terça-feira, 18 de junho de 2013

Seja e fale assim para ser aceito

NERD
Somos tachados o tempo todo, somos estereotipados. Nos vemos obrigados o tempo todo a seguir um padrão que é empurrado goela abaixo diariamente. Aliás, padrão não. Padrões, pois são muitos. Temos que usar determinados tipos de roupas, acessórios, óculos. Têm que ser de determinada marca, determinado valor e todos sabem, sempre sabem se você não está dentro da padrão almejado por todos. Quando somos adolescentes e nos entendemos como tal, temos que seguir aquele roteiro que nos é imposto: sentar de perna fechada (para meninas) era o que eu mais tinha dificuldade em seguir e era muito chamada atenção. "Pra quê? Se tô de short?" "Mas é feio, mocinha sentar assim." Ah vá à M. E não pensem que isso acabou não, essa praga continua se perpetuando e perturbando a vida de nossas meninas. Sempre vivi sob estigmas diversos, até por que minha aparência física sempre  favoreceu isso. E até hoje vivo assim. Algumas pessoas acham que só por que eu escrevo, eu gosto de ler, gosto de cinema, enfim. As pessoas me acham meio intelectual e acham que por causa disso eu não devo me interessar por futilidades femininas como maquiagem, esmaltes, cabelo, pele, moda, etc. Todo mundo acha isso pouco importante. Não é! Eu fiquei mais feliz comigo mesma, com minha auto-estima mais elevada depois que passei a me cuidar mais, passei a gostar de maquiagem, esmaltes, enfim. Aí vivem querendo estereotipar a gente, como se as pessoas inteligentes não pudessem ser e querem ficar bonitas e como se as bonitas, bem cuidadas e ligadas em moda não pudessem de forma nenhuma serem inteligentes. É claro que não faço dessas coisas a razão maior da minha vida e nem do meu blog, mas gosto e acho necessário para qualquer mulher, se cuidar, hidratar os cabelos, cuidar da pele, pintar as unhas, se vestir de uma forma que te deixe confortável, enfim. Todas nós temos o direito de vivermos da forma que acharmos melhor e esses estigmas que na maioria das vezes nos marcam negativamente deviam ser repensados por quem não se cansa de reproduzi-los. 

Meus óculos não me impedem de me maquiar.


Rafaela Valverde

Oportunidade de trabalho através da internet

Foto: Google
Hoje em dia fazemos muitas atividades pela internet. Realizamos pagamentos, entramos em contato com os amigos, namoramos, consultamos diversas modalidades de serviços e enfim procuramos e encontramos emprego. Desde a semana passada até hoje eu estou envolvida em duas seleções. Na verdade já estou para ser contratada em ambas, estou apenas esperando chamar, ver os prós e contras e decidir para qual vou e ambas eu contactei através da internet. 



A primeira foi para a vaga de vendedora de uma loja de móveis e eletros que vai inaugurar em Salvador e o envio do meu currículo foi através de uma divulgação no Facebook, onde eu fui encaminhada para a agência de RH onde fiz uma seleção inicial chamada triagem, depois uma prova e uma dinâmica que foram hoje e amanhã vou fazer teste psicológico. A segunda empresa que eu contactei, porém já fiz a seleção desde a semana passada foi um call center no comércio, cujo o envio do meu currículo foi através do site da própria empresa e de repente, quando eu não esperava mais, veio a ligação me convidando a participar da seleção.

Então o que quero ressaltar aqui, apesar de vocês já saberem, é a importância da internet em nossa vida. Através delas obtemos empregos, cursos gratuitos, informações diversas, atualizações profissionais e informação, informação e informação. Antes, eu não acreditava muito no poder da internet para enviar currículo e ser realmente convocada para uma entrevista ou seleção. Mas agora as empresas já se deram conta de que essa é uma ótima ferramenta que além de otimizar tempo pode alcançar muito mais pessoas.

