorregadios. Foi difícil subir do subsolo (setor de ginecologia) e voltar para a recepção. Mas com um forcinha, subimos. Com tanto dinheiro público sendo usado de forma irregular, como uma obra em um hospital tão importante pode demorar tanto? Não sei exatamente quando começou mas desde o ano passado que minha vó vai para lá, que a estrutura está precária desse jeito. Afinal de contas todos nós sabemos o que é  e como é uma reforma. Gostaria que as nossas obras públicas não fossem tão morosas e que não causassem tanto transtorno para idosos, crianças, enfim pessoas que mais precisam.


Rafaela Valverde

domingo, 4 de agosto de 2013

Novo visual e aniversário do blog

O novo visual é devido ao fato de que o layout antigo estava me impedindo de ter liberdade. Pois é, não estava conseguindo colocar a caixa de curtir no Facebook e também não estava conseguindo colocar os botões de compartilhamento em redes sociais abaixo das postagens. Então mudei. Essa mudança também vem no mês que o blog completa cinco anos. Pois é, no dia doze de agosto de 2008, eu escrevia o primeiro texto nesse mesmo blog. O nome era o mesmo, mas a cara era outra, os tempos eram outros e eu era outra. Gorduras a menos e aprendizados a mais depois de cinco anos, eu continuo aqui, fazendo o que eu mais gosto de fazer, que é escrever. Na época eu passava por um momento difícil e precisava de uma válvula de escape, e o blog funcionou nesse sentido. Hoje ele é muito mais que isso, é o meu projeto. É o lugar onde divulgo meus textos e onde, por incrível que pareça conheço e interajo com pessoas novas. Já teve várias caras, mas vai ser sempre um lugar especial para mim, principalmente no que diz respeito à escrita e à leitura que são as minhas principais paixões, e creio que um suporte útil para minha faculdade de jornalismo que vou fazer no ano que vem. Enfim, vamos vivendo e contando histórias, escrevendo e postando para que venham mais cinco anos.


Rafaela Valverde

sábado, 3 de agosto de 2013

Uma vida que faça sentido, com bons e maus momentos

Hoje tive um dia até bem agradável comparado com os meus últimos dias. Apesar de ter ido ver meu afilhado e ter ganhando em troca rejeição e línguas de fora. Bem, ele é uma criança de um ano e dez meses que não me vê há quase quatro meses, então é aceitável. Mas só o fato de vê-lo e de ver e conversar com a mãe dele, minha amiga há nove anos, já me fizeram melhorar. Sair de casa, ver outras pessoas, é sempre bom e nem se compara com passar as tardes em casa assistindo filmes, o que apesar de tudo também é bom. Agora à noite descemos ali na pracinha para comer um pastel. Incrível como o fato de comer um pastel na praça, ver crianças brincando, ver gente bebendo, dançando, se divertindo, já anima, já faz você perceber que é possível espairecer e deixar de pensar na infinidade de problemas que temos. Amanhã é outro dia e tenho que acreditar que virá um dia melhor. Por que o que tenho no momento são dias ruins. Isso já é um fato, o negativo já existe, então temos é que pensar no bem e na positividade. Conscientizo -me a cada dia que não só de bons e maus momentos nós vivemos, há de haver os dois em seus momentos certos para que passamos aprender, adquirir experiência e fazer com que a vida realmente faça sentido e valha a pena ser vivida.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Parem de me cobrar diploma!

Ainda hoje ouço alguém me perguntando sobre o fato de eu ter largado a faculdade. "Por que não se formou? Ter nível superior é muito importante para quem quer crescer." O que eu prontamente respondi: "Ok, mas eu quero crescer fazendo o que eu gosto, tá?" Eu não sei o que é que passa na cabeça das pessoas no momento em que dizem isso, ao se meterem de forma tão grotesca na vida, na decisão e nos sonhos dos outros. 

Eu não quero saber de nada, de nenhum tipo de argumento. Eu não quero ser como vocês que só visam o canudo e a solenidade da formatura. Entrei em Pedagogia sem saber exatamente o que queria fazer e as disciplinas de teoria eu gostava muito, mas em um determinado momento após a minha descoberta do que eu queria estudar e após o início da parte prática do curso, ou seja os estágios e na maneira como eles são feitos na UNEB, eu pulei fora mesmo.