Viva a era digital que nos traz muito mais coisas boas do que ruins.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Nossas manifestações devem continuar

Foto:Google
Estamos em meio a muitas manifestações e me pego perguntando qual o porquê de estourarem essas manifestações ao mesmo tempo. O que será que houve com as pessoas para que de repente após um longo período de inércia, se manifestem de forma tão maciça e alarmante. Bem, o fato que ainda não descobri, só estou pensando mesmo e é óbvio que considero esse banho de cidadania muito bom para o nosso país. Além de cidadania, estamos exigindo de volta nosso direito de nos indignar, nos revoltar e lutar pelo que está errado. Isso é realmente muito bom é acredito que seja um fato histórico em nosso país. Ficava pensando também: "O que aconteceu com as pessoas? Tudo que conseguimos ao longo do desenvolvimento da humanidade foi com protestos, revoltas, manifestações. E agora estamos quietos, calados, inertes." Jamais conseguiremos progressos em nossa convivência social se ficarmos parados esperando por nossos governantes que apesar de terem sido escolhidos por nós, estão no poder em sua maioria apenas por causa de um emprego público, um bom salário e promoção pessoal. É claro que não generalizo, mas o que se pode fazer para desenvolver e melhorar uma sociedade onde seus membros sempre esperam pelos outros, reclamam e não agem, proliferam a corrupção dentro de sua própria casa, enfim. Apesar de achar que essa frase se trata de um discurso que empobrece nossa luta e tira nossa responsabilidade de lutar, acho sim que o governo é o reflexo do povo e é de nós mesmos que deve começar a mudança.


Rafaela Valverde

sábado, 15 de junho de 2013

Perguntas e medo

Ir ou ficar? Continuar vivendo a dois ou morar sozinha e cultivar esse individualismo que tenho dentro de mim? Amar de longe ou amar aqui? Continuar sendo uma dona de casa ou ir me virando do jeito que der com uma típica solteira moderna? O que fazer? Ser ou não ser? Estar ou não estar?

Estou confusa e sei que essa confusão vem do medo que eu sinto de sair dessa redoma, dessa bolha protetiva que me sufoca. Tenho medo de mudanças, de sair da rotina. Afinal de contas sou taurina e tenho medo de não conseguir pagar minhas contas e me sustentar sozinha.

 Realmente sou muito medrosa! Mas agora sei que não posso mais adiar esse momento que espero desde criança. Esse medo deve ser dizimado para o meu próprio bem e para o bem do amor. Mas sempre o medo vai estar aqui nem que seja no fundo do meu subconsciente e terei que aprender a lidar com ele e ir eliminando-o aos poucos, afinal de contas ninguém vive sem medo, um pouco de medo é vital para a nossa sobrevivência. O problema no meu caso é que esse medo, esse receio seja confirmado, constatado e que realmente essa nova empreitada não dê certo.

Rafaela Valverde

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Sobre a página do Facebook

Tive um pequeno problema quando mudei o template do blog e não está aparecendo a opção de curtir a página do blog no Facebook. Está ativado mas não aparece. Como já troquei várias vezes e não aparece realmente eu desisti e o novo modelo de HTML do blogger, onde fazemos esse tipo de procedimento está um saco, então eu  disponibilizei o link do meu próprio Facebook e quem quiser curtir a página, basta falar comigo ou entra em contato através da aba contatos, ou ainda pode pesquisar na busca do Facebook pelo nome do blog que encontrará a página, ok?


Rafaela Valverde

Quero cuidar apenas de mim

Quando penso um pouco mais, reflito e analiso, passando as minhas noites em claro eu sei que eu não queria estar aqui. Eu tenho certeza que não quero mais estar aqui. Mas não é só falta de coragem que faz com que eu permaneça e sim a falta de opção. Saindo eu consigo a minha tão esperada liberdade, mas também vou ter que enfrentar problemas sozinha. Nesses problemas se incluem os financeiros, os domésticos, etc. Mas valerá a pena. 

Quero ter outras experiências, sair desse mundinho ameno e dessa mesmice. Se eu tiver de viajar por exemplo, não quero ser impedida por causa de nada e nem de ninguém. Não quero estar e um lugar só, todos os finais de semana, sair sempre para comer e sempre nos mesmos lugares. Não quero continuar sem ter com quem conversar mesmo morando com alguém (dá pra acreditar?) Se for para ficar sozinha e ser ignorada sem poder falar nada por que ninguém vai ouvir, eu prefiro estar sozinha mesmo.

Não ter trabalho dobrado. Cozinhar e lavar só pra um. Ultimamente só estou tendo o ônus de dividir uma vida e a parte boa não sei onde se escondeu. Onde conversávamos horas a fio, dividíamos as tarefas e não nos acusávamos. Eu não quero mais ter dupla ou tripla jornada como venho tendo de três anos pra cá, onde eu acordava às cinco da manhã ia para a faculdade, depois ia trabalhar, chegava em casa ia malhar e quando voltava ainda encontrava a mesma bagunçada ou com pratos sujos na pia, ou ainda tinha que chegar em casa e fazer comida por que tínhamos que levar no dia seguinte para o trabalho. 

Por mais que as coisas tenham mudado ao longo de muitos anos, algumas responsabilidades ainda ficam quase que exclusivamente por conta da mulher, como lavar roupa, cozinhar e observar pequenos detalhes em casa. Organizar tudo, administrar, manter em ordem, trocar panos de prato, toalha de rosto do banheiro, limpar microondas e trocar semanalmente toalhas de banho e roupas de cama. Isso tem ficado pesado para mim  eu não quero mais cuidar de ninguém só de mim mesma.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Estou ficando repetitiva, mas tenho que falar

Como somos mal educados. Não sei onde vamos parar com tanta falta de compostura, delicadeza, elegância, cuidado com o outro. Vivemos em sociedade. Isso aprendemos na escola enquanto somos crianças. Aprendemos também que não podemos viver sozinhos. Prova disso é que a nossa língua é aprendida e imposta através da sociedade onde vivemos. Podemos nascer em qualquer lugar do mundo, mas a língua que vamos falar é aquela em que seremos criados.

Bem, voltando a falar sobre a educação eu volto a falar sobre o que observo nas ruas da nossa cidade dia após dia. Nem vou falar dos lixos jogados da janela do ônibus e nem dos DJs do buzu, já estou ficando com a língua e os dedos calejados de tanto falar e escrever deles. Hoje quero me focar em uma situação específica que passei hoje: peguei um ônibus aqui no fim de linha, ele já estava saindo e portanto sem cadeiras para sentar. 
Foto: Google

Quando o ônibus está quase cheio, eu prefiro ficar no fundo. Só que tinha um detalhe: o fundo estava tomado por baderneiros que falavam aos berros, davam altas gargalhadas e com certeza estavam achando que estavam no sofá de casa. Só faltou o sofá, a pipoca e o futebol. E não eram adolescentes que iam para a escola não, eram adultos, bem adultos aliás. Homens e mulheres que certamente são pais de família, gritando no ônibus, berrando com o motorista e com pessoas que estavam na frente do ônibus a uma distância de pelo menos três metros.

Eu lá tentando ouvir meu rádio, enfiava bem o fone de ouvido e coloquei no último volume, coisa que não costumo fazer, mas mesmo assim ficava difícil. O sossego só chegou quando chegaram em seus pontos e foram descendo um a um. Ufa! Ultimamente não tenho suportado estar em ambientes coletivos. Alguns cinemas, ônibus, ruas, algum lugar onde tenho que ficar com várias pessoas têm se tornado verdadeiros martírios. 

#canseideserpobre



Rafaela Valverde

Sofremos e depois esquecemos

Foto: Google
Essa semana depois da maratona que passei comecei a pensar em como nós de uma maneira geral somos ingratos e sem motivos reclamamos e desfazemos dos nossos empregos quando já o temos. Dizemos coisas como: "Não aguento mais isso aqui," "Quero que chegue a sexta feira..." enfim, são muitas frases que demonstram o quanto estamos de saco cheio por estar trabalhando. 

Então estava pensando em como sofremos para conseguir o mesmo emprego. Tomamos dinheiro emprestado para transporte e documentação quando aprovados. Fazemos provas, redações, dinâmicas, entrevistas, enfim passamos por tantas provas, somos contratados e depois de um certo tempo começamos a tratar aquele trabalho que paga nossas contas com desmazelo e desinteresse. 