 Ia me formar, pegar o tão importante canudo, que vocês tanto valorizam e ia trabalhar em call center? Não, obrigada, eu trabalho em call center agora. Nada, é claro contra call center. O que quero dizer é que a área da educação é uma área muito difícil e desvalorizada. Não existe plano de carreira se você não fizer carreira acadêmica. Conheço várias pessoas formadas na área e que estão dentro de um call center ou em outra área completamente diferente. Então, para mim ser formada nessa área não ia agregar mais nada ao meu currículo, além do que eu já aprendi lá dentro nesse período. Sem mais alongar esse assunto, quero dizer que não mais responderei as tolices que as pessoas falam em relação a isso.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Estamos selecionando, só que não...

Ontem fiz mais uma seleção para uma determinada empresa de call center em Salvador. Pois bem, cheguei cedo e aguardei o início que como sempre demorou quase uma hora. Além de mim havia várias pessoas para fazer a seleção. Em torno de umas trinta pessoas mais ou menos. O filtro foi forte e no final sobraram apenas sete ou oito pessoas, inclusive eu que pela redação que escrevi provavelmente não vou passar. Com um tema idiota como: "Qual a importância do operador de telemarketing?", não tinha como sair nada bom. 

Ainda por cima com um número máximo de quinze linhas. (?) Todo mundo sabe que um bom texto deve ter muito mais que quinze linhas para ser desenvolvido. Enfim, vou aguardar o contato, mas já sabendo que falhei em escrever sobre isso. Deixa pra lá, eu quero escrever sobre outra coisa, que aliás já foi tema de outros textos aqui no blog. Gostaria de falar do comportamento das pessoas em seleções de emprego. Vi gente até de bermuda em uma seleção de outra empresa, em outra sala. 

As pessoas conversam muito e alto,viu? Atendem celular nos intervalos de cada etapa, falam errado, não seguem as instruções dadas para o processo. No caso do Sine Bahia, onde foi feita a seleção, as recrutadoras nos entregaram algumas fichas com dez palavras, onde tínhamos que ler as dez palavras e construir cinco frases com duas palavras. Muito simples, não é? Pois é, mas as pessoas não entendem e não fazem as cinco frases, ou não colocam as duas palavras, apenas uma. Teve gente fazendo um diálogo só, ao invés das cinco frases. 

Além de frases totalmente desconexas, sem criatividade e que até se repetiam entre eles de tão inteligentes que eram. Frases como "Clarisse torce pelo Fluminense" saiu. Inteligente, não? Pois é e ainda teve "pobrema", "bairrio", gente falando baixo demais, de forma totalmente inaudível e é claro foram eliminadas. A recrutadora ressaltou o fato de que até mesmo para um simples call center é necessário sim uma qualificação e informou várias vezes sobre os cursos do Sine Bahia.

Após essa etapa de avaliação da dicção, tivemos uma prova super fácil que foi justamente parte integrante da maldita redação. Era uma prova com português, matemática, raciocínio lógico e informática. Coisa simples, como quais são as teclas de fechar, minimizar e restaurar em informática e realmente eu não tive dificuldade alguma com essa prova, mesmo em matemática cujo meu desastre é indescritível.

Vi estudante de direito ser eliminado nessa prova. Apesar de que a faculdade que ele fazia não era lá grande coisa, mas quem faz a faculdade é sim o aluno. Sei disso por que conversei com ele que me perguntou qual havia sido minha dificuldade e eu disse: "nenhuma". E ele prontamente me disse que tinha tido dificuldade em português e que ele realmente tem essa dificuldade sempre. Um estudante de direito?Um curso que a meu ver requer muita leitura. Não, ele não é estudante. É aluno. E há sim uma diferença. Eu não sei como as pessoas hoje em dia acham que não precisam escrever bem e nem saber o mínimo de cálculos e ainda reclamam quando são avaliados. Não dá. Saber português, a nossa língua mãe e saber diferenciar os momentos de falar usando a norma padrão é sim imprescindível para qualquer profissional de qualquer área.



Rafaela Valverde


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