É claro que isso não é uma regra, é óbvio, mas geralmente passamos por tanta seleção e acabamos chamando o nosso ambiente de trabalho de inferno, como já ouvi algumas pessoas chamarem e até eu mesma já fiz isso, confesso. Mas depois de dar tanta cabeçada e de perceber o quão é sacrificante ficar desempregada, tendo que pedir dinheiro emprestado e não ter dinheiro nem para comprar um desodorante. É sacrificante também passar por essa jornada de entrevistas e seleções que venho passando há dois meses.

Sabe lá o que vai acontecer no futuro, mas nesse momento eu penso assim. Consegui esse e vou segurar o máximo que eu puder e espero que eu deixe as coisas finalmente caminharem para a frente. Pois é, por que às vezes eu percebo que em alguns casos eu mesma me saboto e quando algo não dá certo fico culpando a vida. Eu disse no final do ano passado que 2013 seria o ano de transição na minha vida e será.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 12 de junho de 2013

E-mail enviado por mim à redação da Revista Gloss

Olá meu nome é Rafaela e leio a Gloss desde o final de 2010, quando comprei na banca pela primeira vez. Desde então me apaixonei e passei a assinar. Sou de Salvador - Bahia e pretendo estudar Jornalismo. Larguei a faculdade de Pedagogia no ano passado. Foi na Gloss que descobri minha amada Adele, enfim, já faz parte da minha vida e eu amo muito a revista. Então, eu gostaria de fazer as seguintes observações e sugestões: 
Primeiro, desde que comprei a revista pela primeira vez, nunca vi na capa uma mulher negra e venho criticando isso em meu blog há algum tempo. Em segundo lugar, como contei um pequeno fato da minha vida acima (o que eu acho um ato de coragem). Sugiro que a revista traga histórias de verdade com mulheres de verdade, que possam de repente ajudar alguém que queira tomar alguma atitude corajosa, entendem? E por falar em mulher de verdade, que tal mostrar nos editoriais de moda e make mulheres de verdade, com corpo e rosto normais, acima do peso como eu que não gosta de malhar e depilar as pernas, afinal o mundo feminino não é um mar de rosas, não é? Nada contra, mas a revista traz loiras demais, de olhos claros demais, brancas e magras demais. Não dá. Eu não sou assim! Gostaria de ver mais seções literárias e ainda histórias de mulheres que cansadas da química tomaram a radical atitude de fazerem o "big chop". (É o meu caso também, tá?) Existem várias blogueiras que fizeram isso e contar essa história dá nas pessoas uma vontade de radicalizar de certa forma, em algum momento da vida. E além disso poderíamos ter dicas de como cuidar desses novos cachos, já que é um relacionamento novo. A revista trata mais de cabelos lisos naturais. E onde ficam as alisadas, relaxadas, crespas, "big chopadas", etc? Bem, no momento é isso e creio que no primeiro contato já escrevi demais.

Obrigada.


Rafaela Valverde

O dia dos namorados

Foto: Google
Hoje é um dia fabricado para ser o dia do ano onde todos os motéis e restaurantes estarão lotados e as pessoas mofarão em alguma fila e em  portas de restaurantes para estacionar o carro ou para entrar. Enfim, hoje é um dia caótico que as pessoas que trabalham não tem pique para curtir e as pessoas que estão sem emprego não têm dinheiro para gastar à toa, já que qualquer vintém em nossa mão já tem alguma outra utilidade e nos podemos nos dar esse luxo.

 É um dia totalmente desconcertante e constrangedor exatamente por causa dessas questões financeiras. Mas apesar de tudo isso, não é proibido comemorar e curtir a data do jeito que dá. Então espero que todos tenham um bom dia e se dediquem ao seu amor. Mas não limite essa dedicação somente em dias festivos, mas em todos os dias do ano, enquanto durar esse relacionamento. 

Cuidar, admirar, ouvir, apoiar, entender. Todas essas coisas, além do sentimento e do sexo, é claro, devem estar presentes em uma relação a dois. Seja ela hétero ou homossexual, bígama, ou monogâmica, aberta, estável, fechada e fiel, enfim... O importante é ser feliz, não é mesmo? E cada um vai sendo do jeito que melhor lhe aprouver. Mas sempre devemos estar atentos à essas datas festivas que só impõem consumo e exageros.


Rafaela Valverde

terça-feira, 11 de junho de 2013

Observações diárias

Foto: Google
É tudo muito rápido e rasteiro. A falta de tempo está bem explícita em todas as nossas atividades, especialmente aquelas relacionadas a reinserção no mercado de trabalho. Por que digo isso? Estou vivendo verdadeiras maratonas e passando dias na rua sem almoçar, sem um tostão na mão nem para beber uma água. 

Já houve casos de fazer duas seleções na mesma tarde, saí que nem uma louca de uma extremidade à outra da cidade, andar cheia de documentos na mão e passar por exames médicos e dinâmicas de grupo. Em relação a falar e escrever uma redação por exemplo, eu não me importo, mas uma dinâmica de grupo como a de hoje por exemplo eu fico louca. Foi uma dinâmica com uma lista de doze pessoas diferentes e em um bombardeio na terra tínhamos que salvar seis. Enfim, acho super difícil, mas acho que meus argumentos convenceram, pois eu fui aprovada pela próxima etapa que será amanhã.

 Mas voltando ao assunto da falta de tempo e da rapidez, em uma empresa eu cheguei a fazer exame médico e como é superficial esse exame clínico. Temos os exames específicos como audiometria, ocular, etc. Esses são feitos de forma normal, mas o contato com o médico é artificial e bem rápido mesmo. Não sei até que ponto esses exames admissionais e demissionais são realmente eficientes para detectar algum tipo de problema de saúde no futuro ou ex- funcionário. 

Por outro lado porém, olhando pelo lado da empresa, sei que procedimentos de contratação e demissão são custosos para a empresa, imagina então empresas que contratam muitos funcionários e que ainda tenham que custear um bom exame clínico, físico, mental, enfim. São só coisas que passam na minha cabeça. Não sei bem se tenho algum tipo de opinião formada sobre isso, o que importa é que quero trabalhar e logo!


Rafaela Valverde

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Medo de arriscar

Foto: Google
E a vida continua chata e sem sentido. Na verdade acho que o problema é comigo mesmo, que essa altura de minha vida não construí nada concreto. Larguei a faculdade pelo meio, estou mais uma vez sem emprego e tenho já vinte e quatro anos. Conheço pessoas com a minha idade que já estão na segunda graduação e eu aqui parada.

Nesse momento bate uma frustração, uma decepção e uma vontade de largar tudo isso aqui. Estou chateada mesmo, e me sinto pessimista como se as coisas não tivessem possibilidade e talvez não tenham mesmo. Há alguns anos venho passando por isso, uma inquietude, uma angústia, uma agonia que impele largar tudo, mas eu não tenho coragem. Sou uma idiota covarde que vivo protelando as coisas. Tenho medo de me dar mal, de me arrepender de ter dificuldades, enfim. 

Medo tem sido a palavra mas utilizada por mim ao longo de pelo menos cinco anos. Agora cansei de ter medo, porém já perdi muita coisa, muita oportunidade, simplesmente por covardia, simplesmente por não querer arriscar. E ainda vem algumas notícias que me deixam ainda mais triste e desanimada. E cansada. Então, cansada é a palavra. Me desculpem pelo desabafo, mas estou me sentindo assim. Espero que um dia eu tenha a esperança de que as coisas melhorem pelo menos um pouquinho. Quando melhoram um pouco, logo vem uma tempestade e leva tudo e sei que não adianta ficar me lamentando e chorando o leite derramado, eu tenho é que continuar na luta, mesmo que em muitos casos seja em vão.


Rafaela Valverde

domingo, 9 de junho de 2013

Em meio a tantas obrigações...

Foto: Google


São tantas exigências: tenho que saber inglês, dominar informática, dominar a norma culta da língua, ter controle emocional, etc, etc, etc. Sei dessas exigências e tento correr atrás do atraso, mas a cada dias as notícias se renovam, oc conteúdos aumentam e a nossa capacidade metalinguística deve acompanhar essas mudanças, porém é bem difícil. Ler para mim já é um hábito cultivado desde a infância, portanto não se figura como uma ameaça, como tenho visto algumas pessoas até mais jovens que eu com medo de alguns livros que vão cair no vestibular. Essas pessoas em sua maioria não tem esse hábito de ler cultivado em sua vida e vêem aquela lista como uma obrigação para atingir uma meta adiante, que é a aprovação no vestibular. Primeiro por que não há prazer mesmo para essas pessoas em ler, segundo por que as leituras não são nenhuma saga crepúsculo e nem Harry Potter, ou seja, são leituras de difícil compreensão e que exige um certo domínio e costume com o hábito de ler e o terceiro motivo a qual atribuo esse ódio aos livros exigidos no vestibular, é que eles se acumulam com os filmes, os conteúdos, e todo o resto de atividades diárias que todos têm. Então o que recomendo é cultivar o hábito diário e prazeroso da leitura e não somente por imposição de uma lista de livros "chatos" que somos obrigados a ler para fazer uma prova.


Rafaela Valverde

sábado, 8 de junho de 2013

Nota sobre o blog

Já existem muitos blogs por aí falando se moda, maquiagem, estilo, livros, cinema, decoração, enfim. Foi pensando nisso que há cinco anos atrás (mesmo sem ter ainda esse boom da blogosfera), eu resolvi escrever em um blog que falasse de tudo um pouco e que antes de mais nada, eu pudesse falar sobre mim, minhas impressões e gostos fílmicos e literários. Não desejo e nunca desejei me igualar a ninguém e nem a nenhum blog. Não desejo propagandas e nem grande quantidade de visualizações, só espero poder me expressar de alguma forma sobre o que eu gosto, sobre o que não gosto, sobre o que me agrada ou não. Enfim, o meu blog não é uma vitrine de produtos e sim o espaço para eu escrever.


Rafaela Valverde

Livro Mar Morto

Foto: Google


Acabei de ler o livro Mar morto de Jorge Amado e confesso que não gostei muito dele não. Certo, eu li poucos livros do nosso grande autor baiano e portanto tenho poucas chances e comparar e confrontar, mas apesar de ser sim um bom livro e como disse Maria Clara Machado no posfácio do mesmo é o livro bem lírico e romântico, ele se estende um pouco demais. Acho que certos acontecimentos não poderiam demorar tanto e alguns diálogos e pensamentos dos personagens se tornam um tanto quanto repetitivas. Não gostei também de tanta cantoria, quem leu ou for ler vai entender. No mais é sim um ótimo livro e é o livro que inspirou os personagens Guma e Lívia da novela Porto dos Milagres da Globo. Tirando o fato que eu imaginava sempre Marcos Palmeira e Flávia Alessandra, atores que interpretaram respectivamente os personagens, eu gostei bastante dos personagens que tinham a coragem como principal característica e batalhavam no mar. Consegui identificar diversos aspectos do baiano e isso traz uma identificação muito positiva com quem está lendo, se for baiano. Pretendo ler o máximo possível de livros de Jorge Amado e de Machado de Assis. Autores super consagrados que eu virei super fã, porém há pouco tempo e cuja as brilhantes obras eu pretendo devorar.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Momentos misturados do mundo


Sou admiradora do pitoresco,
gosto da luz do luar e da cor do mar.
Tudo isso se mistura na arte e se torna uma
sintonia peculiar de um mundo só meu.
Nesse mundo ninguém entra, pois a sua
singularidade e a minha força não permitem.
O meu mundo pode ser rosa, preto, 
amarelo, ou da cor da lua.
Preciso de paz e da calmaria que existe
 em algum canto da minha rua.
A arte sempre me atraiu pela
beleza de suas curvas e formas,
palavras e lágrimas.
Essa atração culminou, 
com a vinda dessa arte para o infinito
universo que existe dentro de mim.
Julgo que tudo isso é necessário para o 
crescimento e o avivamento da alma.
Quando se trata de mim e do meu mundo
tudo é contraditório.
Vivo momentos de fúria esperando momentos
de calma.

Poema escrito por mim em: 10 de setembro de 2009

Rafaela Valverde

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ande logo, isso não é Fashion Week!



Passarela do Iguatemi/ Salvador Foto: Google
As pessoas confundem passarela urbana com passarela de desfile das fashion weeks da vida, não é possível. É inacreditável como se faz de tudo em um passarela, menos andar. Na semana passada e hoje tive a oportunidade de passar por uma das passarelas mais movimentadas da cidade, a passarela da região do Iguatemi que fica bem na frente do shopping. Então, na semana passada parece que todas as pessoas idosas e mancas que existiam na cidade resolveram andar na passarela e hoje as pessoas estavam conversando com o colega do lado, falando ao celular, comprando bugigangas desnecessárias e atrapalhando a vida de quem realmente quer andar para adiantar o lado, pegar um ônibus, almoçar, enfim. E o  pior é que eu peguei o trajeto mais longo que foi da rodoviária até a entrada do shopping Iguatemi.(Quem mora em Salvador sabe) Um total e completo caos. Mas que poderia ser amenizado se as pessoas não fizessem confusão e não achassem que estavam desfilando modelitos em uma passarela iluminada por holofotes.

Fica aqui o desabafo.



Rafaela Valverde

terça-feira, 4 de junho de 2013

O registro de uma pequena ideia

Hoje logo que acordei recebi um telefonema de uma amiga e ex-colega de trabalho que foi demitida ontem e que me perguntava algumas coisas sobre os processos demissionais. Eu já passei por isso algumas vezes e trabalhei dando entrada em seguro desemprego, e como todo mundo sabe, leio muito então volta e meia aparece alguém me perguntando sobre como funcionam esses procedimentos pós-demissão. Então eu pensei na hora: "Posso ganhar dinheiro dando consultoria," Depois ri, é claro. Essa ideia é de gerico, mas como sei um pouquinho sobre o assunto, podia aproveitar as deixas que as pessoas me dão e cobrar pela consultoria. Quem sabe um dia? Alguma empresa de consultoria? Nunca se sabe. Eu só queria deixar isso registrado aqui.



Rafaela Valverde

Não gosto de me gabar

Foto: Google
Ontem estava sentada conversando com meu marido no lugar onde faremos o cursinho. Enquanto esperávamos eu estava com o fone de ouvido ouvindo a rádio Metrópole (oh, que novidade!) e acabei no início por conta disso falando um pouco alto, o que eu detesto. Depois tirei o fone para poder falar mais baixo e estava falando sobre alguns erros de português no mural. E comecei a falar de algumas pessoas, inclusive já formadas que eu ajudei a escrever artigos. 

Enfim, falava sobre as minhas habilidades na escrita. Quando fomos para a sala de aula, o professor de literatura que é jovem e ainda estudante de Letras da UFBA, falou que achou que eu já era formada. Provavelmente ele escutou o que eu estava falando já que estava sentado bem perto da gente. Fiquei super envergonhada. 

Estou contando essa história para deixar claro o que e vou dizer agora. É o seguinte: eu não gosto de passar imagem de pessoa que fica se gabando, não gosto de que as pessoas me vejam falando assim, me sinto péssima, fica parecendo que eu me acho melhor que todo mundo e isso não é verdade. Eu detesto me sentir assim e por isso fiquei muito envergonhada na frente de todo mundo. Eu não sou melhor que ninguém! Eu não sei nada e definitivamente não gosto de passar essa imagem. Era só isso.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cursinho Universidade Para Todos - O dia que era pra ser o início das aulas

Hoje foi o início das aulas do cursinho pré-vestibular universidade para todos, ou deveria ser o início das aulas, o que não ocorreu efetivamente. Na verdade nem a matrícula, pudemos fazer pois a notícia do início do cursinho não saiu no diário oficial, portanto os professores não poderiam dar aula e sem isso também não poderíamos nos matricular. Pois bem, por conta da espera eu perdi a entrevista que tinha hoje, pois afinal de contas não quero perder esse cursinho, então quando eu saí de lá, percebi que não dava mais tempo ir à entrevista e acabamos não nos matriculando. Somente conversamos com a coordenadora e com o professor de literatura. Apesar dos pesares eu gostei. Aqui as aulas serão realizadas no Centro Social Urbano do Nordeste de Amaralina, que é o mesmo lugar da Unidade Pacificadora. Bem, pelo menos eu me sinto segura. Mas é sério, eu gostei do cursinho e apesar de tudo parece ser organizado e já existe aqui há alguns anos, aumentando ano a ano a taxa de aprovação. Espero que assim seja. Agora vamos esperar o retorno da coordenadora, para que saia no diário oficial e a gente possa ir finalmente fazer nosso cursinho.


Rafaela Valverde

domingo, 2 de junho de 2013

O abraço forte da solidão

A solidão é traiçoeira. Ela finge que vai embora mas não vai, ela apenas se esconde em algum lugar que não dá pra ver. E quando estamos mais vulneráveis, mais desprotegidos ela aparece e nos abraça de um jeito que fica difícil escapar. Parece meio clichê dizer isso e no fundo acho que é mesmo, mas a solidão vem independente de você estar ou não cercada de pessoas. Isso pouco importa. Muitas vezes, estamos cercadas de gente, por todo lado e não conversamos, não nos entrosamos e não nos tocamos. Sequer olhares são trocados. Então considero a solidão, algo além de relacionamento inter-pessoais. Vem da gente, e tem a ver muitas vezes com o estado de espírito e com certas decisões que adiamos e adiamos. Isso continua nos deixando solitários e cansados. Nos sentindo sem ninguém no mundo e sem ter com que conversar. Adiar o que pode levar o fim da solidão causa mais solidão ainda, por que o abraço que ela dá quando sai do seu esconderijo secreto, é um abraço muito, muito apertado.


Rafaela Valverde

Já sei o que eu vou ser

Foto: Google
E me perguntavam: "O que você vai ser quando crescer?" O que eu imediatamente respondia: "Serei veterinária ou escritora igual a Zélia Gattai", autora que sempre admirei desde criança, mesmo sem ter lido um livro. (Agora já li um ) Talvez tenha sido influência da TV, pois afinal o que eu sabia dela era apenas que era escritora e mulher de Jorge Amado. Bem, a carreira de veterinária eu descobri cedo que não daria pra seguir, pois afinal de contas uma pessoa que não pode ver sangue, mesmo amando animais não pode ir para uma área tão diretamente voltada para a área de saúde. E também é uma área que tem que saber muitos conteúdos que eu definitivamente não sei, como química e biologia, por exemplo. Já a parte de ser escritora me deixa muito mais liberta, mais à vontade. Ninguém precisa se formar em algo para ser escritora, basta escrever bem, agradar aos leitores, ter o que contar e uma boa história para desenrolar. Escrever vem de dentro da gente, a gente sabe desde criança que vamos escrever. Eu já sabia, eu nasci sabendo. Quando tinha trabalhos criativos da escola, tanto meus quanto de minha irmã, eu criava poemas. Já fiz poema sobre boa alimentação para um trabalho de ciências e já fiz poemas, artigos e crônicas na faculdade. De qualquer texto que eu eu leio, eu sou capaz de extrair um poema. Isso não falo para me gabar não. Falo apenas para constatar um fato, um ato que sempre esteve dentro de mim, desde a mais tenra infância e essa paixão serve para me consolar, me esvaziar de algo que esteja me sufocando ou para tirar um pouquinho da solidão que tenho sentido ultimamente. Depois dessa idade eu quis também ser atriz e fiz teatro na escola por um curto período e sinto também que escrever, principalmente histórias, é sim uma forma de ser atriz, de atuar e ser quantas pessoas eu quiser ser.


Rafaela Valverde

sábado, 1 de junho de 2013

Vem aí o sexto mês.

Foto: Google



Inicia- se um novo mês. E o que é quem vem com ele. Não sei se estou muito animada e esperançosa não. A única coisa boa que vislumbro nesse momento é o cursinho pré- vestibular do Projeto Universidade para todos, do governo do estado, que começa na segunda feira. E espero arranjar logo um trabalho até o final da primeira quinzena, para que enfim as coisas voltem a andar. Se é que estavam realmente andando para algum lugar. Bem, o fato é que dou boas vindas a esse novo mês, apesar de tudo. O mês de junho que é o divisor de águas já que é o último do primeiro semestre. Mês das festas juninas, do meio ambiente e o aniversário de minha mãe. E tenho que lembrar que é o mês da Copa das Confederações que terá jogos aqui em Salvador. (Bagunça total!) A FIFA entra no país sem lei e faz o quer. Mas isso é papo para outra postagem.


Venha com tudo Junho!


Rafaela Valverde
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